Últimas Atualizações

Portal de Notícias

Fique por dentro das últimas novidades e acontecimentos do mercado financeiro, inflação, taxa Selic, câmbio e criptomoedas.

Bitcoin hoje avança empurrado por alívio nos EUA e vira ‘porto seguro’ contra o mau humor da B3
Bitcoin
13/08/2026

Bitcoin hoje avança empurrado por alívio nos EUA e vira ‘porto seguro’ contra o mau humor da B3

Da redaçãoi Da redação https://istoedinheiro.com.br/autor/da-redacao 13/08/2026 - 14:36 Para compartilhar: Copie a URL: Copiar Criptomoeda se descola da volatilidade acionária doméstica e consolida ganhos sustentada pela expectativa de corte de juros pelo Fed e forte demanda de ETFs institucionais O que aconteceu Rali Sustentado: O Bitcoin (BTC) opera em forte alta nesta quinta-feira (13), negociado na faixa dos US$ 108 mil, renovando o otimismo dos investidores após a divulgação de dados de inflação benignos nos Estados Unidos. Cotação em Reais: Com o dólar comercial operando sob pressão na casa de R$ 5,20, a cotação do ativo digital no Brasil ultrapassa os R$ 560 mil, ampliando os ganhos para o investidor local. O Fator Federal Reserve: A redução nas apostas de juros altos nos EUA derruba os rendimentos dos títulos do Tesouro americano ( Treasuries ), canalizando a liquidez global para ativos de escassez comprovada. Refúgio Alternativo: Enquanto o Ibovespa amarga sete pregões seguidos de queda e a Selic estaciona em 14%, o Bitcoin atrai capital de brasileiros em busca de diversificação e proteção em moeda forte. O mercado global de criptoativos vive um dia de forte tração direcional nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026. Liderando o pelotão, o Bitcoin (BTC) consolida sua posição de destaque nos portfólios internacionais, operando com ganhos firmes na região dos US$ 108 mil. O movimento de alta evidencia o descolamento da moeda digital em relação aos ativos de risco tradicionais das economias emergentes, atraindo um fluxo comprador que busca antecipar os próximos passos da política monetária global. O grande motor da valorização do Bitcoin hoje não reside em novidades tecnológicas da rede, mas sim na macroeconomia norte-americana. A divulgação recente do Índice de Preços ao Produtor (PPI) nos Estados Unidos apontou para o esperado “pouso suave” da economia. Com a inflação dando sinais claros de arrefecimento, o mercado precificou que o Federal Reserve (Fed) não tem mais espaço para manter o custo do dinheiro em patamares elevados, o que derrubou os juros futuros nos EUA e enfraqueceu o dólar globalmente (DXY). Historicamente e, de forma mais madura neste ciclo de 2026, quando o custo de oportunidade da renda fixa americana cai, a liquidez institucional migra rapidamente para ativos que não podem ser inflacionados por bancos centrais — tese central do Bitcoin. Para o investidor brasileiro, o ganho de capital no Bitcoin ocorre de forma dupla. A criptomoeda não apenas sobe em dólar, mas o prêmio cambial potencializa a rentabilidade no mercado interno. Com o dólar comercial operando na faixa de R$ 5,20 nesta quinta-feira, influenciado pelo rebaixamento das ações brasileiras pelo JPMorgan e pelas incertezas geopolíticas, um único Bitcoin passa a ser cotado acima de R$ 560 mil nas principais exchanges (corretoras) que operam no País. Esse cenário cria um contraste brutal no mercado financeiro nacional. Enquanto o Ibovespa definha na casa dos 167 mil pontos, punido por uma taxa Selic a 14% ao ano e pela debandada de R$ 7,2 bilhões de capital estrangeiro apenas em agosto, o Bitcoin passou a funcionar como uma espécie de “porto seguro” assimétrico. Alocadores de patrimônio e escritórios de Wealth Management da Faria Lima têm utilizado os ETFs (Fundos de Índice) de criptoativos listados na B3 para dolarizar as carteiras dos clientes e blindá-las contra o Risco Brasil, sem abrir mão da regulação da CVM. Outro fator que sustenta o atual patamar de preço do Bitcoin em 2026 é a consolidação do choque de oferta programado. Mais de dois anos após o halving de abril de 2024 (que reduziu a emissão de novas moedas pela metade), o mercado absorveu completamente a escassez do ativo. Paralelamente, os ETFs de Bitcoin à vista (spot), aprovados em Wall Street e plenamente maduros em 2026, transformaram a dinâmica de negociação. A entrada constante de capital de fundos de pensão, grandes bancos e tesourarias corporativas americanas estabeleceu um “piso” de liquidez que reduziu drasticamente a volatilidade que outrora afugentava o investidor tradicional. Guia do Investidor Seja você um investidor veterano ou iniciante, a inclusão do Bitcoin na carteira neste ambiente de 2026 exige estratégia e cautela para mitigar riscos: Evite o Fomo (Medo de Ficar de Fora): Com o Bitcoin flertando com os US$ 108 mil, não comprometa seu caixa de uma só vez. A estratégia mais segura continua sendo o Dollar Cost Averaging (DCA) — fazer aportes fracionados (semanais ou mensais) para diluir o preço médio de aquisição. Veículos Regulados na B3: Se você não possui familiaridade com a custódia própria em carteiras frias ( cold wallets ) ou teme as complexidades tributárias, invista através de ETFs de criptomoedas listados na Bolsa brasileira (como HASH11, BITH11 ou QBTC11). Eles garantem exposição direta ao ativo com a facilidade da tributação simplificada via DARF de ganho de capital. Regras de Tributação Atualizadas: Lembre-se de que, pelas regras da Receita Federal vigentes em 2026, lucros obtidos com criptoativos custodiados no exterior estão sujeitos à alíquota anual unificada de 15%. Para operações realizadas em corretoras nacionais (VASPs registradas no Banco Central), as alíquotas seguem a tabela progressiva com isenção para vendas de até R$ 35 mil no mês. Controle a Alocação: Apesar da alta expressiva, o Bitcoin continua sendo um ativo de renda variável e volatilidade iminente. Gestores de risco recomendam que a exposição em criptomoedas não ultrapasse a faixa de 2% a 5% do patrimônio líquido de um investidor conservador, garantindo que o núcleo da carteira continue protegido na renda fixa brasileira a 14% ao ano. Leia mais Offshore vs. Onshore em 2026: onde é melhor investir seu dinheiro com as regras de 2026? Sky Dollar (USDS): a “renda fixa cripto” ganha espaço na carteira dos investidores Renda fixa em dólar: Tesouro americano bate 3% de ganho real e atrai brasileiros Irã no Banco do Brics: país confirma adesão para driblar sanções dos EUA Deutsche Bank se torna o primeiro banco não chinês a operar clearing de yuan na União Europeia Elon Musk anuncia a Terafab: a maior instalação industrial do planeta com aporte de US$ 16,8 bilhões Os 10 carros elétricos mais econômicos do Brasil, segundo o Inmetro Para compartilhar:

Ibovespa cai e renda fixa avança com Selic a 14%
Selic
13/08/2026

Ibovespa cai e renda fixa avança com Selic a 14%

O Ibovespa engatou nova rodada de perdas nesta quinta-feira (13). O índice opera ao redor de 167.300 pontos, pressionado por uma combinação de fatores: o rebaixamento das ações brasileiras pelo JPMorgan, a saída líquida de estrangeiros ao longo de agosto e o recuo no preço de commodities, com destaque para o minério de ferro que atinge Petrobras e Vale. O banco americano cortou a recomendação de renda variável do Brasil para neutro, movimento que ajudou a acelerar a correção do principal índice da B3. Só em agosto, a debandada de capital estrangeiro chegou a R$ 7,2 bilhões, agravando a pressão sobre o mercado acionário. O quadro contrasta com o desempenho de meses atrás. Em abril de 2026, o Ibovespa havia alcançado a marca histórica de 199.355 pontos. Desde então, o índice entrou em rota de correção e agora ronda o patamar de 167 mil pontos. Renda fixa se torna o destino do capital Enquanto a renda variável recua, a renda fixa desponta como abrigo. O Comitê de Política Monetária manteve a taxa básica em 14,00% ao ano, e o Banco Central do Brasil sustenta a Selic nesse nível. Descontada a inflação, o juro real oferecido pela renda fixa se aproxima de 9,5% ao ano. A inflação, por ora, dá algum fôlego a esse cálculo. O IBGE divulgou o IPCA de julho de 2026 em 0,07%, com alta acumulada de 3,44% no ano e 4,44% em 12 meses.

