BE

BEES3 Banestes S.A. - Banco do Estado do Espirito Santo – Cotação Hoje

📈 Ação B3 Financeiro e Bancos

Banestes S.A. - Banco do Estado do Espirito Santo

CNPJ: 28127603000178

Preço Atual
R$ 9,23
-0.75%
Cotação oficial B3 em tempo real
Análise Fundamentalista • Estratégia de Longo Prazo

Selo de Investimento:

🛡️ Buy and Hold

Atende a 11 de 12 critérios fundamentalistas para estratégias de longo prazo.

Pontuação dos Critérios 11/12 (91.7%)
Mínimo Buy & Hold: 8/12 Status: Aprovado

Checklist Fundamentalista de 12 Critérios

Critérios auditados automaticamente
Dívida Líquida < Lucro Líquido (12M)
Setor Bancário/Financeiro | Lucro Líquido: R$ 0.44 Bi

A dívida líquida da empresa é menor que o lucro líquido dos últimos 12 meses

ROE > 5%
ROE atual: 17.57% (Acima de 5%)

Retorno sobre o Patrimônio Líquido historicamente superior a 5%

Histórico de Dividendos (> 4% a.a.)
Yield médio histórico: 7.73% a.a.

Histórico consistente de distribuição de proventos acima de 4% a.a.

Crescimento de Receita ou Lucro (> 5%)
CAGR Receita 5A: +28.74% | CAGR Lucro 5A: +8.93%

Crescimento de receitas ou lucros superior a 5% nos últimos anos

P/VP abaixo de 5
P/VP atual: 1.27x (Abaixo de 5)

Preço sobre Valor Patrimonial negociado abaixo de 5x

Setor com mais de 100 anos
Setor consolidado: Financeiro e Bancos

Atuação em setor perene e consolidado há mais de um século

Empresa Blue Chip
Ação fora da lista das principais Blue Chips

Companhia de grande porte, alta liquidez e liderança setorial

Mais de 30 anos de mercado
Fundada em 1937 (89 anos de mercado)

Companhia fundada há mais de 30 anos com histórico comprovado

P/L abaixo de 30
P/L atual: 7.25x (Abaixo de 30)

Preço sobre Lucro negociado abaixo de 30x

Dív. Líquida/EBITDA < 2
Setor Bancário/Financeiro (Alavancagem regulada pelo Índice de Basiléia)

Alavancagem financeira controlada com Dívida Líquida/EBITDA menor que 2x

EV/EBIT abaixo de 7
P/L de 7.25x (Múltiplo de Valuation Bancário favorável)

Enterprise Value sobre EBIT operacional negociado abaixo de 7x

Tag Along entre 80% e 100%
Tag Along de 80% (Proteção de 80% a 100%)

Proteção aos acionistas minoritários com Tag Along de 80% a 100%

ℹ️ Análise algorítmica fundamentalista calculada em tempo real com base em demonstrativos CVM/B3. Não constitui recomendação de compra ou venda.
💰
Valuation por Dividendos

Método Barsi (Preço Teto)

Abaixo do Preço Teto (Margem de Segurança)

Estratégia focada em renda passiva com cálculo do preço máximo para obter no mínimo 6% ao ano em proventos com base na média dos últimos 5 anos.

Preço Teto Projetado (Yield 6%)
R$ 9,78
DPA Médio (5 anos) R$ 0,59
Margem de Segurança +5.96%
Ajustar parâmetros na Calculadora Barsi
Fórmula: DPA Médio ÷ 0,06 Alvo: Yield ≥ 6% a.a.
📐
Value Investing

Fórmula de Graham (Preço Justo)

Negociando com Desconto (Margem de Segurança)

Fórmula de Benjamin Graham determinando o valor intrínseco a partir dos múltiplos conservadores de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5.

Preço Justo Intrínseco (Graham)
R$ 14,37
LPA R$ 1,27
VPA R$ 7,23
Margem / Potencial +55.69%
Ajustar parâmetros na Calculadora Graham
Fórmula: √(22,5 × LPA × VPA) Fator 22,5 = P/L 15 × P/VP 1,5
⚠️ Aviso Legal: As estimativas do Método Barsi e da Fórmula de Graham são modelos matemáticos teóricos baseados em dados públicos da B3/CVM. Não constituem recomendação de investimento, compra ou venda.

