ENEV3 Eneva S.A. – Cotação Hoje
Eneva S.A.
CNPJ: 04423567000121
Resumo Fundamentalista de ENEV3
O ativo ENEV3 (Eneva S.A.) está sendo negociado hoje a R$ 24,76, acumulando uma variação de +0.94% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 13,65 e a máxima de R$ 28,12. A companhia está inserida no setor de Energia, atuando no segmento de Energia Elétrica. Em termos de valuation, o papel negocia a um múltiplo P/L de 49.36x e P/VP de 2.33x. O ativo possui histórico de distribuição de proventos aos investidores, permitindo calcular o dividendo médio e a margem de segurança para estratégias de renda passiva.
Oscilação dos Últimos 12 Meses
Indicadores de Valuation
Indicadores de Endividamento
Indicadores de Eficiência
Indicadores de Crescimento
Dados Financeiros
Resultados Financeiros
| Indicador (Anual) | 2025 | 2024 | 2023 | 2022 |
|---|---|---|---|---|
| Receita Total | R$ 18.416,06 Mi | R$ 11.387,50 Mi | R$ 10.090,90 Mi | R$ 6.128,60 Mi |
| Lucro Bruto | R$ 5.404,57 Mi | R$ 3.953,48 Mi | R$ 3.711,15 Mi | R$ 1.877,32 Mi |
| EBITDA | R$ 3.713,20 Mi | R$ 2.211,91 Mi | R$ 2.672,32 Mi | R$ 1.283,95 Mi |
| Lucro Líquido | R$ 1.691,63 Mi | R$ 549,47 Mi | R$ 303,43 Mi | R$ 375,77 Mi |
Sobre a ENEV3
A Eneva S.A., negociada na B3 sob o ticker ENEV3, é uma companhia brasileira integrada de energia criada em 2001, com IPO realizado em 2007 ainda sob a marca MPX Energia. A empresa atua na geração elétrica e na cadeia de gás natural em ativos onshore no Brasil. Seu modelo operacional combina exploração e produção de gás natural com geração térmica, além de comercialização de energia e atuação em projetos de liquefação e logística de GNL. A companhia também ampliou o portfólio com ativos térmicos e solares em diferentes regiões. No setor brasileiro, a Eneva ocupa posição relevante em termoeletricidade e é reconhecida pelo modelo integrado de reservatório até a geração. A empresa concorre com grandes grupos de energia em leilões, contratos de longo prazo e no mercado livre. A companhia possui sede no Rio de Janeiro e ativos em estados como Maranhão, Amazonas, Roraima, Sergipe, Ceará e Espírito Santo. Sua escala inclui milhares de megawatts de capacidade instalada e centenas de quilômetros de infraestrutura associada a gás e energia.
Dividendos
Outras Ações do Setor de Energia
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Nem um presidenciável tem bitcoin declarado para Eleições 2026, mas um candidato a vice-presidente tem 99% de seu patrimônio na moeda digital
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou a divulgar os bens dos candidatos a presidente e vice-presidente para as eleições de 2026 e um dado chama atenção: só um candidato tem bitcoin como patrimônio. O candidato a vice-presidente pelo PRTB, Leonardo Avalanche, tem mais de 99% do seu patrimônio na moeda digital declarado. Para mostrar o resumo dos bens dos candidatos nas eleições, com ajuda da inteligência artificial (ver política editorial), o portal Livecoins apurou quais candidatos tinham o maior patrimônio, em qual concentração, e quais deles tinham bitcoin. Ou seja, a lista a seguir não tem viés político e nem de influenciar opiniões, sendo ordenada pela chapa de maior patrimônio para a menor. PRTB/PRTB: Pablo Marçal tem R$ 7,4 bilhões e Leonardo Avalanche outros R$ 495,2 milhões Pablo Marçal concentra a maior fortuna das eleições, com um patrimônio superior a R$ 7,4 bilhões