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Resumo de Mercado
Resumo do dia (18h) Atualizado em 27/09/2026 às 18:00
Sentimento: Cauteloso (45/100)
Ibovespa
183.477 pts -0,27%
Dólar Comercial
R$ 5,19 +0,06%
Bitcoin (BRL)
R$ 439.543 +0,61%
Taxa Selic
13.75% a.a. Meta BC

Ibovespa fecha em baixa enquanto investidores reavaliam cenário político

Neste domingo, 27 de setembro de 2026, o Ibovespa encerrou o pregão com uma leve queda de 0,27%, fechando a 183.476,86 pontos. As incertezas políticas em torno da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro têm gerado cautela entre os investidores, que buscam proteção em meio a um cenário volátil. Além disso, as ações da Petrobras (PETR4) apresentaram uma das maiores quedas do dia, com desvalorização de 2,58%, refletindo preocupações com o setor energético e a regulamentação governamental.

No mercado de câmbio, o Dólar apresentou uma leve alta de 0,06%, cotado a R$ 5,1866, enquanto o Euro teve uma leve queda de 0,06%, a R$ 5,9001. A Selic permanece em 13,75%, e a inflação medida pelo IPCA está em 4,22%, o que continua a influenciar as expectativas de política monetária. No ecossistema cripto, o Bitcoin subiu 0,62%, alcançando R$ 439.543,40, indicando um leve apetite por risco entre os investidores em ativos digitais.

Pontos-Chave para o Investidor
  • • O Ibovespa encerrou o dia em baixa, refletindo incertezas políticas.
  • • O Dólar se valorizou levemente, enquanto o Euro apresentou pequena queda.
  • • O mercado cripto mostrou sinais de recuperação, com Bitcoin e Ethereum em alta.
Ações & Bolsa B3

O Ibovespa fechou em baixa, com destaque negativo para Petrobras (PETR4), que caiu 2,58%. As ações de bancos como ITUB4 e BBDC4 mostraram leve recuperação, com altas de 0,62% e 0,56%, respectivamente.

Câmbio & Cenário Macro

O Dólar teve leve alta de 0,06%, enquanto o Euro caiu 0,06%. A Selic permanece em 13,75%, refletindo um cenário de cautela em relação à inflação de 4,22%.

Criptoativos

O Bitcoin subiu 0,62%, enquanto Ethereum e Solana também apresentaram leves ganhos, indicando um leve apetite por risco no mercado cripto.

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Juros subindo lá fora, caindo aqui: o que isso diz sobre a sua carteira
Selic

Juros subindo lá fora, caindo aqui: o que isso diz sobre a sua carteira

Existe um roteiro que costuma se repetir nos mercados. Quando os Estados Unidos sobem juros, os emergentes vão atrás ou, no mínimo, param de cortar. Neste mês, o filme rodou ao contrário, quase à moda de Benjamin Button. O Federal Reserve elevou os juros em 0,25 ponto, para a faixa de 3,75% a 4,00%, a primeira alta desde 2023. Na mesma semana, o Banco Central brasileiro cortou 0,25 ponto e levou a Selic para 13,75%. E a história lá fora não parece ter terminado. O mercado precifica 51% de chance de mais duas altas até dezembro e 41% de mais uma. Três altas no total no ano passaram a ser uma possibilidade real. Por aqui, o mercado está dividido entre mais um corte e uma pausa. 1. O curioso caso de um mundo subindo juros enquanto o Brasil corta Por que o Fed subiu justo quando a inflação melhorou? A alta veio logo após dados de inflação mais benignos nos Estados Unidos, inclusive na composição, com o núcleo desacelerando. Foi por isso que o mercado chegou a cogitar um ano sem nenhuma alta, e alguns economistas e gestores relevantes compraram essa tese. Eu vinha defendendo pelo menos uma ou duas altas neste ano, e agora não dá para descartar três. Kevin Warsh, na presidência do Fed, respondeu a isso de forma bem direta na coletiva. Em outras palavras, disse que sabe que os últimos dados vieram melhores, mas que isso não significa que a inflação esteja resolvida. E nisso ele tem razão. O núcleo do PCE, medida preferida do Fed, segue em 3,3% em doze meses, contra uma meta de 2%. Warsh lembrou ainda que muitas categorias sobem acima de 3% e que os riscos continuam para cima. Em vez de comemorar o dado do mês, olhou para a parte estrutural do problema. As projeções do próprio Fed reforçam o recado. A mediana para os juros no fim de 2026 subiu de 3,8% para 4,1%, e os membros só enxergam o núcleo da inflação chegando a 2% em 2029. Doze dos dezoito integrantes projetam mais uma alta neste ano e quatro projetam mais duas. Emprego pleno, mas inflação ainda longe da meta nos EUA O Fed persegue duas metas: pleno emprego e estabilidade de preços. A primeira está entregue. O desemprego está em 4,1%, um dos patamares mais baixos da série histórica, sustentado em parte pela menor participação da população no mercado de trabalho, efeito do envelhecimento demográfico e da queda do fluxo imigratório. Não há sinal de uma alta relevante do desemprego nos próximos meses. Fonte: Bloomberg. Elaboração: Nord Investimentos A atividade também segue firme. Os índices ISM de serviços e de indústria, em que leituras acima de 50 indicam expansão, estão ambos em 54,5 na média de três meses. Com emprego e atividade saudáveis e inflação ainda longe da meta, não há motivo para tolerar preços subindo demais em nome de um mercado de trabalho que não precisa de ajuda. Fonte: Bloomberg. Elaboração: Nord Investimentos Na minha leitura como economista, Warsh está correto. Ele age dentro do mandato e, no início da gestão, precisa construir a credibilidade que se perdeu depois de mais de cinco anos de inflação acima da meta. Isso vale ainda mais diante das pressões de Donald Trump por juros menores, que não encontram respaldo nos fundamentos. Se o desemprego começar a subir de forma consistente ou a atividade enfraquecer bem mais do que hoje, haverá espaço para cortar, e até para acelerar os cortes. Mas, entre ser complacente e ser duro com a inflação, a segunda opção é a mais adequada neste momento. E o Brasil, por que corta? Aqui, o motivo é outro. O Brasil foi uma das primeiras economias a subir juros lá atrás e chegou a níveis extremamente restritivos. Com a Selic tão alta em termos reais, alguns cortes não chegam a ser um grande equívoco. O problema é o espaço para cortar, limitado por dois fatores. O primeiro vem de fora e não se resume aos Estados Unidos. O Banco Central Europeu subiu juros pela segunda vez neste mês, levando a taxa de depósito a 2,50%, e o Banco do Japão elevou sua taxa para 1,25%, a maior desde 1995. Com o mundo desenvolvido apertando, cortar demais por aqui estreita o diferencial de juros que sustenta o real e atrai capital. O segundo vem de dentro. As expectativas de inflação estão desancoradas. O Focus projeta IPCA de 4,3% para 2027, quase encostado ao teto de 4,5% do intervalo de tolerância, e segue acima da meta de 3% em 2028, com 3,8%, e em 2029, com 3,5%. Quando nem as projeções de médio prazo convergem, o Banco Central deveria se mostrar mais duro, e não mais flexível. Para o investidor, o recado é que o juro brasileiro deve permanecer alto por bastante tempo, mesmo com um ou outro corte no caminho. E esse juro alto tem um efeito colateral curioso, que aparece no próximo tema. 2. Lucros que entregam e um real que ninguém esperava A bolsa americana subiu, mas não ficou mais cara Mais uma temporada de balanços nos Estados Unidos terminou com surpresa positiva, e o reflexo aparece nas revisões de lucro. Desde o início do ano, a projeção de lucro para os próximos doze meses subiu cerca de 29% no S&P 500 e de 30% na Nasdaq. Na Europa, a revisão também é positiva, perto de 14%, mas bem menor. Fonte: Bloomberg. Elaboração: Nord Investimentos O mais interessante é o que isso fez com o preço. Mesmo com a Bolsa americana subindo, o S&P 500 negocia hoje a 19,3 vezes o lucro projetado, praticamente em linha com a média de 19,2 vezes dos últimos dez anos. No ano passado, esse múltiplo chegou perto de 23 vezes. O preço subiu, mas o lucro subiu mais rápido, e o índice ficou mais barato em relação ao que entrega. Fonte: Bloomberg. Elaboração: Nord Investimentos É por isso que não enxergo a Bolsa americana como cara, apesar dos questionamentos frequentes (que respeito). As empresas estão entregando, e o trabalho daqui em diante é acompanhar se continuarão entregando. Enquanto isso acontecer, seguimos alocando, tanto pela tese estrutural de longo prazo quanto pelo momento atual. Por que o real está entre as moedas mais fortes de 2026 O real está entre as moedas que mais se valorizaram frente ao dólar em 2026. Como assim, com risco eleitoral, risco fiscal e tudo mais? A resposta está no tópico anterior. O Brasil tem um dos maiores juros reais do planeta, e esse diferencial atrai capital estrangeiro em busca de rendimento, no chamado carry trade. Sem os juros nos patamares atuais, o câmbio dificilmente estaria tão apreciado. Fonte: Bloomberg Quem investe em Bolsa americana por ETF sentiu isso na prática. A versão dolarizada rendeu menos que a versão com hedge cambial neste ano, por dois motivos. A versão com hedge ficou protegida da queda do dólar, que perdeu força no mundo e, sobretudo, contra o real, e ainda capturou o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Qual escolher? Depende do quanto você quer carregar de risco cambial. No curto prazo, ninguém sabe o que acontecerá com o câmbio. O juro alto tende a sustentar o real, mas eleição e fiscal podem virar o humor rapidamente. Para quem não quer esse risco, um ETF com hedge atende muito bem. Pensando no longuíssimo prazo, porém, faz sentido ter pelo menos parte da exposição dolarizada. É assim que se tem uma posição de fato internacional, na maior bolsa do mundo e na moeda mais forte do mundo. 3. Bolsa Brasil: o desconto também está onde parece mais seguro Nas últimas semanas, o trade eleitoral puxou a bolsa brasileira, sustentado pelo investidor local enquanto o estrangeiro saía. Em setembro, o quadro mudou de cor. O estrangeiro voltou a comprar, com entrada de R$ 9,2 bilhões até aqui no mês (até o dia 18), após retirar R$ 18,1 bilhões em agosto. Fonte: Bloomberg. Elaboração: Nord Investimentos A leitura de fundo segue a mesma. O risco fiscal continua sendo o principal peso sobre os ativos brasileiros, a eleição deve manter a Bolsa volátil até o segundo turno e a posição mais adequada é moderada, sem tentar ser herói. Mas a nossa equipe de ações trouxe um achado que ajuda a pensar em como se posicionar. Não são só o Ibovespa e as small caps que estão descontados. O IDIV, índice das empresas pagadoras de dividendos, negocia a cerca de 8 vezes o lucro projetado, abaixo da média de 9 vezes desde 2012. Até o pedaço da Bolsa que costuma ser visto como o mais defensivo está com preço atrativo. Fonte: Bloomberg É aí que entra o DIVO11, ETF que replica esse índice. Ele reúne empresas com maior previsibilidade de receitas e mais resilientes a diferentes ciclos econômicos, que costumam cair menos quando o mercado estressa e, ainda assim, capturam boa parte das altas. Não é o ETF que mais vai subir em uma eventual troca de governo. Nesse cenário, o SMAL11 provavelmente andaria mais, só que o índice de small caps carrega muita empresa ruim junto das boas. O DIVO11 é uma forma de ter Bolsa brasileira de maneira estrutural, sem apostar tudo no resultado da urna, e é uma das indicações que fazemos na nossa Wealth. O que fica desses três temas Três temas, uma linha em comum. O mundo voltou a subir juros, o Brasil corta com pouco espaço e esse juro alto ajuda a explicar tanto a força do real quanto parte do desconto da Bolsa local. No meio disso, as empresas americanas seguem entregando lucro e os ETFs brasileiros mais defensivos negociam barato. Não é momento de apostas heroicas, e sim de calibrar bem cada peça da carteira.

