SHUL4 – Cotação Schulz S.A.Non-Cum Perp Pfd Registered Shs
Schulz S.A.Non-Cum Perp Pfd Registered Shs
Resumo Fundamentalista de SHUL4
O ativo SHUL4 (Schulz S.A.Non-Cum Perp Pfd Registered Shs) está sendo negociado hoje a R$ 4,35, acumulando uma variação de +0.69% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 4,17 e a máxima de R$ 5,74. Em termos de valuation, o papel negocia a um múltiplo P/L de 38.45x e P/VP de 0.99x. O ativo possui histórico de distribuição de proventos aos investidores, permitindo calcular o dividendo médio e a margem de segurança para estratégias de renda passiva.
Oscilação dos Últimos 12 Meses
Indicadores de Valuation
Indicadores de Endividamento
Indicadores de Eficiência
Indicadores de Crescimento
Dados Financeiros
Resultados Financeiros
| Indicador (Anual) | 2025 | 2024 | 2023 | 2022 |
|---|---|---|---|---|
| Receita Total | R$ 1.938,86 Mi | R$ 1.945,89 Mi | R$ 1.925,76 Mi | R$ 2.093,04 Mi |
| Lucro Bruto | R$ 456,02 Mi | R$ 502,23 Mi | R$ 501,33 Mi | R$ 543,36 Mi |
| EBITDA | R$ 238,28 Mi | R$ 290,27 Mi | R$ 304,25 Mi | R$ 378,97 Mi |
| Lucro Líquido | R$ 288,88 Mi | R$ 255,19 Mi | R$ 277,89 Mi | R$ 269,98 Mi |
Sobre a SHUL4
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Mudanças climáticas impulsionam inflação na Europa
Calor e seca esvaziam rios e castigam colheitas. As consequências são frete mais caro e preços de alimentos nas alturas, com efeitos em cascata sobre toda a economia.A seca persistente na Europa está esvaziando os rios e levando a perdas nas colheitas. Como resultado, os custos de transporte aumentam e os preços dos alimentos disparam, impulsionando a inflação. Rachaduras no leito seco do rio Reno, uma das principais hidrovias da Europa Foto: DW / Deutsche Welle Embora até os institutos de pesquisa econômica ainda não consigam quantificar com precisão os efeitos da seca sobre a taxa de inflação, a tendência é clara. "Quando as embarcações que trafegam pelo Reno conseguem transportar apenas uma fração de sua carga habitual, os custos de transporte por tonelada aumentam significativamente", afirma à DW Torsten Schmidt, chefe de conjuntura econômica do instituto de pesquisa RWI, em Essen. Isso encarece, entre outros produtos, fontes de energia como diesel e óleo para aquecimento, que em grande parte são transportados por vias fluviais. Os custos mais elevados acabam sendo repassados aos consumidores. Perdas agrícolas encarecem os alimentos A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) leva em conta, em suas estatísticas, os efeitos do aumento global das temperaturas, dos eventos climáticos extremos e das perdas nas colheitas. Desde 2020, por exemplo, os preços da carne e das oleaginosas têm aumentado fortemente. No total, segundo a FAO, os preços dos alimentos estão atualmente cerca de 30% mais altos do que em 2020. Estudos recentes também indicam que as mudanças climáticas e os eventos climáticos extremos influenciam a inflação, somando-se aos gargalos de abastecimento e aos choques nos preços do gás e do petróleo causados pelas guerras no Irã e na Ucrânia. Eventos climáticos extremos provocam aumentos de preços O estudo Climate Extremes, Food Price Spikes, and Their Wider Societal Risks ("Extremos climáticos, disparadas nos preços dos alimentos e seus riscos mais amplos para a sociedade", em tradução livre), publicado em julho de 2025, alerta para esse tipo de espiral inflacionária. O trabalho contou com a participação de cinco instituições de pesquisa europeias e do Banco Central Europeu (BCE). "Para os bancos centrais, poderá se tornar cada vez mais difícil garantir a estabilidade dos preços se eventos climáticos extremos mais frequentes tornarem os preços dos alimentos mais voláteis, tanto nos mercados domésticos quanto nos globais", afirma o estudo. Aumentos nos preços do café no Brasil, por exemplo, também influenciam a inflação na União Europeia. Esses desafios podem se agravar