estruturado de forma ultraconservadora.A esmagadora maioria desse montante está alocada em aplicações de renda fixa, com destaque para CDBs e RDBs no Banco Itaú (R$ 6,79 bilhões), além de um terreno urbano em Santana de Parnaíba (SP) avaliado em R$ 490 milhões e participações em diversas holdings (como Aviation Participações e Marçal Holding). Por outro lado, o vice Leonardo Avalanche apresenta um perfil focado no ecossistema cripto: dos seus R$ 495 milhões declarados, impressionantes R$ 491 milhões (mais de 99,1%) estão investidos diretamente em Bitcoin (BTC). A fatia remanescente de sua carteira se divide entre obras de arte (R$ 2,2 milhões), joias (R$ 1,2 milhão) e 100% das cotas societárias do Avalanche Bank Ltda. Avante/Avante: Augusto Cury tem R$ 242,2 milhões e Julio Delgado outros R$ 3,5 milhões O escritor e médico Augusto Cury possui um patrimônio diversificado, liderado por um empréstimo mútuo de R$ 121,1 milhões concedido à sua própria empresa (Filadélfia Nature) e fatias em negócios como a Fictor Invest (R$ 31,5 milhões). Sua carteira de investimentos inclui ainda R$ 25,8 milhões em BDRs, R$ 7 milhões em ações do Bradesco, além de uma extensa lista de fazendas, prédios comerciais e terrenos. Seu vice, Julio Delgado, concentra 100% dos seus R$ 3,5 milhões em bens físicos e imobiliários em Minas Gerais. A declaração do ex-deputado é composta inteiramente por um imóvel histórico em Ouro Preto (R$ 1,5 milhão), um apartamento em Belo Horizonte (R$ 1,5 milhão), metade de um imóvel em Juiz de Fora (R$ 400 mil) e um veículo automotor para uso pessoal avaliado em R$ 120 mil. NOVO/NOVO: Romeu Zema tem R$ 178,7 milhões e Eduardo Girão outros R$ 34,1 milhões Romeu Zema estrutura sua fortuna por meio de veículos corporativos, sendo seu principal bem uma participação de R$ 94,4 milhões na holding da família. O ex-governador de Minas Gerais também declara R$ 56,2 milhões aplicados em fundos multimercado, quase R$ 17 milhões em quotas de uma instituição financeira e cotas no setor de seguros. O vice Eduardo Girão detém um portfólio altamente internacionalizado, onde depósitos e ações no exterior somam mais de R$ 10 milhões (incluindo US$ 1,8 milhão em uma conta americana). No Brasil, o senador distribui seu capital pulverizado em contratos de mútuo (empréstimos a terceiros) que ultrapassam R$ 5,8 milhões, reserva R$ 4,1 milhões em renda fixa bancária, possui R$ 4,2 milhões em cotas empresariais, além de múltiplos apartamentos comerciais e residenciais no Ceará. PSD/PSD: Ronaldo Caiado tem R$ 52,5 milhões e Gilberto Kassab outros R$ 20,9 milhões Ronaldo Caiado tem as bases de sua prestação de contas fincadas no agronegócio: do seu total, R$ 36,2 milhões estão imobilizados em imóveis e fazendas rurais e R$ 10,4 milhões constam como semoventes (estimativa do rebanho bovino). O ex-governador do Estado de Goiás também reserva R$ 4,2 milhões em liquidez para títulos financeiros isentos de tributação. Na posição de vice, Gilberto Kassab é o completo oposto rural, apostando firmemente na estrutura societária paulista. Dos seus quase R$ 21 milhões, R$ 19,8 milhões (cerca de 94%) representam a posse de quotas de capital em empresas limitadas nacionais privadas, acompanhados por um apartamento com garagens na cidade de São Paulo (R$ 743 mil) e saldo em cadernetas de poupança (R$ 422 mil). Democrata/Democrata: Wilson Grassi tem R$ 50 milhões e Suêd Haidar