IPCA
Índice oficial de inflação do Brasil, medido pelo IBGE
Histórico dos Últimos 12 Meses
07/2025 a 07/2026O que é IPCA?
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é o indicador oficial de inflação do Brasil, calculado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Ele mede a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos. A cesta inclui categorias como alimentação, habitação, transportes, saúde, educação, vestuário e comunicação.
O IPCA é utilizado pelo Banco Central como referência para o regime de metas de inflação. Quando o IPCA acumulado se afasta da meta, o Copom ajusta a Taxa Selic para tentar controlar os preços.
Por que o IPCA é importante para investidores?
A inflação corrói o valor do dinheiro ao longo do tempo. Se seu investimento rende menos que o IPCA, você está perdendo poder de compra.
Títulos do Tesouro IPCA+ garantem rendimento real acima da inflação, protegendo o poder de compra do investidor.
Para saber o ganho real de um investimento, subtraia o IPCA do rendimento bruto. Ex: CDI de 14% - IPCA de 4% = ganho real de ~10%.
Muitos contratos de aluguel e planos de saúde são reajustados pelo IPCA. Acompanhar o índice ajuda a planejar gastos futuros.
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Focus projeta Selic a 13,75% e inflação a 5,03% para o fim de 2026
Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você Abrir o resumo ▾ O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 3, pelo Banco Central, indica que o mercado financeiro reduziu as expectativas para a Selic e a inflação. A previsão para a Selic ao final de 2026 caiu de 14% para 13,75%, enquanto a projeção do IPCA recuou de 5,12% para 5,03%. O Copom, que fixou a Selic em 14,25% em 17 de junho, deve se reunir novamente nos dias 4 e 5 de agosto, com expectativas de corte da taxa ainda este ano. O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 3, pelo Banco Central (BC) mostra que o mercado financeiro reduziu as expectativas para a taxa básica de juros (Selic) e para a inflação. O mercado prevê que a Selic encerrará 2026 em 13,75%, ante os 14% que os analistas projetaram na semana anterior. O indicador registrou queda pela primeira vez desde março. + Entenda notícias de Economia em Oeste O IPCA também recuou pela quinta semana consecutiva. Os analistas reduziram a projeção para 2026 de 5,12% para 5,03%. Na semana passada, o mercado trabalhava com um horizonte inflacionário de 5,12%. Selic deve cair ainda este ano O Comitê de Política Monetária (Copom) fixou a taxa Selic atual em 14,25% em 17 de junho. O mercado projeta ao menos um corte até o fim do ano. O Copom agendou a sua próxima reunião para os dias 4 e 5 de agosto. As previsões para 2027 e 2028 mantiveram estabilidade em 12% e 10,5%, respectivamente. O BC usa a Selic como principal instrumento para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom eleva a Selic, busca conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando a poupança. Quando corta a taxa, barateia o crédito, incentivando a produção e o consumo, mas afrouxa o controle sobre a inflação. PIB e dólar mantêm estabilidade As projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e para a cotação do dólar mantiveram estabilidade. O mercado manteve a expectativa de alta da economia em 2026 em 1,99% pelas últimas cinco semanas. Para 2027, os analistas reduziram levemente a estimativa de 1,60% para 1,57%. Leia mais: “Como a indústria transformou a proteína em um mercado bilionário” O mercado espera que o dólar feche 2026 em R$ 5,20, também sem alterações. Para 2027, a projeção recuou de R$ 5,29 para R$ 5,28. Para 2027, os analistas mantiveram a projeção de inflação em 4,22%. Em 2028, o mercado estima o índice em 3,80%. Leia mais: “Déficit nominal do setor público chega a R$ 1,3 trilhão e encosta em 10% do PIB”
Safra vê Selic em 14% e mais cortes até o fim do ano
Resumo O Banco Central possui espaço para reduzir a taxa Selic para 14% nesta semana e posteriormente para 13,5% ao fim de 2026, sustentado pela desaceleração disseminada da inflação e dos núcleos de preços. O IPCA-15 de julho apresentou alta de apenas 0,06% mensalmente, com deflação em alimentos, moderação em serviços e preços administrados, além de núcleos abaixo das expectativas do mercado. Riscos climáticos como El Niño e pressões de commodities permanecem no radar, mas fatores como bandeira tarifária verde em dezembro e desaceleração da demanda doméstica reforçam o cenário benigno para inflação em 2026. Resumo supervisionado por jornalista. O Banco Safra avalia que o Banco Central deverá reduzir a taxa Selic para 14% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada nesta terça e quarta-feira. A expectativa reflete a melhora recente dos indicadores de inflação e o avanço do processo de desinflação observado nos últimos meses. A instituição também projeta novos cortes de juros nas reuniões seguintes, levando a taxa básica para 13,5% ao ano até o encerramento do calendário de decisões de política monetária em 2026. Na avaliação do banco, o ambiente inflacionário tornou-se mais favorável e passou a oferecer condições para a continuidade do afrouxamento monetário. A principal mudança de cenário ocorreu