TOPP11 FII TOPP PAX – Cotação Hoje
FII TOPP PAX
CNPJ: 56805391000176
Selo de Investimento:
⚠️ AtençãoAtende a 6 de 11 critérios. Alguns múltiplos de valuation, histórico ou liquidez exigem atenção.
Checklist Fundamentalista de 11 Critérios
Critérios de consistência e valuation auditadosRetorno em dividendos nos últimos 12 meses superior a 6% ao ano
Pagamento regular de rendimentos em pelo menos 10 dos últimos 12 meses
Cota negociada sem ágio exagerado sobre o valor patrimonial
Ausência de desconto extremo que possa sinalizar vacância crônica ou risco de crédito
Sem quedas abruptas (superiores a 30%) no valor médio distribuído recentemente
Fundo de porte relevante com maior capacidade de diversificação e resiliência
Volume diário adequado para negociação ágil e spreads reduzidos no book
Atuação em setor com histórico maduro de geração de renda imobiliária
Histórico operacional comprovado em diferentes ciclos econômicos
Rendimentos saudáveis sem sinais de amortizações ou distribuições extraordinárias
Nível de ocupação saudável dos imóveis para garantir a receita de aluguéis (Ignorado para fundos de papel)
Método Barsi (Preço Teto 6% a.a.)
Estratégia focada em renda imobiliária com cálculo do preço máximo da cota para obter no mínimo 6% ao ano em proventos com base nos rendimentos dos últimos 12 meses.
Portfólio de Imóveis & Vacância Física
| Imóvel & Tipo | Endereço / Cidade | Área (ABL) | Vacância | Part. Receita |
|---|---|---|---|---|
| Edificio Metropolitan Imóveis para renda acabados | Rua Amauri, 225, Sem Complemento, Jardim Europa, São Paulo/SP, Brasil, 01448-000 | 10.193 m² | 9,42% | 58,03% |
| Edificio Platinum Imóveis para renda acabados | Rua Jeronimo Da Veiga, 384, Sem Complemento, Jardim Europa, São Paulo/SP, Brasil, 04536-001 | 2.520 m² | 0,00% | 15,95% |
📊 Alocação por Classe de Ativo
Principais Títulos & CRIs em Carteira
Consulte o Raio-X completo de ativos, passivos, alavancagem, cotistas e histórico de 12 meses do TOPP11.
Resumo Fundamentalista de TOPP11
O ativo TOPP11 (FII TOPP PAX) está sendo negociado hoje a R$ 65,95, acumulando uma variação de -0.05% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 59,57 e a máxima de R$ 78,00. O fundo atua no segmento de Fundo Imobiliário (FII), registrando um Dividend Yield (12M) de 14.86% e indicador P/VP de 0.65x.
Histórico de Cotação: TOPP11
Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência
Indicadores do Fundo Imobiliário (FII)
Sobre a TOPP11
O FII RBR TOP OFFICES (TOPP11) é um fundo de investimento imobiliário listado na B3. O fundo possui mandato de não informado e atua no segmento de Outros, com gestão Ativa.
Outros FIIs do Segmento Fundo Imobiliário (FII)
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Crédito Oculto: entenda o esquema envolvendo combustíveis e empresário que fez repasses a ‘Dark Horse’
A terceira fase da Operação Carbono Oculto, batizada de Operação Crédito Oculto, foi deflagrada nesta quinta-feira, 24, para investigar um esquema de lavagem de dinheiro que teria utilizado fundos de investimento, fintechs e operações bancárias para esconder os beneficiários efetivos de negócios no setor de combustíveis. Entre os alvos está o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, que também é delator nas investigações envolvendo o Banco Master e aparece em apurações sobre repasses destinados ao filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A operação investiga a utilização de estruturas financeiras complexas para viabilizar a aquisição de uma das grandes distribuidoras de combustíveis do país. De acordo com as autoridades, os mecanismos empregados também teriam sido utilizados para ocultar a propriedade de uma usina de açúcar e álcool e dificultar a identificação dos beneficiários finais dos negócios. A ofensiva desta quinta-feira mobilizou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), a Receita Federal e as polícias Civil e Militar. Foram cumpridos mandados em endereços ligados a 13 pessoas e 19 empresas nos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo. Como funcionava o esquema, segundo as autoridades Segundo as investigações, fintechs teriam usado sua estrutura para ocultar os verdadeiros proprietários de uma usina de açúcar e álcool. Formalmente, a empresa estaria registrada em fundos de investimento aparentemente independentes. Na avaliação dos investigadores, porém, o controle econômico permaneceria com integrantes do grupo já investigado na Carbono Oculto. A estratégia teria criado