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Resumo de Mercado
Resumo do dia (18h) Atualizado em 27/09/2026 às 18:00
Sentimento: Cauteloso (45/100)
Ibovespa
183.477 pts -0,27%
Dólar Comercial
R$ 5,19 +0,06%
Bitcoin (BRL)
R$ 439.543 +0,61%
Taxa Selic
13.75% a.a. Meta BC

Ibovespa fecha em baixa enquanto investidores reavaliam cenário político

Neste domingo, 27 de setembro de 2026, o Ibovespa encerrou o pregão com uma leve queda de 0,27%, fechando a 183.476,86 pontos. As incertezas políticas em torno da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro têm gerado cautela entre os investidores, que buscam proteção em meio a um cenário volátil. Além disso, as ações da Petrobras (PETR4) apresentaram uma das maiores quedas do dia, com desvalorização de 2,58%, refletindo preocupações com o setor energético e a regulamentação governamental.

No mercado de câmbio, o Dólar apresentou uma leve alta de 0,06%, cotado a R$ 5,1866, enquanto o Euro teve uma leve queda de 0,06%, a R$ 5,9001. A Selic permanece em 13,75%, e a inflação medida pelo IPCA está em 4,22%, o que continua a influenciar as expectativas de política monetária. No ecossistema cripto, o Bitcoin subiu 0,62%, alcançando R$ 439.543,40, indicando um leve apetite por risco entre os investidores em ativos digitais.

Pontos-Chave para o Investidor
  • • O Ibovespa encerrou o dia em baixa, refletindo incertezas políticas.
  • • O Dólar se valorizou levemente, enquanto o Euro apresentou pequena queda.
  • • O mercado cripto mostrou sinais de recuperação, com Bitcoin e Ethereum em alta.
Ações & Bolsa B3

O Ibovespa fechou em baixa, com destaque negativo para Petrobras (PETR4), que caiu 2,58%. As ações de bancos como ITUB4 e BBDC4 mostraram leve recuperação, com altas de 0,62% e 0,56%, respectivamente.

Câmbio & Cenário Macro

O Dólar teve leve alta de 0,06%, enquanto o Euro caiu 0,06%. A Selic permanece em 13,75%, refletindo um cenário de cautela em relação à inflação de 4,22%.

Criptoativos

O Bitcoin subiu 0,62%, enquanto Ethereum e Solana também apresentaram leves ganhos, indicando um leve apetite por risco no mercado cripto.

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Juros subindo lá fora, caindo aqui: o que isso diz sobre a sua carteira
Selic