Desconto de 85% sobre multas e juros e parcelamento em 60 vezes: conheça os editais do Concilia
Selic
13/08/2026

Desconto de 85% sobre multas e juros e parcelamento em 60 vezes: conheça os editais do Concilia

A Prefeitura de Campinas publicou nesta quinta-feira, 13 de agosto, no Diário Oficial, os dois editais que regulamentam a segunda etapa do Concilia Campinas. O programa amplia as condições para a regularização de débitos inscritos na Dívida Ativa do Município, com foco principalmente em dívidas de IPTU. Entre as novidades, estão o recálculo dos valores pela Taxa Selic, descontos que podem chegar a 85% sobre multas e juros e parcelamento em até 60 vezes, dependendo da categoria do contribuinte e do tipo de débito negociado. Regras para público geral e pequenos devedores O Edital 01/2026, chamado Programa Geral, vale para pessoas físicas e jurídicas e não estabelece limite de valor para adesão. Após o recálculo pela Selic, o contribuinte pode obter até 75% de desconto sobre multas e juros e parcelar em até 30 vezes. Já o Edital 02/2026, destinado aos Pequenos Devedores, é exclusivo para pessoas físicas, microempresas e empresas de pequeno porte. Nessa modalidade, podem ser negociados débitos de até 2.270 UFICs por inscrição, respeitado o limite total de 12.715 UFICs por contribuinte, com desconto de até 85% e pagamento em até 60 parcelas. Adesão começa em setembro A adesão ao programa poderá ser feita de forma eletrônica, pelo Ambiente Exclusivo, a partir da segunda quinzena de setembro. Além disso, já está disponível o hotsite oficial do Concilia Campinas, com os editais, perguntas e respostas e outras informações sobre a renegociação. Segundo a Procuradoria Fiscal, a proposta busca dar condições mais vantajosas para diferentes perfis de devedores e, ao mesmo tempo, ampliar a recuperação de recursos para o município. Na primeira fase do programa, a arrecadação chegou a R$ 130 milhões. Exemplos e casos com discussão judicial O município informou que cerca de R$ 4,8 bilhões em débitos estão aptos a ser negociados nesta segunda etapa. Um exemplo apresentado no lançamento mostrou que uma dívida vencida em 2015, originalmente de R$ 24.483,65, chegou a R$ 104.134,12 com juros e multas, mas caiu para R$ 31.745,36 para negociação à vista com as regras do Concilia. A nova fase também contempla contribuintes que discutem débitos de IPTU na Justiça e já possuem decisões favoráveis. Nesses casos, a Prefeitura poderá usar os valores reconhecidos judicialmente como base para formalizar acordos e encerrar os processos de forma mais rápida e consensual.

Ações em queda e Renda Fixa em alta: B3, Selic a 14% e IPCA hoje (13)
Selic
13/08/2026

Ações em queda e Renda Fixa em alta: B3, Selic a 14% e IPCA hoje (13)

Da redaçãoi Da redação https://istoedinheiro.com.br/autor/da-redacao 13/08/2026 - 10:47 Para compartilhar: Copie a URL: Copiar Com o Ibovespa pressionado na casa dos 167 mil pontos e o IPCA acumulado em 4,44% em 12 meses, os títulos atrelados ao CDI e à inflação garantem os maiores ganhos reais das últimas temporadas O que aconteceu Bolsa sob Pressão: O Ibovespa renovou a sequência de perdas nesta quinta-feira (13), operando na faixa de 167.300 pontos, afetado pelo rebaixamento das ações brasileiras pelo JPMorgan e por uma debandada de R$ 7,2 bilhões de capital estrangeiro em agosto. Selic em Patamar Elevado: Com a taxa básica mantida pelo Copom na meta de 14,00% ao ano, os ativos pós-fixados continuam entregando retornos nominais robustos e previsíveis. Inflação sob Controle Relativo: O IBGE apurou taxa de 0,07% no IPCA de julho, levando o acumulado do ano de 2026 para 3,44% e o indicador de 12 meses para 4,44%. Ganho Real Histórico: A combinação de inflação moderada com juros de dois dígitos assegura um juro real de quase 9.5% ao ano na renda fixa, sufocando a atratividade imediata da renda variável. O ambiente de investimentos no Brasil atravessa um momento marcante em agosto de 2026. A dinâmica entre o mercado acionário e o mercado de crédito escancarou a preferência dos investidores locais e institucionais por ativos de menor risco. Enquanto a B3 sofre com o desmonte de posições estrangeiras e a volatilidade geopolítica internacional, os instrumentos de renda fixa vivem uma de suas fases mais rentáveis da história recente. A fraqueza no mercado de ações reflete um somatório de fatores internos e externos. O movimento do JPMorgan de rebaixar a recomendação de renda variável do Brasil para “neutro” acelerou a saída do capital vindo de fora. Em paralelo, os investidores acompanham os desdobramentos das tensões no Oriente Médio e os impactos fiscais das eleições de 2026, o que elevou a aversão ao risco na praça paulista. Após alcançar a marca histórica de 199.355 pontos em abril de 2026, o Ibovespa engatou uma rota de correção rigorosa. O principal índice da B3 opera agora cotado na região dos 167.300 pontos, estendendo uma incômoda sequência de pregões em queda. O volume financeiro desacelerou e a saída líquida de estrangeiros já ultrapassa os R$ 7,2 bilhões apenas neste mês. Grandes nomes de peso no índice, como Petrobras, Vale e o setor bancário tradicional, têm enfrentado oscilações bruscas decorrentes do recuo no preço de commodities cruciais — como o minério de ferro — e do encarecimento do crédito interno. Sem gatilhos imediatos de curto prazo para destravar o valor das companhias abertas, a renda variável amarga uma perda de apelo frente às taxas garantidas pela dívida pública e privada. Se a Bolsa sofre para atrair compradores, a renda fixa tornou-se a grande protagonista dos portfólios em 2026. A decisão do Banco Central do Brasil em manter a taxa Selic em 14,00% ao ano, acompanhada por um tom bastante conservador na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), garante um rendimento bruto de cerca de 1,10% ao mês para aplicações pós-fixadas atreladas ao CDI. Essa rentabilidade torna os títulos públicos Tesouro Selic, além de CDBs de bancos de primeira linha, as opções preferenciais para fundos de emergência e caixa corporativo. Papéis isentos de Imposto de Renda — a exemplo de LCI, LCA, CRI e CRA — pagam taxas equivalentes a retornos brutos superiores a 16% ao ano na tabela regressiva, criando uma barreira de rentabilidade quase imbatível para a bolsa de valores superar no curto prazo. O quadro fica ainda mais favorável para a renda fixa ao analisar a dinâmica da inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE, avançou apenas 0,07% no mês de julho de 2026. Com esse resultado, o indicador oficial de inflação acumula 3,44% no ano e atinge 4,44% nos últimos 12 meses. Para quem está posicionado em papéis do Tesouro IPCA+ (NTN-B) ou debêntures incentivadas que pagam a variação da inflação mais um cupom fixo ao redor de 6,5% a 7,0% ao ano, a equação entrega um ganho real líquido expressivo acima da inflação. Com a inflação desacelerando na margem e os juros nominais no topo, o investidor consegue preservar e expandir seu poder de compra em patamares raramente vistos no mercado global. Guia do Investidor Com o tripé macroeconômico (Ações, Selic e IPCA) desenhando este cenário em agosto de 2026, veja como montar ou ajustar sua estratégia financeira: Aproveite a Trava de Juros no Tesouro IPCA+: Papéis indexados à inflação que oferecem IPCA + 6,5% ou mais representam excelentes oportunidades para metas de longo prazo (aposentadoria ou compra de imóveis). Ao carregar o título até o vencimento, você imuniza o capital contra estouros inflacionários futuros e garante um prêmio real elevado. Ações Apenas com Foco em Dividendos e Valor: A queda do Ibovespa para 167 mil pontos abriu descontos em empresas pagadoras de dividendos ( dividend yields acima do CDI) e companhias resilientes do setor elétrico e de saneamento. Para quem investe com horizonte de vários anos, a estratégia deve focar na compra gradual de boas empresas a preços módicos. Reserva de Emergência em Liquidez Diária: Mantenha a parcela de curtíssimo prazo e caixa em fundos DI de taxa zero, Tesouro Selic ou CDBs com liquidez diária e rendimento de 100% do CDI, aproveitando o juro de 14,00% ao ano sem correr riscos de oscilação de mercado. Cuidado com a Marcação a Mercado no Crédito Privado: Se for investir em debêntures ou títulos prefixados longos, esteja ciente de que novidades fiscais ou sobressaltos na curva de juros podem fazer o preço do papel oscilar antes do vencimento. A recomendação é diversificar os emissores e focar na qualidade de crédito de empresas triplo A (AAA). Leia mais Dólar hoje encosta em R$ 5,20 pressionado por rebaixamento do Brasil, saída de estrangeiros e tensão no petróleo Offshore vs. Onshore em 2026: onde é melhor investir seu dinheiro com as regras de 2026? Sky Dollar (USDS): a “renda fixa cripto” ganha espaço na carteira dos investidores Renda fixa em dólar: Tesouro americano bate 3% de ganho real e atrai brasileiros Irã no Banco do Brics: país confirma adesão para driblar sanções dos EUA Deutsche Bank se torna o primeiro banco não chinês a operar clearing de yuan na União Europeia Os 10 carros elétricos mais econômicos do Brasil, segundo o Inmetro Para compartilhar:

