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Não fossem guerra e El Niño, IPCA subiria cerca de 4% em 2026
UOL - Notícias
13/08/2026

Não fossem guerra e El Niño, IPCA subiria cerca de 4% em 2026

De acordo com o boletim Focus mais recente, a mediana das expectativas do "mercado" indica uma alta de cerca de 5% da inflação varejista brasileira em 2026, desacelerando para 4,2% em 2027. Em janeiro, os analistas esperavam altas do IPCA de 4,3% neste ano e de 4,1% no ano que vem. Vale lembrar que a meta de inflação é de 3%, com um intervalo de tolerância de mais ou menos 1,5 ponto percentual. O que está por trás dessas revisões para cima? A edição mais recente do Questionário Pré-Copom —um levantamento mais detalhado do que o boletim Focus, enviado pelo BCB aos analistas nas semanas que antecedem as reuniões de política monetária— joga uma luz sobre isso. Fachada da sede do Banco Central, em Brasília - Pedro Ladeira/Folhapress Segundo as estimativas de consenso, o conflito no Oriente Médio iniciado no fim de fevereiro —e que ainda não foi superado completamente— agregou cerca de 0,7 ponto percentual ao IPCA deste ano. Caso esse conflito persista e impeça que a cotação do petróleo do tipo Brent recue para cerca de US$ 80 até dezembro, os analistas apontam que esse impacto inflacionário pode chegar a 0,9 ponto percentual. Já para 2027, embora não sejam apontadas estimativas pontuais de impacto sobre a inflação, 53% dos analistas indicam que a guerra também causará elevação no ano que vem —refletindo os diversos mecanismos de indexação, formais e informais, de preços e salários, presentes na economia brasileira. O questionário também indagou os analistas sobre o impacto do El Niño sobre a inflação. Segundo a mediana das expectativas, esse fenômeno climático —que deverá alcançar a maior intensidade já registrada em cerca de 150 anos— poderá impactar o IPCA em 0,3 ponto percentual em 2026 e em 0,4 p.p. em 2027. Não obstante, até o momento, os analistas incorporaram apenas parte desses efeitos às suas projeções: 0,2 p.p. neste e no próximo ano. Portanto, à luz dos números citados acima, é possível apontar que: Não fossem esses dois choques claramente exógenos e desfavoráveis, a inflação brasileira subiria pouco mais de 4% em 2026, bastante abaixo dos 5% projetados atualmente; Praticamente toda revisão para cima para a alta do IPCA entre o começo deste ano e agora adveio destes choques. Embora diversos analistas considerem que "inflação é inflação", a literatura teórica e a prática indicam que a política monetária deve reagir de forma distinta a elevações da inflação, a depender de sua origem. Tipicamente, no caso de choques de oferta desfavoráveis —como é o caso dos dois fatores descritos acima—, a autoridade monetária idealmente deveria acomodar a alta da inflação cheia nos intervalos de metas e reagir apenas caso esse choque primário gere deterioração da inflação esperada em horizontes mais longos, particularmente da inflação dos núcleos (até quando o BCB continuará não apresentando projeções de núcleos do IPCA?). Colunas Receba no seu email uma seleção de colunas da Folha Carregando... Outra opção, que não exclui a possibilidade descrita acima, é alongar o horizonte relevante para a convergência à meta —algo que pode ser adotado caso o choque primário seja muito expressivo e ou haja uma sucessão de choques desfavoráveis—, uma vez que boa parte dos bancos centrais que operam no regime de metas de inflação não são "inflation nutters". Ou seja: os BCs também se importam com a atividade econômica, preferindo ajustes mais suaves a recessões profundas para reancorar a inflação nas metas. A prescrição acima ganha ainda mais relevância caso se considere algo que muitas vezes é ignorado por parte relevante dos analistas econômicos: a presença da chamada histerese econômica. Dito de outro modo: desacelerações muito intensas geradas por choques de política monetária podem ter efeitos permanentes sobre o PIB, não afetando negativamente apenas o PIB cíclico mas, também, o PIB potencial. Vou explorar essa e outras questões associadas aos vários efeitos da política monetária em uma próxima coluna.

TRXF11 compra 9,33% do ParkShopping Barigui por R$ 250 mi
Fundos Imobiliários Brasileiros
13/08/2026

TRXF11 compra 9,33% do ParkShopping Barigui por R$ 250 mi

O TRX Real Estate Fundo de Investimento Imobiliário (TRXF11) firmou compromisso para adquirir uma fração ideal de 9,33% do ParkShopping Barigui, em Curitiba (PR), por R$ 250 milhões, conforme fato relevante divulgado ao mercado. O shopping está localizado na Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, nº 600, no bairro Mossunguê. O empreendimento possui cerca de 417 lojas, mais de 200 mil metros quadrados de área construída e aproximadamente 66 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL). "O shopping está inserido no principal eixo de crescimento da alta renda da cidade, cercado por mais de 60 empreendimentos residenciais verticais em lançamento ou desenvolvimento", detalhou a TRX. O preço da aquisição será corrigido pela variação do IPCA a partir de 1º de julho de 2026. De acordo com o documento, metade do valor, R$ 125 milhões, será paga até 30 de agosto de 2026, enquanto os outros R$ 125 milhões serão pagos em até 18 meses contados da assinatura do contrato, conforme os termos da operação. O TRXF11 será imitido na posse indireta da fração ideal na data do pagamento da primeira parcela, prevista para ocorrer até 28 de agosto, e passará a receber as receitas de locação correspondentes à sua participação. Já a escritura definitiva será outorgada ao fundo após o pagamento da última parcela. O ParkShopping Barigui é administrado pela Multiplan, que também detém a participação majoritária no empreendimento. Segundo as informações apresentadas pelo TRXF11, o shopping registrou aproximadamente R$ 1,96 bilhão em vendas em 2025 e conta com cerca de 91% do público pertencente às classes A e B. "O ativo possui forte concentração de marcas premium e de luxo, consolidando-se como destino preferencial para consumidores de alta renda da Região Metropolitana de Curitiba", destacou a gestora do fundo. Conforme o racional da operação divulgado em anexo ao fato relevante, a aquisição amplia a exposição do TRXF11 ao segmento de shopping centers e integra a estratégia de formação de portfólio com ativos imobiliários destinados à geração de renda e ganho de capital. "O ParkShopping Barigui é amplamente reconhecido como um dos principais Shopping Centers da região Sul do Brasil e um dos mais relevantes de Curitiba. Com mais de 200 mil m² de área construída e aproximadamente 66 mil m² de ABL, o empreendimento passou recentemente por sua maior expansão, reforçando sua posição competitiva e ampliando significativamente sua capacidade de geração de receita", ressaltou o documento. Portfólio após a aquisição Com a operação, o TRXF11 passará a ter 124 imóveis, com valor investido em imóveis de R$ 12,523 bilhões. Ainda segundo documento apresentado pelo fundo, o portfólio estará presente em 18 estados e no Distrito Federal, distribuídos por 64 cidades. Além disso, a ABL total do fundo chegará a 1.818.115,04 metros quadrados, enquanto a área de terreno será de 4.466.945,73 metros quadrados. Após a aquisição, 89,17% do valor investido estará concentrado em imóveis localizados em regiões metropolitanas e mais de 60% da receita do fundo será proveniente de contratos atípicos, nos quais a multa por rescisão antecipada corresponde ao saldo remanescente do contrato. De acordo com o fundo, a diversificação regional e a participação em contratos atípicos fazem parte da composição do portfólio, enquanto a aquisição do ParkShopping Barigui acrescenta exposição a um empreendimento de shopping center administrado pela Multiplan. Em relação a impactos nos proventos, a estimativa de distribuição por cota até dezembro de 2026 permanece entre R$ 0,90 e R$ 0,93.

