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Resumo de Mercado
Resumo do dia (18h) Atualizado em 27/09/2026 às 18:00
Sentimento: Cauteloso (45/100)
Ibovespa
183.477 pts -0,27%
Dólar Comercial
R$ 5,19 +0,06%
Bitcoin (BRL)
R$ 439.543 +0,61%
Taxa Selic
13.75% a.a. Meta BC

Ibovespa fecha em baixa enquanto investidores reavaliam cenário político

Neste domingo, 27 de setembro de 2026, o Ibovespa encerrou o pregão com uma leve queda de 0,27%, fechando a 183.476,86 pontos. As incertezas políticas em torno da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro têm gerado cautela entre os investidores, que buscam proteção em meio a um cenário volátil. Além disso, as ações da Petrobras (PETR4) apresentaram uma das maiores quedas do dia, com desvalorização de 2,58%, refletindo preocupações com o setor energético e a regulamentação governamental.

No mercado de câmbio, o Dólar apresentou uma leve alta de 0,06%, cotado a R$ 5,1866, enquanto o Euro teve uma leve queda de 0,06%, a R$ 5,9001. A Selic permanece em 13,75%, e a inflação medida pelo IPCA está em 4,22%, o que continua a influenciar as expectativas de política monetária. No ecossistema cripto, o Bitcoin subiu 0,62%, alcançando R$ 439.543,40, indicando um leve apetite por risco entre os investidores em ativos digitais.

Pontos-Chave para o Investidor
  • • O Ibovespa encerrou o dia em baixa, refletindo incertezas políticas.
  • • O Dólar se valorizou levemente, enquanto o Euro apresentou pequena queda.
  • • O mercado cripto mostrou sinais de recuperação, com Bitcoin e Ethereum em alta.
Ações & Bolsa B3

O Ibovespa fechou em baixa, com destaque negativo para Petrobras (PETR4), que caiu 2,58%. As ações de bancos como ITUB4 e BBDC4 mostraram leve recuperação, com altas de 0,62% e 0,56%, respectivamente.

Câmbio & Cenário Macro

O Dólar teve leve alta de 0,06%, enquanto o Euro caiu 0,06%. A Selic permanece em 13,75%, refletindo um cenário de cautela em relação à inflação de 4,22%.

Criptoativos

O Bitcoin subiu 0,62%, enquanto Ethereum e Solana também apresentaram leves ganhos, indicando um leve apetite por risco no mercado cripto.

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Quem vai cuidar de mim na velhice? O dilema de quem escolheu não ter filhos
UOL - Notícias

Quem vai cuidar de mim na velhice? O dilema de quem escolheu não ter filhos

DW Quando a psicóloga Lara Vieira, de 27 anos, encerrou o atendimento a uma idosa solitária, ligou para a melhor amiga para propor um acordo. "Eu falei para ela que, quando a gente fizer 65 anos, caso nenhuma das duas esteja casada, vamos morar juntas. E se uma estiver casada, vai acolher a outra que estiver solteira", diz. Ela conta que a idosa tinha filhos, mas nenhum era presente na vida da mãe. "Ela estava com uma solidão afetiva muito grande", conta a psicóloga, que trabalha em uma área de apoio a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. "No meu trabalho, acompanho mulheres de todas as idades. Ainda que muitas dessas idosas tenham filhos ou companhia, muitas vezes é uma companhia ruim. Às vezes é uma companhia violenta, de certa forma." Jose Antonio Alba/Pixabay Os atendimentos a essas mulheres reforçam um desejo antigo de Vieira: o de não ter filhos. "Acho que isso vem desde pequena, quando entendi que ser mãe não é algo obrigatório", afirma. "Eu via a minha mãe com tanto trabalho, que para mim aquilo não fazia sentido", acrescenta. Vieria critica a visão de que filhos são garantia de cuidado na velhice. A psicóloga afirma que eles podem apoiar os familiares idosos, inclusive ela planeja cuidar dos pais se necessário, mas defende que isso nem sempre é uma regra. "Seria muito mesquinho colocar alguém no mundo já pensando que vai ser uma pessoa para cuidar de mim. Isso nunca foi algo que imaginei fazer", diz. Conceito ultrapassado Em meio às mudanças demográficas, o conceito de que filho é sinônimo de cuidado no futuro está cada vez mais ultrapassado, afirmam especialistas. "Esse conceito é uma questão cultural que existe há séculos, mas é uma ilusão. Hoje o mundo não contempla mais isso. Muitos filhos, mulheres e homens, têm que trabalhar muitas horas por dia, em uma escala 6x1, em que mal têm tempo para dormir. Além disso, há muitos profissionais que trabalham em outra cidade ou país", pontua o cientista social Jorge Félix, pesquisador sobre o envelhecimento e professor na pós-graduação em gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH-USP). Nem sempre a ausência dos filhos significa descaso ou falta de atenção. "Muitos deles não têm mais a vida adulta ao lado dos pais; isso vale para todas as classes sociais", acrescenta Félix. O novo cenário sobre os cuidados tem um componente importante: a diminuição das famílias. Ainda que filhos nunca tenham representado cuidado assegurado aos pais, eles eram considerados os primeiros responsáveis pelos idosos. Nas últimas décadas, porém, essa possibilidade ficou cada vez mais reduzida devido à queda da taxa de fecundidade no país. Nos anos 1960, a taxa de fecundidade correspondia a 6,28 filhos por mulher em idade reprodutiva, segundo o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde então, o índice tem caído com o passar das décadas. Em 2022, levantamento mais recente, o número despencou para 1,55 filho por mulher. "Muitos já não querem ter filhos em função das demandas sociais e culturais, porque podem fazer escolhas pautadas na vida profissional, relacionamentos ou experiências diversas. E ter filhos já não é mais desejo de realização para muitas pessoas, como era há 30 ou 40 anos", diz a psicóloga Valmari Aranha, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Cuide-se Ciência, hábitos e prevenção numa newsletter para a sua saúde e bem-estar Carregando... Na contrapartida da taxa de fecundidade, os índices sobre envelhecimento no país crescem cada vez mais. No Censo do IBGE de 2022, havia mais de 32 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, número 56% maior que o levantamento anterior, de 2010. Essa parcela da população deve aumentar ainda mais nas próximas décadas. Um novo conceito sobre os cuidados Essas mudanças demográficas mudam o conceito de cuidado. Isso faz com que as pessoas comecem a se preocupar cada vez mais cedo com o próprio envelhecimento. Isso inclui pensar em rede de apoio, cuidados com a saúde e planejamento financeiro. "Eu vou cuidar de mim mesma. Temos que nos exercitar desde jovens para conseguir nos cuidar sozinhas na velhice. Nós somos as pessoas mais importantes da nossa vida, então primeiro a gente tem que se cuidar, até mesmo para cuidar do outro", diz a publicitária Preta Araújo. Hoje, aos 34 anos, Araújo diz que a cobrança sobre ser mãe diminuiu. "Com o passar do tempo, as pessoas foram aceitando que não quero ter filhos. Mas, quando eu era mais nova, havia uma cobrança muito grande." As mulheres costumam ser os principais alvos da pressão para ter um filho, dizem os especialistas. "Mas houve uma certa mudança na sociedade atual. A mulher não querer ter filho não é mais algo tão escandaloso como no passado, quando os filhos eram como se fossem parte das mulheres", afirma a socióloga Helena Hirata, diretora emérita de pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa da França e pesquisadora convidada do Departamento de Sociologia da USP. No futuro, Araújo espera ter dinheiro para arcar com os cuidados necessários, caso precise, mas também planeja contar com uma rede de amigos. "Eu enxergo um futuro lindo, porque muitos dos meus amigos também não querem filhos. E eu acho sensacional, porque a gente fica idealizando comprar um terreno e fazer várias casas para a gente meio que morar junto, cada um na sua casa, mas estando perto e sendo essa rede de apoio", conta. Rede de amigos Os amigos também são vistos como um apoio importante por Vieira no futuro. "Eu espero, ao longo da minha vida, criar laços que me sustentem na velhice até onde eu for. Isso me faz pensar nas relações que eu construo", comenta a psicóloga. Um estudo recente publicado no Jama Network Open, feito por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, mostrou que amigos podem desempenhar um papel importante na rede de cuidados de idosos. A pesquisa analisou dados de 2,6 mil idosos com limitações para atividades e identificou os responsáveis por ajudá-los. Com base nesses dados, os pesquisadores estimaram que cerca de 2 milhões de idosos com limitações recebiam algum tipo de ajuda de amigos, incluindo os vizinhos, nos Estados Unidos. A principal atividade desses cuidadores sem laços sanguíneos, segundo o estudo, era o transporte, para levar a tarefas como compras em mercado ou para consultas médicas. O estudo mostrou ainda que os idosos que recebiam ajuda de amigos eram mais propensos a morar sozinhos, não serem casados e terem menos filhos. Os familiares também podem estar presentes de outras formas na velhice para quem não quis ou não pôde ter filhos, apontam especialistas. Irmãos, sobrinhos ou primos muito próximos são algumas das pessoas que podem acompanhar esse parente e formar uma rede de apoio. "O mais importante para lidar com essas pressões sobre não ter filhos é construir vínculos sociais. A solidão faz mal para muitas coisas: faz mal para a saúde física, faz mal para a saúde mental e faz mal para o envelhecimento. De maneira geral, construir vínculos de amizades também é importante, além de alimentá-los durante a vida", diz Valmari Aranha. Os casais sem filhos Para os casais sem filhos, há um componente a mais no cuidado: um pode ajudar o outro ao longo dos anos. É o que planejam o diretor de marketing, Fabio Zelenski, de 40 anos, e a estilista Ana Paula Mendes, de 41, que estão juntos há oito anos. "Foi tudo muito rápido, a gente se conheceu e, em três meses, já estava morando junto; em seis meses, já estávamos noivos e só não nos casamos na época por causa da pandemia", conta Zelenski. Desde o início, um entendeu que o outro não planejava ter filhos. "Eu sempre deixei claro que essa era a minha vontade", diz Mendes. A vida sem filhos, dizem, permite atividades que dificilmente fariam se tivessem uma criança. "Eu me vejo podendo decidir se vou viajar ou vou para um lugar por vontade própria. Não tenho aquela preocupação de deixar o filho sob os cuidados de uma babá ou da família. Tenho essa autonomia de poder fazer as coisas por mim", diz Mendes. No futuro, eles planejam que um seja a principal companhia para o outro. "Sempre pensei: vou casar com quem eu amo. Mas, além de tudo, queria casar com uma pessoa que eu pudesse envelhecer tendo boas conversas", lembra Zelenski. O casal conta que vários amigos compartilham da mesma decisão sobre filhos. "O nosso ciclo de amizade também é formado, na maioria, por pessoas que não querem ter filhos. Até imagino que a gente, lá no futuro, vai ser um grupo meio que um cuidando do outro", diz Mendes. A proporção de casais sem filhos dobrou no país entre 2000 e 2022, segundo o Censo Demográfico. Em 2000, eles representavam 12% dos arranjos familiares formados por casais, enquanto em 2022 esse percentual chegou a 24%. Entre as configurações familiares que passaram a ganhar mais visibilidade estão aquelas formadas pela população LGBTQIA+, que nem sempre têm o desejo de buscar alternativas para ter filhos. O psicólogo Marcos Souza, de 37 anos, é casado há mais de uma década. Ele e o marido pensaram em ter um filho, mas desistiram da ideia. "O que decidi é que, com isso, tento ser o melhor tio que posso ser para os filhos dos meus amigos", afirma Souza. Ele avalia que não ter filhos representa mais liberdade para pensar em si e no relacionamento com o companheiro. "Quem vai cuidar de mim no futuro é a minha aposentadoria, a minha rede de amizades e a minha família, tanto quanto eu mesmo. Nunca pensei que ter filhos teria alguma conexão com o cuidado no futuro. Acho, na verdade, que esse é um perigo muito grande nas relações parentais e das expectativas que são projetadas em seus filhos", declara. A mercantilização do cuidado As pessoas que não planejam ter filhos costumam encarar o pagamento pelo cuidado como uma realidade possível no futuro. "Pra mim, faz mais sentido guardar dinheiro para investir em um lugar confortável na velhice, para não precisar depender de alguém por causa de vínculos sanguíneos. Ter um filho pensando no cuidado futuro também é um gasto de dinheiro muito grande", avalia Araújo. Hirata, que estuda sobre a profissionalização dos cuidados no Brasil, na França e no Japão, afirma que as mudanças demográficas fazem com que a profissionalização do cuidado se torne cada vez mais comum. "O familiarismo é dominante no Brasil, porque muitas famílias ainda conseguem cuidar dos idosos ou das pessoas dependentes. Por isso é muito presente a ideia de que, se você tiver um filho, ele vai cuidar de você. Mas há uma desfamiliarização na medida em que existam programas para que o Estado também participe do cuidado", acrescenta. Em dezembro passado, foi lançado o Plano Brasil que Cuida, para implementar políticas públicas de cuidados no país, que inclui os idosos. Segundo o governo federal, a iniciativa tem o objetivo de garantir o direito às pessoas que precisam de ajuda ou aos cuidadores. As medidas ainda são incipientes, segundo especialistas, mas o governo federal promete lançar dezenas de iniciativas referentes ao projeto nos próximos anos. No Japão e na França já existem programas financiados pelos governos locais. Assim como em outros países, diz a socióloga, o Brasil também deve seguir pelo caminho de mercantilização do cuidado cada vez mais, por meio de iniciativas como instituições voltadas ao tema ou cuidadores particulares. "Aqui no Brasil, essa profissionalização do cuidado ainda é relativamente recente. Mas esse mercado do cuidado vai mudar, por causa desse envelhecimento bastante importante e rápido no país", pontua Hirata.

