Taxa Selic
Taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Banco Central
Histórico dos Últimos 12 Meses
09/2025 a 09/2026O que é Taxa Selic?
A Taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil em reuniões realizadas a cada 45 dias.
Ela é a principal ferramenta de política monetária utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando a inflação está alta, o Copom tende a aumentar a Selic para desestimular o consumo e o crédito. Quando a economia precisa de estímulo, a taxa é reduzida.
A Selic serve como referência para todas as demais taxas de juros da economia, incluindo empréstimos bancários, financiamentos e rendimentos de investimentos de renda fixa.
Como a Selic afeta seus investimentos?
CDBs, LCIs, LCAs e Tesouro Selic acompanham diretamente a taxa. Selic alta = maior rendimento em renda fixa.
Selic alta tende a desvalorizar ações, pois investidores migram para renda fixa (mais segura e rentável).
Juros de empréstimos, cartão de crédito e financiamento imobiliário sobem junto com a Selic.
Com Selic acima de 8,5% a.a., a poupança rende 0,5% ao mês + TR. Abaixo, rende 70% da Selic.
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FII controlado pelo TRXF11 vende imóvel locado ao Pão de Açúcar por R$ 41 milhões
A operação faz parte da estratégia de desinvestimento dos fundos em ativos localizados na capital de Goiás Publicidade O fundo imobiliário TRXB11 (TRX Real Estate II), controlado pelo TRXF11, concluiu a venda de um imóvel localizado no Setor Bueno, em Goiânia, locado para a rede de supermercados Pão de Açúcar, por R$ 41 milhões. A operação faz parte da estratégia de desinvestimento dos fundos em ativos localizados na capital de Goiás. Embora a venda tenha sido realizada diretamente pelo TRXB11, o TRXF11, como controlador e principal investidor do fundo, deve capturar parte dos efeitos econômicos da transação. Paralelamente, as negociações para a venda de outro imóvel, localizado no Setor Oeste, continuam em andamento. O ativo vendido fica na Avenida T-5, no Setor Bueno, e era detido pelo TRXB11 em conjunto com a TR2 Empreendimentos Imobiliários. A transferência da posse ao comprador já foi realizada, mas o pagamento do preço será feito de forma parcelada. Do valor total negociado, R$ 19,39 milhões já foram pagos como sinal e início da quitação. Uma segunda parcela, de aproximadamente R$ 1,11 milhão, será paga em até cinco dias úteis após a formalização de uma alteração no contrato de locação, que permitirá a transferência da posição de locador ao comprador. Continua depois da publicidade O cronograma prevê ainda R$ 8,2 milhões em duas parcelas semestrais de R$ 4,1 milhões, corrigidas pelo IPCA, com vencimentos em março e setembro de 2027. Os R$ 12,3 milhões restantes, também atualizados pela inflação, deverão ser pagos até 16 de março de 2028. Leia Mais: Selic cai pela 5ª vez, mas corte não garante alta do IFIX; veja por quê Venda gera lucro para TRXB11 e pode beneficiar controlador A transação deve gerar um lucro estimado de aproximadamente R$ 14 milhões para o TRXB11, equivalente a cerca de R$ 3,44 por cota. Continua depois da publicidade A operação apresenta ainda uma taxa interna de retorno (TIR) estimada em 13,08% ao ano, segundo as projeções da gestão. A gestão do TRXF11 estima que a operação possa representar um impacto positivo de aproximadamente R$ 0,21 por cota para o fundo controlador. Além de gerar ganho de capital, a venda deve contribuir para a redução do endividamento do TRXB11. Com os recursos da operação, o fundo prevê o pré-pagamento de aproximadamente R$ 22 milhões de uma Cédula de Crédito Imobiliário vinculada ao CRI utilizado para financiar a aquisição do imóvel. Continua depois da publicidade O preço de venda ficou 11,32% acima do último laudo de avaliação do ativo. Considerando o aluguel mensal vigente na época da assinatura do memorando, a transação corresponde a um cap rate de 6,52%. Leia Mais: Selic alta não segurou os FIIs: investimento do varejo cresce 56% no semestre
Juros elevados pressionam endividamento e o consumo das famílias