Juros subindo lá fora, caindo aqui: o que isso diz sobre a sua carteira

Existe um roteiro que costuma se repetir nos mercados. Quando os Estados Unidos sobem juros, os emergentes vão atrás ou, no mínimo, param de cortar. Neste mês, o filme rodou ao contrário, quase à moda de Benjamin Button. O Federal Reserve elevou os juros em 0,25 ponto, para a faixa de 3,75% a 4,00%, a primeira alta desde 2023. Na mesma semana, o Banco Central brasileiro cortou 0,25 ponto e levou a Selic para 13,75%. E a história lá fora não parece ter terminado. O mercado precifica 51% de chance de mais duas altas até dezembro e 41% de mais uma. Três altas no total no ano passaram a ser uma possibilidade real. Por aqui, o mercado está dividido entre mais um corte e uma pausa. 1. O curioso caso de um mundo subindo juros enquanto o Brasil corta Por que o Fed subiu justo quando a inflação melhorou? A alta veio logo após dados de inflação mais benignos nos Estados Unidos, inclusive na composição, com o núcleo desacelerando. Foi por isso que o mercado chegou a cogitar um ano sem nenhuma alta, e alguns economistas e gestores relevantes compraram essa tese. Eu vinha defendendo pelo menos uma ou duas altas neste ano, e agora não dá para descartar três. Kevin Warsh, na presidência do Fed, respondeu a isso de forma bem direta na coletiva. Em outras palavras, disse que sabe que os últimos dados vieram melhores, mas que isso não significa que a inflação esteja resolvida. E nisso ele tem razão. O núcleo do PCE, medida preferida do Fed, segue em 3,3% em doze meses, contra uma meta de 2%. Warsh lembrou ainda que muitas categorias sobem acima de 3% e que os riscos continuam para cima. Em vez de comemorar o dado do mês, olhou para a parte estrutural do problema. As projeções do próprio Fed reforçam o recado. A mediana para os juros no fim de 2026 subiu de 3,8% para 4,1%, e os membros só enxergam o núcleo da inflação chegando a 2% em 2029. Doze dos dezoito integrantes projetam mais uma alta neste ano e quatro projetam mais duas. Emprego pleno, mas inflação ainda longe da meta nos EUA O Fed persegue duas metas: pleno emprego e estabilidade de preços. A primeira está entregue. O desemprego está em 4,1%, um dos patamares mais baixos da série histórica, sustentado em parte pela menor participação da população no mercado de trabalho, efeito do envelhecimento demográfico e da queda do fluxo imigratório. Não há sinal de uma alta relevante do desemprego nos próximos meses. Fonte: Bloomberg. Elaboração: Nord Investimentos A atividade também segue firme. Os índices ISM de serviços e de indústria, em que leituras acima de 50 indicam expansão, estão ambos em 54,5 na média de três meses. Com emprego e atividade saudáveis e inflação ainda longe da meta, não há motivo para tolerar preços subindo demais em nome de um mercado de trabalho que não precisa de ajuda. Fonte: Bloomberg. Elaboração: Nord Investimentos Na minha leitura como economista, Warsh está correto. Ele age dentro do mandato e, no início da gestão, precisa construir a credibilidade que se perdeu depois de mais de cinco anos de inflação acima da meta. Isso vale ainda mais diante das pressões de Donald Trump por juros menores, que não encontram respaldo nos fundamentos. Se o desemprego começar a subir de forma consistente ou a atividade enfraquecer bem mais do que hoje, haverá espaço para cortar, e até para acelerar os cortes. Mas, entre ser complacente e ser duro com a inflação, a segunda opção é a mais adequada neste momento. E o Brasil, por que corta? Aqui, o motivo é outro. O Brasil foi uma das primeiras economias a subir juros lá atrás e chegou a níveis extremamente restritivos. Com a Selic tão alta em termos reais, alguns cortes não chegam a ser um grande equívoco. O problema é o espaço para cortar, limitado por dois fatores. O primeiro vem de fora e não se resume aos Estados Unidos. O Banco Central Europeu subiu juros pela segunda vez neste mês, levando a taxa de depósito a 2,50%, e o Banco do Japão elevou sua taxa para 1,25%, a maior desde 1995. Com o mundo desenvolvido apertando, cortar demais por aqui estreita o diferencial de juros que sustenta o real e atrai capital. O segundo vem de dentro. As expectativas de inflação estão desancoradas. O Focus projeta IPCA de 4,3% para 2027, quase encostado ao teto de 4,5% do intervalo de tolerância, e segue acima da meta de 3% em 2028, com 3,8%, e em 2029, com 3,5%. Quando nem as projeções de médio prazo convergem, o Banco Central deveria se mostrar mais duro, e não mais flexível. Para o investidor, o recado é que o juro brasileiro deve permanecer alto por bastante tempo, mesmo com um ou outro corte no caminho. E esse juro alto tem um efeito colateral curioso, que aparece no próximo tema. 2. Lucros que entregam e um real que ninguém esperava A bolsa americana subiu, mas não ficou mais cara Mais uma temporada de balanços nos Estados Unidos terminou com surpresa positiva, e o reflexo aparece nas revisões de lucro. Desde o início do ano, a projeção de lucro para os próximos doze meses subiu cerca de 29% no S&P 500 e de 30% na Nasdaq. Na Europa, a revisão também é positiva, perto de 14%, mas bem menor. Fonte: Bloomberg. Elaboração: Nord Investimentos O mais interessante é o que isso fez com o preço. Mesmo com a Bolsa americana subindo, o S&P 500 negocia hoje a 19,3 vezes o lucro projetado, praticamente em linha com a média de 19,2 vezes dos últimos dez anos. No ano passado, esse múltiplo chegou perto de 23 vezes. O preço subiu, mas o lucro subiu mais rápido, e o índice ficou mais barato em relação ao que entrega. Fonte: Bloomberg. Elaboração: Nord Investimentos É por isso que não enxergo a Bolsa americana como cara, apesar dos questionamentos frequentes (que respeito). As empresas estão entregando, e o trabalho daqui em diante é acompanhar se continuarão entregando. Enquanto isso acontecer, seguimos alocando, tanto pela tese estrutural de longo prazo quanto pelo momento atual. Por que o real está entre as moedas mais fortes de 2026 O real está entre as moedas que mais se valorizaram frente ao dólar em 2026. Como assim, com risco eleitoral, risco fiscal e tudo mais? A resposta está no tópico anterior. O Brasil tem um dos maiores juros reais do planeta, e esse diferencial atrai capital estrangeiro em busca de rendimento, no chamado carry trade. Sem os juros nos patamares atuais, o câmbio dificilmente estaria tão apreciado. Fonte: Bloomberg Quem investe em Bolsa americana por ETF sentiu isso na prática. A versão dolarizada rendeu menos que a versão com hedge cambial neste ano, por dois motivos. A versão com hedge ficou protegida da queda do dólar, que perdeu força no mundo e, sobretudo, contra o real, e ainda capturou o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Qual escolher? Depende do quanto você quer carregar de risco cambial. No curto prazo, ninguém sabe o que acontecerá com o câmbio. O juro alto tende a sustentar o real, mas eleição e fiscal podem virar o humor rapidamente. Para quem não quer esse risco, um ETF com hedge atende muito bem. Pensando no longuíssimo prazo, porém, faz sentido ter pelo menos parte da exposição dolarizada. É assim que se tem uma posição de fato internacional, na maior bolsa do mundo e na moeda mais forte do mundo. 3. Bolsa Brasil: o desconto também está onde parece mais seguro Nas últimas semanas, o trade eleitoral puxou a bolsa brasileira, sustentado pelo investidor local enquanto o estrangeiro saía. Em setembro, o quadro mudou de cor. O estrangeiro voltou a comprar, com entrada de R$ 9,2 bilhões até aqui no mês (até o dia 18), após retirar R$ 18,1 bilhões em agosto. Fonte: Bloomberg. Elaboração: Nord Investimentos A leitura de fundo segue a mesma. O risco fiscal continua sendo o principal peso sobre os ativos brasileiros, a eleição deve manter a Bolsa volátil até o segundo turno e a posição mais adequada é moderada, sem tentar ser herói. Mas a nossa equipe de ações trouxe um achado que ajuda a pensar em como se posicionar. Não são só o Ibovespa e as small caps que estão descontados. O IDIV, índice das empresas pagadoras de dividendos, negocia a cerca de 8 vezes o lucro projetado, abaixo da média de 9 vezes desde 2012. Até o pedaço da Bolsa que costuma ser visto como o mais defensivo está com preço atrativo. Fonte: Bloomberg É aí que entra o DIVO11, ETF que replica esse índice. Ele reúne empresas com maior previsibilidade de receitas e mais resilientes a diferentes ciclos econômicos, que costumam cair menos quando o mercado estressa e, ainda assim, capturam boa parte das altas. Não é o ETF que mais vai subir em uma eventual troca de governo. Nesse cenário, o SMAL11 provavelmente andaria mais, só que o índice de small caps carrega muita empresa ruim junto das boas. O DIVO11 é uma forma de ter Bolsa brasileira de maneira estrutural, sem apostar tudo no resultado da urna, e é uma das indicações que fazemos na nossa Wealth. O que fica desses três temas Três temas, uma linha em comum. O mundo voltou a subir juros, o Brasil corta com pouco espaço e esse juro alto ajuda a explicar tanto a força do real quanto parte do desconto da Bolsa local. No meio disso, as empresas americanas seguem entregando lucro e os ETFs brasileiros mais defensivos negociam barato. Não é momento de apostas heroicas, e sim de calibrar bem cada peça da carteira.

