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Resumo de Mercado
Resumo do dia (18h) Atualizado em 27/09/2026 às 18:00
Sentimento: Cauteloso (45/100)
Ibovespa
183.477 pts -0,27%
Dólar Comercial
R$ 5,19 +0,06%
Bitcoin (BRL)
R$ 439.543 +0,61%
Taxa Selic
13.75% a.a. Meta BC

Ibovespa fecha em baixa enquanto investidores reavaliam cenário político

Neste domingo, 27 de setembro de 2026, o Ibovespa encerrou o pregão com uma leve queda de 0,27%, fechando a 183.476,86 pontos. As incertezas políticas em torno da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro têm gerado cautela entre os investidores, que buscam proteção em meio a um cenário volátil. Além disso, as ações da Petrobras (PETR4) apresentaram uma das maiores quedas do dia, com desvalorização de 2,58%, refletindo preocupações com o setor energético e a regulamentação governamental.

No mercado de câmbio, o Dólar apresentou uma leve alta de 0,06%, cotado a R$ 5,1866, enquanto o Euro teve uma leve queda de 0,06%, a R$ 5,9001. A Selic permanece em 13,75%, e a inflação medida pelo IPCA está em 4,22%, o que continua a influenciar as expectativas de política monetária. No ecossistema cripto, o Bitcoin subiu 0,62%, alcançando R$ 439.543,40, indicando um leve apetite por risco entre os investidores em ativos digitais.

Pontos-Chave para o Investidor
  • • O Ibovespa encerrou o dia em baixa, refletindo incertezas políticas.
  • • O Dólar se valorizou levemente, enquanto o Euro apresentou pequena queda.
  • • O mercado cripto mostrou sinais de recuperação, com Bitcoin e Ethereum em alta.
Ações & Bolsa B3

O Ibovespa fechou em baixa, com destaque negativo para Petrobras (PETR4), que caiu 2,58%. As ações de bancos como ITUB4 e BBDC4 mostraram leve recuperação, com altas de 0,62% e 0,56%, respectivamente.

Câmbio & Cenário Macro

O Dólar teve leve alta de 0,06%, enquanto o Euro caiu 0,06%. A Selic permanece em 13,75%, refletindo um cenário de cautela em relação à inflação de 4,22%.

Criptoativos

O Bitcoin subiu 0,62%, enquanto Ethereum e Solana também apresentaram leves ganhos, indicando um leve apetite por risco no mercado cripto.

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Bitcoin a US$ 85 mil enfrenta um teste decisivo em outubro
Bitcoin

Bitcoin a US$ 85 mil enfrenta um teste decisivo em outubro

19h15 ▪ 5 min de leitura ▪ por Luc Jose A. Resumir este artigo com: ChatGPT Perplexity Grok O bitcoin inicia outubro em torno de 85000 dólares após ganhar cerca de 9% em setembro. Seu histórico sazonal e vários indicadores on-chain sustentam o cenário de um “Uptober”, mas a realização de lucros já atinge um nível inédito em 2026. Em resumo O Bitcoin entra em outubro ao redor dos 85.000 dólares após um mês de setembro positivo. O histórico sazonal reforça o cenário de um novo “Uptober”. O MVRV ajustado envia um sinal compatível com um regime de alta. Os ETFs de Bitcoin americanos continuam sustentando a demanda no mercado à vista. Uma rompimento dos 87.000 dólares reforçaria o cenário de alta, enquanto 83.000 dólares permanece como um suporte-chave. O bitcoin em outubro se beneficia de um histórico favorável O bitcoin se manteve entre 83000 e 85000 dólares nos últimos dias. Essa consolidação ocorre após uma rápida subida desde 76000 dólares, seguida de um pico próximo a 87000 dólares. Outubro mantém uma reputação favorável entre os investidores. Dos últimos 13 anos observados, dez meses de outubro terminaram no verde. As três exceções lembram, no entanto, que essa sazonalidade não constitui uma garantia. Vários dados explicam o retorno do cenário de um Uptober : Dez dos treze últimos meses de outubro foram positivos ; Setembro de 2026 também deve fechar no verde ; O bitcoin progrediu cerca de 40% desde sua mínima em agosto ; Os ETFs atraíram vários bilhões de dólares em poucas semanas ; O BTC permanece, no entanto, 33% abaixo de seu recorde de outubro de 2025. O precedente de outubro de 2025 convida à cautela, pois o bitcoin então registrou recorde acima de 126000 dólares antes de terminar o mês com queda em torno de 4%. Esse desempenho negativo encerrou uma série de sete meses de outubro consecutivos no verde. Um indicador MVRV sinaliza uma mudança de regime O argumento de alta não se baseia apenas na sazonalidade. O analista Axel Adler Jr. observa também uma evolução do indicador MVRV ajustado, que compara a valorização do bitcoin ao seu custo médio de aquisição na blockchain. A razão entre suas médias de 30 e 365 dias ultrapassou sua própria média anual em 20 de agosto. Depois, passou acima do limite 1 em 20 de setembro. Segundo o analista, esse movimento marca a passagem de uma fase de alta precoce para um verdadeiro regime de alta. Desde 2012, essa configuração teria ocorrido apenas seis vezes. Em quatro dos cinco sinais comparáveis anteriores, o bitcoin valia mais ao fim do regime de alta do que no momento da ultrapassagem. A exceção remonta a agosto de 2015. A fase de alta durou apenas 16 dias antes de retornar a um regime menos favorável. A amostra é, portanto, muito limitada para transformar esse sinal em previsão confiável. Os ETFs de Bitcoin sustentam a demanda à vista Os fluxos para os ETFs de Bitcoin americanos são um segundo argumento favorável. Os fundos à vista receberam, por exemplo, 433 milhões de dólares em 18 de setembro, após 159,5 milhões de dólares no dia anterior. Já haviam atraído 3,52 bilhões em agosto. Em um período de três semanas, as subscrições teriam se aproximado de 3,8 bilhões de dólares. Essa demanda acompanhou a ultrapassagem do BTC acima de 86000 dólares e seu retorno a um pico de oito meses. Note-se também uma diminuição dos bitcoins disponíveis nas plataformas de troca. Tais retiradas podem reduzir a oferta imediatamente acessível para venda, mas não significam necessariamente que os detentores estão acumulando. Algumas transferências correspondem a mudanças de custodiante ou movimentos institucionais. O mercado também permanece dependente das condições macroeconômicas. Um novo aumento dos rendimentos dos títulos, uma política monetária mais restritiva ou uma desaceleração dos fluxos para os ETFs poderiam rapidamente enfraquecer o efeito sazonal esperado. A realização de lucros já ameaça o Uptober O principal alerta vem dos lucros acumulados pelos detentores. Em 26 de setembro, a margem de lucro latente do mercado atingiu 33%, seu nível mais alto desde dezembro de 2024. Ao mesmo tempo, cerca de 25700 BTC foram gastos com lucro, volume mais alto de 2026. Ao preço atual, esses bitcoins representam mais de 2,1 bilhões de dólares. “Essa combinação geralmente sinaliza um enfraquecimento do movimento de alta”, estima Julio Moreno, diretor de pesquisas da CryptoQuant. Portanto, isso aumenta o risco de uma correção à medida que os detentores asseguram seus ganhos. O limite de 87000 dólares representa agora a primeira resistência visível. Sua ultrapassagem reforçaria o cenário de continuação da alta em outubro. Por outro lado, uma quebra da zona dos 83000 dólares pode levar o bitcoin de volta a 80000 dólares. O Uptober permanece estatisticamente plausível, mas sua realização dependerá mais dos novos compradores do que do calendário. 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Baleias do Ethereum compram mais de US$ 229 milhões em cinco altcoins
Criptomoedas

