PINE4 Banco PINE S.A. Pfd – Cotação Hoje
Banco PINE S.A. Pfd
Selo de Investimento:
⚠️ AtençãoAtende a 7 de 12 critérios. Alguns múltiplos ou métricas de endividamento exigem cautela.
Checklist Fundamentalista de 12 Critérios
Critérios auditados automaticamenteA dívida líquida da empresa é menor que o lucro líquido dos últimos 12 meses
Retorno sobre o Patrimônio Líquido historicamente superior a 5%
Histórico consistente de distribuição de proventos acima de 4% a.a.
Crescimento de receitas ou lucros superior a 5% nos últimos anos
Preço sobre Valor Patrimonial negociado abaixo de 5x
Atuação em setor perene e consolidado há mais de um século
Companhia de grande porte, alta liquidez e liderança setorial
Companhia fundada há mais de 30 anos com histórico comprovado
Preço sobre Lucro negociado abaixo de 30x
Alavancagem financeira controlada com Dívida Líquida/EBITDA menor que 2x
Enterprise Value sobre EBIT operacional negociado abaixo de 7x
Proteção aos acionistas minoritários com Tag Along de 80% a 100%
Método Barsi (Preço Teto)
Estratégia focada em renda passiva com cálculo do preço máximo para obter no mínimo 6% ao ano em proventos com base na média dos últimos 5 anos.
Fórmula de Graham (Preço Justo)
Fórmula de Benjamin Graham determinando o valor intrínseco a partir dos múltiplos conservadores de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5.
Resumo Fundamentalista de PINE4
O ativo PINE4 (Banco PINE S.A. Pfd) está sendo negociado hoje a R$ 12,63, acumulando uma variação de +2.43% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 8,18 e a máxima de R$ 16,24. Em termos de valuation, o papel negocia a um múltiplo P/L de 4.89x e P/VP de 1.64x. Com Dividend Yield acumulado nos últimos 12 meses de 7.76%.
Histórico de Cotação: PINE4
Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência
Indicadores de Valuation
Indicadores de Endividamento
Indicadores de Eficiência
Indicadores de Crescimento
Dados Financeiros
Resultados Financeiros
| Indicador (Anual) | 2025 | 2024 | 2023 | 2022 |
|---|---|---|---|---|
| Receita Total | R$ 4.773,52 Mi | R$ 2.804,43 Mi | R$ 2.041,83 Mi | R$ 1.472,72 Mi |
| Lucro Bruto | R$ 1.375,47 Mi | R$ 470,54 Mi | R$ 203,78 Mi | R$ 27,75 Mi |
| EBIT / Lucro Operacional | R$ 0,00 Mi | R$ 0,00 Mi | R$ 0,00 Mi | R$ 0,00 Mi |
| Lucro Líquido | R$ 432,88 Mi | R$ 0,00 Mi | R$ 0,00 Mi | R$ 0,00 Mi |
Sobre a PINE4
Outras Ações em Destaque na B3
Ver Todos os AtivosNotícias relacionadas
Globo cancela debate e cita decisões de Gilmar Mendes, do STF, e Estela Aranha, do TSE: o que dizem juristas
Globo cancela debate e cita decisões de Gilmar Mendes, do STF, e Estela Aranha, do TSE: o que dizem juristas Crédito, Globo/ Manoella Mello Author, Iara Diniz e Rute Pina Role, Da BBC News Brasil em São Paulo Published Há 8 minutos Tempo de leitura: 10 min A TV Globo cancelou o debate entre candidatos à Presidência que estava marcado para a noite desta quinta-feira (1/10). O cancelamento ocorreu após duas decisões judiciais que mexeram com a configuração do encontro — e também foram citadas pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) ao anunciar sua desistência do debate. A primeira decisão, da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a emissora de exibir de forma destacada a cadeira vazia de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate — algo que estava previsto em regulamento da emissora para o encontro e acordado com representantes das campanhas, incluindo a do PT. Lula comunicou na quarta-feira (30/9) que não participaria do debate da Globo. Em publicação nas redes sociais, Flávio disse que não compareceria ao confronto "em função da censura imposta ao evento pelo TSE". "A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas. Em breve mais detalhes", escreveu. A segunda decisão, uma liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão do candidato Renan Santos (Missão) no confronto da noite. Renan não havia sido convidado pela Globo por que não atender aos critérios adotados pela emissora, que considera as regras eleitorais de participação. Pela legislação, as emissoras são obrigadas a convidar candidatos de partidos que tenham pelo menos cinco representantes no Congresso — requisito que o Missão não cumpre. Ao comunicar o cancelamento do debate, a Globo informou que "as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais". A