O ativo BEES3 (Banestes S.A. - Banco do Estado do Espirito Santo) está sendo negociado hoje a R$ 9,23, acumulando uma variação de -0.75% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 7,77 e a máxima de R$ 9,44. A companhia está inserida no setor de Financeiro e Bancos, atuando no segmento de Bancos. Em termos de valuation, o papel negocia a um múltiplo P/L de 7.25x e P/VP de 1.27x. Com Dividend Yield acumulado nos últimos 12 meses de 10.74%.

Abertura
R$ 9,25
Fec. Ant: R$ 9,22
Variação Dia
Min: R$ 9,00
Max: R$ 9,25
52 Semanas
Mín: R$ 7,77
Máx: R$ 9,44
Volume
21.200
Moeda: BRL

Histórico de Cotação: BEES3

Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência

Mínima no Período --
Máxima no Período --
Variação no Período --
Tendência Técnica --
Carregando cotações históricas...

Indicadores de Valuation Instituição Financeira

7.25
1.27
R$ 1,27
R$ 7,23

Indicadores de Eficiência

Indicadores de Rentabilidade

17.75%
1.04%
Giro do Ativo
0.15

Indicadores de Crescimento

CAGR Receita
28.74%
CAGR Lucro
8.93%

Dados Financeiros

Margens
Margem Bruta 28.63%
Margem Líquida 7.61%
Fluxo de Caixa
FCO R$ 612,89 Mi
FCL R$ -3.258,68 Mi
Receita e Dívida
Receita Total R$ 5,82 Bi
Lucro Bruto R$ 1,67 Bi
Crescimento (Trimestral YoY)
Receita (YoY) 21.90%
Lucro (YoY) 6.69%

Resultados Financeiros

Indicador (Anual) 2025 2024 2023 2022
Receita Total R$ 5.458,47 Mi R$ 4.626,26 Mi R$ 5.130,68 Mi R$ 4.784,60 Mi
Lucro Bruto R$ 1.564,89 Mi R$ 1.479,34 Mi R$ 1.444,28 Mi R$ 1.246,35 Mi
EBIT / Lucro Operacional R$ 0,00 Mi R$ 0,00 Mi R$ 0,00 Mi R$ 0,00 Mi
Lucro Líquido R$ 339,92 Mi R$ 428,63 Mi R$ 323,80 Mi R$ 345,80 Mi

Sobre a BEES3

Setor
Financeiro e Bancos
Indústria / Segmento
Bancos
Funcionários
2.314
Market Cap
R$ 3,23 Bi
Descrição do Negócio

O Banestes S.A. é o banco de economia mista controlado pelo Estado do Espírito Santo e atua em serviços financeiros para pessoas físicas, empresas e setor público. A instituição oferece conta corrente, crédito, cartões, seguros, investimentos e serviços de tesouraria, com rede de atendimento concentrada no território capixaba. O banco também opera por subsidiárias em seguros e distribuição de valores mobiliários, ampliando a oferta de produtos no estado. Listado na B3 sob BEES3 e BEES4, o Banestes mantém perfil regional, com forte participação em folha de pagamentos do setor público e relacionamento com empresas locais. O desempenho depende de margem financeira, qualidade da carteira de crédito, eficiência operacional e receitas de serviços. A estratégia combina expansão seletiva de crédito, digitalização de canais e manutenção de presença física em municípios onde o banco tem capilaridade histórica no Espírito Santo.

JCP R$ 0,0288
Pagamento: 04/01/2027
JCP R$ 0,0288
Pagamento: 01/12/2026
JCP R$ 0,0288
Pagamento: 03/11/2026
JCP R$ 0,0738
Pagamento: 14/10/2026
JCP R$ 0,0288
Pagamento: 01/10/2026
JCP R$ 0,0288
Pagamento: 01/09/2026
JCP R$ 0,0729
Pagamento: 20/07/2026
JCP R$ 0,0288
Pagamento: 03/08/2026
JCP R$ 0,0288
Pagamento: 01/07/2026
JCP R$ 0,0288
Pagamento: 01/06/2026

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e o que isso revela sobre a forma com que o governo Putin enxerga o Brasil
BBC Brasil •