Dólar hoje encosta em R$ 5,20 pressionado por rebaixamento do Brasil, saída de estrangeiros e tensão no petróleo
Dólar Hoje
13/08/2026

Dólar hoje encosta em R$ 5,20 pressionado por rebaixamento do Brasil, saída de estrangeiros e tensão no petróleo

Redaçãoi Redação - https://istoedinheiro.com.br/author/admin3 13/08/2026 - 10:34 Para compartilhar: Copie a URL: Copiar Moeda norte-americana engata nova sequência de altas impulsionada pelo relatório do JPMorgan, ata rígida do Copom e incertezas geopolíticas no Estreito de Hormuz O que aconteceu Escalada Cambial: O dólar comercial acelerou os ganhos nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, sendo negociado na faixa de R$ 5,18 a R$ 5,20, consolidando o maior patamar das últimas seis semanas. Rebaixamento Corporativo: O relatório global do banco JPMorgan rebaixou a recomendação do Brasil para “neutro”, acelerando a debandada de capital estrangeiro da Bolsa brasileira (B3). Pressão de Juros e Inflação: A ata conservadora do Copom e a inflação nos EUA (CPI acumulado em 3,4%) reduzem a atratividade do diferencial de juros brasileiro ( carry trade ). Fator Commodities: A disparada do petróleo Brent para perto de US$ 88 o barril, provocada pelo impasse entre EUA e Irã no Oriente Médio, alimenta temores inflacionários globais. O mercado de câmbio doméstico opera sob forte estresse neste dia 13 de agosto de 2026. O dólar comercial abriu o pregão mantendo a trajetória de valorização vista ao longo da semana e rapidamente testou o patamar de R$ 5,19, flertando com a marca de R$ 5,20. O movimento reflete um alinhamento indigesto para os ativos brasileiros: a deterioração do humor internacional somada ao desmonte de posições por parte de grandes fundos estrangeiros no mercado local. O principal catalisador para a recente sangria na B3 e para a disparada da moeda americana foi a divulgação de um relatório do gigante financeiro JP Morgan. A instituição cortou a recomendação para o investimento em ações brasileiras de “compra” para “neutro”. O banco justificou a revisão apontando o fim iminente do ciclo de cortes de juros pelo Banco Central, a desaceleração do crescimento econômico no segundo semestre de 2026 e o aumento dos custos de crédito corporativo, o que provocou saídas bilionárias de capital estrangeiro do país em sessões consecutivas. No ambiente doméstico, a leitura da ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom) jogou água fria em quem esperava novos cortes agressivos na taxa Selic. O documento reforçou a dependência total de dados e ressaltou preocupações com a inflação de serviços e com o recente dado do IPCA, que veio levemente acima do esperado pelas estimativas do mercado. Diante desse quadro, analistas projetam que a Selic encerrará o ano de 2026 próxima de 13,25% ao ano, reduzindo o prêmio de risco oferecido aos investidores internacionais. Do lado norte-americano, os dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de julho mostraram que a inflação acumulada em 12 meses nos Estados Unidos permanece em 3,4%, acima da meta perseguida pelo Federal Reserve. Esse cenário mantém o banco central americano sem pressa para cortar os juros da economia americana, sustentando o dólar forte em nível global contra moedas de países emergentes. Para completar o quadro de incertezas, o mercado segue monitorando os desdobramentos no Oriente Médio. A exigência iraniana de suspensão das sanções americanas para a liberação do Estreito de Hormuz — canal logístico por onde transita um quinto do petróleo do planeta — mantém o barril de petróleo Brent cotado perto dos US$ 88. A alta da commodity atua como uma espada de Dâmocles sobre as expectativas de inflação mundial. Adicionalmente, a proximidade da abertura oficial das campanhas para as Eleições Gerais de 2026 amplia a volatilidade dos ativos. Com os prêmios da curva de juros futura se ajustando para cima e o Ibovespa testando marcas mínimas na faixa dos 167 mil pontos, a busca pelo dólar consolidou-se como o movimento imediato de proteção patrimonial das tesourarias. Guia do Investidor: Orientações Práticas Diante da disparada do dólar para a faixa de R$ 5,19 a R$ 5,20 nesta reta de agosto, o investidor deve agir com disciplina analítica e evitar decisões precipitadas movidas por pânico: Evite o “Desespero de Compra” para Viagens: Se você possui viagens ao exterior agendadas para os próximos meses de 2026, não tente adivinhar o topo do câmbio comprando todo o montante de uma só vez. Utilize a estratégia de compras fracionadas semanais em contas internacionais ou cartões globais para fazer um preço médio ponderado. Hedge Corporativo para Importadores: Empresas que possuem insumos cotados em dólar e compromissos de pagamento no curto prazo devem aproveitar repiques temporários ou utilizar instrumentos de proteção (como contratos futuros de dólar na B3 ou derivativos de swap ) para travar a margem operacional e evitar estouros de custo. Aportes Internacionais com Cautela: Para quem busca dolarizar a carteira através de BDRs, ETFs internacionais ou fundos globais, a alta recente da moeda americana exige paciência. Realizar aportes graduais reduz o risco de comprar ativos no pico de alta cambial antes de correções técnicas. Renda Fixa Doméstica como Âncora: Com o mercado precificando uma Selic terminal mais alta em 2026 para reter o capital externo e conter a inflação importada pelo dólar, títulos públicos e privados pós-fixados (atrelados ao CDI) continuam pagando excelente rentabilidade real e atuando como um seguro contra a volatilidade da Bolsa. Leia mais Offshore vs. Onshore em 2026: onde é melhor investir seu dinheiro com as regras de 2026? Sky Dollar (USDS): a “renda fixa cripto” ganha espaço na carteira dos investidores Renda fixa em dólar: Tesouro americano bate 3% de ganho real e atrai brasileiros Irã no Banco do Brics: país confirma adesão para driblar sanções dos EUA Deutsche Bank se torna o primeiro banco não chinês a operar clearing de yuan na União Europeia Elon Musk anuncia a Terafab: a maior instalação industrial do planeta com aporte de US$ 16,8 bilhões Os 10 carros elétricos mais econômicos do Brasil, segundo o Inmetro Para compartilhar:

“Português Nosso de Cada Dia”: entenda o significado da palavra ‘Selic’
Selic
13/08/2026

“Português Nosso de Cada Dia”: entenda o significado da palavra ‘Selic’

A expressão “Selic” pode parecer restrita ao universo da economia, mas está presente em situações do cotidiano dos brasileiros, influenciando desde compras parceladas até financiamentos e investimentos. O assunto foi explicado pelo professor Golbery Rodrigues, no quadro semanal “Português Nosso de Cada Dia”, da Rádio Caturité FM. Segundo o professor, Selic é uma sigla para Sistema Especial de Liquidação e de Custódia e está relacionada às operações com títulos públicos realizadas no sistema financeiro. A partir dessas operações, é definida a taxa Selic, considerada a principal taxa de juros da economia brasileira. “Podemos entendê-la como um sistema em que os bancos negociam títulos públicos. A partir dessas operações, surge a taxa Selic, que é a principal taxa de juros da economia brasileira”, explicou Golbery. Para facilitar a compreensão, o professor comparou a Selic a um termômetro dos juros. Quando a taxa está alta, o crédito tende a ficar mais caro, reduzindo o consumo e ajudando no controle da inflação. Quando cai, os empréstimos costumam ficar mais baratos, favorecendo compras, investimentos e a atividade econômica. “Pense na Selic como o termômetro dos juros ou os juros básicos do país, a taxa mãe dos juros ou até mesmo o preço do dinheiro”, afirmou. Golbery destacou ainda que compreender o significado de palavras e expressões presentes no cotidiano é justamente o objetivo do quadro. “Em resumo, a Selic é muito mais do que uma sigla difícil. Ela funciona como um grande regulador da economia brasileira, influenciando desde o financiamento de um carro até o preço dos alimentos que chegam até a nossa mesa”, concluiu o professor. Veja também: “Farmar aura”: entenda o significado da gíria que domina as redes sociais ‘Prompt’: a pergunta certa faz toda a diferença na IA, explica professor

Ibovespa futuro, dólar, lucro do Banrisul, aquisição da Orizon e outras notícias corporativas
Bitcoin
13/08/2026

Ibovespa futuro, dólar, lucro do Banrisul, aquisição da Orizon e outras notícias corporativas