ainda mais caso o aumento persistente das temperaturas passe a alimentar a inflação de forma permanente. Isso porque, se a inflação precisar ser combatida com taxas de juros mais elevadas, o crescimento econômico também tenderá a desacelerar. Diferenças nas taxas de inflação dentro da UE O próprio BCE já havia publicado, em 2023, um estudo que chegou à mesma conclusão após analisar as quatro maiores economias da União Europeia. "O aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos na Europa pode gerar uma pressão inflacionária duradoura", afirma a análise. "Devido ao impacto diferenciado desses choques conforme a estação do ano e o país, nossos resultados também sugerem que as mudanças climáticas podem ampliar as diferenças na evolução da inflação entre os países da zona do euro." Segundo o BCE, a taxa de inflação em junho variou entre 5,4% na Lituânia e 2% na França. A Alemanha, com 2,4%, ficou ligeiramente abaixo da média da União Europeia, de 2,8%. Um dos principais motores da inflação são os elevados custos de transporte, que registraram aumento de 5,3%. Seca vai influenciar decisões do Banco Central Europeu? Ainda é incerto se o BCE voltará a elevar as taxas de juros diante do aumento dos custos nas hidrovias e das prováveis perdas significativas de safra. A instituição havia aumentado sua taxa de depósito em 0,25 ponto percentual, para 2,25%, em 11 de junho de 2026. "Para a política monetária, o essencial é saber se estamos diante de um aumento pontual e temporário dos custos ou se esse efeito se combina com outros fatores de pressão sobre os preços, como a alta dos custos de energia em decorrência da guerra no Irã", explica Torsten Schmidt, do RWI. Schmidt acredita que um "aumento de preços provocado pelas condições climáticas" provavelmente não levaria a uma política monetária mais restritiva. Mas pontua que o cenário seria diferente caso várias crises ocorram simultaneamente, gerando uma "inflação mais ampla e persistente que o BCE não poderia mais ignorar". Para a Associação Alemã de Caixas Econômicas e Bancos de Poupança (DSGV), a palavra de ordem para a economia alemã agora é estocar o máximo possível. Essa seria a principal lição das recentes crises de interrupção nas cadeias de suprimento, segundo Holger Schulz, especialista financeiro da entidade, em um comunicado recente. "Seja a pandemia de covid-19, a guerra na Ucrânia ou o fechamento do Estreito de Ormuz", enumera ele, "em um mundo tão imprevisível em tantas frentes, manter estoques maiores funciona como uma espécie de prêmio de seguro." --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro.
Mudanças climáticas impulsionam inflação na Europa
Calor e seca esvaziam rios e castigam colheitas. As consequências são frete mais caro e preços de alimentos nas alturas, com efeitos em cascata sobre toda a economia. Anúncio A seca persistente na Europa está esvaziando os rios e levando a perdas nas colheitas. Como resultado, os custos de transporte aumentam e os preços dos alimentos disparam, impulsionando a inflação. Embora até os institutos de pesquisa econômica ainda não consigam quantificar com precisão os efeitos da seca sobre a taxa de inflação, a tendência é clara. "Quando as embarcações que trafegam pelo Reno conseguem transportar apenas uma fração de sua carga habitual, os custos de transporte por tonelada aumentam significativamente", afirma à DW Torsten Schmidt, chefe de conjuntura econômica do instituto de pesquisa RWI, em Essen. Isso encarece, entre outros produtos, fontes de energia como diesel e óleo para aquecimento, que em grande parte são transportados por vias fluviais. Os custos mais elevados acabam sendo repassados aos consumidores. Perdas agrícolas encarecem os alimentos A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) leva em conta, em suas estatísticas, os efeitos do aumento global das temperaturas, dos eventos climáticos extremos e das perdas nas