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Como a imprensa russa vê a eleição brasileira - e o que isso revela sobre a forma com que o governo Putin enxerga o Brasil Crédito, Getty Images Legenda da foto, Brasil é visto como parceiro comercial da Rússia que poderia possivelmente ajudar a contornar sanções internacionais Author, Role, Da BBC News Brasil em Londres Published Há 10 minutos Tempo de leitura: 12 min Um importante aliado do Sul Global em oposição às potências ocidentais, um possível parceiro econômico para contornar sanções relacionadas à guerra da Ucrânia e um importante mercado para exportações russas. É assim que o Brasil vem sendo retratado em coberturas na imprensa russa — nas vésperas da eleição que será realizada em primeiro turno no próximo domingo (4/10). Para o analista de Mídia da Rússia da BBC Monitoring, o jornalista Vitaly Shevchenko, a eleição brasileira vem ganhando pouco destaque na imprensa russa. Segundo ele, até o momento, o pleito não foi notícia em nenhum grande telejornal do país. A grande maioria dos russos se informa pela televisão. A BBC Monitoring é uma divisão especializada da BBC que monitora, traduz e analisa mais de 3 mil veículos em mais de 150 países e 100 línguas. Shevchenko monitora a mídia russa e produz relatórios de análise. Na avaliação de Shevchenko, o fato de a imprensa russa ser amplamente controlada pelo Kremlin e de haver pouca cobertura sobre a eleição brasileira indica que o governo russo não está interessado em se manifestar sobre o pleito. "Eu imagino que existam departamentos nas entranhas do Ministério das Relações Exteriores, da inteligência externa ou algo do gênero, preparando relatórios sobre qual candidato traria mais benefícios à Rússia", disse Shevchenko à BBC News Brasil. "A ausência de ampla repercussão na mídia sobre as eleições brasileiras sinaliza apenas uma coisa: o Kremlin não tem interesse em que o público, dentro e fora da Rússia, tome conhecimento da sua visão sobre o pleito." "Mas isso não significa que eles não tenham opiniões." A cobertura da imprensa russa está voltada na sua maioria para o conflito na Ucrânia — e o fato de o Brasil ter pouco envolvimento com a guerra contribui para o pouco espaço dado ao pleito brasileiro na imprensa russa. Mas o analista da BBC Monitoring afirma que, apesar disso, o Brasil ocupa uma posição dentro da política internacional de Vladimir Putin. "O Brasil é importante por causa do Brics. E, há anos — talvez décadas —, Putin vem tentando promover a ideia de que a antiga ordem mundial, dominada pelo que a máquina de mídia do Kremlin gosta de chamar de 'anglo-saxões', chegou ao fim", diz Shevchenko. "O que a está substituindo é o que eles gostam de chamar de Sul Global — alianças como o Brics, do qual o Brasil é membro." Famil Ismailov, editor da BBC News Russia (o serviço de notícias em russo da BBC), diz que analistas russo vêem a corrida eleitoral brasileira como muito apertada e não indicam um favorito — mas que qualquer que seja o vencedor, provavelmente não haverá grandes mudanças nas relações entre Brasil e Rússia. "O Brasil precisa dos fertilizantes e do diesel russos, e a Rússia precisa da carne, da soja e do café brasileiros. Não houve nenhum apoio visível a nenhum dos dois candidatos por parte das autoridades russas. Seja quem for o próximo presidente, o Kremlin parece estar satisfeito", diz Ismailov. Crédito, Getty Images Legenda da foto, Putin defende que a velha ordem mundial será substituída por uma nova, que incluirá o Sul Global e os Brics Ainda assim, diferentes jornais — todos ligados de alguma forma ao Kremlin, já que a Rússia é um dos países com menor liberdade de imprensa do mundo (veja mais abaixo) — vêm noticiando alguns aspectos da eleição brasileira recentemente. O jornal financeiro Vedomosti cita analistas que dizem que a Rússia "se sentirá confortável" interagindo tanto com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como Flávio Bolsonaro (PL) — os dois candidatos que lideram as intenções de voto, como mostra o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil. O jornal sugere, no entanto, que a Rússia estaria "um pouco mais confortável" com Lula, dado que Flávio Bolsonaro possui maior ligação com Washington e pode vir a afastar o Brasil dos Brics. O jornal oficial do Kremlin, o Rossiyskaya Gazeta, afirma que as eleições