Baleias do Ethereum compram mais de US$ 229 milhões em cinco altcoins

UNI lidera com US$ 86,9 milhões em fluxo líquido de baleias em 30 dias LIT registra 90,6% do fluxo rastreado no lado comprador, maior taxa do grupo ONDO sobe 36,7% na semana após lançar carteiras tokenizadas com modelos da BlackRock Dados de mais de 20 mil carteiras de baleias na rede Ethereum mostram concentração de compras em cinco altcoins nos 30 dias encerrados em 25 de setembro. UNI, LINK, LIT, ONDO e ENA somam algo em torno de US$ 229 milhões em fluxo líquido positivo. O token da Uniswap ficou no topo por valor absoluto. Foram US$ 126,1 milhões entrando contra US$ 39,3 milhões saindo, o que dá 76,3% de participação do lado comprador. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE Leia também: Mulheres Que Codam abre 25 vagas gratuitas no Rio UNI opera perto de US$ 9,73, com alta de 8,1% em sete dias. A faixa semanal foi de US$ 8,46 a US$ 10,89 — amplitude de quase 29%, sinal de que a volatilidade segue elevada. A resistência imediata aparece entre US$ 10 e US$ 10,90. Perder US$ 9 devolve o token para a zona de suporte anterior. Chainlink vem em segundo, com US$ 56,7 milhões líquidos e 72,4% de acumulação. O LINK é negociado a US$ 14,27, ou cerca de R$ 73,95 na cotação do dólar a R$ 5,1821, com valorização de 18,8% na semana. A região de US$ 14,40 a US$ 16,50 funciona como primeiro teto. Abaixo, o suporte relevante está entre US$ 10,80 e US$ 12,50. LIT tem 90,6% do fluxo no lado comprador Lighter registrou US$ 35 milhões líquidos, mas o número que chama atenção é outro: 90,6% de todo o fluxo rastreado ficou do lado da acumulação. É a maior concentração entre as cinco. E o preço não reagiu. LIT circula entre US$ 4,80 e US$ 4,90, praticamente estável na semana (+0,4%). Houve um pico intrassemanal até US$ 5,20, rapidamente vendido. Essa divergência entre compra pesada de carteiras grandes e preço lateral é o tipo de configuração que traders monitoram — pode indicar posicionamento antecipado ou simplesmente baixa liquidez no book. ONDO fechou o período com US$ 29,2 milhões e 64% de acumulação, a menor proporção do grupo. Em compensação, movimentou mais de US$ 100 milhões em atividade total de baleias. O token subiu 36,7% em sete dias, saindo de US$ 0,394 para uma máxima de US$ 0,579. A alta coincide com o anúncio da Ondo Finance sobre carteiras tokenizadas baseadas em modelos da BlackRock. O detalhe importa: parte do fluxo pode ser posicionamento em cima de notícia, não acumulação estrutural. ENA avança 59,5% na semana com 77,8% de acumulação ENA fecha a lista com US$ 21,7 milhões líquidos. O valor é o menor, mas a taxa de 77,8% de acumulação coloca o token atrás apenas de LIT nesse critério. O preço saltou de US$ 0,166 para cerca de US$ 0,27 em sete dias — 59,5% de ganho. Resistência em US$ 0,28 a US$ 0,30. Movimentos dessa magnitude em uma semana carregam risco elevado de realização, e o próprio fluxo de baleias pode inverter rápido.

Bitcoin entra em regime de alta e mira Uptober com US$ 84,9 mil
Bitcoin

Bitcoin entra em regime de alta e mira Uptober com US$ 84,9 mil

Outubro fechou no azul em 10 dos últimos 13 anos para o BTC MVRV ajustado cruzou a linha de 1,0 em 20 de setembro e confirmou regime altista Realização de lucro em 25,7 mil BTC foi a maior de 2026 O Bitcoin passou quatro sessões travado na faixa dos US$ 83 mil a US$ 85 mil, depois de uma arrancada que levou o ativo de US$ 76 mil para US$ 87 mil na semana anterior. Nesta manhã, o BTC é negociado a US$ 84.903, ou R$ 439.975 na conversão pelo dólar a R$ 5,1821, com alta de 1,1% em 24 horas. O analista Ali Martinez levantou a estatística em publicação no X: de 2012 para cá, o Bitcoin encerrou outubro em terreno positivo em dez dos treze anos. Daí o apelido de “Uptober” que circula entre traders a cada virada de trimestre. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE O detalhe que reforça a leitura é setembro. Historicamente o pior mês do calendário cripto, o período caminha para fechar em alta desta vez — uma quebra de padrão sazonal que costuma antecipar continuidade no mês seguinte. Leia também: THORChain diz NÃO a Bitget e nega pedido para bloquear endereços do hacker Do lado do fluxo, os números ajudam. Saídas líquidas de Bitcoin das exchanges continuam firmes, e os ETFs à vista nos Estados Unidos captaram cerca de US$ 3 bilhões em dez dias. É demanda que retira oferta de circulação, não especulação alavancada. MVRV ajustado cruza 1,0 e confirma sexta transição desde 2012 Axel Adler Jr. acompanha a razão entre as médias de 30 e 365 dias do MVRV ajustado. Em 20 de agosto, o indicador superou sua própria média anual — o gatilho clássico de entrada em bull market incipiente. Leia também: Hacker da Bitget envia 4 BTC para mixer Wasabi CoinJoin Um mês depois, no dia 20 de setembro, a razão rompeu a linha de 1,0. Essa é a confirmação de passagem de fase inicial para regime altista pleno, a sexta registrada desde 2012 segundo os dados da CryptoQuant. O histórico das cinco transições anteriores favorece os comprados: em quatro delas, o ciclo terminou com o Bitcoin acima do preço registrado no momento do cruzamento. A exceção foi agosto de 2015, quando o regime durou apenas 16 dias antes de a métrica devolver o ativo à zona de bull incipiente. Quem acompanha esse tipo de leitura encontra convergência com outros indicadores on-chain do Bitcoin que também dispararam sinal nas últimas semanas. Aqui entra o contrapeso. Julio Moreno calculou que a margem de lucro não realizada do mercado bateu 33% durante o rali — patamar não visto desde dezembro de 2024. Na sequência veio a venda. A realização de lucro saltou para 25,7 mil BTC em um único movimento, o maior volume de 2026. Moreno classifica a combinação como assinatura típica de rali perdendo fôlego, com risco de correção mais profunda do que a vista na última semana.

Quanto custaria um Volkswagen Pointer GTI hoje, com a inflação?
Canaltech

Quanto custaria um Volkswagen Pointer GTI hoje, com a inflação?

Apresentado ao mercado em dezembro de 1993, mas lançado efetivamente no Brasil somente em fevereiro de 1994, o Volkswagen Pointer GTI fez história por ter sido o primeiro hatchback do mercado nacional a ostentar cinco portas e apelo esportivo, algo que as icônicas três letrinhas entregam logo de cara. Continua após a publicidade Produzido com o motor AP-2000, que oferecia injeção eletrônica de gasolina e até 115,5 cv de potência, o Pointer GTI era a versão topo de linha (e a mais desejada) da gama, que contava ainda com as variantes CL e GL, dotadas do também eficiente motor AP-1800. Outra novidade introduzida pelo icônico hatch produzido pela Autolatina foi o câmbio de cinco marchas "MQ", que contava com engate por cabos, e dava ao motorista maior agilidade nas trocas. O Pointer ficou em linha no Brasil até 1996 e, hoje, muita gente se pergunta quanto custaria o modelo esportivo com o preço corrigido pela inflação. É isso o que o CT Auto vai revelar. O Canaltech está no WhatsApp! Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia WhatsApp Continua após a publicidade Quanto custava um Pointer GTI em 1994? O Pointer GTI não foi um carro acessível para muita gente. Afinal, por se tratar de uma versão topo de linha, com apelo esportivo e a sigla que imortalizou o Gol GTI, o hatch custava caro. Na época do lançamento, em fevereiro de 1994, o Plano Real ainda não havia sido lançado e, por isso, o mercado era muito volátil. Em nossas pesquisas, descobrimos que um Volkswagen Pointer GTI custava o equivalente a 25 mil dólares, algo em torno de R$ 12,6 milhões de Cruzeiros Reais, a moeda corrente à época. Quanto custaria um Pointer GTI em 2026, com a inflação? Usando a excepcional calculadora oficial do Banco Central do Brasil, que converte automaticamente as moedas antigas para o Real, e aplicando como parâmetros os meses de fevereiro de 1994 e julho de 2026, além do valor de lançamento em Cruzeiros Reais, descobrimos que um Volkswagen Pointer GTI custaria hoje o equivalente a R$ 359.667,84, com a correção dos índices de inflação.