Ibovespa futuro, dólar, lucro do Banrisul, aquisição da Orizon e outras notícias corporativas Publicado às 9h36 – atualizado às 9h54 Ibovespa futuro O Ibovespa futuro (INDV26 contrato com vencimento para outubro de 2026) abriu em queda nesta quinta-feira, 13. Às 9h54 caía 0,21% aos 170.055 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h. Dólar Às 9h51 o dólar comercial tinha alta de 0,15% cotado a R$ 5,188 na venda. Petróleo, minério, ouro e bitcoin (9h31) Petróleo Brent: -1,83% (US$ 87,3). O Brent é referência para a Petrobras. Bitcoin futuro: +0,07% (US$ 63.667) Ouro (contrato para agosto/26 – onça-troy): -0,51% (US$ 4.444) Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,21% a 705 iuanes (US$ 104,5). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. Futuros de ações em Nova York Às 9h30 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,26% e o S&P 500 futuro tinha valorização de 0,11%. Nasdaq futuro caía 0,12%. Notícias corporativas desta manhã: Orizon anuncia aquisição de participação de 51% no aterro sanitário de Rondonópolis (MT) A Orizon Valorização de Resíduos (ORVR3) informou nesta quinta-feira, 12, que sua subsidiária integral, Orizon Meio Ambiente (OMA), celebrou contrato para aquisição de participação correspondente a 51% do capital social da sociedade titular do aterro sanitário de Rondonópolis, localizado no município de Rondonópolis, estado de Mato Grosso. O ativo, licenciado e em operação, recebe, em média, de 13 a 14 mil toneladas mensais de resíduos sólidos urbanos, atendendo Rondonópolis e municípios do entorno. Com o novo Ecoparque, a Orizon reforça seu posicionamento no estado de Mato Grosso, onde já opera o Ecoparque Cuiabá, em mais um passo da estratégia de consolidação do setor e de expansão do banco de resíduos, com a consequente valorização do resíduo sob gestão — geração de biogás, comercialização de energia e/ou biometano e certificação e venda de créditos de carbono, dentre outros. O valor da firma (enterprise value) atribuído à participação de 51% ora adquirida é de R$ 45,4 milhões, a serem pagos à vista no fechamento da operação. O ativo possui Ebitda anual corrente estimado entre R$ 16 milhões e R$ 18 milhões. O fechamento da transação está sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e às demais condições precedentes previstas em contrato. Banrisul (BRSR6) reporta lucro R$ 325,4 milhões no 2T26, redução de 13,8% no ano O Banrisul (BRSR6) divulgou nesta quinta-feira, 13, que teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido de R$ 325,4 milhões, redução de 13,8% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25). Frente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), o lucro líquido aumentou 46,8%. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 11,4%, ante 7,9% no 1T26 e 14,3% no 2T25, na mesma base de comparação. O patrimônio líquido do banco gaúcho atingiu R$ 11,5 bilhões no 2T26, crescimento de 3,4% na base anual de comparação. Os ativos totais somaram R$ 172,2 bilhões no 2T26, alta de 5,4% em relação ao 2T25. A carteira de crédito somou R$ 64,4 bilhões. A Bradespar (BRAP4) divulgou nesta quinta-feira, 13, que teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido de R$ 252,3 milhões, queda de 43,9% na comparação com o segundo trimestre de 2025 (2T25). Como companhia de investimentos, a Bradespar tem sua receita operacional originada do resultado de equivalência patrimonial e juros sobre o capital próprio da mineradora Vale (VALE3). No segundo trimestre de 2026, a Bradespar registrou receita operacional de R$ 251,9 milhões e, no acumulado dos primeiros seis meses do ano, o montante de R$ 805 milhões, refletindo o desempenho da Vale no período. O resultado financeiro da Bradespar, no trimestre que se encerrou, atingiu o valor positivo de R$ 10,9 milhões, decorrente, principalmente, de aplicações financeiras e de remuneração sobre Impostos a Recuperar. Esse resultado reflete a continuidade da posição líquida de caixa da companhia, na medida que não possui endividamento financeiro. Notícias da noite de quarta: A CSN (CSNA3) registrou prejuízo líquido de R$ 773,1 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26). Dessa forma a companhia aumentou o prejuízo em relação ao mesmo trimestre de 2025 (2T25), quando reportou perda de R$ 130 milhões. No primeiro trimestre de 2026 (1T26) o prejuízo foi de R$ 555 milhões. Segundo a companhia, o aumento do prejuízo em relação ao 1T26 resultado é consequência das maiores despesas financeiras relacionadas à variação cambial que acabou por anular a melhor performance operacional verificada no período. Quando se compara com o mesmo período de 2025, a variação foi ainda maior como resultado do impacto extraordinário das reversões de contingências observadas naquele período, afirmou a siderúrgica. O Ebitda ajustado no 2T26 atingiu R$ 2,772 bilhões, alta de 4,9% em relação ao 2T25. No release com os dados trimestrais, a CSN destaca que o resultado traz algumas mensagens importantes, como o maior desempenho já atingido no segmento de cimentos; uma evolução consistente no segmento de siderurgia, com a rentabilidade voltando para o patamar de 2 dígitos; o segundo maior desempenho do segmento de logística e um desempenho extraordinário de produção e vendas no segmento de mineração. No 2T26, a receita líquida atingiu R$ 11,3 bilhões, representando um aumento de 6,6% em relação ao trimestre anterior e de 5,7% na comparação com o mesmo período de 2025. A CSN explicou que esse resultado é consequência da sazonalidade da operação devido ao período mais seco e à maior atividade comercial, além da evolução das condições de mercado observada no segmento de siderurgia ao proporcionar aumento de vendas e preço. A CSN Mineração (CMIN3) registrou lucro líquido de R$ 219,4 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 89% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25). De acordo com a companhia, esse resultado foi alcançado mesmo com a piora do Ebitda verificada no trimestre em razão de toda a pressão nos custos logísticos, o que ressalta a resiliência da operação, o menor impacto da variação cambial no resultado financeiro e a recuperação de créditos tributários no período. No 2T26 o Ebitda ajustado foi de R$ 1,018 bilhão, com margem Ebitda ajustada de 35,5%, representando retração de 9,4 p.p. em relação ao primeiro trimestre (1T26) e de 1,7 p.p. frente ao 2T25. O Ebitda ajustado caiu 19,7% na base anual de comparação. Segundo a mineradora, a redução da rentabilidade ocorreu mesmo em um período marcado pela excelência operacional, o que demonstra o impacto dos custos logísticos e da realização de preço no negócio. No 2T26, a receita líquida ajustada totalizou R$ 2,86 bilhões, o que representa uma redução de 9,4% em relação ao 1T26 e queda de 15,8% frente ao 2T25. Apesar do elevado volume de vendas e da manutenção do preço do minério ao longo do trimestre, o desempenho foi impactado pela apreciação cambial e pelo aumento dos custos de frete, pressionados pela guerra entre Estados Unidos e Irã, explicou a CSN Mineração. Para o time de analistas da XP, o Banco do Brasil (BBAS3) apresentou um resultado acima do esperado no segundo trimestre (2T26), com lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, 15% acima da sua estimativa, apoiado por um Custo do Risco melhor que o esperado e bom controle das despesas operacionais. Mas a equipe considera que a qualidade subjacente do trimestre permanece mista. Já a Genial Investimentos destaca que, apesar da melhora ainda que marginal da rentabilidade do Banco do Brasil no trimestre, a avaliação do 2T26 é de uma piora na qualidade do resultado. O lucro líquido ajustado veio 6,9% acima da estimativa, mas a Genial segue vendo uma rentabilidade muito abaixo do custo de capital e, principalmente, uma dinâmica de crédito ainda frágil. O Banco do Brasil teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, alta de 3,3% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25). O número veio acima do esperado por analistas de mercado. O consenso da Bloomberg projetava lucro de R$ 3,5 bilhões. Já as projeções reunidas pela Lseg apontavam para R$ 3,6 bilhões. As projeções de analistas consultados pelo Valor Econômico eram de R$ 3,57 bilhões. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) do banco estatal ficou em 8,3%. No primeiro trimestre (1T26) ficou em 7,3% e no 2T25 foi de 8,4%. A Margem Financeira Bruta (MFB) atingiu R$ 27,5 bilhões no 2T26, crescimento de 0,2% na comparação trimestral, refletindo principalmente a elevação no resultado de tesouraria (+2,1%). O Custo do Crédito correspondeu a R$ 18,5 bilhões no 2T26, elevação de 16,1% em relação ao 2T25 e redução de 2,1% frente ao 1T26. A inadimplência acima de 90 dias foi de 5,61%, enquanto o índice de cobertura encerrou o período em 148,5%. As Receitas de Prestação de Serviços totalizaram R$ 9,1 bilhões no trimestre, com alta de 3,4% comparando com o 1T26 e avanço de 4,2% na comparação com o 2T25. A Carteira de Crédito somou R$ 1,3 trilhão em junho/26, com crescimento de 0,6% no trimestre e 1,5% em 12 meses. As despesas administrativas no 2T26 atingiram R$ 10,1 bilhões, elevação de 0,6% em relação ao trimestre anterior. O Banco do Brasil (BBAS3) informou na quarta-feira, 12, a distribuição de R$ 584.910.838,17 a título de remuneração aos acionistas sob a forma de Juros sobre Capital Próprio (JCP), relativo ao segundo trimestre de 2026. O valor por ação é de R$ 0,10413811686. Os valores pagos serão atualizados, pela taxa Selic, da data do balanço (30/06/2026) até a data do pagamento (11/09/2026) e terão como base a posição acionária de 01/09/2026. As ações serão negociadas a “ex” a partir de 02/09/2026. O conselho de administração da Ultrapar (UGPA3) aprovou a distribuição de dividendos no montante de R$ 1.085.944.529,00, correspondentes a R$ 1,00 por ação ordinária, a serem pagos a partir de 3 de setembro de 2026, sem remuneração ou atualização monetária. A data-base para o direito ao recebimento do dividendo (record date) será 24 de agosto de 2026 no Brasil e 26 de agosto de 2026 nos Estados Unidos. Desta forma, as ações passarão a ser negociadas “ex-dividendos” a partir de 25 de agosto de 2026 na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), e de 26 de agosto de 2026 na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). A Ultrapar também divulgou que teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido de R$ 1,7 bilhão, alta de 46% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25). O Ebitda ajustado recorrente cresceu para R$ 3,66 bilhões. A Taesa (TAEE4, TAEE11) informou que foi concluída a operação de aquisição de cinco ativos de transmissão de energia da Energisa (ENGI11). A Taesa assumiu o controle integral da Energisa Goiás Transmissora de Energia I, Energisa Pará Transmissora de Energia I e II, além de Energisa Tocantins Transmissora de Energia e Energisa Tocantins Transmissora de Energia II. Com a conclusão da operação a Taesa realizou o pagamento do preço de aquisição às vendedoras, correspondente a R$ 1,638 bilhão, sendo este valor o resultado do preço de aquisição base de R$ 1,545 bilhão, com data-base de 31 de dezembro de 2025, corrigido por CDI até a presente data e ajustado conforme previsto no contrato e no termo de fechamento. O preço permanece sujeito a ajustes pós-fechamento, a serem apurados nos próximos 90 dias. A aquisição das Sociedades adiciona para a Taesa R$ 305 milhões de RAP (ciclo RAP 2026-2027, já adicionado de PIS/COFINS), 1,3 mil km de extensão de linhas de transmissão e 4.494 MVA de potência de transformação, com 22 anos de vida contratual média remanescente, reforçando a estratégia de crescimento da companhia, na busca por ativos de transmissão que gerem sinergias com suas linhas atuais e alonguem o prazo médio de duração das concessões. A Receita Anual Permitida (RAP) é a remuneração que as transmissoras recebem pela prestação do serviço público de transmissão aos usuários. A Vale (VALE3) informou que sua subsidiária Vale Base Metals (VBM) está prosseguindo com o projeto de