Quanto o dólar precisa subir para empatar com a Selic? Fizemos a conta
Selic
13/08/2026

Quanto o dólar precisa subir para empatar com a Selic? Fizemos a conta

“Aqui eu ganho 14% ao ano com a Selic; lá, eu ganho 4% em dólar. Isso é mais que o triplo. Por que eu trocaria por um retorno menor?” Essa é a dúvida mais comum de quem considera diversificar parte do patrimônio no exterior. E, à primeira vista, faz sentido — só que essa comparação está incompleta. Ela ignora justamente a variável que mais importa quando o assunto é investir em moeda forte: o câmbio. A comparação simples entre 14% e 4% não fecha a conta Comparar 14% em real com 4% em dólar como se fossem a mesma coisa é comparar duas moedas diferentes como se fossem uma só. Se você ainda está decidindo se vale a pena diversificar para renda fixa americana, confira também nossa comparação completa entre renda fixa no Brasil e nos EUA. Aqui, o foco é mais específico: entender como calcular corretamente esse retorno considerando o câmbio. O retorno em dólar não fica em dólar para sempre: ele volta para o real quando você resgata. É exatamente aí que mora o pulo do gato: o que importa não é o juro isolado de cada país, mas sim quanto o câmbio se mexe entre o dia que você aplica e o dia que resgata. Quanto o dólar precisaria subir para empatar com o Brasil? Vamos deixar isso concreto com uma conta: se você investe R$ 100 mil no Brasil por dois anos, rendendo 14% ao ano, no fim do período terá R$ 129.960. Agora imagine que, em vez disso, você converte esses R$ 100 mil em dólar em um câmbio de R$ 5,18, o que dá US$ 19.305. Aplicando esse valor a 4% ao ano por dois anos, você chega a US$ 20.880. Traduzindo: de volta para o real, para esse valor em dólar empatar com os R$ 129.960 que você teria ficando no Brasil, o câmbio precisaria estar em R$ 6,22 no resgate. Ou seja, a pergunta certa não é "14% é melhor que 4%?". A pergunta certa é: o dólar vai subir de R$ 5,18 para R$ 6,22 em dois anos? Isso equivale a uma desvalorização do real de 9,6% ao ano no período. O que a história do dólar frente ao real mostra Confira abaixo um gráfico com a trajetória do dólar frente ao real desde o Plano Real, e a variação percentual de cada ano. Fonte: Banco Central do Brasil (PTAX, valores aproximados). Elaboração: Nord Research Nesses 32 anos, a desvalorização média do real ficou em torno de 7,5% ao ano, com mediana bem parecida, em 7,4%. Só que essa média esconde uma volatilidade enorme: em mais de um terço dos anos desse histórico, a desvalorização passou dos 9,6% necessários para o nosso exemplo e, em vários deles, disparou muito além disso, com anos de 15%, 30% e até mais de 50% de alta do dólar. Se tirarmos do histórico o superciclo de commodities (2003 a 2007), a desvalorização média passa para 11,3% a.a. Não por acaso, esses picos costumam vir em momentos de crise cambial, eleição ou estresse fiscal — exatamente o tipo de coisa que não falta no radar do Brasil. Então não, pedir 9,6% ao ano de desvalorização não é um cenário exótico. É um número que fica bem dentro do que a nossa moeda historicamente entrega, às vezes até de forma modesta perto do que já vimos por aqui. Por que o real desvaloriza estruturalmente Isso não acontece por azar. O real perde valor frente ao dólar de forma estrutural porque a nossa inflação, historicamente, é mais alta do que a americana. Quando um país tem inflação mais alta que o outro, o poder de compra da moeda dele encolhe mais rápido, e o câmbio tende a se ajustar para equilibrar essa diferença ao longo do tempo. É basicamente o mesmo motivo pelo qual um pão que custava R$ 0,50 há vinte anos custa muito mais hoje: o dinheiro perde força de compra dentro do próprio país — e perde força de compra também na comparação com quem imprime uma moeda mais estável. Por que diversificar em dólar protege seu patrimônio No fim, o ponto não é só se proteger da inflação medida pelo IPCA. É se proteger da perda de poder de compra de forma mais ampla: contra viagens, contra produtos importados, contra a educação dos filhos fora, contra qualquer coisa que você compre em um mundo precificado, em boa parte, em dólar. Ter uma fatia do patrimônio em moeda forte não é abrir mão de rentabilidade em nome do medo. É reconhecer que 14% em uma moeda que historicamente perde valor não é automaticamente melhor do que 4% em uma moeda que historicamente ganha valor frente à sua. A conta só fecha quando você coloca as duas moedas na mesma régua — e é isso que a maioria das pessoas esquece de fazer. Se você quer entender quanto do seu patrimônio faz sentido ter em moeda forte, converse com a equipe da Nord Wealth. A análise é gratuita e pode fazer toda a diferença.

Ibovespa cai e renda fixa avança com Selic a 14%
Selic
13/08/2026

Ibovespa cai e renda fixa avança com Selic a 14%

O Ibovespa engatou nova rodada de perdas nesta quinta-feira (13). O índice opera ao redor de 167.300 pontos, pressionado por uma combinação de fatores: o rebaixamento das ações brasileiras pelo JPMorgan, a saída líquida de estrangeiros ao longo de agosto e o recuo no preço de commodities, com destaque para o minério de ferro que atinge Petrobras e Vale. O banco americano cortou a recomendação de renda variável do Brasil para neutro, movimento que ajudou a acelerar a correção do principal índice da B3. Só em agosto, a debandada de capital estrangeiro chegou a R$ 7,2 bilhões, agravando a pressão sobre o mercado acionário. O quadro contrasta com o desempenho de meses atrás. Em abril de 2026, o Ibovespa havia alcançado a marca histórica de 199.355 pontos. Desde então, o índice entrou em rota de correção e agora ronda o patamar de 167 mil pontos. Renda fixa se torna o destino do capital Enquanto a renda variável recua, a renda fixa desponta como abrigo. O Comitê de Política Monetária manteve a taxa básica em 14,00% ao ano, e o Banco Central do Brasil sustenta a Selic nesse nível. Descontada a inflação, o juro real oferecido pela renda fixa se aproxima de 9,5% ao ano. A inflação, por ora, dá algum fôlego a esse cálculo. O IBGE divulgou o IPCA de julho de 2026 em 0,07%, com alta acumulada de 3,44% no ano e 4,44% em 12 meses.