CoW Protocol: Por Que o COW Está 87% Abaixo da Máxima de 2024
Altcoins

CoW Protocol: Por Que o COW Está 87% Abaixo da Máxima de 2024

O que é o CoW Protocol e por que o COW ainda está 87% abaixo da máxima de 2024 Descubra como o CoW Protocol usa leilões em lote para otimizar swaps de cripto, por que seu token COW está 87% abaixo da máxima e como sua mecânica impacta o preço. Saiba mais. CoW Protocol liquida swaps de criptomoedas em leilões em lote, e seu token de governança COW fechou em 25 de setembro de 2026 a 0,1516 USDT, 87% abaixo de sua máxima de fechamento em dezembro de 2024. Cada lote primeiro busca uma Coincidence of Wants — dois traders possuindo o que o outro necessita — e os executa entre si antes de acessar uma pool. O COW governa esse mecanismo por meio de votos do CoW DAO, e o mercado o desvalorizou significativamente. Seu maior fechamento spot na Phemex foi de 1,1624 USDT em 25 de dezembro de 2024, e o menor foi de 0,1012 USDT em 13 de agosto de 2026. O fechamento de 25 de setembro está 1,5 vezes acima desse mínimo, após uma alta de 25,39% em relação ao fechamento de 26 de agosto. Item Detalhe O que é Um meta-agregador DEX que liquida intents de negociação assinados em lotes Como um lote é liquidado Solvers fazem lances e os lances que oferecem mais excedente às ordens vencem Coincidence of Wants Duas ordens em um lote executadas entre si Fechamento de referência 0,1516 USDT em 25 de set de 2026 (Phemex spot) Máxima e mínima 1,1624 em 25 de dez de 2024, 0,1012 em 13 de ago de 2026 Estado 50/200 SMA50 0,1260 abaixo da SMA200 0,1597 desde 29 de abr de 2026 Como o CoW Protocol transforma um intent assinado em uma negociação? Uma negociação no CoW Protocol começa como um intent. A página introdutória do protocolo define intents como mensagens assinadas "que especificam condições para executar transações no Ethereum e em chains compatíveis com EVM." Você assina o que deseja que aconteça, e outra parte define como executar. Os intents se tornaram uma categoria de design própria, e nosso artigo sobre a intent chain XAN da Anoma aborda um projeto que construiu toda uma rede em torno dessa ideia. O protocolo armazena seu intent e o agrupa com outros em um lote. Operadores externos chamados solvers competem para executar esse lote. A primeira tarefa de um solver é encontrar ordens dentro do lote que se compensam. A documentação afirma que uma correspondência encontrada dessa forma oferece "um preço ótimo em relação a qualquer liquidez on-chain." Quando não há correspondência, os solvers recorrem a market makers automatizados (AMMs) e agregadores DEX, além de market makers privados que cotam a partir de seu próprio inventário. Esse alcance é o motivo pelo qual a documentação chama o CoW Protocol de "um agregador de agregadores." Para você, o resultado aparece no preenchimento. Uma ordem a mercado enviada diretamente para uma pool paga qualquer slippage em negociações de cripto que a profundidade dessa pool impõe. O modelo de solvers distribui a busca por todos os venues acessíveis antes do lote ser liquidado. O que é uma Coincidence of Wants e por que ela evita taxas de pool? A documentação do CoW Protocol define Coincidence of Wants como "um fenômeno econômico em que duas partes — cada uma possuindo o ativo que a outra necessita — trocam ativos diretamente em um escambo equivalente." O exemplo coloca dois traders em um lote. Um vende US$ 2.000 em DAI por 0,5 ETH, e o outro vende 0,5 ETH por US$ 2.000 em DAI, então o solver os combina e nenhuma ordem toca a liquidez on-chain. Isso é relevante porque um swap roteado por uma pool paga uma taxa aos depositantes por trás dela, modelo que nosso guia sobre como funciona uma liquidity pool detalha. A documentação afirma que CoWs "contornam taxas de provedores de liquidez (LP) e também reduzem taxas de gas, pois as ordens interagem apenas com os smart contracts do CoW Protocol." Um par perfeito exige dois traders em lados opostos da mesma negociação no mesmo lote, então a documentação também descreve formas mais flexíveis. Em uma CoW parcial, uma ordem é preenchida completamente contra a outra, e os solvers buscam o restante on-chain. Uma CoW em anel conecta três ou mais traders cujas necessidades formam um loop. Uma CoW intermediária neutraliza uma perna em ETH que duas negociações não relacionadas roteariam separadamente. O exemplo da documentação para esse último tipo combina um trader convertendo CRV para USDT com outro convertendo USDT para COW, e a negociação intermediária em ETH se cancela entre eles. O ponto fraco é a frequência. Nenhuma das páginas da documentação citadas aqui apresenta um número sobre quanto volume é liquidado como CoW, então a economia é real por correspondência, mas não mensurada no total. Como o leilão em lote seleciona um solver vencedor? O CoW Protocol coleta intents off-chain e leiloa cada lote para solvers. A documentação sobre o leilão em lote combinatório justo explica o termo combinatório. Um solver pode fazer lances em ordens individuais e também submeter um lance em lote cobrindo um grupo de ordens de uma vez. Lances em lote carregam uma tentação óbvia. Um solver poderia fazer um grupo parecer vantajoso enquanto prejudica um de seus membros, então o protocolo filtra esses lances. Qualquer lance em lote que dê a uma ordem menos do que um lance individual disponível é descartado. O protocolo então seleciona a combinação de lances vencedores que maximiza o excedente que as ordens recebem. Nas palavras da documentação, "cada ordem recebe tanto quanto teria recebido se tivesse sido leiloada sozinha." O mesmo leilão define um preço único por direção para qualquer par de ativos que apareça várias vezes em um lote. A documentação chama isso de Preços Uniformes Direcionais de Liquidação. Afirma que "torna a ordem das transações irrelevante dentro do bloco, minando a capacidade de bots de MEV de extrair valor." A documentação não atribui um valor em dólares a essa proteção, então considere-a uma propriedade de design, não uma economia mensurada. Qualquer parte de um lote que não seja correspondida internamente vai para liquidez externa. É aí que entram pools como a descrita em nosso guia sobre o que é Uniswap e como funciona, já que AMMs estão entre as fontes listadas pela documentação para solvers. Qual a diferença entre CoW Swap, CoW Protocol e o Token COW? O CoW Protocol é o sistema de leilões descrito acima, e o CoW Swap é um aplicativo construído sobre ele. A página da documentação que separa os dois chama o CoW Swap de "a primeira interface de negociação construída sobre o CoW Protocol" e a forma mais popular de negociar com ele. Outros aplicativos se conectam ao protocolo diretamente, e a mesma página cita o Balancer como um que o integrou nativamente. O CoW Swap também atende grandes detentores que precisam vender em partes. Nosso relatório sobre a Ethereum Foundation vendendo 5.000 ETH via CoW Swap cobre sua conversão de 8 de abril de 2026 desse ETH em 11,1 milhões de DAI. A fundação usou o recurso TWAP do aplicativo, que divide uma grande ordem em negociações menores em intervalos regulares. O COW é o token de governança do CoW DAO, o órgão que administra o protocolo e o aplicativo. A página do token da documentação afirma que o COW existe para permitir que "as partes interessadas participem diretamente dos processos de tomada de decisão" por trás do protocolo. As votações no Snapshot contam o COW e o vCOW que um endereço possui ou que lhe foram delegados. Quanto de oferta de tokens COW existe e quem os detém? O CoW DAO emitiu 1 bilhão de COW no evento de geração do token. O tesouro recebeu 44,4%, a equipe 15%, e os consultores 0,6%. Outros quatro blocos de 10% cada foram destinados ao GnosisDAO, um airdrop para usuários iniciais e duas alocações de investimento separadas. O contrato principal do COW está no Ethereum em 0xDEf1CA1fb7FBcDC777520aa7f396b4E015F497aB. A página do token lista versões em bridge em cinco outras chains, incluindo a Gnosis Chain. As alocações da equipe, consultores e investidores iniciais estão em vCOW, um contrato separado que converte para COW na proporção de um para um. O vesting é linear ao longo de quatro anos a partir da implantação. A página do token afirma que o vCOW com vesting "pode ser convertido em COW a qualquer momento por seus detentores", e sua fórmula de oferta circulante exclui todo o tesouro. Assim, o float disponível para negociação pode crescer sem que novos tokens sejam mintados, cada vez que um detentor com vesting faz a conversão ou o DAO gasta do tesouro, que recebeu 44,4% da oferta no evento de geração do token. A mesma página dá duas respostas sobre o limite máximo. Limita a inflação a 3% ao ano e permite no máximo uma vez a cada 365 dias. Alguns parágrafos adiante, chama 1 bilhão de "o número máximo de tokens COW que jamais existirão." No fechamento de 25 de setembro, 1 bilhão de COW vale 151,6 milhões de USDT totalmente diluído. O que o gráfico de preço do token COW mostra? Método: todos os valores aqui são fechamentos diários do par spot COW/USDT da Phemex, que foi listado em 7 de novembro de 2024 e acumula 688 fechamentos diários até 25 de setembro de 2026. As médias de 50 e 200 dias são médias simples desses fechamentos. O COW fechou seu primeiro dia na Phemex a 0,5124 USDT e atingiu a máxima de 1,1624 em 25 de dezembro de 2024. A média de 50 dias cruzou abaixo da de 200 dias em 2 de outubro de 2025. Um golden cross em 8 de abril de 2026 durou 21 dias antes do death cross de 29 de abril colocar a média de 50 dias novamente abaixo. A queda atingiu o mínimo de 0,1012 USDT em 13 de agosto de 2026. O COW então subiu 25,39% nos 30 dias até o fechamento de 25 de setembro e 3,98% nos sete dias a partir do fechamento de 18 de setembro. Ganhou 5,20% no próprio dia de referência, quando 324.699 USDT foram negociados no par. Isso deixa o COW 20,3% acima de sua média de 50 dias de 0,1260 e 5,1% abaixo de sua média de 200 dias de 0,1597. Um fechamento acima de 0,1597 seria o primeiro acima da média de 200 dias desde abril. Até lá, o gráfico mostra um repique dentro de uma tendência de baixa, e a diferença de 87% indica que o mercado precificou pouco do protocolo no token. Perguntas Frequentes É possível negociar COW na Phemex? Sim, no spot. A Phemex abriu o par spot COW/USDT às 10:00 UTC em 7 de novembro de 2024. Seu perpétuo de COW foi deslistado, então a lista de produtos lida em 26 de setembro de 2026 não mostra nenhum perpétuo ativo para COW. Quão além dos extremos de fechamento o COW negociou? A máxima intraday no par spot da Phemex foi de 1,2316 USDT em 25 de dezembro de 2024, o mesmo dia do fechamento máximo. A mínima intraday foi de 0,0987 USDT em 14 de agosto de 2026, um dia após o fechamento mais baixo. Quão distante está o COW de seu primeiro fechamento na Phemex? O fechamento de 25 de setembro de 2026 a 0,1516 USDT está 70,4% abaixo do fechamento de 0,5124 USDT de 7 de novembro de 2024, o primeiro dia do par. Conclusão O CoW Protocol remunera os traders com excedente. Uma ordem correspondida evita a taxa da pool, um lance em lote não pode prejudicar um de seus membros, e um preço uniforme por direção não deixa margem para bots reordenarem transações. A página do token descreve o COW como um voto sobre como o protocolo é administrado, e nenhuma das páginas da documentação citadas aqui direciona esse excedente aos detentores. É assim que um mecanismo com uma função clara e um token 87% abaixo de sua máxima podem coexistir em 25 de setembro de 2026. O COW representa o direito de voto na governança do protocolo. Aviso legal: Este artigo é apenas para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. A negociação de criptomoedas envolve riscos substanciais. Sempre faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões de investimento.

