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ETF de DeFi de criptomoedas dispara 86,61% e lidera ganhos na B3; veja ranking
Criptomoedas •

ETF de DeFi de criptomoedas dispara 86,61% e lidera ganhos na B3; veja ranking

O DEFI11, da Hashdex, liderou o desempenho dos ETFs na B3, com valorização de 33,40% em setembro e 86,61% no terceiro trimestre de 2026. Os criptoativos dominaram as maiores altas, ocupando sete das dez primeiras posições em setembro e todas as dez primeiras no ranking trimestral. Na ponta negativa, o RARA11 registrou queda de 17,16% em setembro e 28,06% no trimestre, enquanto o TECX11 recuou 27,47% no período trimestral. Setembro e o terceiro trimestre evidenciaram forte dispersão entre os ETFs negociados na B3. O DEFI11, da Hashdex, liderou as duas janelas: +33,40% no mês e +86,61% no trimestre. A recuperação de finanças descentralizadas, Ethereum e Solana dominou as altas trimestrais. Na ponta negativa, RARA11 caiu 17,16% em setembro e 28,06% no trimestre, seguido no trimestre por TECX11, com -27,47%. No mês, WEB311 (+22,80%), QDFI11 (+22,33%), CRPT11 (+20,34%) e FOMO11 (+19,47%) completaram as cinco maiores altas. PEVC11 (-15,33%) e NUCL11 (-12,69%) apareceram atrás de RARA11 entre as maiores perdas. A distância entre os extremos foi de 50,56 pontos percentuais em setembro e 114,67 pontos no trimestre. A ampliação da base permite enxergar destaques que não estavam nos arquivos iniciais. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE As comparações usam a base em reais fornecida pela DEX e não são ponderadas pelo patrimônio. As dez maiores altas O que o ranking revela Sete das dez maiores altas mensais estão ligadas a criptoativos. DEFI11, WEB311, QDFI11, CRPT11 e FOMO11 ocupam as cinco primeiras posições. Solana aparece duas vezes, com SOLH11 e QSOL11, além de estar presente em carteiras diversificadas. Entre os ETFs de ações, HIGH11 lidera com 11,13%, à frente de FIND11 (+10,03%) e BNKS11 (+9,84%). CHIP11 subiu 9,16% e mantém o maior retorno no ano entre os produtos com dado disponível, +57,74%, embora seu resultado no trimestre seja negativo, -7,05%. As maiores altas do mês não necessariamente apagam perdas anteriores. WEB311 ainda acumula -13,87% no ano, FOMO11, -12,90%, SOLH11, -9,94%, e XRPH11, -24,81%. O QDFI11, por sua vez, registra +4,56% em 2026. As dez maiores quedas As maiores quedas mensais abrangem metais estratégicos, gestoras de ativos alternativos, urânio e energia nuclear, prata, China, infraestrutura energética, Argentina, milho e ouro. RARA11, PEVC11 e NUCL11 são carteiras de ações de empresas; PRAF11 acessa prata física e CORN11 acompanha futuros. Além dos dez piores resultados, OROF11 caiu 6,62%, ALUG11 e SILK11 perderam 6,65% cada, SVAL11 recuou 6,22% e PKIN11, 5,32%. O terceiro trimestre em perspectiva O trimestre foi positivo para 152 dos 172 ETFs com retorno disponível, ou 88,4%, com mediana de +4,68%. Os dez maiores ganhos pertencem a criptoativos. A recuperação foi mais forte em DeFi e Ethereum do que em Bitcoin, enquanto as piores perdas se concentraram em metais estratégicos e ações chinesas. Ethereum foi o principal destaque além de DeFi ETHE11 (+69,65%), QETH11 (+66,67%) e EETH11 (+65,80%) ocuparam o segundo, terceiro e quarto lugares. Os três têm a mesma exposição econômica principal, Ethereum, mas índices, estruturas e preços de mercado próprios. ETHY11, uma estratégia com geração de renda ligada ao ativo, ganhou 54,78%. A alta trimestral de ETHE11 superou a de BITH11 (+42,59%) em 27,06 pontos percentuais. SOLH11 e QSOL11 avançaram 63,92% e 62,03%, enquanto WEB311 e QDFI11 subiram 61,96% e 59,49%. O quadro mostra uma recuperação disseminada além de Bitcoin, e não uma valorização uniforme de todos os tokens. China e metais estratégicos concentraram as perdas RARA11 (-28,06%) e TECX11 (-27,47%) ficaram muito distantes dos demais. NUCL11 perdeu 10,83%, PKIN11, 10,15%, e SILK11, 9,89%. O ETF chinês SILK11 acompanha o MSCI China A50, por meio da estrutura ETF Connect com E Fund. Sua carteira acessa grandes ações chinesas, com desenho diferente do CSI 300 de PKIN11 e do ChiNext de TECX11. ALUG11 (-6,37%) e SVAL11 (-5,88%) representam outros canais de pressão