Investidores aplicam R$ 15 bilhões no Tesouro Direto e marcam recorde histórico em agosto
Selic

Investidores aplicam R$ 15 bilhões no Tesouro Direto e marcam recorde histórico em agosto

▶ Ouvir notícia 1.0x 00:00 --:-- Pronto para ouvir O programa Tesouro Direto alcançou em agosto o maior volume de investimentos da sua série histórica, totalizando R$ 15 bilhões em novas aplicações. O período foi marcado por 1,32 milhão de operações financeiras, embora o saldo final tenha registrado uma captação líquida negativa de R$ 2,21 bilhões, reflexo de um volume de resgates e vencimentos que somou R$ 17,22 bilhões. Esse movimento de saída de recursos foi impulsionado majoritariamente pelos vencimentos do Tesouro IPCA+ 2026, que representaram R$ 11,3 bilhões, além do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026, responsável por R$ 1,5 bilhão. Apesar do saldo negativo, a base de investidores continua em expansão, consolidando a relevância do programa no cenário financeiro nacional. Preferência por títulos e perfil das aplicações Os ativos atrelados à taxa Selic mantiveram a liderança na preferência dos investidores, captando R$ 7 bilhões, o que corresponde a 46,9% do total investido no mês. Em seguida, os papéis indexados à inflação somaram R$ 5,5 bilhões, representando 36,3% das aplicações, enquanto os títulos prefixados totalizaram R$ 2,5 bilhões, ou 16,7% do montante. No que diz respeito às recompras antecipadas, os títulos indexados à Selic também dominaram o cenário, com R$ 3 bilhões, equivalentes a 67,4% das operações dessa natureza. Os papéis atrelados à inflação responderam por R$ 1 bilhão, enquanto os prefixados somaram R$ 423,6 milhões. A estratégia dos investidores concentrou-se majoritariamente em prazos de médio prazo, com 45,2% das vendas direcionadas a títulos com vencimento entre um e cinco anos. As aplicações de pequeno porte seguem predominantes, sendo que 55,7% das operações foram realizadas com valores de até R$ 1 mil, resultando em um investimento médio de R$ 11.366,43. Estoque e crescimento da base de investidores O estoque total do Tesouro Direto encerrou o mês de agosto em R$ 272 bilhões, mantendo estabilidade frente aos R$ 272,3 bilhões registrados no mês anterior. Na comparação anual, o montante apresenta um crescimento expressivo de 43% em relação aos R$ 190,2 bilhões observados em agosto de 2025. Os títulos indexados à inflação compõem a maior fatia da carteira, totalizando R$ 128 bilhões, ou 47,1% do estoque. Os papéis atrelados à Selic somam R$ 106,9 bilhões, enquanto os prefixados totalizam R$ 37,1 bilhões. Para monitorar a carteira de ativos, os usuários podem utilizar o APP B3. O número de investidores ativos no programa atingiu 3,83 milhões em agosto, representando um incremento de 23.962 pessoas em relação a julho. O total de investidores cadastrados chegou a 36,44 milhões, com a entrada de 315.217 novos participantes apenas no último mês. O estoque total do Tesouro Direto encerrou agosto em R$ 272 bilhões.

Luis Stuhlberger está fazendo seguro em dólar e você também deveria; entenda
Dólar Hoje

Luis Stuhlberger está fazendo seguro em dólar e você também deveria; entenda

Luis Stuhlberger vem carregando um seguro que, na visão dele, custa pouco para um benefício potencialmente grande: exposição ao dólar. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE O fundador e CIO da Verde Asset revelou em evento da Monte Bravo nesta semana que mantém posições cambiais de longo prazo para se proteger de um eventual agravamento dos riscos fiscais e institucionais no Brasil. A preocupação vai além de uma simples alta ou queda do dólar. O gestor disse enxergar o risco de que, em um cenário de crise mais aguda, futuros governos recorram a medidas de controle de câmbio que dificultem o acesso dos investidores à moeda norte-americana. Segundo Stuhlberger, um dos caminhos poderia ser o aumento de tributos sobre operações cambiais, como o IOF (Imposto Sobre Operações Financeira). Em um cenário ainda mais extremo, ele cita restrições à conversão de reais em dólares, algo conhecido no mercado como risco de convertibilidade. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A avaliação do gestor da Verde é que essas medidas não estão no horizonte hoje, mas são riscos que valem ter um seguro. Leia Também “Se tiver uma crise em que o governo diminua o juro na marra, fique desesperado e te impeça de comprar dólar, jogue o IOF em 10%. São situações em que vale ter um seguro”, disse. A preocupação faz parte de uma visão mais ampla sobre o Brasil. LEIA TAMBÉM: O que Luis Stuhlberger espera de um governo Lula 4 e de um governo Flávio Bolsonaro Stuhlberger é cético em relação à capacidade do país de resolver problemas fiscais de forma estrutural e afirmou que prefere estar preparado para cenários adversos em vez de reagir a eles quando já estiverem em curso. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Por que Stuhlberger recomenda investir no patrimônio no exterior Para o gestor da Verde Asset, a exposição internacional não deve ser encarada apenas como uma estratégia para buscar retornos maiores, mas principalmente como uma ferramenta de proteção patrimonial. Questionado sobre qual parcela do patrimônio manter fora do Brasil, Stuhlberger respondeu que se sentiria confortável com algo entre 30% e 50%, embora reconheça que a proporção ideal depende da realidade de cada investidor. Ele considera que o patrimônio dos brasileiros fica excessivamente concentrado no próprio país, seja em imóveis, empresas ou aplicações financeiras. A exposição internacional vai além da diversificação geográfica, segundo o gestor. Ele vê valor nos ativos norte-americanos. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Em sua apresentação no evento em que o Seu Dinheiro esteve presente, Stuhlberger descreveu os EUA como uma economia ainda marcada pelo forte "excepcionalismo". Na sua visão, as empresas seguem entregando crescimento de receitas, expansão dos lucros e ganhos de produtividade impulsionados pela inteligência artificial. Tudo isso enquanto a atividade econômica e o mercado de trabalho continuam resilientes. Por isso, Stuhlberger não vê uma bolha semelhante à observada na virada dos anos 2000, com a crise das pontocom. Ele reconhece que as margens de lucro estão acima da média histórica, mas considera que os múltiplos de preço das ações estão razoáveis e afirmou que esse cenário lhe dá "uma certa tranquilidade em ficar investido". CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Essa visão aparece na carteira da própria Verde Asset. Segundo o gestor, o fundo mantém cerca de 9% dos recursos alocados em ações norte-americanas, posição que vem sendo carregada há bastante tempo. Uma caixinha em dólar A oportunidade que mais chama a atenção de Stuhlberger neste momento não é nem a bolsa, mas os títulos públicos norte-americanos. O gestor destacou que os juros dos EUA subiram de forma significativa nos últimos anos e hoje oferecem uma remuneração que não era vista havia décadas. Para o investidor comum, isso significa que voltou a ser possível ganhar dinheiro apenas emprestando recursos ao governo norte-americano, sem precisar correr riscos elevados em ações ou outros ativos mais voláteis. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Ele lembrou que, durante boa parte do período posterior à crise financeira de 2008, os investidores chegaram a conviver com retornos reais (acima da inflação) próximos de zero ou até negativos. Agora, o cenário é outro. "É muito juro para você sentar e esperar", afirmou ao comentar o patamar atual dos títulos do Tesouro norte-americano, que estão na faixa de 5% nos papéis de dez anos. A aposta da Verde, entretanto, está concentrada nos TIPS, papéis do governo que corrigem a inflação, parecidos com o Tesouro IPCA+. Esses títulos garantem uma remuneração além da correção pela inflação. Segundo Stuhlberger, o fundo mantém posição em TIPS de três anos que pagam cerca de 2,65% ao ano de retorno real. "Eu acho que isso é muito bem remunerado", afirmou. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Onde buscar oportunidades para ‘travar’ ganhos muito acima da inflação com a Selic a 13,75%?
Selic