estão bastante indefinidas e provavelmente serão decididas no segundo turno. Uma reportagem afirma que tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro foram afetados pelo escândalo do Banco Master — e que ambos representam propostas muito distintas para o futuro da economia brasileira. Já o jornal Izvestia, ligado a aliados do presidente Vladimir Putin, afirma que uma vitória de Lula poderia facilitar um projeto de aumentar as transações comerciais entre Brasil e Rússia nas moedas nacionais (real e rublo) — algo que potencialmente ajudaria Moscou a contornar sanções ocidentais. Confira abaixo como a imprensa russa está cobrindo o pleito. Ajuda do Brasil para contornar sanções Uma longa reportagem no sábado (26/09) do jornal Izvestia — que é controlado por aliados do presidente Vladimir Putin — destaca a importância da eleição brasileira para os interesses econômicos russos, em um momento em que o país sofre sanções pesadas do Ocidente por causa da invasão da Ucrânia. O Izvestia noticiou que o Brasil e Rússia querem expandir o seu comércio em suas moedas (real e rublo), hoje limitado a apenas 10% das transações. Segundo o Izvestia, quem manifestou interesse nessa expansão foi o embaixador brasileiro na Rússia, Sergio Rodrigues dos Santos. "A ideia de expandir o comércio em moedas nacionais parece uma continuação lógica da atual política econômica da Rússia e do Brasil: ambos os lados querem tornar os pagamentos mais baratos, mais estáveis ​​e menos dependentes da infraestrutura cambial externa", afirma a reportagem do Izvestia. O objetivo seria favorecer as trocas de produtos agrícolas entre os dois países. A Rússia é o maior fornecedor de fertilizantes minerais ao Brasil. Segundo a reportagem, a Rússia tem interesse de aumentar transações em rublos e reais para contornar sanções internacionais que o país sofre por causa da guerra na Ucrânia. E esse modelo já estaria em funcionamento entre a Rússia e outros países dos Brics, como China e Índia. "A transição para moedas nacionais ajuda a Rússia a proteger seu comércio das sanções ocidentais: esses pagamentos são diretos e não podem ser bloqueados por bancos americanos ou europeus", diz a reportagem. "O abandono do dólar e do euro permite que as transações contornem o sistema SWIFT e os bancos correspondentes americanos, eliminando o risco de congelamento de fundos. Esse modelo já está funcionando com grande sucesso com outros parceiros dos Brics: as liquidações com a China foram quase totalmente (99%) convertidas para rublos e yuans, enquanto a participação do dólar e do euro no comércio com a Índia diminuiu drasticamente." O obstáculo para transações nas moedas nacionais é que os exportadores russos receberiam pagamentos em reais — e não teriam onde gastar a moeda brasileira. "Esse problema pode ser resolvido utilizando os planos que a Rússia já elaborou com a Índia. A Rússia poderia investir seu excedente de reais diretamente no Brasil — por exemplo, em logística portuária local ou na agricultura. Outra opção é expandir as compras: o país é conhecido não apenas pela soja, mas também por sua avançada indústria de engenharia mecânica, incluindo a produção de aeronaves Embraer e autopeças", afirma o jornal russo. "Por fim, a moeda brasileira acumulada poderia ser usada para pagar países terceiros (por exemplo, China ou Emirados Árabes Unidos), que têm grandes projetos na América Latina e necessitam de reais." Crédito, Reprodução Legenda da foto, Reportagem do jornal Izvestia destaca: "Brasil pretende expandir o comércio em moedas nacionais com a Rússia" O futuro desse projeto de uso de reais e rublos em transações depende também das eleições brasileiras, segundo o jornal russo. "O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, defende o fortalecimento dos BRICS, a cooperação com os países do Sul Global e a transição para moedas nacionais. Seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro, por outro lado, está focado na reaproximação com os Estados Unidos", afirma a reportagem. O jornal destaca uma declaração dada por Flávio Bolsonaro em junho de que, se for eleito, vai reavaliar "no seu primeiro dia na cadeira de presidente" se o Brasil deve ficar nos BRICS — "um bloco que é muito ideológico, usado para provocar os EUA". No entanto, o programa de governo do candidato do PL não faz menção ao bloco. "Uma possível