Resumo de Arbitrum (ARB)
O criptoativo Arbitrum (ARB) está sendo negociado a R$ 0,95 nesta data, acumulando uma variação de +0.06% nas últimas 24 horas. O intervalo de negociação no período oscilou entre a mínima de R$ 0,94 e a máxima de R$ 0,96.
Selo de Investimento: Cripto Sólida
⚠️ AtençãoO criptoativo ARB atingiu 4 de 7 critérios (57.1%), ficando abaixo do mínimo de 5/7 exigido para o Selo Cripto Sólida. Exige cautela reforçada devido a risco de volatilidade, menor liquidez ou tokenomics frágil.
Checklist de Robustez & Tokenomics (7 Critérios Essenciais)
Alta Liquidez Global (Volume > R$ 200M/dia)
Não atendeCapacidade de negociação institucional com alta profundidade no book e baixo slippage
Maturidade da Rede (> 4 anos)
AtendeHistórico comprovado atravessando múltiplos ciclos de mercado e halvings
Segurança de Consenso Comprovada
Não atendeArquitetura de rede com algoritmo de consenso descentralizado e auditado
Utilidade & Infraestrutura Real
AtendeAtuação em setores produtivos do ecossistema cripto (exclui memecoins e tokens especulativos)
Grande Porte (Large Cap > U$ 3 Bi)
Não atendeCapitalização robusta com aceitação institucional e dominância de mercado
Política Monetária Rígida / Deflacionária
AtendeProteção contra hiperinflação de tokens através de teto de emissão ou queima de taxas
Resiliência de Preço & Estabilidade 24h
AtendeComportamento de preços sem quedas abruptas atípicas superiores a 30% em 24 horas
Histórico de Cotação: Arbitrum (ARB)
Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência
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Hack da Binance: por que USDT foi congelado e o bitcoin não
Em 29 de outubro, a Binance perdeu cerca de US$ 6,3 bilhões em um ataque que o setor já trata como o maior roubo de sua história. Poucas horas depois, US$ 2,85 bilhões tinham sido congelados, o equivalente a 44% do montante subtraído, segundo a firma de análise Elliptic. Parte desse dinheiro estava em stablecoins, moedas digitais atreladas ao valor de uma moeda oficial, cujos emissores conseguem travar os tokens diretamente no contrato que os administra. Em 2 de novembro, o Mercado Bitcoin também registrou desvios, e a combinação dos dois casos expõe uma distinção que costuma passar despercebida: nem todo criptoativo reage da mesma forma quando alguém tenta movimentá-lo sem autorização, mesmo quando todos estão guardados do mesmo modo. Cinco meses de preparação antes do saque O ataque não começou no dia do saque. Segundo o relato divulgado pela própria Binance, a operação se estendeu por cerca de cinco meses e teve início com um software manipulado. Em junho, um engenheiro da área de carteiras instalou uma versão falsa de uma ferramenta, que aparecia como publicidade paga no topo dos resultados de busca, acima do programa original. Em setembro, um segundo profissional foi alvo de uma seleção fabricada: houve videoconferência com alguém que se apresentava como executivo de uma firma inexistente, e o candidato baixou um repositório de código malicioso, enviado como prova técnica. Em 20 de outubro, os invasores passaram a operar a partir de um desses computadores e de um sistema interno de inteligência artificial da própria exchange, avançando até o ambiente de quem desenvolve as carteiras digitais. Em 29 de outubro, o código foi acionado. Em quatro minutos, 233 milhões de XRP deixaram cinco carteiras quentes, isto é, carteiras conectadas à internet. Nos vinte minutos seguintes, o grosso do montante, equivalente a US$ 6,3 bilhões, mudou de endereço. A última saída não autorizada ocorreu quase quatro horas após o início. O FBI, polícia federal dos Estados Unidos, atribuiu a autoria ao coletivo ligado à Coreia do Norte conhecido como TraderTraitor. O caso do Mercado Bitcoin Na madrugada de 2 de novembro, a corretora brasileira identificou saídas não autorizadas em pelo menos nove redes, entre elas as de bitcoin, ether e solana. A própria empresa estima o desvio em US$ 38 milhões, enquanto levantamentos de mercado chegam a cerca de US$ 49 milhões. A análise independente feita pela AuditKey aponta, como hipótese, o comprometimento de chaves ou do sistema que assina transações, sem determinar se a origem foi interna, externa ou ligada a um fornecedor. Para conter o impacto, depósitos e retiradas ficaram bloqueados. A companhia garante que nenhum usuário sofrerá perdas e pretende restabelecer o acesso às contas aos poucos, a partir de 9 de novembro. Os