IPCA
Índice oficial de inflação do Brasil, medido pelo IBGE
Histórico dos Últimos 12 Meses
05/2025 a 05/2026O que é IPCA?
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é o indicador oficial de inflação do Brasil, calculado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Ele mede a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos. A cesta inclui categorias como alimentação, habitação, transportes, saúde, educação, vestuário e comunicação.
O IPCA é utilizado pelo Banco Central como referência para o regime de metas de inflação. Quando o IPCA acumulado se afasta da meta, o Copom ajusta a Taxa Selic para tentar controlar os preços.
Por que o IPCA é importante para investidores?
A inflação corrói o valor do dinheiro ao longo do tempo. Se seu investimento rende menos que o IPCA, você está perdendo poder de compra.
Títulos do Tesouro IPCA+ garantem rendimento real acima da inflação, protegendo o poder de compra do investidor.
Para saber o ganho real de um investimento, subtraia o IPCA do rendimento bruto. Ex: CDI de 14% - IPCA de 4% = ganho real de ~10%.
Muitos contratos de aluguel e planos de saúde são reajustados pelo IPCA. Acompanhar o índice ajuda a planejar gastos futuros.
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Selic alta, aluguel em alta: o paradoxo do mercado de apartamentos para alugar em São Paulo em 2026
O manual da teoria econômica é relativamente claro: juros altos encarecem o crédito, reduzem a capacidade de compra, desaquecem o mercado imobiliário e aliviam a pressão sobre os preços de locação. Em São Paulo, o manual não está sendo seguido. Com a Selic em 14,75% ao ano, o mercado de apartamentos para alugar na capital paulista registrou alta de 9,48% em 2025 segundo o Índice FipeZAP, mais que o dobro do IPCA no mesmo período, e entrou em 2026 com os preços continuando a subir acima da inflação oficial. O paradoxo tem explicação, e ela passa por fatores estruturais que nenhuma política monetária consegue resolver no curto prazo. Os números que desafiam a teoria O Índice FipeZAP de fevereiro de 2026 registrou alta de 0,94% nos preços de locação residencial no Brasil, aceleração em relação ao mês anterior, quando o avanço foi de 0,65%. Em janeiro, o índice já superava tanto o IPCA, que ficou em 0,33%, quanto o IGP-M, com variação de 0,41%. O aluguel residencial subiu acima da inflação pelo terceiro ano consecutivo no país, e São Paulo, com 9,48% de alta acumulada em 2025, ficou entre as capitais com maior pressão de preços, atrás apenas do Rio de Janeiro, que registrou 12,11% no mesmo período. A taxa de vacância em São Paulo está em torno de 6%, valor que fica consistentemente abaixo da média histórica de 8% a 10% do mercado paulistano. Uma vacância baixa significa que a oferta de imóveis disponíveis para locação não acompanha a demanda, o que retira do locatário o poder de barganha e sustenta os preços independentemente do custo do dinheiro no mercado financeiro. O rental yield, indicador que mede a rentabilidade do aluguel sobre o valor total do ativo, ficou em 0,52% ao mês em dezembro de 2025, equivalente a 6,28% ao ano na capital paulista. O número é inferior à Selic, o que teoricamente tornaria a renda com aluguel menos atrativa do que a renda fixa para o investidor. Na prática, porém, a combinação de valorização do imóvel, proteção patrimonial e demanda estruturalmente reprimida mantém o apartamento para alugar em São Paulo como ativo competitivo mesmo nesse cenário de juros elevados. Espaço Publicitário Por que a demanda não cede A chave para entender o paradoxo está em uma característica que economistas chamam de inelasticidade da demanda. Moradia não é um bem que se dispensa quando fica caro. O paulistano que precisa morar perto do trabalho, do metrô ou da escola dos filhos não tem a opção de simplesmente sair do mercado de locação porque o aluguel subiu. Ele negocia, comprime o espaço, divide moradia ou se desloca para bairros mais distantes, mas permanece no mercado. Esse comportamento sustenta a demanda por apartamentos para alugar em São Paulo de forma praticamente independente do ciclo de juros. O que a Selic alta faz, nesse contexto, é deslocar o problema de um mercado para outro: ao encarecer o crédito imobiliário, impede que potenciais compradores