VA

VALE3F Vale S.A. – Cotação Hoje

📈 Ação B3

Vale S.A.

Preço Atual
R$ 71,51
+1.59%
Cotação oficial B3 em tempo real
Análise Fundamentalista • Estratégia de Longo Prazo

Selo de Investimento:

⚠️ Atenção

Atende a 3 de 12 critérios. Alguns múltiplos ou métricas de endividamento exigem cautela.

Pontuação dos Critérios 3/12 (25.0%)
Mínimo Buy & Hold: 8/12 Status: Atenção

Checklist Fundamentalista de 12 Critérios

Critérios auditados automaticamente
Dívida Líquida < Lucro Líquido (12M)
Caixa Líquido (R$ 0.00 Bi) | Lucro: R$ 9.48 Bi

A dívida líquida da empresa é menor que o lucro líquido dos últimos 12 meses

ROE > 5%
ROE não disponível

Retorno sobre o Patrimônio Líquido historicamente superior a 5%

Histórico de Dividendos (> 4% a.a.)
Sem histórico suficiente de proventos ou DY < 4%

Histórico consistente de distribuição de proventos acima de 4% a.a.

Crescimento de Receita ou Lucro (> 5%)
Dados de crescimento indisponíveis

Crescimento de receitas ou lucros superior a 5% nos últimos anos

P/VP abaixo de 5
P/VP não disponível

Preço sobre Valor Patrimonial negociado abaixo de 5x

Setor com mais de 100 anos
Setor: Outros

Atuação em setor perene e consolidado há mais de um século

Empresa Blue Chip
Ação fora da lista das principais Blue Chips

Companhia de grande porte, alta liquidez e liderança setorial

Mais de 30 anos de mercado
Fundada em 1942 (84 anos de mercado)

Companhia fundada há mais de 30 anos com histórico comprovado

P/L abaixo de 30
P/L atual: 29.52x (Abaixo de 30)

Preço sobre Lucro negociado abaixo de 30x

Dív. Líquida/EBITDA < 2
EBITDA negativo ou dados de dívida insuficientes

Alavancagem financeira controlada com Dívida Líquida/EBITDA menor que 2x

EV/EBIT abaixo de 7
EBIT ou EV não positivo

Enterprise Value sobre EBIT operacional negociado abaixo de 7x

Tag Along entre 80% e 100%
Tag Along de 0% (Abaixo de 80%)

Proteção aos acionistas minoritários com Tag Along de 80% a 100%

ℹ️ Análise algorítmica fundamentalista calculada em tempo real com base em demonstrativos CVM/B3. Não constitui recomendação de compra ou venda.
💰
Valuation por Dividendos

Método Barsi (Preço Teto)

Estratégia focada em renda passiva com cálculo do preço máximo para obter no mínimo 6% ao ano em proventos com base na média dos últimos 5 anos.

ℹ️ Sem histórico de proventos suficiente Não foi possível calcular o Preço Teto de Barsi devido à ausência de histórico de pagamento de dividendos nos últimos anos.
Ajustar parâmetros na Calculadora Barsi
Fórmula: DPA Médio ÷ 0,06 Alvo: Yield ≥ 6% a.a.
📐
Value Investing

Fórmula de Graham (Preço Justo)

Fórmula de Benjamin Graham determinando o valor intrínseco a partir dos múltiplos conservadores de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5.

ℹ️ Fórmula não aplicável (Prejuízo ou PL negativo) A Fórmula de Graham só é aplicável para empresas com Lucro por Ação (LPA) e Patrimônio Líquido (VPA) positivos.
Ajustar parâmetros na Calculadora Graham
Fórmula: √(22,5 × LPA × VPA) Fator 22,5 = P/L 15 × P/VP 1,5
⚠️ Aviso Legal: As estimativas do Método Barsi e da Fórmula de Graham são modelos matemáticos teóricos baseados em dados públicos da B3/CVM. Não constituem recomendação de investimento, compra ou venda.

O ativo VALE3F (Vale S.A.) está sendo negociado hoje a R$ 71,51, acumulando uma variação de +1.59% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 58,80 e a máxima de R$ 91,59. Em termos de valuation, o papel negocia a um múltiplo P/L de 29.52x.