VRTA11: o mercado ainda não reagiu totalmente
Fundos Imobiliários Brasileiros

VRTA11: o mercado ainda não reagiu totalmente

Conforme destacado em FIIs.com.br, o fundo imobiliário VRTA11 encerrou o pregão da última sexta-feira (25) com uma expressiva alta de 2,16%, cotado a R$ 71,82. Este desempenho o posicionou como um dos destaques no mercado de FIIs. O volume financeiro da negociação alcançou R$ 903 mil, refletindo um interesse crescente dos investidores. Rendimentos e Expectativas para VRTA11 O VRTA11 distribuiu R$ 0,85 por cota, o que representa um rendimento de 124% do CDI. As expectativas para os próximos períodos indicam uma distribuição entre R$ 0,85 e R$ 0,95 por cota, mostrando uma sólida reserva de R$ 1,26 por cota. Essa combinação de fatores demonstra a resiliência do fundo em um cenário de incertezas. Análise e Recomendações do Mercado De acordo com a Suno Research, em 30/03/2026, VRTA11 foi classificado como “aguardar”. Essa recomendação reflete a preocupação com a inadimplência do CRI Fragnani, que tem impactado o patrimônio líquido do fundo. Portanto, enquanto não há recomendação de venda, a orientação é para que os investidores mantenham suas posições. Contexto de Risco e Perspectivas Neutras Segundo a análise realizada pelo BB Investimentos em 26/06/2026, a perspectiva para o VRTA11 é considerada neutra, com um risco elevado associado ao setor de construção. Este fator deve ser monitorado de perto pelos investidores que buscam se posicionar no fundo. Oportunidades no Mercado Enquanto o VRTA11 enfrenta desafios, o mercado de FIIs apresenta outras oportunidades. O relatório da Itaú BBA recomenda fundos com dividend yield acima da média, como XPML11 e VISC11, que podem ser considerados por aqueles que buscam diversificação. Publicidade Quanto cada ação pagou no 2T26? Lista grátis aqui Monitore o consenso do mercado As recentes movimentações e as análises sobre o VRTA11 indicam a importância de acompanhar as recomendações do consenso. O Clube Acionista oferece ferramentas avançadas para rastrear oportunidades, permitindo que você monitore as tendências do mercado e tome decisões mais informadas. Acompanhe as recomendações e aproveite as análises de especialistas para filtrar suas opções de investimento. Fontes Texto elaborado com base na fonte e com uso de inteligência artificial – a Lya do Clube Acionista.

Mulheres ampliam presença na Bolsa, mas ainda são minoria em derivativos
B3

Mulheres ampliam presença na Bolsa, mas ainda são minoria em derivativos

Mulheres ampliam presença na Bolsa, mas ainda são minoria em derivativos Foto: Reprodução A participação feminina no mercado financeiro brasileiro avançou nos últimos anos, mas ainda diminui conforme aumentam a complexidade e a frequência das operações. Dados da B3 divulgados no segundo trimestre de 2026 mostram que 1,541 milhão de mulheres investem em renda variável, o equivalente a 27% dos 5,714 milhões de pessoas físicas presentes nesse mercado. Em 2022, as mulheres representavam 24% dessa base. O crescimento, porém, não ocorre na mesma proporção entre os segmentos mais ativos do mercado financeiro, como derivativos e trading. Mulheres ainda são minoria nos derivativos No primeiro semestre de 2026, 235,8 mil CPFs negociaram derivativos na B3, entre contratos futuros, opções e swaps. Desse total, apenas 33,3 mil eram de mulheres, o equivalente a 14% da base. Segundo análise da B3, a participação feminina nesse mercado permanece entre 14% e 16% desde 2022. A diferença em relação à renda variável mostra que o aumento do número de investidoras não ocorre de maneira uniforme entre os diferentes produtos e estratégias disponíveis. A transição para operações mais sofisticadas envolve maior conhecimento técnico e compreensão dos riscos associados a cada instrumento. Barreiras culturais ainda pesam Para Maria Helena Válio, fundadora e CEO da Women Invest, a menor presença feminina em atividades mais ativas do mercado financeiro também está relacionada a uma construção histórica sobre quem deveria administrar o dinheiro dentro das famílias. “Por gerações, cuidar do dinheiro foi tido como função do pai, irmão ou marido, não da mulher”, afirmou durante a 5ª edição do Women Invest Summit 2026. Apesar dessa barreira, os dados da B3 mostram uma entrada crescente de mulheres na renda variável. Em média, elas iniciam seus investimentos com valor mediano de R$ 188, acima dos R$ 120 registrados entre os homens. Leia também: Conhecimento influencia diversificação A ampliação do acesso a produtos financeiros mais complexos também depende da capacidade de compreender como cada instrumento funciona e qual papel pode desempenhar dentro de uma carteira. “O mercado financeiro ainda utiliza uma linguagem técnica que dificulta o acesso”, declarou Maria Helena. Segundo ela, bancos, corretoras e plataformas precisam explicar de forma mais clara a finalidade dos produtos e relacioná-los aos objetivos financeiros de cada investidor. Os dados da B3 mostram ainda que mulheres e homens mantêm, em média, 1,8 produto financeiro, o que indica que a diferença de participação não está necessariamente relacionada à quantidade média de produtos mantidos por cada investidor. Trading ganha novas referências femininas A presença feminina também vem crescendo nas comunidades voltadas ao trading. A trader Ivy Hypolito, que atua há 13 anos no mercado, destacou a importância de referências femininas para quem está entrando nesse ambiente. “Ver outras mulheres atuando profissionalmente ajuda a visualizar esse ambiente como acessível”, afirmou. Segundo Ivy, operações de curto prazo exigem disciplina, controle emocional e gestão de risco. Para ela, a presença de outras mulheres também pode contribuir para reduzir as dificuldades enfrentadas por quem está começando. A participação feminina, entretanto, permanece próxima dos 14% entre os CPFs que negociaram derivativos no primeiro semestre de 2026. Comunidades aproximam mulheres do mercado Um exemplo desse movimento é a comunidade Day Trade Delas, fundada por Cláudia Ferrari em setembro de 2025. O grupo reúne cerca de 150 integrantes e promove troca de experiências e suporte entre mulheres que atuam ou desejam atuar no trading. Entre os desafios relatados pelas participantes estão a conciliação entre operações e responsabilidades familiares, além da resistência dentro da própria família à atuação feminina no day trade. A convivência com outras traders funciona como espaço de troca de conhecimento e apoio para mulheres que ainda encontram dificuldade em se enxergar nesse ambiente profissional. Participação feminina avança, mas acesso ainda é desigual Os números da B3 mostram dois movimentos simultâneos. De um lado, a presença feminina na renda variável cresceu de 24% em 2022 para 27% em 2026. De outro, a participação permanece em 14% entre os investidores que negociam derivativos. A diferença aparece justamente em segmentos que exigem maior conhecimento técnico e envolvem operações mais ativas. Nesse cenário, iniciativas de educação financeira, orientação sobre produtos e comunidades especializadas aparecem como mecanismos de aproximação das mulheres com diferentes áreas do mercado. A ampliação da participação feminina, portanto, não depende apenas do aumento do número de investidoras, mas também do acesso à informação e ao conhecimento sobre as alternativas disponíveis e os riscos de cada estratégia. Continue acompanhando O Paraíba Business acompanha os principais movimentos do mercado financeiro, dos investimentos e do empreendedorismo, com atenção às transformações que afetam investidores e empresas.