saiam do aluguel para a casa própria, mantendo esses consumidores no mercado de locação por mais tempo e aumentando a pressão sobre uma oferta que já era insuficiente. O crescimento populacional da capital reforça essa dinâmica. São Paulo concentra os maiores polos de emprego formal do país, recebe migrantes internos e internacionais de forma contínua e tem uma dinâmica urbana que exige proximidade geográfica ao trabalho de uma forma que cidades menores não impõem. O resultado é uma demanda por moradia que cresce independentemente do ciclo econômico de curto prazo. O mercado que se reinventa sob pressão A pressão dos juros alterou o comportamento dos agentes, mas não freou o mercado. No segmento de lançamentos, incorporadoras passaram a desenvolver produtos pensados desde a concepção para o aluguel, o chamado modelo multifamily, em que todas as unidades pertencem a um único proprietário e são destinadas à locação com gestão profissional. O conceito, consolidado nos Estados Unidos e Europa, ganhou tração em São Paulo nos últimos dois anos e começa a mudar a composição da oferta de apartamentos para alugar na cidade. No segmento de bairros, a valorização segue padrão heterogêneo. Imóveis localizados a até 500 metros de uma estação de metrô custam em média entre 18% e 25% mais do que imóveis equivalentes a 1 quilômetro de distância. Os Jardins seguem como o bairro mais caro para locação, com preço médio de R$ 82,2 por metro quadrado. Bela Vista e Perdizes registraram alta de 8,5% nos últimos doze meses e figuram entre os bairros com maior valorização recente. Barra Funda e Vila Andrade lideram o crescimento em verticalização, com novos empreendimentos que adicionam unidades ao mercado mas ainda não são suficientes para aliviar a pressão sobre os preços. O investidor entre dois mundos O paradoxo do mercado de locação paulistano coloca o investidor em uma posição incomum. Com a Selic a 14,75%, a renda fixa entrega retorno nominal elevado com liquidez e baixíssimo risco. O apartamento para alugar em São Paulo oferece rental yield inferior à taxa básica, mas entrega valorização patrimonial, proteção contra inflação de longo prazo e um ativo real em um mercado com demanda estruturalmente reprimida. A equação não tem resposta universal. Depende do horizonte de investimento, da capacidade de gestão do imóvel, da localização escolhida e da expectativa sobre o ciclo de juros. O que os dados de 2025 e início de 2026 mostram é que, mesmo em um ambiente adverso para o crédito, o mercado de locação em São Paulo continuou entregando valorização real. Para o investidor com visão de médio e longo prazo, esse histórico de resiliência é o argumento mais robusto que o mercado imobiliário paulistano tem a oferecer. O paradoxo que não é paradoxo Visto de perto, o comportamento do mercado de apartamentos para alugar em São Paulo em 2026 é menos paradoxal do que parece. A Selic alta pressiona o crédito e afasta compradores do mercado de aquisição, o que aumenta a base de locatários. A demanda inelástica por moradia sustenta os preços independentemente do ciclo monetário. A oferta cresce em ritmo inferior ao da demanda por restrições estruturais de terreno e custo de construção. E o crescimento populacional da maior metrópole da América Latina não para enquanto o banco central calibra a taxa de juros. O aluguel sobe porque São Paulo continua crescendo e o estoque de imóveis disponíveis não acompanha esse crescimento. A Selic, nesse contexto, é mais combustível do que freio: ao impedir a migração de locatários para proprietários, mantém a pressão sobre um mercado que já tinha razões estruturais suficientes para seguir aquecido. Por Lucas Alberti, especial
Juros sobem e estimam alta da Selic no curto prazo. Dólar fecha em baixa
