LSAG11 Leste Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais Fiagro Imobiliario – Cotação Hoje
Leste Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais Fiagro Imobiliario
CNPJ: 42592476000109
Selo de Investimento:
⚠️ AtençãoAtende a 7 de 11 critérios. Alguns múltiplos de valuation, histórico ou liquidez exigem atenção.
Checklist Fundamentalista de 11 Critérios
Critérios de consistência e valuation auditadosRetorno em dividendos nos últimos 12 meses superior a 6% ao ano
Pagamento regular de rendimentos em pelo menos 10 dos últimos 12 meses
Cota negociada sem ágio exagerado sobre o valor patrimonial
Ausência de desconto extremo que possa sinalizar vacância crônica ou risco de crédito
Sem quedas abruptas (superiores a 30%) no valor médio distribuído recentemente
Fundo de porte relevante com maior capacidade de diversificação e resiliência
Volume diário adequado para negociação ágil e spreads reduzidos no book
Atuação em setor com histórico maduro de geração de renda imobiliária
Histórico operacional comprovado em diferentes ciclos econômicos
Rendimentos saudáveis sem sinais de amortizações ou distribuições extraordinárias
Nível de ocupação saudável dos imóveis para garantir a receita de aluguéis (Ignorado para fundos de papel)
Método Barsi (Preço Teto 6% a.a.)
Estratégia focada em renda imobiliária com cálculo do preço máximo da cota para obter no mínimo 6% ao ano em proventos com base nos rendimentos dos últimos 12 meses.
Composição da Carteira & Ativos do Fundo
📊 Alocação por Classe de Ativo
Principais Títulos & CRIs em Carteira
Consulte o Raio-X completo de ativos, passivos, alavancagem, cotistas e histórico de 12 meses do LSAG11.
Resumo Fundamentalista de LSAG11
O ativo LSAG11 (Leste Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais Fiagro Imobiliario) está sendo negociado hoje a R$ 70,11, acumulando uma variação de -0.90% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 70,01 e a máxima de R$ 90,33. O fundo atua no segmento de Papel / CRI, registrando um Dividend Yield (12M) de 19.73% e indicador P/VP de 0.72x.
Histórico de Cotação: LSAG11
Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência
Indicadores do Fundo Imobiliário (FII)
Sobre a LSAG11
O LESTE FIAGRO - IMOBILIÁRIO (LSAG11) é um fundo de investimento imobiliário listado na B3. O fundo possui mandato de Títulos e Valores Mobiliários e atua no segmento de Títulos e Val. Mob., com gestão Ativa.
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The Economist: Próximo presidente do Brasil será 'nepo baby' vingativo ou esquerdista decadente
Poucos países têm a sorte do Brasil. Não enfrenta ameaça de invasão. Sua economia é mais resiliente às tarifas sem sentido de Donald Trump do que a de quase qualquer outro país. Desfruta de relações relativamente amistosas com as duas superpotências. Acima de tudo, está repleto de recursos cobiçados. Mas, enquanto o Brasil se prepara para as eleições gerais de 4 de outubro, um velho ditado —de que é o país do futuro e sempre será— volta a soar verdadeiro. Em vez de capitalizar suas vantagens, o Brasil está praticamente fadado a optar por mais quatro anos de impasse polarizado. Empatados nas pesquisas estão Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente de 80 anos conhecido como Lula, e Flávio Bolsonaro, filho mais velho de Jair Bolsonaro, ex-presidente populista que cumpre pena de 27 anos por tramar um golpe após perder a reeleição em 2022. É como se fosse Bernie Sanders contra Donald Trump Jr. —se o Trump mais jovem tivesse ligações com o submundo do crime. Lula e Flávio segurando imagens de Nossa Senhora Aparecida, personagem de celeuma da semana - Instagram de Janja e Bruno Santos/Reprodução / Folhapress A disputa é um concurso de impopularidade. Brasileiros temem que Lula leve a economia à ruína, enquanto escolher Flávio pode significar guerras culturais, estrago ambiental e relações desconfortavelmente próximas com o governo Trump. Nenhum dos dois candidatos receberá o mandato robusto necessário para enfrentar o mal-estar fiscal do país ou a disfunção institucional. Paira sobre a eleição um sórdido escândalo de corrupção envolvendo festas regadas a bacanal e um banqueiro playboy, que enredou toda a classe política e também o poderoso Supremo Tribunal Federal —até aqui, a última