FP

FPAB11 Fundo De Investimento Imobiliario Projeto Agua Branca – Cotação Hoje

🏢 FII Tijolo - Lajes Corporativas

Fundo De Investimento Imobiliario Projeto Agua Branca

CNPJ: 03251720000118

Preço Atual
R$ 199,00
-3.40%
Cotação oficial B3 em tempo real
Análise de Fundos Imobiliários • Geração de Renda Passiva

Selo de Investimento:

⚠️ Atenção

Atende a 7 de 11 critérios. Alguns múltiplos de valuation, histórico ou liquidez exigem atenção.

Pontuação dos Critérios 7/11 (63.6%)
Mínimo Renda Sólida: 7/10 Status: Atenção

Checklist Fundamentalista de 11 Critérios

Critérios de consistência e valuation auditados
Dividend Yield > 6% a.a.
DY 12M atual: 11.74% a.a.

Retorno em dividendos nos últimos 12 meses superior a 6% ao ano

Distribuição Mensal Consistente
123 meses com distribuição registrada nos últimos 12 meses

Pagamento regular de rendimentos em pelo menos 10 dos últimos 12 meses

P/VP até 1.10 (Sem ágio excessivo)
P/VP atual: 0.56x (Abaixo de 1.10)

Cota negociada sem ágio exagerado sobre o valor patrimonial

P/VP acima de 0.70
P/VP com desconto excessivo: 0.56x (alerta de risco)

Ausência de desconto extremo que possa sinalizar vacância crônica ou risco de crédito

Estabilidade nos Proventos
Variação trimestral estável: +0.0%

Sem quedas abruptas (superiores a 30%) no valor médio distribuído recentemente

Patrimônio > R$ 500 Milhões
Patrimônio Líquido: R$ 149.2 milhões

Fundo de porte relevante com maior capacidade de diversificação e resiliência

Liquidez Diária > R$ 500 mil
Volume médio diário: R$ 1 mil

Volume diário adequado para negociação ágil e spreads reduzidos no book

Segmento Consolidado
Segmento: Tijolo - Lajes Corporativas

Atuação em setor com histórico maduro de geração de renda imobiliária

Mais de 3 anos na Bolsa
Data de IPO/listagem não mapeada

Histórico operacional comprovado em diferentes ciclos econômicos

DY Sustentável (≤ 18% a.a.)
DY sustentável: 11.74% a.a. (Abaixo de 18%)

Rendimentos saudáveis sem sinais de amortizações ou distribuições extraordinárias

Vacância Física < 10%
Vacância Física: 0.2% (Abaixo de 10%)

Nível de ocupação saudável dos imóveis para garantir a receita de aluguéis (Ignorado para fundos de papel)

ℹ️ Análise algorítmica de FIIs calculada em tempo real com base em dados de proventos e patrimônio B3/CVM. Não constitui recomendação de compra ou venda.
🏢
Valuation de Rendimentos

Método Barsi (Preço Teto 6% a.a.)

Abaixo do Teto

Estratégia focada em renda imobiliária com cálculo do preço máximo da cota para obter no mínimo 6% ao ano em proventos com base nos rendimentos dos últimos 12 meses.

Preço Teto Projetado (Yield 6%)
R$ 389,23
Rendimento Anual (12M) R$ 23,35
Margem de Segurança +48.87%
Ajustar parâmetros na Calculadora de Preço Teto
Fórmula: Rendimento Anual ÷ 0,06 Alvo: Yield ≥ 6% a.a.
⚠️ Aviso Legal: As estimativas do Método Barsi são modelos matemáticos teóricos baseados em dados públicos da B3/CVM. Não constituem recomendação de investimento, compra ou venda.
🏗️
CVM Oficial Data-base: 2026-06-30

Portfólio de Imóveis & Vacância Física

Total de Imóveis 2 ativos imobiliários
Área Bruta Locável (ABL) 35.811 m² área total locável
Vacância Ponderada
19,17%
ponderada por ABL
Imóveis com Vacância 2 de 2 imóveis
Imóvel & Tipo Endereço / Cidade Área (ABL) Vacância Part. Receita
Centro Empresarial Agua Branca - Torre Los Angeles Imóveis para renda acabados Avenida Francisco Matarazzo, 1500, Sem Complemento, Água Branca, São Paulo/SP, Brasil, 05001-100 17.905 m² 15,02% 50,57%
Centro Empresarial Agua Branca - Torre New York Imóveis para renda acabados Avenida Francisco Matarazzo, 1500, Sem Complemento, Água Branca, São Paulo/SP, Brasil, 05001-100 17.905 m² 23,32% 37,83%