CoW Protocol: Por Que o COW Está 87% Abaixo da Máxima de 2024
Altcoins

CoW Protocol: Por Que o COW Está 87% Abaixo da Máxima de 2024

O que é o CoW Protocol e por que o COW ainda está 87% abaixo da máxima de 2024 Descubra como o CoW Protocol usa leilões em lote para otimizar swaps de cripto, por que seu token COW está 87% abaixo da máxima e como sua mecânica impacta o preço. Saiba mais. CoW Protocol liquida swaps de criptomoedas em leilões em lote, e seu token de governança COW fechou em 25 de setembro de 2026 a 0,1516 USDT, 87% abaixo de sua máxima de fechamento em dezembro de 2024. Cada lote primeiro busca uma Coincidence of Wants — dois traders possuindo o que o outro necessita — e os executa entre si antes de acessar uma pool. O COW governa esse mecanismo por meio de votos do CoW DAO, e o mercado o desvalorizou significativamente. Seu maior fechamento spot na Phemex foi de 1,1624 USDT em 25 de dezembro de 2024, e o menor foi de 0,1012 USDT em 13 de agosto de 2026. O fechamento de 25 de setembro está 1,5 vezes acima desse mínimo, após uma alta de 25,39% em relação ao fechamento de 26 de agosto. Item Detalhe O que é Um meta-agregador DEX que liquida intents de negociação assinados em lotes Como um lote é liquidado Solvers fazem lances e os lances que oferecem mais excedente às ordens vencem Coincidence of Wants Duas ordens em um lote executadas entre si Fechamento de referência 0,1516 USDT em 25 de set de 2026 (Phemex spot) Máxima e mínima 1,1624 em 25 de dez de 2024, 0,1012 em 13 de ago de 2026 Estado 50/200 SMA50 0,1260 abaixo da SMA200 0,1597 desde 29 de abr de 2026 Como o CoW Protocol transforma um intent assinado em uma negociação? Uma negociação no CoW Protocol começa como um intent. A página introdutória do protocolo define intents como mensagens assinadas "que especificam condições para executar transações no Ethereum e em chains compatíveis com EVM." Você assina o que deseja que aconteça, e outra parte define como executar. Os intents se tornaram uma categoria de design própria, e nosso artigo sobre a intent chain XAN da Anoma aborda um projeto que construiu toda uma rede em torno dessa ideia. O protocolo armazena seu intent e o agrupa com outros em um lote. Operadores externos chamados solvers competem para executar esse lote. A primeira tarefa de um solver é encontrar ordens dentro do lote que se compensam. A documentação afirma que uma correspondência encontrada dessa forma oferece "um preço ótimo em relação a qualquer liquidez on-chain." Quando não há correspondência, os solvers recorrem a market makers automatizados (AMMs) e agregadores DEX, além de market makers privados que cotam a partir de seu próprio inventário. Esse alcance é o motivo pelo qual a documentação chama o CoW Protocol de "um agregador de agregadores." Para você, o resultado aparece no preenchimento. Uma ordem a mercado enviada diretamente para uma pool paga qualquer slippage em negociações de cripto que a profundidade dessa pool impõe. O modelo de solvers distribui a busca por todos os venues acessíveis antes do lote ser liquidado. O que é uma Coincidence of Wants e por que ela evita taxas de pool? A documentação do CoW Protocol define Coincidence of Wants como "um fenômeno econômico em que duas partes — cada uma possuindo o ativo que a outra necessita — trocam ativos diretamente em um escambo equivalente." O exemplo coloca dois traders em um lote. Um vende US$ 2.000 em DAI por 0,5 ETH, e o outro vende 0,5 ETH por US$ 2.000 em DAI, então o solver os combina e nenhuma ordem toca a liquidez on-chain. Isso é relevante porque um swap roteado por uma pool paga uma taxa aos depositantes por trás dela, modelo que nosso guia sobre como funciona uma liquidity pool detalha. A documentação afirma que CoWs "contornam taxas de provedores de liquidez (LP) e também reduzem taxas de gas, pois as ordens interagem apenas com os smart contracts do CoW Protocol." Um par perfeito exige dois traders em lados opostos da mesma negociação no mesmo lote, então a documentação também descreve formas mais flexíveis. Em uma CoW parcial, uma ordem é preenchida completamente contra a outra, e os solvers buscam o restante on-chain. Uma CoW em anel conecta três ou mais traders cujas necessidades formam um loop. Uma CoW intermediária neutraliza uma perna em ETH que duas negociações não relacionadas roteariam separadamente. O exemplo da documentação para esse último tipo combina um trader convertendo CRV para USDT com outro convertendo USDT para COW, e a negociação intermediária em ETH se cancela entre eles. O ponto fraco é a frequência. Nenhuma das páginas da documentação citadas aqui apresenta um número sobre quanto volume é liquidado como CoW, então a economia é real por correspondência, mas não mensurada no total. Como o leilão em lote seleciona um solver vencedor? O CoW Protocol coleta intents off-chain e leiloa cada lote para solvers. A documentação sobre o leilão em lote combinatório justo explica o termo combinatório. Um solver pode fazer lances em ordens individuais e também submeter um lance em lote cobrindo um grupo de ordens de uma vez. Lances em lote carregam uma tentação óbvia. Um solver poderia fazer um grupo parecer vantajoso enquanto prejudica um de seus membros, então o protocolo filtra esses lances. Qualquer lance em lote que dê a uma ordem menos do que um lance individual disponível é descartado. O protocolo então seleciona a combinação de lances vencedores que maximiza o excedente que as ordens recebem. Nas palavras da documentação, "cada ordem recebe tanto quanto teria recebido se tivesse sido leiloada sozinha." O mesmo leilão define um preço único por direção para qualquer par de ativos que apareça várias vezes em um lote. A documentação chama isso de Preços Uniformes Direcionais de Liquidação. Afirma que "torna a ordem das transações irrelevante dentro do bloco, minando a capacidade de bots de MEV de extrair valor." A documentação não atribui um valor em dólares a essa proteção, então considere-a uma propriedade de design, não uma economia mensurada. Qualquer parte de um lote que não seja correspondida internamente vai para liquidez externa. É aí que entram pools como a descrita em nosso guia sobre o que é Uniswap e como funciona, já que AMMs estão entre as fontes listadas pela documentação para solvers. Qual a diferença entre CoW Swap, CoW Protocol e o Token COW? O CoW Protocol é o sistema de leilões descrito acima, e o CoW Swap é um aplicativo construído sobre ele. A página da documentação que separa os dois chama o CoW Swap de "a primeira interface de negociação construída sobre o CoW Protocol" e a forma mais popular de negociar com ele. Outros aplicativos se conectam ao protocolo diretamente, e a mesma página cita o Balancer como um que o integrou nativamente. O CoW Swap também atende grandes detentores que precisam vender em partes. Nosso relatório sobre a Ethereum Foundation vendendo 5.000 ETH via CoW Swap cobre sua conversão de 8 de abril de 2026 desse ETH em 11,1 milhões de DAI. A fundação usou o recurso TWAP do aplicativo, que divide uma grande ordem em negociações menores em intervalos regulares. O COW é o token de governança do CoW DAO, o órgão que administra o protocolo e o aplicativo. A página do token da documentação afirma que o COW existe para permitir que "as partes interessadas participem diretamente dos processos de tomada de decisão" por trás do protocolo. As votações no Snapshot contam o COW e o vCOW que um endereço possui ou que lhe foram delegados. Quanto de oferta de tokens COW existe e quem os detém? O CoW DAO emitiu 1 bilhão de COW no evento de geração do token. O tesouro recebeu 44,4%, a equipe 15%, e os consultores 0,6%. Outros quatro blocos de 10% cada foram destinados ao GnosisDAO, um airdrop para usuários iniciais e duas alocações de investimento separadas. O contrato principal do COW está no Ethereum em 0xDEf1CA1fb7FBcDC777520aa7f396b4E015F497aB. A página do token lista versões em bridge em cinco outras chains, incluindo a Gnosis Chain. As alocações da equipe, consultores e investidores iniciais estão em vCOW, um contrato separado que converte para COW na proporção de um para um. O vesting é linear ao longo de quatro anos a partir da implantação. A página do token afirma que o vCOW com vesting "pode ser convertido em COW a qualquer momento por seus detentores", e sua fórmula de oferta circulante exclui todo o tesouro. Assim, o float disponível para negociação pode crescer sem que novos tokens sejam mintados, cada vez que um detentor com vesting faz a conversão ou o DAO gasta do tesouro, que recebeu 44,4% da oferta no evento de geração do token. A mesma página dá duas respostas sobre o limite máximo. Limita a inflação a 3% ao ano e permite no máximo uma vez a cada 365 dias. Alguns parágrafos adiante, chama 1 bilhão de "o número máximo de tokens COW que jamais existirão." No fechamento de 25 de setembro, 1 bilhão de COW vale 151,6 milhões de USDT totalmente diluído. O que o gráfico de preço do token COW mostra? Método: todos os valores aqui são fechamentos diários do par spot COW/USDT da Phemex, que foi listado em 7 de novembro de 2024 e acumula 688 fechamentos diários até 25 de setembro de 2026. As médias de 50 e 200 dias são médias simples desses fechamentos. O COW fechou seu primeiro dia na Phemex a 0,5124 USDT e atingiu a máxima de 1,1624 em 25 de dezembro de 2024. A média de 50 dias cruzou abaixo da de 200 dias em 2 de outubro de 2025. Um golden cross em 8 de abril de 2026 durou 21 dias antes do death cross de 29 de abril colocar a média de 50 dias novamente abaixo. A queda atingiu o mínimo de 0,1012 USDT em 13 de agosto de 2026. O COW então subiu 25,39% nos 30 dias até o fechamento de 25 de setembro e 3,98% nos sete dias a partir do fechamento de 18 de setembro. Ganhou 5,20% no próprio dia de referência, quando 324.699 USDT foram negociados no par. Isso deixa o COW 20,3% acima de sua média de 50 dias de 0,1260 e 5,1% abaixo de sua média de 200 dias de 0,1597. Um fechamento acima de 0,1597 seria o primeiro acima da média de 200 dias desde abril. Até lá, o gráfico mostra um repique dentro de uma tendência de baixa, e a diferença de 87% indica que o mercado precificou pouco do protocolo no token. Perguntas Frequentes É possível negociar COW na Phemex? Sim, no spot. A Phemex abriu o par spot COW/USDT às 10:00 UTC em 7 de novembro de 2024. Seu perpétuo de COW foi deslistado, então a lista de produtos lida em 26 de setembro de 2026 não mostra nenhum perpétuo ativo para COW. Quão além dos extremos de fechamento o COW negociou? A máxima intraday no par spot da Phemex foi de 1,2316 USDT em 25 de dezembro de 2024, o mesmo dia do fechamento máximo. A mínima intraday foi de 0,0987 USDT em 14 de agosto de 2026, um dia após o fechamento mais baixo. Quão distante está o COW de seu primeiro fechamento na Phemex? O fechamento de 25 de setembro de 2026 a 0,1516 USDT está 70,4% abaixo do fechamento de 0,5124 USDT de 7 de novembro de 2024, o primeiro dia do par. Conclusão O CoW Protocol remunera os traders com excedente. Uma ordem correspondida evita a taxa da pool, um lance em lote não pode prejudicar um de seus membros, e um preço uniforme por direção não deixa margem para bots reordenarem transações. A página do token descreve o COW como um voto sobre como o protocolo é administrado, e nenhuma das páginas da documentação citadas aqui direciona esse excedente aos detentores. É assim que um mecanismo com uma função clara e um token 87% abaixo de sua máxima podem coexistir em 25 de setembro de 2026. O COW representa o direito de voto na governança do protocolo. Aviso legal: Este artigo é apenas para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. A negociação de criptomoedas envolve riscos substanciais. Sempre faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões de investimento.