linha de defesa contra uma elite que trabalha para si mesma. As apostas dificilmente poderiam ser mais arriscadas. O governo vive muito além de suas posses, e seus credores começam a ficar inquietos. Trump trata a América Latina como um playground pessoal: sequestrou o presidente da Venezuela, sustenta o da Argentina, endossa populistas de direita afinados com ele numa série de eleições e explode barcos no Caribe. Se o Brasil, o maior país da região e um centro de gravidade rival, se alinhar de perto aos Estados Unidos, ele ficará ainda mais encorajado. Para completar, quem vencer a eleição vai nomear quatro dos 11 ministros do Supremo, moldando o país por uma geração. Verde e ouro O Brasil é um verdadeiro Eldorado. Enquanto o resto do mundo enfrenta escassez de petróleo e de alternativas renováveis, o Brasil transborda de ambos. Em agosto, a Petrobras descobriu seu primeiro petróleo na Margem Equatorial, a província petrolífera de crescimento mais rápido do mundo, na costa nordeste da América do Sul. Isso deve, com o tempo, reforçar sua já prodigiosa produção nos campos do pré-sal, na costa leste do país. Nada menos que 89% da eletricidade brasileira vem de fontes renováveis, majoritariamente hidrelétricas. Energia eólica e solar cresceram tão rápido que a rede muitas vezes não consegue absorver toda a produção. O excedente de energia verde poderia alimentar data centers e transformar o Brasil num polo de produção de aço de baixo carbono e de combustíveis limpos para aviação e navegação. A abundância em energia é equiparada pela de alimentos. Até os anos 1970, a fome severa era comum, o que empurrou milhões de migrantes —incluindo um jovem Lula e seus sete irmãos— do árido Nordeste para as megacidades do Sul. Depois, avanços na pesquisa agrícola abriram o interior à pecuária e à agricultura. Neste ano, o Brasil deve ultrapassar os Estados Unidos como maior exportador agrícola do mundo. Hoje é líder em carne bovina, café, algodão, suco de laranja, soja e cana-de-açúcar. No ano passado, Trump precisou revogar tarifas que havia imposto a produtos agrícolas brasileiros durante o julgamento de Bolsonaro, depois que elas ajudaram a elevar os preços de alimentos nos Estados Unidos. Também há riqueza no subsolo. O Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras raras, grupo de minerais usados em muitos produtos de alta tecnologia, hoje produzidos e processados quase exclusivamente por empresas chinesas. O Brasil poderia, assim, ser central nos esforços de países ocidentais para garantir fornecedores alternativos. Emissários europeus e americanos estão "nos assediando por acordos de terras raras, num sentido positivo", diz um diplomata em Brasília. Essa fartura de energia, alimentos e minerais fez do Brasil o maior receptor de investimento estrangeiro direto entre os países em desenvolvimento no ano passado, atrás apenas da China. Atraiu US$ 77 bilhões, bem à frente dos US$ 39 bilhões da Índia. "O Brasil tem ativos concretos que vão ganhar valor num mundo de maior conflito geopolítico", diz Christopher Garman, do Eurasia Group, consultoria de Nova York. Constelação de queixas Ainda assim, problemas graves seguram a economia, apesar do entusiasmo estrangeiro. Juros reais de 9% estão sufocando o crescimento. Eles impulsionaram uma alta na inadimplência de empresas e no endividamento das famílias. Lula enfrenta dilema parecido com o de Joe Biden, outro líder idoso cuja campanha de reeleição sofreu porque eleitores se sentiam pessimistas com a economia. Mais da metade dos brasileiros diz que a economia está em estado ruim ou muito ruim, fatia que vem subindo nos últimos meses. Cerca de 9 milhões de empresas estão inadimplentes, ante 4 milhões uma década atrás, quando o Brasil estava em recessão. O pagamento de dívidas consome 30% da renda média das famílias, segundo a Tendências, consultoria de São Paulo —o maior nível desde que a série começou a ser medida, em 2004. A raiz do problema é o próprio endividamento pesado do governo, que empurra os juros para cima para todo mundo. Sua dívida soma quase 100% do PIB. O déficit passa de 9% do PIB. O governo paga uma fatia do PIB em juros maior que a de qualquer grande país, exceto Egito e Paquistão. O histórico de hiperinflação e recessões do Brasil deixa credores especialmente