Flotação de Partículas Grossas (Coarse Particle Flotation – CPF) em seu Complexo de Cobre Salobo, no Pará. A VBM espera iniciar a operação no primeiro semestre de 2028, aproximadamente um ano antes do cronograma original. “O cronograma revisado reflete iniciativas de otimização do projeto e melhorias na execução implementadas, que também contribuem para uma melhoria dos retornos do projeto”, afirmou a mineradora em um comunicado, onde ressalta que, se espera-se que o projeto adicione 6 milhões de toneladas à capacidade anual de processamento de minério da planta de Salobo, elevando a capacidade total para 42 milhões de toneladas por ano. A produção anual de cobre deverá aumentar em até aproximadamente 30 mil toneladas contidas em concentrado, que conterá também cerca de 15 mil onças de ouro como subproduto, fortalecendo ainda mais o perfil de produção de Salobo após recordes de produção alcançados em 2024 e 2025. A Vale também divulgou que a Wheaton Precious Metals concordou em pagar US$ 40 milhões à VBM para financiar parcialmente os investimentos relacionados ao projeto. Os recursos serão desembolsados em duas parcelas de US$ 20 milhões, vinculadas ao atingimento de marcos do projeto. A VBM e a Wheaton acordaram realizar esses pagamentos em substituição a futuros pagamentos por marcos previstos no atual contrato de streaming de Salobo, os quais poderiam exigir que a Wheaton realizasse pagamentos anuais de até US$ 8 milhões ao longo de um período de 10 anos, caso um plano de lavra de maior teor fosse implementado. A VBM revisou o plano do projeto CPF e simplificou seu escopo, reduzindo a estimativa de Capex para aproximadamente US$ 215 milhões, ante a projeção inicial de US$ 225-275 milhões. Considerando os recursos aportados pela Wheaton, o desembolso de capital da VBM deverá ser de aproximadamente US$ 175 milhões. O projeto CPF integra o pipeline de crescimento de cobre da VBM no Brasil, apoiado por uma base mineral de mais de 53 milhões de toneladas de cobre contido em reservas e recursos minerais, incluindo recursos inferidos. A estratégia de crescimento da Vale tem como meta elevar a produção de cobre para aproximadamente 700 mil toneladas por ano até 2035, apoiada principalmente por sua base de recursos e pipeline de projetos no sistema de Carajás, onde a VBM possui uma relevante presença operacional e infraestrutura instalada. “Essas operações e projetos têm a vantagem de estarem localizados próximos a complexos minerários já estabelecidos, instalações de processamento, infraestrutura logística e de energia, proporcionando uma trajetória de desenvolvimento com elevada eficiência de capital”, ressaltou a Vale. Metal Leve (LEVE3): lucro cresce no 2T26 para R$ 159,5 milhões A Mahle Metal Leve (LEVE3) teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido de R$ 159,5 milhões, alta de 25,8% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25). O Ebitda atingiu R$ 277,3 milhões no 2T26, crescimento de 6,3% na base anual de comparação. No 2T26, a Receita líquida somou R$ 1,33 bilhão, queda de 2,7% em relação ao 2T25. Lucro da Suzano (SUZB3) soma R$ 1,81 bi no 2T26, queda anual A Suzano (SUZB3) teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido de R$ 1,81 bilhão, queda de 64% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25). O Ebitda ajustado atingiu R$ 4,7 bilhões no trimestre, queda de 23% sobre o mesmo período de 2025. Segundo a Suzano, a queda ocorreu em função da desvalorização do US$ médio em relação ao R$ médio; do maior CPV (Custo do Produto Vendido) base caixa por tonelada; e do menor volume de vendas de celulose. A receita líquida no 2T26 foi de R$ 11,59 bilhões, sendo 80% gerada no mercado externo (vs. 81% no 1T26 e 83% no 2T25). Em relação ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), o aumento foi de 6% é explicado pelo maior preço médio líquido de celulose em US$ (+7%) e pelo maior volume de vendas de celulose e de papel (+2% e +7%, respectivamente). A queda de 13% da receita líquida consolidada em relação ao 2T25 é explicada principalmente pelo menor volume de vendas de celulose (-11%), e pela desvalorização do US$ médio em relação ao R$ médio (-11%). Copasa reporta lucro ajustado de R$ 275,5 milhões no 2T26 A Copasa teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido ajustado de R$ 275,5 milhões, queda de 4,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (2T25). Sem ajuste, o lucro caiu 21,5% no ano para R$ 227,1 milhões. O Ebitda ajustado da companhia somou R$ 762,1 milhões no 2T26, alta de 11,7% em relação ao 2T25. A receita líquida de água, esgoto e resíduos sólidos do 2T26 totalizou R$ 1,95 bilhão, expansão anual de 8,9%. Azzas (AZZA3) tem lucro líquido de R$ 106,5 milhões no 2T26, queda anual de 62,5% A Azzas reportou no segundo trimestre de 2026 lucro líquido de R$ 106,5 milhões, queda de 62,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda atingiu R$ 379,6 milhões no 2T26, queda de 29,1% na base anual de comparação. A margem Ebitda foi de 14,2%, queda de 4,3 p.p. em relação ao 2T25, devido à desalavancagem operacional. A receita líquida da varejista caiu 8,2% no ano, para R$ 2,6 bilhões. Lucro da Sabesp cai no 2T26 A Sabesp (SBSP3) teve lucro líquido ajustado de R$ 1,15 bilhão no segundo trimestre de 2026, queda de 41,2% em relação ao mesmo período de 2025. O Ebitda ajustado somou R$ 3,5 bilhões no 2T26, queda de 3,2% na base anual de comparação. A Receita líquida ajustada da companhia somou R$ 6,01 bilhões, expansão de 6,7% no ano. Rumo reporta lucro líquido ajustado de R$ 688 milhões no 2T26, 6% inferior ao 2T25 A Rumo (RAIL3) teve lucro líquido ajustado de R$ 688 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 6% em relação ao mesmo período de 2025 (2T25). No 2T26, o Ebitda ajustado foi de R$ 2,267 bilhões, queda anual de 0,5%. A Receita operacional líquida cresceu 6,2% em relação ao 2T25, para R$ 3,94 bilhões. Moura Dubeux (MDNE3) tem lucro líquido de R$ 173,9 milhões no 2T26, alta de 44,6% no ano A Moura Dubeux (MDNE3) teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) o maior lucro líquido trimestral de sua: R$ 173,9 milhões, crescimento de 44,6% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (2T25). No 2T26 o Ebitda ajustado atingiu R$ 178,8 milhões, alta de 34,7% na base anual de comparação. A Receita Líquida atingiu R$ 731,1 milhões, crescimento de 10% sobre o 2T25 e 16,5% em relação ao trimestre anterior. No 2T26, a companhia lançou seis empreendimentos, totalizando R$ 1,012 bilhão de VGV (Valor Geral de Vendas) Líquido (%MD). Pelo segundo trimestre consecutivo, a Moura Dubeux superou a marca de R$ 1 bilhão em Vendas e Adesões Líquidas (%MD), alcançando R$ 1,018 bilhão no 2T26, praticamente estável em relação aos R$ 1,034 bilhão registrado no trimestre anterior. Unifique (FIQE3) reporta lucro líquido de R$ 45,9 milhões no 2T26 A Unifique (FIQE3) teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido de R$ 45,9 milhões, leve alta de 1,5% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25). No 2T26, o Ebitda ajustado somou R$ 169 milhões, crescimento de 17,7% na base anual de comparação. A Receita Operacional Líquida atingiu R$ 344,7 milhões, expansão de 20,5% no ano. Kepler Weber (KPLE3) tem lucro de R$ 6,3 milhões no 2T26, A Kepler Weber (KPLE3) teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido de R$ 6,3 milhões, com margem líquida de 2,1%, redução de 2,5 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2025 (2T25). Na base anual de comparação o lucro caiu 56,1%. A companhia explicou que a redução do lucro líquido reflete, principalmente, o menor resultado operacional do período, decorrente do menor nível de atividade e do mix de projetos reconhecidos, que pressionaram as margens. A apreciação do real frente ao dólar reduziu a conversão das receitas de exportação para moeda local. “Apesar desse cenário, a companhia manteve resultado líquido positivo, apoiado na disciplina da gestão de custos e despesas, na eficiência operacional e na melhora do resultado financeiro, preservando a solidez de sua estrutura financeira”, afirmou a Kepler Weber no release de resultados. O Ebitda totalizou R$ 25,9 milhões no 2T26, com margem de 8,7%, resultado 31,7% inferior ao registrado no 2T25. Segundo a companhia, o desempenho refletiu, principalmente, o menor nível de atividade, que impactou a receita líquida e reduziu a diluição dos custos fixos, além da continuidade da pressão sobre os preços de venda, fatores que pressionaram a margem bruta e, consequentemente, a geração operacional da Companhia. No 2T26, a Receita líquida consolidada totalizou R$299,1 milhões, retração de 3,9% em relação ao 2T25. A SLC Agrícola (SLCE3) teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido de R$ 245,1 milhões, alta de 75,3% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25). A SLC explicou que, entre os principais fatores que contribuíram para essa variação, está o incremento de R$ 285,2 milhões no lucro bruto. O Ebitda Ajustado no 2T26 totalizou R$ 580,6 milhões, crescimento de 4,3% em relação ao 2T25. O principal fator que contribuiu para a evolução do Ebitda ajustado foi o incremento do resultado bruto das culturas, no montante de R$ 111,3 milhões, que foi parcialmente compensado pelo aumento das despesas gerais e administrativas. A receita líquida atingiu R$ 2,2 bilhões no trimestre, crescimento de 16,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, estabelecendo um novo recorde para um segundo trimestre. Segundo a companhia, esse desempenho foi sustentado pelo maior volume faturado de algodão, soja, milho e rebanho bovino, além da contribuição de preços mais favoráveis de algumas dessas commodities. “O crescimento da escala operacional demonstra a capacidade da companhia de continuar expandindo sua base produtiva sem abrir mão da eficiência operacional e da qualidade da execução”, afirmou a SLC no release de resultados. A Valid (VLID3) informou que devido à movimentação das ações em tesouraria, houve um ajuste no valor unitário por ação dos dividendos anunciados em 5 de agosto, de R$ 0,18000000000 por ação para R$ 0,18011515831 por ação. O pagamento será realizado no dia 31 de agosto de 2026, com base na posição acionária constante dos registros da companhia nesta quarta-feira, 12 de agosto. As ações serão negociadas “ex-dividendos” a partir de quinta-feira, 13 de agosto, inclusive. Agenda de provento desta quinta, 13: A data de corte (data com) para ter direito ao dividendo da Alupar, anunciado em 6 de agosto, é nesta quinta-feira, 13. A partir de sexta-feira, 14, as ações serão divulgadas ex-dividendo. O valor total é de R$ 69,2 milhões. Essa quantia corresponde a R$ 0,07 por ação ON e PN e a R$ 0,21 por Unit. O pagamento está previsto para ocorrer até 6 de outubro. A data de corte (data com) para ter direito ao dividendo da Eztec, anunciado em 6 de agosto, é nesta quinta-feira, 13. A partir de sexta-feira, 14, as ações serão divulgadas ex-dividendo. O valor total é de R$ 26,2 milhões, correspondente a R$ 0,09 por ação ordinária. Esses dividendos serão pagos aos acionistas até 28 de agosto de 2026. A data de corte (data com) para ter direito ao dividendo da Tenda, anunciado em 7 de agosto, é nesta quinta-feira, 13. A partir de sexta-feira, 14, as ações serão divulgadas ex-dividendo. O pagamento dos dividendos intercalares será realizado em uma única parcela no dia 30 de dezembro de 2026 no valor de R$ 0,63 por ação ordinária. Divulgam resultado do 2T26 nesta quinta, 13: Antes da abertura do mercado: Banrisul (BRSR6) Após o fechamento do mercado: CPFL (CPFE3) Cemig (CMIG3) MBRF (MBRF3) Compass (PASS3) Sanepar (SAPR11) Cyrela (CYRE3) Braskem (BRKM5) Nubank (ROXO34) Azul (AZUL3) JHSF (JHSF3) Orizon (ORVR3) M.Dias Branco (MDIA3) Três Tentos (TTEN3) IRB (IRBR3) Dasa (DASA3) Banco Bmg (BMGB4) União Pet (AUAU3) Yduqs (YDUQ3) LWSA (LWSA3) Randoncorp (RAPT3) Light (LIGT3) Priner (PRNR3) Trisul (TRIS3) Even (EVEN3) Syn (SYNE3) Tecnisa (TCSA3) IMC (MEAL3) Grupo Mateus (GMAT3) Infracommerce (IFCM3) Siga o canal no Whatsapp de notícias de empresas: entre aqui

