B3
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17/08/2026
Em julho, B3 registra 47 mil novos investidores em FIIs
O mercado de Fundos Imobiliários (FIIs) registrou um aumento de 47 mil investidores entre os meses de junho e julho, passando de 3,250 milhões para 3,297 milhões, segundo Boletim de Produtos divulgado na última quinta (13) pela B3. Em seis meses, o número de novos investidores chega a 264 mil - eram 3,033 milhões no documento referente ao final do mês de janeiro.
Segundo Lana Santos, analista do Clube FII, o aumento no número de novos investidores demonstra que a indústria de FIIs vem se consolidando como um veículo resiliente de renda e valorização no longo prazo. “Depois de atravessar anos difíceis e seguir de pé, o investidor parece ter entendido que os fundos imobiliários têm um espaço próprio numa carteira de longo prazo”.
Fonte: B3
Enquanto isso, o estoque financeiro de FIIs com posição em custódia no mercado de bolsa da B3 ficou estável em julho frente a junho, somando R$ 196 bilhões. Em relação ao mês de janeiro, quando o estoque registrava R$ 200 bilhões, a evolução foi negativa. O número de FIIs disponíveis à negociação também demonstrou estabilidade mês a mês – são 438 fundos listados. Em janeiro, eram 434.
Santos entende que o movimento de recuo do estoque ao longo do ano ocorre devido à marcação a mercado. “Os juros futuros mais altos elevam o custo de oportunidade na economia, criando uma pressão sobre os preços que pesa mais nos fundos de tijolo, principalmente os alavancados ou com vacância mais alta”.
Na avaliação da analista, a deterioração do cenário econômico e uma maior pressão vendedora são fatores que seguram o estoque no patamar atual. “Com institucionais e estrangeiros dominando o giro e sensíveis ao custo de oportunidade não apenas na economia brasileira como lá fora, parte dessa pressão vem de um ajuste tático de carteira, com venda nos nomes grandes e líquidos, o que segura a cotação para baixo e, por tabela, o próprio estoque”, completa.
Fonte: B3
Participação por tipo de investidor
Considerando a participação na posição em custódia em julho, 73,7% eram pessoas físicas, enquanto 20,6% eram institucionais, 4,1% não residentes, 0,3% instituições financeiras e 1,4% outros investidores. “Um ponto que chama atenção é que, embora a base em custódia ainda seja majoritariamente de pessoa física (74%), essa fatia vem recuando aos poucos, de cerca de 76% em 2024, com o espaço sendo ocupado pelo investidor institucional”, afirma Santos.
Em relação à participação no volume negociado, as fatias mudam de forma expressiva: 33% são pessoas físicas, 34,2% institucionais, 28,9% não residentes, 3,2% instituições financeiras e 0,7% outros. A composição no volume negociado seria a mudança mais relevante no mercado, na visão da analista. “Há dois anos, a pessoa física respondia por 64% do que se negociava, contra 17% dos institucionais e 13% dos estrangeiros. Em julho de 2026 esse quadro se inverteu. Somados, institucionais e estrangeiros já respondem por mais de 60% do giro, o que muda quem forma o preço no dia a dia”.
Esse cenário, segundo Santos, ajuda a explicar a volatilidade acentuada nos FIIs em 2026, sobretudo entre os fundos de maior porte. “O investidor marginal passou a ser um perfil mais atento ao custo de oportunidade global, e que concentra suas ordens justamente nos fundos maiores e mais líquidos”, detalha.
Fonte: B3
FIIs mais negociados no mês de julho
Entre os FIIs mais negociados no mês de julho, estão os fundos: Witex (WTXA11), HSI Logística (HSLG11), AD Shopping (ADSH11), Genesis Multiestratégia (VXXV11), Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), HBC Renda Urbana (HBCR11), Patria Log (HGLG11), Midway Mall (MIDW11), TRX Real Estate (TRXF11) e Maxi Renda (MXRF11).
Fonte: B3