Sob Lula, política fiscal ganha peso no cenário de juros altos e inadimplência empresarial - Times Brasil
Selic

Sob Lula, política fiscal ganha peso no cenário de juros altos e inadimplência empresarial - Times Brasil

A combinação entre uma política fiscal voltada à sustentação da renda, do consumo e do crédito, a inflação ainda resistente e os juros elevados tem ampliado a pressão sobre empresas brasileiras já endividadas. Enquanto o governo Lula adota medidas de estímulo à atividade econômica, o Banco Central mantém uma política monetária restritiva para conter a demanda e os preços. Nesse ambiente, o custo do crédito aumentou, a inadimplência empresarial avançou e mais companhias passaram a recorrer à recuperação judicial. Segundo a Serasa Experian 9,2 milhões de empresas estavam inadimplentes, com cerca de R$ 239 bilhões em dívidas vencidas. A maior parte do problema está concentrada entre micro e pequenos negócios: 8,7 milhões de empresas desse grupo tinham pagamentos atrasados, somando aproximadamente R$ 206 bilhões. Política fiscal entra no centro da discussão sobre os juros A condução das contas públicas passou a ocupar posição relevante no debate sobre a trajetória da Selic. Medidas que elevam a demanda podem dificultar uma desaceleração mais rápida da inflação e, consequentemente, adiar cortes mais intensos nos juros. A preocupação está no efeito combinado das políticas econômica e monetária. Enquanto o governo utiliza gastos públicos e instrumentos de estímulo para apoiar a atividade, o Banco Central procura reduzir a pressão sobre os preços por meio de juros elevados. Quando a demanda cresce acima da capacidade de produção da economia, aumenta o risco de novas pressões inflacionárias, o que pode levar a autoridade monetária a manter a Selic em níveis mais altos. Segundo a Veja, o próprio Banco Central chamou atenção para estímulos capazes de elevar a demanda agregada acima do potencial de crescimento da economia. Leia também: CNBC PARLATÓRIO – PRESIDENCIÁVEIS 2026: Lula se reúne com empresários em São Paulo, não se aprofunda em temas estratégicos para o setor produtivo e prioriza pedido de voto Empresas acumulam quase R$ 240 bilhões em dívidas vencidas O impacto aparece nos indicadores de inadimplência. As 9,2 milhões de empresas com contas atrasadas acumulavam cerca de R$ 239 bilhões em débitos, segundo a Serasa Experian. Micro e pequenas empresas representavam 95% dos negócios inadimplentes. A concentração mostra maior vulnerabilidade desse segmento, que geralmente dispõe de menor reserva financeira e enfrenta condições mais restritas para obter ou renegociar crédito. O número de empresas submetidas a processos de recuperação também aumentou. Das 6.341 companhias nessa situação citadas no levantamento, 3.106 eram de médio porte, 2.400 eram micro ou pequenas e 835 eram grandes empresas. Recuperação judicial avança em diferentes setores A deterioração financeira alcançou diversas áreas da economia. A indústria de transformação reunia 1.241 empresas em recuperação, enquanto a agropecuária contabilizava 1.110. Construção aparecia com 645 casos, e transporte e logística, com 557. Grandes companhias também passaram por processos de renegociação de dívidas. A Casas Bahia, Marabraz, Grupo Pão de Açúcar, Raízen e Braskem. A Marabraz entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar cerca de R$ 140 milhões. A Braskem, por sua vez, iniciou uma recuperação extrajudicial envolvendo mais de R$ 50 bilhões em dívidas. Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo. Siga o Times | CNBC Foram registradas 292 decretações de falência entre janeiro e abril, segundo os números apresentados pela publicação, o maior resultado para o período desde o início da série histórica, em 2012. Endividamento começou a crescer no período de crédito barato Parte da situação atual foi construída durante os anos de juros mais baixos. A Selic caiu de 13% ao ano, no início de 2017, para 6,5% em março de 2018 e, durante a pandemia de Covid-19, chegou a 2%. Com crédito mais barato, empresas ampliaram a contratação de empréstimos. O volume de concessões para pessoas jurídicas passou de aproximadamente R$ 1,3 trilhão, em 2017, para cerca de R$ 2 trilhões em 2020. A dificuldade surgiu quando os juros voltaram a subir. Como parte dos contratos tinha remuneração pós-fixada, as despesas financeiras aumentaram junto com a Selic, tornando dívidas anteriormente administráveis mais pesadas para o caixa das empresas. Inflação provocou mudança na trajetória da Selic A reabertura da economia depois da fase mais crítica da pandemia trouxe uma recuperação rápida da demanda, enquanto cadeias produtivas e fornecedores ainda operavam com limitações. Esse desequilíbrio contribuiu para elevar os preços e levou o Banco Central a iniciar um ciclo de aumento dos juros. Quando Luiz Inácio Lula da Silva iniciou seu terceiro mandato, em janeiro de 2023, a Selic estava em 13,75% ao ano. Posteriormente, a taxa chegou a 15%. O aumento teve como objetivo desacelerar o consumo e o crédito, reduzindo as pressões inflacionárias. Para as empresas, porém, o efeito foi o encarecimento do financiamento e das dívidas já contratadas. Custo financeiro aperta o caixa das companhias Algumas linhas de crédito empresarial passaram a apresentar taxas anuais entre 18% e 30%. Quanto maior o custo dos financiamentos, maior a parcela da receita destinada ao pagamento de juros. Isso reduz o dinheiro disponível para salários, fornecedores, investimentos e demais despesas operacionais. O problema é especialmente relevante para empresas que trabalham com margens menores. Mesmo negócios que mantiveram vendas e faturamento podem enfrentar dificuldades quando as despesas financeiras crescem mais rapidamente que a geração de caixa. Bancos aumentam exigências nas renegociações O crescimento da inadimplência também tornou o sistema financeiro mais cauteloso. Empresas que buscam novos empréstimos ou tentam renegociar dívidas passaram a enfrentar exigências mais elevadas de garantias, como imóveis e equipamentos. Para companhias que já chegam às negociações com patrimônio comprometido, essa restrição reduz as alternativas disponíveis. Quando não há acordo com os credores, a recuperação judicial ou extrajudicial pode se tornar uma saída para reorganizar os pagamentos. Esses processos permitem negociar prazos e condições, mas não solucionam automaticamente dificuldades de caixa ou problemas operacionais. 📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL: 🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais 🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562 🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube 🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Disputa acirrada entre Lula e Flávio leva investidor a buscar proteção
Selic