Abertura
R$ 71,09
Fec. Ant: R$ 71,51
Variação Dia
Min: R$ 70,15
Max: R$ 71,56
52 Semanas
Mín: R$ 58,80
Máx: R$ 91,59
Volume
92.738
Moeda: BRL

Histórico de Cotação: VALE3F

Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência

Mínima no Período --
Máxima no Período --
Variação no Período --
Tendência Técnica --
Carregando cotações históricas...

Indicadores de Valuation

29.52
R$ 2,42
R$ 0,00
Enterprise Value
R$ 280,18 Bi
R$ 280,18 Bi

Indicadores de Endividamento

Dívida Líquida
R$ 0,00 Mi

Sobre a VALE3F

Setor
Outros
Indústria / Segmento
Outros
Market Cap
R$ 280,18 Bi

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Flávio serviu de pretexto para Globo cancelar debate
Folha - Poder •

Flávio serviu de pretexto para Globo cancelar debate

Todo mundo sempre disse que os debates são um instrumento de esclarecimento do eleitor e uma ferramenta essencial do sistema democrático. Não é bem assim, e todos nós –jornalistas, analistas políticos, donos de veículos de comunicação e instituições que garantem as bases da República, como o STF e o TSE– sabemos disso. A verdade é que, desde 1989, ano da primeira eleição presidencial depois de 21 anos de ditadura militar, temos consciência de que debates eleitorais são antes de tudo parte do armamento utilizado como estratégia eleitoral dos candidatos. O resumo histórico que se segue é bem conhecido, mas vale a pena lembrar. Púlpito em estúdio da TV Globo, no Rio de Janeiro, onde seria realizado o debate dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 - Eduardo Anizelli - 1º.out.26/Folhapress Em 1989, Collor não compareceu a nenhum dos seis encontros antes do primeiro turno e foi ajudado escandalosamente pela Globo no segundo debate de que participou, dias antes da eleição, tanto na preparação para o evento quanto na edição exibida pela emissora. Fernando Henrique Cardoso foi apenas a um dos três debates realizados em 1994, abrindo mão dos demais após assumir a liderança das pesquisas. Venceu a eleição no primeiro turno. Em 1998, FHC não participou de debates e, novamente, venceu a eleição no primeiro turno. Favorito em 2002, Lula participou de dois debates no primeiro turno e aceitou debater apenas uma vez com José Serra no segundo turno, abrindo mão de outros dois convites para eventos do gênero. Ferramenta da Folha Ainda não escolheu deputado e senador por SP? Match Eleitoral ajuda a encontrar um candidato Em 2006, com folga nas pesquisas, Lula não compareceu a três debates no primeiro turno. No da Globo, a cadeira vazia do candidato à reeleição foi exibida durante o encontro. Lula debateu com Alckmin no segundo turno na Band e na Globo. Em 2010, possivelmente buscando tornar mais conhecida sua imagem, Dilma Rousseff participou de seis debates no primeiro turno e de quatro no segundo. Em 2014, novamente, Dilma apareceu fartamente em debates –cinco no primeiro turno, quatro no segundo. Jair Bolsonaro, em 2018, participou de dois debates no primeiro turno. Após a facada que sofreu, em 6 de setembro, não participou mais de nenhum. Favorito nas pesquisas do segundo turno, cancelou sua participação no debate da Globo e deu, no mesmo horário, uma entrevista à Record. Na ocasião, as campanhas de Fernando Haddad, Henrique Meirelles e Guilherme Boulos acionaram o TSE, sem sucesso, pedindo que a entrevista não fosse ao ar. Em 2022, na acirradíssima disputa entre Lula e Bolsonaro, os dois candidatos estimularam a realização de debates em pool no primeiro turno –foram apenas três. No segundo turno, com vantagens nas pesquisas, Lula não participou de dois dos quatro debates organizados; Bolsonaro esteve em todos. O que aconteceu em 2026 não difere muito do cenário resumido acima. Candidato à reeleição, confrontado por cinco candidatos de oposição no espectro da direita e da extrema direita, Lula não viu vantagens em participar de debates e não foi a nenhum. Flávio Bolsonaro (PL) também não foi. Ao desistir de participar do debate da Globo, na noite de 1º de outubro, Flávio perdeu a oportunidade de solar num evento no horário nobre da maior emissora do país. O candidato do PL desistiu poucas horas antes do início do evento sob a justificativa de que a Justiça impôs restrições ao debate. E a desistência de Flávio serviu de pretexto para que a Globo cancelasse o evento. A decisão do ministro Gilmar Mendes de exigir que a Globo convidasse Renan Santos (Missão) pode ser questionada, mas não me parece que tenha sido a razão que levou Flávio a desistir. Diversos analistas políticos, da direita à esquerda, afirmaram que ele temia o confronto com Santos no debate. Já a decisão da ministra Estela Aranha, do TSE, de proibir a Globo de exibir o púlpito vazio reservado a Lula, bem como perguntas dirigidas ao candidato ausente, também é questionável, mas não é unanimidade entre os juristas. Ninguém é obrigado a participar de debates eleitorais nem deveria ser punido por causa disso.