nos Estados Unidos: empresas imobiliárias e ações de menor capitalização com características de valor. A alta dos juros longos torna mais caro financiar ativos e competir com renda fixa, afetando de forma desigual o valor das empresas. As carteiras e evidências dessas exposições são detalhadas adiante. CHIP11 ganhou 9,16% em setembro e perdeu 7,05% no trimestre. PRAF11 caiu 9,79% no mês e ainda encerrou o trimestre em +3,34%; CORN11 perdeu 7,11% em setembro e teve +1,73% no trimestre. PEVC11, segundo pior ETF de setembro, recuou somente 1,44% no trimestre. A carta de julho da Hashdex descreve o avanço de 7,93% do NCI em um mês no qual o Nasdaq-100 caiu 6,61%, pressionado por semicondutores. Notícias sobre infraestrutura de tokenização, pagamentos com stablecoins e integração financeira ajudaram a mudar as expectativas. O índice DeFi ganhou 15,84% naquele mês, mesmo com queda do valor depositado nos protocolos ao longo do ano. São retornos dos índices na referência da carta, não dos ETFs brasileiros. Em agosto, a gestora apontou forte reversão de sentimento e liquidação de posições vendidas, com BTC em +25,42%, ETH em +32,95% e SOL em +41,83%. Os ETFs de Ethereum à vista tornaram positivo seu saldo acumulado de fluxos de 2026. LINK ganhou 39,66%, associado à ampliação do acesso institucional. O retorno anterior ao mês pode ser isolado por capitalização O contexto econômico de setembro No dia 16 de setembro, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. Na mesma data, o Federal Reserve elevou a faixa dos juros americanos em 0,25 ponto, para 3,75% a 4%. O primeiro movimento favorece a leitura de alívio gradual do custo de financiamento no Brasil; o segundo amplia o custo de oportunidade de ativos que não pagam juros e pressiona empresas dependentes de capital. O efeito econômico varia conforme a carteira. Para varejistas e locadoras brasileiras, juros menores podem reduzir despesas financeiras e melhorar o valor presente dos resultados futuros. Para bancos, a relação é mais complexa: crédito, inadimplência, margem financeira, receitas de serviços e provisões precisam ser considerados conjuntamente. No fim do mês, o rendimento dos Treasuries de dez anos superava 5,1%, segundo o acompanhamento semanal da Hashdex. Petróleo elevado e tensões no Oriente Médio mantiveram a preocupação com inflação. O ouro e a prata sofreram com a competição de títulos remunerados e a pressão do dólar no mercado global. Ao mesmo tempo, entradas institucionais e notícias regulatórias sustentaram segmentos de cripto. Na China, a demanda doméstica fraca e a recepção insuficiente das medidas de estímulo pesaram sobre a confiança. O CSI 300 perdeu 12,5% no terceiro trimestre, enquanto o índice de Xangai recuou 6,1%. São números trimestrais, que contextualizam, sem substituir, as quedas mensais dos ETFs brasileiros. No Brasil, setembro antecedeu a eleição presidencial. A discussão fiscal e as expectativas sobre juros afetaram a precificação, mas o desempenho dos ETFs também dependeu de acontecimentos próprios das empresas. O contraste entre ações de consumo em recuperação e mineradoras em queda mostra por que uma explicação baseada apenas na eleição seria insuficiente. DeFi e a ampliação da liderança cripto O DEFI11 acompanha o CF DeFi Index. A composição de 30 de setembro tinha Uniswap em 18,45%, Ethereum em 9,82%, Chainlink em 9,59%, Aave em 8,75%, Morpho em 7,97% e Ethena em 7,20%. As seis posições somavam 61,78%. São negócios ligados a negociação descentralizada, empréstimos, oráculos e infraestrutura de finanças em blockchain. A diversificação entre protocolos diferencia essa carteira de QDFI11, cuja referência anterior tinha HYPE como maior posição. A recuperação de DeFi já era visível em julho e agosto, antes do avanço de setembro. O fundo acumulava +13,78% no ano e -33,70% em 12 meses, com patrimônio reportado de R$ 41,78 milhões. A forte alta trimestral coexistiu com perda em uma janela mais longa. CRPT11: +20,34% no mês e +50,63% no trimestre O CRPT11 segue o Teva Criptomoedas Top20, ponderado por capitalização e rebalanceado mensalmente. A página da Empiricus consultada na virada para outubro tinha BTC em 69,62%, ETH em 13,54%, BNB