cautelosos. Boa parte da dívida está atrelada a juros locais, o que significa que, toda vez que eles sobem, o custo de rolar a dívida sobe também. Ao longo de três mandatos como presidente —de 2003 a 2011 e desde 2023— Lula gastou generosamente em transferências de renda e crédito subsidiado. Em 17 de setembro, por exemplo, aumentou em 15% os pagamentos do programa social-bandeira do governo, o Bolsa Família. Os brasileiros gastaram de bom grado esse dinheiro extra, o que manteve a economia crescendo e o desemprego baixo. Mas a produtividade estagnou, e os consumidores parecem estar desacelerando. Economistas esperam crescimento anual médio de cerca de 1% em 2027 e 2028. No início deste mês, Lula ofereceu uma solução alarmante: "precisamos acabar com essa bobagem de fazer superávit e manter disciplina fiscal." Inevitavelmente, o Brasil está ficando para trás. Em 1980, os brasileiros eram nitidamente mais ricos que chilenos e colombianos, para não falar de turcos e chineses, medido pelo PIB per capita ajustado pelo custo de vida. Hoje, os colombianos alcançaram o Brasil, e os demais estão todos muito mais ricos. Os Bolsonaros, populistas inveterados, não são muito melhores. Bolsonaro rompeu um teto de gastos que havia sido imposto em 2016 para recuperar a confiança do mercado. Para melhorar suas chances de reeleição, triplicou o valor pago pelo Bolsa Família e quase dobrou o número de beneficiários. Embora Flávio prometa sobriedade fiscal, em julho, quando sua aprovação começou a cair entre as mulheres, prometeu celular e internet gratuitos a 70 milhões delas. Os dois candidatos terão dificuldade em enfrentar os grupos de interesse que empurram os gastos para cima. Um deles é o dos aposentados, que conseguiram garantir aumentos constantes em seus benefícios. O salário mínimo no Brasil é reajustado anualmente com base na inflação e no crescimento do PIB dos dois anos anteriores. As aposentadorias são indexadas ao salário mínimo, assim como o auxílio-doença, o seguro-desemprego e outros benefícios. Isso significa que, para cada aumento de um real no salário mínimo mensal, o gasto público anual sobe R$ 400 milhões. Essa indexação está devorando o orçamento federal: 90% dele hoje vai para gastos obrigatórios, majoritariamente aposentadorias. Na trajetória atual, não sobrará dinheiro para gastos discricionários até 2029, precipitando uma paralisação do governo. Esse mimo aos idosos tira dos jovens escolas, saúde e estradas melhores. O Brasil gasta 10% do PIB com aposentadorias, quase o mesmo que o Japão, mesmo com uma população muito mais jovem. Enquanto isso, investe apenas 18% do PIB, menos da metade da fatia da Índia. Funcionários públicos mimados são outro peso sobre o orçamento. A Constituição diz que nenhum servidor pode ganhar mais que os ministros do Supremo, que recebem R$ 46.366,19 por mês. Ainda assim, mais de 67 mil servidores ganham bem mais que isso, graças a auxílios não tributados de moradia, transporte e outros. Esses "supersalários", como a imprensa local os apelidou, elevam o rendimento médio de juízes e promotores a 48 vezes o valor nacional (o juiz mais bem pago dos Estados Unidos ganha apenas seis vezes o salário médio do país). "O Brasil foi feito refém pelos servidores públicos do topo da pirâmide", diz Guilherme Coelho, da Republica.org, organização de pesquisa que analisa desperdício no governo. Benefícios fiscais imerecidos são um terceiro fardo. Brechas de impostos, algumas delas costuradas na própria Constituição, custam impressionantes 7% do PIB ao ano, ante 2% em 2003. "Aqui as empresas não competem por fatia de mercado, mas por fatia do governo", diz um economista. Médicos, advogados e outros profissionais liberais também desfrutam de acordos vantajosos. Em tese, os dois candidatos estão decididos a combater interesses enraizados. Lula eliminou alguns benefícios fiscais e dificultou a criação de novos. Um assessor de Flávio ataca com entusiasmo os "parasitas" do Estado. Daniella Marques, que lidera a política econômica de sua campanha, já elogiou Javier Milei, o presidente libertário da Argentina, como "um ótimo exemplo". Mas, quando pressionada, sua equipe oferece poucos detalhes concretos. Na prática, quem vencer terá dificuldade em conter esses gastos. A reforma da Previdência é