Como a blockchain e os criptoativos podem redefinir o futuro da economia?
Altcoins

Como a blockchain e os criptoativos podem redefinir o futuro da economia?

Na última quinta-feira (24), participei de um encontro promovido pelo Market Makers, um dos maiores podcasts de finanças do Brasil, com patrocínio da Binance. O evento reuniu executivos da corretora e profissionais do mercado financeiro para discutir como os ativos digitais podem transformar os serviços que usamos para pagar, investir e movimentar dinheiro. A oportunidade foi ouvir quem acompanha essa transformação por dentro: profissionais que conversam com instituições e reguladores e trabalham na aproximação entre criptomoedas e o sistema financeiro. Os dois painéis trataram da convergência entre inteligência artificial e blockchain, e dos produtos que podem levar essa infraestrutura a um público maior. Saí de lá com uma ideia que dá o tom desta edição: blockchain caminha a passos largos para ser integrada ao sistema financeiro, trazendo eficiência e velocidade. A prova de que essa tecnologia “venceu” será quando ela for utilizada sem que as pessoas percebam que estão usando cripto. Por isso, hoje começamos pelos aprendizados do encontro: a experiência do usuário, a conexão com a IA, e os caminhos para transformar adoção em valor para a carteira. Depois, voltamos ao Bitcoin, cuja recuperação ganhou apoio dos compradores, mas ainda enfrenta a pressão do petróleo e dos juros. Você pode usar cripto sem precisar aprender sobre cripto? A experiência do usuário deve ser decisiva para levar os ativos digitais a um público maior. Ao longo dos dois painéis, a aproximação com bancos, gestoras e empresas apareceu como um caminho para essa expansão. Regras mais claras ajudam essas instituições a desenvolver produtos; serviços mais simples ajudam a colocá-los no cotidiano das pessoas. Essa foi uma das mensagens das conversas com os executivos da Binance: quem precisa transferir dinheiro ou fazer um investimento quer resolver um problema, sem necessariamente estudar a tecnologia por trás da operação. A adoção pode acontecer dentro de um aplicativo financeiro, sem exigir que o cliente escolha uma rede ou administre uma carteira digital por conta própria. Durante anos, entrar nesse mercado exigiu aprender sobre carteiras digitais, redes e taxas. A visão apresentada no encontro aponta para serviços que absorvem essa complexidade e entregam uma experiência mais simples, parecida com a dos aplicativos financeiros que já usamos. No fim, o que importa é resolver o problema de forma eficiente, segura e simples para o usuário, não como a tecnologia funciona por de trás, afinal, você sabe como funciona toda estrutura do PIX ou do seu próprio cartão de crédito? A inteligência artificial também vai precisar pagar contas O primeiro painel, “A nova corrida tecnológica: como IA e blockchain estão redefinindo a economia”, reuniu Pedro Kunzler, da área institucional da Binance, e Leonardo Dawadji, especialista em inteligência artificial aplicada ao mercado financeiro. A conversa mostrou como essas tecnologias podem se complementar na execução de serviços e na movimentação de dinheiro. Pedro destacou que pagamentos e outros serviços continuaram avançando mesmo nos últimos meses, períodos ruins para as cotações, evidenciando que o institucional não sumiu mesmo em meio a um cenário adverso. O interesse vai além da simples exposição via alocação direta. Leonardo trouxe o desafio da aplicação nas empresas: as ferramentas já executam tarefas relevantes, mas sua adoção exige organizar dados, definir limites e verificar os resultados. Uma conexão entre essas duas visões são os agentes de inteligência artificial, programas que recebem um objetivo e executam tarefas para alcançá-lo. Se um agente precisar contratar um servidor ou comprar dados, alguém terá que definir como ele pode pagar por isso. Moedas digitais e blockchain podem fazer parte dessa infraestrutura. Imagine um agente autorizado a contratar um serviço dentro de um orçamento definido. A operação poderia ser executada e registrada digitalmente, respeitando limites estabelecidos pelo responsável. É uma possibilidade de uso que aproxima automação e movimentação de dinheiro. Mas autonomia exige controle. As discussões destacaram parâmetros de autorização, supervisão humana e proteção dos dados. Quanto maior o impacto de uma decisão, mais importante se torna definir o que o sistema pode fazer e quem responde pelo resultado. Para o investidor, essa convergência merece acompanhamento. Ainda assim, associar um projeto à inteligência artificial é apenas o começo da análise: precisamos saber se existe um serviço útil, quem paga por ele e qual o papel do token nessa operação. Uma tecnologia útil precisa virar valor para o investidor O segundo painel, “Capitalizando a próxima onda da inovação”, aproximou a discussão da nossa vida financeira. Participaram Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil, e Arturito Faria Lima, influenciador de finanças com experiência em análise de ações. A pergunta central era como essa infraestrutura pode chegar aos produtos e, finalmente, à carteira do investidor. Sarandy destacou o potencial de mercados que funcionam continuamente e permitem transferências globais. As stablecoins ajudam a entender esse caminho: são moedas digitais que procuram acompanhar o valor de uma referência, como o dólar, e podem ser usadas para transferir recursos entre países. Para o usuário, a vantagem potencial está no custo e na velocidade da operação. Outro caminho é a tokenização: a representação digital de um ativo ou direito, como uma participação em um fundo. Em determinados modelos, isso permite usar redes blockchain para registrar e transferir esses investimentos, aproximando produtos tradicionais de uma infraestrutura que funciona continuamente. Sarandy também mencionou planos de ampliar a oferta de produtos ligados ao CDI. É um exemplo de como empresas conhecidas pela negociação de criptomoedas procuram atender outras necessidades financeiras. O potencial é relevante. Sua concretização depende das regras, da segurança e da capacidade de entregar uma experiência melhor. Para acompanhar essa transformação, vale observar quais soluções conquistam usuários e resolvem problemas reais. Uma pergunta da plateia levou essa discussão para o retorno do investimento: se uma blockchain for cada vez mais utilizada, seu token necessariamente precisa subir? A resposta é não. Uma rede pode ganhar usuários sem que seu token se valorize na mesma proporção. Ao investir em um token, você não se torna automaticamente sócio de todas as empresas que utilizam aquela tecnologia. A expansão de um serviço pode beneficiar seus usuários e operadores sem criar uma demanda equivalente pelo ativo negociado em bolsa ou corretora. Por isso, a análise precisa ir além do tamanho do mercado. O uso do serviço exige comprar ou manter o token? A oferta pode aumentar rapidamente? O crescimento da atividade cria algum benefício econômico para quem detém o ativo? Essas respostas variam de um projeto para outro. Uma boa história sobre pagamentos, tokenização ou IA pode abrir a investigação, mas não encerra a decisão de investimento. Arturito Faria Lima trouxe uma questão complementar ao painel: qual função cada posição cumpre na carteira? Uma exposição voltada à proteção cambial tem um objetivo diferente de uma aposta em crescimento. O tamanho da posição e a tolerância às oscilações precisam acompanhar essa diferença. Quanto mais fácil fica comprar um ativo, mais importante se torna saber por que comprá-lo. É esse cuidado que permite participar da transformação sem tratar todos os projetos como vencedores antecipados. O Bitcoin ganhou compradores; a alta precisa preservá-los Apesar de muito positivos, os insights trazidos no evento apontam para uma transformação que deve se materializar ao longo de um horizonte mais longo — e que, justamente por isso, reforça nossa convicção estrutural no setor. No curto prazo, porém, seguimos acompanhando o mercado de perto e gerindo o risco de forma ativa, buscando capturar as oportunidades sem perder de vista as oscilações do ciclo. Ao longo desta semana, observamos um movimento de alta do Bitcoin que deu continuidade à recuperação discutida na edição anterior. Na última segunda-feira (21), o BTC avançou 6,7% entre fechamentos e superou os US$ 86 mil. O alívio inicial do petróleo ajudou a criar um ambiente mais favorável aos investimentos de risco. Dentro do mercado cripto, a alta ganhou velocidade com o encerramento forçado de apostas na queda, conforme citado na edição anterior: investidores que operavam posições vendidas alavancadas foram obrigados a recomprar o Bitcoin à medida que o preço subia, reforçando o movimento. Essas recompras, porém, têm duração limitada. Depois desse impulso inicial, a continuidade da recuperação depende de compradores dispostos a absorver as vendas. É por isso que o comportamento dos ETFs, fundos negociados em bolsa que compram e mantêm BTC, ganhou importância nesta semana. Entre segunda e quinta-feira, os ETFs americanos à vista receberam US$ 2,25 bilhões líquidos, com entradas em todos os quatro pregões — inclusive na quarta-feira, quando o preço recuou. Esse fluxo mostra que a demanda foi além das compras forçadas e ajuda a sustentar a recuperação. A Strategy também anunciou, na segunda-feira, a aquisição de 950 BTC. As compras ocorreram entre 14 e 20 de setembro: reforçam a presença de demanda corporativa, mas não representam ordens executadas no dia do anúncio. O ambiente econômico continua exigente, o alívio do petróleo no começo da semana ajudou os ativos de risco, mas a pressão voltou na quarta-feira. Energia mais cara dificulta a queda da inflação, enquanto juros elevados encarecem o financiamento dos investimentos. O crédito ainda disponível funciona como um amortecedor. Isso ajuda a explicar por que mantemos uma visão construtiva para o Bitcoin, apesar desses obstáculos. A combinação que nos faria rever essa leitura seria a perda de compradores acompanhada de enfraquecimento do preço e piora das condições de financiamento. Depois de superar as referências acompanhadas na semana anterior, o BTC passou a testar uma base entre US$ 84 mil e US$ 85 mil. A permanência de compradores nessa região daria mais consistência à recuperação; ela ainda precisa se firmar. Amarrando as pontas O cenário macro manteve suas principais características nesta semana. Petróleo e juros de longo prazo continuam exigindo atenção, mas o crédito segue fluindo e a economia permanece robusta. Enquanto essa combinação se mantiver, seguimos com expectativas positivas para o mercado cripto no médio prazo e enxergamos sustentação para a continuidade da alta. Nossos indicadores de momentum, que acompanham a força e a direção da tendência, também seguem no verde. Diante disso, continuamos acreditando que este é um momento favorável para investir em cripto, inclusive com exposição seletiva a altcoins — os demais criptoativos além do Bitcoin — que estejam apresentando desempenho superior ao próprio BTC. A seleção faz diferença: a recuperação não beneficia todos os ativos da mesma forma. Buscamos aqueles que demonstram maior força e ajustamos a exposição quando os sinais mudam. É essa disciplina que permite aproveitar as oportunidades e reagir quando o mercado perde sustentação.