uma separação entre a propriedade formal das empresas e quem efetivamente controlava os negócios. Com diferentes fundos e empresas interpostos na estrutura, os investigadores buscaram reconstruir o caminho do dinheiro e identificar os beneficiários finais. Continua após a publicidade Um dos negócios sob investigação envolve aproximadamente 370 milhões de reais em direitos creditórios da usina. A análise financeira indicou que uma parcela relevante dos recursos usados para adquirir as cotas teria partido de fundos controlados pelo próprio grupo investigado. O dinheiro, portanto, teria circulado entre estruturas relacionadas aos mesmos envolvidos, produzindo uma aparência de operação legítima e dificultando o rastreamento dos beneficiários. Outro mecanismo identificado envolve aproximadamente 100 milhões de reais utilizados para viabilizar a aquisição da distribuidora de combustíveis. Segundo a apuração, o dinheiro passou rapidamente por contas vinculadas a três empresas antes de chegar à usina. As movimentações teriam utilizado as chamadas contas bolsões”, administradas por fintechs. Nesse tipo de estrutura, diferentes recursos podem ser movimentados por meio de contas controladas pelas instituições financeiras, criando uma camada adicional entre o dinheiro e seus beneficiários. Continua após a publicidade A investigação também identificou uma estrutura envolvendo um investimento bancário casado. Um fundo teria adquirido um Certificado de Depósito Bancário Vinculado (CDBV), enquanto o banco realizava simultaneamente uma operação que envolvia a emissão de duas Cédulas de Crédito Bancário para empresas de fachada ligadas ao grupo investigado. De acordo com a investigação, o desenho da operação teria como finalidade capitalizar essas empresas sem deixar evidente quem eram os beneficiários efetivos dos recursos. Os investigadores também apontam a utilização de fundos imobiliários para dificultar a identificação dos proprietários reais e criar uma barreira jurídica sobre o patrimônio. Imóveis ligados ao grupo teriam sido transferidos para esses fundos. Embora deixassem de aparecer diretamente em nome dos investigados, os ativos permaneceriam sob seu controle econômico. A estrutura teria funcionado, assim, como uma forma de dificultar a identificação da relação entre os investigados e os bens. Continua após a publicidade Uma das principais empresas financeiras envolvidas na fraude movimentou 11,6 bilhões de reais entre 2021 e 2025. Para os investigadores, o volume de recursos ajuda a dimensionar a atuação de operadores financeiros que, sob suspeita, teriam disponibilizado estruturas capazes de movimentar e ocultar recursos de organizações criminosas. Quem é Antônio Carlos Freixo Júnior Um dos personagens envolvidos na operação é Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro” e dono da Entre Investimentos. Além de ser alvo da Crédito Oculto, ele firmou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República nas investigações relacionadas ao Banco Master. A delação de Freixo foi pautada por sua ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o relato apresentado pelo próprio empresário aos investigadores, a Entre Investimentos teria funcionado como um braço da estrutura utilizada por Vorcaro para fazer pagamentos a políticos e repassar dinheiro a interlocutores. Continua após a publicidade Freixo também relatou ter realizado remessas ao exterior e obtido grandes quantidades de dinheiro em espécie, posteriormente entregues em malas a pessoas indicadas pelo banqueiro. É nesse contexto que aparece o filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro. Segundo documento elaborado pela Polícia Federal a partir da análise dos celulares de Daniel Vorcaro, em 2025 a Entre Investimentos teria feito, a mando do banqueiro, remessas internacionais para a Havengate Development Fund LP, fundo americano administrado por Paulo Calixto, advogado ligado a Eduardo Bolsonaro. Os valores identificados pela PF somaram 12,3 milhões de dólares e estariam relacionados ao financiamento da produção cinematográfica. No celular de Vorcaro, os investigadores encontraram um documento relacionado ao financiamento do filme. O projeto previa originalmente 24 milhões de dólares, equivalentes a cerca de 134 milhões de reais na época, divididos em 14 parcelas. Continua após a publicidade Em maio deste ano, veio a público um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro pede a Vorcaro apoio financeiro para viabilizar