mudança de poder em Brasília poderia congelar completamente as negociações sobre a transição para o rublo e o real", afirma o Izvestia. "Mesmo que o Brasil reduza seu interesse no BRICS após as eleições, a tendência de desdolarização do bloco global continuará. Rússia, China e Índia, que respondem pela maior parte do comércio intrabloco, permanecem os principais motores econômicos desse processo." Vorcaro: 'trunfo e problema' para Lula e Flávio Bolsonaro O jornal Rossiyskaya Gazeta — jornal oficial do Kremlin — destacou que as eleições estão bastante acirradas no Brasil e que ainda não se sabe "para onde afinal penderá o pêndulo do humor do eleitorado brasileiro". "Os dados mais recentes das pesquisas de opinião mostram uma situação praticamente de empate técnico entre os candidatos", diz o jornal russo. A reportagem destaca que até recentemente Lula vinha liderando as pesquisas de opinião, sobretudo após a divulgação do escândalo Dark Horse em maio, que afetou a intenção de voto em Flávio Bolsonaro. "Parecia que tudo corria da melhor forma possível para Lula", diz o Rossiyskaya Gazeta. Mas então, segundo o jornal, os desdobramentos do escândalo do Banco Master passaram a afetar também o presidente — primeiro com a citação do líder do governo no Senado, Jacques Wagner, e depois com as menções ao ministro do STF Alexandre de Moraes no caso. O jornal destaca que Alexandre de Moraes é visto como um antagonista aos Bolsonaro — e que seu desgaste acaba afetando também a intenção de voto em Lula. O jornal compara o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, a Ostap Bender, um trapaceiro fictício de livros da era soviética, famoso por golpes elaborados e por seu carisma. "No fim, ele [Vorcaro] acabou se tornando simultaneamente um trunfo e um problema tanto para Lula quanto para Bolsonaro. De qualquer modo, até o momento, Flávio alcançou o adversário e, segundo algumas pesquisas, até o ultrapassou em um provável segundo turno, cuja realização parece cada vez mais provável." Segundo os dados do Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, Flávio aparece à frente de Lula em um eventual segundo turno. Crédito, Reprodução/PF Legenda da foto, O jornal oficial Rossiyskaya Gazeta afirma que Daniel Vorcaro é um "trunfo e um problema" tanto para Lula como para Flávio Bolsonaro O Rossiyskaya Gazeta afirma que Lula e Flávio Bolsonaro propõem modelos econômicos bastante distintos à população. Sobre Lula, o jornal diz que ele "aposta na manutenção do atual arcabouço fiscal combinada com o aumento dos investimentos públicos, projetos de infraestrutura, política industrial, programas sociais e novos aumentos do salário mínimo". "Para conquistar votos adicionais, em setembro ele adotou uma medida social de grande impacto: anunciou a elevação do valor mínimo do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691 por mês, um aumento de aproximadamente 15%. Além disso, o presidente apoia o fim da jornada de seis dias de trabalho com apenas um dia de descanso, defendendo uma semana de trabalho mais curta." Sobre Flávio Bolsonaro, o Rossiyskaya Gazeta diz que ele "propõe reduzir os gastos com a máquina pública, criar um novo teto de gastos mais restritivo e retomar a privatização de empresas estatais". "O candidato defende a diminuição da carga tributária, especialmente sobre o setor de energia, e promete endurecer significativamente o combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas", diz o texto. Rússia 'mais confortável' com Lula Uma longa reportagem do jornal Vedomosti publicada em julho afirma que "a eleição presidencial brasileira está se tornando um ponto de convergência para os interesses de outros países" e que a Rússia "está um pouco mais confortável com o atual presidente do país". O Vedomosti foi fundado nos anos 1990 por grupos de mídia ocidentais — incluindo participação do grupo Dow Jones, que publica o americano Wall Street Journal — e já foi uma das publicações independentes mais influentes sobre economia russa, mas em 2020 acabou vendido a aliados de Vladimir Putin. A reportagem ouve analistas de consultorias políticas. Um dos analistas afirma que "qualquer um dos dois candidatos que se torne presidente, a Rússia se sentirá confortável interagindo com ele". Já outro aponta que, caso Bolsonaro vença, "devemos esperar um endurecimento da retórica em relação