IPCA
Índice oficial de inflação do Brasil, medido pelo IBGE
Histórico dos Últimos 12 Meses
08/2025 a 08/2026O que é IPCA?
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é o indicador oficial de inflação do Brasil, calculado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Ele mede a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos. A cesta inclui categorias como alimentação, habitação, transportes, saúde, educação, vestuário e comunicação.
O IPCA é utilizado pelo Banco Central como referência para o regime de metas de inflação. Quando o IPCA acumulado se afasta da meta, o Copom ajusta a Taxa Selic para tentar controlar os preços.
Por que o IPCA é importante para investidores?
A inflação corrói o valor do dinheiro ao longo do tempo. Se seu investimento rende menos que o IPCA, você está perdendo poder de compra.
Títulos do Tesouro IPCA+ garantem rendimento real acima da inflação, protegendo o poder de compra do investidor.
Para saber o ganho real de um investimento, subtraia o IPCA do rendimento bruto. Ex: CDI de 14% - IPCA de 4% = ganho real de ~10%.
Muitos contratos de aluguel e planos de saúde são reajustados pelo IPCA. Acompanhar o índice ajuda a planejar gastos futuros.
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Quais ações podem ir bem independentemente de quem vencer as eleições
A eleição presidencial de 2026 entrou no radar dos investidores como um dos principais fatores capazes de definir o rumo dos ativos brasileiros nos próximos meses. Para o BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME), a disputa está tão acirrada que o resultado hoje é praticamente uma "moeda ao ar". estratégia do BTG é evitar empresas cujos resultados dependam excessivamente de uma melhora fiscal e priorizar papéis que possam se sair bem tanto em uma Diante dessa incerteza, ae priorizar papéis que possam se sair bem tanto em uma eventual vitória do candidato à reeleição quanto da oposição "Consideramos que a eleição está muito acirrada para se prever o resultado", afirma o banco no relatório "LatAm LineUp – Mantendo o Brasil em posição neutra antes". Por isso, a instituição diz que continuará dando preferência a "títulos de alta qualidade e liquidez" que, em sua avaliação, teriam bom desempenho "em qualquer cenário". Trade eleitoral: como pesquisas da corrida presidencial mexem com a bolsa brasileira O BTG manteve o Brasil com classificação neutra na América Latina, ao lado da Colômbia. E apontou Peru, Chile e Argentina estão com recomendação overweight, que sinaliza que os analistas estão otimistas e recomendam comprar um pouco mais dos ativos desses países, enquanto o México aparece como underweight, com recomendação de venda. Mas, mesmo com a cautela em relação ao resultado eleitoral, o Brasil foi o destaque da região nos últimos 30 dias, segundo o banco. O mercado brasileiro subiu 12% em dólar no período, ante alta de 3% do COLCAP, o principal índice acionário da bolsa colombiana, e de 2% do Merval, da Argentina. A bolsa peruana ficou praticamente estável, enquanto Chile e México recuaram 1% e 2%, respectivamente. As ações brasileiras escolhidas pelo BTG [grifar]Na carteira de 16 ações recomendadas pelo BTG para a América Latina, sete são brasileiras: Itaú, Motiva, Axia Energia, Petrobras, Sabesp, Eneva e Embraer. Entre elas, Embraer, Petrobras e Eneva têm os maiores pesos, de 10% cada, enquanto Axia aparece com 9%. Já Itaú e Sabesp têm peso de 7,5% cada, e Motiva, de 5%. A Embraer também aparece como "capitã" da escalação elaborada pelo banco, que apresenta a carteira em formato de um time de futebol. A Petrobras e a Eneva completam o ataque, enquanto a Motiva e a Axia ficam no meio-campo. O banco não apresenta essas escolhas como uma aposta sobre qual candidato vencerá a eleição. Ao contrário, a lógica declarada é justamente buscar empresas que não dependam de uma mudança específica no cenário fiscal para gerar retorno. A recomendação também ajuda a explicar por que o BTG mantém o Brasil em posição neutra mesmo depois da forte valorização recente. Para o banco, o ambiente eleitoral mudou diversas vezes nos últimos dez meses e, nos meses mais recentes, a disputa ficou mais acirrada, movimento que foi acompanhado por uma reação positiva dos mercados. "Podemos mudar nossa abordagem se houver motivos para isso, mas acreditamos que a classificação atual para o país (Neutra, com foco em qualidade e liquidez) seja a melhor maneira de lidar com o que está por vir", afirmou. Eleven vê oportunidade além da Bolsa A Eleven Financial também considera o cenário eleitoral incerto e avalia que a disputa pode ser decidida por poucos votos. Mas, em vez de concentrar a estratégia em ações capazes de atravessar diferentes resultados eleitorais, a casa identifica oportunidades em diferentes classes de ativos brasileiros, principalmente títulos públicos indexados à inflação e