Ações em queda e Renda Fixa em alta: B3, Selic a 14% e IPCA hoje (13)
Selic
13/08/2026

Ações em queda e Renda Fixa em alta: B3, Selic a 14% e IPCA hoje (13)

Da redaçãoi Da redação https://istoedinheiro.com.br/autor/da-redacao 13/08/2026 - 10:47 Para compartilhar: Copie a URL: Copiar Com o Ibovespa pressionado na casa dos 167 mil pontos e o IPCA acumulado em 4,44% em 12 meses, os títulos atrelados ao CDI e à inflação garantem os maiores ganhos reais das últimas temporadas O que aconteceu Bolsa sob Pressão: O Ibovespa renovou a sequência de perdas nesta quinta-feira (13), operando na faixa de 167.300 pontos, afetado pelo rebaixamento das ações brasileiras pelo JPMorgan e por uma debandada de R$ 7,2 bilhões de capital estrangeiro em agosto. Selic em Patamar Elevado: Com a taxa básica mantida pelo Copom na meta de 14,00% ao ano, os ativos pós-fixados continuam entregando retornos nominais robustos e previsíveis. Inflação sob Controle Relativo: O IBGE apurou taxa de 0,07% no IPCA de julho, levando o acumulado do ano de 2026 para 3,44% e o indicador de 12 meses para 4,44%. Ganho Real Histórico: A combinação de inflação moderada com juros de dois dígitos assegura um juro real de quase 9.5% ao ano na renda fixa, sufocando a atratividade imediata da renda variável. O ambiente de investimentos no Brasil atravessa um momento marcante em agosto de 2026. A dinâmica entre o mercado acionário e o mercado de crédito escancarou a preferência dos investidores locais e institucionais por ativos de menor risco. Enquanto a B3 sofre com o desmonte de posições estrangeiras e a volatilidade geopolítica internacional, os instrumentos de renda fixa vivem uma de suas fases mais rentáveis da história recente. A fraqueza no mercado de ações reflete um somatório de fatores internos e externos. O movimento do JPMorgan de rebaixar a recomendação de renda variável do Brasil para “neutro” acelerou a saída do capital vindo de fora. Em paralelo, os investidores acompanham os desdobramentos das tensões no Oriente Médio e os impactos fiscais das eleições de 2026, o que elevou a aversão ao risco na praça paulista. Após alcançar a marca histórica de 199.355 pontos em abril de 2026, o Ibovespa engatou uma rota de correção rigorosa. O principal índice da B3 opera agora cotado na região dos 167.300 pontos, estendendo uma incômoda sequência de pregões em queda. O volume financeiro desacelerou e a saída líquida de estrangeiros já ultrapassa os R$ 7,2 bilhões apenas neste mês. Grandes nomes de peso no índice, como Petrobras, Vale e o setor bancário tradicional, têm enfrentado oscilações bruscas decorrentes do recuo no preço de commodities cruciais — como o minério de ferro — e do encarecimento do crédito interno. Sem gatilhos imediatos de curto prazo para destravar o valor das companhias abertas, a renda variável amarga uma perda de apelo frente às taxas garantidas pela dívida pública e privada. Se a Bolsa sofre para atrair compradores, a renda fixa tornou-se a grande protagonista dos portfólios em 2026. A decisão do Banco Central do Brasil em manter a taxa Selic em 14,00% ao ano, acompanhada por um tom bastante conservador na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), garante um rendimento bruto de cerca de 1,10% ao mês para aplicações pós-fixadas atreladas ao CDI. Essa rentabilidade torna os títulos públicos Tesouro Selic, além de CDBs de bancos de primeira linha, as opções preferenciais para fundos de emergência e caixa corporativo. Papéis isentos de Imposto de Renda — a exemplo de LCI, LCA, CRI e CRA — pagam taxas equivalentes a retornos brutos superiores a 16% ao ano na tabela regressiva, criando uma barreira de rentabilidade quase imbatível para a bolsa de valores superar no curto prazo. O quadro fica ainda mais favorável para a renda fixa ao analisar a dinâmica da inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE, avançou apenas 0,07% no mês de julho de 2026. Com esse resultado, o indicador oficial de inflação acumula 3,44% no ano e atinge 4,44% nos últimos 12 meses. Para quem está posicionado em papéis do Tesouro IPCA+ (NTN-B) ou debêntures incentivadas que pagam a variação da inflação mais um cupom fixo ao redor de 6,5% a 7,0% ao ano, a equação entrega um ganho real líquido expressivo acima da inflação. Com a inflação desacelerando na margem e os juros nominais no topo, o investidor consegue preservar e expandir seu poder de compra em patamares raramente vistos no mercado global. Guia do Investidor Com o tripé macroeconômico (Ações, Selic e IPCA) desenhando este cenário em agosto de 2026, veja como montar ou ajustar sua estratégia financeira: Aproveite a Trava de Juros no Tesouro IPCA+: Papéis indexados à inflação que oferecem IPCA + 6,5% ou mais representam excelentes oportunidades para metas de longo prazo (aposentadoria ou compra de imóveis). Ao carregar o título até o vencimento, você imuniza o capital contra estouros inflacionários futuros e garante um prêmio real elevado. Ações Apenas com Foco em Dividendos e Valor: A queda do Ibovespa para 167 mil pontos abriu descontos em empresas pagadoras de dividendos ( dividend yields acima do CDI) e companhias resilientes do setor elétrico e de saneamento. Para quem investe com horizonte de vários anos, a estratégia deve focar na compra gradual de boas empresas a preços módicos. Reserva de Emergência em Liquidez Diária: Mantenha a parcela de curtíssimo prazo e caixa em fundos DI de taxa zero, Tesouro Selic ou CDBs com liquidez diária e rendimento de 100% do CDI, aproveitando o juro de 14,00% ao ano sem correr riscos de oscilação de mercado. Cuidado com a Marcação a Mercado no Crédito Privado: Se for investir em debêntures ou títulos prefixados longos, esteja ciente de que novidades fiscais ou sobressaltos na curva de juros podem fazer o preço do papel oscilar antes do vencimento. A recomendação é diversificar os emissores e focar na qualidade de crédito de empresas triplo A (AAA). Leia mais Dólar hoje encosta em R$ 5,20 pressionado por rebaixamento do Brasil, saída de estrangeiros e tensão no petróleo Offshore vs. Onshore em 2026: onde é melhor investir seu dinheiro com as regras de 2026? Sky Dollar (USDS): a “renda fixa cripto” ganha espaço na carteira dos investidores Renda fixa em dólar: Tesouro americano bate 3% de ganho real e atrai brasileiros Irã no Banco do Brics: país confirma adesão para driblar sanções dos EUA Deutsche Bank se torna o primeiro banco não chinês a operar clearing de yuan na União Europeia Os 10 carros elétricos mais econômicos do Brasil, segundo o Inmetro Para compartilhar:

Dólar hoje encosta em R$ 5,20 pressionado por rebaixamento do Brasil, saída de estrangeiros e tensão no petróleo
Dólar Hoje
13/08/2026

Dólar hoje encosta em R$ 5,20 pressionado por rebaixamento do Brasil, saída de estrangeiros e tensão no petróleo