Decisão de Lula de acabar com as bets pode reescrever o futuro do futebol e da economia brasileira
Notícias de Economia

Decisão de Lula de acabar com as bets pode reescrever o futuro do futebol e da economia brasileira

Enquanto navegava pela internet após a decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proibir as famosas “bets” na sexta-feira, 25, dava para notar um contraste em que, de um lado, está felicidade de quem nunca se deixou explorar nem foi corroído pelas apostas online, comemorando o anúncio e já sonhando com um futebol brasileiro livre da influência das bets, e de outro, o choro de quem lamenta o fim de um vício que vinha adoecendo o país. E convenhamos, a reação de quem sente falta das bets diz muito mais sobre o próprio caráter do que sobre qualquer suposta “liberdade” perdida. Faltando dez dias para a eleição, o presidente teve o peito de tomar uma decisão que poucos políticos ousariam em plena reta final de campanha. A Medida Provisória nº 1.394/2026 proíbe, em todo o território nacional, a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa, alcançando tanto o meio físico quanto o virtual, o esporte e os jogos on-line. Depois de oito anos de idas e vindas regulatórias, o Brasil finalmente decidiu encerrar um ciclo que começou em 2018, sob o governo Temer, quando a Lei 13.756 autorizou a modalidade sem estabelecer as regras que evitariam seus excessos. Entre 2019 e 2022, o mercado cresceu praticamente sem controle, até que o próprio governo Lula, já em 2023, tentasse organizar a bagunça por meio da Lei 14.790. Em seguida, vieram a criação da Secretaria de Prêmios e Apostas, em 2024, e a entrada oficial do setor na era regulada, em janeiro de 2025, com os sites “.bet.br”. Esse modelo recém-formalizado durou pouco, até porque todos viram que o problema era bem mais enraizado na vida do povo brasileiro. E os números explicam por que essa reviravolta faz sentido. Segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), as apostas retiraram R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras somente em 2025, cerca de 0,68% da renda disponível do país. Entre outubro de 2024 e março de 2026, a saída líquida média chegou a R$ 4,7 bilhões por mês, dinheiro que saiu do bolso do apostador e não voltou. Como destaca o próprio estudo, “esse montante representa uma transferência expressiva de renda das famílias para esse setor, com potencial impacto sobre sua capacidade de honrar compromissos financeiros”. Diferentemente do consumo de bens e serviços, esses recursos geraram pouco efeito multiplicador: menos emprego, menos renda circulando, menos atividade econômica real. O fim das bets é positiva também para aqueles que amam o mundo esportivo, a novidade abre uma perspectiva que muitos torcedores já vinham pedindo. Nos últimos anos, o futebol masculino brasileiro foi tomado por patrocínios master de casas de apostas, contratos de naming rights e marcas estampadas nos uniformes, um cenário que, para boa parte da torcida, associava-se ao enfraquecimento do esporte, com jogadores mais preocupados em circular entre clubes estrangeiros e negócios paralelos do que em vestir a camisa com paixão. Não à toa, memes viralizaram nas redes sugerindo que “a dignidade do futebol foi restaurada” e brincando que, sem a tentação das bets, atletas como Lucas Paquetá, envolvido em investigações de manipulação de apostas na Europa, poderiam finalmente se dedicar de corpo e alma à bola. Há até quem já projete o hexacampeonato: “e quando o Brasil ganhar a Copa do Mundo em 2030 e todo mundo agradecer ao Lula pelo fim das bets e reconstrução do futebol brasileiro”. Parece que o Brasil aprendeu, ainda que tarde, uma lição sobre saúde mental, economia e cultura esportiva: nem todo crescimento vale a pena quando o preço é o endividamento de milhões de famílias. O fim das bets pode ser o início de uma reconstrução do próprio relacionamento do país com o dinheiro e com o entretenimento. Leia também: Após rompimento, Felipe Cecílio diz que Henrique Arantes “vendeu” campanha; ex-deputado rebate e diz que compromissos com colégios eleitorais não foram cumpridos Campanha de candidato falecido segue como homenagem, mas votos podem não ser contabilizados conforme a lei; entenda