à Rússia e à China". "Ao que tudo indica, embora Flávio Bolsonaro mantenha relações econômicas com Moscou e Pequim, retórica e ideologicamente ele se inclinará cada vez mais para Washington do que seu pai", afirma a reportagem do Vedomosti. "Nesse contexto, Flávio Bolsonaro poderá aumentar a pressão sobre os instrumentos tradicionais de soft power da China, como os Institutos Confúcio no Brasil. Além disso, Flávio Bolsonaro será menos ativo na cooperação com o Brics — uma continuação lógica da abordagem de seu pai." Crédito, Reprodução Instagram/Eduardo Bolsonaro Legenda da foto, Jornal Vedomosti acredita que Flávio Bolsonaro se inclinaria mais na direção de Washington do que de Moscou e Pequim, se fosse eleito Brasil frustra nova Doutrina Monroe, diz jornal comunista Um dos jornais que dedicou espaço maior à eleição brasileira foi o Pravda, lendária publicação que já foi a mais importante do país na era da União Soviética. O jornal ainda existe e é ligado ao Partido Comunista da Rússia — no entanto, é pouco lido e sem influência no país, segundo analistas de mídia. O Pravda afirma que "o Brasil está frustrando os objetivos dos EUA de implementar integralmente a nova versão da Doutrina Monroe". "As eleições de outubro estão sendo usadas para restaurar a complacência política. Ameaças, chantagens e manipulação estão sendo empregadas", diz o jornal. "Muita coisa foi feita desde o retorno dos republicanos [à Casa Branca]. Fantoches da Casa Branca chegaram ao poder no Chile, na Colômbia, no Peru e em Honduras. Trump, cinicamente (e, infelizmente, não sem razão), chama a Venezuela de 'o 51º estado dos EUA'. Cuba definha sob o peso de um bloqueio, sem apoio externo efetivo." "No entanto, os planos mais ousados ​​de Washington não se realizarão enquanto o Brasil permanecer fora de sua influência. O país, que representa um terço da população da América Latina e 43% do território da região, segue uma política independente. Isso basta para colocá-lo na lista de inimigos dos EUA." O Pravda diz que o governo de Lula "não precisa recorrer a discursos de ódio e mentiras" e que "em menos de quatro anos, mais de 28 milhões de pessoas saíram da pobreza". Já sobre o candidato do PL, a publicação comunista diz que "todas as forças da reação, tanto interna quanto internacional, estão sendo mobilizadas na luta pela vitória de Flávio Bolsonaro" e que "a direita tem pouco a mostrar em termos de resultados". "Sua plataforma se baseia em clichês sobre o combate ao crime", afirma o Pravda. Rússia e liberdade de imprensa A Rússia é o 9º pior colocado em um ranking de 180 países sobre liberdade de imprensa no mundo, publicado pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). O país está a frente de países como Afeganistão, Arábia Saudita, Irã, China e Coreia do Norte — mas atrás de Cuba, Venezuela e Iraque. Nesse ranking, que é liderado pela Noruega, o Brasil ocupa a 52ª posição e os EUA, a 64ª. A RSF destaca que a liberdade de imprensa se deteriorou na Rússia depois da invasão da Ucrânia em 2022 — com quase a totalidade dos órgãos independentes hoje banidos, bloqueados ou declarados "agentes estrangeiros" (o que impõe restrições burocráticas a empresas) ou "organizações indesejadas" (o que criminaliza os veículos). Todos os canais de TV independentes de propriedade privada são banidos, com exceção dos canais de entretenimento a cabo. Muitos veículos de mídia ocidentais — como BBC, Euronews e France 24 e BBC — não estão mais acessíveis no país. O órgão regulador de mídia russa, Roskomnadzor, censurou a maioria dos sites de notícias independentes: os mais populares, como Meduza e TV Rain, foram declarados "organizações indesejáveis". Segundo a RSF, quem cita esses veículos pode ser processado no país. "Os demais veículos de mídia pertencem ao Estado ou a aliados do Kremlin. Seus funcionários devem seguir ordens do gabinete presidencial sobre assuntos a serem evitados e praticar uma rigorosa autocensura. As estações de rádio estão na mesma situação", afirma relatório da RSF. Jornalistas têm sido cada vez mais indiciados por "extremismo" ou por "compactuar com o terrorismo", segundo a organização. A RSF diz que o governo russo usa penas severas, multas, detenções de curta duração e até mesmo tortura para intimidar jornalistas. A organização afirma que nem mesmo jornalistas russos no exílio estão seguros.