em 4,22%, XRP em 3,84% e SOL em 2,81%. As duas maiores posições somavam 83,16%. Esse retrato identifica a exposição principal, mas não é um registro dos pesos diários de setembro. Gestoras de ativos alternativos em queda O PEVC11 acompanha o BlueStar Top 10 US Listed Alternative Asset Managers Index. A carteira divulgada pela Investo em 21 de setembro tinha Brookfield em 15,30%, Blackstone em 15,21%, Apollo em 15,10%, KKR em 14,91% e Ares em 9,91%. As cinco somavam 70,43%. O produto investe em ações de gestoras, e seu preço responde às perspectivas de receitas e lucros dessas companhias. Em 12 de setembro, a Benzinga relatou correção de várias empresas do segmento: Blue Owl estava 17% abaixo da máxima de agosto e Apollo, 10% abaixo. O choque de juros encarece o financiamento dos devedores, aumenta o risco de refinanciamento e afeta a disposição de investidores para alocar recursos. Solicitações de resgate em fundos de crédito privado acrescentaram pressão às gestoras. No fim do mês, o Financial Times apontou desaceleração das solicitações de saída em alguns fundos, mas restrições de liquidez e demanda fraca ainda limitavam a recuperação. Assim, uma melhora parcial dos resgates não elimina a pressão sobre crescimento de taxas e comissões de desempenho das gestoras. O contraste entre mês e trimestre é expressivo: o ganho composto implícito de julho e agosto foi de aproximadamente 16,40%, seguido pelo recuo de setembro. O produto tinha R$ 12,03 milhões de patrimônio e -27,22% no ano. Urânio e energia nuclear sob pressão O NUCL11 replica o NLR, da VanEck. A carteira de 31 de agosto publicada pela Investo tinha Constellation Energy em 9,30%, Cameco em 7,88%, Public Service Enterprise Group em 6,34%, Fortum em 6,02% e Uranium Energy em 5,39%. Essas cinco posições somavam 34,93%. Energia representava 52,94%, utilities 29,08% e indústria 18,03%. Portanto, o ETF reúne mineradoras, geração elétrica e equipamentos nucleares, com sensibilidades diferentes. A elevação dos juros afeta o valor presente de projetos intensivos em capital e os custos de financiamento. No dia 30 de setembro, o acompanhamento da Cameco destacava pressão dos juros sobre a ação e avaliação elevada em relação ao crescimento esperado. No dia 29 de setembro, a Uranium Energy divulgou produção trimestral de 82.744 libras, aumento de 157% em relação ao trimestre fiscal anterior, e redução de 33% no custo total por libra. A reação da ação perdeu força após o destaque para prejuízo por ação de US$ 0,12, ante US$ 0,04 esperados por analistas. Imóveis e small caps americanas O ALUG11 acessa o VNQ, da Vanguard. Em 31 de agosto, a carteira divulgada tinha Welltower em 8,72%, Prologis em 6,89%, Equinix em 5,45%, American Tower em 4,32% e Simon Property em 3,64%. Os segmentos de saúde, varejo e imóveis industriais somavam 43,61%; data centers e torres acrescentavam 19,12%. O risco está ligado às empresas imobiliárias, aos aluguéis e à precificação dos ativos. O retorno de -6,2% do VNQ em setembro, em sua referência internacional, confirma a pressão sobre a exposição subjacente. A alta dos juros longos aumenta o custo do financiamento e a taxa usada para descontar rendas futuras. Os títulos públicos também passam a competir com os dividendos dos REITs. SVAL11: -6,22% no mês e -5,88% no trimestre O SVAL11 acessa o VIOV, da Vanguard, que acompanha o S&P Small-Cap 600 Value. A estratégia reúne mais de 400 empresas de menor capitalização com características de valor. A pressão dos juros americanos atingiu também companhias menores, que tendem a ter maior sensibilidade às condições de crédito. O resultado de SVAL11 contrasta com SMAC11, ligado a small caps brasileiras, que subiu 4,98% no mês e 2,92% no trimestre. Essa diferença evidencia como país, política monetária e composição são decisivos mesmo sob o rótulo comum de pequenas empresas. Plataformas e DeFi na liderança O WEB311 acompanha plataformas de contratos inteligentes. A composição de 30 de setembro tinha Solana em 21,03%, Ethereum em 19,62%, Hyperliquid em 19,33%, Cardano em 14,38% e NEAR em 9,70%. As cinco posições somavam 84,06% da carteira. Essa estrutura expõe o ETF a movimentos específicos de redes e protocolos, com