Netflix aposta em sequestro e tensão em seu grande filme de outubro
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Netflix aposta em sequestro e tensão em seu grande filme de outubro

Ben Affleck está de volta com um suspense que promete dar o que falar na Netflix em outubro. Grande destaque do mês na plataforma, Sobrevivência acompanha um candidato à prefeitura que, do dia para a noite, se vê em uma corrida contra o tempo quando seu filho é sequestrado. Continua após a publicidade Dirigido pelo astro, o filme chega em breve ao catálogo do serviço com um elenco repleto de estrelas, como o próprio Ben Affleck, Kerry Washington (Scandal), Steven Yeun (Treta) e Gillian Anderson (Arquivo X). Juntos, eles impulsionam uma narrativa frenética em que os pais do jovem raptado precisam se virar nos 30 para conseguir a quantia exigida pelo resgate. Além de contar com o clima de suspense diante de toda essa pressão, Sobrevivência também questiona o espectador acerca do que ele faria se estivesse nessa posição, usando revelações e acontecimentos surpreendentes para subverter as expectativas do público. O Canaltech está no WhatsApp! Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia WhatsApp Continua após a publicidade Qual é a história de Sobrevivência? Em Sobrevivência, tudo começa quando Mark Kimball (Affleck), candidato à prefeitura de Los Angeles, é confrontado por um pesadelo: seu filho foi sequestrado e os criminosos exigem dinheiro para liberar o resgate. Logo, Mark se junta à esposa, Abigail (Washington), para tentar conseguir a quantia exigida em um período de poucas horas e, dessa forma, recuperar o filho em segurança. Porém, reunir esse dinheiro se torna um problema, porque boa parte das economias da família foi gasta na campanha política. Desesperado, o casal, então, embarca em uma jornada arriscada, expondo um lado de suas vidas que nunca pretendiam revelar, uma decisão que faz segredos sombrios virem à tona. Por que Sobrevivência é um dos principais lançamentos da Netflix em outubro? Para quem quer fugir do clima aterrorizante do mês do Halloween no streaming, Sobrevivência estreia na Netflix como uma opção mais segura para aqueles que não gostam de sustos, mas curtem um suspense com surpresas. Além de apostar em um elenco forte com a direção de Ben Affleck, o longa se apoia na mistura entre thriller de sequestro e drama familiar, usando o contexto político para desenvolver sua premissa. É um enredo que explora a tensão moral diante de uma situação absurda, o que faz com que os personagens façam escolhas impulsivas para retomar o controle da situação. Continua após a publicidade Sobrevivência ainda acompanha o casal sendo obrigado a tomar decisões difíceis e até mesmo moralmente duvidosas para recuperar o filho, escolhas que podem comprometer a campanha de Mark e ainda destruir tudo aquilo que a família construiu ao longo dos anos. Por que assistir a Sobrevivência? Se você quer ter certeza se vale ou não o play em Sobrevivência na Netflix, aqui vão alguns motivos que podem te ajudar a bater o martelo. O primeiro deles é o contexto de tensão por trás do enredo. Continua após a publicidade Com uma premissa que se baseia no sequestro do filho de um candidato à prefeitura, o longa não depende somente do mistério para descobrir quem realizou a ruptura, mas de acompanhar como o casal lida com essa situação quando todas as escolhas parecem levar a lugares péssimos e controversos. Outro ponto é justamente o elenco estelar do longa, que dispensa grandes apresentações. Enquanto Affleck e Kerry Washington surgem como os principais destaques da trama, Gillian Anderson e Steven Yeun ampliam as possibilidades de interesse do público pelo conjunto da obra. Sobrevivência também promete entregar um suspense mais sombrio a partir do objetivo de conseguir um resgate para liberar o filho do político, colocando a relação e a reputação do casal em jogo quando segredos são revelados. Continua após a publicidade Quando Sobrevivência estreia na Netflix? Caso você tenha ficado interessado no longa, a boa notícia é que Sobrevivência estreia na Netflix no começo do mês: dia 9 de outubro.