📊 Alocação por Classe de Ativo

Outros 0,00%
Outros 0,00%
Outros 0,00%

Principais Títulos & CRIs em Carteira

BACEN-BANCO CENTRAL DO BRASIL - RJ CRI • Taxa: N/D
R$ 12,43 mi
BTG PACTUAL TESOURO SELIC FUNDO DE INVESTIMENTO CRI • Taxa: N/D
R$ 729.115,44
ITAU INSTITUCIONAL DI FIF CRI • Taxa: N/D
R$ 101.686,11
ITAU RENDA FIXA REFERENCIADO DI VIP FUNDO DE INVES CRI • Taxa: N/D
R$ 135.528,06
ITAU SOBERANO RF SIMPLES LP FICFI CRI • Taxa: N/D
R$ 305.396,88
ITAU TOP RF REFERENCIADO DI FICFI CRI • Taxa: N/D
R$ 163.200,88
📑 Relatório Mensal CVM & Informes Estruturados

Consulte o Raio-X completo de ativos, passivos, alavancagem, cotistas e histórico de 12 meses do FPAB11.

Acessar Relatório CVM Completo →
Fonte: Informes Periódicos Trimestrais CVM via Brapi.dev Atualização automática a cada novo informe registrado

O ativo FPAB11 (Fundo De Investimento Imobiliario Projeto Agua Branca) está sendo negociado hoje a R$ 199,00, acumulando uma variação de -3.40% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 190,00 e a máxima de R$ 230,00. O fundo atua no segmento de Tijolo - Lajes Corporativas, registrando um Dividend Yield (12M) de 11.74% e indicador P/VP de 0.56x.

Abertura
R$ 199,01
Fec. Ant: R$ 199,00
Variação Dia
Min: R$ 199,00
Max: R$ 199,01
52 Semanas
Mín: R$ 190,00
Máx: R$ 230,00
Volume
6
Moeda: BRL

Histórico de Cotação: FPAB11

Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência

Mínima no Período --
Máxima no Período --
Variação no Período --
Tendência Técnica --
Carregando cotações históricas...

Indicadores do Fundo Imobiliário (FII)

0.56
R$ 358,12
Patrimônio Líquido
R$ 149,25 Mi
Último Rendimento
R$ 1.8000
Pagto: 2026-09-16
Rendimento Médio (12M)
R$ 1.9461
por cota / mês
Rendimento 12M
R$ 23.3535
acumulado no ano
R$ 149,25 Mi
Quantidade de Cotas
750.000
Liquidez Diária
6

Sobre a FPAB11

Categoria / Segmento
Tijolo - Lajes Corporativas
Tipo de Ativo
Fundo de Investimento Imobiliário (B3)
Market Cap
N/A
Descrição do Negócio

O FII PROJ AGUA BRANCA (FPAB11) é um fundo de investimento imobiliário listado na B3. O fundo possui mandato de não informado e atua no segmento de Escritórios, com gestão Definida.

Administrador do Fundo
Nome
BTG PACTUAL SERVICOS FINANCEIROS S.A. DISTRIBUIDOR
CNPJ
59281253000123
Telefone
55 11 3383-3102
Endereço
Praia de Botafogo, 501 - 6º Andar, Botafogo — Rio de Janeiro/RJ - CEP 22.250-040
RENDIMENTO R$ 1,8000
Pagamento: 16/09/2026
RENDIMENTO R$ 1,8000
Pagamento: 17/08/2026
RENDIMENTO R$ 1,8000
Pagamento: 15/07/2026
RENDIMENTO R$ 1,8000
Pagamento: 16/06/2026
RENDIMENTO R$ 1,8000
Pagamento: 18/05/2026
RENDIMENTO R$ 1,8000
Pagamento: 16/04/2026
RENDIMENTO R$ 1,8000
Pagamento: 16/03/2026
RENDIMENTO R$ 1,8000
Pagamento: 19/02/2026
RENDIMENTO R$ 4,4035
Pagamento: 15/01/2026
RENDIMENTO R$ 1,6000
Pagamento: 15/12/2025