Onde buscar oportunidades para ‘travar’ ganhos muito acima da inflação com a Selic a 13,75%?

O Copom anunciou, em 16 de setembro, mais um corte da Selic, reduzindo a taxa básica para 13,75% ao ano.Somado à deflação de 0,32% observada no IPCA de agosto, o movimento reforça a percepção de mudança no cenário econômico. Mesmo assim, os juros seguem em um nível elevado sob a perspectiva histórica. Para quem investe em renda fixa, entretanto, a combinação de Selic elevada e perspectiva de manutenção do ciclo de flexibilização monetária, pode representar uma oportunidade. Isso porque, à medida que o ciclo de cortes avança, os investidores podem investir em alguns ativos com potencial para preservar as condições atuais de rentabilidade por mais tempo. Em alguns casos, isso significa “travar” uma rentabilidade real de até dois dígitos acima da inflação, mesmo quando os juros estiverem em patamares bem inferiores que o que vemos agora. O que significa ‘travar’ retornos acima da inflação? Quando os juros entram em trajetória de queda, as opções disponíveis no mercado de renda fixa tendem a oferecer retornos cada vez menores. Isso acontece porque a Selic funciona como uma “bússola” para esses títulos. Na prática, se taxa paga pelo governo diminui, o prêmio dos demais ativos tende a ser menor e vice-versa. Por isso,diante da expectativa de uma Selic menor no futuro próximo, alguns investidores procuram aproveitar o momento para assegurar taxas que ainda refletem o ambiente de juros mais elevados. Leia Também É nesse contexto que surge o conceito de "travar taxa". Na prática, trata-se de investir em ativos que ofereçam uma taxa prefixada ou híbrida, enquanto esse prêmio ainda reflete as condições de rentabilidade disponíveis hoje e carregá-los ao longo do tempo. Por exemplo,no início deste mês, a NTN-B com vencimento em 2032 chegou a ofereçer uma remuneração de IPCA + 8% ao ano. Quem investiu nesse título com esta taxa “travou” uma rentabilidade de 8% ao ano, acima da inflação, desde que permaneça com o título durante todo o período. Se, nos próximos anos, a queda dos juros tornar as taxas disponíveis no mercado menos atrativas, quem investiu antes continuará recebendo as condições contratadas originalmente e ainda verá o preço do seu título se valorizar na marcação a mercado É nesse contexto que ganham destaque alternativas capazes de combinar potencial de retorno, proteção inflacionária e, em alguns casos, eficiência tributária. Afinal, conforme a Selic avança em sua trajetória de queda, taxas que hoje parecem acessíveis podem se tornar cada vez mais raras no mercado. Contudo, isso não significa que qualquer investimento com taxa acima da inflação seja necessariamente uma boa oportunidade. Antes de investir, é importante avaliar fatores como a qualidade de crédito do emissor, os riscos envolvidos, o prazo da aplicação e o papel daquele ativo dentro da estratégia da carteira. Se, por um lado, a queda da Selic não elimina as oportunidades da renda fixa, por outro ela pode reduzir gradualmente a oferta de ativos com retornos mais elevados. Dessa forma, encontrar oportunidades de renda fixa com retornos muito acima dos oferecidos pelo Tesouro IPCA+ pode se tornar um desafio maior à medida que o ciclo de queda de juros avança. No entanto, a equipe de analistas da Empiricus Research identificou ativos “premium” com potencial de retorno de até dois dígitos acima da inflação e que carregam isenção de IR e liquidez diária. Empiricus libera carteira com 5 ativos de renda fixa selecionados pelos analistas A busca por retornos reais elevados vai além da comparação entre taxas. Fatores como risco de crédito, liquidez, prazo e benefícios tributários também devem fazer parte da análise. Para ajudar investidores nessa busca, a Empiricus Research liberou gratuitamente o acesso à Carteira Renda Fixa, uma seleção de ativos acompanhados pela equipe de análise para o cenário atual de mercado. Segundo a casa, a carteira reúne oportunidades que podem oferecer retornos de até IPCA + 11% ao ano. Além de características que costumam chamar a atenção de investidores em busca de ganhos reais, como isenção de Imposto de Renda, liquidez diária e possibilidade de aplicação com valores acessíveis. Durante o período de teste gratuito, o investidor poderá acessar: Uma seleção de 5 ativos da chamada renda fixa "premium" ; da chamada ; Relatórios atualizados sobre crédito e renda fixa ; e ; Conteúdos para acompanhar os impactos das decisões do Copom ; ; Histórico de recomendações e análises da equipe. O acesso está disponível gratuitamente por 30 dias e pode ser uma forma de acompanhar quais ativos seguem no radar dos analistas em um momento de transição para um ambiente de juros mais baixos. Clique no botão abaixo e descubra como buscar "travar" ganhos de até dois dígitos acima da inflação:

Juros dos EUA disparam e reduzem atratividade de investimentos no Brasil
Notícias de Economia