politicamente difícil no Brasil como em qualquer outro lugar. Na última década, uma sucessão de presidentes fracos cedeu o controle de um quarto do gasto discricionário a parlamentares, para distribuir em seus redutos com pouca fiscalização. Boa parte do dinheiro acabou no bolso de aliados, em vez de ir para escolas ou postos de saúde locais. Nos últimos quatro anos, Lula não conseguiu restaurar a ordem. O próximo Congresso deve ser dominado por partidos de direita, o que pode tornar ainda mais difícil governar. Flávio também não conseguiu conquistar muitos deles. Para avançar sua agenda, qualquer um dos dois precisaria continuar comprando o apoio do Congresso. O Congresso não é a única instituição com motivações questionáveis. Em 2023, o Supremo passou a permitir que ministros julgassem casos envolvendo empresas ou pessoas ligadas a parentes seus. Oito dos dez ministros atuais do Supremo têm parentes trabalhando em escritórios de advocacia que representam partes em processos na Corte. Clientes sem escrúpulos os contratam na esperança de receber tratamento especial. A disseminação do tráfico de influência ficou evidente com o colapso do Banco Master, instituição tomada por fraudes. Seu dono, Daniel Vorcaro, dava festas luxuosas para políticos e juízes, trazendo de avião profissionais do sexo da Rússia, da Venezuela e de outros países. Tinha preferência por garotas de programa estrangeiras porque elas não entendiam as conversas dos clientes. Numa festa de Halloween num clube chamado "Madame Satan", compareceram 120 mulheres e apenas 20 homens, a maioria políticos. "O Davi está surtando perguntando se as suíças vêm", dizia uma mensagem de texto entre o banqueiro e seu operador, numa aparente referência a Davi Alcolumbre, presidente do Congresso (ele nega). Depois que Vorcaro foi preso tentando fugir num jato particular em novembro passado, a Polícia Federal vasculhou seus oito celulares. Quase metade do Supremo tinha ligações com ele, revelou a apuração. Mensagens sugerem que Vorcaro pagou uma acompanhante para um ministro, comprou uma participação de US$ 4 milhões num hotel de outro e contratou a esposa e os filhos de outros dois ministros com contratos generosos, mas vagos. As instituições brasileiras chegaram, assim, a um ponto de destruição mútua assegurada. Só o Supremo pode investigar políticos por crimes como corrupção. E só políticos podem fazer impeachment de ministros do Supremo —o que estão prometendo fazer. Deputados e senadores têm incentivo para mirar juízes que os investigam, enquanto juízes têm incentivo para mirar parlamentares que querem seu impeachment. O fato de o escândalo do Banco Master envolver toda a elite significa que um acordo de bastidores pode, no fim, livrar todo mundo. Desordem, sem avanço Nenhum dos dois favoritos consegue enfrentar essa podridão. Flávio faz parte dela. Ele afirmou nunca ter conhecido Vorcaro, o que tornou constrangedor o vazamento, em maio, de uma gravação dos dois conversando —especialmente porque ele chama o banqueiro de "meu irmão" e pede dinheiro para bancar um filme sobre o pai. Foram repassados R$ 65 milhões, a maior parte dos quais acabou numa conta bancária ligada ao irmão de verdade de Flávio, Eduardo, que mora no Texas. Flávio também já foi investigado por supostamente embolsar salários de funcionários fantasmas enquanto era vereador no Rio (ele nega) e por seus laços com criminosos locais. Um contato particularmente infame foi Adriano da Nóbrega, ex-capitão da polícia que depois chefiou um grupo de extermínio. Flávio indicou Nóbrega para receber uma medalha depois que ele foi preso por homicídio, e deu empregos à esposa e à mãe dele (diz que não sabia que elas estavam em sua folha de pagamento). Já Lula, embora não tenha sido implicado no caso Banco Master, tem aliados que foram. Seu partido continua manchado por escândalos de corrupção anteriores, e seu filho é investigado por tráfico de influência. A campanha tem sido mesquinha e vazia de conteúdo. A principal proposta de Flávio é perdoar o pai e abrir impeachment contra os ministros que o condenaram. Neste mês, o ex-comandante da Aeronáutica, Carlos Baptista Júnior, publicou um livro detalhando como Bolsonaro tentou convencê-lo, e a outros comandantes militares, a dar um golpe, levantando ideias sobre