Notícias relacionadas

B3 e Ancord liberam cursos gratuitos sobre ações, ETFs e BDRs; veja como acessar
B3 •

B3 e Ancord liberam cursos gratuitos sobre ações, ETFs e BDRs; veja como acessar

A Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (Ancord) e a B3 liberam, ao longo desta semana, o acesso gratuito a uma série de cursos online voltados à formação dos investidores. A ação faz parte da programação da Semana Mundial do Investidor, que acontece entre os dias 5 e 11 de outubro e, no Brasil, é coordenada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A iniciativa global reúne conteúdos voltados à educação financeira, à proteção do patrimônio e à tomada de decisões mais conscientes no mercado de capitais. B3 Na bolsa brasileira, a programação inclui o lançamento de dois treinamentos voltados para quem deseja diversificar a carteira e compreender o funcionamento de ativos internacionais. Os cursos Meu Primeiro ETF e Meu Primeiro BDR estarão disponíveis de forma gratuita a partir desta segunda (5) na plataforma educacional da B3. As capacitações são 100% online e voltadas para investidores que estão começando a investir e que desejam compreender o funcionamento desses ativos na bolsa. No caso dos cursos da B3, segundo a bolsa, os conteúdos seguirão disponíveis mesmo após o fim da Semana Mundial do Investidor. Ancord Já no âmbito da Ancord, conteúdos que normalmente são gratuitos apenas para assessores de investimento credenciados serão liberados para o público em geral durante o período da campanha. As formações cobrem temas que vão desde conceitos básicos até estratégias mais avançadas de alocação e gestão de risco. Confira a lista dos cursos: Conceitos, práticas e operações no mercado financeiro e de capitais; Gestão de riscos; Mercado de Derivativos; Tesouro Direto; Estratégias para investir em ações; Introdução ao mercado de ações; Fundos de investimento imobiliário; Prevenção à lavagem de dinheiro. Para garantir a inscrição e o acesso aos cursos gratuitos, os interessados devem enviar uma mensagem para educacional@ancord.org.br, durante o período da campanha, com o assunto “WIW 2026 – ANCORD”.

Eleições podem levar o dólar de volta a R$ 4,86? Veja a projeção dos analistas e o que pode mudar a partir de hoje – Money Times
Dólar Hoje •

Eleições podem levar o dólar de volta a R$ 4,86? Veja a projeção dos analistas e o que pode mudar a partir de hoje – Money Times