números de bloqueio divergem no material analisado: uma passagem cita US$ 13 milhões congelados com apoio de Tether, Circle, BRL1, Paxos e Chainalysis, enquanto a descrição da rede de apoio feita pela corretora fala em US$ 11,2 milhões. As duas cifras não foram conciliadas. Quanto foi congelado e o que ficou de fora O levantamento sobre o caso da Binance distribui os bloqueios conforme a tabela abaixo. Em números aproximados, as parcelas listadas somam cerca de US$ 2,65 bilhões, valor inferior ao total de US$ 2,85 bilhões atribuído à Elliptic, e o material não detalha a diferença. Responsável pelo bloqueio Ativo Valor informado Tether USDT mais de US$ 1,56 bilhão Circle USDC cerca de US$ 823 milhões Ripple Não detalhado no material aproximadamente US$ 200 milhões World Liberty Financial USD1 US$ 27 milhões Conselho de Segurança da Arbitrum Não detalhado no material cerca de US$ 30 milhões Equipe do USDT0 USDT0 na Polygon pouco mais de US$ 6 milhões Entre US$ 2,4 bilhões e US$ 3,2 bilhões, segundo estimativa de uma firma de análise, continuam nos endereços do atacante, sobretudo em ether e em 18.270 bitcoins. Esses recursos não foram movimentados nem congelados. Diferentemente das stablecoins, não existe um responsável a quem recorrer para bloqueá-los. Congelar não é o mesmo que devolver Bloquear e recuperar são operações distintas. Os US$ 2,85 bilhões travados continuam nos endereços do invasor, imobilizados, e o retorno ao patrimônio da vítima depende de um processo legal. Tecnicamente, a restituição costuma se concretizar pela destruição dos tokens bloqueados e pela emissão de novos tokens em nome da vítima, etapa que pode levar meses. O bloqueio funciona, portanto, como uma corrida contra o relógio. Antes que as travas entrassem em ação, o atacante converteu US$ 434 milhões em USDT para ether em exchanges descentralizadas, isto é, plataformas de troca que funcionam sem uma empresa central. Também tomou emprestados 19.762 ether na plataforma de empréstimos Aave, deixando US$ 59,9 milhões em USDT como garantia, e trocou US$ 234 milhões em USDT por TRX. No conjunto, cerca de US$ 786 milhões em stablecoins escaparam por essa janela. Nos quatro dias seguintes, os recursos foram espalhados por perto de 12 mil endereços, distribuídos em 11 redes, em mais de 40 mil operações, com uma nova carteira surgindo a cada 25 segundos. A fatia transformada em moedas sem emitente perdeu, no instante da troca, qualquer possibilidade de bloqueio. Por que bitcoin e USDT respondem de formas distintas Um token é uma unidade de ativo registrada em uma blockchain, o livro de registros distribuído que os participantes da rede conferem em conjunto. O USDT, por exemplo, depende de um contrato inteligente, programa que executa regras automaticamente dentro da própria rede e cuja administração cabe à Tether Limited. Esse código prevê, desde a origem, uma função capaz de marcar um endereço como bloqueado. Assim que isso acontece, o endereço perde o direito de transferir aquele token, seja para uma corretora, uma exchange descentralizada ou outra carteira. O saldo continua visível e intacto, mas deixa de obedecer a quem possui a chave privada, o código secreto que autoriza movimentações. Uma comparação ajuda a visualizar o mecanismo. Uma cédula vale enquanto está em posse de alguém, e quem a segura pode gastá-la. Um cheque administrativo também cabe no bolso, mas seu valor depende de uma obrigação assumida pelo banco emissor, que pode sustá-la sem precisar recolher o papel de volta. A hardwallet, carteira física que mantém a chave fora da internet, conserva esse papel em perfeitas condições, mas não exerce influência alguma sobre a instituição que o emitiu. Portanto, do ponto de vista técnico, não importa onde está o endereço travado: numa exchange ou num equipamento físico, o efeito é o mesmo. Em outras palavras, a carteira física defende a chave contra quem a cobiça, mas não protege o token contra o emissor. O bloqueio nunca se dá na carteira; ocorre no contrato. O bloqueio nunca se dá na carteira; ocorre no contrato. Há ainda um equívoco comum: a crença de que o bloqueio depende de decisão judicial. Não depende. Em apenas 37 minutos após a chegada do token roubado da Binance ao endereço do invasor, a Tether já o havia travado, e nenhum juízo conseguiria deliberar em tão pouco tempo. Em geral, a pedido de quem sofreu o golpe ou de autoridades policiais, o emissor atua por iniciativa