Resumo de HYPE (HYPE)
O criptoativo HYPE (HYPE) está sendo negociado a US$ 92,32 nesta data, acumulando uma variação de +1.04% nas últimas 24 horas. O intervalo de negociação no período oscilou entre a mínima de US$ 90,38 e a máxima de US$ 94,35.
Selo de Investimento: Cripto Sólida
⚠️ AtençãoO criptoativo HYPE atingiu 1 de 7 critérios (14.3%), ficando abaixo do mínimo de 5/7 exigido para o Selo Cripto Sólida. Exige cautela reforçada devido a risco de volatilidade, menor liquidez ou tokenomics frágil.
Checklist de Robustez & Tokenomics (7 Critérios Essenciais)
Alta Liquidez Global (Volume > R$ 200M/dia)
Não atendeCapacidade de negociação institucional com alta profundidade no book e baixo slippage
Maturidade da Rede (> 4 anos)
Não atendeHistórico comprovado atravessando múltiplos ciclos de mercado e halvings
Segurança de Consenso Comprovada
Não atendeArquitetura de rede com algoritmo de consenso descentralizado e auditado
Utilidade & Infraestrutura Real
Não atendeAtuação em setores produtivos do ecossistema cripto (exclui memecoins e tokens especulativos)
Grande Porte (Large Cap > U$ 3 Bi)
Não atendeCapitalização robusta com aceitação institucional e dominância de mercado
Política Monetária Rígida / Deflacionária
Não atendeProteção contra hiperinflação de tokens através de teto de emissão ou queima de taxas
Resiliência de Preço & Estabilidade 24h
AtendeComportamento de preços sem quedas abruptas atípicas superiores a 30% em 24 horas
Histórico de Cotação: HYPE (HYPE)
Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência
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Rockbridge, grupo conservador do vice-presidente dos EUA, iniciou instalação no Brasil
São Paulo O Brasil entrou há alguns meses no foco da Rockbridge Network, um grupo privado americano de direita —meio político, meio empresarial— fundado pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance. Seus emissários fizeram contato com empresários e políticos brasileiros para iniciar uma aproximação. O grupo ganhou projeção no país nas últimas semanas após o presidenciável Renan Santos (Missão) sugerir que os americanos apoiam a campanha de Flávio Bolsonaro —o que os citados negam, mas a acusação levou a um pedido de investigação ao STF (Supremo Tribunal Federal). A Rockbridge reúne grandes investidores, empresários e executivos conservadores que criam a tecnologia de ponta no mundo. Segundo a Folha apurou, já tiveram contato com representantes do grupo o empresário Joesley Batista, da J&F, e o banqueiro André Esteves, do BTG. Procurados pela Folha, ambos não comentaram. Entre os políticos, os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro e Romeu Zema também conheceram integrantes. Nenhum deles quis comentar. O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance - Eric Lee - 9.set.26/Reuters Na semana do Brasil em Nova York neste ano, o outro cofundador da Rockbridge, Chris Buskirk, falou a empresários brasileiros num encontro mediado por Talles Gomes, fundador da Easy Taxi e da G4 Educação e integrante da rede nos EUA. Fora do país de origem, a Rockbridge tem representação oficial apenas na Coreia do Sul. Quem acompanhou o processo no Brasil diz que ele foi suspenso devido ao ambiente eleitoral, considerado tumultuado. A Folha teve acesso ao material de apresentação do grupo e aos trâmites para a adesão no Brasil. Documentos detalhados Um dos documentos que circulou no Brasil explicava como se tornar membro e oferecia duas categorias: Keystone, com contribuição anual de US$ 500 mil, e Visionary, de US$ 1 milhão. Os pagamentos poderiam ser feitos em dólar, criptomoedas, ações de empresas abertas ou fechadas e por meio de estruturas corporativas e trusts. O formulário informava que os pagamentos deveriam ser feitos para a Rockbridge Brazil LLC, criada pelo grupo nos EUA. Ambas dariam acesso a encontros fechados, dois summits anuais, videoconferências. A Visionary teria um plus: assento no conselho estratégico da Rockbridge Brasil, com participação na definição de prioridades, além de acesso a encontros descritos como "ultraexclusivos", incluindo jantares privados com grandes doadores e políticos internacionais. Outro documento explicava que a Rockbridge Brasil atuaria aqui de um jeito parecido com o adotado nos EUA: seria um "fundo de venture capital político, dedicado à construção de uma plataforma