Os juros futuros, que estimam onde estará a Taxa Selic no futuro e embutem as previsões para a inflação futura, registraram alta ao longo de todos os prazos nesta sexta-feira. O ajuste, segundo analistas, é reflexo das estimativas de que a taxa básica tenha que passar por um novo ciclo de alta diante de seguidas revisões para cima das expectativas de inflação. Ainda que o preço do petróleo tenha caminhado para um novo patamar, por volta dos US$ 80, após o acordo entre os Estados Unidos e o Irã para pôr fim ao conflito, contribuiu para a pressão a previsão de que os investidores enxergam, nos Estados Unidos, uma alta dos juros por lá até o fim do ano, pressionando a condução das taxas em outras economias, como o Brasil. Mesmo sinalizando que o cenário permanece incerto e que o foco do BC passa a ser um cenário mais alongado, com foco no primeiro semestre de 2028, a leitura de que o BC esteja sendo um pouco leniente e esperando um aumento de preços na economia maior do que o esperado pelos economistas faz o mercado estimar que, para frear o aumento de preços, seja necessário até mesmo uma nova alta de juros no curto prazo: — O movimento de abertura da curva de juros nominais é potencializado pela visão de um Copom mais dovish (brando), e menos comprometido com o controle inflacionário. Os investidores, que já tinham como obstáculo forte volatilidade geopolítica, agora enfrentam também a dúvida sobre a seriedade do BC no combate à inflação — diz José Alfaix, economista da Rio Bravo Investimentos. Na curva de juros, que reflete o contrato de investidores e estima a inflação e a Taxa Selic no futuro, o mercado enxerga a redução da taxa básica na próxima reunião, em agosto, mas vê a necessidade de alta até 15% da Selic no início do ano que vem. A explicação para os modelos estimados pelo Banco Central será essencial para entender a leitura da última decisão, afirma Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset. Ela diz que tanto a Ata quanto o Relatório de Política Monetária, a serem divulgados na semana que vem, devem dar mais detalhes sobre a decisão: — Falta clareza do que os modelos do Banco Central estão dizendo, mas qual é a conclusão vamos saber na ata (do Copom). O BC vai conseguir falar um pouco mais sobre o que é essa dinâmica que ele enxerga, e, no RPM, ele vai ter oportunidade de “mergulhar” em determinados pontos que acha importante — diz ela, que também vê forte impacto das estimativas futuras do juro americano no movimento. Após a decisão, o ex-diretor do BC e atual economista-chefe do Itaú, Mário Mesquita, vê espaço para mais um corte na Selic, a 14% em agosto. Alexandre de Azara, do UBS BB, vê dois cortes seguidos, a 13,75% em setembro. O movimento catapultou os rendimentos dos títulos do Tesouro Nacional, que chegaram a ter suas negociações interrompidas durante diversas vezes ao longo da semana. Nesta sexta-feira, o Tesouro Prefixado com vencimento para 2029 subiu a 14,89%, e o título IPCA+ com vencimento em 2032, que remunera a inflação anual mais taxas reais, era negociado a 8,47%. Marília Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, afirma que a taxa para os títulos de cinco anos não era vista desde 2016, no auge da crise econômica do segundo governo Dilma Rousseff: — O mercado está precificando que o juro pode até cair no curto prazo, mas que o Banco Central não vai conseguir controlar a inflação, e vai ter que subir mais o juro no futuro — afirma ela. 'Dia morno' em câmbio e Bolsa O dia foi de certa estabilidade nos indicadores locais, diante da menor liquidez global imposta pelo feriado abolicionista de Juneteenth nos Estados Unidos, onde Bolsas e o mercado de títulos não foram abertos. Por aqui, o dólar caiu 0,17%, aos R$ 5,16, enquanto O barril do petróleo fechou em leve alta de 0,9%, aos US$ 80,57. A Bolsa beirou a estabilidade, aos 168 mil pontos, menor nível desde janeiro. — É um dia morno. A notícia do dia que mais mexeu com os preços foi o acordo entre Israel e Hezbollah, que era necessário para o Irã aceitar o acordo com os EUA — disse Marianna, da Mirae, sobre a leve queda do dólar. A pressão inflacionária futura, afirma Gustavo Harada, da Blackbird, traz sentimento de cautela aos investidores da Bolsa. —Há um sentimento de cautela por conta da pressão inflacionária. Ainda não há certeza sobre o real impacto na economia diante da reabertura do Estreito de Ormuz, logo, é fator a ser levado em conta, para vermos se inflação continuará persistente para termos perspectiva quanto a juros — avalia ele, que vê o atual patamar como reflexo da saída firme do investidor estrangeiro desde meados de abril. O Ibovespa, que já registrou 23% de valorização no ano, agora registra alta de 4,5% no ano. Em junho, o índice já perdeu 3,11% e, na semana, 1,6%.