Selic só não cai mais por culpa do Governo Federal
Selic
13/08/2026

Selic só não cai mais por culpa do Governo Federal

O aquecimento da atividade econômica em parte é impulsionado pela política fiscal expansionista do governo federal como reconheceu o próprio Banco Central no parágrafo 7 da Ata do Copom Na terça feira (11) foi divulgada a Ata do Copom. O documento justificou a redução da Selic de 14,25% a.a. para 14% a.a. A pequena redução foi justificada pelos riscos inflacionários pela resiliência na atividade econômica em alguns setores e pela guerra entre EUA e Irã, a qual poderá trazer nova escalada no preço do petróleo. O aquecimento da atividade econômica em parte é impulsionado pela política fiscal expansionista do governo federal como reconheceu o próprio Banco Central no parágrafo 7 da Ata do Copom: “A política fiscal tem um impacto de curto prazo, majoritariamente por meio de estímulo à demanda agregada, e uma dimensão mais estrutural, que tem potencial de afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e impactar o prêmio a termo da curva de juros”. Não é novidade para ninguém que o governo federal tem expandido fortemente o gasto público via elevação de despesas e crédito subsidiado para estimular a atividade econômica. Essa política pressiona a demanda agregada acima da capacidade produtiva da economia, gerando inevitavelmente pressão nos preços. Além disso, o crédito subsidiado, ao operar com taxas bem abaixo da Selic, prejudica o trabalho do Banco Central, na medida em que os setores beneficiados não são afetados pela política monetária restritiva. A taxa Selic é elevada no país, não por culpa do Banco Central, mas sobretudo pela política fiscal expansionista do governo federal que eleva a inflação e tira potência da política monetária. O Banco Central apenas toma a decisão de juros baseado num cenário inflacionário criado pelo próprio governo federal com seus excessos de estímulos para induzir um crescimento do PIB de maneira insustentável para ganhar as eleições a qualquer custo, sem se preocupar com a estabilidade do valor da moeda.