menor dependência de Bitcoin do que uma cesta ampla de cripto. A valorização encontrou apoio na recuperação das plataformas além de Ethereum. Os ETFs de Solana ganharam cerca de 13% no mês, e HYPE subiu 19,7% na semana relatada em 21 de setembro. A participação de Hyperliquid, juntamente com Solana, Cardano e NEAR, ajuda a interpretar um retorno mensal do WEB311 muito superior aos 6,85% do ETHE11. O patrimônio reportado do WEB311 é de R$ 25,43 milhões. Apesar da liderança mensal, o retorno de -13,87% no ano indica que setembro recuperou apenas parte das perdas anteriores. A alta do ETF foi 15,95 pontos percentuais superior à do ETHE11 na mesma base. QDFI11 da QR Asset ganhou 22,33% O QDFI11 acompanha o Bloomberg Galaxy DeFi Index, com foco em finanças descentralizadas. A carteira divulgada em base anterior ao mês reúne HYPE, UNI, ONDO, SKY, MKR, AAVE e ENA, entre outros tokens. O registro de julho mostra HYPE como a maior posição, com 43,8%, seguido por UNI, com 10,4%, e ONDO, com 9,8%. A forte recuperação de HYPE em uma das semanas de setembro e a expansão da infraestrutura institucional de cripto ajudam a explicar por que DeFi se destacou. Uniswap traz exposição a negociação descentralizada, Aave a empréstimos e Ondo a tokenização. O QDFI11 terminou a janela com retorno de 22,33%, apenas 0,47 ponto percentual abaixo do WEB311, e +4,56% no ano. Momentum, Solana e XRP O FOMO11 segue o Kaiko Hashdex Risk Parity Momentum Crypto Index, com seleção por tendência de preço, ponderação por risco e rebalanceamento mensal. A cesta publicada para 1º de outubro, com referência à cota de 30 de setembro, incluía Uniswap em 17,2%, BNB em 16,2%, Bitcoin em 10,9%, Solana em 9,2%, Ethereum em 7,9% e HYPE em 7,2%. Esses seis componentes reuniam 68,6%. A combinação de momentum e paridade de risco produz uma carteira bastante diferente de uma cesta ponderada apenas por capitalização. A exposição a tokens que participaram da recuperação, junto com uma participação de Bitcoin relativamente menor, é coerente com a alta de 19,47%, ante 6,77% do HASH11. Bitcoin Cash, também presente na cesta, ganhou 33,1% na semana relatada em 28 de setembro. O patrimônio reportado é de R$ 15,56 milhões e o retorno no ano permanece em -12,90%. SOLH11 e QSOL11 avançaram 13,37% e 12,92% As duas carteiras concentram exposição a Solana, com índices e estruturas próprios. A diferença de 0,45 ponto percentual entre os retornos não muda o motor econômico comum: o desempenho do token SOL convertido para a referência do investidor brasileiro. O SOLH11 tinha patrimônio reportado de R$ 91,85 milhões. A evolução tecnológica da rede esteve no radar do mês. O acompanhamento da Hashdex de 28 de setembro destacou testes de melhoria que buscavam reduzir a liquidação de cerca de 12 segundos para 150 milissegundos. A notícia reforçou a perspectiva de maior capacidade de execução, enquanto a recuperação institucional de cripto ofereceu suporte mais amplo. Trata-se de um desenvolvimento em teste, sem assumir a implantação completa no mês. XRPH11 da Hashdex avançou 8,89% O XRPH11 oferece exposição específica ao XRP. A recuperação do token participou do movimento mais amplo de adoção institucional e maior clareza regulatória em cripto. Na semana relatada em 21 de setembro, XRP avançou 4,2%, embora tenha ficado abaixo de Bitcoin e HYPE. O ETF tinha R$ 171,50 milhões de patrimônio reportado e ainda acumulava -24,81% em 2026. A alta mensal foi relevante, mas coexistiu com uma das maiores perdas no ano entre os destaques cripto de setembro Beta elevado e bancos no Brasil O HIGH11 seleciona as ações de maior beta do Ibovespa. A carteira de 31 de agosto, divulgada no relatório da gestora, tinha 46% em consumo cíclico. Entre as posições estavam Assaí, com 4,9%, Vamos, com 4,5%, Magazine Luiza, com 4,3%, e Yduqs, com 4,2%. A composição anterior ao mês ajuda a identificar os canais de sensibilidade a juros, embora o índice tenha rebalanceamento quadrimestral. O movimento de setembro combinou alívio de juros e notícias corporativas. O Magazine Luiza registrou valorização superior a 50% no mês e anunciou uma parceria para vender produtos no marketplace do Mercado Livre. Vamos ganhou 