decisão da emissora provocou reação dos candidatos que participariam do confronto. Ronaldo Caiado (PSD) disse que o Brasil "vive uma eleição em que o tribunal decide mais que o eleitor, e há candidatos que recuam com medo do confronto". "O Judiciário se tornou o trágico protagonista dessa eleição. O cancelamento do debate é a prova de uma contaminação completa no processo, decisões de gabinetes interferem em candidatos, atropelam regras e blindam a corrupção do PT e Lula", escreveu nas redes sociais. Romeu Zema (Novo) também fez críticas ao Judiciário. "Um desrespeito total a quem segue as leis. Em cima da hora, colocaram mais um participante, totalmente contra a legislação. Insegurança jurídica total. Nós precisamos mudar esse Judiciário, que hoje está mais preocupado em fazer política", declarou Zema em um vídeo. Já Augusto Cury (Avante) disse que o TSE e STF fazem "afronta à liberdade de expressão". "Quando decisões de última hora interferem diretamente na organização de um debate presidencial, quem perde é o brasileiro, que deveria ter o direito de ouvir, questionar e conhecer todos os candidatos. Democracia não pode ter medo do contraditório. Regra precisa ser clara, liberdade precisa ser respeitada e o debate precisa acontecer", disse Cury em uma publicação nas redes sociais. Renan Santos, que chegou a ir até a Globo após a decisão de Gilmar Mendes, acusou Flávio Bolsonaro de cancelar sua participação por "medo" dele. Renan criticou a decisão da Globo dizendo que "o brasileiro não terá direito a debate". "Essa é uma eleição em que você não saberá propostas da maior parte dos candidatos", disse. Lula no podcast Flow, Flávio em live Crédito, Flow Podcast Legenda da foto, No horário marcado para o debate da Globo, Lula participou do podcast Flow No horário em que estava marcado o debate, o presidente Lula deu entrevista ao Flow Podcast. O petista repetiu estratégia adotada durante o debate da Band, em agosto, quando concedeu entrevista no mesmo horário à Record TV. Na entrevista ao podcast, Lula criticou as regras dos debates atualmente e disse que preferiria participar apenas do debate no segundo turno. "Eu acho que esses debates estão infrutíferos, não produzem nada e não dão sequencia. E aí o pessoal fica fazendo gracinha, [questionando] qual é a piada? Qual é a pegadinha? Quando você está num debate para a Presidência da República é uma coisa mais séria", disse Lula. Já Flávio Bolsonaro realizou uma transmissão ao vivo em seu canal do YouTube criticando as decisões que levaram ao cancelamento do debate. "Com milhões de pessoas querendo saber e tomarem uma posição sobre qual rumo, qual caminho, qual projeto de país vai escolher nas urnas daqui a poucos dias, decisões subsequentes seguidas, a poucos minutos do debate, instaurando oficialmente a censura nessas eleições", disse Flávio. "A proibição de se mostrar o púlpito do candidato ausente Lula, o futuro ex-presidente do Brasil, uma decisão obrigando a Globo a retirar o púlpito de lá. E pior do que isso, determinando que os candidatos presentes não pudessem fazer perguntas ao Lula. A censura no seu mais alto grau transparente e sem vergonha que vocês já viram nos últimos tempos." Juristas divergem sobre decisão de Aranha Além a de determinar que o púlpito vazio de Lula não fosse filmado, Estela Aranha também proibiu que os demais concorrentes fizessem perguntas dirigidas ao candidato do PT. Juristas ouvidos pela reportagem da BBC News Brasil divergem sobre a medida. Ao conceder a liminar, a magistrada afirmou que a participação de candidatos em debates eleitorais é facultativa e que o compromisso prévio com as regras do encontro não torna obrigatório o comparecimento. Na avaliação da ministra, permitir manifestações dirigidas especificamente a um candidato ausente, sem que ele tenha a possibilidade de responder ou se contrapor no próprio debate, pode gerar desequilíbrio entre os concorrentes. "A exposição reiterada da cadeira vazia, associada à identificação nominal do candidato e ao destaque específico de sua ausência durante a transmissão, pode produzir efeitos que transcendem a simples informação ao eleitorado acerca do não comparecimento", disse. Para Raquel Malenchini, professora de Direito Eleitoral da Universidade Federal do Ceará (UFC), a decisão pode ser entendida a