outras R$ 460 mil Wilson Grassi declarou seus R$ 50 milhões ao TSE em um único bloco, classificado de forma genérica como “Outros Bens e Direitos”. Segundo o texto da Receita inserido na declaração, esse montante consolida direitos sobre diversos imóveis financiados junto a instituições financeiras, em conjunto com participações no capital social de um rol de sociedades empresariais. Já a vice Suêd Haidar possui exatos R$ 460 mil concentrados na capital fluminense, sendo 65% desse valor justificado por uma casa no bairro da Pavuna, no Rio de Janeiro (R$ 300 mil). Sua lista se encerra com uma reserva física na forma de joias (R$ 100 mil) e um veículo Etios 2018 (R$ 60 mil). PL/PL: Flávio Bolsonaro tem R$ 8,1 milhões e Alfredo Gaspar outros R$ 564 mil Flávio Bolsonaro concentra mais de 75% da sua declaração eleitoral no mercado imobiliário do Distrito Federal, listando a posse de uma casa no Lago Sul cotada em R$ 6,22 milhões. O montante restante assegura sua liquidez bancária, destacando-se um fundo de investimentos em cotas multimercado (R$ 1,09 milhão), R$ 670 mil em contas e poupanças, um carro e R$ 10 mil relativos à sua sociedade individual de advocacia. O vice Alfredo Gaspar, no entanto, compõe seus bens a partir da imobilização de veículos e dos direitos de espólio (herança) em Alagoas, que lhe garantem frações de apartamentos e cotas societárias de um posto de combustível. Cerca de 85% de seu patrimônio pessoal disponível está alocado em dois carros seminovos — um Jeep Compass 2024 (R$ 158 mil) e um VW Passat (R$ 120 mil) — e numa casa em Marechal Deodoro (R$ 95 mil). PT/PSB: Lula tem R$ 4,7 milhões e Geraldo Alckmin outros R$ 3,2 milhões Luiz Inácio Lula da Silva destina os seus recursos financeiros principalmente para a previdência complementar, somando R$ 3,3 milhões em dois planos VGBL sob a gestão da Brasilprev e do Bradesco. Bens atrelados ao mercado imobiliário em São Bernardo do Campo (apartamento, obra, terrenos e sítio) alcançam cerca de R$ 739 mil, seguidos por fundos conservadores, fundos imobiliários, direitos a receber da Bancoop e a totalidade das cotas de sua empresa de palestras. Geraldo Alckmin acompanha a tônica conservadora da chapa e foca seus bens no sistema financeiro, alocando R$ 1 milhão também em previdência VGBL e R$ 1,4 milhão distribuídos em aplicações de renda fixa (CDBs e LCAs). Ele diversifica seu portfólio no mercado de crédito corporativo ao emprestar capital para infraestrutura (debêntures de empresas como Eneva, Raízen e CTEEP), mantendo fisicamente apenas um apartamento em São Paulo, e terras em Pindamonhangaba. DC/DC: Clariana Barao tem R$ 1,8 milhão e Fabiana Torquato outras R$ 2,2 milhões Clariana Barao divide seu patrimônio integralmente entre o setor habitacional e o consumo automotivo. O destaque vai para ativos residenciais de grande porte: uma casa em condomínio de R$ 979,5 mil e um apartamento de R$ 261,7 mil, aliados a parcelas de imóveis financiados pela Caixa e Bradesco. Nas ruas, o único bem móvel atrelado ao seu nome é uma SUV Land Rover Discovery Sport (R$ 376 mil). A vice Fabiana Torquato apresenta o mesmo padrão imobiliário, mas com o capital investido inteiramente na região Centro-Oeste do país. Mais de 95% do seu montante divide-se entre um sítio no município de Alexânia, em Goiás (R$ 1,25 milhão) e um apartamento no Plano Piloto (R$ 874 mil), restando apenas uma picape Fiat Toro (R$ 