fundos imobiliários, além da Bolsa. A casa avalia que a relação entre risco e retorno dos ativos brasileiros é atrativa, principalmente em NTN-Bs, os títulos da dívida pública emitidos pelo governo brasileiro que pagam a inflação oficial (IPCA) mais uma taxa de juros, e fundos imobiliários. A diferença está justamente no nível de risco atribuído a cada mercado. Para a Eleven, a renda fixa apresenta menor risco, enquanto Bolsa e fundos imobiliários oferecem maior potencial de retorno. A casa considera que os ativos brasileiros continuam descontados e que uma melhora no cenário poderia provocar uma alta forte. Nas NTN-Bs, a Eleven destaca especialmente os títulos com vencimento entre cinco e dez anos, como as NTN-Bs 2032 e 2035, que, segundo o relatório, pagam taxas ao redor de 7,5%. A vantagem apontada pela casa é a combinação entre taxas elevadas e proteção contra uma eventual alta inesperada da inflação. A avaliação para os fundos imobiliários também é positiva. A Eleven afirma que o IFIX apresenta atualmente uma relação risco-retorno atrativa e destaca que os proventos estão em níveis recordes. Na avaliação da casa, uma eventual queda dos juros poderia levar investidores de volta para essa classe e contribuir para a recuperação dos preços. Já a Bolsa aparece com uma combinação diferente de potencial elevado, mas também maior risco. Bolsa passou de 'pânico' para 'euforia' A Eleven chama atenção para a velocidade da recuperação do Ibovespa. Segundo o relatório, o índice subiu cerca de 5% em setembro e quase 15% desde a mínima de agosto. Ainda assim, a casa afirma que o Ibovespa continua negociando com uma relação preço/lucro baixa e que as expectativas de lucro permanecem relativamente estáveis, apesar dos resultados fracos do segundo trimestre. Ao mesmo tempo, indicadores técnicos começaram a mostrar sinais de euforia. A leitura é que o mercado passou rapidamente de um estado de "pânico" para um estado de "euforia", mas que esses indicadores precisam ser interpretados à luz do calendário eleitoral. Para a casa, a continuidade da alta ou de uma eventual queda dependerá principalmente da evolução do cenário eleitoral. O relatório também afirma que, apesar da valorização recente, os ativos brasileiros continuam descontados. A Eleven destaca que as taxas de juros e os proventos do IFIX estão próximos de máximas históricas e que o dividend yield do Ibovespa está acima da média histórica.
Governo discutiu três cenários para o Bolsa Família e optou por reajuste mais amplo às vésperas da eleição
Brasília O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discutiu ao menos três cenários de reajuste para o Bolsa Família, mas acabou escolhendo a correção linear dos benefícios. A opção é mais onerosa para as contas e vista por técnicos como menos eficiente em termos de desenho do programa, mas contempla um maior número de beneficiários às vésperas da eleição. Nesta quinta-feira (17), o presidente editou um decreto para reajustar em 15,04% os benefícios do programa. O pagamento mínimo por família vai subir de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, mês das eleições. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em evento no Palácio do Planalto - Evaristo Sa - 16.set.26/AFP O MDS (Ministério do Desenvolvimento Social) já vinha discutindo alternativas de reajuste desde o primeiro semestre, mas ainda não havia previsão de avanço. As propostas foram adiante somente nas últimas semanas e passaram pelo crivo dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, que mapearam o espaço fiscal possível para acomodar a medida. Além do reajuste linear, os demais cenários analisados previam um reajuste no valor per capita, chamado de BRC (Benefício de Renda de Cidadania), ou um aumento com foco nas parcelas complementares, concedidas quando há crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes entre os beneficiários. Tais opções eram preferidas pelos técnicos e seriam mais eficientes porque garantiriam um repasse total maior para famílias mais numerosas e reduziriam a distorção causada pelo benefício mínimo por família, que induziu a divisão artificial de cadastros em unipessoais para ampliar seus ganhos. O piso foi criado ainda no governo de Jair Bolsonaro (PL) e mantido na gestão Lula. No entanto, essas opções também teriam um alcance menor, já que nem todos os beneficiários sentiriam diferença no bolso de fato. Até por isso, as medidas seriam mais econômicas para os cofres públicos. Hoje, o benefício per capita paga R$ 142 por integrante da família. Crianças até seis anos recebem um adicional de R$ 150, focado na primeira infância. Acima dessa idade e até 18 anos, há um extra de R$ 50. Além disso, gestantes e mulheres que amamentam também recebem R$ 50 a mais. O benefício per capita é pago a todas as 49,7 milhões de pessoas contempladas pelo Bolsa Família, mas os demais