o filme e cobra a regularidade dos pagamentos. Flávio confirmou a autenticidade da gravação. Em relatório produzido no início de setembro, a Polícia Federal afirmou que Flávio não aparecia apenas de forma indireta nas comunicações analisadas. Segundo os investigadores, ele mantinha contato direto com Vorcaro sobre o financiamento da produção, incluindo cobranças relacionadas aos pagamentos, reuniões e acompanhamento das filmagens. Ligação da Crédito Oculto com o Banco Genial Outro nome do mercado financeiro entre os alvos da Crédito Oculto é Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-sócio do Banco Genial. Segundo a instituição, porém, o executivo deixou a diretoria do banco em maio de 2026 e posteriormente renunciou à administração do Fundo Radford, após a primeira fase da Operação Carbono Oculto. Leia a nota do Banco Genial enviada à imprensa nesta quinta-feira, 24: “O Banco Genial esclarece que Humberto Tupinambá não integra a Diretoria e não é sócio da instituição desde maio de 2026, quando ocorreu sua destituição. Todas as informações relacionadas às operações envolvendo o Fundo Radford, inclusive aquelas relacionadas às empresas Berna e Branson Holdings, que estavam em poder da instituição foram fornecidas pela própria Genial ao GAECO-SP. Em relação às operações mencionadas, também foram realizadas as comunicações cabíveis ao COAF, nos termos da legislação e da regulamentação aplicáveis. No âmbito dessas operações, a Genial atuou dentro das atribuições que lhe competiam, observando os procedimentos, normas e regulamentos aplicáveis, considerando as informações disponíveis à instituição à época. A partir do conhecimento dos fatos, a instituição adotou medidas adicionais de governança e controle, incluindo a instauração de processo de Inspetoria interna, a revisão da governança das operações de crédito, o afastamento do então diretor dos respectivos processos decisórios e sua posterior destituição. A Genial também contou com o apoio de especialistas externos para a revisão e o aprimoramento de seus processos e controles. Após a deflagração da Operação Carbono Oculto, a Genial renunciou à administração do Fundo Radford e manteve sua postura de colaboração com as autoridades, fornecendo as informações e os documentos solicitados. A instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários.”
TRXF11 enche o carrinho de novo e paga R$ 2,83 bilhões, mas FII cai na bolsa; veja o que entra no portfólio
Mesmo com os investidores torcendo o nariz a cada nova compra de imóveis do fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11), o FII continua enchendo o carrinho. Os novos “recebidos pagos” incluem sete operações de empreendimentos logísticos e cinco participações em shoppings da empresa Iguatemi (IGTI11). No total, o valor desembolsado chega a R$ 2,83 bilhões. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Porém, o mercado segue com um pé atrás sobre a sequência de aquisições do fundo. Por volta de 11h48 desta quinta-feira (24), as cotas do FII recuavam 1,27%. E o ano tem sido difícil para o fundo imobiliário na bolsa. Com a desconfiança de cotistas, o ativo acumula queda de 27% desde o início de 2026. Na quarta-feira (23), o fundo anunciou a compra integral e de fatias de imóveis logísticos localizados em Pernambuco, Espírito Santo, Minas Gerais e Paraná. Já nesta quinta, outros três imóveis logísticos foram embolsados, também no Espírito Santo e em Minas. Além disso, o FII amplia a participação no setor de shoppings, com a compra de cinco ativos da Iguatemi. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Aposta bilionária em galpões logísticos A maior parte das novas aquisições é no setor logístico. Só nas operações envolvendo galpões e centros de distribuição, o fundo anunciou investimentos de cerca de R$ 1,85 bilhão. Leia Também Na quinta-feira (24), o TRXF11 o fundo informou a aquisição de participações em três empreendimentos logísticos localizados em Itapeva (MG), Cariacica (ES) e São Sebastião da Bela Vista (MG), em uma transação estimada em R$ 578,3 milhões. Entre os locatários estão empresas como Petlove, Mercado Livre, Azzas, Suzano, Whirlpool e Support. Em São Sebastião da Bela Vista está um projeto desenvolvido de forma personalizada para o Mercado Livre, com mais de 122 mil metros quadrados de área bruta locável e entrega prevista entre o fim de 2027 e o início de 2028. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Um dia antes, o fundo já havia anunciado a aquisição do Centro Logístico Grande Vitória, em Viana (ES), por R$ 643,6 milhões. O imóvel possui cerca de 184 mil metros quadrados de área bruta locável e abriga locatários como DHL, Raia Drogasil, Super BH, Ativa e Ybera. Também na quarta-feira, o fundo divulgou um acordo para adquirir indiretamente um complexo logístico em Extrema (MG) por R$ 424,3 milhões. Neste caso, a operação será estruturada por meio de um novo fundo imobiliário gerido pela Cy.Capital, do qual o TRXF11 será investidor âncora. O movimento se soma ainda à conclusão da compra de 70% do empreendimento LOG Recife II, em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. O ativo está todo locado à Shopee até 2030 e foi adquirido por aproximadamente R$ 210 milhões. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Sede da BRF no portfólio Além dos ativos logísticos, o TRXF11 concluiu a aquisição de uma participação de 90,07% em um imóvel localizado em Curitiba, no Paraná, e ocupado pela sede administrativa da BRF. O negócio foi fechado por R$ 103,5 milhões. O imóvel possui cerca de 23,4 mil metros quadrados de área bruta locável correspondente à participação adquirida e foi negociado com taxa de capitalização de 10,25% ao ano. Segundo a gestora, o ativo abriga cerca de 1,2 mil funcionários da companhia e concentra funções corporativas como logística, tecnologia e recursos humanos. Expansão também nos shoppings Fora do segmento logístico, o TRXF11 avançou na compra de participações em cinco shoppings da Iguatemi com a assinatura de um compromisso definitivo. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A transação já havia sido divulgada no início de agosto e envolve os seguintes empreendimentos: 36% do Iguatemi Alphaville; 10% do Iguatemi Ribeirão Preto; 10% do Iguatemi São José do Rio Preto; 35,55% do Praia de Belas; 36% do I Fashion Outlet Novo Hamburgo. A transação é avaliada em R$ 876,1 milhões. No entanto, o encerramento da negociação ainda depende de uma operação de financiamento que permitirá ao TRXF11 realizar o pagamento da parcela inicial. Mesmo após a conclusão da venda, a Iguatemi continuará responsável pela administração dos cinco empreendimentos. Mercado está insatisfeito com as compras recentes O problema, no entanto, é que os investidores estão insatisfeitos com as aquisições recentes do TRXF11. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Há dez dias, o fundo imobiliário passou pela mesma coisa: anunciou a compra de ativos corporativos e os cotistas reagiram vendendo os papéis. As operações de R$ 340,3 milhões envolviam o Edifício Morumbi, localizado na Avenida Morumbi, e dez unidades do Thera Corporate – Torre 3, na Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini. O anúncio da aquisição veio após o TRXF11 vender um imóvel locado ao Delboni Auriemo, localizado também em São Paulo, por R$ 77 milhões. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
FIIs populares caem até 47,59%: o desconto não mede oportunidade
Fundos imobiliários com mais de 30 mil cotistas acumulam perdas de até 47,59% em 2026, conforme levantamento da Economática. A lista de maiores baixas reúne nomes com bases expressivas de investidores pessoa física — TORD11, TGAR11 e HCTR11 entre eles — e, enquanto algumas quedas passam de 40%, outras superam 20% no acumulado do ano. O tamanho do recuo, isolado, informa pouco sobre o que ainda pode voltar ao bolso do cotista; o que distingue fundos vizinhos numa tela de piores desempenhos é a capacidade de transformar patrimônio em caixa. As quedas entre os fundos mais populares Fundo Cotistas Queda em 2026 VGHF11 (Valora Hedge Fund) 358,5 mil -23,43% TRXF11 (TRX Real Estate) 351,7 mil -17,72% TGAR11 (TG Ativo Real) 127,1 mil -47,03% HCTR11 (Hectare CE) 118,1 mil -29,23% DEVA11 (Devant Recebíveis Imobiliários) 71,6 mil -25,79% TRBL11 (Tellus Rio Bravo Renda Logística) 40,3 mil -16,93% BBIG11 (BB Premium Malls) 37,2 mil -21,82% TORD11 — -47,59% URPR11 — -43,69% MFII11 — -41,39% A tela de baixas mistura riscos que não se comparam Olivia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, aponta o ranking de piores retornos como o ponto em que a atenção do investidor costuma escapar. Convivem ali, segundo ela, fundos de desenvolvimento, estruturas multiestratégia e carteiras predominantemente de crédito, com ameaças de naturezas distintas: execução de projeto, liquidez baixa, deterioração de recebíveis, carência e inadimplência. Na avaliação dela, o desconto sobre o valor patrimonial — o