para investir na infraestrutura política e social brasileira". O texto dizia que o Brasil já é o maior país con servador do mundo, mas que falta um movimento para organizar essa força político-social. A Rockbridge Brasil poderia atuar como esse instrumento, financiando áreas citadas como restritas aos conservadores, porque estariam sob controle da esquerda. A estratégia descrita previa atuação em três frentes: mídia (com apoio e organização de veículos conservadores); formação de jovens (com financiamentos a movimentos em ambientes acadêmicos); e atividade legislativa (fornecendo dados e pesquisas a parlamentares de direita). A definição do trabalho ficaria a cargo de "microconselhos temáticos", formados por cidadãos e empresas com atuação reconhecida em cada área. Um outro documento, intitulado "Conselho de Tecnologia — O Atalho para a Prosperidade e Soberania Nacional", apresentou as vantagens num eventual alinhamento do setor empresarial brasileiro aos Estados Unidos na disputa tecnológica com a China. Era datado de abril e tinha como destinatário o então pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. O texto afirmava que o conselho tinha potencial para ser "um instrumento não governamental e não público" destinado a reunir grandes nomes da tecnologia e do capital "a serviço do Brasil", apoiando o desenvolvimento desse setor no país. Previa que o impacto econômico poderia ser superior a US$ 100 bilhões em dez anos, entre investimentos, ganhos de produtividade e outros benefícios, como a geração de mais de 500 mil empregos e o desenvolvimento de 12 setores estratégicos ligados a tecnologia, energia e mineração. A sugestão era que o conselho contasse com 23 integrantes —19 seriam estrangeiros, entre executivos, fundadores e investidores ligados à tecnologia. O documento afirmava que garantir a presença deles daria "credibilidade instantânea" ao organismo. Nesse conselho haveria quatro brasileiros: Talles Gomes, da G4 Educação; Mario Araripe, fundador da Casa dos Ventos; David Peixoto, fundador da Pax AI; e Pedro Sang, apresentado no documento como CEO da Rockbridge Brasil. Procurado pela reportagem para comentar a citação, Araripe não se manifestou. A assessoria de imprensa da Pax afirmou que "Peixoto não recebeu convite para integrar o conselho nem jamais integrou qualquer iniciativa ligada à Rockbridge Network Brasil e nunca autorizou que seu nome fosse associado à entidade". Sang afirmou não ter se associado ou exercido papel formal na Rockbridge, embora tenha sido apresentado ao grupo em outubro do ano passado por André Marinho, seu amigo de infância e candidato ao Governo do Rio de Janeiro pelo Novo. "Interessei-me pela proposta de reunir investidores e empresários de tecnologia em uma rede que estimula negócios entre seus membros e, como entusiasta da inteligência artificial e da tecnologia como um todo, vi ali a oportunidade de atrair para o Brasil parte dos US$ 7 trilhões previstos em investimentos globais no setor, com potencial para gerar emprego e renda no país. A iniciativa, no entanto, está suspensa desde maio", explicou. Em nota enviada pela assessoria de imprensa, Gomes reforçou que o projeto não evoluiu. "O conselho de tecnologia foi apenas uma proposta que ficou no papel: nunca foi constituído, nem se reuniu." A assessoria de imprensa da Rockbridge nos EUA disse, em nota, que mediante interesse de brasileiros, foi criada a Rockbridge Brasil, mas o projeto foi depois rejeitado. "A Rockbridge criou a empresa [entidade jurídica] exclusivamente prevendo a possibilidade de levar adiante o negócio proposto. A iniciativa não prosseguiu, e a empresa nunca recebeu recursos, entrou em operação ou foi utilizada para qualquer atividade empresarial." Segundo a assessoria, nunca foi cogitada a participação em política. "A proposta era a criação de um fórum empresarial, como também demonstra a apresentação elaborada por Marinho de forma independente e sem o conhecimento ou a autorização da Rockbridge." Diz ainda que "brasileiros fizeram declarações falsas sobre sua relação com a Rockbridge e produziram documentos que apresentavam ou faziam referência à Rockbridge sem o conhecimento ou consentimento da organização". André Marinho disse à Folha que o projeto de fato não evoluiu, mas nega que tenha produzido os documentos com as metas de atuação e termos de adesão. "Reitero