84 mil) e uma motocicleta para compor o total. Missão/Missão: Renan Santos tem R$ 795 mil e Coronel Medina outros R$ 1,5 milhão Renan Santos entregou ao TSE uma listagem restrita aos ganhos e bens formados pelo seu trabalho direto, não apresentando nenhum imóvel ou veículo físico. O patrimônio baseia-se em “créditos e poupança vinculados” (R$ 300 mil), capital inerente ao exercício de sua atividade autônoma (R$ 275 mil) e participação no quadro de sociedades privadas (R$ 219,7 mil). O Coronel Medina, em caminho oposto, amarra 77% da sua riqueza no mercado imobiliário da Região Sul do Brasil, sustentando-se financeiramente na posse de um prédio residencial (R$ 750 mil) e de um terreno edificado com duas casas (R$ 480 mil). O militar destaca-se sobretudo por R$ 222 mil acumulados em numismática e objetos de coleção militar, como uma medalha de ouro maciço e uma espada policial da década de 80. PCB/PCB: Edmilson Costa tem R$ 454 mil e Cleusa Santos outros R$ 1,7 milhão Edmilson Costa formalizou uma prestação singela perante o tribunal, lastreada na propriedade de metade de um apartamento avaliado em R$ 350 mil, que corresponde a 77% de suas posses. O economista divide pouco mais de R$ 100 mil entre o seguro de previdência VGBL e uma caderneta de poupança tradicional. Já a vice Cleusa Santos exibe na sua prestação de contas o triplo dos recursos de Edmilson, graças à forte consolidação em “tijolo” no eixo Rio-São Paulo. São impressionantes R$ 1,5 milhão atrelados a apartamentos nas cidades de Santos, Ribeirão Preto e no Rio de Janeiro. Sua retaguarda financeira fica por conta de um montante rendendo passivamente em títulos privados de CDB (R$ 252 mil). PSTU/PSTU: Hertz Dias não tem bens a declarar e Vanessa Portugal tem R$ 280 mil O candidato a presidente Hertz Dias declarou oficialmente ao TSE que não detém qualquer tipo de ativo ou valor imobilizado sob o seu registro fiscal. Vanessa Portugal detém uma reserva financeira de R$ 280 mil voltada integralmente à terra em Minas Gerais. Todo o patrimônio de sua prestação de contas reside no município de Boa Esperança, distribuindo-se por uma moradia urbana (R$ 200 mil) e pela fração de um terço de propriedade equivalente a 26 hectares em área rural. PCO/PCO: Rui Costa Pimenta não possui bens e Antônio Carlos tem R$ 110 mil Rui Costa Pimenta é mais um presidenciável do espectro ideológico que acabou não submetendo nenhum registro patrimonial ou conta bancária em seu nome no sistema DivulgaCand. Antônio Carlos, concorrendo ao posto de vice, aponta em seu registro no tribunal apenas o básico para a habitação e a sua condução no dia a dia. Seu saldo limite totaliza R$ 110 mil, espelhado unicamente por um veículo Chevrolet Onix e a detenção de 50% dos direitos de um pequeno imóvel residencial na cidade em que atua. UP/UP: Samara tem R$ 33 mil e Raquel Bricio não possui bens a declarar Samara figura como a presidenciável dona do menor volume patrimonial (dentre os que possuem algo registrado), sem qualquer tipo de fundo de investimento ou ativo de renda. A declaração contempla apenas um automóvel modelo Uno Vivace 2016 estipulado em R$ 29 mil e modestos R$ 4 mil alocados em caderneta de poupança. Sua vice-presidente, Raquel Bricio, fecha a leitura financeira preenchendo a documentação exigida pela corte eleitoral atestando a completa inexistência de propriedades registradas em seu CPF para as disputas de 2026.