própria, respeitando suas regras contratuais; o rito jurídico só surge depois, quase sempre para legitimar a restituição. Esse poder é privado, discricionário e veloz. É justamente essa característica que o faz eficiente contra criminosos, e ela também define o ativo em si, sem importar quem esteja no lugar de alvo. No caso do bitcoin, não existe emissor nem contrato administrado por alguém, e por isso o protocolo não contempla nenhum mecanismo central de travamento. A Binance não tem a quem acionar, e o mesmo vale para o FBI. Na prática, segundo um analista da ChainArgos, esses ativos só saem de alcance se o invasor os transferir para alguma plataforma disposta a retê-los, ou se investigadores conseguirem as chaves privadas. Seria igualmente um exagero tratar o bitcoin como impossível de apreender. Ele é confiscado com regularidade nos pontos de contato com o sistema regulado: quando passa por uma corretora, quando uma chave aparece numa busca ou quando um intermediário decide cooperar. O que falta é um botão central. O controle existe, mas está espalhado por esses pontos de contato, não embutido no protocolo. Entre um controle espalhado e uma ausência total de controle está a distinção que separa um ativo passível de apreensão de outro capaz de ser desligado. Na prática, bitcoin e USDT podem estar no mesmo aparelho e sob o mesmo endereço e, mesmo assim, ter regimes diferentes. Depois da transferência, o bitcoin obedece unicamente ao detentor da chave de destino, ao passo que o USDT também obedece ao administrador do código. As perguntas que definem cada ativo A pergunta sobre onde guardar um ativo deveria vir acompanhada de outra: quem governa o que está guardado? Algumas questões ajudam a responder: Quem emite o ativo, e existe emissor identificável? O contrato possui função que permita congelar, pausar ou mudar regras? Quem controla a chave administrativa? Pode ser uma companhia, um comitê com múltiplos assinantes, uma estrutura descentralizada ou, em tese, ninguém. Que evidência confirma o que o ativo declara representar? Reservas auditadas, código revisado ou consenso da rede são exemplos. O caso da Arbitrum mostra como uma simplificação pode enganar. Trata-se de uma solução de segunda camada construída sobre a rede Ethereum (estrutura que opera por cima de outra blockchain para ganhar velocidade e custos menores), e que costuma ser descrita como descentralizada. Mesmo assim, o Conselho de Segurança da rede executou uma transação que congelou cerca de US$ 30 milhões ligados ao ataque. A existência desse órgão com poder de bloqueio está registrada nos documentos de governança e não é segredo; ainda assim, boa parte dos usuários desconhecia essa prerrogativa e só a percebeu quando foi exercida. Não há configuração intrinsecamente superior, porque cada desenho troca uma coisa por outra. Um ativo congelável pode ser devolvido a quem sofreu o roubo; um ativo imune a bloqueios não tem como ser restituído. Quem busca recuperabilidade precisa aceitar que alguém detém poder de travar; quem prefere que ninguém trave precisa aceitar que, em caso de ataque, a restituição também não existe. Ambas as escolhas são legítimas, desde que feitas com consciência do que está sendo escolhido. Hipótese: inteligência artificial nos dois lados Vale separar o que está confirmado do que é suposição. O fato reconhecido pela Binance é que os invasores usaram uma ferramenta interna de inteligência artificial para avançar dentro da companhia, do computador de um engenheiro comprometido até a equipe de carteiras. Nesse episódio, a IA não serviu ao criminoso como arma; foi a própria infraestrutura da vítima, voltada contra ela. Já a hipótese não tem confirmação. Especialistas em segurança ouvidos pela imprensa internacional avaliam que grupos como o TraderTraitor possam recorrer a modelos de IA para pesquisar alvos, achar brechas e criar personagens convincentes nas entrevistas falsas. Há também o caso da Coldcard, em julho, no qual a reconstrução em escala de seeds (frases-semente que geram as chaves de uma carteira) fracas indicou automação além do método artesanal. Trata-se, por ora, de uma leitura, e não de um fato. O lado defensivo costuma ficar fora da conversa. Travar cerca de US$ 1,5 bilhão em 37 minutos não resulta de alguém observando telas: pressupõe vigilância automatizada, identificação de padrões suspeitos e resposta praticamente instantânea. Se essa leitura se confirmar, a janela