após a divulgação do IPCA-15 de julho, que apresentou alta de apenas 0,06% na comparação mensal, resultado significativamente inferior à projeção do Safra, de 0,25%, e também abaixo da mediana das estimativas do mercado, de 0,22%. No acumulado de 12 meses, a inflação desacelerou de 4,80% para 4,52%, aproximando-se do limite superior da meta perseguida pelo Banco Central. Composição do IPCA-15 reforça leitura de desinflação Mais do que o resultado agregado, a composição do indicador foi considerada relevante pelo Safra para sustentar a expectativa de cortes de juros. Serviços e administrados surpreendem positivamente Entre os principais grupos, a inflação de serviços apresentou comportamento mais benigno do que o esperado. Houve desaceleração em itens como passagens aéreas, transporte por aplicativo e seguros de veículos. Nos preços administrados, o avanço mais moderado da energia elétrica e a queda mais intensa dos preços da gasolina e do gás de botijão contribuíram para reduzir a pressão inflacionária. A alimentação no domicílio também voltou a registrar deflação expressiva, impulsionada principalmente pela queda dos preços de produtos in natura, como o tomate. Mesmo com uma redução menos intensa nos preços das carnes, o grupo continuou exercendo efeito desinflacionário relevante. Já os bens industriais mantiveram trajetória considerada equilibrada, sem desvios significativos em relação às expectativas. Núcleos apontam desaceleração disseminada As medidas subjacentes da inflação também reforçaram o diagnóstico de arrefecimento. A média dos núcleos avançou 0,21% no mês, abaixo da projeção de 0,30%, enquanto os serviços subjacentes registraram alta de 0,30%, também inferior ao esperado. Segundo o Safra, indicadores dessazonalizados mostraram nova redução tanto nos núcleos quanto nos serviços subjacentes e no índice de difusão, sugerindo que o processo de desinflação está ocorrendo de forma mais abrangente entre diferentes segmentos da economia. Indicadores antecedentes reforçam cenário benigno Além dos índices ao consumidor, os indicadores de preços no atacado também passaram a sinalizar menor pressão inflacionária no curto prazo. O IGP-M registrou deflação de 1,16% em julho, resultado influenciado principalmente pela queda dos preços do petróleo. A abertura do indicador mostrou desaceleração relevante do núcleo do IPA Industrial, cuja variação ficou próxima de zero após altas próximas de 1,5% observadas nos meses de abril e maio. Para o Safra, o movimento sugere redução das pressões de custos sobre a cadeia industrial e menor risco de repasses inflacionários para o consumidor nos próximos meses. Ainda assim, a instituição avalia que o índice pode voltar a acelerar a partir de agosto, à medida que o efeito baixista do petróleo perca intensidade e os preços agropecuários passem a refletir a valorização da arroba do boi. Riscos permanecem no radar do Banco Central Apesar da melhora do cenário inflacionário, o Safra destaca que o ambiente ainda exige monitoramento. El Niño pode pressionar preços de alimentos O principal fator de risco para a inflação continua sendo a evolução das condições climáticas. De acordo com a análise do banco, projeções de institutos especializados indicam elevada probabilidade de ocorrência de um episódio forte de El Niño ainda neste ano. O fenômeno pode provocar irregularidades nas chuvas, afetando inicialmente culturas de ciclo curto e pressionando os preços de alimentos in natura. Em horizonte mais longo, os impactos poderiam atingir a produtividade agrícola, especialmente na produção de milho, com efeitos indiretos sobre proteínas animais por meio do aumento dos custos de alimentação. Fatores baixistas também ganham relevância Por outro lado, alguns vetores passaram a atuar na direção oposta. O Safra destaca que a adoção de bandeira tarifária verde nas contas de energia em dezembro pode gerar alívio adicional para a inflação de 2026, reduzindo a projeção em aproximadamente 0,10 ponto percentual. Além disso, uma desaceleração mais intensa da demanda doméstica em resposta ao aperto monetário acumulado também poderia contribuir para conter as pressões de preços. O que esperar para a Selic nos próximos meses Na avaliação do Safra, o conjunto de indicadores divulgados recentemente fortalece a percepção de que a inflação segue trajetória compatível com a continuidade do ciclo de flexibilização monetária. A melhora disseminada da composição do IPCA-15, a desaceleração dos núcleos e o comportamento mais favorável dos índices antecedentes criam um ambiente mais confortável para o Banco Central iniciar novas reduções da taxa básica. Ainda que riscos associados às commodities e às condições climáticas permaneçam presentes, o banco mantém sua projeção de inflação de 4,9% para 2026 e considera que os riscos ao cenário estão relativamente equilibrados. Nesse contexto, a expectativa é de que o Copom reduza a Selic para 14% ao ano nesta reunião e promova novos ajustes ao longo dos próximos encontros, levando a taxa para 13,5% ao ano até o fim de 2026.
Boletim Focus: estimativa do IPCA 2026 cai pela 5ª semana seguida; a da Selic recua a 13,75%
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