Disputa acirrada entre Lula e Flávio leva investidor a buscar proteção

Lula e Flávio (Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Carlos Moura/Agência Senado A acirrada disputa pela presidência do Brasil, com pesquisas indicando maior equilíbrio entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral, tende a favorecer a busca por ativos de segurança e a diversificação da carteira de investimento. Analistas recomendam títulos públicos e CDBs (Certificados de Depósito Bancário), na renda fixa, e ações de serviços públicos e empresas de commodities, na renda variável, como opções para investidores mais cautelosos. Esses ativos podem contribuir para reduzir a exposição às oscilações provocadas pelo cenário eleitoral. Para investidores mais arrojados, a eleição também abre espaço para a compra de ativos que podem se beneficiar das políticas econômicas projetadas para cada candidato. Homem caminha em frente a painel eletrônico que exibe índices de mercado na Bolsa de Valores, em São Paulo. Para João Ferreira, sócio da One Investimentos, os ajustes na carteira dependem de como o portfólio do investidor está estruturado. “Se ele já montou uma estratégia mais diversa, com alocação em diferentes classes de ativos, eventualmente vai ser necessário um ajuste mais tático. Agora, para aquele investidor que tem um posicionamento mais concentrado, com uma alocação mais direcionada a alguma tese, a diversificação é recomendada”, afirma. Na renda fixa, o cenário de volatilidade leva à preferência por ativos atrelados à Selic, a taxa básica de juros brasileira, ou ao CDI, taxa de referência para operações entre bancos. “São ativos que não variam tanto. Isso acontece porque a remuneração acompanha mais diretamente o índice de referência, o CDI ou a taxa Selic, e não sofre a oscilação de preço provocada pelas expectativas para os juros futuros”, diz Ferreira. Na renda variável, Ferreira destaca empresas de serviços públicos, como saneamento e energia, para proteção, além do setor de construção. “São companhias que, geralmente, têm receita indexada à inflação, o que proporciona um fluxo de caixa mais previsível e que não depende dos juros. Outro setor válido é o da construção para a baixa renda, com empresas relacionadas ao Minha Casa, Minha Vida, que hoje é uma política de Estado que independe de governo.” Em relatório, o BTG, com base em conversas com gestores do mercado, destaca a expectativa de uma eleição competitiva e de carteiras com níveis de risco relativamente controlados. O banco diz que as ações da Petrobras são consideradas ativos de consenso, independentemente do resultado das urnas –em 2026, os papéis se valorizaram em meio à alta dos preços do petróleo. A instituição afirma ainda que, caso o desfecho eleitoral seja interpretado de forma positiva, ações de instituições financeiras, como B3, XP e BTG Pactual, podem se beneficiar, além de Rede D’Or, Cyrela, Petrobras e Motiva. “Nossa percepção das conversas é que investidores locais estão cada vez mais se posicionando para uma eleição acirrada e dando mais crédito para a oposição”, diz o BTG em relatório. O Citibank projeta carteiras de ativos para os cenários de vitória de Flávio e Lula. “A distinção entre Lula e Flávio Bolsonaro não é a necessidade de um ajuste fiscal, mas como esse ajuste será perseguido. […] os dois governos irão lidar com o mesmo desafio de restaurar a confiança na trajetória fiscal brasileira em meio a elevados níveis de dívida”. Segundo as estimativas do banco, um governo Lula pode favorecer ações de Cury Construtora, Embraer, WEG e BTG Pactual. A carteira projetada para um governo petista prioriza empresas capazes de sustentar o desempenho em diferentes condições de mercado. Para um eventual governo Flávio, o Citi destaca ações como Cyrela, Assaí, Hapvida, Petrobras, Vale e B3. Segundo o banco, esse cenário poderia favorecer ações cíclicas e companhias alavancadas, categorias que tendem a se beneficiar de menores taxas de juros e de maior consumo ou investimento. Em conjunto com a alta do petróleo e com o fluxo para as empresas brasileiras de commodities, o acirramento da corrida eleitoral tem impulsionado os ativos domésticos. Parte do mercado avalia que uma eventual alternância de poder poderia resultar em uma condução fiscal mais sólida, com impacto sobre a percepção de risco do mercado doméstico. Uma percepção de maior controle sobre a trajetória da dívida pode reduzir o prêmio exigido pelos investidores para financiar o governo e, consequentemente, aliviar a pressão sobre a curva de juros. Juros mais altos encarecem o crédito para empresas e reduzem a expectativa de lucros das companhias, o que tende a pesar sobre a Bolsa. Em agosto, o cenário político era mencionado como fator de pressão por analistas do JPMorgan para explicar o desempenho do mercado acionário e da moeda americana. A Bolsa encerrou o mês em queda de 0,32%, enquanto o dólar teve alta de 2,21%. Em setembro, o movimento se inverteu. O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, sobe 6,4%, e o dólar recua 0,25%. A mudança também aparece no fluxo de investidores estrangeiros para a Bolsa. Segundo dados da B3, o saldo entre compras e vendas de ações está positivo em R$ 9,6 bilhões em setembro até o dia 22, ante saída de R$ 18,1 bilhões em agosto. No ano, o saldo é positivo em R$ 32,6 bilhões. O comportamento coincide com o acirramento da corrida eleitoral. No Datafolha divulgado em 21 de agosto, Lula tinha 39% das intenções de voto no primeiro turno, ante 33% de Flávio Bolsonaro. No levantamento de 24 de setembro, o petista tinha 40%, enquanto o ex-senador tinha 36%. A diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ainda há incerteza sobre a política econômica dos candidatos. Flávio Bolsonaro defende um ajuste fiscal sem mexer na Previdência ou na política de valorização do salário mínimo, enquanto o governo Lula propõe reduzir o ritmo de crescimento dos gastos obrigatórios e aprimorar o arcabouço fiscal. Economistas, porém, avaliam que um ajuste duradouro teria de atingir aposentadorias e benefícios sociais. Para a XP, períodos eleitorais tendem a aumentar a volatilidade dos ativos, mas o indicador historicamente cresce mais após o pleito. “Não é necessariamente o período eleitoral que tende a trazer mais dispersão, e sim a definição de como o país será governado após definida a nova administração: a composição da equipe econômica, sinalizações de políticas concretas e, em especial, os primeiros sinais sobre gastos públicos.”

Repasse da Selic ao consumidor pode ser mais intenso quando juros sobem, aponta estudo Repasse da Selic ao consumidor é desigual e pode ser maior quando juros sobem
Selic

Repasse da Selic ao consumidor pode ser mais intenso quando juros sobem, aponta estudo Repasse da Selic ao consumidor é desigual e pode ser maior quando juros sobem

Um estudo realizado pelo Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo) em parceria com a FIA Business School aponta que as mudanças na taxa Selic são repassadas ao consumidor de maneira desigual. Segundo a pesquisa, a alta dos juros tende a chegar ao crédito com maior intensidade do que a redução da taxa básica. A análise considerou 185 meses de dados do Banco Central, o equivalente a 15 anos, e identificou que as alterações na Selic podem levar entre um e três meses para aparecer efetivamente nas taxas e parcelas pagas pelos consumidores. Repasse pode superar a variação da Selic De acordo com os dados analisados, cada alteração de 1 ponto percentual na Selic correspondeu, em média, a uma variação de aproximadamente 1,5 ponto percentual nas taxas cobradas do consumidor final. Claudio Felisoni, coordenador da pesquisa e professor da FIA Business School, explicou que o impacto pode variar de acordo com o cenário econômico e as condições do mercado de crédito. “Cada um ponto percentual de variação na Selic, você pode ter uma variação de 1,5% a 2,83%”, afirmou. Segundo o pesquisador, fatores como inadimplência, percepção de risco, insegurança e o elevado endividamento das famílias ajudam a explicar por que as instituições financeiras podem repassar as mudanças da taxa básica de forma diferente. Contexto da taxa de juros No período considerado pelo estudo, as mudanças na Selic não chegaram imediatamente ao consumidor. A defasagem identificada na pesquisa indica que uma alteração promovida pelo Banco Central pode levar algumas semanas ou meses até produzir efeitos mais perceptíveis nas condições de crédito. Felisoni também destacou que o comportamento do repasse depende do nível e do histórico da taxa básica. “Se você teve grandes aumentos, a tendência é que você tenha repasses menores e mais longos. Se você teve aumentos muito pequenos, você tem uma tendência a ter um impacto mais significativo”, explicou. Redução dos juros pode levar meses para chegar ao consumidor No cenário analisado atualmente pelo estudo, a expectativa é de que uma redução da Selic leve aproximadamente dois meses para chegar à ponta do crédito ao consumidor. Na prática, isso significa que uma decisão de política monetária do Banco Central não necessariamente produz uma redução imediata nas taxas de empréstimos, financiamentos e outras modalidades de crédito. O efeito depende das condições do mercado financeiro e da forma como as instituições incorporam a mudança aos seus produtos.