P/VP, razão entre o preço da cota na B3 e o patrimônio líquido por cota — não funciona como medida de oportunidade, e sim como retrato da distância entre o que o fundo reconhece como ativo e o que o mercado aceita pagar. A pergunta decisiva é quanto desse patrimônio consegue, de fato, chegar ao caixa do cotista. Patrimônio que existe e patrimônio que vira dinheiro No TORD11, o patrimônio líquido somava cerca de R$ 212,6 milhões e o valor de mercado beirava R$ 6 milhões. A carteira reúne CRIs — certificados de recebíveis imobiliários, títulos de dívida lastreados em créditos do setor —, FIPs e participações em SPEs (sociedades criadas para cada empreendimento). A recuperação, nesse caso, passa pela realização desses ativos e por quanto dos valores escriturados no balanço se converte em dinheiro. O TGAR11 expõe um problema de prazo, não de existir ativo: o estágio das obras era de 95% de conclusão e o de vendas, 81% das unidades. O VGV (valor geral de vendas) apurado no segundo trimestre somou R$ 255 milhões, 50% acima do mesmo intervalo de 2025. O desfecho depende do ritmo de vendas, da entrega dos projetos e da transformação dos recebíveis em caixa. Crédito: carência e inadimplência no centro do problema A desvalorização do URPR11 veio junto com dividendos menores: a distribuição mensal recuou do intervalo de R$ 0,80 para R$ 0,30 por cota. O fundo ainda dispunha de cerca de R$ 110,4 milhões entre caixa e liquidez, colchão que não dispensa examinar qualidade dos créditos, garantias e prazos de recuperação. No HCTR11, a fotografia analisada mostrava só 10% da carteira de CRIs em dia; 54% estavam em carência (espera contratual antes da retomada das parcelas) e 36%, inadimplentes. A saída apontada passa por renegociação, retomada de pagamentos, execução de garantias e recuperação de principal. Revisões de caixa e dividendos sob pressão No MFII11, as estimativas de geração de caixa foram refeitas para baixo: de R$ 30,6 milhões para R$ 9,2 milhões em 2026 e de R$ 87,1 milhões para R$ 46,5 milhões em 2027. A retomada depende de os projetos e participações voltarem a produzir caixa perto dos valores contabilizados. No BBIG11, pesam a dívida atrelada à compra de shoppings e o corte do rendimento, de R$ 0,07 para R$ 0,02 por cota em junho, mesmo com vacância baixa dos imóveis. A cota recua 21,82% no ano. O VGHF11, com baixa de 23,43%, sentiu a desvalorização da carteira de FIIs e de papéis indexados à inflação, além de rendimentos menores: distribuiu R$ 0,06 por cota em julho e passou a girar parte do portfólio, vendendo CRIs de IPCA e elevando a fatia em papéis de CDI. Já o TRXF11 recua 17,72% sem que, até aqui, imóveis ou rendimentos tenham se deteriorado. O fundo continua comprando e vendendo ativos, ainda que episódios recentes ligados ao grupo tenham deixado parte dos analistas mais cautelosos. O que observar a partir daqui Descontos largos sobre patrimônio costumam se fechar quando surge um gatilho concreto de caixa — venda de ativo, renegociação bem-sucedida, entrega de obra — e tendem a persistir quando o horizonte de conversão é longo ou as garantias são frágeis. Entre os fundos citados, os gatilhos são diferentes: o TORD11 depende da realização de ativos; o TGAR11, de vendas e recebíveis; o URPR11 e o HCTR11, da recuperação de crédito; o MFII11, da volta da geração de caixa; o BBIG11, do alívio da dívida; o VGHF11, do comportamento da carteira indexada. A dimensão da base de cotistas também entra na conta. VGHF11 e TRXF11, com 358,5 mil e 351,7 mil investidores, têm negociação mais fluida — o que não substitui a análise da carteira. Fundos que perderam a maior parte do valor de mercado concentram o risco na execução: quanto tempo levará e quanto efetivamente será recuperado. Carteiras de desenvolvimento, de crédito e multiestratégia respondem a estímulos diferentes, o que explica quedas tão díspares dentro do mesmo universo de fundos populares. Os próximos relatórios gerenciais, as distribuições mensais e o andamento das renegociações são os pontos que devem confirmar — ou desmentir — a hipótese de recuperação embutida em cada desconto.
Perguntas Frequentes sobre TOPP11
Qual é a cotação de TOPP11 hoje na B3?
Quanto a TOPP11 paga de dividendos?
Como calcular o Preço Teto de TOPP11?
O que significa o P/L e o P/VP de TOPP11?
Fonte de Dados Oficiais & Transparência
Informações de cotações e demonstrações financeiras sincronizadas com dados públicos da B3 e CVM.
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