Bolsa chega à décima queda sob o peso da eleição e da fuga de estrangeiros
A décima queda veio sem o alarde dos dias anteriores, mas confirmou que o ambiente na bolsa brasileira continua inspirando cautela. É verdade que uma atividade econômica mais fraca pode abrir espaço para novos cortes na taxa Selic, como parte do mercado vem apostando. Por outro lado, as expectativas de inflação seguem acima da meta, o petróleo voltou a rondar os US$ 90 e as incertezas políticas e fiscais continuam pesando sobre os ativos locais. O resultado? Um mercado preso em um cabo de guerra. O Ibovespa cedeu mais 0,09% nesta segunda-feira (17), encerrando aos 166.784 pontos, ampliando as perdas de agosto para 6,30%. O IBC-Br, considerado a prévia do PIB, recuou 0,64% em junho, puxado pela retração da indústria e dos serviços. O retrato é de uma economia que perdeu velocidade depois de um começo de ano mais aquecido - e essa perda de ritmo faz toda a diferença para o Banco Central. Afinal, se a atividade desacelera porque os juros altos finalmente começam a frear a demanda, abre-se brecha para novos cortes na Selic. Contudo, se essa desaceleração vier acompanhada de inflação persistente e expectativas desancoradas, a história muda. É justamente esses sinais trocados que o mercado tenta calibrar agora. “O IBC-Br mostra uma economia perdendo força, mas não necessariamente cria espaço imediato para uma política monetária mais expansionista”, afirma Fabio Louzada, planejador financeiro e fundador da B7 Business School. Durante evento nesta segunda-feira, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, jogou luz sobre o outro lado da equação ao lembrar que o Brasil segue em situação de pleno emprego, com a demanda crescendo mais rápido do que a oferta. A fala ajuda a entender por que um dado fraco de atividade não dá ao BC, automaticamente, o passaporte para acelerar os cortes na Selic. O grande dilema é que a atividade perdeu fôlego, mas a inflação esperada não acompanhou o movimento. O Boletim Focus divulgado hoje voltou a mostrar uma piora nas projeções do IPCA para os próximos anos, mantendo as expectativas bem acima da meta de 3%. Mas, apesar dessa pressão no horizonte, os juros futuros finalmente deram uma trégua hoje, após cinco sessões seguidas de forte alta em meio às incertezas eleitorais e à fuga do capital externo. O movimento foi lido no mercado como uma correção técnica necessária, impulsionada pelo recuo do dólar e pelo IBC-Br mais fraco do que o esperado. O alívio, contudo, não teve fôlego para devolver todo o prêmio acumulado na semana passada. A queda das taxas locais encontrou um freio no exterior. O avanço do petróleo Brent acima de US$ 90 reacendeu os temores inflacionários e fez os rendimentos dos títulos americanos (as Treasuries) dispararem. A taxa da T-bond de 30 anos ultrapassou a marca de 5,31%, atingindo seu maior nível desde 2007 e pesando sobre as curvas globais. Por