Redaçãoi Redação - https://istoedinheiro.com.br/author/admin3 13/08/2026 - 10:34 Para compartilhar: Copie a URL: Copiar Moeda norte-americana engata nova sequência de altas impulsionada pelo relatório do JPMorgan, ata rígida do Copom e incertezas geopolíticas no Estreito de Hormuz O que aconteceu Escalada Cambial: O dólar comercial acelerou os ganhos nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, sendo negociado na faixa de R$ 5,18 a R$ 5,20, consolidando o maior patamar das últimas seis semanas. Rebaixamento Corporativo: O relatório global do banco JPMorgan rebaixou a recomendação do Brasil para “neutro”, acelerando a debandada de capital estrangeiro da Bolsa brasileira (B3). Pressão de Juros e Inflação: A ata conservadora do Copom e a inflação nos EUA (CPI acumulado em 3,4%) reduzem a atratividade do diferencial de juros brasileiro ( carry trade ). Fator Commodities: A disparada do petróleo Brent para perto de US$ 88 o barril, provocada pelo impasse entre EUA e Irã no Oriente Médio, alimenta temores inflacionários globais. O mercado de câmbio doméstico opera sob forte estresse neste dia 13 de agosto de 2026. O dólar comercial abriu o pregão mantendo a trajetória de valorização vista ao longo da semana e rapidamente testou o patamar de R$ 5,19, flertando com a marca de R$ 5,20. O movimento reflete um alinhamento indigesto para os ativos brasileiros: a deterioração do humor internacional somada ao desmonte de posições por parte de grandes fundos estrangeiros no mercado local. O principal catalisador para a recente sangria na B3 e para a disparada da moeda americana foi a divulgação de um relatório do gigante financeiro JP Morgan. A instituição cortou a recomendação para o investimento em ações brasileiras de “compra” para “neutro”. O banco justificou a revisão apontando o fim iminente do ciclo de cortes de juros pelo Banco Central, a desaceleração do crescimento econômico no segundo semestre de 2026 e o aumento dos custos de crédito corporativo, o que provocou saídas bilionárias de capital estrangeiro do país em sessões consecutivas. No ambiente doméstico, a leitura da ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom) jogou água fria em quem esperava novos cortes agressivos na taxa Selic. O documento reforçou a dependência total de dados e ressaltou preocupações com a inflação de serviços e com o recente dado do IPCA, que veio levemente acima do esperado pelas estimativas do mercado. Diante desse quadro, analistas projetam que a Selic encerrará o ano de 2026 próxima de 13,25% ao ano, reduzindo o prêmio de risco oferecido aos investidores internacionais. Do lado norte-americano, os dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de julho mostraram que a inflação acumulada em 12 meses nos Estados Unidos permanece em 3,4%, acima da meta perseguida pelo Federal Reserve. Esse cenário mantém o banco central americano sem pressa para cortar os juros da economia americana, sustentando o dólar forte em nível global contra moedas de países emergentes. Para completar o quadro de incertezas, o mercado segue monitorando os desdobramentos no Oriente Médio. A exigência iraniana de suspensão das sanções americanas para a liberação do Estreito de Hormuz — canal logístico por onde transita um quinto do petróleo do planeta — mantém o barril de petróleo Brent cotado perto dos US$ 88. A alta da commodity atua como uma espada de Dâmocles sobre as expectativas de inflação mundial. Adicionalmente, a proximidade da abertura oficial das campanhas para as Eleições Gerais de 2026 amplia a volatilidade dos ativos. Com os prêmios da curva de juros futura se ajustando para cima e o Ibovespa testando marcas mínimas na faixa dos 167 mil pontos, a busca pelo dólar consolidou-se como o movimento imediato de proteção patrimonial das tesourarias. Guia do Investidor: Orientações Práticas Diante da disparada do dólar para a faixa de R$ 5,19 a R$ 5,20 nesta reta de agosto, o investidor deve agir com disciplina analítica e evitar decisões precipitadas movidas por pânico: Evite o “Desespero de Compra” para Viagens: Se você possui viagens ao exterior agendadas para os próximos meses de 2026, não tente adivinhar o topo do câmbio comprando todo o montante de uma só vez. Utilize a estratégia de compras fracionadas semanais em contas internacionais ou cartões globais para fazer um preço médio ponderado. Hedge Corporativo para Importadores: Empresas que possuem insumos cotados em dólar e compromissos de pagamento no curto prazo devem aproveitar repiques temporários ou utilizar instrumentos de proteção (como contratos futuros de dólar na B3 ou derivativos de swap ) para travar a margem operacional e evitar estouros de custo. Aportes Internacionais com Cautela: Para quem busca dolarizar a carteira através de BDRs, ETFs internacionais ou fundos globais, a alta recente da moeda americana exige paciência. Realizar aportes graduais reduz o risco de comprar ativos no pico de alta cambial antes de correções técnicas. Renda Fixa Doméstica como Âncora: Com o mercado precificando uma Selic terminal mais alta em 2026 para reter o capital externo e conter a inflação importada pelo dólar, títulos públicos e privados pós-fixados (atrelados ao CDI) continuam pagando excelente rentabilidade real e atuando como um seguro contra a volatilidade da Bolsa. Leia mais Offshore vs. Onshore em 2026: onde é melhor investir seu dinheiro com as regras de 2026? Sky Dollar (USDS): a “renda fixa cripto” ganha espaço na carteira dos investidores Renda fixa em dólar: Tesouro americano bate 3% de ganho real e atrai brasileiros Irã no Banco do Brics: país confirma adesão para driblar sanções dos EUA Deutsche Bank se torna o primeiro banco não chinês a operar clearing de yuan na União Europeia Elon Musk anuncia a Terafab: a maior instalação industrial do planeta com aporte de US$ 16,8 bilhões Os 10 carros elétricos mais econômicos do Brasil, segundo o Inmetro Para compartilhar:

Fundo imobiliário vende imóvel de alto padrão por R$ 15 milhões e registra ganho por cota; IFIX recua – Money Times
Fundos Imobiliários Brasileiros
13/08/2026

Fundo imobiliário vende imóvel de alto padrão por R$ 15 milhões e registra ganho por cota; IFIX recua – Money Times