partir da necessidade de preservar o caráter facultativo da participação dos candidatos nos debates. Na avaliação dela, manter a cadeira de Lula em destaque e fazer perguntas dirigidas a um candidato ausente poderia criar uma situação de constrangimento capaz de alterar a natureza dessa escolha. Isso porque, embora um candidato possa optar por não participar, a forma como sua ausência fosse explorada pela emissora poderia transformar essa liberdade em uma espécie de obrigação indireta de comparecimento. "Deixaria aquele ausente em uma situação de tanto constrangimento que a liberdade de comparecer ou não seria transformada em um dever de comparecimento, para que isso não causasse um desequilíbrio na disputa", diz Malenchini. Segundo a professora, uma decisão como essa não havia sido tomada anteriormente em debates eleitorais porque o país nunca havia vivido uma eleição com uma situação semelhante. "Nós nunca tivemos um cenário como esse, tanto que essa é a primeira eleição em que os debates tomam essa dimensão pela ausência. Nós também não tínhamos outras formas de comunicação tão amplas dos candidatos como temos hoje, que são as plataformas", afirma. Já Bruno Andrade, especialista em direito eleitoral e professor da União Pioneira de Integração Social (Upis), afirma que a decisão é frágil. Ele diz que Aranha utilizou o dever de cautela, já que não há na legislação eleitoral previsão desse impedimento com relação aos púlpitos vazios, contra eventual prejuízo às candidaturas. Mas, para ele, a decisão é "desnecessária". "Na legislação não há nada específico que vede essa questão. As regras do debate são definidas em conjunto entre emissora e participantes. Essas regras só não podem ser mais do que permite a legislação e nem criar situação de desequilíbrio entre os participantes do pleito", diz o especialista. "Entendo que a decisão é desnecessária. A organização do debate é aberta. A escolha de não ir é uma faculdade dos candidatos. Se a ausência será utilizada retoricamente, faz parte do debate político. Então, entendo que não deveria interferir", afirma. No primeiro debate presidencial, da TV Bandeirantes, os púlpitos de Lula e de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, que também não compareceram à transmissão no mês passado, também estiveram vazios. Em 2006, quando Lula tentava a reeleição pela primeira vez e também optou por não participar do debate da Globo no 1º turno, a cadeira destinada ao petista ficou vazia no palco durante todo o programa e foi mostrada mais de uma vez aos telespectadores, principalmente nos encerramentos de cada bloco. 'Decisão de Gilmar Mendes é absurdo jurídico' Já a decisão de Gilmar Mendes foi tomada a partir de um pedido apresentado pelo Solidariedade em uma ação que tramita no STF desde maio e que originalmente não tratava do debate eleitoral. O processo envolve postagens em redes sociais feitas por um parlamentar que haviam sido barradas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná. Na petição, o partido pediu que os efeitos de uma decisão anterior de Gilmar Mendes fossem estendidos a Renan Santos. O Solidariedade argumentou que a exclusão do candidato prejudicaria o direito dos eleitores de conhecê-lo e compará-lo com os demais postulantes e citou princípios como pluralismo político e direito à informação. Gilmar Mendes entendeu que havia plausibilidade jurídica no pedido. Um dos pontos centrais da decisão do ministro foi a interpretação das regras estabelecidas pela Globo para a composição do debate. O regulamento previa que, em caso de desistência de um candidato, poderia ser convidado o candidato mais bem colocado em pesquisa de intenção de voto entre aqueles que não tivessem participação assegurada pela legislação. A substituição, porém, não seria automática. Segundo Gilmar Mendes, Renan Santos aparecia com 3% na pesquisa Quaest, considerada para esse critério, enquanto Romeu Zema (Novo) tinha 1%. Zema foi incluído no debate após determinação do presidente do TSE, ministro Nunes Marques. A decisão atendeu a um pedido do partido Novo, que argumentou que deveriam ser considerados os cinco integrantes que atualmente compõem sua bancada na Câmara, e não apenas os três deputados eleitos em 2022. Em sua decisão, Gilmar Mendes citou precedentes do STF sobre liberdade de expressão e pluralismo político