Eleições no Chile, na Colômbia e no Peru vieram acompanhadas de valorização cambial, e o Brasil pode entrar em uma fase semelhante de reprecificação Você se lembra de quando o dólar esteve pela última vez na casa dos R$ 4,87? Foi em janeiro de 2024, há mais de dois anos. Naquele momento, a moeda norte-americana recuava pelo segundo pregão consecutivo, após a divulgação de dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. Agora, com o primeiro turno das eleições presidenciais marcado para este domingo (4), esse patamar voltou ao radar. E o comportamento recente das moedas de três países vizinhos ajuda a explicar por que essa possibilidade está sendo considerada. Chile, Colômbia e Peru. Nos três, o comportamento das moedas foi de apreciação frente ao dólar, depois de eleições presidenciais que resultaram em alternância de governo. Diante desse cenário, os analistas da Empiricus Research fizeram a seguinte pergunta: “Quanto o real poderia se valorizar caso uma eventual mudança de governo no Brasil viesse acompanhada de redução relevante do prêmio de risco doméstico?” Na visão dos analistas, a cotação convergiria para uma região próxima de R$ 4,94 a R$ 4,87 por dólar. E parte desse movimento poderia começar a ser precificado antes mesmo de o resultado definitivo das eleições ser conhecido. VEJA MAIS: confira as principais recomendações da Empiricus, DE GRAÇA, até o fim do segundo turno das eleições O real pode estar no mesmo caminho das moedas do Chile, da Colômbia e do Peru? A Empiricus Research analisou três eleições presidenciais recentes na América Latina: a vitória de José Antonio Kast no Chile, em dezembro de 2025; de Abelardo de la Espriella na Colômbia, em junho de 2026; e de Keiko Fujimori no Peru, proclamada presidente eleita em julho. Nos 42 pregões posteriores ao segundo turno, período equivalente a aproximadamente dois meses, todas as moedas apresentaram valorização frente ao dólar: O peso chileno se valorizou 6,5%; O peso colombiano avançou 9%; e O sol peruano, 0,6%. O ponto destacado pelos analistas não está apenas na dimensão da valorização. No Chile e na Colômbia, por exemplo, “a reprecificação não terminou quando o vencedor passou a ser conhecido”, apontam. Segundo o relatório, isso acontece porque o resultado da eleição não encerra necessariamente a formação de preços. Depois das urnas, o mercado passa a observar fatores como: composição do governo, relação com o Legislativo, credibilidade das primeiras sinalizações econômicas e possibilidade de implementação das políticas anunciadas. Mas de que maneira esse movimento observado nos países vizinhos se relaciona com o Brasil neste momento? O objetivo foi avaliar quanto o real poderia se apreciar diante de uma eventual alternância de governo no Brasil. Nesse sentido, estamos a dois dias/um dia/ hoje do primeiro turno das eleições e as pesquisas mostram empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro nos dois turnos. De acordo com o portal Polling Data, o agregado das últimas pesquisas indicavam Lula com 40% e Flávio com 38% no primeiro turno. Em uma eventual disputa entre os dois no segundo turno, Flávio aparecia numericamente à frente, com 45% contra 44%. Assim, o estudo da Empiricus aponta que, caso haja uma alternância política, acompanhada de melhores perspectivas fiscais e econômicas, o real pode se valorizar frente ao dólar. De R$ 5,21 para até R$ 4,87: Até onde o câmbio pode chegar com as eleições? No estudo, a Empiricus trabalhou com a possibilidade de uma apreciação do real frente ao dólar em três cenários: no caso-base, a pesquisa ajusta os movimentos das moedas pela volatilidade. O resultado encontrado sugere uma valorização média de 6,7%. Já nos dois cenários mais conservadores, a análise considera primeiramente a volatilidade existente na época de cada uma das eleições estudadas. Nesse exercício, a valorização estimada para o real cai para aproximadamente 5,2%. No segundo cenário, o estudo desconsidera dos movimentos das moedas a parcela associada ao comportamento global do dólar, medido pelo DXY (US Dollar Index) — índice que mede o desempenho do dólar norte-americano em relação a uma cesta de moedas —, antes de aplicar o ajuste pela volatilidade. O resultado foi uma valorização estimada de cerca de 5,4% para o real. Assim, considerado o fechamento de 1º de outubro (R$ 5,21), nos cenários conservadores o câmbio poderia ficar entre R$ 4,93 e R$ 4,94. Contudo, o cenário-base aponta para a possibilidade de um dólar a R$ 4,87 nos próximos pregões. A resposta não é uma previsão de que o dólar chegará neste preço. Mas, de acordo com a Empiricus, o movimento observado em outros países é um bom indicativo do que podemos ver no Brasil. E um detalhe importante: o câmbio não necessariamente espera a definição das urnas para começar a se movimentar. SAIBA MAIS: E se o dólar realmente cair? Quais são os melhores investimentos para ter na carteira? Valorização do real poderia começar já nos próximos dias: veja como se posicionar para uma eventual mudança no câmbio “O fato de uma eventual alternância já possuir alguma probabilidade incorporada aos preços dos ativos nas últimas semanas não implica que toda a reprecificação potencial tenha necessariamente ocorrido”, explicam os analistas da Empiricus. No estudo, os analistas mostram que parte da movimentação das moedas aconteceu antes mesmo da votação decisiva. NaColômbia, o peso já havia se valorizado aproximadamente 7% nos 30 dias anteriores ao segundo turno. Usando o primeiro turno como referência, a apreciação acumulada chegou a cerca de 12,2% em dois meses. O Chile apresentou comportamento semelhante. Tomando o primeiro turno como ponto inicial, a valorização da moeda em dois meses foi de aproximadamente 5,2%. Isso mostra que parte do movimento já estava em curso antes da vitória de Kast no segundo turno. No caso brasileiro, o primeiro turno acontece neste domingo (4). Por isso, os pregões após a votação já podem mostrar o mercado precificando as novas informações sobre a disputa eleitoral, entre elas uma possível valorização do real frente ao dólar. Ou seja, depois do primeiro turno, muita coisa pode acontecer antes de você decidir como se posicionar e, portanto, hoje pode ser o melhor dia para conhecer os ativos que podem ganhar com uma possível virada do real. Por isso, você, que está lendo esta matéria, tem até 31/10/2026 para acessar os conteúdos da Empiricus de graça. A casa está liberando o acesso à Empiricus+, “streaming” de investimentos da casa. Assim, você já confere quais são os melhores ativos para comprar antes dos resultados das eleições. Na Empiricus+ você terá acesso às 11 principais carteiras da casa, de graça e, além disso: Análises e relatórios que vão te ajudar a entender como os principais acontecimentos políticos afetam os mercados; que vão te ajudar a entender como os principais acontecimentos políticos afetam os mercados; As estratégias que os analistas consideram mais adequadas para proteger e aproveitar oportunidadesem um ambiente de maior incerteza; que os analistas consideram mais adequadas para proteger e aproveitar oportunidadesem um ambiente de maior incerteza; Recomendações para investir em ações, renda fixa, fundos imobiliários, estratégias alternativas, entre outros. Para liberar o seu acesso gratuito à Empiricus+ é simples. Basta clicar no botão abaixo:

Os grandes doadores que apostam nos dois lados da eleição
BBC Brasil •

Os grandes doadores que apostam nos dois lados da eleição

Os grandes doadores que apostam nos dois lados da eleição Legenda da foto, Elmano de Freitas e Ciro Gomes receberam R$ 1 milhão dos fundadores da Grendene Author, Role, Da BBC News Brasil em São Paulo Published Há 8 minutos Tempo de leitura: 9 min Na disputa acirrada pelo governo do Ceará, as campanhas do ex-governador Ciro Gomes (PSDB) e do candidato à reeleição Elmano de Freitas (PT) têm algo em comum: ambas foram financiadas pelos irmãos Alexandre e Pedro Grendene Bartelle. Donos da Grendene, uma das maiores fabricantes de calçados do país, os bilionários gaúchos já doaram mais de R$ 7,4 milhões a candidatos nas eleições de 2026. A empresa é dona de marcas como Melissa, Rider e Ipanema. Para o governo do Estado nordestino, a aposta é dupla: tanto no PT quanto no PSDB. Elmano, candidato à reeleição pelo PT, recebeu R$ 1 milhão de Pedro Grendene. Do outro lado, Ciro Gomes também embolsou R$ 1 milhão dos fundadores da Grendene: R$ 500 mil de Pedro e R$ 500 mil de Alexandre. Os dois candidatos estão tecnicamente empatados no 1º turno, segundo a última pesquisa do Datafolha. Entre a doação dos irmãos, o maior aporte para um candidato saiu do bolso de Alexandre: R$ 2,5 milhões para Luciano Zucco (PL-RS), candidato ao governo do Rio Grande do Sul. Ele, com patrimônio estimado pela Forbes em R$ 12,1 bilhões, distribuiu mais de R$ 3,9 milhões a seis candidatos de seis partidos diferentes. Além de Zucco, do PL, também doou para candidatos do PSDB, PSB, PDT, Novo e PSD. Em 2022, o empresário havia doado R$ 6,3 milhões. Já Pedro, com fortuna de R$ 5,7 bilhões, também estimada pela revista, doou R$ 3,5 milhões no total: ele também patrocinou seis candidatos, de quatro partidos (PT, PL, PSB e PDT). Em 2022, sua contribuição havia sido de R$ 6 milhões. A Grendene foi fundada em 1971, em Farroupilha, cidade no interior gaúcho. Os irmãos Pedro e Alexandre começaram fabricando suportes plásticos para garrafões de vinho — um negócio simples, industrial, sem qualquer glamour. Tudo mudou em 1979, quando os irmãos decidiram testar a fabricação de calçados de plástico injetado. Nascia a Melissa Aranha, sandália leve e barata que virou febre ao aparecer nos pés da personagem vivida por Sônia Braga na novela Dancing Days. Já nos anos 2000, a marca Ipanema chegou ao mercado com Gisele Bündchen como garota-propaganda. Enquanto a Havaianas mirava o mercado internacional, a Ipanema consolidava terreno no Brasil, apostando em marketing emocional e preço acessível. Mas por que tanto dinheiro investido em campanhas no Ceará, se a Grendene nasceu no Rio Grande do Sul? A presença industrial maciça pode explicar o interesse político dos irmãos no Estado. Nos anos 1990, a empresa transferiu o grosso da produção para o Ceará, onde hoje mantém 11 fábricas no Estado: seis em Sobral, duas em Fortaleza, duas em Crato — além de uma fábrica de PVC e centros de distribuição na região. Do núcleo familiar fundado em Farroupilha nasceram duas companhias: a Grendene, especializada em calçados de PVC, e a Vulcabrás, que avançou no segmento esportivo com marcas como Olympikus, Mizuno e Under Armour no Brasil. Juntas, as duas empresas somam mais de R$ 10 bilhões em valor de mercado. Hoje a Grendene emprega cerca de 16 mil pessoas e, no primeiro semestre de 2026, faturou R$ 1,4 bilhão em receita bruta. A BBC News Brasil procurou os sócios da empresa para comentar os critérios das doações eleitorais, mas não recebeu resposta até o fechamento deste texto. Os 10 maiores doadores até agora* 1. Rubens Ometto Quem é: bilionário do etanol, Ometto preside o conselho da Cosan (dona da Raízen), gigante do agronegócio e dos biocombustíveis. É um nome recorrente nas listas de maiores doadores eleitorais do país há mais de uma década. Quanto doou: R$ 6,1 milhões Para quem mais doou: Direção nacional do MDB 2. Carlos Suarez Quem é: apelidado de "Rei do Gás", o empresário baiano enriqueceu na construção civil como um dos fundadores da OAS. Depois, migrou para o setor de gás natural, onde hoje comanda a Termogás e outras empresas do setor. Quanto doou: R$ 5,7 milhões Para quem mais doou: Direção nacional do MDB, PSD, PSDB, PP e União Brasil 3. Alexandre Grendene Bartelle Quem é: preside o conselho da Grendene, a fabricante gaúcha (com fábricas no Ceará) por trás de marcas como Melissa e Ipanema Quanto doou: R$ 3,9 milhões Para quem mais doou: Luciano Zucco (PL-RS), candidato a governador do Rio Grande do Sul 4. Pedro Grendene Bartelle Quem é: empresário e fundador da Grendene, fábrica de calçados Quanto