Fundo imobiliário vende imóvel de alto padrão por R$ 15 milhões e registra ganho por cota; IFIX recua (imagem: iStock/dabldy) O fundo imobiliário Pátria Plus Multiestratégia Real Estate (RBRX11) anunciou, por meio de fato relevante, que concluiu a venda de uma unidade do empreendimento residencial “Kalea Jardins”, localizado em São Paulo (SP), por R$ 15 milhões. Trata-se de um projeto de alto padrão. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Segundo o comunicado divulgado ao mercado, o preço da transação equivale a R$ 40,6 mil por metro quadrado, já que o imóvel, situado no 16º andar da torre 1 do edifício, soma cerca de 368 metros quadrados. O RBRX11 detém 56,52% de participação direta na unidade e, por isso, terá direito a receber R$ 8,47 milhões da venda. De acordo com o fundo, a operação foi realizada em conjunto com o Pátria Crédito Imobiliário Special Opportunities (Special Opp). Do valor destinado ao RBRX11, R$ 3,95 milhões já foram pagos e correspondem a título de sinal, sendo que, desse montante, R$ 452,2 mil serão repassados a corretores como comissão de intermediação. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Já R$ 1,97 milhão será recebido em até 30 dias como uma parcela intermediária, enquanto os R$ 2,54 milhões restantes serão pagos na data da entrega das chaves da unidade, que ainda está em construção. As parcelas intermediária e final estão garantidas por meio de alienação fiduciária do imóvel em favor do RBRX11 e do Special Opp. Ganho por cota Segundo o fato relevante, o lucro total da venda totaliza R$ 4,85 milhões. Para o RBRX11, o ganho de capital é de R$ 3,71 milhões, o equivalente a R$ 0,025 por cota. Dessa cifra, R$ 0,019 por papel correspondem ao resultado obtido diretamente pelo fundo, enquanto R$ 0,006 vêm de forma indireta, por meio da participação no Special Opp. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A operação, de acordo com o veículo, apresenta taxa interna de retorno líquida de aproximadamente IPCA +14% ao ano e múltiplo sobre o capital investido (MOIC) de 1,52 vez. A partir da conclusão da venda, a compradora passa a assumir os direitos e obrigações relacionados ao imóvel, tornando-se titular do direito de recebê-lo diretamente da incorporadora. Segundo a Patria Investimentos, gestora do RBRX11, a alienação está alinhada à estratégia do portfólio, com foco na reciclagem de ativos e na realização de ganhos imobiliários. Resumo da transaçaõ (Imagem: divulgação/ RBRX11) Desempenho do IFIX Ainda no mercado de FIIs, o IFIX, principal índice da indústria na bolsa de valores brasileira (B3), encerrou a quarta-feira (12) aos 3.715,09 pontos, com queda de 0,18%. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Desde o início de agosto, o indicador acumula desvalorização de 2,71%, enquanto, desde janeiro, recua 1,60%. Destaques do último pregão (12) O MFII11 liderou as altas, com +6,71%. Na sequência, o PVBI11 ganhou 1,48%, enquanto o HGRE11 subiu 1,44%. Ticker Variação Último MFII11 +6,71% R$ 30,52 PVBI11 +1,48% R$ 66,31 HGRE11 +1,44% R$ 116,01 URPR11 +1,37% R$ 20,00 AIEC11 +1,35% R$ 60,00 Já o BLMG11 liderou as quedas, com baixa de 2,23%. Na sequência, o VGHF11 caiu 1,95%, enquanto o CYCR11 recuou 1,65%. Ticker Variação Último BLMG11 -2,23% R$ 31,11 VGHF11 -1,95% R$ 5,04 CYCR11 -1,65% R$ 8,32 BROF11 -1,61% R$ 56,25 VGIR11 -1,46% R$ 9,42 CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Juros altos e atividade fraca marcam cenário econômico
Selic
13/08/2026

Juros altos e atividade fraca marcam cenário econômico

O cenário econômico combina sinais de desaceleração no mercado de trabalho dos Estados Unidos, juros ainda elevados no Brasil e maior incerteza externa, com reflexos sobre câmbio, inflação e atividade. Segundo o Rabobank, a criação de vagas nos EUA teve perda líquida de 23 mil postos em julho, abaixo da expectativa de alta de 80 mil, enquanto a queda na participação da força de trabalho levou a taxa de desemprego a 4,1%. No Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, em decisão unânime. A instituição avaliou, porém, que o comunicado manteve tom mais duro ao destacar riscos de alta para a inflação, expectativas ainda desancoradas e incertezas no ambiente externo. O Rabobank mantém a projeção de que não haverá novos cortes em 2026 e que o ciclo de flexibilização será retomado apenas em abril de 2027. A produção industrial caiu 1,8% em junho frente a maio, a maior retração mensal do ano, superando em magnitude as projeções de mercado e do próprio banco, ambas de queda de 0,9%. Na comparação anual, houve avanço de 1,7%. A balança comercial registrou superávit de US$ 7,1 bilhões em julho, com exportações de US$ 34,1 bilhões e importações de US$ 27,1 bilhões. No câmbio, o real encerrou a semana anterior a R$ 5,0587 por dólar, com valorização de 0,48%. Para o fim do ano, o Rabobank projeta retorno da cotação a R$ 5,35, diante da expectativa de menor diferencial de juros, possível recuperação global do dólar e fragilidade fiscal doméstica em ano eleitoral. No ambiente externo, o conflito entre Estados Unidos e Irã segue no radar, enquanto o petróleo Brent permanece volátil, próximo de US$ 90 por barril. No relatório, o banco projetava IPCA de 0,0% no mês e 4,4% em 12 meses em julho. Cenário econômico reúne sinais de desaceleração | Consultoria projeta pausa nos cortes de juros | Atividade perde força em meio a juros elevados | Câmbio pode voltar a R$ 5,35 até o fim do ano | Incerteza externa mantém pressão sobre mercados

XPML11, GAME11, PPEI11 e NUIF11 são destaques do Bom Dia FIIs (13/8) -
Fundos Imobiliários Brasileiros
13/08/2026