Justiça apoia Pentágono em disputa sobre riscos ligados ao Claude
Notícias de Tecnologia

Justiça apoia Pentágono em disputa sobre riscos ligados ao Claude

14h25 ▪ 6 min de leitura ▪ por Luc Jose A. Resumir este artigo com: ChatGPT Perplexity Grok A exclusão de Claude dos sistemas e contratos do Pentágono acaba de ser validada por um tribunal de apelação americano. Este novo revés fragiliza a Anthropic na aproximação de uma oferta pública inicial que a avaliaria em 2000 bilhões de dólares, entretanto não encerra a batalha judicial. Em resumo Um tribunal de apelação americano valida a exclusão de Claude de certos sistemas e contratos do Pentágono. O conflito baseia-se em duas restrições mantidas pela Anthropic, relacionadas a armas autônomas e vigilância em massa. Duas decisões judiciais opostas permanecem em vigor, deixando ainda várias possibilidades de recurso para a Anthropic. Este revés ocorre enquanto a empresa prepara uma possível IPO, com uma valorização estimada em cerca de 2.000 bilhões de dólares. Anthropic perde decisão por dois votos contra um Em 25 de setembro, o tribunal federal de apelações do Distrito de Columbia rejeitou os recursos apresentados pela Anthropic, apesar da suspensão obtida em março passado. Dois juízes de três indicaram que o Pentágono podia qualificar a empresa como “risco para a cadeia de suprimentos”. Esta decisão permite ao ministério continuar a remoção de Claude de seus sistemas. Ela também proíbe os contratados militares de utilizarem os produtos da Anthropic quando trabalharem para o Pentágono. Os principais pontos do julgamento destacam o alcance deste revés : A decisão foi adotada por dois juízes contra um ; Claude deve desaparecer dos sistemas militares envolvidos ; As restrições atingem os contratos relacionados ao Pentágono ; A Anthropic ainda analisa as possíveis medidas judiciais. O juiz Gregory Katsas considerou que o ministério dispunha de “motivos suficientes” para concluir que a integração contínua de Claude poderia apresentar um risco coberto pela lei. Este tribunal também rejeitou os argumentos da Anthropic baseados na liberdade de expressão e no direito a um processo justo. Duas restrições sobre Claude desencadearam o conflito A Anthropic já havia autorizado o governo americano a usar Claude para a análise de informações estrangeiras, o desenho de sistemas militares e a condução de certas operações cibernéticas ofensivas. Contudo, a empresa manteve duas proibições. A primeira dizia respeito às armas letais totalmente autônomas, capazes de selecionar e atacar um alvo sem intervenção humana. A segunda referia-se à vigilância em massa de cidadãos americanos. Por sua vez, o Pentágono exigiu um contrato permitindo todos os usos conformes à lei. Em fevereiro passado, as negociações fracassaram. Graças aos dados on-chain, o CEO Dario Amodei considerou que as armas autônomas ainda não eram confiáveis o suficiente e que a vigilância em massa permanecia incompatível com os valores democráticos, mesmo quando pudesse ser legal. O ministério temia sobretudo que a Anthropic pudesse modificar os controles de Claude e perturbar uma operação em curso. De fato, o tribunal observou que o modelo já havia recusado certos pedidos governamentais, incluindo solicitações relativas a documentos classificados e pesquisas sanitárias sensíveis. O Pentágono invocou então uma lei federal de 2018 destinada à segurança das cadeias de suprimentos. Tal legislação autoriza uma agência a descartar uma tecnologia quando ela acredita que um fornecedor poderia monitorar, perturbar ou modificar seu funcionamento. Duas decisões judiciais opostas permanecem em vigor O veredito de 25 de setembro não representa a anulação automática da vitória obtida pela Anthropic na Califórnia, em 27 de agosto. De fato, a juíza federal Rita Lin qualificou outra medida do Pentágono como retaliação ilegal e especificou que a empresa não se beneficiou das garantias requeridas. O tribunal de Washington examinou um processo distinto, baseado especialmente na lei de 2018. Sua maioria decidiu que o Pentágono informou corretamente à Anthropic. Além disso, deu a ela oportunidade de contestar sua exclusão. A juíza Karen Henderson se opôs a essa interpretação. Segundo ela, a maioria concede ao governo um poder demasiado amplo para obrigar fornecedores de tecnologia a aceitar suas condições sob pena de serem considerados ameaças nacionais. A Anthropic lembrou que o julgamento californiano ainda lhe é favorável. A empresa indica que está analisando suas próximas opções. Além disso, pretendia pedir uma nova revisão do caso ou tentar recorrer à Suprema Corte, sem ainda ter anunciado sua estratégia. A IPO de 2.000 bilhões permanece uma hipótese Este revés ocorre enquanto a Anthropic prepara sua abertura de capital. A empresa oficialmente protocolou um projeto confidencial de formulário S-1 junto à SEC em 1º de junho. Todavia, não confirmou nem o preço das ações, nem o valor buscado, nem sua futura valorização. A operação poderia levantar até 100 bilhões de dólares e valorizar o criador de Claude em torno de 2000 bilhões de dólares. A Nvidia deve discutir um investimento que pode chegar a 10 bilhões, mas os dois grupos não confirmaram essas negociações. A Anthropic ainda era avaliada em 965 bilhões de dólares após sua rodada de financiamento em maio. Passar para 2000 bilhões de dólares suporia, portanto, mais que dobrar seu valor em poucos meses. A exclusão dos mercados militares não ameaça diretamente todas as suas atividades comerciais. Porém, acrescenta um risco regulatório que os futuros investidores deverão avaliar, especialmente para contratos públicos e relações com fornecedores de defesa. Maximize sua experiência na Cointribune com nosso programa "Read to Earn"! Para cada artigo que você lê, ganhe pontos e acesse recompensas exclusivas. Inscreva-se agora e comece a acumular vantagens. Entrar no programa A A Lien copié

Como a blockchain e os criptoativos podem redefinir o futuro da economia?
Altcoins

Como a blockchain e os criptoativos podem redefinir o futuro da economia?