43,81%, Assaí, 29,50%, e Yduqs, 27,61%. A carteira também continha CSN Mineração, com 5,1% na referência de agosto; a ação caiu 15,37% no mês. O resultado do HIGH11, portanto, decorreu do saldo entre forças distintas. Com +11,13%, superou BOVA11 em 5,81 pontos percentuais e LVOL11 em 7,40 pontos. Ainda assim, o ETF acumulava -6,50% no ano. FIND11 e BNKS11 avançaram 10,03% e 9,84% O FIND11 acompanha o IFNC, que inclui bancos e outros negócios financeiros. O BNKS11 concentra-se nos bancos. Na composição divulgada pela Investo em 8 de setembro, Banco do Brasil tinha 20,84%, BTG Pactual, 20,37%, Itaú PN, 18,13%, Bradesco PN, 15,58%, e Santander, 11,68%. Os cinco representavam 86,60%, o que torna o retorno especialmente sensível aos grandes bancos. O BTG Pactual avançou 17,16% em setembro, um dos maiores ganhos entre as ações do Ibovespa. Sua presença relevante no BNKS11 constitui um canal concreto de contribuição positiva. A redução de juros e a recuperação de ativos locais também favorecem negócios de crédito, gestão de recursos e mercado de capitais, embora margens e provisões tenham respostas diferentes em cada instituição. Os retornos de FIND11 e BNKS11 ficaram próximos, separados por 0,19 ponto percentual. O FIND11 tinha R$ 327,84 milhões de patrimônio e ganho de 16,29% no ano. O BNKS11 tinha R$ 5,03 milhões. Semicondutores e seleção fundamentalista O CHIP11 investe no SMH, da VanEck, que reúne empresas de semicondutores e equipamentos. No retrato de 31 de agosto publicado pela Investo, Nvidia tinha 23,45%, TSMC, 9,65%, Broadcom, 6,11%, Micron, 5,61%, e AMD, 5,29%. As cinco representavam 50,11%. Na carteira de 1º de outubro da VanEck, Nvidia aparecia com 19,27%, AMD com 5,52% e Intel com 4,73%, demonstrando que os pesos mudaram ao longo da janela. A recuperação foi desigual entre as companhias. No acompanhamento de 30 de setembro, AMD e Intel acumulavam ganhos próximos de 29% no mês, enquanto Nvidia avançava cerca de 2%. Broadcom recuou 5,2% em setembro. O ETF tinha R$ 134,79 milhões de patrimônio e +57,74% no ano. Sua alta mensal superou USTK11 (+4,21%) em 4,95 pontos percentuais e NASD11 (+3,11%) em 6,05 pontos. A concentração no segmento de chips diferenciou o resultado da exposição mais ampla a tecnologia. AUVP11 do BTG Asset subiu 8,01% O AUVP11 utiliza seleção fundamentalista. A cesta oficial consultada na virada do mês reunia Petrobras PN e ON com 28,53%, Itaú PN e ON com 17,96%, Bradesco PN e ON com 8,73%, B3 com 6,43%, Itaúsa com 5,97%, BTG Pactual com 5,57% e WEG com 5,13%. O retrato identifica uma concentração em petróleo e negócios financeiros. Essa composição fornece dois canais para interpretar setembro: a força do setor financeiro, observada também em FIND11 e BNKS11, e a exposição ao petróleo em um ambiente de preços elevados. A importância de Petrobras e dos bancos é mais específica do que uma explicação genérica sobre qualidade. O AUVP11 tinha R$ 201,50 milhões de patrimônio, acumulava +16,44% no ano e superou BOVA11 em 2,69 pontos percentuais no mês. Metais estratégicos registram a maior perda O RARA11 replica o REMX, da VanEck, que investe em empresas de terras raras e outros metais estratégicos. A carteira do REMX de 1º de outubro tinha SQM em 8,20%, Albemarle em 8,05%, MP Materials em 6,65%, China Northern Rare Earth em 5,96%, Pilbara Minerals em 5,91% e Lynas em 5,69%. As seis somavam 40,46%. SQM e Albemarle, juntas, correspondiam a 16,25%, evidenciando a exposição relevante a lítio. A principal leitura é de reprecificação das ações do setor, não apenas do preço de uma commodity. Em 28 de setembro, MP Materials acumulava perda de cerca de 21% em um mês, enquanto o REMX recuava aproximadamente 17% na mesma janela da reportagem. A perspectiva de redução das tensões comerciais entre Estados Unidos e China pressionou parte do prêmio associado à construção de cadeias alternativas de terras raras. Para companhias como MP Materials, isso afeta a avaliação do negócio doméstico e das margens futuras. A concentração em materiais, a presença de produtores chineses e as posições em lítio também tornam a carteira sensível à demanda industrial e ao financiamento de novos projetos. Comparação com outras exposições A