XPML11, GAME11, PPEI11 e NUIF11 são destaques do Bom Dia FIIs (13/8) -

XPML11, GAME11, PPEI11 e NUIF11 são destaques do Bom Dia FIIs (13/8) Marcelo Monteiro 13/08/2026 às 7:24 5 minutos de leitura Atualizado em: 12/08/2026 às 19:07 Os fundos imobiliários XPML11, GAME11, PPEI11 e NUIF11 são os destaques do Bom Dia FIIs desta quinta-feira (13). Na quarta-feira (12), o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão em 3.715,09 pontos, com queda de 0,18%, equivalente a um recuo de 6,79 pontos em relação ao fechamento anterior, de 3.721,88 pontos. Entre os FIIs com maior volume de negociação no pregão, o GGRC11 movimentou 1,68 milhão de cotas e caiu 0,94%, a R$ 9,46. O CPTS11 negociou 1,44 milhão de cotas e subiu 0,13%, a R$ 7,46, enquanto o MXRF11 teve volume de 1,24 milhão de cotas negociadas e recuou 0,21%, a R$ 9,33. Leia mais Com BMLG11 e VGHF11 em baixa, IFIX recua 0,18%, aos 3.715,09 pontos XPML11 fatura mais de R$ 66 milhões; veja os dividendos e indicadores do mês GAME11 terá novo pagamento de dividendos em agosto; yield é de 1,21% PPEI11 acumula R$ 181,8 mi em dividendos e projeta um total de R$ 13,40 em 2026 NUIF11 entrega 113% do CDI e reposiciona carteira em meio a spreads estáveis Confira os destaques do mercado de fundos imobiliários: XPML11 fatura mais de R$ 66 milhões; veja os dividendos e indicadores do mês O XPML11 apurou resultado de R$ 53,936 milhões em junho, um pouco abaixo do registrado no mês anterior. A conta veio de receitas de R$ 66,125 milhões contra despesas de R$ 12,188 milhões no período. Do resultado, o fundo repassou R$ 59,163 milhões aos cotistas, o equivalente a R$ 0,92 por cota. O pagamento dos dividendos foi feito em 24 de julho, para quem tinha o papel na data do anúncio. Desde julho de 2025, os dividendos do XPML11 se repetem nesse patamar mês após mês, conforme o histórico do relatório. Olhando adiante, a gestão traçou um intervalo de R$ 0,83 a R$ 0,92 por cota entre julho e dezembro de 2026, com margem para ajustar o pagamento conforme os resultados e o mercado. Há ainda uma reserva guardada, já que as estruturas de XP Malls, Omni Malls e Neomall, as duas últimas sob controle integral do FII, fecharam junho com cerca de R$ 2,35 por cota em resultado acumulado e não distribuído. São 26 shopping centers espalhados pelo país. Juntos, os empreendimentos reúnem aproximadamente 1,14 milhão de metros quadrados de Área Bruta Locável e mais de 5,2 mil lojas. Leia mais XPML11 fatura mais de R$ 66 milhões; veja os dividendos e indicadores do mês GAME11 terá novo pagamento de dividendos em agosto; yield é de 1,21% O GAME11 anunciou a distribuição de R$ 0,10 por cota aos investidores, com pagamento em 21 de agosto, aos cotistas posicionados na data-base de 11 de agosto. Considerando o preço de fechamento de julho, de R$ 8,27 por cota, o rendimento corresponde a um dividend yield mensal de 1,21%. O GAME11 encerrou junho com resultado líquido de R$ 3 milhões, equivalente a R$ 0,106 por cota, desempenho impulsionado principalmente pelos ativos indexados ao IPCA que compõem sua carteira. De acordo com o relatório gerencial, o resultado refletiu a combinação dos índices de inflação registrados entre março e maio deste ano, período em que o IPCA acumulou variações de 0,88%, 0,67% e 0,58%, respectivamente. No mesmo intervalo, o CDI apresentou retorno nominal de 1,12%. Mesmo diante da expectativa de desaceleração da inflação nos próximos meses, a gestão manteve a projeção de distribuição de R$ 0,10 por cota. Leia mais GAME11 terá novo pagamento de dividendos em agosto; yield é de 1,21% PPEI11 acumula R$ 181,8 mi em dividendos e projeta um total de R$ 13,40 em 2026 O Prisma Proton Energia FIP-IE (PPEI11) fechou o segundo trimestre com destaque para a geração de caixa e a distribuição de dividendos aos investidores. Listado na B3 desde outubro de 2020, o fundo possui quatro autorizações de exploração de ativos de geração de energia solar, todos em operação. A disponibilidade média das usinas no segundo trimestre ficou entre 99,1% e 99,8%, acima da meta de 99% utilizada para fins de certificação de produção de energia de P50. O desempenho operacional reforça a capacidade dos ativos de permanecerem disponíveis para geração. Desde fevereiro deste ano, o PPEI11 passou a realizar distribuições mensais de dividendos, sempre ao final de cada mês. Para 2026, a projeção da gestão é distribuir um total de R$ 13,40 por cota. No acumulado desde o IPO, o fundo já distribuiu R$ 181,8 milhões em dividendos, equivalente a R$ 40,39 por cota. O histórico de distribuição é um dos pontos de destaque para os investidores do veículo. Leia mais PPEI11 acumula R$ 181,8 mi em dividendos e projeta um total de R$ 13,40 em 2026 NUIF11 entrega 113% do CDI e reposiciona carteira em meio a spreads estáveis O NUIF11, FI-Infra da Nu Asset, distribuiu R$ 1,00 por cota aos investidores na sexta-feira (7). A amortização correspondeu a um dividend yield anualizado de 14,1%, considerando a cota de mercado. Com o ajuste de gross-up do Imposto de Renda, o retorno equivale a 113% do CDI. A distribuição ocorreu em um momento de maior estabilidade no mercado de fundos de infraestrutura. Segundo a gestão, os fluxos da indústria apresentaram sinais de acomodação, embora os resgates líquidos ainda permaneçam relevantes e o mercado primário siga operando abaixo dos níveis observados no ano passado. Esse cenário contribuiu para a manutenção dos spreads das debêntures incentivadas em níveis relativamente estáveis ao longo do período. Na avaliação da gestão do NUIF11, o mercado atravessa uma fase de acomodação, sem movimentos bruscos de abertura ou fechamento dos prêmios. Leia mais NUIF11 entrega 113% do CDI e reposiciona carteira em meio a spreads estáveis

Inflação ao produtor nos EUA, varejo no Brasil e mais destaques desta quinta-feira
EUA
13/08/2026

Inflação ao produtor nos EUA, varejo no Brasil e mais destaques desta quinta-feira

Publicidade Após o índice de preços ao consumidor (CPI) da véspera reforçar as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) não elevará as taxas de juros em setembro, o foco desta quinta-feira (13) se volta para o PPI, indicador que mede a inflação ligada aos produtores. Já a agenda doméstica destaca vendas no varejo (PMC), encerrando o lançamento de dados de atividades no país, com previsão de crescimento de 0,3% na base mensal. A agenda do segmento corporativo segue cheia, com mais lançamentos de balanços do segundo trimestre de companhias negociadas na bolsa brasileira. Com destaque para a divulgação dos resultados da Azul (AZUL3) que, de acordo com a previsão do Bradesco BBI, deve reportar um prejuízo de R$ 767 milhões, após o lucro de R$ 1,293 bilhão no ano anterior. Além da companhia aérea, ainda hoje serão divulgados os resultados de MBRF (MBRF3), Yduqs (YDUQ3), Light (LIGT3) e Cyrela (CYRE3). O Ibovespa fechou com uma queda modesta nesta quarta-feira, com Embraer atenuando a perda, enquanto o ânimo no pregão paulista segue fragilizado por preocupações com o quadro macroeconômico no Brasil, além de incertezas eleitorais e geopolíticas. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,23%, a 167.491,07 pontos, marcando o sétimo fechamento seguido com sinal negativo. O que vai mexer com o mercado nesta quinta Às 14h30, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, ​participa da abertura do evento “30 anos de atuação do FGC”, promovido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), em São Paulo. Às 10h00, o presidente Lula reúne-se no Palácio da Alvorada com o Chefe do Gabinete Pessoal do Presidente da República, Oswaldo Malatesta Neto. Mais tarde, às 15h00, participa de uma reunião para a apresentação de dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Agenda Brasil Continua depois da publicidade 09:00 — Pesquisa Mensal de Serviços Período: Junho Previsão: 0,1% (m/m) 14:30 — Fluxo Cambial Período: Semanal EUA Continua depois da publicidade 09:30 — Índice de Preços ao Consumidor Período: Julho 15:00 — Resultado Fiscal Mensal Período: Julho INTERNACIONAL Ferramentas cibernéticas O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira um memorando que, segundo a Casa Branca, tem como objetivo capacitar as autoridades federais a utilizar ferramentas cibernéticas contra organizações criminosas transnacionais que operam em jurisdições estrangeiras para atacar cidadãos norte-americanos. Continua depois da publicidade Trump assinou o memorando presidencial de segurança nacional instruindo seu governo a “aproveitar a capacidade e a inovação do setor privado para ajudar a conduzir essas operações cibernéticas sob a direção, o controle e a autoridade do governo dos EUA”, informou a Casa Branca. Negociações com a Ucrânia O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse nesta terça-feira que a Ucrânia havia apresentado propostas aos negociadores dos EUA para um plano de fim da guerra com Moscou e sugeriu que a Rússia usaria suas eleições parlamentares do próximo mês como pretexto para declarar uma nova mobilização. O anúncio de Zelenskiy sobre novas propostas para as negociações de paz — que estão praticamente paralisadas desde o início do conflito com o Irã — ocorre em meio a indícios, tanto da Rússia quanto da Ucrânia, de que os negociadores dos EUA visitariam em breve os dois países. Continua depois da publicidade EUA atacam As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram nesta terça-feira que utilizaram mísseis para desativar o sistema de direção de um navio de carga com bandeira do Panamá, que ignorou repetidas advertências para que parasse de violar o bloqueio naval aos portos iranianos. Um helicóptero MH-60 da Marinha dos EUA disparou dois mísseis Hellfire contra a sala de máquinas do Vela Nova, acrescentou o Comando Central. BRASIL Nova PLP O Senado aprovou nesta quarta-feira projeto de lei complementar que, além de trazer regras para compensar renúncia de receitas da União para amenizar impacto da alta dos preços do petróleo, acabou incorporando novos mecanismos de controle dos gastos públicos que podem gerar cerca de R$10 bilhões em economia no próximo ano. O texto, que segue para sanção presidencial, incorpora temas adicionais como minerais críticos, fertilizantes, Copa do Mundo Feminina de Futebol e diferimento do IBS e da CBS sobre produtos agropecuários in natura, além de ajustar critérios para a classificação de empresas preponderantemente exportadoras. IPCA O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,07% em julho de 2026, segundo os dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, a alta foi de 4,44%. O número foi um pouco acima do esperado. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de variação positiva de 0,03% sobre o mês anterior e de 4,40% em 12 meses. Corporativo Banco do Brasil (BBAS3) O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou seus resultados na noite desta quarta-feira (12). O lucro líquido ajustado registrado pelo banco ficou em R$ 3,9 bilhões no 2º trimestre, alta de 3,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com projeções compiladas pela LSEG, a expectativa de analistas de R$ 3,6 bilhões. As orientações fornecidas pelo Banco do Brasil ofereciam expectativa semestral de lucro era de R$ 18 bilhões a R$ 20 bilhões. O banco lucrou R$ 7,3 bilhões no 1º semestre de 2026. Na comparação trimestral, o lucro avançou 13,9%. O banco apresentou retorno sobre o patrimônio líquido de 8,3%. O número avançou em relação aos 7,3% dos primeiros três meses de 2026, mas ficou estável em relação aos 8,4% do mesmo período em 2025. (Com Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)