Na última quinta-feira (24), participei de um encontro promovido pelo Market Makers, um dos maiores podcasts de finanças do Brasil, com patrocínio da Binance. O evento reuniu executivos da corretora e profissionais do mercado financeiro para discutir como os ativos digitais podem transformar os serviços que usamos para pagar, investir e movimentar dinheiro. A oportunidade foi ouvir quem acompanha essa transformação por dentro: profissionais que conversam com instituições e reguladores e trabalham na aproximação entre criptomoedas e o sistema financeiro. Os dois painéis trataram da convergência entre inteligência artificial e blockchain, e dos produtos que podem levar essa infraestrutura a um público maior. Saí de lá com uma ideia que dá o tom desta edição: blockchain caminha a passos largos para ser integrada ao sistema financeiro, trazendo eficiência e velocidade. A prova de que essa tecnologia “venceu” será quando ela for utilizada sem que as pessoas percebam que estão usando cripto. Por isso, hoje começamos pelos aprendizados do encontro: a experiência do usuário, a conexão com a IA, e os caminhos para transformar adoção em valor para a carteira. Depois, voltamos ao Bitcoin, cuja recuperação ganhou apoio dos compradores, mas ainda enfrenta a pressão do petróleo e dos juros. Você pode usar cripto sem precisar aprender sobre cripto? A experiência do usuário deve ser decisiva para levar os ativos digitais a um público maior. Ao longo dos dois painéis, a aproximação com bancos, gestoras e empresas apareceu como um caminho para essa expansão. Regras mais claras ajudam essas instituições a desenvolver produtos; serviços mais simples ajudam a colocá-los no cotidiano das pessoas. Essa foi uma das mensagens das conversas com os executivos da Binance: quem precisa transferir dinheiro ou fazer um investimento quer resolver um problema, sem necessariamente estudar a tecnologia por trás da operação. A adoção pode acontecer dentro de um aplicativo financeiro, sem exigir que o cliente escolha uma rede ou administre uma carteira digital por conta própria. Durante anos, entrar nesse mercado exigiu aprender sobre carteiras digitais, redes e taxas. A visão apresentada no encontro aponta para serviços que absorvem essa complexidade e entregam uma experiência mais simples, parecida com a dos aplicativos financeiros que já usamos. No fim, o que importa é resolver o problema de forma eficiente, segura e simples para o usuário, não como a tecnologia funciona por de trás, afinal, você sabe como funciona toda estrutura do PIX ou do seu próprio cartão de crédito? A inteligência artificial também vai precisar pagar contas O primeiro painel, “A nova corrida tecnológica: como IA e blockchain estão redefinindo a economia”, reuniu Pedro Kunzler, da área institucional da Binance, e Leonardo Dawadji, especialista em inteligência artificial aplicada ao mercado financeiro. A conversa mostrou como essas tecnologias podem se complementar na execução de serviços e na movimentação de dinheiro. Pedro destacou que pagamentos e outros serviços continuaram avançando mesmo nos últimos meses, períodos ruins para as cotações, evidenciando que o institucional não sumiu mesmo em meio a um cenário adverso. O interesse vai além da simples exposição via alocação direta. Leonardo trouxe o desafio da aplicação nas empresas: as ferramentas já executam tarefas relevantes, mas sua adoção exige organizar dados, definir limites e verificar os resultados. Uma conexão entre essas duas visões são os agentes de inteligência artificial, programas que recebem um objetivo e executam tarefas para alcançá-lo. Se um agente precisar contratar um servidor ou comprar dados, alguém terá que definir como ele pode pagar por isso. Moedas digitais e blockchain podem fazer parte dessa infraestrutura. Imagine um agente autorizado a contratar um serviço dentro de um orçamento definido. A operação poderia ser executada e registrada digitalmente, respeitando limites estabelecidos pelo responsável. É uma possibilidade de uso que aproxima automação e movimentação de dinheiro. Mas autonomia exige controle. As discussões destacaram parâmetros de autorização, supervisão humana e proteção dos dados. Quanto maior o impacto de uma decisão, mais importante se torna definir o que o sistema pode fazer e quem responde pelo resultado. Para o investidor, essa convergência merece acompanhamento. Ainda assim, associar um projeto à inteligência artificial é apenas o começo da análise: precisamos saber se existe um serviço útil, quem paga por ele e qual o papel do token nessa operação. Uma tecnologia útil precisa virar valor para o investidor O segundo painel, “Capitalizando a próxima onda da inovação”, aproximou a discussão da nossa vida financeira. Participaram Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil, e Arturito Faria Lima, influenciador de finanças com experiência em análise de ações. A pergunta central era como essa infraestrutura pode chegar aos produtos e, finalmente, à carteira do investidor. Sarandy destacou o potencial de mercados que funcionam continuamente e permitem transferências globais. As stablecoins ajudam a entender esse caminho: são moedas digitais que procuram acompanhar o valor de uma referência, como o dólar, e podem ser usadas para transferir recursos entre países. Para o usuário, a vantagem potencial está no custo e na velocidade da operação. Outro caminho é a tokenização: a representação digital de um ativo ou direito, como uma participação em um fundo. Em determinados modelos, isso permite usar redes blockchain para registrar e transferir esses investimentos, aproximando produtos tradicionais de uma infraestrutura que funciona continuamente. Sarandy também mencionou planos de ampliar a oferta de produtos ligados ao CDI. É um exemplo de como empresas conhecidas pela negociação de criptomoedas procuram atender outras necessidades financeiras. O potencial é relevante. Sua concretização depende das regras, da segurança e da capacidade de entregar uma experiência melhor. Para acompanhar essa transformação, vale observar quais soluções conquistam usuários e resolvem problemas reais. Uma pergunta da plateia levou essa discussão para o retorno do investimento: se uma blockchain for cada vez mais utilizada, seu token necessariamente precisa subir? A resposta é não. Uma rede pode ganhar usuários sem que seu token se valorize na mesma proporção. Ao investir em um token, você não se torna automaticamente sócio de todas as empresas que utilizam aquela tecnologia. A expansão de um serviço pode beneficiar seus usuários e operadores sem criar uma demanda equivalente pelo ativo negociado em bolsa ou corretora. Por isso, a análise precisa ir além do tamanho do mercado. O uso do serviço exige comprar ou manter o token? A oferta pode aumentar rapidamente? O crescimento da atividade cria algum benefício econômico para quem detém o ativo? Essas respostas variam de um projeto para outro. Uma boa história sobre pagamentos, tokenização ou IA pode abrir a investigação, mas não encerra a decisão de investimento. Arturito Faria Lima trouxe uma questão complementar ao painel: qual função cada posição cumpre na carteira? Uma exposição voltada à proteção cambial tem um objetivo diferente de uma aposta em crescimento. O tamanho da posição e a tolerância às oscilações precisam acompanhar essa diferença. Quanto mais fácil fica comprar um ativo, mais importante se torna saber por que comprá-lo. É esse cuidado que permite participar da transformação sem tratar todos os projetos como vencedores antecipados. O Bitcoin ganhou compradores; a alta precisa preservá-los Apesar de muito positivos, os insights trazidos no evento apontam para uma transformação que deve se materializar ao longo de um horizonte mais longo — e que, justamente por isso, reforça nossa convicção estrutural no setor. No curto prazo, porém, seguimos acompanhando o mercado de perto e gerindo o risco de forma ativa, buscando capturar as oportunidades sem perder de vista as oscilações do ciclo. Ao longo desta semana, observamos um movimento de alta do Bitcoin que deu continuidade à recuperação discutida na edição anterior. Na última segunda-feira (21), o BTC avançou 6,7% entre fechamentos e superou os US$ 86 mil. O alívio inicial do petróleo ajudou a criar um ambiente mais favorável aos investimentos de risco. Dentro do mercado cripto, a alta ganhou velocidade com o encerramento forçado de apostas na queda, conforme citado na edição anterior: investidores que operavam posições vendidas alavancadas foram obrigados a recomprar o Bitcoin à medida que o preço subia, reforçando o movimento. Essas recompras, porém, têm duração limitada. Depois desse impulso inicial, a continuidade da recuperação depende de compradores dispostos a absorver as vendas. É por isso que o comportamento dos ETFs, fundos negociados em bolsa que compram e mantêm BTC, ganhou importância nesta semana. Entre segunda e quinta-feira, os ETFs americanos à vista receberam US$ 2,25 bilhões líquidos, com entradas em todos os quatro pregões — inclusive na quarta-feira, quando o preço recuou. Esse fluxo mostra que a demanda foi além das compras forçadas e ajuda a sustentar a recuperação. A Strategy também anunciou, na segunda-feira, a aquisição de 950 BTC. As compras ocorreram entre 14 e 20 de setembro: reforçam a presença de demanda corporativa, mas não representam ordens executadas no dia do anúncio. O ambiente econômico continua exigente, o alívio do petróleo no começo da semana ajudou os ativos de risco, mas a pressão voltou na quarta-feira. Energia mais cara dificulta a queda da inflação, enquanto juros elevados encarecem o financiamento dos investimentos. O crédito ainda disponível funciona como um amortecedor. Isso ajuda a explicar por que mantemos uma visão construtiva para o Bitcoin, apesar desses obstáculos. A combinação que nos faria rever essa leitura seria a perda de compradores acompanhada de enfraquecimento do preço e piora das condições de financiamento. Depois de superar as referências acompanhadas na semana anterior, o BTC passou a testar uma base entre US$ 84 mil e US$ 85 mil. A permanência de compradores nessa região daria mais consistência à recuperação; ela ainda precisa se firmar. Amarrando as pontas O cenário macro manteve suas principais características nesta semana. Petróleo e juros de longo prazo continuam exigindo atenção, mas o crédito segue fluindo e a economia permanece robusta. Enquanto essa combinação se mantiver, seguimos com expectativas positivas para o mercado cripto no médio prazo e enxergamos sustentação para a continuidade da alta. Nossos indicadores de momentum, que acompanham a força e a direção da tendência, também seguem no verde. Diante disso, continuamos acreditando que este é um momento favorável para investir em cripto, inclusive com exposição seletiva a altcoins — os demais criptoativos além do Bitcoin — que estejam apresentando desempenho superior ao próprio BTC. A seleção faz diferença: a recuperação não beneficia todos os ativos da mesma forma. Buscamos aqueles que demonstram maior força e ajustamos a exposição quando os sinais mudam. É essa disciplina que permite aproveitar as oportunidades e reagir quando o mercado perde sustentação.