que este material jamais foi enviado nem apresentado por mim à campanha do Flávio Bolsonaro, a autoridades ou organizações americanas nem foi objeto de qualquer reunião ou tratativa", afirmou. O candidato afirma que não faz parte da Rockbridge nem pretende se associar. Eleições Hoje Receba no seu email destaques das campanhas, pesquisas e disputas nos estados Carregando... Polêmica eleitoral A percepção de que pessoas ligadas à Rockbridge estariam apoiando a campanha de Flávio Bolsonaro chamou a atenção de Renan Santos. Em discurso em Fortaleza, em 5 de setembro, ele afirmou que Talles Gomes e Pedro Sang estariam interessados na exploração de terras raras brasileiras em caso de vitória de Flávio —o que ambos negam. "A Rockbridge é uma iniciativa eleitoral norte-americana com o objetivo bem claro de eleger pessoas alinhadas ideologicamente com eles e fazer negócios. O interesse deles aqui vai passar por dinheiro e por uso de tecnologia na campanha —é o que eles fazem em todos os lugares", disse Renan à Folha. Talles Gomes, após embates com Renan nas redes sociais, entrou na Justiça, no dia 11, com notícia-crime contra o candidato por calúnia, difamação e injúria eleitoral. "Nunca houve, por meu intermédio ou com meu conhecimento, qualquer recurso estrangeiro destinado a campanha eleitoral no Brasil, direta ou indiretamente", afirma Gomes. Outras reações foram parar na Justiça. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou o STF para que investigue se a campanha de Bolsonaro recebe recursos estrangeiros direta ou indiretamente. Na quarta-feira (23), a polêmica escalou. O PT protocolou no STF um pedido de abertura de inquérito policial para que se investigue se houve financiamento ilegal da campanha de Flávio.
O que é a Rockbridge Network, grupo conservador dos EUA que alimenta polêmica eleitoral no Brasil
São Paulo A Rockbridge Network, grupo conservador que motivou acusações eleitorais nas últimas semanas, é um clube privado e seleto que reúne grandes fortunas e nomes de peso da tecnologia, dos investimentos e da política americana. Nasceu em 2019, a partir de um encontro fechado em Rockbridge, na área rural de Ohio —daí o nome. Discreta, a organização fala pouco publicamente sobre suas atividades. Detalhes sobre sua constituição, seus financiadores e sua atuação foram revelados em reportagens de veículos como The New York Times, The Washington Post e Reuters. Manifestante com máscara do presidente dos EUA, Donald Trump, participa de protesto contra o uso de software da Palantir, em Berlim, em setembro de 2025 - Fabrizio Bensch/Reuters A Rockbridge foi fundada por J.D. Vance, hoje vice-presidente dos Estados Unidos, e Chris Buskirk, empresário e investidor conservador. O bilionário Peter Thiel teve papel importante na aproximação dos dois e na origem da rede. Thiel foi um dos primeiros grandes investidores do Facebook e é cofundador do PayPal e da Palantir Technologies, empresa de software e inteligência artificial especializada em análise de grandes volumes de dados, com forte atuação em defesa, inteligência e segurança nacional. Ele participou do encontro que deu origem à Rockbridge e foi quem apresentou Vance a Buskirk. Vance, por sua vez, trabalhou em um fundo ligado a Thiel, que anos depois investiria US$ 15 milhões na campanha que o levou ao Senado. Neste ano, Thiel passou uma temporada em Buenos Aires, onde comprou uma mansão e foi recebido pelo presidente Javier Milei na Casa Rosada. A aproximação ocorreu em meio a um movimento empresarial: seu fundo, Thiel Macro, revelou uma participação de US$ 76 milhões na Vista Energy, uma das principais produtoras de petróleo de Vaca Muerta. Além de ativistas e intelectuais de direita, a Rockbridge atraiu alguns dos nomes mais influentes do mundo da tecnologia e dos investimentos. Por seus encontros passaram CEOs, fundadores e investidores ligados à inteligência artificial e à infraestrutura necessária para seu avanço, além de defesa e segurança, indústria aeroespacial, criptoativos e venture capital. Entre eles está Marc Andreessen, pioneiro da internet que fundou a Netscape e depois a Andreessen Horowitz, uma das gigantes do venture capital, com mais de US$ 100 bilhões sob gestão. Também aparecem os irmãos Tyler e Cameron Winklevoss, investidores pioneiros em bitcoin e fundadores da plataforma de criptomoedas Gemini. Rebekah