Economista não vê perspectiva de mais baixa da Selic Um dia depois de o Comitê de Política Econômica (Copom), do banco central, baixar a Selic (de 14% para 13,75% a.a), a pressão dos juros na economia brasileira foi tema discutido em evento on-line, realizado na manhã desta quinta-feira, pelo Grupo de Inteligência da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal). elevados são o principal “nó da economia brasileira”. A afirmação é de Marcos Lélis, economista e consultor setorial da cadeia produtiva de calçados. Coordenado por Lélis, o grupo setorial de Inteligência de Mercado da Assintecal se reúne a cada dois meses para trazer números atualizados e projeções com base no panorama dos mercados nacional e internacional. Segundo ele, todos os principais setores da economia, com exceção do agronegócio e da indústria extrativista, sentem o impacto. “A indústria da transformação está estável, tendo crescido 0,1% no acumulado do ano – até julho. Já a indústria calçadista, no mesmo período, viu sua produção cair 5,5%, impulsionada pela queda na demanda interna e também com o cenário negativo nas exportações”, relata Lélis. - Advertisement - Na avaliação do economista, existe um impeditivo importante para a redução dos juros brasileiros, em função do aumento da taxa nos Estados Unidos. “Se diminuirmos as taxas aqui, ao passo que os Estados Unidos aumentam, teremos uma saída de divisas que terá impacto na inflação brasileira. Então, nesse cenário (de elevação dos juros norte-americanos), no curto prazo, não existe perspectiva de baixa da Selic”, explica o economista. Ele destacou que os juros elevados acabam pressionando o endividamento e o consumo das famílias brasileiras. “A percepção de endividamento, medida pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) nunca esteve tão elevada, e hoje está batendo em 82%. Sem baixar os juros, seguiremos nesse ritmo. É o grande nó que impede o crescimento da economia brasileira hoje”. De acordo com Lélis, diante do cenário de queda no consumo das famílias em função do endividamento crescente, a economia brasileira tem “andado de lado”, devendo fechar o ano com um crescimento de cerca de 1,9%. Para 2027, o cenário negativo deve se intensificar, fechando com incremento de apenas 1,5% no PIB, muito abaixo da média histórica (últimos 30 anos), de 2%. O economista observa que o mercado de trabalho é um dos pontos positivos do cenário econômico brasileiro, com uma taxa de desemprego de 5,3%. “O fato também pressiona o rendimento médio, que segue avançando e chegou a R$ 3.644”. Por outro lado, diz ele, esse cenário não deve ser mantido para o próximo ano por causa do comprometimento da renda das famílias brasileiras com dívidas, que já bate na casa de 29%.
Copom reforça sinal dovish após corte da Selic
Resumo O Banco Central adotou comunicação mais dovish ao reconhecer desaceleração econômica mais ampla e melhora da inflação subjacente, sinalizando continuidade de cortes de juros condicionados aos dados. O Copom retirou referências a "sinais mistos" e o advérbio "ligeiramente" da ata, reforçando que a moderação econômica e a desinflação ganharam relevância na avaliação da autoridade monetária. Expectativas de inflação desancoradas e riscos fiscais, cambiais e externos limitam o ritmo de redução da Selic, mantendo a cautela apesar do tom flexibilizador do comunicado. Resumo supervisionado por jornalista. O comunicado da reunião do Comitê de Política Monetária, que reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano, reforçou no mercado a percepção de uma comunicação mais dovish, termo usado para caracterizar uma autoridade monetária menos inclinada a manter ou ampliar o aperto dos juros. O documento trouxe ajustes de linguagem que sustentam essa leitura. O Banco Central retirou a referência anterior a “sinais mistos entre setores” e passou a afirmar que a atividade econômica mostra moderação gradual, sobretudo nos segmentos mais cíclicos. A mudança sugere que a desaceleração deixou de se concentrar em pontos específicos da economia e passou a apresentar alcance mais amplo. Ainda assim, o Comitê destacou que