colheitas. Desde 2020, por exemplo, os preços da carne e das oleaginosas têm aumentado fortemente. No total, segundo a FAO, os preços dos alimentos estão atualmente cerca de 30% mais altos do que em 2020. Estudos recentes também indicam que as mudanças climáticas e os eventos climáticos extremos influenciam a inflação, somando-se aos gargalos de abastecimento e aos choques nos preços do gás e do petróleo causados pelas guerras no Irã e na Ucrânia. Eventos climáticos extremos provocam aumentos de preços O estudo Climate Extremes, Food Price Spikes, and Their Wider Societal Risks ("Extremos climáticos, disparadas nos preços dos alimentos e seus riscos mais amplos para a sociedade", em tradução livre), publicado em julho de 2025, alerta para esse tipo de espiral inflacionária. O trabalho contou com a participação de cinco instituições de pesquisa europeias e do Banco Central Europeu (BCE). "Para os bancos centrais, poderá se tornar cada vez mais difícil garantir a estabilidade dos preços se eventos climáticos extremos mais frequentes tornarem os preços dos alimentos mais voláteis, tanto nos mercados domésticos quanto nos globais", afirma o estudo. Aumentos nos preços do café no Brasil, por exemplo, também influenciam a inflação na União Europeia. Esses desafios podem se agravar ainda mais caso o aumento persistente das temperaturas passe a alimentar a inflação de forma permanente. Isso porque, se a inflação precisar ser combatida com taxas de juros mais elevadas, o crescimento econômico também tenderá a desacelerar. Diferenças nas taxas de inflação dentro da UE O próprio BCE já havia publicado, em 2023, um estudo que chegou à mesma conclusão após analisar as quatro maiores economias da União Europeia. "O aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos na Europa pode gerar uma pressão inflacionária duradoura", afirma a análise. "Devido ao impacto diferenciado desses choques conforme a estação do ano e o país, nossos resultados também sugerem que as mudanças climáticas podem ampliar as diferenças na evolução da inflação entre os países da zona do euro." Segundo o BCE, a taxa de inflação em junho variou entre 5,4% na Lituânia e 2% na França. A Alemanha, com 2,4%, ficou ligeiramente abaixo da média da União Europeia, de 2,8%. Um dos principais motores da inflação são os elevados custos de transporte, que registraram aumento de 5,3%. Anúncio Seca vai influenciar decisões do Banco Central Europeu? Ainda é incerto se o BCE voltará a elevar as taxas de juros diante do aumento dos custos nas hidrovias e das prováveis perdas significativas de safra. A instituição havia aumentado sua taxa de depósito em 0,25 ponto percentual, para 2,25%, em 11 de junho de 2026. "Para a política monetária, o essencial é saber se estamos diante de um aumento pontual e temporário dos custos ou se esse efeito se combina com outros fatores de pressão sobre os preços, como a alta dos custos de energia em decorrência da guerra no Irã", explica Torsten Schmidt, do RWI. Schmidt acredita que um "aumento de preços provocado pelas condições climáticas" provavelmente não levaria a uma política monetária mais restritiva. Mas pontua que o cenário seria diferente caso várias crises ocorram simultaneamente, gerando uma "inflação mais ampla e persistente que o BCE não poderia mais ignorar". Para a Associação Alemã de Caixas Econômicas e Bancos de Poupança (DSGV), a palavra de ordem para a economia alemã agora é estocar o máximo possível. Essa seria a principal lição das recentes crises de interrupção nas cadeias de suprimento, segundo Holger Schulz, especialista financeiro da entidade, em um comunicado recente. "Seja a pandemia de covid-19, a guerra na Ucrânia ou o fechamento do Estreito de Ormuz", enumera ele, "em um mundo tão imprevisível em tantas frentes, manter estoques maiores funciona como uma espécie de prêmio de seguro." --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro.