Não sabemos se haverá restrição à importação de diesel pelos EUA, mas temos que estar preparados, diz Ultrapar
Notícias de Economia •

Não sabemos se haverá restrição à importação de diesel pelos EUA, mas temos que estar preparados, diz Ultrapar

O presidente da Ipiranga, Leonardo Linden, afirmou que ainda não se sabe se os Estados Unidos vão determinar restrições na exportação (“export ban”) de diesel, mas que a companhia tem se preparado para cenários de menor oferta do combustível avaliando outros fornecedores. A empresa é uma das que compõem o grupo Ultrapar. “A gente tem capacidade de originar em outras partes do mundo. Há produto vindo da Arábia [Saudita] e da Índia no radar. São outros mercados que podem ser supridores do mercado brasileiro que a gente não aciona hoje porque o custo da molécula é um pouco maior e não faz sentido, mas que a gente pode acionar para frente, sim. Essas vias estão abertas”, disse o executivo durante o Ultrapar Day, evento para analistas e investidores que está sendo realizado pela companhia na capital paulista. Sobre oportunidades para crescimento entre postos não bandeirados diante da menor oferta do combustível, Linder afirmou que há oportunidades, mas que a companhia não pretende “pular na piscina inadvertidamente” avaliando sempre a qualidade do ativo a ser investido. Em relação ao tamanho do mercado de combustíveis no país com o avanço dos carros elétricos, o executivo afirmou que isso já desacelerou o crescimento do consumo de gasolina e etanol no país, mas destacou o papel do diesel e disse ainda que ainda há um horizonte “bastante longo com setor de combustíveis sendo muito importante na economia brasileira”.