a atividade permanece resiliente e que o mercado de trabalho continua aquecido. A expectativa do Banco Safra é de que o arrefecimento da atividade e a melhora dos indicadores de preços permitirão a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário para 13,25% a.a. até o final deste ano e 11,00% a.a. em 2027. O banco mantém a projeção de crescimento de 1,9% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 e de 1,4% em 2027. Inflação também mostrou melhora A ata também adotou tom mais favorável na avaliação da inflação. O Copom retirou o advérbio “ligeiramente” ao tratar da desaceleração da média das medidas subjacentes de inflação. Na prática, a alteração reforça a mensagem de que a melhora dos núcleos inflacionários ganhou relevância na avaliação da autoridade monetária. A inflação cheia e as medidas subjacentes desaceleraram nas divulgações mais recentes e ficaram abaixo do limite superior da meta, embora ainda acima do objetivo central. Mesmo com essa melhora, o Banco Central manteve atenção especial às expectativas de inflação. A pesquisa Focus indica projeções de 4,9% para 2026 e de 4,3% para 2027, ambas acima da meta. Por que o tom foi considerado dovish A leitura dovish decorre principalmente de três elementos da ata: reconhecimento de uma desaceleração mais disseminada da atividade econômica, avaliação mais positiva sobre a trajetória recente da inflação subjacente e manutenção da Selic em patamar restritivo, ao mesmo tempo em que o Copom sinaliza que calibrará o ciclo de cortes conforme a evolução dos dados. Esse conjunto de mensagens tende a fortalecer a expectativa de continuidade da flexibilização monetária. No entanto, a ata não indica uma sequência automática ou acelerada de reduções da Selic. O Comitê reiterou que o tamanho total do ciclo dependerá de novas informações sobre inflação, expectativas, atividade, política fiscal, câmbio e cenário internacional. Dovish e hawkish: entenda a diferença No mercado financeiro, os termos dovish (pombo) e hawkish (falcão) descrevem a inclinação de bancos centrais diante do equilíbrio entre inflação, crescimento e emprego. Uma postura dovish, associada à imagem da pomba, indica maior disposição para reduzir juros ou para evitar um aperto monetário excessivo. Essa abordagem costuma ganhar espaço quando a atividade perde força e a inflação mostra sinais de arrefecimento. Já uma postura hawkish, associada ao falcão, prioriza o combate à inflação, mesmo que a manutenção de juros elevados restrinja o crédito, reduza o consumo e desacelere a economia no curto prazo. No caso da ata mais recente, a percepção dovish não significa que o Banco Central abandonou a cautela. O documento preserva a preocupação com expectativas desancoradas, inflação de serviços, riscos fiscais, câmbio e choques de commodities. Riscos ainda limitam cortes mais intensos O balanço de riscos para a inflação continua assimétrico para cima. Entre os fatores monitorados pelo Copom estão uma eventual persistência da inflação de serviços, novos choques de petróleo e energia, efeitos climáticos sobre alimentos, depreciação cambial e estímulos à demanda acima do crescimento potencial da economia. Além disso, o ambiente externo permanece incerto, com atenção aos conflitos no Oriente Médio, à volatilidade dos ativos e das commodities e à condução dos juros nas economias avançadas. Por outro lado, uma desaceleração doméstica mais intensa, uma perda de força maior da economia global e a queda dos preços de commodities poderiam contribuir para uma inflação mais baixa. O que investidores devem acompanhar Para os investidores, a mensagem central da ata é que o ciclo de queda dos juros pode prosseguir, mas seguirá condicionado aos dados. A velocidade dos próximos movimentos dependerá, sobretudo, do comportamento das expectativas de inflação e da percepção de risco fiscal. A atividade econômica, o mercado de trabalho, a inflação de serviços, o câmbio e os preços do petróleo devem permanecer entre os principais vetores para a precificação da curva de juros e dos ativos locais. Dez recados do Copom para investidores