aqui, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou para 13,77% (ante 13,775% no ajuste anterior), enquanto o DI de janeiro de 2028 cedeu de 14,035% para 14,00%; Já nos vértices mais longos, o DI de janeiro de 2029 caiu de 14,39% para 14,35%, e o de 2031 oscilou de 14,655% para 14,62%. Mesmo com o leve recuo pontual no pregão de hoje, Louzada afirma que a percepção de risco doméstico continua a exigir cautela. “A curva de juros reage principalmente à expectativa de inflação, à política fiscal, à atuação futura do Banco Central e ao prêmio de risco do país", explica. "Quando o mercado entende que a inflação pode permanecer resistente ou que o fiscal pode pressionar os preços e o câmbio, os investidores passam a exigir juros maiores nos vencimentos futuros”, completa. Esse ambiente de taxas ainda elevadas, e sem espaço para um alívio mais intenso no curto prazo, continua ditando a dinâmica dos ativos de risco e cobrando seu preço na economia real. As ações da Casas Bahia chegaram a despencar mais de 30% após a companhia registrar prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre e protocolar pedido de recuperação judicial. A empresa declarou dívida de R$ 17,3 bilhões e patrimônio líquido negativo, além de anunciar medidas severas como fechamento de lojas e redução do quadro de funcionários. “Quando os juros longos sobem, o investidor passa a ter uma alternativa de renda fixa com retorno elevado e menor risco. Isso aumenta o custo de oportunidade de permanecer em ações", afirma Louzada. "E, para as próprias empresas, juros mais altos significam maior custo de capital, menor valor presente dos lucros futuros e, em muitos casos, menor capacidade de investimento”. O varejo é particularmente sensível à Selic porque juros altos encarecem o financiamento ao consumidor, reduzem a demanda e aumentam o custo da dívida corporativa. Esse ambiente acabou gerando um efeito de contágio e redistribuição nas prateleiras da B3. A crise na Casas Bahia contaminou a percepção de risco sobre todo o setor, pressionando papéis como C&A (-2%) e Lojas Renner (-1,7%). Na direção oposta, as ações do Magazine Luiza (+8,2%) operaram em disparada, amparadas pela aposta do mercado de que a concorrente consiga absorver a fatia de clientes deixada pela rival. Das 78 ações que fazem parte da carteira do Ibovespa, 35 caíram e 39 subiram. As ações da Petrobras (PETR3) avançaram 1,3%, impulsionadas tanto pela alta do petróleo quanto pela notícia de investimentos na exploração de novas áreas de produção. A commodity mais cara, contudo, é uma faca de dois gumes: ajuda no resultado da estatal, mas renova o fantasma da inflação de combustíveis. “O conflito no Oriente Médio segue sendo um pilar relevante das incertezas, mantendo o Brent elevado, pressionando o mandato dos bancos centrais e contendo altas mais fortes dos ativos em meio ao ambiente de aversão ao risco”, analisa Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad. O giro financeiro do