perda foi 7,37 pontos percentuais mais intensa que a do PRAF11, outra exposição a metais entre as maiores quedas. O RARA11 também caiu mais do que MATB11 (-3,29%), ETF brasileiro de materiais básicos, e CMDB11 (-1,39%), que reúne ações de commodities. Prata e ouro sob pressão O PRAF11 acessa o SIVR, lastreado em barras de prata física, enquanto o SLVR11 acompanha a referência LBMA Silver. O motor econômico comum é o preço internacional do metal, com as características cambiais e operacionais de cada estrutura. A pressão de setembro combinou juros americanos mais altos e preocupação inflacionária associada à energia. A prata também é sensível à demanda industrial. Na segunda-feira, 28 de setembro, o metal perdeu mais de 5%, dentro de um mês em que o acompanhamento internacional apontava queda próxima de 8% antes do encerramento. Esse movimento ajuda a contextualizar os recuos próximos de 10% dos ETFs em reais. Ouro caiu em estruturas físicas e de futuros GOLD11 recuou 7,09%, OROF11, 6,62%, OURO11, 5,99%, e GOLX11, 5,67%. OROF11 oferece exposição a ouro físico por um veículo internacional. OURO11 utiliza ouro futuro com proteção cambial, o que exige analisá-lo separadamente de estruturas expostas diretamente ao dólar. A elevação dos juros pelo Fed aumentou a competição de ativos remunerados com o ouro. O acompanhamento de 30 de setembro apontava perda próxima de 6% no metal no mês e queda superior a 4% na sessão de 28 de setembro. A procura por proteção geopolítica não foi suficiente para impedir a correção diante do ambiente monetário. A diferença de 1,42 ponto percentual entre GOLD11 e GOLX11 reforça que a forma de acesso ao ouro importa. Futuros incorporam vencimentos e rolagem; estruturas físicas seguem sua referência e conversão cambial. China e Argentina tiveram perdas O TECX11 é um produto da Bradesco Asset que investe no ChinaAMC ChiNext, com exposição às grandes empresas da nova economia chinesa. CATL, Zhongji InnoLight, Sungrow, Inovance e Mindray ilustram os negócios acessados: baterias, comunicação óptica, energia solar, automação e equipamentos médicos. O PKIN11 acompanha o CSI 300, uma exposição mais ampla às grandes ações chinesas. A diferença de 2,77 pontos percentuais entre os dois retornos é coerente com carteiras de concentração setorial distinta. O recuo de tecnologia e a fragilidade da demanda interna chinesa pesaram sobre o mercado, enquanto os estímulos anunciados ao crédito e às hipotecas foram recebidos como insuficientes para mudar a confiança. O TECX11 tinha patrimônio reportado de R$ 53,25 milhões e -7,70% no ano; PKIN11, R$ 50,38 milhões e -8,56%. A presença de empresas de inovação não eliminou a sensibilidade a crédito, competição e atividade econômica. ARGE11 da Investo caiu 7,39% O ARGE11 acompanha uma cesta de empresas argentinas listadas nos Estados Unidos. A carteira divulgada pela Investo tinha YPF em 20,72%, Grupo Financiero Galicia e Ternium em 14,37% cada, Pampa Energía em 11,96% e Banco Macro em 7,43%. As cinco somavam 68,85%. Energia e bancos, portanto, são os canais principais para interpretar a sensibilidade do produto ao cenário argentino. No fim de setembro, o Merval acumulou oito sessões de queda até o dia 29, com perda próxima de 9,1% nessa sequência. A elevação dos juros americanos e a fragilidade dos indicadores locais pressionaram a percepção de risco. Na sessão do dia 29, YPF recuou 2,5% e Galicia, 0,3%. A exposição via ADRs faz com que o retorno em reais combine o desempenho das empresas e a conversão cambial. O ETF tinha R$ 36,27 milhões de patrimônio e -11,06% no ano. Infraestrutura energética e milho O PIPE11 utiliza uma estratégia de infraestrutura energética com geração de renda por opções. O veículo de referência MLPI reúne empresas como Williams, Enbridge, TC Energy, Kinder Morgan e ONEOK. As operações são ligadas a transporte, armazenamento e infraestrutura de energia, cuja relação com o petróleo é diferente da de uma companhia produtora. A elevação dos juros americanos pressiona a avaliação de ativos de renda e de negócios intensivos em capital. O enfraquecimento de ações relevantes da cesta apareceu no fim de setembro: no dia 30, Williams caiu 0,96%, Kinder