Busca por “como comprar bitcoin” supera interesse em IA no Google
Bitcoin

Busca por “como comprar bitcoin” supera interesse em IA no Google

Buscas por “como comprar bitcoin” ultrapassam “como investir em IA” no Google Trends Procura por investir em IA atingiu pico em dezembro de 2025 e recua desde então Bitcoin acumula queda de 4% no ano, contra 41% de alta no ETF de IA da BlackRock Quem acompanha o noticiário financeiro tem a impressão de que inteligência artificial monopolizou a atenção dos investidores. Os dados de busca do Google contam outra história. Quando a comparação isola a intenção de compra, o bitcoin sai na frente. O confronto entre os termos “how to buy bitcoin” e “how to invest in AI” no Google Trends mostra vantagem consistente para o primeiro. A procura por formas de comprar bitcoin começou a subir em junho de 2025, atingiu o topo em fevereiro de 2026 e recuou junto com o preço. Desde março, voltou a ganhar tração. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE Leia também: THORChain diz NÃO a Bitget e nega pedido para bloquear endereços do hacker Do lado da IA, o movimento é inverso. O interesse em investir no setor chegou ao pico por volta de dezembro de 2025 e perde força desde então. É a diferença entre curiosidade sobre uma tecnologia e disposição de colocar dinheiro nela. A discussão ganhou corpo depois que o fundador da CryptoQuant, Ki Young Ju, publicou no início do mês um gráfico com a busca por “AI” disparando enquanto “Bitcoin” permanecia praticamente estagnada. “O bull run do Bitcoin começou, mas ninguém se importa”, escreveu na publicação no X. A leitura muda quando se troca o termo genérico pela consulta de compra. Comparar “bitcoin” com “AI” é medir uma sigla que atravessa dezenas de setores contra o nome de um ativo específico. Há ainda um fator que distorce qualquer série do Google Trends: bitcoin já é uma palavra conhecida, e quem conhece pesquisa menos. Outro ponto raramente citado: parte relevante das buscas migrou para chatbots. ChatGPT, Gemini e afins absorveram consultas que antes iam para o buscador, e nada disso aparece no Trends. IA ainda vence Ethereum, Solana e XRP nas buscas O bitcoin é exceção dentro do próprio setor cripto. Ao comparar “investir em IA” com as consultas de compra de ethereum, solana, XRP e zcash, a IA aparece na frente de todas. O varejo global continua tratando bitcoin como a porta de entrada, e as altcoins como segunda decisão. No Brasil o comportamento se repete nas corretoras locais, onde BTC responde pela maior fatia do volume de pessoa física. O ativo é negociado hoje a US$ 84.063, o equivalente a R$ 435.622 com o dólar em R$ 5,1821. O ether está em US$ 2.693 e o XRP, em US$ 1,57. Interesse é uma coisa. Retorno é outra. O iShares AI Innovation and Tech Active ETF, da BlackRock, acumula cerca de 41% de valorização em 2026. A AMD disparou 182%, a TSMC subiu 41%, a Microsoft avançou perto de 9% e a Nvidia, 18% — com os últimos quatro meses praticamente de lado. O bitcoin, no mesmo intervalo, segue com queda de 4% no ano, apesar de ter subido 38% no último trimestre. O contraste explica por que o investidor brasileiro que busca exposição a IA encontra caminho mais direto via BDRs de Nvidia, Microsoft e AMD na B3 do que via cripto. E por que quem quer bitcoin resolve tudo em uma corretora nacional, com liquidação em reais e sem IOF. A OpenAI confirmou que não abrirá capital neste ano e evitou se comprometer com 2027. A Anthropic ainda é apontada para novembro. Enquanto isso, exchanges como Kraken, Coinbase, Binance, Hyperliquid e OKX oferecem futuros perpétuos e contratos pré-IPO sobre esses nomes. A Ark Invest, por sua vez, prometeu exposição a ambas via fundo tokenizado de US$ 1,3 bilhão.