entre o roubo e a impossibilidade de recuperação tende a encurtar, e a distância entre ativos com emissor e ativos sem emissor deve ficar cada vez mais evidente. O que muda e o que permanece para quem investe O que muda é que a pergunta sobre custódia deixou de ser suficiente. Para cada ativo, vale saber quem o emite, se o contrato prevê função de bloqueio e quem controla essa função. Quando a mesma stablecoin aparece numa carteira física ou numa corretora, o emissor continua sendo o mesmo; o que muda é quem poderia extrair a chave, e não quem tem poder para travar o token. A informação não obriga a nenhuma providência específica; serve para que cada posição em criptoativos seja mantida com clareza sobre os riscos de controle que a acompanham. O que permanece é que o protocolo do bitcoin não foi afetado em nenhum dos dois incidentes. O problema ficou restrito à camada operacional das corretoras, em especial aos elos humanos e tecnológicos responsáveis por validar saídas de recursos. Corretoras com capital e governança mantêm uma vantagem que a autocustódia não oferece: a capacidade de absorver perdas. Já quem perde fundos em autocustódia fica sem interlocutor capaz de ressarci-lo. Como se trata de fatos operacionais, e não estruturais, os episódios não sustentam nem derrubam tese alguma sobre um ativo específico. Erros a evitar Generalizar que todo o setor é inseguro a partir de invasões a corretoras equivale a tratar o cofre como se fosse o conteúdo guardado. Acreditar que a hardwallet blinda contra qualquer risco é um equívoco, pois ela resguarda a chave, e não o ativo. Tomar a possibilidade de bloqueio como defeito ignora que, para quem prioriza recuperação, essa característica é justamente a desejada. Retirar tudo às pressas durante um incidente, sobretudo quando a corretora afirma cobertura integral, é arriscado, porque a urgência costuma ser o ambiente em que se cometem erros irreversíveis. Responder a mensagens, ligações ou links que prometem ressarcimento, checagem ou recuperação após um ataque. Nenhuma instituição do setor deveria pedir credenciais, códigos ou a frase-semente de uma carteira, e o Mercado Bitcoin fez alerta específico sobre fraudes que tendem a aparecer depois de cada invasão. Ter a chave de um endereço não equivale a dominar o ativo registrado nele. Um token pode seguir respondendo a um emissor mesmo quando você é o titular. Distinguir essas duas coisas, para cada ativo que você guarda, define o que é posse e o que é, de fato, controle.
Preço do Bitcoin hoje, 08 de novembro de 2026: BTC em US$ 75 mil após surpresa nos EUA e fuga de US$ 1,2 bilhão dos ETFs
Relatório de emprego americano aumenta expectativa de alta dos juros O preço do Bitcoin (BTC) hoje, na manhã deste domingo, 08 de novembro de 2026, está cotado em R$ 423.832,33, de acordo com dados do Criptodata. O BTC praticamente não se moveu nas últimas 24, permanecendo no nível de US$ 75 mil. Preço do Bitcoin 08 de novembro de 2026 – Imagem: Coinmarketcap O relatório de empregos americanos surpreendeu o mercado não apenas pela criação de vagas, mas também pela revisão dos números anteriores. Segundo o Bureau of Labor Statistics (BLS), a geração de empregos em setembro foi revisada de 29 mil para 60 mil, reforçando a percepção de que a economia dos Estados Unidos continua aquecida. O resultado representa um desafio para o Bitcoin porque juros mais elevados tornam aplicações tradicionais de renda fixa relativamente mais atraentes. Além disso, o fortalecimento do dólar e a redução da liquidez podem pressionar ativos que dependem de maior disposição dos investidores para assumir riscos. Leia também: BlindPay conquista licença para operar pagamentos nos EUA A turbulência também atingiu as bolsas americanas. Na quinta-feira (5), o S&P 500 despencou 4,4%, enquanto o Nasdaq perdeu aproximadamente 5,5%, em uma forte liquidação de ações relacionadas à inteligência artificial. Na sexta-feira, porém, os índices apresentaram recuperação parcial, com o S&P 500 avançando 0,3% e o Nasdaq subindo 1,1%. No mercado de criptomoedas, outro fator negativo é a retirada de capital dos fundos negociados em bolsa. De acordo com dados da Farside Investors, os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos acumularam saídas líquidas de US$ 1,28 bilhão entre os dias 2 e 6 de novembro. Somente na sexta-feira, os resgates líquidos chegaram a US$ 411,9 milhões. O IBIT, da BlackRock, respondeu por US$ 403 