Disputa acirrada entre Lula e Flávio leva investidor a buscar proteção
Selic

Disputa acirrada entre Lula e Flávio leva investidor a buscar proteção

Lula e Flávio (Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Carlos Moura/Agência Senado A acirrada disputa pela presidência do Brasil, com pesquisas indicando maior equilíbrio entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral, tende a favorecer a busca por ativos de segurança e a diversificação da carteira de investimento. Analistas recomendam títulos públicos e CDBs (Certificados de Depósito Bancário), na renda fixa, e ações de serviços públicos e empresas de commodities, na renda variável, como opções para investidores mais cautelosos. Esses ativos podem contribuir para reduzir a exposição às oscilações provocadas pelo cenário eleitoral. Para investidores mais arrojados, a eleição também abre espaço para a compra de ativos que podem se beneficiar das políticas econômicas projetadas para cada candidato. Homem caminha em frente a painel eletrônico que exibe índices de mercado na Bolsa de Valores, em São Paulo. Para João Ferreira, sócio da One Investimentos, os ajustes na carteira dependem de como o portfólio do investidor está estruturado. “Se ele já montou uma estratégia mais diversa, com alocação em diferentes classes de ativos, eventualmente vai ser necessário um ajuste mais tático. Agora, para aquele investidor que tem um posicionamento mais concentrado, com uma alocação mais direcionada a alguma tese, a diversificação é recomendada”, afirma. Na renda fixa, o cenário de volatilidade leva à preferência por ativos atrelados à Selic, a taxa básica de juros brasileira, ou ao CDI, taxa de referência para operações entre bancos. “São ativos que não variam tanto. Isso acontece porque a remuneração acompanha mais diretamente o índice de referência, o CDI ou a taxa Selic, e não sofre a oscilação de preço provocada pelas expectativas para os juros futuros”, diz Ferreira. Na renda variável, Ferreira destaca empresas de serviços públicos, como saneamento e energia, para proteção, além do setor de construção. “São companhias que, geralmente, têm receita indexada à inflação, o que proporciona um fluxo de caixa mais previsível e que não depende dos juros. Outro setor válido é o da construção para a baixa renda, com empresas relacionadas ao Minha Casa, Minha Vida, que hoje é uma política de Estado que independe de governo.” Em relatório, o BTG, com base em conversas com gestores do mercado, destaca a expectativa de uma eleição competitiva e de carteiras com níveis de risco relativamente controlados. O banco diz que as ações da Petrobras são consideradas ativos de consenso, independentemente do resultado das urnas –em 2026, os papéis se valorizaram em meio à alta dos preços do petróleo. A instituição afirma ainda que, caso o desfecho eleitoral seja interpretado de forma positiva, ações de instituições financeiras, como B3, XP e BTG Pactual, podem se beneficiar, além de Rede D’Or, Cyrela, Petrobras e Motiva. “Nossa percepção das conversas é que investidores locais estão cada vez mais se posicionando para uma eleição acirrada e dando mais crédito para a oposição”, diz o BTG em relatório. O Citibank projeta carteiras de ativos para os cenários de vitória de Flávio e Lula. “A distinção entre Lula e Flávio Bolsonaro não é a necessidade de um ajuste fiscal, mas como esse ajuste será perseguido. […] os dois governos irão lidar com o mesmo desafio de restaurar a confiança na trajetória fiscal brasileira em meio a elevados níveis de dívida”. Segundo as estimativas do banco, um governo Lula pode favorecer ações de Cury Construtora, Embraer, WEG e BTG Pactual. A carteira projetada para um governo petista prioriza empresas capazes de sustentar o desempenho em diferentes condições de mercado. Para um eventual governo Flávio, o Citi destaca ações como Cyrela, Assaí, Hapvida, Petrobras, Vale e B3. Segundo o banco, esse cenário poderia favorecer ações cíclicas e companhias alavancadas, categorias que tendem a se beneficiar de menores taxas de juros e de maior consumo ou investimento. Em conjunto com a alta do petróleo e com o fluxo para as empresas brasileiras de commodities, o acirramento da corrida eleitoral tem impulsionado os ativos domésticos. Parte do mercado avalia que uma eventual alternância de poder poderia resultar em uma condução fiscal mais sólida, com impacto sobre a percepção de risco do mercado doméstico. Uma percepção de maior controle sobre a trajetória da dívida pode reduzir o prêmio exigido pelos investidores para financiar o governo e, consequentemente, aliviar a pressão sobre a curva de juros. Juros mais altos encarecem o crédito para empresas e reduzem a expectativa de lucros das companhias, o que tende a pesar sobre a Bolsa. Em agosto, o cenário político era mencionado como fator de pressão por analistas do JPMorgan para explicar o desempenho do mercado acionário e da moeda americana. A Bolsa encerrou o mês em queda de 0,32%, enquanto o dólar teve alta de 2,21%. Em setembro, o movimento se inverteu. O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, sobe 6,4%, e o dólar recua 0,25%. A mudança também aparece no fluxo de investidores estrangeiros para a Bolsa. Segundo dados da B3, o saldo entre compras e vendas de ações está positivo em R$ 9,6 bilhões em setembro até o dia 22, ante saída de R$ 18,1 bilhões em agosto. No ano, o saldo é positivo em R$ 32,6 bilhões. O comportamento coincide com o acirramento da corrida eleitoral. No Datafolha divulgado em 21 de agosto, Lula tinha 39% das intenções de voto no primeiro turno, ante 33% de Flávio Bolsonaro. No levantamento de 24 de setembro, o petista tinha 40%, enquanto o ex-senador tinha 36%. A diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ainda há incerteza sobre a política econômica dos candidatos. Flávio Bolsonaro defende um ajuste fiscal sem mexer na Previdência ou na política de valorização do salário mínimo, enquanto o governo Lula propõe reduzir o ritmo de crescimento dos gastos obrigatórios e aprimorar o arcabouço fiscal. Economistas, porém, avaliam que um ajuste duradouro teria de atingir aposentadorias e benefícios sociais. Para a XP, períodos eleitorais tendem a aumentar a volatilidade dos ativos, mas o indicador historicamente cresce mais após o pleito. “Não é necessariamente o período eleitoral que tende a trazer mais dispersão, e sim a definição de como o país será governado após definida a nova administração: a composição da equipe econômica, sinalizações de políticas concretas e, em especial, os primeiros sinais sobre gastos públicos.”

Regulação de stablecoins: por que escolher o modelo do México e não o da Europa
Criptomoedas

Regulação de stablecoins: por que escolher o modelo do México e não o da Europa

Por Isabel Sica* Até 30 de outubro, dezenas de empresas brasileiras vão protocolar no Banco Central seus pedidos de autorização para operar com stablecoins. Na Câmara, o Projeto de Lei 4.308/2025 avança para definir as regras desse mercado. E uma pergunta que parece técnica vai decidir o tamanho do setor no país: stablecoin é um ativo virtual ou uma moeda? As stablecoins se tornaram o novo trilho de pagamentos globais para bancos, fintechs e empresas que movimentam dinheiro entre países. Digitais por natureza, tais ativos replicam o valor de moedas tradicionais, como o dólar e o real, e circulam em blockchain com liquidação em minutos, a qualquer hora, em qualquer lugar do mundo, de forma mais rápida e barata que a cadeia de câmbio tradicional. Por tudo isso, as stablecoins viraram prioridade regulatória no mundo todo, com o Brasil sendo hoje o maior mercado destes ativos na América Latina. Na região, quatro países discutem o mesmo tema com um desafio comum: como dar forma jurídica a um token que, por desenho, é global? A resposta começa por um fato simples: não existem "versões nacionais" desses ativos. Uma stablecoin comprada no Brasil é idêntica à comprada nos Estados Unidos ou no Japão. Regras que reconhecem isso conectam o país a um mercado global e atraem infraestrutura, liquidez e capital. Regras que tentam restringir ou diferenciar o token pela moeda que ele representa fazem o oposto: isolam o mercado doméstico sem oferecer, em troca, nenhuma proteção adicional a quem usa esses ativos. É aqui que está o nó do debate brasileiro. A Lei 14.478/2022 já trata stablecoins como ativos virtuais, e foi com base nela que dezenas de empresas estruturaram seus pedidos de autorização ao Banco Central. Parte do regulador, porém, defende reclassificá-las como moeda eletrônica, o que mudaria a natureza jurídica do instrumento no meio do processo. As preocupações do Banco Central são legítimas, e a indústria as compartilha: proteger a política monetária, preservar a integridade do sistema financeiro e garantir sua autoridade sobre o mercado. A questão não é se essas salvaguardas devem existir, mas como desenhá-las. Regular bem não é regular menos O que o mercado defende é um pacote rigoroso: lastro integral, com reservas de no mínimo 1:1; segregação patrimonial real; auditoria independente; divulgação periódica; direito de resgate ao par a qualquer tempo; e compliance contínuo, com rastreabilidade on-chain. O substitutivo do PL 4308 já entrega tudo isso sem alterar a natureza jurídica do ativo. O princípio por trás desse desenho é calibrar as exigências pelo risco da atividade, e não pela moeda de referência. As mesmas regras valem para um emissor em dólar supervisionado nos Estados Unidos e para um emissor em real supervisionado pelo Banco Central. Isso permite regimes de equivalência e reconhecimento mútuo entre países e é o que faz uma empresa global de infraestrutura de pagamentos decidir instalar operação, liquidez e equipe no Brasil, em vez de atender o país de fora. O medo da dolarização O argumento mais forte contra essa abordagem é o risco limitado de dolarização, levantado por instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês). Entretanto, os dados apontam que esse risco fica restrito a economias com inflação muito elevada e já altamente dolarizadas. Os episódios onde tal movimento efetivamente aconteceu são anteriores ao blockchain e não se aplicam às stablecoins, que não multiplicam crédito nem criam depósitos em dólar no sistema bancário local. O próprio Brasil é evidência. O país recebeu US$ 318,8 bilhões em criptoativos entre julho de 2024 e junho de 2025, e 90% das transações envolveram tokens lastreados em moeda estrangeira. Ainda assim, o real segue como referência incontestável para preços, salários, contratos e tributos. O que cresceu foi a eficiência dos pagamentos, não a fuga da moeda nacional. O exemplo do México e o alerta da Europa O México oferece um dos desenhos mais interessantes da região. Inspirado no Genius Act americano, o país cria um regime próprio para stablecoins em peso, com regras claras de reservas, liquidação, auditoria e penalidades. E, mais importante, admite emissores estrangeiros por equivalência regulatória, sem penalizar tokens em moeda estrangeira. Reino Unido, Singapura e Japão seguiram caminhos semelhantes, e o setor cresceu. A Europa mostra o outro lado: o MiCA classificou stablecoins como moeda eletrônica e a confiança do mercado sentiu o golpe: os tokens em euro representam menos de 1% do volume global, sem que o objetivo de proteção tenha sido plenamente alcançado. O Brasil tem a chance de escolher o primeiro caminho. Regras neutras, previsíveis e prudenciais criam as condições para atrair infraestrutura, liquidez e capital internacional, e confirmam a autoridade do Banco Central sobre o mercado. Normas que restringem ou diferenciam por moeda produzem um resultado conhecido: o mercado continua existindo, só que em outro lugar. *Isabel Sica é diretora de regulatório e políticas públicas para América Latina da Ripple Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | X | YouTube | Tik Tok