Mercer, herdeira de uma fortuna construída no mercado financeiro e uma das grandes financiadoras de organizações conservadoras americanas também está ligada à rede. Outro nome é o financista Omeed Malik. Em 2022, discussões entre integrantes da Rockbridge, entre eles Buskirk, Malik e Mercer, deram origem à 1789 Capital. A gestora é uma organização independente da Rockbridge, mas nasceu dentro desse círculo e levou parte do mesmo ideário. A 1789 diz praticar o "capitalismo patriótico". Com mais de US$ 1 bilhão em ativos, investe em empresas associadas à chamada economia America First, em áreas como tecnologia, defesa e mídia. Entre suas investidas estão algumas das empresas que ocupam a fronteira da corrida tecnológica americana, como SpaceX, de foguetes e satélites; xAI, de inteligência artificial; Neuralink, de implantes cerebrais, e Perplexity, de buscas por inteligência artificial. Documentos internos da Rockbridge que vieram a público nos Estados Unidos ajudam a explicar a lógica da organização. Em um prospecto dirigido a potenciais financiadores, ela se apresentou como uma espécie de "empresa de capital de risco político", que aplicaria dinheiro e conhecimento na construção de uma nova infraestrutura conservadora. FolhaJus A newsletter sobre o mundo jurídico exclusiva para assinantes da Folha Carregando... Entrar nesse círculo custa caro. Segundo documentos obtidos pela imprensa americana, as contribuições variavam de US$ 100 mil a US$ 1 milhão. Os recursos abastecem uma estrutura própria de atuação política, que inclui mobilização eleitoral, pesquisas, mídia e organizações conservadoras. Os integrantes também participam de encontros fechados que aproximam investidores, empresários e formuladores de políticas públicas. O objetivo declarado em um dos documentos era ambicioso: substituir o que a própria Rockbridge chamou de "atual ecossistema do Partido Republicano" por instituições consideradas mais orientadas à ação. Por trás dessa articulação política existe uma discussão sobre o papel que empresários e investidores de tecnologia devem desempenhar nos Estados Unidos. Buskirk tem defendido a ascensão de uma nova elite empresarial conservadora, formada em parte no universo tecnológico e de investimentos, em contraposição ao poder que atribui a uma elite gerencial instalada em universidades, meios de comunicação, grandes corporações e na burocracia estatal. Essa visão não pode ser atribuída indistintamente a todos os integrantes da Rockbridge, mas ajuda a compreender por que tecnologia, poder político e segurança nacional aparecem cada vez mais entrelaçados nesse universo. Um exemplo está fora da própria Rockbridge. Não há evidência pública de que Alexander Karp, CEO da Palantir, seja membro da rede. Em "A República Tecnológica", livro escrito com Nicholas Zamiska e publicado no Brasil, Karp defende que o Vale do Silício volte a direcionar parte de sua capacidade de inovação para projetos estratégicos dos Estados Unidos, especialmente nas áreas de inteligência artificial e defesa. A discussão ocorre em meio à disputa entre Estados Unidos e China pela liderança tecnológica. Nela, a supremacia econômica e militar depende não apenas de armas ou reservas de petróleo, mas também do domínio de inteligência artificial, semicondutores, capacidade computacional e das cadeias físicas que tornam essas tecnologias possíveis. A economia digital depende de uma infraestrutura muito concreta. A expansão da inteligência artificial exige data centers e grandes volumes de energia, além de semicondutores e diferentes minerais críticos para equipamentos eletrônicos, baterias, motores, sistemas de defesa e outras tecnologias avançadas. É nesse ponto que a expansão internacional da Rockbridge ganha outra dimensão. Fora dos Estados Unidos, a rede começou a se aproximar de países capazes de ocupar posições relevantes nessas cadeias. O exemplo mais claro é a Coreia do Sul, potência na fabricação de semicondutores, baterias e outros componentes tecnológicos. Chris Buskirk participou pessoalmente dessa aproximação. Reportagens sul-coreanas também apontaram interesse em ampliar o movimento para outros países, entre eles Taiwan, Índia e Brasil. O Brasil tem um grande mercado consumidor, energia e algumas das maiores reservas mundiais de minerais estratégicos para diferentes segmentos da indústria tecnológica.