como anular a eleição que acabara de perder. Bolsonaro só abandonou o plano depois que o comandante do Exército o avisou: "se você fizer isso, vou ter que prendê-lo". Como o pai, Flávio lançou dúvidas sobre as urnas eletrônicas brasileiras, alegando falsamente que o mesmo modelo foi usado numa eleição fraudada na Venezuela —uma invenção completa. Não está claro se ele aceitaria uma vitória de Lula. As outras propostas de Flávio são retórica vazia. Ele diz que vai decretar que "o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo" e promete castração química para estupradores. Uma vitória sua significaria alinhamento estreito com Trump. Flávio e sua família fizeram lobby junto ao governo Trump para impor tarifas e sanções a desafetos de Bolsonaro. Em comícios de campanha, apoiadores já desfilaram com bandeiras americanas e bonecos infláveis de Trump segurando Lula pela nuca. Flávio parece disposto a aceitar as amplas exigências americanas sobre terras raras. A Casa Branca quer que o Brasil a notifique antes de qualquer venda de empresas ou ativos envolvendo minerais críticos, e que limite o investimento de "entidades estrangeiras de preocupação" —na prática, dando aos Estados Unidos poder de veto sobre o uso dos minerais brasileiros. Ainda assim, a Faria Lima, a Wall Street brasileira, está cautelosamente se alinhando a Flávio, na esperança de que ele cumpra o discurso de corte de gastos. Lula, por sua vez, fala em investir em defesa e inteligência artificial. Tem histórico sólido de redução do desmatamento. Defendeu leis para estimular investimento em data centers e em terras raras, ainda que com forte participação estatal. "Queremos construir uma cadeia produtiva com valor agregado, não simplesmente exportar matéria-prima de forma colonial, deixando para trás só buracos no chão", diz Guilherme Boulos, ministro que trabalha na campanha de Lula. Mas não há dinheiro para pagar pelas ideias de Lula, e ele não tem um plano crível para equilibrar as contas do governo. Em comícios, ele discursa por horas, falando principalmente de suas glórias passadas e de sua trajetória de vida. Sua esposa, bem mais jovem, passou a postar vídeos dele se exercitando para provar que está em forma. Em público, ele usa um chapéu panamá para esconder cicatrizes da remoção de uma pinta e de uma cirurgia após uma queda na banheira. O Brasil não é uma causa perdida. Mesmo com a política mergulhando em escândalo dissoluto, uma sociedade civil robusta, uma imprensa livre pujante e uma polícia federal independente seguem responsabilizando os poderosos. "Pelo menos no Brasil as investigações de corrupção realmente acontecem", observa Celso Rocha de Barros, acadêmico. Jornalistas na Índia e na Turquia talvez olhem para isso com inveja. O Brasil venceu a fome, a hiperinflação, o regime militar e uma tentativa de golpe em poucas décadas. Apesar da disfunção, se vira. O próximo mandato presidencial, porém, deve ser uma bagunça. Nenhum dos dois principais candidatos parece disposto a consertar as contas do governo. Nenhum terá o apoio necessário no Congresso para promover reformas de verdade. Nem o próprio Congresso nem o Judiciário podem corrigir a podridão institucional do Brasil, já que ambos estão implicados nela. As coisas vão piorar antes de melhorar. Texto da The Economist, traduzido por Marcelo Azevedo e publicado sob licença. O artigo original, em inglês, pode ser encontrado em www.economist.com
A corrida da China pela IA gerou um problema: o uso excessivo da tecnologia
The New York Times À medida que o governo chinês incentiva a população a adotar a IA (inteligência artificial), o país se depara com um problema que, em parte, ele próprio criou: a dependência excessiva da tecnologia. A imprensa estatal tem publicado histórias que servem de alerta: um agricultor que perdeu 101.171 m² depois de pedir orientação à IA, crianças que se tornaram tão ligadas a chatbots que querem que seus pais falem como eles e miniséries geradas por IA com personagens que parecem cópias uns dos outros. Cliente usa o celular em bar temático de IA na China, que oferece acesso gratuito ao aplicativo de inteligência artificial chinês DeepSeek - Pedro Pardo - 10.ago.26/AFP Esses casos e outros episódios levantaram preocupações na China de que, ao correr para alcançar os