Quociente eleitoral: o que é e como funciona a eleição de deputados — e por que a regra pode deixar o mais votado de fora
BBC Brasil •

Quociente eleitoral: o que é e como funciona a eleição de deputados — e por que a regra pode deixar o mais votado de fora

Quociente eleitoral: o que é e como funciona a eleição de deputados — e por que a regra pode deixar o mais votado de fora Crédito, MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Images Author, Role, Da BBC News Brasil em Londres Published Há 2 minutos Tempo de leitura: 8 min No domingo (4/10), os eleitores vão escolher deputados federais, estaduais e distritais, senadores, governadores e o presidente da República. Estão em disputa 513 cadeiras na Câmara dos Deputados, 1.035 nas Assembleias Legislativas e 24 na Câmara Legislativa do Distrito Federal, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No Senado, serão renovadas 54 das 81 vagas. Mas, no caso dos deputados, o candidato mais votado nem sempre é eleito. A explicação para essa aparente contradição está no sistema proporcional, usado no Brasil para eleger deputados e vereadores. Nas eleições para presidente, governador, prefeito e senador vale o sistema majoritário, em que vence quem recebe mais votos. Já no sistema proporcional, as cadeiras são distribuídas primeiro de acordo com o total de votos recebidos por cada partido ou federação, e só depois entre os candidatos. Na prática, "a gente não vota exatamente em um candidato, a gente vota na lista de todos os candidatos daquele partido", explica a cientista política Lara Mesquita, professora da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP). Segundo ela, ao digitar o número de um candidato, o eleitor está indicando quem gostaria de ver no topo dessa lista. "É como dizer: se eu pudesse ordenar essa lista, quem eu colocaria em primeiro lugar é este nome aqui. Mas, na prática, o nosso voto vale para todos." O mesmo acontece quando o eleitor digita apenas o número do partido, o chamado voto de legenda. Como funciona o quociente eleitoral Para saber quais deputados foram eleitos, o primeiro passo é calcular o quociente eleitoral. O quociente eleitoral determina a quantidade mínima de votos que um partido ou federação precisa obter para conquistar uma vaga nas eleições para deputados (estaduais ou federais). Para se achar esse quociente, divide-se o total de votos válidos de um Estado pelo número de vagas em disputa. Votos válidos são os dados a candidatos e legendas, sem contar os votos brancos e nulos. Imagine um Estado com 1 milhão de votos válidos e 10 vagas na Câmara. O quociente eleitoral será de 100 mil votos. Na prática, cada 100 mil votos dão direito a uma cadeira. Em seguida vem o quociente partidário, que define quantas vagas cada partido ou federação conquista. Basta dividir os votos da legenda pelo quociente eleitoral e descartar a parte decimal. Um partido com 350 mil votos, nesse exemplo, ficaria com 3 cadeiras. Essas cadeiras vão para os candidatos mais votados do partido, desde que cada um tenha pelo menos 10% do quociente eleitoral. No exemplo, isso significa 10 mil votos. É por isso que um candidato com votação expressiva pode ficar de fora. "Se o candidato concorre por um partido muito pequeno, ele pode individualmente receber muito apoio, mas a sua lista, como um todo, não ter votos suficientes para eleger pelo menos um deputado", diz Lara Mesquita. "Seja federal ou estadual, a regra é a mesma." Sem coligações, com federações Até 2018, os partidos podiam formar coligações também nas eleições para deputado. Eram alianças montadas só para a eleição. Dois ou mais partidos se juntavam, e seus votos eram somados, como se fossem de um partido só, na hora de calcular o quociente e dividir as cadeiras. Na prática, isso ajudava principalmente partidos pequenos, que sozinhos não chegariam ao quociente eleitoral. Aliados a uma legenda maior, ou a um candidato muito votado, eles conseguiam eleger deputados. O efeito colateral é que o eleitor podia votar num candidato de um partido e acabar ajudando a eleger alguém de outra legenda, às vezes com ideias bem diferentes. "Acabando