e afirmou que a autonomia das emissoras para organizar debates deve observar princípios como pluralismo político, isonomia entre candidatos, direito à informação dos eleitores e critérios objetivos de participação. "Uma vez que o candidato Renan Santos (Missão) atende ao requisito objetivo previsto no próprio regulamento do debate, sua exclusão não pode se dar ao talante da emissora. Por fim, sua participação no debate presidencial em questão deve ser assegurada em atenção aos postulados da liberdade de expressão e do pluralismo político", escreveu Gilmar. A interpretação do ministro, porém, é contestada pelo advogado eleitoral Alberto Rollo. Para Rollo, a legislação estabelece a participação obrigatória nos debates para candidatos de partidos que tenham pelo menos cinco representantes no Congresso — requisito que o Missão não cumpre. Segundo ele, isso significa que a Globo não seria obrigada a convidar Renan. "A lei é muito clara. Ela diz que as emissoras são obrigadas a convidar quem tem cinco representantes no Congresso. O Missão não tem. Ainda que o ministro diga que houve uma expectativa, em algum momento, a lei diz que a Globo não é obrigada a convidar", disse. Rollo também questiona o fato de a decisão ter sido tomada em uma ação que, originalmente, tratava de outro assunto. "Essa liminar do Gilmar Mendes foi dada num processo do Paraná, que não tem nada a ver com o debate. Essa história de escolher relator agora virou moda. 'De acordo com os meus interesses, eu vou lá e escolho o relator, porque eu sei que o relator vai dar a liminar que eu estou pedindo'. Isso é um absurdo do ponto de vista jurídico", afirmou. O advogado também classificou a decisão como política e disse que, na avaliação dele, Gilmar Mendes extrapolou os critérios previstos na legislação. "Essa é mais uma decisão, e do Lula também, da Estela Aranha, do TSE, que mostra uma briga política. E isso está errado. O juiz não tem que julgar politicamente, o juiz tem que julgar de acordo com a lei e o Gilmar Mendes não julgou de acordo com a lei. O Renan Santos não teria o direito de participar e o Gilmar está obrigando, está impondo", afirmou. Bruno Andrade, por sua vez, chamou a decisão de Gilmar Mendes de "heterodoxa". Segundo ele, o STF já tinha decido, em julgamentos anteriores, que emissoras têm a liberdade de chamar ou não candidatos que a legislação não estabeleça como convidados obrigatórios. "A cláusula que a Globo colocou no debate não pode afastar essa liberdade. A emissora só precisa chamar necessariamente os candidatos cujo partido tenha cumprido a cláusula de participação. Por isso o Zema foi incluído, pois o novo comprovou que cumpria a cláusula; o Missão, por sua vez, não cumpriu. Então, seu convite seria uma faculdade da emissora", afirma Andrade. "Inclusive, nos julgamentos dessas ADIs, uma das propostas foi criar critério objetivo da emissora chamar os facultados a partir de pesquisas eleitorais, e essa hipótese foi rechaçada." Outras vezes em que a Globo não realizou debates Desde a redemocratização, apenas uma eleição não teve debate presidencial: 1998. Foi também a primeria vez que um presidente pôde disputar a reeleição. Naquele ano, Fernando Henrique Cardoso, então presidente, se recusou a participar dos confrontos. Ele alegava que o país enfrentava uma grave crise econômica, que absorvia todas as suas atenções. Na época, 12 candidatos disputavam a presidência, entre eles Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ciro Gomes. A legislação eleitoral determinava que todos os concorrentes fossem convidados para os debates. Caso não houvesse acordo entre as campanhas sobre a divisão dos candidatos em diferentes dias, a escolha deveria ser feita por sorteio. A Globo acabou desistindo de realizar os confrontos, alegando que não concordava com a lei. Como FHC foi eleito no primeiro turno com 53,6% dos votos válidos, não houve debate no segundo turno. A regra mudou desde então. Hoje, a Lei das Eleições garante a participação em debates de candidatos de partidos ou federações com pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. O episódio de 1998 não foi, porém, a primeira vez que a Globo deixou de realizar um debate presidencial. Em 1994, a emissora também decidiu não promover um confronto no primeiro turno, quando havia oito candidatos a presidente.