Estados Unidos no campo da IA, o país esteja enfrentando efeitos colaterais provocados pela nova tecnologia, acusada de enfraquecer relações humanas e privar as pessoas de seu próprio discernimento. O governo, que busca orientar a maneira como a tecnologia é usada, respondeu com novas regulamentações e diretrizes judiciais sobre seu uso —e mau uso. Publicidade A resposta reflete a tentativa do Partido Comunista, que governa o país, de equilibrar a ambição de promover o uso disseminado da IA com o desejo de evitar qualquer fator que possa prejudicar a ordem social, dizem analistas. O partido está "reconhecendo que, quanto mais desenvolve a tecnologia, mais desafios sociais terá de enfrentar", disse Scott Singer, pesquisador e codiretor da China AI Initiative, do Carnegie Endowment for International Peace. "A área à qual o partido é sensível é qualquer uma em que considere que a tecnologia está avançando de uma maneira que poderia, fundamentalmente, desestabilizar a sociedade." Publicidade Singer disse que o partido é particularmente sensível a mudanças provocadas não apenas nas relações humanas, mas também no mercado de trabalho, à medida que a IA ameaça substituir trabalhadores. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões As preocupações com o uso excessivo também são compartilhadas pelos chineses, que dizem considerar inevitável a disseminação da tecnologia, mesmo enquanto questionam seus benefícios e se cansam de sua onipresença. LIMITES PARA OS AMIGOS VIRTUAIS Durante algum tempo, o avanço da IA na China provocou um boom de aplicativos de companhia virtual, incluindo serviços que ofereciam parceiros românticos, tutores particulares e avatares de familiares gerados por IA. Em um país que já enfrenta uma população em declínio e uma taxa de natalidade historicamente baixa, a proliferação desses serviços levou Pequim a se preocupar com a possibilidade de a IA substituir relações humanas. A imprensa estatal citou especialistas que afirmam que, em breve, as pessoas poderiam ter dificuldade para lidar com interações reais. Reportagens mencionaram uma pesquisa de 2025 do Centro de Pesquisa sobre Juventude e Infância da China com mais de 8.500 menores, segundo a qual mais de 20% "queriam apenas conversar com a IA e não queriam falar com pessoas reais". A preocupação também apareceu entre pais como Vivian Lyu, uma dona de casa de Hangzhou que, dois anos atrás, apresentou à filha Polly, então com cinco anos, o Doubao, assistente de IA criado pela ByteDance, empresa controladora do TikTok. Logo, a criança passou a conversar quase todos os dias com a IA e com uma companhia personalizada no aplicativo. No início, Lyu achava que a IA era útil para manter Polly entretida enquanto precisava cuidar das tarefas domésticas. "Quando você sente que não tem escolha, usa o Doubao", disse. Publicidade Com o tempo, porém, Polly começou a pedir pelo Doubao em vez de procurar atividades que antes despertavam seu interesse, como brincar com outras crianças ou desenhar. Lyu disse ter ficado preocupada com a possibilidade de o chatbot estar distorcendo a compreensão da filha sobre como funcionam os relacionamentos. Segundo ela, Polly às vezes falava com o Doubao de uma maneira "muito egocêntrica, fazendo o que quer". Em julho, o governo impôs limites aos companheiros de IA que obrigam as plataformas a intervir quando os usuários apresentam sinais de dependência considerada prejudicial. Pelas novas regras, as plataformas também devem agir quando os usuários apresentarem sinais de automutilação. As regras ainda proibiram relacionamentos virtuais entre chatbots e menores de idade, o que levou a ByteDance a encerrar no Doubao a função que permitia aos usuários criar companheiros virtuais. Polly não pode mais acessar sua companhia personalizada de IA, mas continua conversando com o chatbot do Doubao, disse Lyu. A mãe chegou a considerar proibir a filha de usar chatbots, mas concluiu que isso poderia dificultar a adaptação de Polly à tecnologia à medida que ela crescesse. Em vez disso, Lyu limitou o tempo da filha com o chatbot a uma hora por dia. "Minha esperança é que ela entenda desde cedo que esses produtos eletrônicos, ou todas essas coisas relacionadas à IA, são apenas ferramentas", disse Lyu. PROBLEMAS NO MUNDO REAL Assim como