o processo eleitoral, essa coligação deixava de existir. Esses partidos não tinham nenhum compromisso de atuar conjuntamente no Legislativo ou de governar juntos", lembra a cientista política Lara Mesquita. Em 2017, uma emenda à Constituição proibiu as coligações nas eleições proporcionais, a partir de 2020. A primeira eleição sem elas foi a municipal daquele ano. Para deputados, a regra passou a valer em 2022, o que faz de 2026 a segunda eleição geral sem coligações em pleitos para deputados. Segundo o governo federal, em documento de 2021, a mudança tinha como objetivos reduzir o número de partidos no Congresso e facilitar que o eleitor se identificasse com uma legenda. No lugar das coligações surgiram as federações partidárias, usadas pela primeira vez em 2022. Elas também reúnem dois ou mais partidos, que somam votos e formam uma lista única. A diferença é que a federação vale em todo o país e precisa durar por pelo menos quatro anos. "Esses partidos, além de somarem os votos no processo eleitoral, também vão atuar conjuntamente no Parlamento", diz a professora da FGV. Por isso, segundo ela, o eleitor precisa olhar além do próprio candidato, na hora de votar. "Se você escolher um candidato que faz parte de uma federação, você tem que observar quem são os candidatos de todos os partidos que compõem essa federação, porque o seu voto vai para aquela lista toda, não apenas para o candidato." Estão registradas no TSE cinco federações: Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSDB Cidadania (PSDB e Cidadania), PSOL Rede (PSOL e Rede Sustentabilidade), Renovação Solidária (PRD e Solidariedade) e União Progressista (União Brasil e PP). Crédito, Evaristo SA / AFP via Getty Images Legenda da foto, Urna eletrônica em uma demonstração técnica do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil em uma escola pública de Brasília, em 3 de agosto de 2026 O que são as sobras Como a divisão raramente é exata, algumas cadeiras ficam sem dono depois da primeira distribuição. Elas são preenchidas pelas chamadas sobras eleitorais. Numa primeira rodada, só disputam essas vagas os partidos ou federações que alcançaram pelo menos 80% do quociente eleitoral. Além disso, o candidato precisa ter pelo menos 20% do quociente. As vagas vão para quem tiver a maior média, calculada dividindo os votos da legenda pelo número de cadeiras que ela já conquistou mais um. Se ainda restarem cadeiras, há uma rodada final. Nela, todos os partidos e federações que disputaram a eleição podem concorrer, e deixa de ser exigida votação individual mínima. A decisão que tirou o mandato de sete deputados Essa rodada final nem sempre funcionou assim. Uma lei de 2021 criou exigências mínimas de votação para a disputa das sobras, e o TSE interpretou que elas valiam também para essa última etapa, restrita aos partidos que tivessem 80% do quociente. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou essa restrição inconstitucional, com o argumento de que ela impedia partidos pequenos e candidatos bem votados de ocupar vagas. Inicialmente, o STF definiu que a mudança só valeria a partir das eleições municipais de 2024. Em 2025, porém, ao analisar recursos do Podemos e do PSB, a Corte decidiu que a nova regra valeria desde 2022. O resultado foi que, em julho de 2025, a Câmara declarou a perda de mandato de sete deputados federais eleitos em 2022: Gilvan Máximo (Republicanos-DF), Augusto Puppio (MDB-AP), Lebrão (União-RO), Lázaro Botelho (PP-TO), Professora Goreth (PDT-AP), Silvia Waiãpi (PL-AP) e Sonize Barbosa (PL-AP). Outros sete candidatos foram convocados para assumir as vagas. O efeito Tiririca O sistema também explica o fenômeno dos "puxadores de votos". Um candidato muito popular pode levar colegas de partido para a Câmara. O caso mais conhecido é o de Francisco Everaldo Oliveira Silva, o Tiririca, palhaço e ator. Ele se candidatou a deputado federal por São Paulo em 2010 e foi o mais votado daquele ano, com 1.348.295 votos (6,35% do total). Esse excesso de votos ajudou a eleger outros candidatos que, individualmente, tiveram votações pequenas. Na época, a votação de um