Rockbridge, grupo conservador do vice-presidente dos EUA, iniciou instalação no Brasil
São Paulo O Brasil entrou há alguns meses no foco da Rockbridge Network, um grupo privado americano de direita —meio político, meio empresarial— fundado pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance. Seus emissários fizeram contato com empresários e políticos brasileiros para iniciar uma aproximação. O grupo ganhou projeção no país nas últimas semanas após o presidenciável Renan Santos (Missão) sugerir que os americanos apoiam a campanha de Flávio Bolsonaro —o que os citados negam, mas a acusação levou a um pedido de investigação ao STF (Supremo Tribunal Federal). A Rockbridge reúne grandes investidores, empresários e executivos conservadores que criam a tecnologia de ponta no mundo. Segundo a Folha apurou, já tiveram contato com representantes do grupo o empresário Joesley Batista, da J&F, e o banqueiro André Esteves, do BTG. Procurados pela Folha, ambos não comentaram. Entre os políticos, os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro e Romeu Zema também conheceram integrantes. 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A Rockbridge Brasil poderia atuar como esse instrumento, financiando áreas citadas como restritas aos conservadores, porque estariam sob controle da esquerda. A estratégia descrita previa atuação em três frentes: mídia (com apoio e organização de veículos conservadores); formação de jovens (com financiamentos a movimentos em ambientes acadêmicos); e atividade legislativa (fornecendo dados e pesquisas a parlamentares de direita). A definição do trabalho ficaria a cargo de "microconselhos temáticos", formados por cidadãos e empresas com atuação reconhecida em cada área. Um outro documento, intitulado "Conselho de Tecnologia — O Atalho para a Prosperidade e Soberania Nacional", apresentou as vantagens num eventual alinhamento do setor empresarial brasileiro aos Estados Unidos na disputa tecnológica com a China. Era datado de abril e tinha como destinatário o então pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. O texto afirmava que o conselho tinha potencial para ser "um instrumento não governamental e não público" destinado a reunir grandes nomes da tecnologia e do capital "a serviço do Brasil", apoiando o desenvolvimento desse setor no país. Previa que o impacto econômico poderia ser superior a US$ 100 bilhões em dez anos, entre investimentos, ganhos de produtividade e outros benefícios, como a geração de mais de 500 mil empregos e o desenvolvimento de 12 setores estratégicos ligados a tecnologia, energia e mineração. A sugestão era que o conselho contasse com 23 integrantes —19 seriam estrangeiros, entre executivos, fundadores e investidores ligados à tecnologia. O documento afirmava que garantir a presença deles daria "credibilidade instantânea" ao organismo. Nesse conselho haveria quatro brasileiros: Talles Gomes, da G4 Educação; Mario Araripe, fundador da Casa dos Ventos; David Peixoto, fundador da Pax AI; e Pedro Sang, apresentado no documento como CEO da Rockbridge Brasil. 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Em nota enviada pela assessoria de imprensa, Gomes reforçou que o projeto não evoluiu. "O conselho de tecnologia foi apenas uma proposta que ficou no papel: nunca foi constituído, nem se reuniu." A assessoria de imprensa da Rockbridge nos EUA disse, em nota, que mediante interesse de brasileiros, foi criada a Rockbridge Brasil, mas o projeto foi depois rejeitado. "A Rockbridge criou a empresa [entidade jurídica] exclusivamente prevendo a possibilidade de levar adiante o negócio proposto. A iniciativa não prosseguiu, e a empresa nunca recebeu recursos, entrou em operação ou foi utilizada para qualquer atividade empresarial." Segundo a assessoria, nunca foi cogitada a participação em política. "A proposta era a criação de um fórum empresarial, como também demonstra a apresentação elaborada por Marinho de forma independente e sem o conhecimento ou a autorização da Rockbridge." 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