doou: R$ 3,5 milhões Para quem mais doou: Elmano de Freitas (PT-CE), candidato a governador do Ceará 5. Luciano Franco Barreto Quem é: preside a Construtora Celi, gigante da construção civil no Nordeste, com sede em Aracaju Quanto doou: R$ 3,2 milhões Para quem mais doou: Manuel Marcos (PSD-SE), candidato a deputado federal 6. José Ricardo Rezek Quem é: fundador e presidente do Grupo RZK, conglomerado que já foi de sacolão a conectividade rural — hoje reúne agropecuária, revendas de máquinas agrícolas, imobiliário e concessões públicas Quanto doou: R$ 3,1 milhões Para quem mais doou: Acácio Favacho (MDB-AP), candidato ao senado pelo Amapá 7. Robert Carlos Lyra Quem é: usineiro mineiro, comanda a Delta Sucroenergia, do setor sucroalcooleiro no Triângulo Mineiro, parte do tradicional Grupo Carlos Lyra, de Alagoas Quanto doou: R$ 2,7 milhões Para quem mais doou: Direção nacional do PP 8. Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso Quem é: empresário e jurista, dono de um cartório de registro de imóveis no Distrito Federal Quanto doou: R$ 2,3 milhões Para quem mais doou: Ronaldo Caiado, candidato à presidência da República pelo PSD 9. Pedro de Godoy Quem é: economista e ex-CEO do grupo Dasa de medicina diagnóstica Quanto doou: R$ 2,2 milhões Para quem mais doou: distribuiu 15 doações de R$ 150 mil a candidaturas ao Senado, para nomes como Marina Silva (Rede-SP), Simone Tebet (PSB-SP), Eliziane Gama (PT-MA), Renato Casagrande (PSB-ES) e Leila de Vôlei (PDT-DF) 10. Maria Consuelo Saraiva Leão Dias Branco Quem é: preside o conselho da M. Dias Branco, dona de marcas como Vitarella, Piraquê e Adria Quanto doou: R$ 2,1 milhões Para quem mais doou: Elmano de Freitas (PT-CE), candidato a governador do Ceará * Dados até 2 de outubro de 2026 às 21h Duas estratégias A lógica das doações dos irmãos Grendene, dizem especialistas, ajuda a explicar por que o ranking dos maiores doadores não deve ser lido apenas como uma lista de apoios políticos. A direção dos recursos e sua distribuição entre partidos e candidatos que disputam entre si também pode revelar uma estratégia de redução de risco por parte dos financiadores, explica o cientista político Bruno Wilhelm Speck. Outro que usou essa estratégia foi o empresário gaúcho Erasmo Carlos Battistella, conhecido no setor de biocombustíveis e CEO da Be8. Nestas eleições, ele doou R$ 1 milhão, dividido igualmente entre as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Com aportes de R$ 500 mil para os principais candidatos à presidência da República, efetuados no início de setembro, ele é um dos principais doadores de ambas as chapas, segundo registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nota, Erasmo Carlos Battistella afirmou que as doações mencionadas foram realizadas como pessoa física, dentro dos limites estabelecidos pela legislação eleitoral brasileira. "O empresário reafirma o seu compromisso com as melhores práticas de governança, integridade e transparência", diz o texto. Para Speck, há duas motivações distintas por trás de doações. A primeira é aumentar as chances de vitória de determinado candidato ou grupo político. Nesse caso, a tendência seria concentrar os recursos em um único lado. A segunda é manter boas relações com o governo que sair das urnas — o que pode levar o doador a distribuir dinheiro entre adversários. Mas esses objetivos podem entrar em conflito. "Se você quer maximizar o sucesso eleitoral, se você quer ajudar a eleger uma boa bancada, você deve financiar um lado", afirma Speck. Crédito, Getty Images Legenda da foto, Lula e Bolsonaro travam disputa acirrada pela Presidência Ao apoiar candidatos de campos opostos, um empresário reduz sua capacidade de alterar o resultado da disputa, mas aumenta a possibilidade de manter acesso ao poder independentemente de quem vencer. "Eu acabo não influenciando o resultado eleitoral, porque eu tô apoiando os dois." "Na medida em que você adota a estratégia de apoiar um, você corre o risco de ficar do lado errado, principalmente em eleições acirradas. E, na medida em que você adota a estratégia dois, você corre o risco de não influenciar o processo eleitoral", diz Speck. Juliana Sakai, diretora da Transparência Brasil, lembra que a prática de doar aos dois lados já era vista antes da proibição do financiamento empresarial, em 2015, quando grandes empresas contribuíam ao mesmo tempo para PT e PSDB, às vezes em valores iguais, às vezes um pouco maiores para um dos lados. Em 2014, últimas eleições gerais com financiamento empresarial de campanhas, a JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, distribuiu verba aos principais concorrentes ao Palácio do