Confira as taxas de rendimento dos investimentos de renda fixa com a nova Selic
Na última quarta-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou a redução da taxa Selic para 14,25%. Ela serve como base para outras taxas do país e influencia diretamente nos rendimentos de diversos títulos de renda fixa. Um levantamento da Quantum Finance apontou as taxas de rendimento em investimentos de renda fixa com a nova Selic. Os dados são referentes ao Tesouro Selic, CDBs, Fundos DI e Fundos de crédito privado. Taxas de rendimentos na renda fixa Rendimento Tesouro Selic (LFT) Ano do vencimento 6 meses 12 meses 18 meses 24 meses 01/03/2027 6,91% 14,82% 22,14% 28,81% 01/03/2028 6,96% 14,88% 01/03/2029 7,00% 15,03% 22,45% 29,30% 01/03/2031 7,08% 15,07% Fonte: Quantum Finance Rendimento em CDB Taxas CDBs indexados ao CDI (de 30/04/26 a 17/06/26) prazo (meses) indexador mínimo média máximo número de ativos 6 %DI 97,50% 99,25% 106,90% 63 12 %DI 90,00% 98,64% 108,50% 148 24 %DI 92,70% 99,94% 111,00% 92 Fonte: Quantum Finance Taxas de CDBs indexados à inflação (de 30/04/26 a 17/06/26) prazo (meses) indexador taxa mínima taxa média taxa máxima número de ativos 12 IPCA 7,28% 8,02% 8,57% 165 24 IPCA 7,00% 7,97% 8,80% 181 Fonte: Quantum Finance Taxas de CDBs prefixados (de 30/04/26 a 17/06/26) prazo (meses) indexador taxa mínima taxa média taxa máxima número de ativos 6 PRÉ 13,38% 13,65% 14,15% 27 12 PRÉ 13,19% 13,86% 14,65% 64 24 PRÉ 12,93% 14,12% 16,00% 125 Fonte: Quantum Finance Retornos Fundos DI e Fundos de Crédito Privado Data base Categoria Retorno 6 Meses Retorno 12 Meses Retorno 18 Meses Retorno 24 Meses 16/06/2026 Fundos DI 6,98% 14,54% 21,81% 27,74% 16/06/2026 Fundos de Crédito Privado 6,65% 15,11% 22,12% 28,84% Fonte: Quantum Finance Em termos de alocação, Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, apontou que o pós-fixado segue atrativo em termos nominais enquanto a Selic permanece elevada e a queda é gradual, sem urgência para quem está em CDI. “Em paralelo, um juro real ex-ante próximo de 9% com inflação acima da meta é precisamente o contexto que historicamente favorece travar taxas reais elevadas em títulos indexados de prazo mais longo, para o investidor com horizonte compatível e disposto a conviver com a marcação a mercado”. A decisão correta, reafirma o CEO, depende de objetivo, prazo e perfil de cada um, num ambiente que pede cautela, diversificação e disciplina, em vez de movimentos reativos a uma única reunião. Quer analisar todos os seus investimentos em um só lugar, em uma plataforma intuitiva? Baixe o APP B3