milhões em saídas, enquanto o FBTC, da Fidelity, registrou entradas de US$ 42,8 milhões. O movimento mostra que o interesse institucional permanece pressionado, apesar da diferença de comportamento entre os fundos. Bitcoins antigos estão chegando às exchanges: sinal de novas vendas? Além das dificuldades macroeconômicas, o mercado acompanha uma mudança importante no comportamento dos investidores de longo prazo. Uma análise publicada pelo especialista identificado como nocoffeenobrain aponta um aumento na transferência de Bitcoins antigos para corretoras centralizadas desde junho, com aceleração observada no final de outubro. Segundo o analista, a movimentação ganhou intensidade no período posterior aos incidentes de segurança envolvendo dispositivos Ledger, em 9 de outubro, e a Binance, em 29 de outubro. Entretanto, ele ressalta que ainda não existem evidências suficientes para estabelecer uma relação direta entre os acontecimentos e o aumento das transferências. Os dados da plataforma CoinGlass ajudam a dimensionar a movimentação. Em 6 de novembro, o indicador de entradas de Bitcoin de investidores de longo prazo nas exchanges registrava aproximadamente 6.876 BTC, volume 65,2% superior ao observado sete dias antes. Tradicionalmente, o envio de moedas antigas para exchanges é acompanhado com atenção porque pode representar preparação para vendas. Investidores que mantiveram seus Bitcoins por meses ou anos podem utilizar essas plataformas para realizar lucros, reduzir exposição ou reorganizar suas posições. Entretanto, nocoffeenobrain apresenta outra possibilidade: parte dos investidores pode estar reconsiderando sua estratégia de custódia depois dos recentes incidentes de segurança. Nesse cenário, algumas transferências poderiam representar uma mudança na forma de armazenar os ativos, e não necessariamente uma intenção imediata de venda. A hipótese ainda não foi comprovada. Transferir Bitcoin para uma exchange não significa necessariamente vender, já que os recursos também podem ser utilizados para garantias, operações financeiras ou simples transferência de custódia. Ainda assim, o aumento dos depósitos amplia a quantidade de moedas potencialmente disponíveis para negociação. Bitcoin long term Bitcoin pode cair para US$ 70 mil ou recuperar US$ 80 mil? Do ponto de vista técnico, a região de US$ 75 mil permanece como um suporte importante para o Bitcoin. A criptomoeda chegou a negociar abaixo desse patamar durante a sessão de sexta-feira, mas conseguiu recuperar parte das perdas e permanece próxima da região neste domingo. Caso os compradores consigam defender esse nível, o BTC poderá buscar inicialmente a região de US$ 78 mil e, posteriormente, testar novamente a resistência de US$ 80 mil. Esse cenário dependerá, entre outros fatores, de uma redução da pressão sobre os ETFs, estabilização das bolsas americanas e melhora das condições de liquidez. Leia também: ONU destaca força do Brasil em blockchain e diz que país tem estrutura para transformar o agronegócio Por outro lado, uma perda consistente dos US$ 75 mil poderia abrir espaço para movimentos em direção aos US$ 72 mil. Em um cenário de maior aversão ao risco, a faixa entre US$ 68 mil e US$ 70 mil também aparece como uma possível região de atenção para os investidores. Esses valores representam cenários técnicos condicionais, e não projeções garantidas. O comportamento dos títulos americanos, as decisões do Fed e a entrada de Bitcoins antigos nas exchanges serão variáveis importantes para avaliar a força dos compradores e vendedores. Por enquanto, o Bitcoin enfrenta uma combinação de pressão macroeconômica, saídas de capital institucional e aumento das movimentações on-chain. A capacidade de preservar os US$ 75 mil poderá ajudar a determinar se o mercado encontrará estabilidade ou enfrentará uma nova rodada de volatilidade nas próximas sessões. Portanto, o preço do Bitcoin em 08 de novembro de 2026 é de R$ 423.832,33, de acordo com dados do Criptodata. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0024 BTC e R$ 1 compram 0,0000024 BTC. As criptomoedas que estão repgistrando as maiores altas no dia 08 de novembro de 2026, são: Pieverse (PIEVERSE), Arbitrum (ARB) e Algorand (ALGO), com altas de 5%, 2% e 1%, respectivamente. As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 08 de novembro de 2026, são: Pump.fun (PUMP), Ethena (ENA) e Bitcoin Cash (BCH), com quedas de -5,3%, -5,2% e -4% respectivamente.