Planalto naquele ano: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (então no PSB) e Aécio Neves (PSDB). Para ela, isso não configura, necessariamente, compra de favores. O problema, segundo Sakai, está na dívida que essa relação pode criar. "Não estamos falando de corrupção, ninguém está prometendo uma vantagem específica. Mas é um dinheiro que está ali e que garante, no mínimo, um espaço de diálogo com aquela pessoa." O que mudou com o fim das doações empresariais? A legislação eleitoral brasileira passou por uma reforma na última década, com a proibição das doações de empresas e a expansão do financiamento público das campanhas. Para Speck, porém, o principal efeito dessa transformação não foi apenas reduzir o peso do dinheiro privado nas eleições. A mudança também alterou a distribuição de poder dentro dos próprios partidos. Até 2015, empresas e outros financiadores privados destinavam recursos diretamente às candidaturas, o que dava aos candidatos maior autonomia para arrecadar e financiar suas campanhas. Com o modelo atual, o dinheiro público é distribuído aos partidos, que decidem como repassá-lo aos candidatos — seguindo algumas regras, como cotas para mulheres e candidatos negros. "A mudança do financiamento privado para o público trouxe uma profunda reorganização da distribuição de poder entre lideranças políticas individuais, quer dizer, candidatos, e as organizações partidárias", afirma. Segundo ele, os diretórios nacionais ganharam peso não apenas na relação com os candidatos, mas também na relação com as estruturas estaduais, já que concentram recursos e decidem quanto será repassado a cada diretório. A proibição das doações empresariais tinha, entre seus objetivos, reduzir a influência do poder econômico sobre a política, e ganhou tração na sociedade após o escândalo da Lava Jato. Mas isso não significa que o dinheiro privado tenha desaparecido das campanhas. Empresários passaram a fazer doações como pessoas físicas, dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Para Speck, contudo, é preciso dimensionar essa mudança. Os valores atuais podem parecer elevados, já que alguns dos maiores doadores individuais deste ano já desembolsaram milhões de reais. No entanto, eles estão em outra escala quando comparados às doações empresariais de antes da proibição. A JBS, campeã do financiamento eleitoral em 2014, doou vultuosos R$ 362 milhões naquele pleito. Neste ano, o maior doador pessoa física, o empresário Rubens Ometto, desembolsou R$ 6,1 milhões. "Esses doadores doam agora num patamar inferior, na casa dos 10 milhões. É uma redução significativa", afirma. Isso não significa, porém, que o risco de influência econômica tenha sido eliminado. "O risco da influência sobre as eleições e da influência sobre os eleitos não está afastado, mas estamos claramente no outro andar agora. Não estamos naqueles valores estratosféricos." Teresa Sacchet, professora da UFRGS, também ressalta que a doação empresarial era a principal fonte de recursos que definia as chances de sucesso eleitoral, e ela excluía sobretudo mulheres negras. "Se a ideia era diminuir o efeito dos interesses privados sobre a política, isso continua, porque quem tem mais capital consegue interferir mais no processo eleitoral." Ainda assim, a adoção do financiamento público de campanha teve efeitos positivos, principalmente na competitividade da corrida eleitoral, diz a professora. Entre 2014 e 2018, houve um salto na representação feminina — de 10% para 15% das cadeiras na Câmara, um crescimento de 50%. Entre 2018 e 2022, houve crescimento, mas esse ritmo desacelerou: as mulheres eleitas passaram a 17,7%, um avanço de 18% no período. "As empresas doavam muito pouco para mulheres e muito menos para mulheres negras", afirma. "Não tem como excluir a análise de gênero e raça, porque senão a gente propõe coisas que vão acabar prejudicando esses grupos." Um estudo de Sacchet mostra a dimensão dessa dependência: nas eleições de 2022, a cada R$ 100 arrecadados como receita de campanha por candidatas negras a deputada federal, cerca de R$ 95 vieram de fontes públicas de financiamento (FEFC e fundo partidário); entre as candidatas brancas, a proporção foi de aproximadamente R$ 91 a cada R$ 100. Entre os homens, essa dependência era menor: cerca de R$ 86 a cada R$ 100. Ou seja, homens recorrem proporcionalmente mais a outras fontes de financiamento. Outro ponto, defende a professora, é a regra de autofinanciamento. Segundo ela, quem tem dinheiro no início da campanha consegue estruturar melhor o comitê e o planejamento eleitoral. "A regra de autofinanciamento de 10% do teto favorece quem já tem recurso."