Juros dos EUA disparam e reduzem atratividade de investimentos no Brasil

A escalada dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano de 10 anos atingiu um patamar inédito em quase duas décadas, um movimento que repercute intensamente nos mercados globais. Impulsionada por um cenário de inflação persistente e a expectativa de novas elevações nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), essa alta tem consequências diretas para a economia brasileira, diminuindo a atratividade dos ativos nacionais para investidores internacionais. Os papéis do Tesouro dos EUA são historicamente reconhecidos como um dos investimentos mais seguros e sólidos do mundo. Por essa razão, qualquer variação significativa em seus rendimentos provoca um efeito cascata que se espalha por todas as economias, reconfigurando estratégias de investimento e fluxos de capital em escala global. Disparada dos Títulos Americanos e Impacto Global Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, especialmente os de 10 anos, alcançaram os níveis mais altos em quase duas décadas. Essa valorização ocorre em um contexto de pressões inflacionárias persistentes na maior economia do mundo e da expectativa de que o Federal Reserve (Fed) continue a elevar suas taxas de juros para conter o avanço dos preços. A percepção de segurança e liquidez dos títulos americanos os torna um porto seguro para o capital global. Quando seus rendimentos sobem, eles se tornam mais competitivos em relação a outros investimentos, atraindo recursos de diversas partes do mundo e impactando diretamente a dinâmica de mercados emergentes como o Brasil. Perda de Atratividade para Ativos Brasileiros A economista-chefe da KAT Investimentos, Elisa Machado, destaca que o avanço dos títulos do Tesouro americano tem um impacto direto na atratividade dos ativos brasileiros. Segundo ela, o Brasil vive uma conjuntura econômica peculiar: enquanto grandes economias, como Japão e Estados Unidos, ajustam suas taxas de juros para cima, o Banco Central brasileiro tem trilhado o caminho inverso, promovendo cortes. Essa diferença de trajetórias resulta na redução do diferencial de juros, um fator crucial para as operações de carry trade. O carry trade é uma estratégia na qual investidores estrangeiros aplicam capital no Brasil para aproveitar os rendimentos mais elevados. Com a diminuição dessa diferença, o fluxo de dinheiro externo para o país tende a arrefecer, impactando a demanda por ativos locais. Machado explica que a alta dos Treasuries, combinada com a queda dos juros domésticos, torna os ativos brasileiros de renda fixa, indexados à Selic, menos interessantes para o investidor internacional. Essa dinâmica pode gerar uma tendência de desvalorização cambial no médio prazo, o que, por sua vez, afeta as expectativas de inflação e a própria inflação no país. Saiba mais sobre a pressão da dívida pública dos EUA nos Treasuries. Desafios Inflacionários no Cenário Doméstico Além do impacto externo, o Brasil enfrenta seus próprios desafios inflacionários. A economista Elisa Machado aponta que o país está saindo de um período sazonalmente favorável para a inflação e entrando em uma fase de maior pressão. Diversos fatores contribuem para essa perspectiva de alta nos preços. Entre os elementos que tendem a elevar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no final do ano, destacam-se o fenômeno climático El Niño, que afeta a produção agrícola e os custos de energia, a cotação do petróleo, que se aproxima dos 100 dólares o barril, e a devolução do bônus de energia elétrica de Itaipu, que pode impactar as tarifas. A inflação de serviços, em particular, permanece um ponto de atenção. Machado ressalta que esse setor, especialmente os serviços intensivos em trabalho, continua resistente e em um patamar incompatível com a meta estabelecida pelo Banco Central, mostrando sinais de aceleração. A Estratégia do Banco Central Frente à Incerteza Em relação à política monetária, Elisa Machado avaliou o relatório do Banco Central, indicando que o documento não trouxe grandes novidades em comparação com comunicados e atas anteriores. O Banco Central mantém uma postura “data dependent”, ou seja, suas decisões são fortemente baseadas na análise dos dados econômicos mais recentes, ponderando riscos de alta e de baixa para a inflação. Para a economista, em um ambiente de elevada incerteza — marcado por conflitos geopolíticos e alta volatilidade no preço do petróleo — não há vantagem em o Banco Central antecipar decisões com 45 dias de antecedência. A estratégia mais prudente, segundo ela, é coletar dados continuamente e tomar decisões reunião a reunião, adaptando-se às condições do mercado. Machado também destacou que, apesar da desaceleração da atividade econômica observada em dados recentes da indústria e do varejo, o mercado de trabalho brasileiro segue aquecido. Enquanto não houver uma distensão nesse setor, a tendência é que os preços continuem pressionados, reforçando a necessidade de cautela e monitoramento constante por parte da autoridade monetária. Você encontra mais notícias em nosso site www.sobralonline.com.br e redes sociais. Siga-nos em @SobralOnline para ficar por dentro das últimas atualizações!

Por que a política fiscal segura a queda dos juros no Brasil
Selic

Por que a política fiscal segura a queda dos juros no Brasil

O estímulo fiscal do governo é o principal freio para uma queda mais rápida dos juros no Brasil, segundo a economista-chefe do Inter, Rafaela Vitoria. Ela falou no Inter Invest Summit, em Belo Horizonte, neste sábado (26), diante de 8 mil pessoas. O evento ocupou a Arena MRV por 8 horas. "É uma queda lenta ainda e gradual, mas a gente está no caminho desse alívio dos juros também para as famílias", disse Vitoria. Segundo ela, o elevado estímulo fiscal ampliou a demanda da economia e pressionou a inflação, o que contribuiu para desacelerar o ritmo dos cortes de juros. Quanto está a Selic hoje? A Selic está em 13,75% ao ano, depois de o Copom cortá-la de 14% na reunião de 15 e 16 de setembro. O IPCA, a inflação oficial, está em 4,22% ao ano, dentro do teto da meta de 4,5%. Siga o canal da TV Sim Brasil no WhatsApp e receba as principais notícias do dia, sem grupo. O boletim Focus do Banco Central projeta uma queda de cerca de um ponto percentual por ano: 13,75% no fim de 2026, 12% em 2027, 10,5% em 2028 e 10% em 2029. É a tradução, em números, do que a economista do Inter chamou de "queda lenta e gradual". No ritmo atual, o Brasil só volta a ter Selic de um dígito daqui a dois anos. Publicidade O que isso significa para quem tem dívida? A conta chega mais rápido às famílias do que aos cofres públicos. Segundo a pesquisa Atlas/Bloomberg citada no evento, 34% da população não tem dinheiro suficiente para fechar o mês, reflexo dos níveis recordes de inadimplência dos últimos meses. O Brasil segue com uma das maiores taxas de juro real do mundo, mesmo após sucessivos cortes do Copom. Levantamento recente já mostrava que o juro cobrado das famílias sobe mesmo com a Selic em queda desde março. Siga a TV Sim Brasil no Google e ative o sininho para receber nossas notícias no Discover.

