CHF/JPY
MoedaFranco Suíço/Iene Japonês
Atualizado: 2026-09-28 12:47:34
Resumo Cambial: Franco Suíço/Iene Japonês
O câmbio de Franco Suíço/Iene Japonês (CHF/JPY) está cotado a R$ 189,1510 para compra e R$ 189,1510 para venda, registrando uma variação de -0.35% no pregão atual. Nas últimas horas de negociação, a moeda registrou a cotação mínima de R$ 188,4360 e a máxima de R$ 190,2840.
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Europa: onde cresce mais a contratação em centros de dados e porque é que estes empregos pagam mais?
A inteligência artificial está a tornar-se rapidamente parte do quotidiano e a aumentar também a procura de centros de dados. Em 2025, os Estados Unidos mantinham-se como líder mundial destacado em centros de dados, com mais do dobro do total da UE. Ao mesmo tempo, a Comissão Europeia quer reforçar a soberania e a competitividade da Europa no ecossistema da IA e da cloud. PUBLICIDADE PUBLICIDADE Dados da plataforma global de recrutamento Indeed mostram que os anúncios de emprego em centros de dados estão a aumentar na Europa. Em agosto de 2026, já estavam acima dos níveis anteriores à pandemia em 10 economias europeias, enquanto os anúncios para outras funções tecnológicas e o total de ofertas de emprego ficavam aquém dos anúncios para centros de dados. Quais foram, então, os países que registaram a maior subida nos anúncios de emprego em centros de dados? Quanto mais pagam estes empregos face às mesmas profissões noutros sectores? E porque existe este prémio salarial? A subida recente é particularmente marcante em Espanha, Itália e Irlanda. Considerando os anúncios de emprego em centros de dados no Indeed com um índice 100 para a média entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020, o indicador ultrapassou os 200 pontos nos três países em agosto de 2026. Isto significa que os anúncios mais do que duplicaram face aos níveis anteriores à pandemia. O índice atingiu 260 em Espanha, 237 em Itália e 210 na Irlanda. Aubrey Woessner, economista na Indeed, e Pawel Adrjan, diretor de investigação na Indeed, afirmam que Espanha e Itália têm mais margem de crescimento, já que partiram de uma base muito baixa. “Estes países estão a receber grandes novos investimentos orientados para a IA, como complexos em Aragão e projetos na região de Milão, em vez de instalações antigas concentradas em grandes áreas populacionais como Frankfurt, Londres, Amesterdão, Paris e Dublin”, disseram à Euronews Business. A subida ultrapassa também os 30% nos Países Baixos (138), na Polónia (134) e na Suíça (133). A Bélgica registou o aumento mais baixo, de 9%, seguida da França, com 13%. A subida é de 25% na Alemanha e de 24% no Reino Unido. Em agosto de 2026, os anúncios de emprego em tecnologia, excluindo funções em centros de dados, estavam abaixo dos níveis anteriores à pandemia em nove dos dez países. Espanha era a única exceção, com o índice apenas um ponto acima do período pré-pandemia. Os anúncios de emprego em centros de dados cresceram muito mais do que as restantes ofertas tecnológicas, com as maiores diferenças em Itália (173 pontos), Espanha (159 pontos) e Irlanda (141 pontos). O gráfico abaixo ilustra esta tendência em agosto de 2026. Europa: contratação em centros de dados dispersa-se por mais empresas Em comparação com os Estados Unidos, onde apenas dez grandes empresas tecnológicas concentram 71% dos anúncios de emprego em centros de dados, a contratação neste segmento na Europa está distribuída por muitas empresas, segundo a Indeed. “Nos dez países europeus analisados, são necessárias mais de 500 empresas para concentrar 70% dos anúncios de emprego em centros de dados”, referem Woessner e Adrjan. Empregos em centros de dados oferecem salários mais altos para as mesmas funções Os salários anunciados para funções em centros de dados são, em geral, superiores aos de empregos semelhantes noutros sectores do mesmo país. O prémio salarial é evidente: em 28 dos 29 pares país-profissão, os empregos em centros de dados oferecem salários mais elevados. A única exceção é muito pequena, de -1% nas funções de infraestruturas de TI, operações e apoio em França. Os empregadores de centros de dados em Itália oferecem remunerações significativamente mais altas do que noutros sectores. Por exemplo, os cargos de gestão em centros de dados pagam mais 65%, enquanto as funções de instalação e manutenção apresentam salários anunciados 50% superiores. No Reino Unido, os cargos de gestão em centros de dados oferecem mais 49% de salário. Na Alemanha, as funções de instalação e manutenção pagam mais 36%. Porque pagam mais os empregadores de centros de dados pelas mesmas funções Woessner e Adrjan salientam que os centros de dados representam uma fatia pequena do mercado de trabalho no seu conjunto, mas competem pelos mesmos técnicos e especialistas em infraestruturas que outros sectores em plena transição digital e verde na Europa. “Os anúncios ligados a funções em centros de dados exigem, em média, mais competências do que outras ofertas na mesma área”, dizem Woessner e Adrjan. Related IA obriga bancos centrais a repensar inflação e taxas de juro “Competências técnicas e digitais concretas – incluindo conhecimento de sistemas de TI, software e cibersegurança –, bem como requisitos de domínio da língua inglesa, estão também sobrerrepresentados em funções relacionadas com centros de dados, face a outras funções na mesma profissão.” Referem ainda que salários mais altos ajudam a atrair trabalhadores com rapidez, mantendo os projetos dentro dos prazos. Que empregos dominam a contratação em centros de dados Woessner e Adrjan explicam que a combinação de profissões na contratação para centros de dados em toda a Europa aponta para duas tendências simultâneas: a continuidade do reforço de equipas nas atuais infraestruturas de armazenamento de dados e de cloud e um novo boom de construção ligada à IA. Cinco profissões representam entre 50% e 60% dos anúncios de emprego em centros de dados na Europa: infraestruturas de TI, operações e apoio; desenvolvimento de software; gestão; instalação e manutenção; e gestão de projetos. Embora a procura de trabalhadores para funções ligadas a centros de dados esteja a aumentar, estes empregos continuam a representar apenas uma pequena parcela do total de anúncios em cada país. Na maioria dos países analisados, a quota ronda 1% ou menos. A Irlanda é a exceção, com quase 5% de todos os anúncios publicados na Indeed a mencionarem um centro de dados. Há falta de competências nos centros de dados Os economistas da Indeed esperam que a fase de crescimento se prolongue por algum tempo, dado que a UE pretende triplicar a sua capacidade de centros de dados num horizonte de cinco a sete anos. “Uma preocupação para os empregadores é que os centros de dados competem por trabalhadores com competências técnicas que já eram escassas mesmo antes do boom dos centros de dados”, afirmam Woessner e Adrjan. Em 2025, a Alemanha (529) e o Reino Unido (523) tinham os maiores números de centros de dados na Europa, seguidos de França (322) e dos Países Baixos (298). Itália tinha 168, Espanha e Polónia contavam cada uma com 144, e a Suíça tinha 121. A Europa Ocidental domina a infraestrutura de centros de dados da região, enquanto a Europa Setentrional tem uma presença mais pequena, mas estrategicamente importante. A infraestrutura da Europa Central e Oriental é mais fragmentada e menos desenvolvida.