Juros subindo lá fora, caindo aqui: o que isso diz sobre a sua carteira
Selic

Juros subindo lá fora, caindo aqui: o que isso diz sobre a sua carteira

Existe um roteiro que costuma se repetir nos mercados. Quando os Estados Unidos sobem juros, os emergentes vão atrás ou, no mínimo, param de cortar. Neste mês, o filme rodou ao contrário, quase à moda de Benjamin Button. O Federal Reserve elevou os juros em 0,25 ponto, para a faixa de 3,75% a 4,00%, a primeira alta desde 2023. Na mesma semana, o Banco Central brasileiro cortou 0,25 ponto e levou a Selic para 13,75%. E a história lá fora não parece ter terminado. O mercado precifica 51% de chance de mais duas altas até dezembro e 41% de mais uma. Três altas no total no ano passaram a ser uma possibilidade real. Por aqui, o mercado está dividido entre mais um corte e uma pausa. 1. O curioso caso de um mundo subindo juros enquanto o Brasil corta Por que o Fed subiu justo quando a inflação melhorou? A alta veio logo após dados de inflação mais benignos nos Estados Unidos, inclusive na composição, com o núcleo desacelerando. Foi por isso que o mercado chegou a cogitar um ano sem nenhuma alta, e alguns economistas e gestores relevantes compraram essa tese. Eu vinha defendendo pelo menos uma ou duas altas neste ano, e agora não dá para descartar três. Kevin Warsh, na presidência do Fed, respondeu a isso de forma bem direta na coletiva. Em outras palavras, disse que sabe que os últimos dados vieram melhores, mas que isso não significa que a inflação esteja resolvida. E nisso ele tem razão. O núcleo do PCE, medida preferida do Fed, segue em 3,3% em doze meses, contra uma meta de 2%. Warsh lembrou ainda que muitas categorias sobem acima de 3% e que os riscos continuam para cima. Em vez de comemorar o dado do mês, olhou para a parte estrutural do problema. As projeções do próprio Fed reforçam o recado. A mediana para os juros no fim de 2026 subiu de 3,8% para 4,1%, e os membros só enxergam o núcleo da inflação chegando a 2% em 2029. Doze dos dezoito integrantes projetam mais uma alta neste ano e quatro projetam mais duas. Emprego pleno, mas inflação ainda longe da meta nos EUA O Fed persegue duas metas: pleno emprego e estabilidade de preços. A primeira está entregue. O desemprego está em 4,1%, um dos patamares mais baixos da série histórica, sustentado em parte pela menor participação da população no mercado de trabalho, efeito do envelhecimento demográfico e da queda do fluxo imigratório. Não há sinal de uma alta relevante do desemprego nos próximos meses. Fonte: Bloomberg. Elaboração: Nord Investimentos A atividade também segue firme. Os índices ISM de serviços e de indústria, em que leituras acima de 50 indicam expansão, estão ambos em 54,5 na média de três meses. Com emprego e atividade saudáveis e inflação ainda longe da meta, não há motivo para tolerar preços subindo demais em nome de um mercado de trabalho que não precisa de ajuda. Fonte: Bloomberg. Elaboração: Nord Investimentos Na minha leitura como economista, Warsh está correto. Ele age dentro do mandato e, no início da gestão, precisa construir a credibilidade que se perdeu depois de mais de cinco anos de inflação acima da meta. Isso vale ainda mais diante das pressões de Donald Trump por juros menores, que não encontram respaldo nos fundamentos. Se o desemprego começar a subir de forma consistente ou a atividade enfraquecer bem mais do que hoje, haverá espaço para cortar, e até para acelerar os cortes. Mas, entre ser complacente e ser duro com a inflação, a segunda opção é a mais adequada neste momento. E o Brasil, por que corta? Aqui, o motivo é outro. O Brasil foi uma das primeiras economias a subir juros lá atrás e chegou a níveis extremamente restritivos. Com a Selic tão alta em termos reais, alguns cortes não chegam a ser um grande equívoco. O problema é o espaço para cortar, limitado por dois fatores. O primeiro vem de fora e não se resume aos Estados Unidos. O Banco Central Europeu subiu juros pela segunda vez neste mês, levando a taxa de depósito a 2,50%, e o Banco do Japão elevou sua taxa para 1,25%, a maior desde 1995. Com o mundo desenvolvido apertando, cortar demais por aqui estreita o diferencial de juros que sustenta o real e atrai capital. O segundo vem de dentro. As expectativas de inflação estão desancoradas. O Focus projeta IPCA de 4,3% para 2027, quase encostado ao teto de 4,5% do intervalo de tolerância, e segue acima da meta de 3% em 2028, com 3,8%, e em 2029, com 3,5%. Quando nem as projeções de médio prazo convergem, o Banco Central deveria se mostrar mais duro, e não mais flexível. Para o investidor, o recado é que o juro brasileiro deve permanecer alto por bastante tempo, mesmo com um ou outro corte no caminho. E esse juro alto tem um efeito colateral curioso, que aparece no próximo tema. 2. Lucros que entregam e um real que ninguém esperava A bolsa americana subiu, mas não ficou mais cara Mais uma temporada de balanços nos Estados Unidos terminou com surpresa positiva, e o reflexo aparece nas revisões de lucro. Desde o início do ano, a projeção de lucro para os próximos doze meses subiu cerca de 29% no S&P 500 e de 30% na Nasdaq. Na Europa, a revisão também é positiva, perto de 14%, mas bem menor. Fonte: Bloomberg. Elaboração: Nord Investimentos O mais interessante é o que isso fez com o preço. Mesmo com a Bolsa americana subindo, o S&P 500 negocia hoje a 19,3 vezes o lucro projetado, praticamente em linha com a média de 19,2 vezes dos últimos dez anos. No ano passado, esse múltiplo chegou perto de 23 vezes. O preço subiu, mas o lucro subiu mais rápido, e o índice ficou mais barato em relação ao que entrega. Fonte: Bloomberg. Elaboração: Nord Investimentos É por isso que não enxergo a Bolsa americana como cara, apesar dos questionamentos frequentes (que respeito). As empresas estão entregando, e o trabalho daqui em diante é acompanhar se continuarão entregando. Enquanto isso acontecer, seguimos alocando, tanto pela tese estrutural de longo prazo quanto pelo momento atual. Por que o real está entre as moedas mais fortes de 2026 O real está entre as moedas que mais se valorizaram frente ao dólar em 2026. Como assim, com risco eleitoral, risco fiscal e tudo mais? A resposta está no tópico anterior. O Brasil tem um dos maiores juros reais do planeta, e esse diferencial atrai capital estrangeiro em busca de rendimento, no chamado carry trade. Sem os juros nos patamares atuais, o câmbio dificilmente estaria tão apreciado. Fonte: Bloomberg Quem investe em Bolsa americana por ETF sentiu isso na prática. A versão dolarizada rendeu menos que a versão com hedge cambial neste ano, por dois motivos. A versão com hedge ficou protegida da queda do dólar, que perdeu força no mundo e, sobretudo, contra o real, e ainda capturou o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Qual escolher? Depende do quanto você quer carregar de risco cambial. No curto prazo, ninguém sabe o que acontecerá com o câmbio. O juro alto tende a sustentar o real, mas eleição e fiscal podem virar o humor rapidamente. Para quem não quer esse risco, um ETF com hedge atende muito bem. Pensando no longuíssimo prazo, porém, faz sentido ter pelo menos parte da exposição dolarizada. É assim que se tem uma posição de fato internacional, na maior bolsa do mundo e na moeda mais forte do mundo. 3. Bolsa Brasil: o desconto também está onde parece mais seguro Nas últimas semanas, o trade eleitoral puxou a bolsa brasileira, sustentado pelo investidor local enquanto o estrangeiro saía. Em setembro, o quadro mudou de cor. O estrangeiro voltou a comprar, com entrada de R$ 9,2 bilhões até aqui no mês (até o dia 18), após retirar R$ 18,1 bilhões em agosto. Fonte: Bloomberg. Elaboração: Nord Investimentos A leitura de fundo segue a mesma. O risco fiscal continua sendo o principal peso sobre os ativos brasileiros, a eleição deve manter a Bolsa volátil até o segundo turno e a posição mais adequada é moderada, sem tentar ser herói. Mas a nossa equipe de ações trouxe um achado que ajuda a pensar em como se posicionar. Não são só o Ibovespa e as small caps que estão descontados. O IDIV, índice das empresas pagadoras de dividendos, negocia a cerca de 8 vezes o lucro projetado, abaixo da média de 9 vezes desde 2012. Até o pedaço da Bolsa que costuma ser visto como o mais defensivo está com preço atrativo. Fonte: Bloomberg É aí que entra o DIVO11, ETF que replica esse índice. Ele reúne empresas com maior previsibilidade de receitas e mais resilientes a diferentes ciclos econômicos, que costumam cair menos quando o mercado estressa e, ainda assim, capturam boa parte das altas. Não é o ETF que mais vai subir em uma eventual troca de governo. Nesse cenário, o SMAL11 provavelmente andaria mais, só que o índice de small caps carrega muita empresa ruim junto das boas. O DIVO11 é uma forma de ter Bolsa brasileira de maneira estrutural, sem apostar tudo no resultado da urna, e é uma das indicações que fazemos na nossa Wealth. O que fica desses três temas Três temas, uma linha em comum. O mundo voltou a subir juros, o Brasil corta com pouco espaço e esse juro alto ajuda a explicar tanto a força do real quanto parte do desconto da Bolsa local. No meio disso, as empresas americanas seguem entregando lucro e os ETFs brasileiros mais defensivos negociam barato. Não é momento de apostas heroicas, e sim de calibrar bem cada peça da carteira.

ETFs de Solana captam US$ 188 milhões na melhor semana desde o lançamento
Criptomoedas

ETFs de Solana captam US$ 188 milhões na melhor semana desde o lançamento

ETFs de Solana somam US$ 188,21 milhões entre 21 e 25 de setembro Bitwise responde por US$ 128,46 milhões, ou 68% do total captado Todos os sete fundos listados nos EUA fecharam a semana no positivo Os fundos negociados em bolsa atrelados ao Solana nos Estados Unidos viveram sua semana mais forte desde a estreia. Entre 21 e 25 de setembro de 2026, os produtos captaram US$ 188,21 milhões em recursos líquidos. O número é o maior já registrado desde que os primeiros fundos foram listados, no fim do ano passado. E veio concentrado: a sexta-feira sozinha respondeu por US$ 86,67 milhões do montante, praticamente metade da captação semanal. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE Outro detalhe chama atenção nos dados. Os sete ETFs disponíveis no mercado americano terminaram o período com saldo positivo — não houve resgate líquido em nenhum deles, o que raramente acontece em semanas de movimentação intensa. Bitwise concentra US$ 128,46 milhões da captação A Bitwise segue dominando o segmento desde o primeiro dia de negociação. Seu produto com staking, o BSOL, atraiu US$ 128,46 milhões nos cinco pregões — equivalente a 68% de tudo que entrou na categoria. Em segundo lugar ficou a Grayscale, com aproximadamente US$ 28,06 milhões. Os demais cinco fundos dividiram o restante, algo em torno de US$ 31 milhões somados. Essa concentração não é acidental. O componente de staking embutido no BSOL entrega rendimento adicional ao cotista, diferencial que os ETFs de Bitcoin não conseguem oferecer por limitação do próprio ativo. Para gestores que precisam justificar alocação em altcoin diante de um comitê de investimentos, o yield vira argumento. SOL negociado a US$ 121,71 com alta de 0,7% O token opera nesta manhã a US$ 121,71, ou cerca de R$ 630,71 pela cotação do dólar a R$ 5,1821. A variação em 24 horas é de 0,7%, desempenho melhor que o de boa parte das grandes capitalizações. No mesmo recorte, XRP recuou 1,8%, Cardano caiu 1,4% e Litecoin perdeu 2,9%. O Bitcoin segue lateralizado perto de US$ 84,5 mil, sem tração relevante para cima nem para baixo. Há um descolamento aí que merece leitura cuidadosa. Fluxo institucional forte em semana de mercado morno costuma indicar posicionamento de médio prazo, não especulação de curtíssimo prazo. Quem entra via ETF paga taxa de administração e não faz day trade — é dinheiro que chega para ficar alguns meses. Agenda de produto da rede sustenta a tese A captação não acontece no vácuo. A Solana vem executando uma agenda técnica e comercial que dá material para os gestores defenderem a alocação. No campo de infraestrutura, a rede testa o protocolo Alpenglow, que promete finalidade de transação em 150 milissegundos. No lado de adoção, pagamentos em USDC sobre Solana já são aceitos para compra de passagens em mais de 300 companhias aéreas, incluindo LATAM, Azul e Gol. A fundação também contratou a ex-CMO da Binance para tocar a pauta institucional. Movimento coerente com quem quer conversar com alocadores tradicionais, não com a comunidade de varejo. Brasileiro não acessa BSOL por BDR Aqui o investidor local tem um problema prático. Os ETFs de Solana listados nos EUA não possuem BDR na B3, ao contrário do que ocorreu com alguns produtos de Bitcoin e Ethereum. Quem quiser exposição pelo veículo americano precisa de conta em corretora no exterior, com todo o custo de câmbio e a declaração de bens no exterior junto ao Banco Central quando o patrimônio ultrapassa os limites vigentes. A alternativa segue sendo comprar SOL à vista em exchange nacional ou buscar fundos de índice cripto já registrados na CVM. Vale acompanhar se gestoras brasileiras vão replicar o movimento. Produtos locais de índice cripto costumam seguir a liquidez americana com defasagem de alguns meses — foi assim com Ethereum, e o caminho tende a se repetir com Solana caso o fluxo se mantenha nas próximas semanas. Os números consolidados dos fundos podem ser acompanhados nas páginas oficiais da Bitwise, que divulga posição diária de cada produto.