Alta dos títulos do Tesouro dos EUA tira atratividade de papéis no Brasil
Selic

Alta dos títulos do Tesouro dos EUA tira atratividade de papéis no Brasil

Elisa Machado, economista-chefe da KAT Investimentos, aponta para movimento contrário de avanço das taxas lá fora e queda da Selic pelo BC Alta dos títulos do Tesouro dos EUA tira atratividade de papéis no Brasil O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos disparou e atingiu o nível mais alto em quase duas décadas, em meio ao cenário de inflação pressionada e expectativa de novo aumento dos juros pelo Fed (Federal Reserve). Os papéis do Tesoruro dos EUA são conhecidos como um dos investimentos mais sólidos do mundo, e toda vez que há variações, o efeito reverba sobre o mercado global. Elisa Machado, economista-chefe da KAT Investimentos, chama a atenção para a perda de atratividade dos ativos brasileiros com o avanço dos títulos. Em entrevista ao CNN Money, ela aponta que o país vive uma conjução diferente: enquanto grandes economias, como Japão e EUA, cortam as taxas, por aqui o caminho é inverso. "Quando a gente aqui está caindo juros e as principais economias do mundo estão subindo juros, a gente tem uma redução do diferencial de juros, que é justamente o que impulsiona as operações de carry trade, dinheiro externo que vem para o Brasil para aproveitar esses rendimentos elevados", afirmou a economista. Segundo Machado, a alta dos Treasuries, combinada com a queda dos juros domésticos, diminui a atratividade dos ativos brasileiros de renda fixa indexados à Selic para o investidor internacional. "Com essa redução do diferencial de juros, você cria uma tendência à desvalorização cambial no médio prazo e isso, em segunda ordem, afeta expectativas de inflação e a inflação em si", alertou a economista. Sobre o cenário inflacionário, Machado destacou que o Brasil está deixando o período sazonalmente favorável para a inflação e entrando em uma fase mais pressionada. Fatores como o El Niño, o preço do petróleo próximo a 100 dólares e a devolução do bônus de energia elétrica de Itaipu tendem a elevar o IPCA no final do ano. A economista ressaltou ainda que a inflação de serviços permanece resistente, em patamar incompatível com a meta, especialmente nos serviços intensivos em trabalho, que ainda apresentam aceleração. Em relação ao relatório de política monetária divulgado pelo Banco Central, Machado avaliou que o documento não trouxe grandes novidades em comparação com o comunicado pós-reunião e a ata da semana anterior. "O Banco Central continua se mostrando bastante data dependent, colocando riscos de alta e riscos de baixa", disse. Para ela, não há ganho em o Banco Central antecipar decisões em 45 dias diante de um ambiente de elevada incerteza, marcado por conflitos geopolíticos e alta volatilidade no preço do petróleo. A economista apontou ainda que o mercado de trabalho segue aquecido, o que representa um contraponto à desaceleração da atividade econômica observada em dados recentes de indústria e varejo. "Enquanto a gente não observar essa distensão no mercado de trabalho, a tendência é que esses preços continuem pressionados", concluiu Machado, reforçando que a melhor estratégia para o Banco Central é seguir coletando dados e tomando decisões reunião a reunião.

Ibovespa cai 0,25% com Petrobras nesta sexta e acumula perdas de 0,95% na semana
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Ibovespa cai 0,25% com Petrobras nesta sexta e acumula perdas de 0,95% na semana

Acomodação nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o viés positivo em Wall Street afastaram o índice das mínimas, quando trabalhou no patamar dos 182 mil pontos Publicidade SÃO PAULO, 25 Set (Reuters) – O Ibovespa fechou com queda modesta nesta sexta-feira, pressionado principalmente por Petrobras (PETR3, PETR4), enquanto a acomodação nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o viés positivo em Wall Street afastaram o índice das mínimas, quando trabalhou no patamar dos 182 mil pontos. O último pregão da semana também incluiu a repercussão de nova pesquisa Datafolha, divulgada na noite da véspera, que manteve a disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, bem como a análise do IPCA-15, que revelou inflação acima das expectativas em setembro. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,27%, a 183.476,86 pontos, chegando a 182.151,01 no pior momento. Na máxima, atingiu 184.214,48 pontos. Na semana, acumulou um declínio de 0,95%. O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$ 23,99 bilhões. No final do dia, o rendimento do Treasury de 10 anos marcava 5,1625%, de 5,2297% na máxima do dia e 5,162% no fechamento na véspera, o que abriu espaço para melhora nos mercados, assim como o alívio nos preços do petróleo, com barril do Brent encerrando a US$ 104,32, declínio de 2,1%. Em Wall Street, o S&P 500 fechou com elevação de 0,51%. “O cenário externo contribuiu para limitar as perdas”, afirmou o analista Matheus Villela, da gestora de patrimônio Aware Investments. Continua depois da publicidade O analista citou que o IPCA-15 pressionou o Ibovespa na abertura, mas que o cenário eleitoral é o que mais pesa sobre o sentimento na bolsa. Ele chamou a atenção para a pesquisa Datafolha, que mostrou Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio, enquanto o cenário para potencial segundo turno apontou 47% a 45%, respectivamente. “A variação foi de apenas um ponto e está dentro da margem de erro, mas o mercado tem precificado qualquer mudança de tendência”, afirmou Villela. Na pesquisa anterior, o placar era de 39% a 36% no primeiro turno e 46% a 44% no segundo turno, a favor do petista em ambos os casos. “Com o primeiro turno a pouco mais de uma semana, esperamos volatilidade elevada até lá.” DESTAQUES Continua depois da publicidade

Dólar cai no pregão, mas sobe na semana com eleição, juros nos EUA e guerra
B3

Dólar cai no pregão, mas sobe na semana com eleição, juros nos EUA e guerra

O dólar registrou queda de 0,23% sobre o real, cotado a R$ 5,18, nesta sexta-feira (25/9). Na semana, contudo, a moeda americana subiu 0,73%. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), recuou 0,27%, aos 183,4 mil pontos. Ele anotou baixa semanal de 0,95%. No Brasil, os mercados de câmbio e de capitais seguem refletindo tensões provocadas tanto pela corrida eleitoral como pela perspectiva de aumento dos juros básicos americanos. Além disso, seguidas elevações dos rendimentos dos títulos da dívida dos Estados Unidos, os Treasuries, têm diminuído a atratividade de ativos de risco, como as ações negociadas em bolsas. Eles também exercem pressão de alta sobre o dólar. Petróleo Na sessão, a boa notícia foi a queda do preço do petróleo, que vinha de duas altas seguidas. A baixa foi resultado da retomada da perspectiva de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Desta vez, Teerã teria apresentado uma proposta para liberar o Estreito de Ormuz em uma semana, se atendidas determinadas condições. Tais contrapartidas incluem, entre outros pontos, a liberação de ativos congelados, o fim do bloqueio naval sobre o país e um cessar-fogo amplo, com a inclusão do Líbano. Embora os termos propostos sejam bastante amplos, e o impasse sobre a questão nuclear permaneça, os contratos para novembro do barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, caíram 2,14%, a US$ 104,32. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, também para novembro, baixou 2,33%, a US$ 92,41 por barril. Susto do IPCA-15 No ambiente interno, os investidores acompanharam a divulgação do IPCA-15 de setembro. A prévia da inflação deste mês anotou elevação de 0,70%, acima da mediana das projeções do mercado, que ficaram em 0,55%. Inesperada, a alta, porém, concentrou-se em itens voláteis.