Disputa entre Lula e Flávio leva investidor a buscar proteção da carteira
UOL - Notícias

Disputa entre Lula e Flávio leva investidor a buscar proteção da carteira

São Paulo A perspectiva de uma disputa eleitoral acirrada, com pesquisas indicando maior equilíbrio entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, tende a favorecer a busca por ativos de segurança e a diversificação da carteira de investimento. Analistas recomendam títulos públicos e CDBs (Certificados de Depósito Bancário), na renda fixa, e ações de serviços públicos e empresas de commodities, na renda variável, como opções para investidores mais cautelosos. Esses ativos podem contribuir para reduzir a exposição às oscilações provocadas pelo cenário eleitoral. Para investidores mais arrojados, a eleição também abre espaço para a compra de ativos que podem se beneficiar das políticas econômicas projetadas para cada candidato. Homem caminha em frente a painel eletrônico que exibe índices de mercado na Bolsa de Valores, em São Paulo. - Alexandre Meneghini - 10.jul.25/Reuters Para João Ferreira, sócio da One Investimentos, os ajustes na carteira dependem de como o portfólio do investidor está estruturado. "Se ele já montou uma estratégia mais diversa, com alocação em diferentes classes de ativos, eventualmente vai ser necessário um ajuste mais tático. Agora, para aquele investidor que tem um posicionamento mais concentrado, com uma alocação mais direcionada a alguma tese, a diversificação é recomendada", afirma. Na renda fixa, o cenário de volatilidade leva à preferência por ativos atrelados à Selic, a taxa básica de juros brasileira, ou ao CDI, taxa de referência para operações entre bancos. "São ativos que não variam tanto. Isso acontece porque a remuneração acompanha mais diretamente o índice de referência, o CDI ou a taxa Selic, e não sofre a oscilação de preço provocada pelas expectativas para os juros futuros", diz Ferreira. Na renda variável, Ferreira destaca empresas de serviços públicos, como saneamento e energia, para proteção, além do setor de construção. "São companhias que, geralmente, têm receita indexada à inflação, o que proporciona um fluxo de caixa mais previsível e que não depende dos juros. Outro setor válido é o da construção para a baixa renda, com empresas relacionadas ao Minha Casa, Minha Vida, que hoje é uma política de Estado que independe de governo." Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. Carregando... Em relatório, o BTG, com base em conversas com gestores do mercado, destaca a expectativa de uma eleição competitiva e de carteiras com níveis de risco relativamente controlados. O banco diz que as ações da Petrobras são consideradas ativos de consenso, independentemente do resultado das urnas —em 2026, os papéis se valorizaram em meio à alta dos preços do petróleo. A instituição afirma ainda que, caso o desfecho eleitoral seja interpretado de forma positiva, ações de instituições financeiras, como B3, XP e BTG Pactual, podem se beneficiar, além de Rede D’Or, Cyrela, Petrobras e Motiva. "Nossa percepção das conversas é que investidores locais estão cada vez mais se posicionando para uma eleição acirrada e dando mais crédito para a oposição", diz o BTG em relatório. O Citibank projeta carteiras de ativos para os cenários de vitória de Flávio e Lula. "A distinção entre Lula e Flávio Bolsonaro não é a necessidade de um ajuste fiscal, mas como esse ajuste será perseguido. [...] os dois governos irão lidar com o mesmo desafio de restaurar a confiança na trajetória fiscal brasileira em meio a elevados níveis de dívida". Segundo as estimativas do banco, um governo Lula pode favorecer ações de Cury Construtora, Embraer, WEG e BTG Pactual. A carteira projetada para um governo petista prioriza empresas capazes de sustentar o desempenho em diferentes condições de mercado. Para um eventual governo Flávio, o Citi destaca ações como Cyrela, Assaí, Hapvida, Petrobras, Vale e B3. Segundo o banco, esse cenário poderia favorecer ações cíclicas e companhias alavancadas, categorias que tendem a se beneficiar de menores taxas de juros e de maior consumo ou investimento. Em conjunto com a alta do petróleo e com o fluxo para as empresas brasileiras de commodities, o acirramento da corrida eleitoral tem impulsionado os ativos domésticos. Parte do mercado avalia que uma eventual alternância de poder poderia resultar em uma condução fiscal mais sólida, com impacto sobre a percepção de risco do mercado doméstico. Uma percepção de maior controle sobre a trajetória da dívida pode reduzir o prêmio exigido pelos investidores para financiar o governo e, consequentemente, aliviar a pressão sobre a curva de juros. Juros mais altos encarecem o crédito para empresas e reduzem a expectativa de lucros das companhias, o que tende a pesar sobre a Bolsa. Em agosto, o cenário político era mencionado como fator de pressão por analistas do JPMorgan para explicar o desempenho do mercado acionário e da moeda americana. A Bolsa encerrou o mês em queda de 0,32%, enquanto o dólar teve alta de 2,21%. Em setembro, o movimento se inverteu. O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, sobe 6,4%, e o dólar recua 0,25%. A mudança também aparece no fluxo de investidores estrangeiros para a Bolsa. Segundo dados da B3, o saldo entre compras e vendas de ações está positivo em R$ 9,6 bilhões em setembro até o dia 22, ante saída de R$ 18,1 bilhões em agosto. No ano, o saldo é positivo em R$ 32,6 bilhões. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões Carregando... O comportamento coincide com o acirramento da corrida eleitoral. No Datafolha divulgado em 21 de agosto, Lula tinha 39% das intenções de voto no primeiro turno, ante 33% de Flávio Bolsonaro. No levantamento de 24 de setembro, o petista tinha 40%, enquanto o ex-senador tinha 36%. A diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ainda há incerteza sobre a política econômica dos candidatos. Flávio Bolsonaro defende um ajuste fiscal sem mexer na Previdência ou na política de valorização do salário mínimo, enquanto o governo Lula propõe reduzir o ritmo de crescimento dos gastos obrigatórios e aprimorar o arcabouço fiscal. Economistas, porém, avaliam que um ajuste duradouro teria de atingir aposentadorias e benefícios sociais. Para a XP, períodos eleitorais tendem a aumentar a volatilidade dos ativos, mas o indicador historicamente cresce mais após o pleito. "Não é necessariamente o período eleitoral que tende a trazer mais dispersão, e sim a definição de como o país será governado após definida a nova administração: a composição da equipe econômica, sinalizações de políticas concretas e, em especial, os primeiros sinais sobre gastos públicos."

Investidores aplicam R$ 15 bilhões no Tesouro Direto e marcam recorde histórico em agosto
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Investidores aplicam R$ 15 bilhões no Tesouro Direto e marcam recorde histórico em agosto