têm públicos mais restritos. Segundo dados do MDS, em agosto foram pagos 8,36 milhões de benefícios para a primeira infância e 15,4 milhões de benefícios familiares, que englobam as demais categorias. Isso representa menos da metade das pessoas que estão no programa. Além disso, há hoje 17,9 milhões de pessoas (cerca de um terço do total) que recebem o chamado benefício complementar, que é justamente a parcela que garante o piso de R$ 600. Esse grupo corria o risco de não receber reajuste nenhum caso as opções tidas como mais eficientes fossem adotadas. Às vésperas da eleição, o governo acabou escolhendo o modelo que contemplaria todos os beneficiários do programa. A medida terá um custo extra de R$ 5,8 bilhões neste ano e R$ 22,7 bilhões anuais em 2027 e 2028. Procurado pela Folha, o MDS afirmou que o reajuste "preserva o atual desenho do Bolsa Família". "Os valores dos benefícios foram atualizados de acordo com a inflação, mantendo a estrutura vigente do programa, que considera tanto a garantia de um valor mínimo por família quanto benefícios calculados de acordo com o número e a composição de seus integrantes", disse. O argumento do governo é que o reajuste busca repor as perdas causadas pela inflação de 15,04% acumulada entre março de 2023, quando entrou em vigor a reformulação do programa, e agosto deste ano. O índice usado para a correção é o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que abrange as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos. A alta registrada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no mesmo período foi de 16,3%. O reajuste linear também foi considerado o formato que blindaria o presidente de questionamentos jurídicos, já que a lei eleitoral restringe a correção de benefícios em percentuais acima da inflação nos meses que antecedem o pleito. Isso significa que Lula não poderia dar aumentos significativos às parcelas do Bolsa isoladamente. Um dos cenários defendidos pelos técnicos previa elevar o benefício per capita para perto de R$ 300, para que uma família de duas pessoas recebesse mais do que um beneficiário unipessoal, mas isso não seria legalmente viável. Já o reajuste de 15% permitido pela legislação teria, sozinho, alcance limitado. "Em atendimento à legislação eleitoral, o entendimento do governo foi de que a autorização deveria ser para um reajuste linear dos benefícios", disse o MDS. A redução do poder de compra das famílias também pesou nessa equação. Segundo os técnicos, o governo recebeu reclamações sobre o custo de vida das famílias, que estavam com os benefícios congelados desde a reformulação do programa, em março de 2023. Isso alcança inclusive os unipessoais. De acordo com um dos interlocutores, entrou no radar do governo a possibilidade de famílias unipessoais caírem novamente em situação de insegurança alimentar grave diante do aumento nos preços dos alimentos. Esse argumento foi usado para defender o reajuste linear, que contemplaria também as famílias de um só integrante. Outro fator que colocou pressão sobre o governo foi a petição da DPU (Defensoria Pública da União), apresentada na quarta-feira (16) ao STF (Supremo Tribunal Federal), pedindo que a Corte desse um prazo de 15 dias para o governo atualizar os valores dos benefícios do Bolsa Família. A medida foi requerida no âmbito de uma ação que, em 2021, determinou ao governo o pagamento de uma renda mínima à população mais vulnerável. A professora do Insper Laura Müller Machado, especialista na área social e colunista da Folha, avalia que a ampliação dos recursos para o Bolsa Família é uma medida positiva, mas questiona a escolha do governo pelo reajuste linear. "Quanto mais generoso o Brasil for com os mais pobres, quanto mais renda a gente tem para dar para quem mais precisa, melhor. A questão é se o programa está, de fato, entregando mais para quem mais precisa", diz. Para ela, reajustar apenas o benefício per capita e as parcelas familiares seria uma maneira de reduzir os danos do piso mínimo por família. "Tudo que eu [governo] podia fazer era reajustar pela inflação? Então ajusta todos os valores per capita. Devagarzinho, vai tirando o valor único, que é bem danoso", afirma. "Não é um problema aumentar o valor ou o orçamento do programa. O problema é manter o mesmo desenho. Poderia usar os ajustes para minimizar os danos do desenho", diz Machado. Segundo a especialista, ao reajustar o piso de R$ 600, o governo passa a mensagem de que esse valor mínimo será mantido, reforçando o "incentivo perverso" de quebra artificial do núcleo familiar. Técnicos do governo admitem, sob reserva, que o cenário ideal seria reajustar todas as parcelas de benefício per capita, menos o piso, para ir eliminando as distorções gradualmente. No entanto, eles apostam em instrumentos de fiscalização para evitar novo aumento artificial no número de unipessoais no programa.