Ibovespa somou R$ 18,2 bilhões hoje, abaixo da média de agosto, de R$ 19,9 bilhões, e ligeiramente inferior à média dos últimos 12 meses, de R$ 18,7 bilhões. No câmbio, o movimento foi um pouco mais favorável. E parte desse alívio veio de fora. Dados mais fracos de atividade nos Estados Unidos reduziram as apostas em uma nova alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em setembro. “Uma perspectiva de juros americanos menos restritivos ajuda a reduzir a pressão sobre o dólar globalmente”, afirma Louzada. Por aqui, o Banco Central também voltou a atuar no mercado de câmbio, com leilões de venda de dólares com compromisso de recompra. Foi uma ajuda adicional para o real recuperar algum terreno depois da pressão da semana passada. Mas o movimento ainda parece mais uma acomodação do que uma mudança de rota, segundo Jaqueline Neo, especialista em câmbio e crédito da be.smart. “Ainda é cedo para interpretar isso como mudança de tendência. O câmbio tem incorporado um prêmio de risco maior e deve continuar apresentando volatilidade”, afirma. Depois de superar R$ 5,21 na semana passada, o dólar comercial recuou 0,36% nesta segunda-feira, para R$ 5,2006. Ações negociadas em 17/08/2026 Código Nome Abertura Mínima Média Máxima Fechamento Var. % MGLU3 MAGAZINE LUIZA ON 3,91 3,90 4,16 4,25 4,23 8,18 BEEF3 MINERVA ON 3,20 3,15 3,28 3,43 3,39 5,94 BRKM5 BRASKEM PNA 4,93 4,76 5,01 5,31 5,20 5,48 PRIO3 PETRORIO ON 58,71 58,71 60,85 61,91 61,58 5,03 UGPA3 ULTRAPAR ON 32,25 32,09 33,71 34,10 33,82 4,80 CMIN3 CSN MINERACAO ON 5,56 5,29 5,70 5,87 5,78 4,33 CURY3 CURY S/A ON 31,04 30,94 31,85 32,45 32,32 3,81 SLCE3 SLC AGRICOLA ON 13,37 13,33 13,64 13,78 13,74 2,84 DIRR3 DIRECIONAL ON 10,45 10,35 10,63 10,72 10,68 2,20 MRVE3 MRV ON 4,74 4,69 4,82 4,90 4,86 2,10 RECV3 PETRORECSA ON 10,51 10,42 10,61 10,79 10,73 2,09 PSSA3 PORTO SEGURO ON 47,55 46,98 47,55 48,00 47,52 2,02 CSNA3 SID NACIONAL ON 4,47 4,38 4,50 4,57 4,57 1,78 BRAV3 BRAVA ON 18,38 18,33 18,52 18,70 18,65 1,47 EMBJ3 EMBRAER ON 98,68 98,49 99,91 100,51 100,44 1,43 PETR3 PETROBRAS ON 47,13 46,55 47,28 47,59 47,46 1,35 TOTS3 TOTVS ON 30,07 30,03 30,44 30,73 30,57 1,23 WEGE3 WEG ON 47,50 47,49 47,97 48,40 47,99 1,03 BBSE3 BB SEGURIDADE ON 37,00 36,75 37,16 37,30 37,30 0,95 COGN3 COGNA ON 2,10 2,10 2,15 2,20 2,13 0,95 PETR4 PETROBRAS PN 42,35 41,72 42,43 42,76 42,47 0,90 CPLE3 COPEL ON 13,69 13,60 13,76 13,80 13,79 0,73 GOAU4 GERDAU MET PN 10,96 10,92 11,05 11,11 11,07 0,73 AXIA3 AXIA ENERGIA ON 49,80 49,63 50,29 50,79 50,18 0,70 AZZA3 AZZAS 2154 ON 14,89 14,61 14,91 15,20 14,97 0,67 CYRE3 CYRELA REALT ON 21,30 21,30 21,53 21,77 21,47 0,66 USIM5 USIMINAS PNA 6,34 6,25 6,36 6,41 6,36 0,63 GGBR4 GERDAU PN 24,59 24,48 24,76 24,87 24,78 0,53 AURE3 AUREN ON 10,01 9,99 10,06 10,20 10,10 0,50 ASAI3 ASSAI ON 8,10 8,00 8,11 8,21 8,14 0,49 ENEV3 ENEVA ON 24,38 24,20 24,53 24,87 24,53 0,33 SMFT3 SMART FIT ON 17,15 16,88 17,16 17,37 17,16 0,23 ISAE4 ISA ENERGIA PN 25,49 