Inflação perto de zero emagrece retornos do Tesouro IPCA+
Fundos Imobiliários Brasileiros
13/08/2026

Inflação perto de zero emagrece retornos do Tesouro IPCA+

Com inflação de 0,07% no mês, o retorno dos títulos indexados fica quase todo por conta do juro real, mas gestores e consultores dizem que a taxa de entrada é o que deve pesar na decisão Publicidade A inflação em desaceleração tende a emagrecer os rendimentos das aplicações corrigidas pelo IPCA, caso do Tesouro IPCA+ (NTN-Bs), das debêntures atreladas ao indexador, além de fundos imobiliários de papel e de fundos de renda fixa e de crédito privado. O índice subiu 0,16% em junho e desacelerou para 0,07% em julho, com expectativa de uma pequena deflação em agosto. O número do mês não altera, porém, o quadro mais amplo: a inflação acumulada em 12 meses até julho ainda está em 4,44%, distante de um cenário de estabilidade de preços. O retorno mensal de um título indexado à inflação combina duas parcelas, o juro real contratado na compra e a variação do IPCA no período. Com o IPCA em 0,07%, sobra praticamente só a primeira. Um título Tesouro IPCA+7% ao ano rende 0,57% de juros no mês, o que somado à inflação chega a 0,64% de retorno total. Com taxa de 8% ao ano, o retorno total sobe para 0,71%. No mesmo período, o CDI ficou em cerca de 1,1%. Aplicação Juro real no mês IPCA Retorno total Tesouro IPCA + 7% 0,57% 0,07% 0,64% Tesouro IPCA + 8% 0,64% 0,07% 0,71% CDI – – 1,1% Todos os números são brutos, antes de Imposto de Renda, que é isento para os rendimentos das debêntures incentivadas. A diferença entre os retornos é o que o mercado chama de custo de oportunidade, ou seja, o que o investidor deixou de ganhar por estar em outra aplicação, o que não significa um grande prejuízo nem motivo para desistir da posição. Leia também: Taesa paga 100% do lucro em dividendos, mas ainda vale para renda passiva? Por que o Tesouro IPCA+ segue no radar O número baixo do IPCA de julho já era esperado pelo mercado pela própria sazonalidade e não deveria alterar a estratégia de quem busca investir nos ativos indexados ao índice, diz Luís Garcia, CIO (diretor de investimentos) da SulAmérica Investimentos. Ele aponta que o mês rende menos em termos de carrego, o retorno acumulado por manter o papel em carteira, mas que esse efeito já estava incorporado aos preços. “Pontualmente, é um mês de carrego menor, mas que já estava no preço dos títulos”, acrescenta Garcia. “Dito isto, neste mês o título terá um rendimento abaixo do CDI”, avalia. O gestor não acredita que a inflação mais baixa mude o apetite dos investidores pelo Tesouro IPCA+, mas admite que a demanda pelo título, em geral, tem estado fraca. “Não é à toa que as taxas estão altas”, diz. No curto prazo, o rendimento nominal desses títulos deve ser relativamente menor, mas o rendimento real continua interessante, mantendo o ganho de capital e o poder de compra do investidor, ressalta Matheus Jaconeli, analista de investimentos e portfólio da ZIIN DTVM. Para ele, mesmo com uma rentabilidade nominal mais baixa, o papel de inflação do Tesouro ainda continua atrativa e necessária para o portfólio. Leia também: Fundo imobiliário ou renda fixa? Compare rendimentos após a Selic cair para 14% Daniele Bresolin Zuchetto, consultora de investimentos da Unicred Porto Alegre, lembra que uma inflação menor não significa piora da rentabilidade real do investimento. Além disso, a inflação de um único mês tem pouca importância para quem investe com horizonte de longo prazo. “O que realmente importa é a trajetória da inflação ao longo do período e, principalmente, a taxa real obtida no momento da compra do título”, diz. Continua depois da publicidade As três fontes convergem nesse ponto, o de que o dado mensal não justifica mexer na posição, já que o resultado de quem carrega o papel até o vencimento é definido pela taxa travada na compra. A divergência aparece na comparação com os prefixados. Prefixados e pós-fixados na comparação Apesar da taxa real atraente do Tesouro IPCA+, Garcia, da SulAmerica, não vê neste momento como elas vão performar melhor que as aplicações prefixadas de prazo similar. “O grande definidor de preços dos ativos brasileiros será a eleição e como o vencedor irá se posicionar sobre a questão fiscal”, diz. “Até lá, não vejo grandes alterações de rentabilidade dos títulos pré ou pós fixados.” Jaconeli, da ZIIN, avalia que uma inflação mais fraca favorece a queda das taxas mais longas, o que faz o preço do título subir e proporciona um ganho adicional a quem vende antes do vencimento. Outras aplicações corrigidas pela inflação também continuam atrativas, especialmente as com isenção de Imposto de Renda para pessoa física, como as debêntures incentivadas e os fundos incentivados de investimento em infraestrutura, os FI-Infras. “O cuidado, como em outros momentos, precisa estar na liquidez e risco de crédito do emissor”, afirma. Continua depois da publicidade Os papéis pós-fixados corrigidos pelo CDI ou pela Selic, caso das LFTs e dos CDBs atrelados ao CDI, seguem com ganhos elevados e continuam sendo uma boa âncora de liquidez, observa Jaconeli. Ele se refere aos títulos individuais, cujo valor acompanha a taxa básica e oscila muito pouco antes do vencimento, e não a fundos de crédito privado, que carregam risco de preço. “Entregam excelente rendimento nominal com risco zero de marcação a mercado.” Leia também: Concorrente da poupança, Tesouro Reserva atinge R$ 5,7 bi e 167 mil investidores Já os papéis corrigidos pela inflação, públicos ou privados, oferecem proteção contra possíveis choques inflacionários no futuro e permitem travar taxas altas como as de agora. Jaconeli prefere os vencimentos intermediários, aqueles no meio da curva, que oscilam menos que os mais longos diante de mudanças nas expectativas de juros. “Vértices intermediários são o ideal para não ter tanta volatilidade de períodos mais longos”, sugere. Continua depois da publicidade Os prefixados (LTNs e NTN-Fs) ganham espaço não só pela redução da inflação hoje, mas porque pode haver nova queda mais adiante, principalmente se as questões relacionadas ao Oriente Médio continuarem a se resolver e a atividade econômica seguir dando sinais de desaceleração. “Mas é necessário moderação nos prefixados pois o risco fiscal e o período eleitoral ainda podem trazer volatilidade”, completa Jaconeli. Cuidado com a volatilidade Zuchetto, da Unicred, chama a atenção para o mesmo efeito de preço apontado por Jaconeli, o da marcação a mercado, que é a atualização diária do valor do título conforme as taxas negociadas. Se o dado mais fraco de inflação levar o mercado a acreditar em uma queda mais rápida dos juros e das taxas reais dos títulos longos, os títulos Tesouro IPCA+ já emitidos com taxas elevadas podem se valorizar, permitindo um ganho expressivo a quem vender antes do vencimento. Para ela, o Tesouro IPCA+ continua interessante sobretudo para quem tem objetivos de médio e longo prazo e quer garantir o poder de compra e uma rentabilidade real. “Uma remuneração de IPCA mais 8% ao ano representa um prêmio bastante elevado para quem consegue carregar o investimento até o vencimento”, diz. Ela acrescenta que a inflação acumulada ainda está longe de zero e existe sempre o risco de a inflação voltar a acelerar ao longo do tempo. Continua depois da publicidade Os títulos prefixados podem ganhar atratividade quando o investidor acredita que as taxas de juros e a inflação vão cair no futuro, avalia Zuchetto, mas existe o risco de a inflação subir mais do que o esperado, reduzindo o ganho real desses papéis. Já os investimentos atrelados ao CDI ou à Selic são mais interessantes quando o objetivo é ter liquidez, menor exposição à marcação a mercado ou aproveitar um cenário de juros ainda elevados. “Hoje, com a Selic em 14% ao ano, a renda fixa pós-fixada continua muito competitiva.” “Eu não colocaria a questão como uma escolha entre ‘IPCA ou CDI’ ou ‘IPCA ou prefixado'”, diz. O mais eficiente estrategicamente, recomenda, é pensar em diversificação entre os três tipos de remuneração de acordo com os objetivos e as necessidades do investidor.