Itaú fecha contrato de R$ 1,17 bi por aluguel de escritórios de alto padrão da Eztec em SP
São Paulo A incorporadora Eztec anunciou nesta quinta-feira (17) a assinatura do contrato de locação com o Itaú Unibanco para o Esther Towers, complexo de duas torres de alto padrão localizado na zona sul de São Paulo. Segundo o fato relevante, o contrato assinado pela subsidiária Mairiporã Incorporadora tem prazo de dez anos, com valor total de R$ 1,17 bilhão e cláusula de prorrogação por mais cinco anos. Os valores do aluguel serão reajustados anualmente pelo IPCA, o índice de inflação oficial do país. Projeção do Esther Towers, condomínio da incorporadora Eztec alugado pelo Itaú na região da Chucri Zaidan, zona sul de São Paulo - Divulgação O início das tratativas foi comunicado pela Eztec há pouco mais de duas semanas. Até aquele momento, o Itaú não era anunciado como um possível cliente. Publicidade Em nota, o banco disse que as torres serão ocupadas de forma escalonada conforme as obras forem finalizadas (o que deve acontecer entre o final deste ano e meados de 2027). O espaço receberá 9.600 posições de trabalho. "A escolha do Esther Towers levou em conta critérios operacionais, de infraestrutura e de atendimento às necessidades futuras, com foco em ambientes que favoreçam a colaboração, a troca de conhecimento e a integração entre as equipes. O novo polo se soma às operações já existentes na cidade", disse o banco. Publicidade Casas de análise como o BTG já vinham colocando a possível transação do Esther Towers como um impulsionador dos valores das ações da incorporadora, hoje negociados a R$ 12,95 na B3. Em março, o próprio Itaú BBA já tinha projetado uma potencial venda do edifício como um sinal aos investidores de que era momento de comprar as ações da companhia. À época, a divisão de análises do banco considerou os ativos da Eztec como descontados e com espaço para valorização, caso a venda fosse concretizada. No início do mês, quando foi anunciada uma possível assinatura de contrato, o BTG estimava um NOI (sigla em inglês para receita operacional líquida, métrica utilizada para medir o resultado de um imóvel já descontados os custos operacionais) de cerca de R$ 130 milhões por ano para o empreendimento —o equivalente a 20% do lucro projetado para a Eztec em 2027. Com o contrato de locação estipulado em R$ 1,17 bilhão pelos próximos dez anos, a receita anual com o imóvel deve girar em torno de R$ 117 milhões. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões Recentemente, o Itaú informou internamente que promoveria mudanças no modelo híbrido. Em 2028, os funcionários administrativos passarão a ter frequência mínima obrigatória de três dias por semana nos escritórios (hoje a regra é de oito dias por mês). Publicidade Os superintendentes deverão comparecer presencialmente os quatro dias da semana já no próximo ano, acompanhando o modelo adotado para os diretores. Hoje, o Itaú possui mais de 80 mil funcionários pelo país. O Esther Towers está em fase final de construção e terá áreas de 800 m² a 2.000 m² por andar. As duas torres têm 26 andares cada e são conectadas por um heliponto central Segundo o Itaú, as operações no Esther Towers se somarão às unidades na Faria Lima e no Jabaquara, onde fica a sede.