Ibovespa recua com Treasuries, IPCA-15 e preço do petróleo no radar
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Ibovespa recua com Treasuries, IPCA-15 e preço do petróleo no radar

O Ibovespa teve desvalorização de 0,27% nesta sexta-feira, 25, recuando para os 183,4 mil pontos. A bolsa de valores brasileira continuou pressionada por um cenário externo desafiador para os chamados ativos de risco — marcado sobretudo pela elevação nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os Treasuries —, pelo IPCA-15 vindo acima do esperado pelo mercado e pela alta consistente nos preços do petróleo. No cenário doméstico, a prévia oficial da inflação de setembro, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), apresentou uma alta de 0,7%. O número é maior do que o projetado pelo mercado, que precificava 0,53% ao ano. “O resultado acima do previsto sinaliza que os cortes de juros esperados pelos investidores podem vir mais devagar”, afirma Lucas Xavier, head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital. Entre as demais ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram no positivo. O Itaú (ITUB4) liderou os ganhos, com alta de 0,62%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que avançou 0,56% e pelo Santander (SANB11), que subiu 0,56%. O Banco do Brasil (BBAS3) nadou teve valorização de 0,23%. Continua após a publicidade No exterior, o preço do barril de petróleo Brent teve uma leve queda, mas continua no patamar de 104 dólares. Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, explica que “o ambiente global de juros mais altos nos Estados Unidos, inflação nos holofotes e commodities valorizadas acabou afastando os investidores de mercados emergentes ao longo do dia, o que ofuscou o noticiário corporativo interno e ditou o ritmo de perdas na B3.” O dólar, por sua vez, encerrou em baixa e ficou cotado a 5,18 reais depois de superar os 5,20 reais nesta manhã. O mercado de câmbio local refletiu a busca dos investidores por proteção diante das crescentes incertezas geopolíticas e econômicas, além do impacto natural da alta dos juros de longo prazo nos EUA, que historicamente atraem o capital global para a segurança da economia americana. Continua após a publicidade Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado: Continua após a publicidade

Preços da picanha seguem em alta em Lula 3, mas sobem menos que no governo Bolsonaro
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Preços da picanha seguem em alta em Lula 3, mas sobem menos que no governo Bolsonaro