PF planeja criar divisão de combate a bets ilegais
Criptomoedas •

PF planeja criar divisão de combate a bets ilegais

IDIANA TOMAZELLI E RAQUEL LOPES BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) A Polícia Federal vai reestruturar uma de suas diretorias com o objetivo de criar uma divisão dedicada à repressão a apostas ilegais no país. Segundo integrantes do governo, a reformulação já recebeu o sinal verde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O novo desenho ainda prevê estruturas específicas para combater a manipulação de resultados esportivos e investigar o uso de ativos virtuais (como criptomoedas) em práticas de lavagem de dinheiro. O pedido consta em documento interno da PF obtido pela reportagem e formalizado pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, ao Ministério da Justiça e Segurança Pública na sexta-feira (25), no mesmo dia em que Lula assinou uma MP (medida provisória) para tornar ilegal a exploração das apostas de quota fixa, conhecidas como bets. Segundo integrantes do governo, a mudança já vinha sendo discutida e foi acertada com Lula na sexta. O pedido agora tramita formalmente no MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos). Devido à criação de novas estruturas, a proposta tem impacto financeiro mensal estimado em R$ 44,9 mil. A repressão das apostas ilegais é uma das principais preocupações do governo Lula após o presidente decidir banir de vez as bets. O chefe do Executivo chegou a analisar uma proposta intermediária, que previa proibição apenas dos cassinos online (conhecidos também como tigrinho) e adoção de regras mais duras de publicidade para as casas de apostas. Mas Lula preferiu levar a cabo a medida mais drástica, com o veto a todas as modalidades de bets e cassinos online. Essa era considerada por auxiliares do presidente uma decisão de alto risco, uma vez que eventual falha na repressão às plataformas ilegais poderia deixar o governo desmoralizado perante à população. Por isso, o Executivo vê necessidade de reforçar as estruturas de fiscalização. Autorizadas no governo Michel Temer (2016-2018), as apostas online passaram pelo governo Jair Bolsonaro (2019-2022) sem regras. Em 2024, o governo Lula decidiu regulamentar a atividade, passando a cobrar impostos, com o argumento de estabelecer regras para as empresas do setor. Em maio deste ano, às vésperas da Copa do Mundo, a PF chegou a criar um grupo para investigar casos de manipulação de resultados esportivos, fraudes em apostas e combater as bets ilegais. A medida foi adotada por meio de boletim interno da corporação e seria temporária, com duração prevista de um ano. A nova estrutura idealizada pela PF representará uma reformulação mais duradoura, além de sinalizar maior grau de prioridade a essa atuação. O documento prevê a criação da chamada Coordenação-Geral de Repressão à Lavagem de Dinheiro e Recuperação de Ativos (CGLA), vinculada à Dicor (Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção) —setor da PF responsável por investigações envolvendo o Banco Master e as fraudes no INSS. Dentro da CGLA, o organograma prevê a criação de uma Coordenação de Inteligência Financeira e Lavagem de Dinheiro, que abrigaria, entre outras estruturas, um serviço específico para a investigação de crimes de lavagem com ativos virtuais. Como mostrou a Folha de S.Paulo, a PF apreendeu R$ 71 milhões em criptomoedas usadas pelo crime em 2025, ante R$ 11,1 milhões no ano anterior, mas quadrilhas movimentam dezenas de bilhões de reais. O documento propõe ainda a criação da Coordenação de Recuperação de Ativos, também vinculada à CGLA. Essa estrutura ficaria voltada à investigação patrimonial e à gestão, alienação e destinação dos ativos ligados a crimes sob investigação. Hoje, tanto a repressão à lavagem de dinheiro quanto a recuperação de ativos estão abrigadas em estruturas com status inferiores ao de coordenação. Por isso, se o desenho proposto pela PF for aprovado pelo governo, essas frentes ganhariam maior relevância dentro da organização. Pelo plano, também seriam criadas a Divisão de Repressão a Apostas Ilegais e a Divisão de Repressão à Manipulação de Resultados Esportivos. Ainda que com status menor do que as coordenações, as divisões seriam braços da PF dedicados às apurações nessas frentes. O desenho ainda prevê uma Divisão de Doutrina e Capacitação, além de um setor de apoio administrativo e um núcleo de gestão estratégica. Ao todo, seriam 17 novas unidades administrativas, com o aproveitamento de três estruturas já existentes e hoje ligadas à chamada CGRC (Coordenação Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro). No documento enviado ao Ministério da Justiça, Andrei afirmou que a reorganização tem como objetivo “fortalecer a capacidade institucional da Polícia Federal para o enfrentamento econômico ao crime organizado, mediante a integração, em estrutura central especializada, da repressão à lavagem de dinheiro, da inteligência financeira, da investigação patrimonial e da recuperação de ativos, além do enfrentamento das apostas ilegais e da manipulação de resultados esportivos”. Segundo a PF, a estrutura reunirá as áreas sob uma direção única, “estruturando fluxos capazes de aproximar a produção de subsídios financeiros da identificação, localização, constrição, administração, alienação e destinação de bens”. “Busca-se, com isso, favorecer a identificação tempestiva de bens, a instrução de medidas assecuratórias [retenção de bens, direitos e valores oriundos de crimes], o acompanhamento das etapas posteriores à constrição e a cooperação necessária à localização e recuperação de ativos no Brasil e no exterior.” Na terça-feira (29), o Ministério da Justiça afirmou que solicitou o bloqueio de 5.209 sites de apostas que passaram a operar de forma ilegal no país após a MP assinada por Lula. A pasta disse ainda que a Polícia Federal investiga há três anos esquemas relacionados a apostas ilegais e à manipulação de resultados esportivos. De março de 2023 a agosto de 2026, a corporação deflagrou 12 operações ligadas a essas práticas, que resultaram na expedição de ao menos 73 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão. As investigações alcançaram Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraíba e Distrito Federal. No período, a PF pediu à Justiça o sequestro de R$ 4,17 bilhões em bens e valores relacionados às investigações. A corporação também participa de uma força-tarefa da Interpol voltada ao combate à manipulação de resultados esportivos, por meio da qual mantém intercâmbio de informações e de metodologias de investigação.

Perguntas Frequentes sobre BEES3

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