em muitos países, a China enfrenta dificuldades com a chamada alfabetização em IA —isto é, a compreensão de como a tecnologia funciona e de seus limites. Nos últimos meses, a imprensa documentou um número crescente de incidentes envolvendo pessoas que confiaram cegamente na tecnologia. Publicidade Houve o caso de um excursionista que ficou preso no topo de uma montanha em agosto depois que instruções geradas por IA o deixaram sem os equipamentos adequados. Em vários casos registrados no início do verão, pessoas passaram mal depois de comer cogumelos venenosos que haviam sido identificados incorretamente pela IA, entre elas um menino de nove anos que passou oito dias internado. Um dos casos mais divulgados envolveu um agricultor da província de Anhui, no leste do país, que perdeu 101.171 m² de gergelim em julho depois de seguir um regime de aplicação de pesticidas elaborado por um assistente de IA. O agricultor, de 67 anos, identificado nas reportagens apenas pelo sobrenome, Wu, perdeu 150 mil yuans (R$ 114,9 mil), em plantações depois que a IA recomendou um herbicida que se mostrou inadequado, segundo as reportagens. O Diário do Povo, órgão oficial do Partido Comunista, afirmou em um comentário que a IA em setores como a agricultura deveria usar apenas informações provenientes de fontes autorizadas. O jornal também defendeu que os agricultores sejam treinados em "pensamento crítico sobre as sugestões da IA, ajudando-os a deixar de ser executores passivos da tecnologia e a se tornar participantes ativos, capazes de controlar as ferramentas". Publicidade REAÇÃO CONTRA O CONTEÚDO BARATO PRODUZIDO POR IA A IA também se tornou onipresente nas miniséries, os populares programas curtos, de caráter melodramático, produzidos para exibição em celulares. Nos primeiros oito meses do ano, mais de 90% das 430 mil miniséries lançadas na China foram geradas por IA, informou o governo no fim de setembro. Essas produções podem ser feitas de forma barata em questão de minutos, sem câmeras, equipes de produção ou atores humanos. Mas passaram a ser criticadas pela baixa qualidade e por retirar empregos de profissionais. Um artigo publicado em agosto no Beijing Youth Daily, publicação oficial da Liga da Juventude Comunista, criticou as produtoras por produzirem miniséries criadas por IA, com personagens entediantes e intercambiáveis.
Macron enfrenta protestos de estudantes e fechamento de escolas por toda a França
Paris | AFP e Reuters A tropa de choque entrou em confronto com estudantes do ensino médio em cidades de toda a França nesta sexta-feira (2), enquanto o governo do presidente Emmanuel Macron tentava conter protestos cada vez mais violentos contra as condições nas salas de aula e falta de recursos para educação. Nuvens de gás lacrimogêneo tomaram as ruas de Estrasburgo, no leste do país; fogos de artifício foram disparados contra as barreiras policiais em Marselha, no sul; e lixeiras foram incendiadas em Rennes, no oeste. Manifestantes fogem de gás lacrimogêneo durante protestos estudantis em Lyon, no leste da França - Alex Martin/AFP Em Paris, onde também houve confrontos, estudantes ergueram cartazes com os dizeres: "Temos um futuro para construir, não para suportar". Os protestos dos alunos do ensino médio francês afetam mais de 560 escolas, segundo o Ministério da Educação. Mais cedo, o ministro havia informado que a previsão era de fechamento de 400 das 3.700 escolas de ensino médio do país. Euro Radar Uma newsletter sobre geopolítica e economia global, editada pelo jornalista João Caminoto, de Paris Carregando... A seis meses das eleições presidenciais do próximo ano (marcadas para 18 de abril e 2 de maio), pesquisas de opinião mostram reiteradamente a profunda impopularidade de Macron e de seu governo, de orientação de centro-direita. Os cortes orçamentários previstos, que agravam a crise de financiamento da educação, alimentaram o descontentamento. MINISTRO DIZ QUE PAIS DEVEM PAGAR PELOS DANOS Os protestos eclodiram na região de Paris na semana passada, mas se tornaram cada vez mais violentos à medida que se espalharam pelo país. O ministro da Justiça, Gerald Darmanin, disse à rádio RTL que a polícia prendeu 2.000 pessoas, a maioria adolescentes, desde o início dos protestos. Segundo ele, os pais daqueles que causarem