▶ Ouvir notícia 1.0x 00:00 --:-- Pronto para ouvir O programa Tesouro Direto alcançou em agosto o maior volume de investimentos da sua série histórica, totalizando R$ 15 bilhões em novas aplicações. O período foi marcado por 1,32 milhão de operações financeiras, embora o saldo final tenha registrado uma captação líquida negativa de R$ 2,21 bilhões, reflexo de um volume de resgates e vencimentos que somou R$ 17,22 bilhões. Esse movimento de saída de recursos foi impulsionado majoritariamente pelos vencimentos do Tesouro IPCA+ 2026, que representaram R$ 11,3 bilhões, além do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026, responsável por R$ 1,5 bilhão. Apesar do saldo negativo, a base de investidores continua em expansão, consolidando a relevância do programa no cenário financeiro nacional. Preferência por títulos e perfil das aplicações Os ativos atrelados à taxa Selic mantiveram a liderança na preferência dos investidores, captando R$ 7 bilhões, o que corresponde a 46,9% do total investido no mês. Em seguida, os papéis indexados à inflação somaram R$ 5,5 bilhões, representando 36,3% das aplicações, enquanto os títulos prefixados totalizaram R$ 2,5 bilhões, ou 16,7% do montante. No que diz respeito às recompras antecipadas, os títulos indexados à Selic também dominaram o cenário, com R$ 3 bilhões, equivalentes a 67,4% das operações dessa natureza. Os papéis atrelados à inflação responderam por R$ 1 bilhão, enquanto os prefixados somaram R$ 423,6 milhões. A estratégia dos investidores concentrou-se majoritariamente em prazos de médio prazo, com 45,2% das vendas direcionadas a títulos com vencimento entre um e cinco anos. As aplicações de pequeno porte seguem predominantes, sendo que 55,7% das operações foram realizadas com valores de até R$ 1 mil, resultando em um investimento médio de R$ 11.366,43. Estoque e crescimento da base de investidores O estoque total do Tesouro Direto encerrou o mês de agosto em R$ 272 bilhões, mantendo estabilidade frente aos R$ 272,3 bilhões registrados no mês anterior. Na comparação anual, o montante apresenta um crescimento expressivo de 43% em relação aos R$ 190,2 bilhões observados em agosto de 2025. Os títulos indexados à inflação compõem a maior fatia da carteira, totalizando R$ 128 bilhões, ou 47,1% do estoque. Os papéis atrelados à Selic somam R$ 106,9 bilhões, enquanto os prefixados totalizam R$ 37,1 bilhões. Para monitorar a carteira de ativos, os usuários podem utilizar o APP B3. O número de investidores ativos no programa atingiu 3,83 milhões em agosto, representando um incremento de 23.962 pessoas em relação a julho. O total de investidores cadastrados chegou a 36,44 milhões, com a entrada de 315.217 novos participantes apenas no último mês. O estoque total do Tesouro Direto encerrou agosto em R$ 272 bilhões.

Qual a melhor IA para investimentos financeiros?
Fundos Imobiliários Brasileiros

Qual a melhor IA para investimentos financeiros?

Ferramentas de inteligência artificial podem ajudar a analisar investimentos, comparar produtos e automatizar carteiras, com as devidas precauções Conteúdo patrocinado é o espaço para as marcas se comunicarem com o público. A inteligência artificial (IA) pode ser usada como ferramenta de apoio para várias atividades e setores, inclusive o de investimento financeiros. Resumo de relatórios, organização de gastos, comparação de investimentos e simulações são alguns exemplos de uso. Contudo, isso não significa que a tecnologia consegue prever o mercado ou eliminar a possibilidade de perdas, ou que substitua analistas profissionais. Também é importante diferenciar duas formas de relação entre inteligência artificial e investimentos. Uma delas é usar IA para investir, seja na análise de ativos, na organização financeira ou na automação de uma carteira. A outra é investir na própria indústria de IA, por meio de ações, Brazilian Depositary Receipts (BDRs), fundos ou ETFs ligados ao setor. Como funciona o investimento com a ajuda da IA? Investir com IA significa utilizar algoritmos ou modelos de linguagem para organizar dados, explicar conceitos, simular cenários, filtrar ativos, acompanhar uma carteira ou executar uma estratégia previamente definida. Assistentes generalistas, como ChatGPT, Gemini e Claude, podem ajudar a resumir documentos, estruturar análises e comparar alternativas. Já agentes de plataformas financeiras especializadas podem sugerir carteiras e, em determinadas modalidades, realizar tarefas complexas como aplicações e rebalanceamento do portfólio automaticamente. O Inter, por exemplo, tem a Seven, assistente de IA lançada este ano e integrada ao seu aplicativo e a todo o seu ecossistema financeiro. Por estar dentro da plataforma da instituição financeira, ela consegue se basear nas informações dos usuários dentro do sistema de cibersegurança já existente. A tecnologia, porém, tem limitações. A IA pode inventar informações, trabalhar com números desatualizados ou interpretar documentos de maneira incorreta. Por isso, uma resposta gerada pela ferramenta não deve ser transformada diretamente em uma ordem de compra. Dados importantes devem ser conferidos em fontes oficiais, como B3, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Banco Central, Tesouro Direto e documentos das empresas analisadas. Ou seja, na prática, a IA funciona melhor como uma ferramenta de apoio. Ela processa informações e ajuda a estruturar o raciocínio, mas a decisão e a responsabilidade continuam com o investidor. Como usar IA para investir? As aplicações da inteligência artificial nos investimentos podem ser divididas em quatro tipos: Organização financeira: categorização de despesas, projeção de entradas e saídas e cálculo de uma quantia mensal para investir que seja compatível com o seu orçamento. categorização de despesas, projeção de entradas e saídas e cálculo de uma quantia mensal para investir que seja compatível com o seu orçamento. Pesquisa e análise: resumo de balanços e relatórios, explicação de indicadores, comparação de produtos e simulação de cenários de investimento de curto, médio e longo prazo. resumo de balanços e relatórios, explicação de indicadores, comparação de produtos e simulação de cenários de investimento de curto, médio e longo prazo. Construção e acompanhamento da carteira: identificação de concentrações, organização de vencimentos e criação de rotinas de revisão para não perder o controle do seu portfólio. identificação de concentrações, organização de vencimentos e criação de rotinas de revisão para não perder o controle do seu portfólio. Automação: uso de agentes que realizam tarefas mais complexas, ainda que com a devida autorização, aprovação e programação do usuário. A qualidade da resposta em cada um deles depende da forma como a pergunta é feita. O prompt de investimento — que é a instrução, comando ou pergunta digitada na ferramenta — deve reunir quatro elementos: contexto, dados, restrições e formato da resposta. Assim, para obter respostas mais úteis, o investidor pode informar à ferramenta seu objetivo, prazo, perfil de risco, necessidade de liquidez e valor disponível para investir. Contudo, vale lembrar que dados pessoais ou financeiros sensíveis não devem ser compartilhados. Muitas plataformas, principalmente as gerais e não associadas a uma instituição financeira na qual você tem conta, não garantem a proteção integral dos seus dados. Exemplos de prompts que podem ser usados Para organização financeira “Atue como um assistente de organização financeira. Quero construir uma reserva financeira de R$ [valor]. Posso investir R$ [valor] por mês. Organize um plano de acompanhamento considerando aportes mensais, prazo, liquidez e necessidade de acesso rápido ao dinheiro. Não recomende produtos específicos sem antes indicar quais informações precisam ser verificadas.” Para comparação entre CDB e Tesouro Selic “Compare as opções de renda fixa que vou informar, considerando rentabilidade bruta e líquida estimada, liquidez, prazo, tributação, riscos e condições de resgate. Mostre os cálculos em uma tabela e deixe claras todas as premissas. Use somente os dados fornecidos e sinalize quais informações precisam ser confirmadas em fontes oficiais.” Para simulação de aportes mensais “Simule quanto posso acumular investindo R$ [valor] por mês durante [X] meses. Considere as taxas de rentabilidade que vou fornecer e apresente o valor total dos aportes, os rendimentos estimados e o saldo final. Faça também cenários com taxas diferentes e explique que os resultados são projeções, não garantias.” Para criar uma rotina de acompanhamento “Crie uma rotina mensal para acompanhar minha carteira de renda fixa. Inclua itens como saldo, rentabilidade, vencimentos, liquidez, concentração por emissor, tributação e novos aportes. Organize a rotina em uma checklist simples.” Para organizar diferentes objetivos financeiros “Tenho três objetivos: reserva de emergência de R$ [valor], viagem de R$ [valor] em [X] meses e aposentadoria de longo prazo. Ajude a organizar esses objetivos por prazo, necessidade de liquidez e tolerância a risco. Não indique produtos ainda; primeiro mostre quais características de investimentos seriam compatíveis com cada objetivo.” Passo a passo 1. Organize o seu orçamento Identifique quanto pode ser investido sem comprometer despesas essenciais. Isso pode ser feito com a ajuda da inteligência artificial ou de ferramentas e aplicativos que já use para organização de gastos. 2. Defina seus objetivos Seja para reserva de emergência, viagem internacional, aposentadoria ou intercâmbio, é preciso saber para que objetivo está investindo e qual o prazo que possui até o momento de usar o dinheiro que rendeu das aplicações. 3. Colete dados confiáveis Priorize fontes oficiais e de instituições financeiras regulamentadas para separar taxas, balanços, históricos de preços e outras informações que serão disponibilizadas para comparação pelas ferramentas de IA. 4. Peça comparações e simulações Solicite cálculos, identificação de riscos e de cenários com base em contextos que influenciam a modalidade de investimento que é o seu objetivo. No caso de aplicações internacionais, por exemplo, fatores da geopolítica mundial e a variação de taxas de câmbio são essenciais. 5. Valide antes de agir Confira prazos, liquidez, custos, tributação e outros detalhes antes de investir. Por não ter todos os seus dados, a ferramenta de IA dificilmente consegue identificar todos os detalhes e níveis de risco da operação financeira. Qual a melhor IA para investimentos? A verdade é que não é possível afirmar se a ferramenta X ou Y de inteligência artificial é a melhor para te ajudar a investir. Isso vai depender não só de como as plataformas foram desenvolvidas e de como suas atualizações melhoraram ou pioraram seu desempenho, mas também das suas preferências pessoais. Contudo, há alguns pontos que podem ser usados para comparar cada uma delas: Assistentes generalistas: opções como ChatGPT, Gemini e Claude podem ser usadas para explicar conceitos, resumir documentos, estruturar análises e criar cenários. opções como ChatGPT, Gemini e Claude podem ser usadas para explicar conceitos, resumir documentos, estruturar análises e criar cenários. Ferramentas de pesquisa com fontes: podem ajudar a localizar notícias, indicadores e documentos recentes. Nesse caso, é importante conferir o material original, e não apenas o resumo produzido pela IA. podem ajudar a localizar notícias, indicadores e documentos recentes. Nesse caso, é importante conferir o material original, e não apenas o resumo produzido pela IA. Ferramentas de análise: soluções financeiras especializadas combinam inteligência artificial com bases de mercado e regras próprias. A ferramenta BridgeWise, disponível na Área do Investidor da B3, por exemplo, processa centenas de indicadores e produz relatórios sobre empresas. soluções financeiras especializadas combinam inteligência artificial com bases de mercado e regras próprias. A ferramenta BridgeWise, disponível na Área do Investidor da B3, por exemplo, processa centenas de indicadores e produz relatórios sobre empresas. Robo-advisors de instituições financeiras: são voltados à construção de carteiras de acordo com perfil, objetivos e prazo, com diferentes níveis de automação. Lembre-se de observar questões como origem e atualização dos dados, metodologia, autorização regulatória quando aplicável, custos, política de privacidade e possibilidade de supervisão humana. FAQ - Perguntas frequentes sobre uso de IA em investimentos Qual a melhor IA para investimentos financeiros? Não existe uma IA universalmente melhor para investimentos. A escolha depende da finalidade: assistentes generalistas podem ajudar em pesquisas e análises, enquanto ferramentas financeiras especializadas podem oferecer dados de mercado, análise de ativos ou automação de carteiras. A IA pode prever o mercado financeiro? Não há garantia de previsão dos mercados. A IA identifica padrões e processa dados, mas pode usar informações desatualizadas, interpretar documentos incorretamente e não antecipar eventos inesperados. É seguro usar IA para investir? A IA pode ser usada como ferramenta de apoio, desde que suas informações sejam verificadas em fontes confiáveis e dados financeiros sensíveis não sejam compartilhados desnecessariamente. IA substitui um profissional de investimentos? Não necessariamente. A IA pode automatizar tarefas de pesquisa e análise, mas possui limitações e não elimina a necessidade de avaliação humana e de validação das informações antes de uma decisão financeira. O que é um prompt de investimento? Um prompt de investimento é a instrução ou pergunta fornecida a uma ferramenta de inteligência artificial para realizar uma determinada tarefa relacionada às finanças. Para obter respostas mais úteis, o prompt pode informar contexto, dados, restrições e formato esperado da resposta, além de objetivo, prazo, necessidade de liquidez e tolerância a riscos. O que é um robo-advisor? Robo-advisor é uma solução digital que utiliza algoritmos para auxiliar na construção e no gerenciamento de carteiras de investimentos. Dependendo da instituição e do serviço contratado, pode considerar perfil, objetivos e prazo do investidor e automatizar determinadas tarefas, como alocação ou rebalanceamento de ativos. Quais são os riscos de usar IA para investir? Entre os riscos estão a geração de informações incorretas, uso de dados desatualizados, interpretação equivocada de documentos e conclusões baseadas em premissas inadequadas. Também existem riscos relacionados à privacidade quando dados financeiros ou pessoais são inseridos em ferramentas de IA. Por isso, a informação produzida pela ferramenta deve ser validada antes de qualquer decisão.