Dólar tem queda forte com cenário eleitoral e encerra setembro estável
O dólar à vista exibiu intensa desvalorização nesta quarta-feira, devolvendo parte do movimento de apreciação das últimas semanas. Hoje, o movimento externo do dólar não foi bem definido, mas o real seguiu forte e se destacou com os investidores dando peso à perspectiva de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se mostre mais competitivo e possa vencer a disputa presidencial neste ano. O movimento de hoje também foi marcado pela maior volatilidade comum dos últimos dias do mês, quando há a formação da Ptax, referência para vencimentos de contratos futuros. Apesar da forte queda, o dólar encerrou o mês de setembro praticamente estável, com depreciação acumulada de 0,10%. Encerradas as negociações de hoje, o dólar à vista fechou em queda de 0,81%, cotado a R$ 5,1743, depois de ter encostado na mínima de R$ 5,1632 e batido na máxima de R$ 5,2187. Já o euro comercial recuou 0,93%, a R$ 5,8595, tendo queda de 2,63% no acumulado de setembro. Perto das 17h15, no exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, operava em alta de 0,13%, aos 101,509 pontos. Desde o começo da sessão, o dólar à vista recuou frente ao real. Pela manhã, dados mais fracos da inflação americana deram suporte ao câmbio, mas o real já vinha bem sustentado pela perspectiva de que Flávio Bolsonaro poderá vencer as eleições deste ano. As apostas em sites preditivos, que são proibidos no Brasil, passaram a ver mais chance de o senador vencer as eleições e isso pode ter ajudado a alimentar o bom humor dos agentes locais. Apesar da dinâmica mais voltada a fatores locais hoje, o real pode voltar a acompanhar o exterior amanhã e sexta-feira. Neste sentido, pensando em dólar global, o ING diz em nota que uma certa estabilização no sentimento de risco pode tirar um pouco do ímpeto da valorização do dólar, mas faz uma ressalva. “Como há espaço para que os mercados precifiquem uma maior probabilidade de aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed) em outubro, pode ser prematuro decretar o fim da trajetória de alta do dólar.” O economista-chefe do Banco Pine, Cristiano Oliveira, pondera justamente que o cenário externo pode atrapalhar um bom desempenho do câmbio no pós-eleição, caso o ambiente externo continue mais complexo, com as taxas de juros de longo prazo dos principais mercados desenvolvidos em alta, em especial nos Estados Unidos. “O rendimento do título americano de dez anos subiu só neste mês de setembro perto de 50 a 60 bps [0,5 a 0,6 ponto percentual]. É muita coisa e os mercados têm sensibilidade a isso”, afirma. O executivo já enxergava há alguns meses espaço para os juros de longo prazo nos EUA subirem para perto de 5%. “Só que subiu rápido demais, então já não descarto que essa dinâmica continue e esse rendimento fique entre 5,5% e 6%.” Se isso ocorrer, a dinâmica dos preços muda no mundo todo, dado que os juros de 10 anos nos EUA servem como uma base para os mercados, conforme explica Oliveira. “Não significa necessariamente que o dólar vai subir globalmente na mesma magnitude em que avançam os juros. Depende muito do que está ocasionando essa pressão nas taxas”, diz, acrescentando que um dos motivos que explicam isso hoje é a dúvida em torno da trajetória dessa taxa e mesmo em torno da política americana. “Por isso, as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos são muito importantes porque elas podem significar uma mudança na condução da política fiscal do país.” Ainda que não venha necessariamente a pressionar fortemente o câmbio brasileiro, o cenário externo pode limitar uma possível valorização do real causada pelo resultado eleitoral, diz o economista. “Por outro lado, se não houver nenhuma mudança no cenário fiscal por aqui, o efeito pode ser maior. Ou seja, a piora pode ser maior do que uma eventual melhora.” No pregão de hoje, as negociações também foram marcadas pela maior volatilidade, comum no último dia do mês. A Ptax formada hoje servirá de referência para a liquidação de contratos futuros no início de outubro. Em função disso, é normal haver certa disputa pela condução das cotações entre comprados (investidores que apostam na alta do dólar) e vendidos (que apostam na baixa).