danos à propriedade devem ser obrigados a arcar com o ressarcimento. Policiais perto de barricada tentam conter protesto de alunos do ensino médio nas imediações de Paris - Sarah Meyssonnier/Reuters Quatrocentas escolas de ensino médio —cerca de 1 em cada 10— ficaram fechadas nesta sexta-feira devido aos distúrbios, e o ministro da Educação, Edouard Geffray, pediu aos pais que desaconselhassem seus filhos a participar dos protestos nas ruas. "Nas ruas, as crianças correm perigo", disse Geffray à BFM TV. "É preciso ouvir os alunos do ensino médio. Suas dificuldades exigem respostas concretas, tanto nas escolas quanto em nível nacional", escreveu o ministro no X. Ele anunciou na TV francesa que, a partir de segunda-feira (5), o governo irá disponibilizar uma plataforma para que os alunos expressem expectativas e propostas, individual ou coletivamente. "As contribuições serão analisadas localmente e servirão de base para um relatório nacional." Vários estudantes da região de Paris ouvidos pela Reuters em frente a escolas de ensino médio no início da semana disseram que não participariam dos protestos nesta sexta-feira devido à escalada da violência. Darmanin afirmou que o movimento estudantil havia sido sequestrado por "elementos de fora". A líder de ultradireita Marine Le Pen usou as redes sociais para criticar os protestos e apoiar a ação policial. "A imagem desta jovem policial —perseguida por uma multidão enfurecida que gritava seu ódio, derrubada no chão e agredida— é insuportável", escreveu. "Esses atos merecem punições exemplares. Que ela saiba que, nesta noite, milhões de franceses lhe oferecem seu caloroso apoio", seguiu Le Pen, ao compartilhar um vídeo no X. EDUCAÇÃO TERÁ AUMENTO ORÇAMENTÁRIO ABAIXO DA INFLAÇÃO Estudantes que bloqueiam suas escolas manifestaram indignação com a superlotação das salas de aula, a frequente falta de professores e a precariedade dos prédios, atribuindo os problemas a anos de investimentos insuficientes. "Somos 35 por turma, não há cadeiras suficientes nas salas, e o intervalo de uma hora para o almoço é curto demais para que todos consigam comer", disse Kesia, de 15 anos, à agência de notícias Reuters no subúrbio parisiense de Pantin, antes de sair correndo quando a polícia usou gás lacrimogêneo. De acordo com o projeto de Orçamento de 2027 apresentado pelo governo na quinta-feira, o orçamento da educação deverá aumentar 1,7%, abaixo da inflação, para € 65,53 bilhões (R$ 383,2 bilhões), excluindo as aposentadorias dos professores. A educação é tradicionalmente a maior rubrica orçamentária, mas isso mudará no próximo ano, quando os custos do serviço da dívida deverão chegar a € 74,5 bilhões (R$ 435,7 bilhões), segundo o projeto de lei. LFI, DE EXTREMA ESQUERDA, NEGA TER INCITADO PROTESTOS Agências de inteligência disseram em uma reunião de crise na quinta-feira (1º) que o movimento de protesto havia sido iniciado por políticos do partido de extrema esquerda França Insubmissa (LFI). Parlamentares de destaque da LFI rejeitaram as acusações e acusaram o governo de politizar os protestos antes da eleição que definirá o sucessor de Macron. Estudantes e grupos de defesa dos direitos humanos acusaram a polícia de usar táticas truculentas contra menores, incluindo cassetetes, gás lacrimogêneo e armas não letais Flash-Ball. Euro Radar Uma newsletter sobre geopolítica e economia global, editada pelo jornalista João Caminoto, de Paris Carregando... A Anistia Internacional alertou contra o uso excessivo da força policial. "Os estudantes devem ser protegidos, não espancados com cassetetes", afirmou a organização de defesa dos direitos humanos. O Ministério do Interior informou nesta sexta-feira que abriu três investigações sobre violência policial contra manifestantes. Em um sinal de que os protestos podem se espalhar para além das fronteiras francesas, alguns estudantes do ensino médio da cidade de Liège, na Bélgica, começaram a protestar na quinta-feira. Um porta-voz da prefeitura disse que as escolas de ensino médio ficaram fechadas nesta sexta-feira.
Perguntas Frequentes sobre LSAG11
Qual é a cotação de LSAG11 hoje na B3?
Quanto a LSAG11 paga de dividendos?
Como calcular o Preço Teto de LSAG11?
O que significa o P/L e o P/VP de LSAG11?
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