Onde buscar oportunidades para ‘travar’ ganhos muito acima da inflação com a Selic a 13,75%?
Selic

Onde buscar oportunidades para ‘travar’ ganhos muito acima da inflação com a Selic a 13,75%?

O Copom anunciou, em 16 de setembro, mais um corte da Selic, reduzindo a taxa básica para 13,75% ao ano.Somado à deflação de 0,32% observada no IPCA de agosto, o movimento reforça a percepção de mudança no cenário econômico. Mesmo assim, os juros seguem em um nível elevado sob a perspectiva histórica. Para quem investe em renda fixa, entretanto, a combinação de Selic elevada e perspectiva de manutenção do ciclo de flexibilização monetária, pode representar uma oportunidade. Isso porque, à medida que o ciclo de cortes avança, os investidores podem investir em alguns ativos com potencial para preservar as condições atuais de rentabilidade por mais tempo. Em alguns casos, isso significa “travar” uma rentabilidade real de até dois dígitos acima da inflação, mesmo quando os juros estiverem em patamares bem inferiores que o que vemos agora. O que significa ‘travar’ retornos acima da inflação? Quando os juros entram em trajetória de queda, as opções disponíveis no mercado de renda fixa tendem a oferecer retornos cada vez menores. Isso acontece porque a Selic funciona como uma “bússola” para esses títulos. Na prática, se taxa paga pelo governo diminui, o prêmio dos demais ativos tende a ser menor e vice-versa. Por isso,diante da expectativa de uma Selic menor no futuro próximo, alguns investidores procuram aproveitar o momento para assegurar taxas que ainda refletem o ambiente de juros mais elevados. Leia Também É nesse contexto que surge o conceito de "travar taxa". Na prática, trata-se de investir em ativos que ofereçam uma taxa prefixada ou híbrida, enquanto esse prêmio ainda reflete as condições de rentabilidade disponíveis hoje e carregá-los ao longo do tempo. Por exemplo,no início deste mês, a NTN-B com vencimento em 2032 chegou a ofereçer uma remuneração de IPCA + 8% ao ano. Quem investiu nesse título com esta taxa “travou” uma rentabilidade de 8% ao ano, acima da inflação, desde que permaneça com o título durante todo o período. Se, nos próximos anos, a queda dos juros tornar as taxas disponíveis no mercado menos atrativas, quem investiu antes continuará recebendo as condições contratadas originalmente e ainda verá o preço do seu título se valorizar na marcação a mercado É nesse contexto que ganham destaque alternativas capazes de combinar potencial de retorno, proteção inflacionária e, em alguns casos, eficiência tributária. Afinal, conforme a Selic avança em sua trajetória de queda, taxas que hoje parecem acessíveis podem se tornar cada vez mais raras no mercado. Contudo, isso não significa que qualquer investimento com taxa acima da inflação seja necessariamente uma boa oportunidade. Antes de investir, é importante avaliar fatores como a qualidade de crédito do emissor, os riscos envolvidos, o prazo da aplicação e o papel daquele ativo dentro da estratégia da carteira. Se, por um lado, a queda da Selic não elimina as oportunidades da renda fixa, por outro ela pode reduzir gradualmente a oferta de ativos com retornos mais elevados. Dessa forma, encontrar oportunidades de renda fixa com retornos muito acima dos oferecidos pelo Tesouro IPCA+ pode se tornar um desafio maior à medida que o ciclo de queda de juros avança. No entanto, a equipe de analistas da Empiricus Research identificou ativos “premium” com potencial de retorno de até dois dígitos acima da inflação e que carregam isenção de IR e liquidez diária. Empiricus libera carteira com 5 ativos de renda fixa selecionados pelos analistas A busca por retornos reais elevados vai além da comparação entre taxas. Fatores como risco de crédito, liquidez, prazo e benefícios tributários também devem fazer parte da análise. Para ajudar investidores nessa busca, a Empiricus Research liberou gratuitamente o acesso à Carteira Renda Fixa, uma seleção de ativos acompanhados pela equipe de análise para o cenário atual de mercado. Segundo a casa, a carteira reúne oportunidades que podem oferecer retornos de até IPCA + 11% ao ano. Além de características que costumam chamar a atenção de investidores em busca de ganhos reais, como isenção de Imposto de Renda, liquidez diária e possibilidade de aplicação com valores acessíveis. Durante o período de teste gratuito, o investidor poderá acessar: Uma seleção de 5 ativos da chamada renda fixa "premium" ; da chamada ; Relatórios atualizados sobre crédito e renda fixa ; e ; Conteúdos para acompanhar os impactos das decisões do Copom ; ; Histórico de recomendações e análises da equipe. O acesso está disponível gratuitamente por 30 dias e pode ser uma forma de acompanhar quais ativos seguem no radar dos analistas em um momento de transição para um ambiente de juros mais baixos. Clique no botão abaixo e descubra como buscar "travar" ganhos de até dois dígitos acima da inflação:

Juros dos EUA disparam e reduzem atratividade de investimentos no Brasil
Notícias de Economia