Repasse da Selic ao consumidor pode ser mais intenso quando juros sobem, aponta estudo Repasse da Selic ao consumidor é desigual e pode ser maior quando juros sobem
Selic

Repasse da Selic ao consumidor pode ser mais intenso quando juros sobem, aponta estudo Repasse da Selic ao consumidor é desigual e pode ser maior quando juros sobem

Um estudo realizado pelo Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo) em parceria com a FIA Business School aponta que as mudanças na taxa Selic são repassadas ao consumidor de maneira desigual. Segundo a pesquisa, a alta dos juros tende a chegar ao crédito com maior intensidade do que a redução da taxa básica. A análise considerou 185 meses de dados do Banco Central, o equivalente a 15 anos, e identificou que as alterações na Selic podem levar entre um e três meses para aparecer efetivamente nas taxas e parcelas pagas pelos consumidores. Repasse pode superar a variação da Selic De acordo com os dados analisados, cada alteração de 1 ponto percentual na Selic correspondeu, em média, a uma variação de aproximadamente 1,5 ponto percentual nas taxas cobradas do consumidor final. Claudio Felisoni, coordenador da pesquisa e professor da FIA Business School, explicou que o impacto pode variar de acordo com o cenário econômico e as condições do mercado de crédito. “Cada um ponto percentual de variação na Selic, você pode ter uma variação de 1,5% a 2,83%”, afirmou. Segundo o pesquisador, fatores como inadimplência, percepção de risco, insegurança e o elevado endividamento das famílias ajudam a explicar por que as instituições financeiras podem repassar as mudanças da taxa básica de forma diferente. Contexto da taxa de juros No período considerado pelo estudo, as mudanças na Selic não chegaram imediatamente ao consumidor. A defasagem identificada na pesquisa indica que uma alteração promovida pelo Banco Central pode levar algumas semanas ou meses até produzir efeitos mais perceptíveis nas condições de crédito. Felisoni também destacou que o comportamento do repasse depende do nível e do histórico da taxa básica. “Se você teve grandes aumentos, a tendência é que você tenha repasses menores e mais longos. Se você teve aumentos muito pequenos, você tem uma tendência a ter um impacto mais significativo”, explicou. Redução dos juros pode levar meses para chegar ao consumidor No cenário analisado atualmente pelo estudo, a expectativa é de que uma redução da Selic leve aproximadamente dois meses para chegar à ponta do crédito ao consumidor. Na prática, isso significa que uma decisão de política monetária do Banco Central não necessariamente produz uma redução imediata nas taxas de empréstimos, financiamentos e outras modalidades de crédito. O efeito depende das condições do mercado financeiro e da forma como as instituições incorporam a mudança aos seus produtos.

O andar do bêbado, a epidemia de bets e uma aposta de alto risco de Lula
Notícias de Saúde

O andar do bêbado, a epidemia de bets e uma aposta de alto risco de Lula

O andar do bêbado, a epidemia de bets e uma aposta de alto risco de Lula *Luiz Carlos Azedo Acertar algumas apostas não transforma o torcedor em alguém capaz de vencer continuamente uma empresa que define as cotações e algoritmos para obter lucro Um homem ganhou na loteria espanhola com um bilhete terminado em 48. Explicou sua escolha: sonhara com o número 7 durante sete noites; logo, 7 vezes 7 seriam 48. A conta está errada, mas o prêmio era real. O físico norte-americano Leonard Mlodinow abre o livro O andar do bêbado: como o acaso determina nossas vidas (Zahar) com esse episódio para mostrar uma fraqueza humana: depois de conhecer o resultado, inventamos uma lógica que parece explicá-lo. Nas loterias, cada sorteio é independente; números atrasados não ficam mais próximos de sair, e uma vitória não comprova a eficácia do palpite. O vencedor aparece nas notícias. A multidão que fez contas igualmente fantasiosas e perdeu permanece invisível. Mlodinow, autor de livros de divulgação científica, assina uma coluna para o The New York Times e escreveu roteiros das séries MacGyver e Star Trek. Com o falecido Stephen Hawking, é coautor de “Uma nova história do tempo” (Ediouro), um best-seller traduzido em 25 idiomas. Seus pais foram ambos sobreviventes do holocausto, e se conheceram em Nova York depois da guerra. Casado e pai de três crianças, entre as quais uma menina adotada na China, Leonard Mlodinow é um sortudo: estava no World Trade Center, no dia 11 de setembro de 2001, e sobreviveu ao ataque terrorista. O Andar do Bêbado é um tratado sobre o poder do acaso em áreas da nossa vida que vão de jogar futebol, conseguir emprego e receber um diagnóstico médico. Mlodinow percorre a história das probabilidades e usa exemplos do esporte, das finanças e da vida cotidiana para explicar por que confundimos sorte com talento, coincidência com padrão e uma sequência passageira de acertos com uma regra confiável. Seu livro ajuda a entender o fascínio das bets. Quem acompanha futebol pode conhecer os times, avaliar jogadores e antecipar tendências. Ainda assim, uma partida conserva muita criatividade e imprevisibilidade; acertar algumas apostas não transforma o torcedor em alguém capaz de vencer continuamente uma empresa que define as cotações e programa os algoritmos para obter lucro. A loteria tradicional vende a esperança de uma mudança de vida concentrada em um sorteio. As plataformas digitais multiplicaram essa promessa. Estão no celular, aceitam pagamentos em segundos e oferecem novas oportunidades a cada jogo, lance ou rodada de cassino virtual. A derrota convida à tentativa de recuperar o dinheiro; uma pequena vitória alimenta a impressão de que o próximo grande prêmio está perto. Publicidade, influenciadores e patrocínios esportivos deram à aposta a aparência de hábito comum. O cassino entrou em casa sem precisar abrir as portas. Leia também: Apostas geram custo social de R$ 38,8 bilhões por ano, diz ministro da Saúde É nesse ambiente que a epidemia das bets se tornou uma questão de saúde pública e de economia doméstica. O custo não se resume ao dinheiro transferido para as plataformas: inclui sofrimento psíquico, conflitos familiares, perda de produtividade e tratamento. Estudo citado pelo Ministério da Saúde estima em R$ 38,8 bilhões por ano o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões estariam ligados à saúde. É uma estimativa que não deve ser confundida com o total apostado ou com a perda financeira direta dos jogadores. Chegou atrasado O governo demorou a acordar para o problema. Regulamentou o mercado, autorizou empresas, cobrou outorgas e tentou impor mecanismos de fiscalização e proteção ao apostador. Foram concedidas 85 autorizações, com pagamento total de R$ 2,55 bilhões em outorgas. Agora, abruptamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu encerrar a atividade por meio da Medida Provisória nº 1.394, assinada na sexta-feira, 25 de setembro. A decisão impede novos depósitos e prevê o bloqueio dos sites e aplicativos a partir de 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno. O governo associou a proibição a um pacote de renegociação de dívidas. Faltam nove dias para a votação. A proximidade das urnas torna a decisão uma aposta política de alto risco, embora seus fundamentos sociais sejam sérios. Para famílias atingidas pela dependência, Lula poderá aparecer como o presidente que enfrentou um negócio poderoso. Para quem aposta sem identificar prejuízo na própria rotina, a proibição poderá soar como perda de liberdade e abuso de poder. Clubes, empresas de comunicação e outros setores que recebem dinheiro das plataformas têm motivos para resistir e capacidade de levar essa reação ao debate eleitoral. Leia mais: Entenda a MP das bets e os prazos para apostadores resgatarem dinheiro O eleitor também poderá perguntar: por que o governo autorizou a expansão de um mercado que agora considera intolerável? Há um risco prático por trás do cálculo eleitoral. Proibir a oferta legal não elimina a vontade de apostar. Sites clandestinos continuam acessíveis. O governo anunciou bloqueios de acesso e de pagamentos, mas a eficácia dessas medidas dependerá de fiscalização contínua. Operações da Polícia Federal já identificaram plataformas ilegais divulgadas por influenciadores, inclusive com sinais falsos de regularidade. E como reagirá o Congresso, onde o lobby das bets tem sua própria bancada? Uma medida provisória produz efeitos imediatos, mas precisa ser aprovada para se tornar definitiva. Entre a assinatura e a eleição, porém, haverá pouco tempo para medir seus resultados. Defender as famílias do vício pode render apoio. Convencer o país de que a proibição funcionará, depois de ter regulamentado as bets, é a parte mais difícil dessa aposta. Luiz Carlos Azedo, jornalista, é colunista do Correio Braziliense. A coluna deste domingo ( 27) está publicada também no Estado de Minas. Vale a pena ler de novo: Febre de apostas tem freio de arrumação Endividamento e influenciadores retroalimentam embriaguez das bets Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo#Bets, #Clubes, #Eleições, #Futebol, #Lula, #Saúde.