Indústria de máquinas e equipamentos impulsiona economia com inovação
1 de 3 Blocos e cabeçotes de motores produzidos pela Tupy são vendidos para fabricantes do porte de Volvo, Scania, Ford e Paccar — Foto: Max Schwoelk/Divulgação Blocos e cabeçotes de motores produzidos pela Tupy são vendidos para fabricantes do porte de Volvo, Scania, Ford e Paccar — Foto: Max Schwoelk/Divulgação A indústria de máquinas e equipamentos atua como vetor de difusão tecnológica na economia. De equipamentos médicos a componentes para caminhões, tratores e colheitadeiras, suas soluções ampliam a produtividade em diversas cadeias. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), cada R$ 1 de demanda adicional pelo setor gera R$ 3,30 em produção na economia brasileira, evidenciando seu efeito multiplicador. “No setor de máquinas e equipamentos, inovar é desenvolver soluções adaptadas a fatores como clima, matérias-primas, novos materiais, escala produtiva, logística e normas técnicas”, diz Cristina Zanella, diretora de competitividade, economia e estatística da Abimaq. Em 2025, o setor faturou R$ 299 bilhões, alta de 7,3%, e exportou US$ 14 bilhões para 210 países. Para 2026, a Abimaq projeta retração de 3,2%, pressionada sobretudo pelos juros elevados, endividamento e menor atividade doméstica, além de incertezas externas. 2 de 3 — Foto: Arte/Valor — Foto: Arte/Valor A Embraer ocupa o primeiro lugar do ranking Valor Inovação Brasil 2026 na categoria bens de capitais. “É preciso ofertar valor aos clientes, na forma de aeronaves mais leves, eficientes e seguras”, afirma Leonardo Garnica, líder de inovação corporativa da Embraer. A companhia tem investido, em média, 5% do faturamento ao ano em pesquisa, desenvolvimento e inovação. “Nos últimos anos, entre 40% e 50% da receita foi gerada por produtos inovadores de anos anteriores”, ressalta Garnica. Ocupando a segunda posição do ranking, a Siemens Healthineers desenvolve tecnologias médicas para diagnóstico, terapias e apoio à decisão clínica. Seu portfólio conta com ressonâncias magnéticas, tomógrafos computadorizados, sistemas de raios X, arcos cirúrgicos, aceleradores lineares de radioterapia e linhas de diagnóstico laboratorial. 3 de 3 Adriana Costa, da Siemens Healthineers: “Buscamos cocriar soluções” — Foto: Divulgação Adriana Costa, da Siemens Healthineers: “Buscamos cocriar soluções” — Foto: Divulgação A operação brasileira já representa 45% dos negócios da empresa na América Latina, apoiada por uma estrutura que inclui a fábrica em Joinville (SC) e o centro de treinamento em Jundiaí (SP), com foco na capacitação de profissionais de radioterapia e radiologia. Segundo Adriana Costa, presidente da Siemens Healthineers no Brasil, inovação significa desenvolver soluções sob medida. “É muito difícil apresentarmos um produto de prateleira. Buscamos entender as dores de cada organização para, então, cocriar soluções”, explica. Em 2025, a empresa destinou R$ 15 milhões a P&D. Desde 2013, os investimentos em projetos superaram R$ 120 milhões. A área de inovação reúne 12 profissionais, que são responsáveis por coordenar mais de 70 pesquisadores em instituições parceiras como Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Hospital Israelita Albert Einstein. Entre as inovações destacadas por Manuel Coelho, head de pesquisa e inovação da Siemens Healthineers para a América Latina, está a tecnologia de contagem de fótons na tomografia computadorizada, lançada em 2021. Em vez de converter os raios X em luz e depois em eletricidade, ela utiliza semicondutores diretamente para medir cada partícula de raios X, produzindo imagens de altíssima resolução. Na analogia do executivo, é como se o equipamento “não precisasse mais de um intérprete”, ou seja, de uma etapa intermediária, para gerar as imagens. A filial brasileira lançou, em 2022, uma tecnologia de operação remota de máquinas de ressonância magnética, desenvolvida no país durante a pandemia e, posteriormente, incorporada à linha global de produtos. Na terceira posição do ranking, está a Nidec Global Appliance, detentora da marca Embraco. No país, são três unidades em Santa Catarina, sendo duas em Joinville e uma em Itaiópolis, produzindo mais de 20 soluções divididas em compressores de velocidade fixa, de velocidade variável (inverter) e sistemas complexos de refrigeração, como unidades condensadoras. Assim, atende fabricantes de equipamentos de refrigeração para varejo, supermercados, cozinhas profissionais e segmento médico-científico, incluindo soluções para preservação de medicamentos e vacinas. A empresa investe anualmente entre 2% e 