Banco Pine reúne empresários no Rio para debater impacto da economia global nos negócios
Banco Pine reúne empresários no Rio para debater impacto da economia global nos negócios O Pine Connection no Rio discutiu economia global. Alta de juros nos EUA, corte da Selic e petróleo ajudam a examinar custos e contratos. O Banco Pine reuniu clientes e parceiros no Rio de Janeiro nesta semana para mais uma edição do Pine Connection. No encontro, o economista Cristiano Oliveira, diretor de Pesquisa Econômica do banco, apresentou uma análise do cenário global e de seus reflexos nos negócios, com foco em câmbio, juros e commodities. Apoio A mesma mudança internacional pode produzir efeitos distintos dentro de uma empresa. Dólar mais caro aumenta, em reais, uma compra acertada na moeda americana. Para quem recebe em dólares, também aumenta o valor obtido na conversão. O resultado final depende de quanto cada negócio compra, vende ou deve nessa moeda. Juros e dólar no Pine Connection no Rio Na reunião de setembro, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevou os juros em 0,25 ponto percentual, para 3,75% a 4% ao ano. No Brasil, diferente do americano, o Copom reduziu a Selic também em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. As decisões seguiram direções opostas, mas não determinam, sozinhas, a cotação do dólar nem o custo de um empréstimo empresarial. A diferença aparece nos contratos. Uma empresa que já tomou empréstimo a juros fixos não vê a parcela mudar apenas porque o Copom reduziu a Selic. Já uma dívida com taxa variável pode reagir conforme a regra acertada com o banco. Para quem busca crédito novo, a Selic influencia o mercado, mas o preço oferecido também depende das condições da operação. Os juros americanos podem influenciar os fluxos de capital e o câmbio, mas não definem a direção do dólar por conta própria. Se a moeda subir, uma importadora pagará mais reais por uma compra fixada em dólares. Já uma exportadora receberá mais reais ao converter uma receita nessa moeda. O efeito final depende das demais receitas e despesas de cada negócio. A atuação do Pine nesses dois temas também apareceu no Top 5 Focus do Banco Central. O banco ficou em 3º lugar nas projeções de câmbio para o segundo trimestre de 2026 e dividiu o 1º lugar na classificação de curto prazo da Selic divulgada em agosto. Os rankings avaliam períodos diferentes e não informam quais projeções Oliveira apresentou no encontro. Petróleo pode afetar receita e despesa de formas diferentes O Brent teve preço médio de US$ 91 por barril em agosto de 2026, segundo a agência de energia dos Estados Unidos (EIA), US$ 7 por barril acima da média de julho. Para quem vende petróleo, o preço internacional pode influenciar a receita. Para quem depende de diesel e transporte, a preocupação está no custo. Não se pode, porém, aplicar a variação do Brent diretamente ao preço pago pelo combustível no Brasil. A aviação brasileira oferece um exemplo concreto dessa exposição. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o querosene de aviação representava 42% dos custos operacionais das companhias no início de setembro, ante 30% antes do conflito no Oriente Médio. Também em setembro, a Petrobras elevou em 13,9% o preço médio do combustível vendido às distribuidoras. Esses dados tratam do setor aéreo e de outro período; não representam um repasse direto da média do Brent em agosto. Na ata de setembro, o Copom incluiu possíveis efeitos do petróleo e de seus derivados entre os riscos para a inflação. Também apontou o risco de um dólar mais caro por um período prolongado. São fatores que podem se combinar, mas o impacto sobre preços, fretes e margens depende das condições de cada setor e empresa. Ao reunir clientes e parceiros para discutir juros, câmbio e commodities, o Banco Pine abre espaço para que empresários entendam por onde o cenário global pode chegar aos seus negócios. Esse conhecimento ajuda a avaliar crédito, compras em dólar e custos antes de tomar decisões.
Perguntas Frequentes sobre PINE4
Qual é a cotação de PINE4 hoje na B3?
Quanto a PINE4 paga de dividendos?
Como calcular o Preço Teto de PINE4?
O que significa o P/L e o P/VP de PINE4?
Fonte de Dados Oficiais & Transparência
Informações de cotações e demonstrações financeiras sincronizadas com dados públicos da B3 e CVM.
Aviso Legal: Os dados e ferramentas disponibilizados pelo Cotações Hoje têm propósito exclusivamente informativo e educacional, não constituindo recomendação de investimento.