Mercado Bitcoin confirma hackeamento e roubo de pelo menos US$ 46 milhões no Brasil
Enquanto a Binance tenta se recuperar e continua analisando como hackers norte-coreanos conseguiram roubar US$ 6,3 bilhões de sua exchange de criptomoedas, e confirmam que já recuperou quase US$ 4 bilhões, a plataforma Mercado Bitcoin confirmou que também foi vítima de um hack. A maior exchange do Brasil sofreu um ciberataque durante a madrugada de segunda-feira que obrigou a congelar retiradas e depósitos. A empresa assegurou que os fundos dos usuários estão a salvo e que não houve vazamento de dados. Embora as primeiras estimativas calculassem as perdas em cerca de US$ 40 milhões (mais de 217 milhões de reais), levantamentos posteriores de analistas de segurança da Arkham Intelligence indicaram que o valor de ativos drenados supera os US$ 46 milhões, conforme relatado pelo Bitcoin.com. Diante do avanço do incidente, a companhia reagiu bloqueando temporariamente as operações de retirada e depósito em sua plataforma para preservar a integridade do sistema. “Não houve prejuízo para os clientes” Com o objetivo de tranquilizar seus mais de quatro milhões de usuários, a empresa emitiu uma série de comunicados oficiais por meio de sua conta na rede social X. Nas primeiras declarações, a empresa confirmou a intrusão e ressaltou a proteção das contas individuais: “Identificamos e contivemos rapidamente um incidente de segurança em um de nossos sistemas nesta madrugada. Reforçamos que: não houve nenhum prejuízo para os clientes; não houve vazamento de dados”. Para resguardar o ecossistema enquanto avança a auditoria técnica, a exchange detalhou a interrupção momentânea de seus serviços-chave: “Como medida preventiva de proteção, os depósitos e retiradas estão temporariamente suspensos. Nossas equipes estão mobilizadas investigando o caso, rastreando os ativos e coordenando as medidas junto às autoridades competentes”. Horas depois, a empresa publicou uma atualização técnica compartilhando os endereços públicos para onde foram direcionados os fundos roubados para colaborar com o rastreio global na blockchain. Nessa nova mensagem, Mercado Bitcoin acrescentou: “Continuamos trabalhando para restabelecer as operações com segurança e manteremos nossos clientes informados por meio de nossos canais oficiais”. Como foi a manobra criminosa na blockchain Segundo dados fornecidos pela empresa de monitoramento Hypernative, as primeiras transferências atípicas foram detectadas por volta das 23h15 de domingo, no horário de Brasília. No entanto, a maior parte das operações suspeitas ocorreu entre as 3h19 e 3h53 da madrugada de segunda-feira. Os atacantes conseguiram extrair fundos distribuídos em pelo menos 10 redes blockchain distintas, entre as quais estão Bitcoin, Ethereum, Solana, Tron, Polygon, Arbitrum, Avalanche, BSC e Stellar. Entre os ativos subtraídos, foram contados 106 BTC, mais de 2.800 ETH, 10.700 SOL e milhões de tokens adicionais. Um aspecto-chave apontado por especialistas em cibersegurança é que o drenamento não se originou pela exploração de falhas em contratos inteligentes. As criptomoedas foram transferidas por meio de transações simples diretamente das carteiras quentes da empresa para endereços recém-criados pelos atacantes. Isso sugere que os cibercriminosos teriam obtido acesso ilegal às chaves privadas ou ao mecanismo de assinatura de transações da plataforma. Como contrapartida, a empresa Tether, emissora da stablecoin USDT, reagiu imediatamente. Seu CEO, Paolo Ardoino, confirmou nas redes sociais que congelaram mais de 4,5 milhões de USDT vinculados ao endereço do atacante para frear sua liquidação. Este ciberataque sacode o mercado de cripto sul-americano apenas alguns dias depois de a Binance ter sofrido um ataque maciço com impacto global.
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