Disputa entre Lula e Flávio leva investidor a buscar proteção da carteira
UOL - Notícias

Disputa entre Lula e Flávio leva investidor a buscar proteção da carteira

São Paulo A perspectiva de uma disputa eleitoral acirrada, com pesquisas indicando maior equilíbrio entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, tende a favorecer a busca por ativos de segurança e a diversificação da carteira de investimento. Analistas recomendam títulos públicos e CDBs (Certificados de Depósito Bancário), na renda fixa, e ações de serviços públicos e empresas de commodities, na renda variável, como opções para investidores mais cautelosos. Esses ativos podem contribuir para reduzir a exposição às oscilações provocadas pelo cenário eleitoral. Para investidores mais arrojados, a eleição também abre espaço para a compra de ativos que podem se beneficiar das políticas econômicas projetadas para cada candidato. Homem caminha em frente a painel eletrônico que exibe índices de mercado na Bolsa de Valores, em São Paulo. - Alexandre Meneghini - 10.jul.25/Reuters Para João Ferreira, sócio da One Investimentos, os ajustes na carteira dependem de como o portfólio do investidor está estruturado. "Se ele já montou uma estratégia mais diversa, com alocação em diferentes classes de ativos, eventualmente vai ser necessário um ajuste mais tático. Agora, para aquele investidor que tem um posicionamento mais concentrado, com uma alocação mais direcionada a alguma tese, a diversificação é recomendada", afirma. Na renda fixa, o cenário de volatilidade leva à preferência por ativos atrelados à Selic, a taxa básica de juros brasileira, ou ao CDI, taxa de referência para operações entre bancos. "São ativos que não variam tanto. Isso acontece porque a remuneração acompanha mais diretamente o índice de referência, o CDI ou a taxa Selic, e não sofre a oscilação de preço provocada pelas expectativas para os juros futuros", diz Ferreira. Na renda variável, Ferreira destaca empresas de serviços públicos, como saneamento e energia, para proteção, além do setor de construção. "São companhias que, geralmente, têm receita indexada à inflação, o que proporciona um fluxo de caixa mais previsível e que não depende dos juros. Outro setor válido é o da construção para a baixa renda, com empresas relacionadas ao Minha Casa, Minha Vida, que hoje é uma política de Estado que independe de governo." Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. Carregando... Em relatório, o BTG, com base em conversas com gestores do mercado, destaca a expectativa de uma eleição competitiva e de carteiras com níveis de risco relativamente controlados. O banco diz que as ações da Petrobras são consideradas ativos de consenso, independentemente do resultado das urnas —em 2026, os papéis se valorizaram em meio à alta dos preços do petróleo. A instituição afirma ainda que, caso o desfecho eleitoral seja interpretado de forma positiva, ações de instituições financeiras, como B3, XP e BTG Pactual, podem se beneficiar, além de Rede D’Or, Cyrela, Petrobras e Motiva. "Nossa percepção das conversas é que investidores locais estão cada vez mais se posicionando para uma eleição acirrada e dando mais crédito para a oposição", diz o BTG em relatório. O Citibank projeta carteiras de ativos para os cenários de vitória de Flávio e Lula. "A distinção entre Lula e Flávio Bolsonaro não é a necessidade de um ajuste fiscal, mas como esse ajuste será perseguido. [...] os dois governos irão lidar com o mesmo desafio de restaurar a confiança na trajetória fiscal brasileira em meio a elevados níveis de dívida". Segundo as estimativas do banco, um governo Lula pode favorecer ações de Cury Construtora, Embraer, WEG e BTG Pactual. A carteira projetada para um governo petista prioriza empresas capazes de sustentar o desempenho em diferentes condições de mercado. Para um eventual governo Flávio, o Citi destaca ações como Cyrela, Assaí, Hapvida, Petrobras, Vale e B3. Segundo o banco, esse cenário poderia favorecer ações cíclicas e companhias alavancadas, categorias que tendem a se beneficiar de menores taxas de juros e de maior consumo ou investimento. Em conjunto com a alta do petróleo e com o fluxo para as empresas brasileiras de commodities, o acirramento da corrida eleitoral tem impulsionado os ativos domésticos. Parte do mercado avalia que uma eventual alternância de poder poderia resultar em uma condução fiscal mais sólida, com impacto sobre a percepção de risco do mercado doméstico. Uma percepção de maior controle sobre a trajetória da dívida pode reduzir o prêmio exigido pelos investidores para financiar o governo e, consequentemente, aliviar a pressão sobre a curva de juros. Juros mais altos encarecem o crédito para empresas e reduzem a expectativa de lucros das companhias, o que tende a pesar sobre a Bolsa. Em agosto, o cenário político era mencionado como fator de pressão por analistas do JPMorgan para explicar o desempenho do mercado acionário e da moeda americana. A Bolsa encerrou o mês em queda de 0,32%, enquanto o dólar teve alta de 2,21%. Em setembro, o movimento se inverteu. O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, sobe 6,4%, e o dólar recua 0,25%. A mudança também aparece no fluxo de investidores estrangeiros para a Bolsa. Segundo dados da B3, o saldo entre compras e vendas de ações está positivo em R$ 9,6 bilhões em setembro até o dia 22, ante saída de R$ 18,1 bilhões em agosto. No ano, o saldo é positivo em R$ 32,6 bilhões. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões Carregando... O comportamento coincide com o acirramento da corrida eleitoral. No Datafolha divulgado em 21 de agosto, Lula tinha 39% das intenções de voto no primeiro turno, ante 33% de Flávio Bolsonaro. No levantamento de 24 de setembro, o petista tinha 40%, enquanto o ex-senador tinha 36%. A diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ainda há incerteza sobre a política econômica dos candidatos. Flávio Bolsonaro defende um ajuste fiscal sem mexer na Previdência ou na política de valorização do salário mínimo, enquanto o governo Lula propõe reduzir o ritmo de crescimento dos gastos obrigatórios e aprimorar o arcabouço fiscal. Economistas, porém, avaliam que um ajuste duradouro teria de atingir aposentadorias e benefícios sociais. Para a XP, períodos eleitorais tendem a aumentar a volatilidade dos ativos, mas o indicador historicamente cresce mais após o pleito. "Não é necessariamente o período eleitoral que tende a trazer mais dispersão, e sim a definição de como o país será governado após definida a nova administração: a composição da equipe econômica, sinalizações de políticas concretas e, em especial, os primeiros sinais sobre gastos públicos."

Como você ganha seu dinheiro — e como esta tecnologia das criptomoedas pode ajudar; Veja as mais lidas do Crypto Times – Money Times
Bitcoin

Como você ganha seu dinheiro — e como esta tecnologia das criptomoedas pode ajudar; Veja as mais lidas do Crypto Times – Money Times

Bitcoin (BTC) na chuva de dinheiro (Imagem: ChatGPT) Olá, investidor e investidora de cripto! Sejam muito bem-vindos a mais uma edição da nossa coluna semanal do Crypto Times, a editoria de bitcoin (BTC) e criptomoedas do Money Times. Para se inscrever e receber em primeira mão em todas as manhãs de sábado, basta se inscrever no box abaixo: Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado cripto? Receba a newsletter semanal do Crypto Times com as notícias mais quentes deste mercado OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A pergunta acima pode parecer esquisita. É típico da nossa cultura latina que o dinheiro seja tratado como tabu. É até um pouco rude perguntar como uma pessoa faz dinheiro, em especial se a pessoa está em um momento de ascensão social. No entanto, esse tipo de pergunta não é tão incomum assim na Europa continental. Perguntar quanto se ganha, discutir salários, essas coisas, são relativamente normais e até incentivadas em uma conversa de bar. Durante muito tempo, quem trabalhava com criptomoedas gelava com essa pergunta — afinal, antes de serem um dos setores mais promissores dos mercados financeiros, o passado do bitcoin (BTC) estava relacionado (com algum grau de razão) aos rincões mais obscuros da internet. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Mas a coisa foi entrando nos eixos e esse passado ficou para trás. Agora, os investidores dispõem de produtos para todos os gostos e perfis, desde ETFs e fundos até a alocação direta em corretoras. Do lado das empresas, a captação via tokenização também se tornou uma forma de acessar o capital de maneira mais fácil e barata. Mas, como toda a inovação, esse tipo de captação também carece de alguma regulação. Leia também Ainda que já tenhamos a Resolução CVM 88, que busca organizar o setor de captação via blockchain, permanecem alguns desafios — como a própria proporcionalidade das exigências para empresas menores e maiores, por exemplo. Na coluna deste mês, Juliana Rosin, diretora-presidente da Abcripto, comenta os desafios dessa regulação e como ela pode destravar os ganhos de pequenos e médios negócios. Recomendo a leitura aqui. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Fique agora com as notícias mais lidas do Crypto Times. Forte abraço, Renan Sousa, editor-assistente do Money Times. As mais lidas do Crypto Times Brasil desbanca Índia e vira país com maior adoção de criptomoedas, segundo Chainalysis CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A expectativa que o bitcoin (BTC) alcançasse os US$ 100 mil ainda em 2026 acabou ficando para trás, visto que a moeda digital opera na casa dos US$ 84 mil. Apesar da desaceleração, o volume negociado do BTC registrou US$ 9,4 trilhões nos 12 meses encerrados em 30 de junho de 2026 — e o Brasil foi protagonista nessas movimentações. Leia mais. Strategy faz compra de US$ 75 milhões em bitcoin (BTC) e criptomoeda supera os US$ 85 mil Agora, a Strategy detém um total de 846 mil BTC, avaliados em cerca de US$ 71,9 bilhões. As moedas foram adquiridas a um preço médio de US$ 75.416 por bitcoin, com um custo total de aproximadamente US$ 63,8 bilhões, incluindo taxas e despesas, segundo o cofundador e presidente executivo da companhia, Michael Saylor. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Leia mais. ETFs de bitcoin (BTC) à vista registram quase US$ 1 bilhão em entradas, melhor resultado em quase um ano O resultado representa a maior captação diária da categoria desde outubro de 2025 e reforça o crescente interesse dos investidores por ativos ligados ao mercado de criptomoedas. Leia mais. BC amplia controle sobre criptomoedas e mira carteiras próprias CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE As novas regras entram em vigor em 1º de outubro de 2026 e também estabelecem novas exigências para empresas que atuam no mercado de ativos virtuais. A medida faz parte do conjunto de mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Leia mais. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Perguntas Frequentes sobre Notícias Financeiras

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