Reforma tributária e os desafios dos saldos credores do ICMS
UOL - Notícias
13/08/2026

Reforma tributária e os desafios dos saldos credores do ICMS

A Reforma Tributária do Consumo (Emenda Constitucional nº 132/2023) promete transformar um dos sistemas tributários mais complexos do mundo em modelo mais uniforme e menos sujeito às distorções que historicamente marcaram a tributação sobre o consumo no Brasil. Baseada no IBS e na CBS, tributos que gradualmente substituirão ICMS, ISS, PIS/PASEP, COFINS e parte do IPI até 2032, a reforma também traz à tona questão fundamental: como preservar os saldos credores de ICMS acumulados por inúmeros contribuintes ao longo de décadas de vigência do modelo atual? Lucas Siqueira dos Santos, advogado, contador, mestre em Direito Tributário do escritório Santos & Santana Advogados - Divulgação Santos & Santana Advogados A Emenda Constitucional nº 132/2023 garantiu a possibilidade de aproveitamento desses saldos credores de ICMS existentes ao final de 2032, condicionando sua utilização à homologação pelo respectivo ente federativo. O aspecto mais crítico está na forma de recuperação desses valores. Os créditos existentes em 31 de dezembro de 2032 poderão ser compensados com o IBS em 240 parcelas mensais, iguais e sucessivas, ressalvados os regimes do ativo imobilizado. Em outras palavras, créditos que atualmente poderiam ser utilizados de forma integral passarão a ser recuperados em um horizonte de 20 anos. A própria Emenda também assegurou a atualização monetária pelo IPCA e remeteu a regulamentação à lei complementar. FolhaJus A newsletter sobre o mundo jurídico exclusiva para assinantes da Folha Carregando... A regulamentação do tema foi disciplinada pela Lei Complementar nº 227/2026. Entre os avanços estão a fixação de prazo de cinco anos para apresentação dos pedidos de homologação e de 24 meses para sua análise pelos respectivos entes federativos. Contudo, a definição de prazos não elimina as dificuldades operacionais. Os contribuintes continuarão obrigados a comprovar a origem dos créditos antigos, elevando o risco de glosas estaduais e o surgimento de novas disputas administrativas e judiciais. Para setores tradicionalmente acumuladores de créditos, como indústria, agronegócio, mineração e exportação, os impactos financeiros podem ser significativos. Embora a atualização monetária pelo IPCA evite perdas inflacionárias, ela não remunera o capital nem compensa o custo de oportunidade suportado pelo contribuinte ao longo de duas décadas de recuperação. A lei também autorizou a transferência de créditos homologados a terceiros ou empresas do mesmo grupo econômico para compensação de débitos de ICMS ou IBS, além de prever o ressarcimento em espécie, igualmente em 240 parcelas mensais, quando a compensação não for possível. Essas medidas tendem a ampliar as alternativas de monetização desses ativos e reduzir o risco de sua permanência prolongada sem aproveitamento. Sua efetividade, porém, dependerá de fatores como eventuais deságios praticados nas operações de cessão e das regras operacionais que ainda serão definidas para viabilizar sua circulação. A adoção desses mecanismos, contudo, foi condicionada à regularidade fiscal do contribuinte perante o ICMS e o IBS. Ainda, a transferência dos créditos somente será admitida para compensação de débitos próprios do cessionário, vedada sua aquisição para fins meramente especulativos. Embora tais restrições busquem preservar a finalidade do sistema e reforçar a conformidade tributária, sua compatibilidade com o regime constitucional dos créditos fiscais poderá ser objeto de discussão. O tema envolve possíveis tensões com o princípio da não cumulatividade e com a jurisprudência consolidada do STF e do STJ, que tradicionalmente impõe limites à aplicação de mecanismos indiretos de cobrança tributária. As repercussões desse novo regime também tendem a ultrapassar os limites da esfera fiscal. A forma como os saldos credores de ICMS serão convertidos em resultado econômico poderá influenciar a percepção de valor atribuída às empresas, especialmente quando esses créditos representarem parcela relevante de seus ativos. Em razão disso, os seus efeitos poderão alcançar operações de fusão, incorporação, cisão e aquisição de empresas, com potencial impacto sobre processos de valuation, due diligence e precificação de negócios, tornando os saldos credores de ICMS em elemento cada vez mais relevante na avaliação de riscos e oportunidades para o mercado. É nesse contexto que os saldos credores de ICMS revelam uma das faces mais complexas da Reforma Tributária. Embora a legislação tenha disciplinado a continuidade jurídica e criado mecanismos para a utilização, transferência e ressarcimento, o verdadeiro desafio está em garantir que tais créditos tenham valor econômico concreto para os contribuintes. Afinal, reconhecer formalmente o crédito não é o mesmo que assegurar sua conversão em benefício financeiro. O sucesso da transição dependerá não apenas da existência de regras que viabilizem a realização desses créditos, mas da capacidade de transformá-los em ativos com valor real, liquidez e utilidade prática para as empresas.