Morgan, 0,99%, e Enterprise Products, 1,14%. Os prêmios de opções podem amortecer perdas, mas não constituem proteção integral da carteira. Também é essencial comparar retorno total, que considera distribuições, em vez de interpretar apenas a queda de preço da cota. Na base analisada, o PIPE11 perdeu 8,06% em retorno de mercado e tinha patrimônio de R$ 8,12 milhões. CORN11 da BB Asset caiu 7,11% O CORN11 acompanha o IFMILHO B3 por contratos futuros de milho. O índice utiliza o primeiro vencimento com rolagem bimestral, característica que diferencia seu retorno do milho físico e das ações de empresas do agronegócio. O preço dos contratos, a rolagem e a remuneração das garantias integram a mecânica da estratégia. Na sessão de 30 de setembro, o milho para novembro caiu 3,04% na B3, para R$ 72,03 por saca, e o vencimento janeiro recuou 2,94%, para R$ 76,50. Nos Estados Unidos, o relatório de estoques mostrou 53,2 milhões de toneladas, acima das 48,9 milhões esperadas pelo mercado; o choque de oferta pressionou os preços internacionais. O CORN11 acumulava -11,19% no ano. Na mesma base, BBOI11 subiu 5,41% no mês e AGRI11 avançou 3,90%. O mês além dos extremos BOVA11 ganhou 5,32%, PIBB11, 5,15%, SMAL11, 5,46%, e SMAC11, 4,98%. Os retornos próximos dos índices amplos contrastaram com o avanço de quase 10% dos ETFs financeiros e com as perdas de materiais básicos. BDOM11 subiu 6,53%, enquanto BXPO11 caiu 3,97%, uma distância de 10,50 pontos percentuais entre exposições a mercado doméstico e exportadoras. O contraste tem respaldo nos movimentos das empresas: BTG Pactual avançou 17,16%, ao passo que Vale caiu 10,20% e CSN Mineração perdeu 15,37%. A revisão das projeções de produção e de custo da CSN Mineração e a pressão sobre minério de ferro ligada à China ajudam a explicar a fraqueza de materiais. Os números são mensais e evidenciam os vetores distintos dentro da bolsa. Renda fixa longa superou os pós fixados IB5M11 avançou 3,71%, B5MB11, 3,70%, e IMAB11, 3,32%. B5P211 teve 2,20% e NTNS11, 1,83%. Entre prefixados, IRFM11 ganhou 2,01%. Os pós-fixados LFTS11 e NCDI11 ficaram em 1,01% e 1,04%, enquanto NLFA11 registrou 1,08%. A diferença é coerente com valorização de títulos pela queda das taxas exigidas, além do carregamento de juros. Títulos com maior duration tendem a reagir mais à mudança da curva. Tecnologia cripto e exposição global tiveram caminhos próprios QQQQ11 subiu 7,29%, UTEC11, 4,36%, USTK11, 4,21%, NASD11, 3,11%, QQQI11, 2,89%, e TECK11, 1,80%. As diferenças refletem índices, seleção por beta, setores e uso de opções. CHIP11, com 9,16%, superou essas exposições em setembro, mas perdeu 7,05% no trimestre. HTEK11, incluído na base ampliada, subiu 7,29% no mês e 26,75% no trimestre. Em cripto, ETHY11 ganhou 7,19%, ETHE11, 6,85%, e EETH11, 6,55%. A estrutura de renda do ETHY11 deve ser lida separadamente das exposições diretas a Ethereum. Entre ETFs de Bitcoin, COIN11 registrou 6,51%, BITH11, 6,43%, e HODL11, 5,68%. XBCI11, com estratégia própria de renda, teve 7,63%; não é uma réplica pura do token. As exposições amplas ao exterior tiveram retorno inferior: IVVB11 caiu 0,44%, SPXI11, 1,13%, WRLD11, 1,78%, e IVWO11, 2,06%. TOP 20 de desempenho

Déficit nas contas públicas dos EUA chega a US$ 1,99 tri, o maior desde auge da pandemia
EUA •

Déficit nas contas públicas dos EUA chega a US$ 1,99 tri, o maior desde auge da pandemia

Ler Resumo Os EUA registraram um déficit de US$ 1,99 trilhão no ano fiscal de 2026, o terceiro maior de sua história e o 25º consecutivo. O rombo foi impulsionado por despesas com a dívida pública, reembolsos de tarifas e gastos do governo Trump, apesar das promessas de enxugar a máquina. Leia a matéria completa para detalhes. Este resumo foi útil? 