Banco do Brasil (BBSA3): O pior já passou? CFO vê mudança dando frutos – Money Times
Selic
13/08/2026

Banco do Brasil (BBSA3): O pior já passou? CFO vê mudança dando frutos – Money Times

(Imagem: Youtube/Banco do Brasil) Enquanto o setor financeiro vive momentos de tensão, com a alta da inadimplência dando frutos, o Banco do Brasil (BBAS3) conseguiu entregar resultados melhores do que o esperado, com lucro de R$ 3,9 bilhões, alta de 3,3% no ano e de 13% no trimestre, enquanto o mercado esperava R$ 3,5 bilhões. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Apesar dos números ainda ruins de inadimplência, com aumento das provisões — colchão usado pelos bancos para segurar os calotes —, a tesouraria deu uma ‘forcinha’ para o banco, com alta de 2,1% no trimestre e de 10% no ano, para R$ 9 bilhões. Segundo o CFO do banco, Giovanne Tobias, em vídeo publicado no YouTube, a melhora é reflexo da mudança de mix do BB, que passou a priorizar outras carteiras fora do agronegócio, que passa por dificuldades. ‘A margem financeira veio muito boa. Na visão trimestral, ela está praticamente estável, mas aqui nós estamos carregando um peso da inadimplência’, afirma. A linha subiu 9,6%, para R$ 27,5 bilhões. Houve uma ‘forcinha’ da própria Selic, a taxa básica de juros, que turbinou o número. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ‘Eu considero que é um resultado que demonstra a capacidade do Banco do Brasil de enfrentar essa situação, principalmente no agro, e, ao mesmo tempo, estar entregando lucro e um resultado forte.’ Outro destaque do trimestre, na visão do executivo, foi a receita de prestação de serviços, que ele considerou ‘extremamente positiva’, com crescimento de 4,2% no ano. ‘Nós só não entregamos mais receitas aqui por conta da seguridade. Ali, nós tivemos um efeito da Selic e também menos contratação.’ Tobias elegeu ainda o capital como outro dado positivo, ‘porque continuamos crescendo nossa carteira’. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ‘Tivemos questões regulatórias pontuais, mas terminamos o trimestre com um nível de capital que consideramos extremamente adequado à nossa perspectiva de expansão da nossa carteira, olhando para o ano de 2026’. Pontos negativos Tobias também citou os pontos de atenção do resultado. Segundo ele, o custo de crédito ‘continua forte, mas já demonstra uma estabilização’. O custo do crédito subiu 16% no ano, para R$ 18,5 bilhões, mas teve alívio de 2,1% contra o primeiro trimestre. ‘Eu acho que isso é um ponto também positivo, mas ainda inspira cuidados a inadimplência na carteira rural.’ CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Houve também crescimento da inadimplência na carteira de pessoa física, principalmente em cartões de crédito e nos créditos que não são consignados, que correspondem ao crédito direto ao consumidor, sem garantias. Banco do Brasil: Pior já passou? De acordo com Octaciano Neto, fundador da Zera, a trajetória da inadimplência e do custo de crédito começa a dar sinais de melhora, mas ainda exige atenção. No agronegócio, o estoque de inadimplência continuou subindo, com o INAD+30d passando de 7,35% no 1T26 para 8,97% no 2T26, enquanto a Perda Esperada avançou de R$ 40,6 bilhões para R$ 43,7 bilhões, no quarto trimestre seguido de alta. Por outro lado, lembra, o fluxo de novos atrasos desacelerou significativamente: o New NPL caiu de R$ 7,18 bilhões para R$ 5,72 bilhões no trimestre, quase metade do pico registrado no 4T25. Ao mesmo tempo, a cobertura desses novos NPLs aumentou de 102,9% para 145,9%. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE “A combinação indica que o pior pode ter passado, embora a recuperação deva ser gradual, já que o estoque elevado ainda reflete problemas de safras anteriores, enquanto a queda nas novas entradas sugere melhora na qualidade das concessões”. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Juros altos e atividade fraca marcam cenário econômico
Selic
13/08/2026

Juros altos e atividade fraca marcam cenário econômico

O cenário econômico combina sinais de desaceleração no mercado de trabalho dos Estados Unidos, juros ainda elevados no Brasil e maior incerteza externa, com reflexos sobre câmbio, inflação e atividade. Segundo o Rabobank, a criação de vagas nos EUA teve perda líquida de 23 mil postos em julho, abaixo da expectativa de alta de 80 mil, enquanto a queda na participação da força de trabalho levou a taxa de desemprego a 4,1%. No Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, em decisão unânime. A instituição avaliou, porém, que o comunicado manteve tom mais duro ao destacar riscos de alta para a inflação, expectativas ainda desancoradas e incertezas no ambiente externo. O Rabobank mantém a projeção de que não haverá novos cortes em 2026 e que o ciclo de flexibilização será retomado apenas em abril de 2027. A produção industrial caiu 1,8% em junho frente a maio, a maior retração mensal do ano, superando em magnitude as projeções de mercado e do próprio banco, ambas de queda de 0,9%. Na comparação anual, houve avanço de 1,7%. A balança comercial registrou superávit de US$ 7,1 bilhões em julho, com exportações de US$ 34,1 bilhões e importações de US$ 27,1 bilhões. No câmbio, o real encerrou a semana anterior a R$ 5,0587 por dólar, com valorização de 0,48%. Para o fim do ano, o Rabobank projeta retorno da cotação a R$ 5,35, diante da expectativa de menor diferencial de juros, possível recuperação global do dólar e fragilidade fiscal doméstica em ano eleitoral. No ambiente externo, o conflito entre Estados Unidos e Irã segue no radar, enquanto o petróleo Brent permanece volátil, próximo de US$ 90 por barril. No relatório, o banco projetava IPCA de 0,0% no mês e 4,4% em 12 meses em julho. Cenário econômico reúne sinais de desaceleração | Consultoria projeta pausa nos cortes de juros | Atividade perde força em meio a juros elevados | Câmbio pode voltar a R$ 5,35 até o fim do ano | Incerteza externa mantém pressão sobre mercados

Inflação perto de zero emagrece retornos do Tesouro IPCA+
Fundos Imobiliários Brasileiros
13/08/2026