Juros dos EUA disparam e reduzem atratividade de investimentos no Brasil

A escalada dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano de 10 anos atingiu um patamar inédito em quase duas décadas, um movimento que repercute intensamente nos mercados globais. Impulsionada por um cenário de inflação persistente e a expectativa de novas elevações nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), essa alta tem consequências diretas para a economia brasileira, diminuindo a atratividade dos ativos nacionais para investidores internacionais. Os papéis do Tesouro dos EUA são historicamente reconhecidos como um dos investimentos mais seguros e sólidos do mundo. Por essa razão, qualquer variação significativa em seus rendimentos provoca um efeito cascata que se espalha por todas as economias, reconfigurando estratégias de investimento e fluxos de capital em escala global. Disparada dos Títulos Americanos e Impacto Global Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, especialmente os de 10 anos, alcançaram os níveis mais altos em quase duas décadas. Essa valorização ocorre em um contexto de pressões inflacionárias persistentes na maior economia do mundo e da expectativa de que o Federal Reserve (Fed) continue a elevar suas taxas de juros para conter o avanço dos preços. A percepção de segurança e liquidez dos títulos americanos os torna um porto seguro para o capital global. Quando seus rendimentos sobem, eles se tornam mais competitivos em relação a outros investimentos, atraindo recursos de diversas partes do mundo e impactando diretamente a dinâmica de mercados emergentes como o Brasil. Perda de Atratividade para Ativos Brasileiros A economista-chefe da KAT Investimentos, Elisa Machado, destaca que o avanço dos títulos do Tesouro americano tem um impacto direto na atratividade dos ativos brasileiros. Segundo ela, o Brasil vive uma conjuntura econômica peculiar: enquanto grandes economias, como Japão e Estados Unidos, ajustam suas taxas de juros para cima, o Banco Central brasileiro tem trilhado o caminho inverso, promovendo cortes. Essa diferença de trajetórias resulta na redução do diferencial de juros, um fator crucial para as operações de carry trade. O carry trade é uma estratégia na qual investidores estrangeiros aplicam capital no Brasil para aproveitar os rendimentos mais elevados. Com a diminuição dessa diferença, o fluxo de dinheiro externo para o país tende a arrefecer, impactando a demanda por ativos locais. Machado explica que a alta dos Treasuries, combinada com a queda dos juros domésticos, torna os ativos brasileiros de renda fixa, indexados à Selic, menos interessantes para o investidor internacional. Essa dinâmica pode gerar uma tendência de desvalorização cambial no médio prazo, o que, por sua vez, afeta as expectativas de inflação e a própria inflação no país. Saiba mais sobre a pressão da dívida pública dos EUA nos Treasuries. Desafios Inflacionários no Cenário Doméstico Além do impacto externo, o Brasil enfrenta seus próprios desafios inflacionários. A economista Elisa Machado aponta que o país está saindo de um período sazonalmente favorável para a inflação e entrando em uma fase de maior pressão. Diversos fatores contribuem para essa perspectiva de alta nos preços. Entre os elementos que tendem a elevar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no final do ano, destacam-se o fenômeno climático El Niño, que afeta a produção agrícola e os custos de energia, a cotação do petróleo, que se aproxima dos 100 dólares o barril, e a devolução do bônus de energia elétrica de Itaipu, que pode impactar as tarifas. A inflação de serviços, em particular, permanece um ponto de atenção. Machado ressalta que esse setor, especialmente os serviços intensivos em trabalho, continua resistente e em um patamar incompatível com a meta estabelecida pelo Banco Central, mostrando sinais de aceleração. A Estratégia do Banco Central Frente à Incerteza Em relação à política monetária, Elisa Machado avaliou o relatório do Banco Central, indicando que o documento não trouxe grandes novidades em comparação com comunicados e atas anteriores. O Banco Central mantém uma postura “data dependent”, ou seja, suas decisões são fortemente baseadas na análise dos dados econômicos mais recentes, ponderando riscos de alta e de baixa para a inflação. Para a economista, em um ambiente de elevada incerteza — marcado por conflitos geopolíticos e alta volatilidade no preço do petróleo — não há vantagem em o Banco Central antecipar decisões com 45 dias de antecedência. A estratégia mais prudente, segundo ela, é coletar dados continuamente e tomar decisões reunião a reunião, adaptando-se às condições do mercado. Machado também destacou que, apesar da desaceleração da atividade econômica observada em dados recentes da indústria e do varejo, o mercado de trabalho brasileiro segue aquecido. Enquanto não houver uma distensão nesse setor, a tendência é que os preços continuem pressionados, reforçando a necessidade de cautela e monitoramento constante por parte da autoridade monetária. Você encontra mais notícias em nosso site www.sobralonline.com.br e redes sociais. Siga-nos em @SobralOnline para ficar por dentro das últimas atualizações!

“Fundos imobiliários: por que a queda dos juros ainda não produziu uma alta generalizada?” – Por Fabiano Mapurunga
Selic

“Fundos imobiliários: por que a queda dos juros ainda não produziu uma alta generalizada?” – Por Fabiano Mapurunga

“Produtos de renda fixa, prosseguem ofertando retornos interessantes, ao passo que, quem vem aportando em fundos imobiliários, acaba assumindo riscos de mercado, de crédito ou de ocupação dos imóveis”, aponta o administrador de empresas Fabiano Mapurunga Confira: Com a atual redução da Selic para 13,75% ao ano, veio à tona nos círculos de debates dos investidores, o assunto “fundos imobiliários”. A questão principal destes debates, tem sido a seguinte: Já que os juros base, começaram a cair, qual o motivo pelo qual as cotas dos FIIs não crescem todas ao mesmo tempo? Entendo que a resposta possa estar, no distanciamento existente entre o corte na taxa básica e a real situação das condições de financiamento, no valor venal dos imóveis e no potencial de produção de renda de cada fundo. Observemos que, na ata de setembro, o Banco Central destacou a necessidade de se ter muita cautela nos próximos passos que nossa economia precisa dar, pois a inflação ainda ver pressionando pela necessidade de uma política monetária restritiva. Considero que o atual mercado de FIIs, está vivendo um momento de seleção. Produtos de renda fixa, prosseguem ofertando retornos interessantes, ao passo que, quem vem aportando em fundos imobiliários, acaba assumindo riscos de mercado, de crédito ou de ocupação dos imóveis. O que justificaria esta escolha, seria a perspectiva de contrair rendimentos capazes de justificar o risco, assim como a sua cotação deve fazer mais sentido, conforme a qualidade dos ativos. Daí talvez se possa chegar à conclusão sobre o porquê um mesmo ambiente de juros, acaba produzindo efeitos diferentes. Para os fundos de tijolo, que são compostos por imóveis como galpões, shopping centers e escritórios, o comportamento de queda dos juros torna favorável a avaliação das cotas. Porém seus resultados dependem também de ocupação, reajuste dos aluguéis, qualidade dos locatários e capacidade de financiar novas aquisições. Um imóvel bem localizado pode atravessar o ciclo com mais força; um prédio com vacância elevada pode continuar pressionando a receita mesmo quando a Selic cai. Nos fundos de papel, concentrados em títulos de crédito imobiliário, o ponto decisivo é outro. Taxas elevadas podem sustentar a remuneração de parte da carteira, mas um rendimento mensal atraente perde valor quando há deterioração das garantias ou dificuldade de pagamento dos devedores. O investidor precisa olhar além do dividendo anunciado: importa saber de onde ele vem e se pode ser mantido. Há também uma diferença entre o preço das cotas e a atividade do setor. Segundo a ANBIMA, as ofertas de FIIs captaram aproximadamente R$ 5,1 bilhões em agosto, após R$ 11,7 bilhões em julho. A queda entre os dois meses mostra que a disposição para aportar capital oscila, mas o volume de emissões confirma que os fundos continuam sendo usados para financiar e adquirir ativos imobiliários. Captação, contudo, não equivale automaticamente a ganho para o cotista: cada emissão precisa ser avaliada pelo preço, pelo destino dos recursos e pelo retorno esperado. É igualmente necessário interpretar corretamente o IFIX. O índice reúne fundos negociados na B3 e considera o retorno total, incluindo os rendimentos distribuídos. Observar apenas a variação da cota, portanto, pode levar a uma leitura incompleta do desempenho. E observar somente o índice pode esconder diferenças relevantes entre fundos e segmentos. Na minha avaliação, a questão central para os próximos meses não é tentar adivinhar o dia em que os FIIs voltarão a subir. É identificar quais fundos conseguem transformar seus ativos em renda recorrente, sustentável e proporcional ao risco assumido. Isso exige examinar contratos, vacância, concentração de inquilinos ou devedores, endividamento, qualidade da gestão e preço pago pela cota. O corte da Selic abre espaço para uma reavaliação do setor, mas não substitui essa análise. Em um mercado mais exigente, dividendos altos chamam a atenção; a consistência do fluxo de caixa é o que merece confiança.