👍 👎 Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril. Os Estados Unidos encerraram o ano fiscal de 2026, no último 30 de setembro, com um déficit nas contas públicas de US$ 1,99 trilhões (R$ 10,1 trilhões, na cotação atual), informou o Departamento do Tesouro nesta sexta-feira, 16. O resultado foi impulsionado pelo aumento das despesas com a dívida pública, reembolsos de tarifas de importação e gastos recordes do governo Donald Trump, apesar da promessa de enxugar a máquina pública. O montante deste ano fiscal foi cerca de 12% superior ao déficit de 2025 (US$ 1,775 trilhão), e o terceiro maior rombo anual na história dos Estados Unidos. Está atrás apenas de 2020 e 2021, períodos em que o governo federal injetou trilhões de dólares em estímulos financeiros na economia em meio à pandemia de covid-19. Os dados confirmaram ainda que os Estados Unidos vivem seu 25º ano fiscal consecutivo operando em déficit. A última vez que o governo obteve um superávit — ou seja, quando as receitas superaram as despesas — foi em 2001. A origem da dívida A previdência (Social Security) representou a maior fatia dos gastos governamentais, totalizando quase US$ 1,7 trilhão ao longo do ano fiscal — um aumento modesto em relação aos cerca de US$ 1,6 trilhão gastos em 2025. Continua após a publicidade O Medicare foi o segundo maior item de despesa, custando quase US$ 1,1 trilhão no ano fiscal. Para fins de comparação, o programa de saúde gerido pelo governo demandou pouco menos de US$ 1 trilhão no ano fiscal de 2025. Os juros líquidos — calculados subtraindo-se os juros recebidos pelo Tesouro do total de juros pagos — também ultrapassaram US$ 1 trilhão no ano fiscal. No ano fiscal de 2025, os juros líquidos somaram US$ 970 bilhões. Continua após a publicidade Os impostos sobre a renda de pessoas físicas ajudaram a reduzir o déficit total ao arrecadar mais de US$ 2,8 trilhões, um aumento de cerca de 7% em relação ao ano anterior. Já a alíquota sobre a renda de pessoas jurídicas gerou US$ 381 bilhões em receitas, ou US$ 70 bilhões a menos do que no ano fiscal de 2025, devido aos cortes de taxas para empresas incluídos na chamada Big Beautiful Bill, aprovada pelo Congresso no ano passado. Outro fator foram as tarifas. Embora o Departamento do Tesouro tenha falado em “um recorde na arrecadação bruta de tarifas alfandegárias”, o montante foi impactado pela necessidade de realizar reembolsos — decorrentes de uma decisão da Suprema Corte que considerou o tarifaço de Trump ilegal —, o que resultou na devolução de bilhões de dólares a varejistas. Continua após a publicidade Além disso, os Estados Unidos desembolsaram mais de US$ 1,3 trilhão para pagar os juros da dívida pública nacional. O montante total da dívida ultrapassou US$ 40 trilhões no início deste ano, tendo mais do que dobrado na última década. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que “o crescimento global é o caminho” para lidar com o rombo.

Dólar corrige parte da alta recente, mas ainda acumula ganho de 1,7% na semana
Dólar Hoje •

Dólar corrige parte da alta recente, mas ainda acumula ganho de 1,7% na semana

O dólar à vista fechou em leve baixa diante do real nesta 6ªF, acompanhando o movimento da moeda americana no exterior e devolvendo parte da forte alta acumulada ao longo da semana. Investidores seguiram monitorando o cenário eleitoral, com as últimas pesquisas confirmando movimento de recuperação de Lula diante de Flávio. A expectativa agora é pela sabatina de Flávio hoje à noite e pelo debate da Band, no domingo. O dólar à vista fechou em baixa de 0,26%, a R$ 5,0735, após oscilar entre R$ 5,0681 e R$ 5,0958. Na semana, a moeda subiu 1,77%. Às 17h08, o dólar futuro para novembro caía 0,50%, para R$ 5,0880. Lá fora, o índice DXY recuava 0,26%, para 101,787 pontos. O euro subia 0,19%, para US$ 1,1239. E a libra ganhava 0,42%, a US$ 1,3328.

Perguntas Frequentes sobre Câmbio (USD/BRL)

Qual é a cotação de Dólar Americano/Real Brasileiro hoje?
A cotação de Dólar Americano/Real Brasileiro está em R$ 5.0693 para compra (bid) e R$ 5.0693 para venda (ask), com variação de -0.58% no dia.
Qual a diferença entre preço de compra (bid) e de venda (ask)?
O preço de compra (bid) é o valor pelo qual o mercado compra a moeda de você, enquanto o preço de venda (ask) é quanto você paga para adquiri-la. A diferença entre os dois valores é o spread cambial praticado pelas instituições.
Qual foi a cotação máxima e mínima de USD/BRL hoje?
Ao longo do dia, o câmbio oscilou entre a mínima de R$ 5.0693 e a máxima de R$ 5.0693.
Onde acompanhar a cotação de moedas e câmbio em tempo real?
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