Perguntas Frequentes sobre FPAB11

Qual é a cotação de FPAB11 hoje na B3?
A cotação de FPAB11 hoje está em R$ 199,00. Durante o pregão, registrou mínima de R$ 199,00 e máxima de R$ 199,01.
Quanto a FPAB11 paga de dividendos?
A empresa distribui proventos periodicamente na forma de dividendos e JCP (Juros sobre Capital Próprio). Você pode conferir a tabela completa com as últimas datas de corte (Data Com) e pagamento na seção de Dividendos acima.
Como calcular o Preço Teto de FPAB11?
O Preço Teto (Método Barsi e Décio Bazin) estabelece o preço máximo a pagar para obter um retorno mínimo em proventos (ex: 6% ao ano). Utilize nossa Calculadora de Preço Teto de FPAB11 para calcular automaticamente a margem de segurança e o Preço Justo de Graham.
O que significa o P/L e o P/VP de FPAB11?
O P/L (Preço sobre Lucro) indica quantos anos levaria para reaver o capital investido através dos lucros da empresa. Já o P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) indica se o papel está sendo negociado acima ou abaixo de seu patrimônio líquido contábil.

Fonte de Dados Oficiais & Transparência

Informações de cotações e demonstrações financeiras sincronizadas com dados públicos da B3 e CVM.

Aviso Legal: Os dados e ferramentas disponibilizados pelo Cotações Hoje têm propósito exclusivamente informativo e educacional, não constituindo recomendação de investimento.