puxador podia beneficiar candidatos de outros partidos da mesma coligação. Hoje, só beneficia o próprio partido ou federação. Na eleição de 2022, apenas 28 dos 513 deputados federais eleitos superaram sozinhos o quociente eleitoral, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Todos os demais dependeram, em alguma medida, dos votos do partido ou da federação. O efeito contrário também acontece. Em 2022, o próprio Tiririca, então no PL, foi reeleito em São Paulo com 71.754 votos, a menor votação entre os eleitos no Estado. Ele conquistou a vaga nas sobras, graças ao desempenho do partido. Enquanto isso, candidatos com votações maiores ficaram de fora porque suas legendas não reuniram votos suficientes. E os senadores? Para o Senado, não existe quociente eleitoral. A eleição é majoritária, como a de presidente e governador: vence quem tem mais votos. "Para o Senado, o que conta é o desempenho de cada candidato individualmente", resume Lara Mesquita. Em 2026, cada Estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, para mandatos de oito anos. Por isso, o eleitor vota duas vezes para o cargo, em dois candidatos diferentes. Os dois mais votados de cada Estado são eleitos. Cada candidato ao Senado concorre numa chapa com dois suplentes. Ao contrário do que acontece com deputados, os partidos ainda podem formar coligações nas disputas para o Senado, assim como nas eleições para governador e presidente. O que levar em conta na hora de votar Como o voto para deputado ajuda a eleger toda a lista, a cientista política Lara Mesquita recomenda que o eleitor pesquise os outros nomes do partido ou da federação antes de decidir. "É muito ruim você escolher só o seu vizinho, o seu amigo que está saindo pelo partido, e não procurar informações sobre os demais candidatos, porque você pode não concordar com os ideais que eles defendem." Ela também chama atenção para a relação entre o voto para o Legislativo e o voto para presidente e governador. "O presidente eleito e o governador eleito não governam sozinhos", diz. Na prática, boa parte das propostas de um governo depende do Legislativo, que é o órgão do Estado responsável por elaborar, discutir e aprovar as leis, além de fiscalizar os atos do Poder Executivo. Novas leis, o Orçamento e mudanças na Constituição precisam ser aprovados pelos deputados e, no caso federal, também pelos senadores. O presidente pode editar medidas provisórias, que valem como lei assim que publicadas. Mas elas perdem o efeito se não forem aprovadas pelo Congresso em até 120 dias. Por isso, na avaliação da especialista, quem quer ver um candidato ao Executivo cumprir o que promete deveria escolher deputados alinhados a ele. "Se eu quero que o meu candidato a presidente ou o meu candidato a governador consiga implementar a agenda de governo que está propondo, eu preciso escolher um candidato a deputado estadual ou federal que defenda as mesmas bandeiras e que vá apoiar aquela agenda."

Perguntas Frequentes sobre VALE3F

Qual é a cotação de VALE3F hoje na B3?
A cotação de VALE3F hoje está em R$ 71,51. Durante o pregão, registrou mínima de R$ 70,15 e máxima de R$ 71,56.
Quanto a VALE3F paga de dividendos?
Atualmente não há registros de proventos recentes para o ticker VALE3F. Consulte os relatórios trimestrais e fatos relevantes para atualizações.
Como calcular o Preço Teto de VALE3F?
O Preço Teto (Método Barsi e Décio Bazin) estabelece o preço máximo a pagar para obter um retorno mínimo em proventos (ex: 6% ao ano). Utilize nossa Calculadora de Preço Teto de VALE3F para calcular automaticamente a margem de segurança e o Preço Justo de Graham.
O que significa o P/L e o P/VP de VALE3F?
O P/L (Preço sobre Lucro) indica quantos anos levaria para reaver o capital investido através dos lucros da empresa. Já o P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) indica se o papel está sendo negociado acima ou abaixo de seu patrimônio líquido contábil.

Fonte de Dados Oficiais & Transparência

Informações de cotações e demonstrações financeiras sincronizadas com dados públicos da B3 e CVM.

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