Rio de Janeiro Os preços da picanha seguiram em alta para o consumidor no acumulado do terceiro governo Lula (PT), mas o ritmo de aumento ficou menor do que o observado no mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). É o que sinalizam dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) compilados pelo economista Fábio Romão, da consultoria 4intelligence, a pedido da Folha. O consumo do corte nobre de carne bovina virou tema de embate político a partir das eleições de 2022. Em agosto daquele ano, Lula disse que o povo teria de "voltar a comer um churrasquinho, a comer uma picanha e tomar uma cervejinha". A declaração ocorreu em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo. Consumidores compram carne em açougue de atacarejo em São Paulo - Danilo Verpa - 8.jul.26/Folhapress Segundo os dados do IPCA levantados por Romão, a picanha acumulou inflação de 7,8% de janeiro de 2023 a agosto de 2026. O intervalo abrange os 44 primeiros meses da gestão petista. Não há dados disponíveis de 2019, primeiro ano do mandato do ex-presidente, porque a picanha passou a integrar o cálculo do IPCA somente em janeiro de 2020. No geral, o preço da carne subiu 32,4% em 2019. Em 2020, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) fez a atualização mais recente da cesta de bens e serviços pesquisada no índice. No entanto, a alta acumulada da picanha havia sido de 33,4% no período de janeiro de 2020 a agosto de 2022, às vésperas da última eleição, e de 38% no intervalo de janeiro de 2020 a dezembro de 2022, último mês do governo Bolsonaro. OFERTA IMPACTA INFLAÇÃO Apesar de a discussão ter virado política em um país polarizado, o comportamento dos preços da picanha reflete questões econômicas dos últimos anos, e não decisões de governos, aponta Romão. Ele afirma que a oferta maior ajudou a conter a inflação de alimentos, inclusive da carne, no terceiro mandato de Lula. Em 2025, o Brasil abateu 42,9 milhões de cabeças de bovinos sob serviços de inspeção sanitária, recorde de uma série histórica iniciada em 1997, indicou o IBGE no último mês de março. Houve alta de 8,2% frente a 2024, ano da máxima anterior. A tendência de crescimento foi observada desde 2022, afirmou o instituto. Durante o governo Bolsonaro, os alimentos tiveram preços pressionados por choques da pandemia e da guerra da Rússia contra a Ucrânia, alta do dólar e problemas climáticos. O quadro afetou o custo de commodities usadas na alimentação animal. "O que prepondera são questões de oferta", diz Romão. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões Carregando... MAL-ESTAR COM PREÇOS Na visão do economista, apesar de o ritmo de aumento de itens como a picanha ter ficado menor no governo Lula, parte da população demonstra mal-estar associado ao nível dos preços. Ou seja, os alimentos subiram menos, mas essa variação incidiu sobre um patamar de custos que já pesava no orçamento familiar. Em agosto de 2026, o preço médio do quilo de cortes de carne de primeira foi de R$ 50,49 na cidade de São Paulo, conforme pesquisa da cesta básica divulgada pelo Procon-SP em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Em termos nominais (sem ajuste pela inflação), o valor era de R$ 42,54 em agosto de 2022, antes das últimas eleições presidenciais, e de R$ 23,61 em agosto de 2019, antes da pandemia. Segundo o Dieese, as carnes de primeira analisadas pela pesquisa são o coxão mole, o patinho e mais um terceiro corte com preço menor do que os outros dois. COMIDA SOBE ACIMA DE ÍNDICE GERAL DESDE A PANDEMIA O levantamento de Romão indica que a alimentação no domicílio acumulou alta de 60,8% no período de abril de 2020, após o início da pandemia, a agosto de 2026. Isso significa que a comida consumida em casa subiu mais do que o IPCA em termos gerais, cuja alta foi de 42,7% no mesmo intervalo. Considerando apenas os 44 meses do governo Lula (janeiro de 2023 a agosto de 2026), a alimentação no domicílio acumulou inflação de 12,9%. É uma taxa inferior ao avanço de 54,2% observado nos 44 primeiros meses de Bolsonaro (janeiro de 2019 a agosto de 2022). Romão afirma que o El Niño é o principal risco para a inflação dos alimentos a partir do final de 2026. A ameaça aparece no radar porque o fenômeno climático altera a distribuição das chuvas. Isso desafia a produção agropecuária. Em caso de perdas no campo, repasses podem ocorrer para o consumidor final na cidade. PICANHA DE VOLTA AO DEBATE O nível dos preços da comida, incluindo o da picanha, tem sido usado na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como arma para tentar desgastar Lula junto ao eleitorado. O petista busca o quarto mandato nestas eleições. O filho de Bolsonaro chegou a erguer uma peça de picanha durante agenda em São Paulo e já declarou, em crítica a Lula, que não vai prometer o consumo dessa carne para depois não cumprir a proposta. A campanha do presidente, por sua vez, tem procurado destacar o desempenho positivo de indicadores econômicos desde 2023, incluindo os de emprego e renda, além de citar medidas como o reajuste do salário mínimo acima da inflação e a defesa do fim da escala 6x1 –seis dias de trabalho e um de descanso por semana. Na quinta (24), a Folha questionou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República sobre os dados da inflação da picanha, mas não recebeu retorno. ENDIVIDAMENTO DIFICULTA REAJUSTES, DIZ ANALISTA Em 2025, o Brasil ultrapassou pela primeira vez os Estados Unidos em produção de carne bovina. Assim, além de ser o maior exportador, o país virou o principal produtor mundial. No segundo trimestre de 2026, o abate de bovinos subiu 1,3% frente ao mesmo período de 2025 e 4% na comparação com o trimestre anterior, apontam dados divulgados pelo IBGE em 15 de setembro. Para Fernando Iglesias, coordenador de inteligência de mercado da consultoria Safras & Mercado, a oferta maior de carnes explica parte da inflação menor da picanha nos últimos anos. Outra influência, segundo ele, é a escalada do endividamento das famílias, que criaria um obstáculo para reajustes mais agressivos. "O brasileiro não consegue absorver as altas da carne bovina. Migra para outros produtos", afirma o analista, citando proteínas substitutas e mais baratas, como carne de frango, de porco, embutidos e ovos. Estimativas da Safras & Mercado para o período de 2020 a 2026 indicam que o consumo de carne bovina chegou a ficar abaixo de 25 kg por habitante em 2021 (24,94 kg). Houve recuperação nos anos seguintes, com o indicador alcançando o patamar de 30,79 kg em 2024. O consumo se manteve próximo disso em 2025 (30,63 kg), mas a perspectiva é de um nível inferior ao final de 2026 (28,08 kg), conforme a consultoria. Iglesias diz que o Brasil caminha para uma inversão no chamado ciclo da pecuária, com menor participação das fêmeas nos abates –a retenção delas nos rebanhos ocorre para fins de reprodução. O quadro tende a reduzir a produção de carne com o passar dos meses e é um elemento capaz de manter os preços em patamar acentuado no mercado nacional, afirma o analista. "Os cortes do traseiro bovino, de maior valor agregado, como picanha, alcatra, maminha e filé mignon, seguem muito inflacionados." E A CERVEJA? A cerveja, também citada por Lula na campanha de 2022, acumulou inflação de 19,5% no IPCA de janeiro de 2023 a agosto de 2026, segundo o levantamento de Romão. É uma variação similar à taxa de 19,2% observada de janeiro de 2019 a agosto de 2022, no governo Bolsonaro.

Aplicações no Tesouro Direto batem recorde de R$ 15 bilhões em agosto - Rádio Cidade 99.7 FM Caruaru
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Aplicações no Tesouro Direto batem recorde de R$ 15 bilhões em agosto - Rádio Cidade 99.7 FM Caruaru

Redação 25 de setembro de 2026 às 21h29min Apesar do recorde nas vendas, o programa terminou o mês com captação líquida negativa de R$ 2,21 bilhões. (Foto: Reprodução) O Tesouro Direto registrou em agosto o maior volume mensal de investimentos desde o início do programa. As aplicações chegaram a R$ 15 bilhões, distribuídas em 1,32 milhão de operações realizadas por investidores. Apesar do recorde nas vendas, o programa terminou o mês com captação líquida negativa de R$ 2,21 bilhões. Isso ocorreu porque os resgates e vencimentos de títulos somaram R$ 17,22 bilhões, superando o volume aplicado no período. Os vencimentos tiveram forte impacto no resultado, principalmente devido ao Tesouro IPCA+ 2026, que concentrou R$ 11,3 bilhões, e ao Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026, com R$ 1,5 bilhão. Entre os títulos disponíveis, os papéis atrelados à taxa Selic foram os mais procurados. As vendas do Tesouro Selic e do Tesouro Reserva totalizaram R$ 7 bilhões, o equivalente a 46,9% de todas as aplicações realizadas em agosto. Os títulos vinculados à inflação movimentaram R$ 5,5 bilhões, correspondentes a 36,3% das vendas. Já os papéis prefixados somaram R$ 2,5 bilhões, ou 16,7% do total. Nas recompras antecipadas, os títulos relacionados à Selic também ficaram na liderança, com R$ 3 bilhões, ou 67,4% do volume. Os papéis indexados à inflação responderam por pouco mais de R$ 1 bilhão (22,9%), enquanto os prefixados representaram R$ 423,6 milhões (9,7%). Em relação aos prazos, os títulos com vencimento entre um e cinco anos concentraram a maior parcela das aplicações, com 45,2% do total. Na sequência, ficaram os papéis com prazo de cinco a dez anos, que representaram 43,2%. Os investimentos com vencimento superior a dez anos corresponderam a 11,7% das vendas. Por Jorge Brandão

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