Atividade econômica de Santa Catarina recua 1,3% em julho
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Atividade econômica de Santa Catarina recua 1,3% em julho

A atividade econômica de Santa Catarina registrou um recuo de 1,3% em julho de 2026 na comparação com junho, interrompendo uma sequência de seis meses de crescimento. Os dados do IBCR-SC analisados pela Federação das Indústrias de SC apontam que essa foi a maior retração desde abril de 2025, quando o índice caiu 2,2%. O indicador, considerado uma prévia do PIB, apresentou declínio superior ao registrado no Brasil, de 0,2% no mesmo período. Na avaliação da FIESC, a retração é parte de um processo longo de desaceleração e o resultado negativo já era esperado diante dos efeitos da SELIC sobre o crédito. O presidente da entidade, Gilberto Seleme, explica que o elevado nível de comprometimento da renda das famílias, combinado ao ritmo lento de queda da taxa básica de juros, estão entre os principais fatores para o desempenho. “O juro alto dificulta o acesso ao crédito, não só para as indústrias que querem investir, mas também para as famílias, com impactos no consumo”, disse Seleme. Entre os setores acompanhados, o volume de vendas do comércio varejista ampliado caiu 1,2% e o de serviços recuou 0,9%. A produção industrial permaneceu praticamente estável, com uma variação de -0,02%. Na comparação com igual período do ano anterior, no entanto, o resultado é de crescimento de 1,6%. O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, pondera que a despeito do indicador em alta na comparação com julho de 2025, os dados mostram uma tendência de arrefecimento produtivo. “O avanço do comércio e dos serviços, mais moderados do que no passado recente, contrasta com o desempenho contido da indústria. O endividamento das famílias e a manutenção da SELIC em patamares elevados continuarão a limitar o crescimento da economia de SC a taxa próxima a 2% até o final do ano”, avalia Bittencourt. No acumulado em 12 meses até julho de 2026, a economia catarinense registra crescimento de 1,6%, enquanto o índice nacional aponta avanço de 1,5%, demonstrando que, embora siga em expansão interanual, o estado está em claro processo de perda de dinamismo. Fonte: FIESC

Calendário Econômico de 28/9 a 2/10: desemprego, PCE e payroll
Fundos Imobiliários Brasileiros

Calendário Econômico de 28/9 a 2/10: desemprego, PCE e payroll

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você Gerando resumo Abrir o resumo Calendário Econômico de 28 de setembro a 2 de outubro tem desemprego e Caged no Brasil, PCE e PIB dos EUA e payroll de setembro Foto: Adobe Stock O mercado de trabalho concentra alguns dos principais indicadores do calendário econômico entre 28 de setembro e 2 de outubro. No Brasil, saem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), com a taxa de desemprego, e o Novo Caged, que mostra o saldo de vagas com carteira assinada. Nos Estados Unidos, os dados de emprego culminam na sexta-feira (2) com o payroll de setembro. PUBLICIDADE A quarta-feira (30) concentra outros indicadores importantes. Nos Estados Unidos, serão divulgados o índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) de agosto, medida de inflação acompanhada pelo Federal Reserve (Fed), e a terceira estimativa do PIB do segundo trimestre. No Brasil, o mesmo dia traz as estatísticas fiscais, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) e o Novo Caged. A agenda começa na segunda-feira (28), com o Boletim Focus e as contas externas, e termina na sexta-feira com a produção industrial brasileira. O payroll fecha a semana.. Publicidade Confira a agenda da semana. Segunda-feira, 28 de setembro O Boletim Focus abre a semana. Publicado toda segunda-feira pelo Banco Central, o relatório reúne as medianas das projeções de instituições do mercado para inflação, crescimento econômico, câmbio, taxa Selic e outros indicadores. Também saem as estatísticas do setor externo de agosto, divulgação oficialmente programada pelo Banco Central para segunda-feira. Entre os números estão as transações correntes e o investimento direto no país (IDP). Publicidade As transações correntes registram as operações do Brasil com o exterior envolvendo comércio de bens e serviços, renda e transferências. Já o IDP mede recursos aplicados por investidores estrangeiros com interesse duradouro em empresas e atividades produtivas no País. Na Austrália, começa a reunião de política monetária do Reserve Bank of Australia (RBA, o banco central australiano). A decisão será anunciada na terça-feira. A taxa de referência está atualmente em 4,35%. Terça-feira, 29 de setembro O mercado de trabalho brasileiro ganha espaço com a PNAD Contínua referente a agosto. Apesar da referência mensal, a taxa de desocupação é calculada para o trimestre móvel encerrado em agosto, e não apenas para aquele mês. A divulgação está prevista pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para terça-feira. Publicidade No resultado anterior, referente ao trimestre móvel encerrado em julho, a taxa de desocupação ficou em 5,3%. A Fundação Getulio Vargas (FGV) publica também o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de setembro. O indicador combina preços ao produtor, ao consumidor e na construção civil. Em agosto, havia recuado 0,22%. Nos Estados Unidos, sai o Job Openings and Labor Turnover Survey (JOLTS), levantamento do Departamento do Trabalho sobre vagas abertas, contratações e desligamentos. O relatório referente a agosto está oficialmente marcado para 29 de setembro. Publicidade Na Austrália, o RBA encerra sua reunião e anuncia a nova taxa de juros. Quarta-feira, 30 de setembro A quarta-feira concentra a maior quantidade de indicadores da semana. No Brasil, o Banco Central divulga as estatísticas fiscais de agosto. O conjunto inclui o resultado primário do setor público e a relação entre a dívida bruta do governo geral e o PIB. O resultado primário corresponde à diferença entre receitas e despesas não financeiras, portanto exclui os juros da dívida. Já a razão dívida/PIB mostra o tamanho do endividamento em relação à economia. Publicidade O IBGE publica ainda o Índice de Preços ao Produtor (IPP) de agosto, que acompanha a variação dos preços de venda recebidos pelas indústrias extrativas e de transformação. A divulgação está prevista oficialmente para 30 de setembro. Em alta E-investidor O investimento mais ‘estúpido’ de Warren Buffett acabou criando um império de US$ 1,1 trilhão Quanto R$ 1 milhão, R$ 5 milhões, R$ 10 milhões e R$ 20 milhões rendem por mês? Resultado da Lotofácil 3789: confira as dezenas sorteadas nesta sexta-feira (25) Também sai o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) de agosto. O levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego registra admissões e desligamentos de trabalhadores com carteira assinada e permite calcular o saldo de empregos formais. Em julho, foram criadas 58.568 vagas líquidas. Nos Estados Unidos, a ADP (Automatic Data Processing) publica seu relatório mensal sobre emprego no setor privado, construído a partir de dados de folhas de pagamento. A própria instituição confirma a divulgação em 30 de setembro. O levantamento tem metodologia diferente da utilizada no payroll e, por isso, não deve ser tratado como uma antecipação direta do relatório oficial. A inflação americana também entra no calendário com o PCE de agosto. O núcleo do PCE exclui alimentos e energia, categorias cujos preços tendem a oscilar mais. Em julho, o núcleo havia avançado 0,2% no mês e 3,3% em 12 meses. No mesmo dia, o Bureau of Economic Analysis (BEA, órgão responsável pelas contas nacionais americanas) divulga a terceira estimativa do PIB do segundo trimestre. A segunda estimativa apontou crescimento anualizado de 1,5% no período; os 2,1% registrados anteriormente correspondem ao crescimento do primeiro trimestre, e não a uma estimativa anterior do 2T26. O Reino Unido também apresenta uma revisão das contas nacionais do segundo trimestre. O Office for National Statistics (ONS, escritório de estatísticas britânico) confirma a publicação para 30 de setembro. A primeira estimativa havia apontado crescimento de 0,4% frente ao trimestre anterior. Publicidade Quinta-feira, 1º de outubro Outubro começa com a indústria americana em foco. O Institute for Supply Management (ISM) divulga seu índice de atividade industrial de setembro. O indicador é construído a partir de respostas de empresas sobre produção, novos pedidos, emprego, estoques e outras condições do setor. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego também entram na agenda. O levantamento semanal registra quantas pessoas solicitaram o benefício pela primeira vez e oferece uma leitura de alta frequência sobre demissões no mercado de trabalho americano. Publicidade China e Hong Kong terão feriado pelo Dia Nacional chinês. Sexta-feira, 2 de outubro O payroll fecha a semana. O Employment Situation, relatório conhecido no mercado como payroll reúne a variação do número de empregos fora do setor agrícola, a taxa de desemprego e o ganho médio por hora trabalhada. Publicidade A combinação entre criação de vagas, desemprego e salários fornece uma leitura ampla das condições do mercado de trabalho e integra o conjunto de informações acompanhado pelo Fed na condução dos juros. No Brasil, o IBGE divulga a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) de agosto. O levantamento mede a evolução da quantidade produzida pela indústria brasileira e permite observar o desempenho de diferentes atividades industriais. A zona do euro publica ainda a estimativa preliminar da inflação de setembro. O dado é calculado pela Eurostat, órgão estatístico da União Europeia. A inflação anual havia ficado em 3,2% em agosto. Leia também

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