4% da receita líquida em P&D. O centro de pesquisa no país conta com uma equipe de 250 engenheiros e 16 laboratórios. A Nidec mantém parcerias com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), além de Montan Universität e TU Graz, na Áustria. Entre as inovações recentes, segundo Claudio de Pellegrini, chief technology & quality officer da Nidec, está o VLT, um compressor de velocidade variável para refrigeração comercial que usa o fluido refrigerante natural R290. Compacto, com menos de 4 kg, menos da metade do peso dos modelos anteriores, reduz consumo de matérias-primas e gera ganhos logísticos. “O projeto surgiu do desafio de superar as limitações de espaço interno dos refrigeradores comerciais, sem aumentar os custos e mantendo o desempenho necessário para aplicações como expositores de bebidas e de congelados”, explica o CTO. No quarto lugar no ranking de inovação setorial está a Tupy, multinacional brasileira que nasceu no mercado de conexões hidráulicas e ferro fundido maleável, ainda existentes no portfólio, mas que passou a concentrar seus negócios na produção de componentes estruturais, como blocos e cabeçotes de motores, utilizados em caminhões, máquinas de construção usadas em obras de saneamento básico e energia, além de tratores e colheitadeiras. Hoje, 70% das receitas vêm do mercado externo, sendo que a companhia atende grandes fabricantes como Volvo, Scania, Ford e Paccar. A meta da empresa é investir até 1% da receita líquida anualmente. No ano passado, a companhia faturou R$ 9,7 bilhões e destinou R$ 46 milhões a inovação. “Mas nosso indicador não é de volume investido, mas da eficiência que isso pode levar para a companhia”, pondera Gueitiro Genso, vice-presidente de novos negócios e inovação da Tupy. Para evoluir em soluções inovadoras, a empresa inaugurou no ano passado o Centro Avançado Tupy de Inteligência Artificial, mantém um polo de P&D de motores a biocombustíveis, que é o maior da América Latina, e uma planta-piloto de reciclagem de baterias. Além disso, conta com mais de 350 startups conectadas em sua aceleradora ShiftT e mantém parcerias com universidades e com o Senai. A inovação é fundamental para atender às novas exigências de descarbonização e redução das emissões de poluentes dos motores, como as regulamentações na Europa, que começaram com Euro 1 e chegaram a Euro 7, e a EPA 27, nos Estados Unidos. Desse modo, os blocos e cabeçotes precisam atender a essas regras e demandas das grandes montadoras globais. Avançando na escala de valor, a Tupy comprou em 2022 a fabricante de motores MWM para complementar seu portfólio com motores a combustão, especialmente com tecnologias de menor emissão como biometano e etanol. Quinta colocada no ranking, a Schulz atua na frente automotiva, com componentes fundidos e usinados para caminhões, máquinas agrícolas e equipamentos de construção, e na área de compressores, com soluções de ar comprimido. Em 2025, a companhia investiu R$ 33,1 milhões em PD&I, o equivalente a 1,71% da receita líquida consolidada. As prioridades são projetos ligados à indústria 4.0, descarbonização e inteligência de dados aplicada à mobilidade. “Ao reutilizar recursos, estudar ligas metálicas com menor pegada de carbono e otimizar processos internos, como a eficiência térmica dos fornos e o uso adequado de ar comprimido, buscamos uma posição de destaque em comparação ao mercado global”, afirma Sandro Trentin, CEO da Schulz. A companhia mantém articulação com o ecossistema de inovação, por meio de parcerias com instituições como Senai-SC, UFSC, Udesc, Univille e UFPR, além de startups, hubs de inovação e empresas de base tecnológica. Um dos exemplos dessa estratégia é a Schulz Tech, criada para desenvolver soluções de predição veicular e segurança viária. A startup monitora, em tempo real, indicadores como temperatura e pressão dos pneus, além das condições do sistema de freios de caminhões e carretas, emitindo alertas. A solução já tem resultados comprovados ao evitar acidentes e incêndios, reduzindo em até um terço o número de estouros de pneus e contribuindo para diminuir em cerca de 3% o consumo de combustível da frota. A Schulz também desenvolve soluções para valorização de resíduos industriais, como a areia de descarte de fundição, transformada em insumo para a construção civil por meio de rotas técnicas desenvolvidas com parceiros.
Perguntas Frequentes sobre SHUL4
Qual é a cotação de SHUL4 hoje na B3?
Quanto a SHUL4 paga de dividendos?
Como calcular o Preço Teto de SHUL4?
O que significa o P/L e o P/VP de SHUL4?
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