Inflação perto de zero emagrece retornos do Tesouro IPCA+

Com inflação de 0,07% no mês, o retorno dos títulos indexados fica quase todo por conta do juro real, mas gestores e consultores dizem que a taxa de entrada é o que deve pesar na decisão Publicidade A inflação em desaceleração tende a emagrecer os rendimentos das aplicações corrigidas pelo IPCA, caso do Tesouro IPCA+ (NTN-Bs), das debêntures atreladas ao indexador, além de fundos imobiliários de papel e de fundos de renda fixa e de crédito privado. O índice subiu 0,16% em junho e desacelerou para 0,07% em julho, com expectativa de uma pequena deflação em agosto. O número do mês não altera, porém, o quadro mais amplo: a inflação acumulada em 12 meses até julho ainda está em 4,44%, distante de um cenário de estabilidade de preços. O retorno mensal de um título indexado à inflação combina duas parcelas, o juro real contratado na compra e a variação do IPCA no período. Com o IPCA em 0,07%, sobra praticamente só a primeira. Um título Tesouro IPCA+7% ao ano rende 0,57% de juros no mês, o que somado à inflação chega a 0,64% de retorno total. Com taxa de 8% ao ano, o retorno total sobe para 0,71%. No mesmo período, o CDI ficou em cerca de 1,1%. Aplicação Juro real no mês IPCA Retorno total Tesouro IPCA + 7% 0,57% 0,07% 0,64% Tesouro IPCA + 8% 0,64% 0,07% 0,71% CDI – – 1,1% Todos os números são brutos, antes de Imposto de Renda, que é isento para os rendimentos das debêntures incentivadas. A diferença entre os retornos é o que o mercado chama de custo de oportunidade, ou seja, o que o investidor deixou de ganhar por estar em outra aplicação, o que não significa um grande prejuízo nem motivo para desistir da posição. Leia também: Taesa paga 100% do lucro em dividendos, mas ainda vale para renda passiva? Por que o Tesouro IPCA+ segue no radar O número baixo do IPCA de julho já era esperado pelo mercado pela própria sazonalidade e não deveria alterar a estratégia de quem busca investir nos ativos indexados ao índice, diz Luís Garcia, CIO (diretor de investimentos) da SulAmérica Investimentos. Ele aponta que o mês rende menos em termos de carrego, o retorno acumulado por manter o papel em carteira, mas que esse efeito já estava incorporado aos preços. “Pontualmente, é um mês de carrego menor, mas que já estava no preço dos títulos”, acrescenta Garcia. “Dito isto, neste mês o título terá um rendimento abaixo do CDI”, avalia. O gestor não acredita que a inflação mais baixa mude o apetite dos investidores pelo Tesouro IPCA+, mas admite que a demanda pelo título, em geral, tem estado fraca. “Não é à toa que as taxas estão altas”, diz. No curto prazo, o rendimento nominal desses títulos deve ser relativamente menor, mas o rendimento real continua interessante, mantendo o ganho de capital e o poder de compra do investidor, ressalta Matheus Jaconeli, analista de investimentos e portfólio da ZIIN DTVM. Para ele, mesmo com uma rentabilidade nominal mais baixa, o papel de inflação do Tesouro ainda continua atrativa e necessária para o portfólio. Leia também: Fundo imobiliário ou renda fixa? Compare rendimentos após a Selic cair para 14% Daniele Bresolin Zuchetto, consultora de investimentos da Unicred Porto Alegre, lembra que uma inflação menor não significa piora da rentabilidade real do investimento. Além disso, a inflação de um único mês tem pouca importância para quem investe com horizonte de longo prazo. “O que realmente importa é a trajetória da inflação ao longo do período e, principalmente, a taxa real obtida no momento da compra do título”, diz. Continua depois da publicidade As três fontes convergem nesse ponto, o de que o dado mensal não justifica mexer na posição, já que o resultado de quem carrega o papel até o vencimento é definido pela taxa travada na compra. A divergência aparece na comparação com os prefixados. Prefixados e pós-fixados na comparação Apesar da taxa real atraente do Tesouro IPCA+, Garcia, da SulAmerica, não vê neste momento como elas vão performar melhor que as aplicações prefixadas de prazo similar. “O grande definidor de preços dos ativos brasileiros será a eleição e como o vencedor irá se posicionar sobre a questão fiscal”, diz. “Até lá, não vejo grandes alterações de rentabilidade dos títulos pré ou pós fixados.” Jaconeli, da ZIIN, avalia que uma inflação mais fraca favorece a queda das taxas mais longas, o que faz o preço do título subir e proporciona um ganho adicional a quem vende antes do vencimento. Outras aplicações corrigidas pela inflação também continuam atrativas, especialmente as com isenção de Imposto de Renda para pessoa física, como as debêntures incentivadas e os fundos incentivados de investimento em infraestrutura, os FI-Infras. “O cuidado, como em outros momentos, precisa estar na liquidez e risco de crédito do emissor”, afirma. Continua depois da publicidade Os papéis pós-fixados corrigidos pelo CDI ou pela Selic, caso das LFTs e dos CDBs atrelados ao CDI, seguem com ganhos elevados e continuam sendo uma boa âncora de liquidez, observa Jaconeli. Ele se refere aos títulos individuais, cujo valor acompanha a taxa básica e oscila muito pouco antes do vencimento, e não a fundos de crédito privado, que carregam risco de preço. “Entregam excelente rendimento nominal com risco zero de marcação a mercado.” Leia também: Concorrente da poupança, Tesouro Reserva atinge R$ 5,7 bi e 167 mil investidores Já os papéis corrigidos pela inflação, públicos ou privados, oferecem proteção contra possíveis choques inflacionários no futuro e permitem travar taxas altas como as de agora. Jaconeli prefere os vencimentos intermediários, aqueles no meio da curva, que oscilam menos que os mais longos diante de mudanças nas expectativas de juros. “Vértices intermediários são o ideal para não ter tanta volatilidade de períodos mais longos”, sugere. Continua depois da publicidade Os prefixados (LTNs e NTN-Fs) ganham espaço não só pela redução da inflação hoje, mas porque pode haver nova queda mais adiante, principalmente se as questões relacionadas ao Oriente Médio continuarem a se resolver e a atividade econômica seguir dando sinais de desaceleração. “Mas é necessário moderação nos prefixados pois o risco fiscal e o período eleitoral ainda podem trazer volatilidade”, completa Jaconeli. Cuidado com a volatilidade Zuchetto, da Unicred, chama a atenção para o mesmo efeito de preço apontado por Jaconeli, o da marcação a mercado, que é a atualização diária do valor do título conforme as taxas negociadas. Se o dado mais fraco de inflação levar o mercado a acreditar em uma queda mais rápida dos juros e das taxas reais dos títulos longos, os títulos Tesouro IPCA+ já emitidos com taxas elevadas podem se valorizar, permitindo um ganho expressivo a quem vender antes do vencimento. Para ela, o Tesouro IPCA+ continua interessante sobretudo para quem tem objetivos de médio e longo prazo e quer garantir o poder de compra e uma rentabilidade real. “Uma remuneração de IPCA mais 8% ao ano representa um prêmio bastante elevado para quem consegue carregar o investimento até o vencimento”, diz. Ela acrescenta que a inflação acumulada ainda está longe de zero e existe sempre o risco de a inflação voltar a acelerar ao longo do tempo. Continua depois da publicidade Os títulos prefixados podem ganhar atratividade quando o investidor acredita que as taxas de juros e a inflação vão cair no futuro, avalia Zuchetto, mas existe o risco de a inflação subir mais do que o esperado, reduzindo o ganho real desses papéis. Já os investimentos atrelados ao CDI ou à Selic são mais interessantes quando o objetivo é ter liquidez, menor exposição à marcação a mercado ou aproveitar um cenário de juros ainda elevados. “Hoje, com a Selic em 14% ao ano, a renda fixa pós-fixada continua muito competitiva.” “Eu não colocaria a questão como uma escolha entre ‘IPCA ou CDI’ ou ‘IPCA ou prefixado'”, diz. O mais eficiente estrategicamente, recomenda, é pensar em diversificação entre os três tipos de remuneração de acordo com os objetivos e as necessidades do investidor.

BC percebe custo alto de juros, mas manterá aperto, diz Figueiredo
Selic
13/08/2026

BC percebe custo alto de juros, mas manterá aperto, diz Figueiredo

Ex-BC avalia corte da Selic a 14% ao ano e alerta para risco de recessão caso juros não caiam mais O Banco Central percebe o custo elevado que os juros na casa de dois dígitos trazem à economia brasileira, mas deverá manter a taxa ainda apertada diante de um cenário que mostra uma série de adversidades. Essa é a opinião de Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor de Política Monetária do BC e sócio da Jubarte Capital, em entrevista ao CNN Money. Apesar da sequência de cortes promovida pela autoridade monetária, que reduziu a Selic de 15% para 14% ao ano nos últimos meses, o economista enxerga que o BC não está promovendo um afrouxamento monetário expressivo, mas sim um ajuste fino. "O Banco Central vai manter a taxa de juros apertada. O que ele está fazendo é um ajuste fino, dizendo que não precisa de uma taxa tão apertada, mas pode continuar com ela apertada num grau um pouco menor", afirmou. O Copom cortou os juros em 0,25 ponto na semana passada, rebaixando a Selic a 14% ao ano, em decisão já bastante esperada pelo mercado. Foi o quarto corte seguido deste tamanho desde março, após mais de seis meses com juros pressionados na casa de 15%. O comunicado da autoridade monetária foi interpretado pelo mercado com possibilidade de repetição do corte no encontro agendado para setembro, apesar de a maioria dos agentes não concordar com essa decisão. Para Figueiredo, a autoridade enfrenta uma série de desafios, com destaque para a política fiscal do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As despesas do governo federal caminham em direção ao maior patamar da história, alcançado em novembro de 2020. No período, os gastos da União somaram R$ 2,822 trilhões no acumulado de 12 meses, com dados atualizados pela inflação. Agora, os dados de maio divulgados no início de julho mostram uma distância de R$ 189,5 bilhões do ápice da pandemia. No mês anterior, os gastos do governo no acumulado de 12 meses totalizaram R$ 2,633 trilhões. "O governo, este ano, fora da meta, expandiu mais de R$ 200 bilhões, o que gera o que os economistas chamam de impulso fiscal, ou seja, um crescimento da demanda muito forte", explicou. E esse custo está no radar do BC, diz o economista. Entre outros aspectos, os juros elevados acabam aumentando o custo da dívida pública, já que o custo para o financiamento da máquina acaba pressionado pelos juros. A Dívida Bruta do Governo Geral – que compreende o governo federal, o INSS, os governos estaduais e municipais – avançou para 81,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em junho. No mês, alcançou R$ 10,4 trilhões. É o maior valor desde abril de 2021, quando a dívida estava em 82,62% do PIB, segundo dados do BC divulgados no fim de julho. De acordo com a autoridade monetária, o resultado representa um aumento de 0,9 ponto percentual do PIB em relação ao mês de maio. A evolução mensal decorreu, principalmente, dos juros nominais apropriados (0,8 p.p.), das emissões líquidas de dívida (0,6 p.p.) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,5 p.p.). "O Banco Central não tem muito o que fazer mais do que isso, o que é muito duro, porque há um custo enorme da dívida pública nesse nível de taxa de juros", afirmou Figueiredo. Figueiredo alertou ainda para o risco concreto de recessão. Na sua avaliação, caso o Banco Central só consiga manter ou reduzir marginalmente os juros, uma recessão no ano seguinte estaria "praticamente contratada". "O Banco Central precisa ter as condições necessárias para reduzir bem mais os juros para evitar um processo recessivo. Mas é para lá que nós estamos indo hoje", afirmou.