EUA planejam aceitar 17,5 mil refugiados sul-africanos brancos
EUA

EUA planejam aceitar 17,5 mil refugiados sul-africanos brancos

Refugiados afegãos participam de uma reunião em Islamabad, Paquistão, em 24 de janeiro, para discutir sua situação depois que o presidente Donald Trump suspendeu os programas de refugiados dos EUA Proposta do governo Trump para 2027 prioriza grupo étnico africâneres e deve custar cerca de 500 milhões de dólares aos cofres americanos O governo Trump informou ao Congresso que pretende aceitar 17.500 refugiados — principalmente sul-africanos brancos — no ano fiscal de 2027, segundo um relatório apresentado na terça-feira (22) e obtido pela CNN. O presidente dos Estados Unidos Donald Trump declarou anteriormente que quase todos os refugiados admitidos no país seriam sul-africanos brancos, transformando radicalmente um programa de longa data que, em grande medida, atendia pessoas que fugiam de guerras, perseguições ou outros perigos. Defensores dos refugiados sustentam que o foco da administração em um único grupo deixou de fora populações vulneráveis ​​de todo o mundo. As autoridades sul-africanas negaram categoricamente as alegações sobre um genocídio de brancos. Em seu relatório ao Congresso, o Departamento de Estado indicou que as admissões corresponderão “principalmente a africâneres da África do Sul”, argumentando que esse grupo enfrenta discriminação em seu país de origem. “Os Estados Unidos preveem que os africâneres da África do Sul se assimilarão plenamente ao país de uma maneira que preserve os recursos dos contribuintes para os cidadãos americanos, e não esperam que outros países reassentem africâneres”, aponta o relatório. Estima-se que o reassentamento dentro do limite proposto custará aproximadamente US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões), segundo o documento. No início deste ano, o governo elevou para 17.500 o limite de refugiados para sul-africanos — em comparação com o limite geral de 7.500 para todos os refugiados — e informou o Congresso sobre a mudança por meio de uma determinação de emergência. A CNN havia informado anteriormente que este programa de refugiados — em grande parte paralisado para o restante do mundo — provocou disputas diplomáticas, gerou uma corrida contra o tempo para abrir um centro de processamento na África do Sul, deu origem a solicitações muito incomuns por parte dos candidatos e registrou altas taxas de rejeição, em parte devido aos antecedentes criminais de alguns requerentes, segundo mais de uma dúzia de pessoas familiarizadas com o programa.

Disputa acirrada entre Lula e Flávio leva investidor a buscar proteção
Selic

Disputa acirrada entre Lula e Flávio leva investidor a buscar proteção

Lula e Flávio (Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Carlos Moura/Agência Senado A acirrada disputa pela presidência do Brasil, com pesquisas indicando maior equilíbrio entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral, tende a favorecer a busca por ativos de segurança e a diversificação da carteira de investimento. Analistas recomendam títulos públicos e CDBs (Certificados de Depósito Bancário), na renda fixa, e ações de serviços públicos e empresas de commodities, na renda variável, como opções para investidores mais cautelosos. Esses ativos podem contribuir para reduzir a exposição às oscilações provocadas pelo cenário eleitoral. Para investidores mais arrojados, a eleição também abre espaço para a compra de ativos que podem se beneficiar das políticas econômicas projetadas para cada candidato. Homem caminha em frente a painel eletrônico que exibe índices de mercado na Bolsa de Valores, em São Paulo. Para João Ferreira, sócio da One Investimentos, os ajustes na carteira dependem de como o portfólio do investidor está estruturado. “Se ele já montou uma estratégia mais diversa, com alocação em diferentes classes de ativos, eventualmente vai ser necessário um ajuste mais tático. Agora, para aquele investidor que tem um posicionamento mais concentrado, com uma alocação mais direcionada a alguma tese, a diversificação é recomendada”, afirma. Na renda fixa, o cenário de volatilidade leva à preferência por ativos atrelados à Selic, a taxa básica de juros brasileira, ou ao CDI, taxa de referência para operações entre bancos. “São ativos que não variam tanto. Isso acontece porque a remuneração acompanha mais diretamente o índice de referência, o CDI ou a taxa Selic, e não sofre a oscilação de preço provocada pelas expectativas para os juros futuros”, diz Ferreira. Na renda variável, Ferreira destaca empresas de serviços públicos, como saneamento e energia, para proteção, além do setor de construção. “São companhias que, geralmente, têm receita indexada à inflação, o que proporciona um fluxo de caixa mais previsível e que não depende dos juros. Outro setor válido é o da construção para a baixa renda, com empresas relacionadas ao Minha Casa, Minha Vida, que hoje é uma política de Estado que independe de governo.” Em relatório, o BTG, com base em conversas com gestores do mercado, destaca a expectativa de uma eleição competitiva e de carteiras com níveis de risco relativamente controlados. O banco diz que as ações da Petrobras são consideradas ativos de consenso, independentemente do resultado das urnas –em 2026, os papéis se valorizaram em meio à alta dos preços do petróleo. A instituição afirma ainda que, caso o desfecho eleitoral seja interpretado de forma positiva, ações de instituições financeiras, como B3, XP e BTG Pactual, podem se beneficiar, além de Rede D’Or, Cyrela, Petrobras e Motiva. “Nossa percepção das conversas é que investidores locais estão cada vez mais se posicionando para uma eleição acirrada e dando mais crédito para a oposição”, diz o BTG em relatório. O Citibank projeta carteiras de ativos para os cenários de vitória de Flávio e Lula. “A distinção entre Lula e Flávio Bolsonaro não é a necessidade de um ajuste fiscal, mas como esse ajuste será perseguido. […] os dois governos irão lidar com o mesmo desafio de restaurar a confiança na trajetória fiscal brasileira em meio a elevados níveis de dívida”. Segundo as estimativas do banco, um governo Lula pode favorecer ações de Cury Construtora, Embraer, WEG e BTG Pactual. A carteira projetada para um governo petista prioriza empresas capazes de sustentar o desempenho em diferentes condições de mercado. Para um eventual governo Flávio, o Citi destaca ações como Cyrela, Assaí, Hapvida, Petrobras, Vale e B3. Segundo o banco, esse cenário poderia favorecer ações cíclicas e companhias alavancadas, categorias que tendem a se beneficiar de menores taxas de juros e de maior consumo ou investimento. Em conjunto com a alta do petróleo e com o fluxo para as empresas brasileiras de commodities, o acirramento da corrida eleitoral tem impulsionado os ativos domésticos. Parte do mercado avalia que uma eventual alternância de poder poderia resultar em uma condução fiscal mais sólida, com impacto sobre a percepção de risco do mercado doméstico. Uma percepção de maior controle sobre a trajetória da dívida pode reduzir o prêmio exigido pelos investidores para financiar o governo e, consequentemente, aliviar a pressão sobre a curva de juros. Juros mais altos encarecem o crédito para empresas e reduzem a expectativa de lucros das companhias, o que tende a pesar sobre a Bolsa. Em agosto, o cenário político era mencionado como fator de pressão por analistas do JPMorgan para explicar o desempenho do mercado acionário e da moeda americana. A Bolsa encerrou o mês em queda de 0,32%, enquanto o dólar teve alta de 2,21%. Em setembro, o movimento se inverteu. O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, sobe 6,4%, e o dólar recua 0,25%. A mudança também aparece no fluxo de investidores estrangeiros para a Bolsa. Segundo dados da B3, o saldo entre compras e vendas de ações está positivo em R$ 9,6 bilhões em setembro até o dia 22, ante saída de R$ 18,1 bilhões em agosto. No ano, o saldo é positivo em R$ 32,6 bilhões. O comportamento coincide com o acirramento da corrida eleitoral. No Datafolha divulgado em 21 de agosto, Lula tinha 39% das intenções de voto no primeiro turno, ante 33% de Flávio Bolsonaro. No levantamento de 24 de setembro, o petista tinha 40%, enquanto o ex-senador tinha 36%. A diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ainda há incerteza sobre a política econômica dos candidatos. Flávio Bolsonaro defende um ajuste fiscal sem mexer na Previdência ou na política de valorização do salário mínimo, enquanto o governo Lula propõe reduzir o ritmo de crescimento dos gastos obrigatórios e aprimorar o arcabouço fiscal. Economistas, porém, avaliam que um ajuste duradouro teria de atingir aposentadorias e benefícios sociais. Para a XP, períodos eleitorais tendem a aumentar a volatilidade dos ativos, mas o indicador historicamente cresce mais após o pleito. “Não é necessariamente o período eleitoral que tende a trazer mais dispersão, e sim a definição de como o país será governado após definida a nova administração: a composição da equipe econômica, sinalizações de políticas concretas e, em especial, os primeiros sinais sobre gastos públicos.”

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