25,43 25,59 25,78 25,60 0,20 TIMS3 TIM ON 18,13 17,94 18,14 18,31 18,15 0,17 VALE3 VALE ON 71,20 70,69 71,41 71,80 71,41 0,15 VBBR3 VIBRA ON 33,42 33,30 33,80 34,28 33,65 0,15 CXSE3 CAIXA SEGURI ON 17,93 17,80 17,92 18,03 17,93 0,11 EGIE3 ENGIE BRASIL ON 28,03 27,70 28,00 28,16 28,05 0,07 SBSP3 SABESP ON 23,80 23,66 23,86 24,27 23,80 0,04 MULT3 MULTIPLAN ON 26,61 26,54 26,72 26,88 26,73 0,00 VIVT3 TELEF BRASIL ON 29,64 29,55 29,76 30,01 29,74 0,00 VAMO3 VAMOS ON 2,80 2,78 2,82 2,85 2,80 0,00 YDUQ3 YDUQS PART ON 7,25 7,25 7,46 7,69 7,32 0,00 CMIG4 CEMIG PN 10,25 10,01 10,14 10,27 10,21 -0,20 RENT3 LOCALIZA ON 33,22 33,22 33,50 34,00 33,43 -0,24 POMO4 MARCOPOLO PN 4,12 4,05 4,10 4,17 4,10 -0,24 ENGI11 ENERGISA UNT 43,61 43,12 43,73 44,25 43,69 -0,25 RAIL3 RUMO S.A. ON 13,68 13,52 13,65 13,78 13,63 -0,29 BRAP4 BRADESPAR PN 20,17 20,06 20,23 20,32 20,19 -0,35 NATU3 NATURA ON 7,65 7,50 7,59 7,68 7,66 -0,39 TAEE11 TAESA UNIT 37,51 37,13 37,34 38,18 37,25 -0,41 MOTV3 MOTIVA SA ON NM 13,74 13,70 13,77 13,91 13,74 -0,43 FLRY3 FLEURY ON 18,15 18,00 18,17 18,28 18,14 -0,49 ABEV3 AMBEV S/A ON 14,74 14,59 14,66 14,88 14,67 -0,54 CPFE3 CPFL ENERGIA ON 41,20 40,76 40,99 41,53 40,99 -0,73 KLBN11 KLABIN S/A UNT 17,50 17,25 17,38 17,54 17,40 -0,85 VIVA3 VIVARA ON 20,86 20,57 20,71 21,15 20,69 -0,86 ALOS3 ALLOS ON 25,70 25,44 25,53 25,84 25,44 -0,97 ITSA4 ITAUSA PN 12,49 12,28 12,36 12,51 12,36 -1,04 SANB11 SANTANDER BR UNIT 29,90 29,55 29,77 30,16 29,60 -1,10 IGTI11 IGUATEMI S.A UNT 23,62 23,38 23,51 23,73 23,42 -1,31 RADL3 RAIA DROGASIL ON 17,44 17,27 17,40 17,69 17,27 -1,48 ITUB4 ITAU UNIBANCO PN 38,92 38,17 38,41 38,98 38,38 -1,59 MBRF3 MARFRIG ON 16,51 15,23 15,79 16,66 16,10 -1,59 BBDC3 BRADESCO ON 14,49 14,25 14,32 14,53 14,27 -1,65 LREN3 LOJAS RENNER ON 11,16 11,01 11,11 11,26 11,02 -1,69 RDOR3 REDE D OR ON 33,38 32,79 33,22 33,87 33,09 -1,69 B3SA3 B3 ON 14,60 14,41 14,54 14,94 14,41 -1,77 CSMG3 COPASA ON 55,62 54,32 54,83 56,67 54,78 -1,85 EQTL3 EQUATORIAL ON 34,76 34,10 34,36 35,03 34,23 -1,92 BBDC4 BRADESCO PN 16,49 16,18 16,28 16,54 16,22 -1,93 BPAC11 BTGP BANCO UNT 50,88 49,90 50,29 51,43 50,00 -1,96 CEAB3 CEA MODAS ON 7,97 7,81 7,89 8,08 7,84 -2,00 HAPV3 HAPVIDA ON 6,70 6,56 6,72 7,09 6,58 -2,23 BBAS3 BRASIL ON 18,40 17,95 18,14 18,48 17,95 -2,34 HYPE3 HYPERA ON 21,42 20,98 21,21 21,70 20,98 -2,46 CSAN3 COSAN ON 3,39 3,12 3,22 3,41 3,22 -2,72 SUZB3 SUZANO S.A. ON 41,99 40,45 41,09 42,14 40,58 -3,45 — Foto: Getty Images
Ibovespa fecha sessão em leve baixa, mas perde 3,23% na semana com forte saída de estrangeiros
Depois de ceder mais de 1,3% no pior momento do dia, o Ibovespa devolveu boa parte das perdas perto do fechamento, diante da recuperação de blue chips, especialmente papéis de bancos. Após variar entre os 164.835 pontos e os 167.009 pontos, o Ibovespa registrou baixa de 0,10%, fechando aos 166.934 pontos, na nona sessão consecutiva de queda do índice. Na semana, o índice perdeu 3,23%. A debandada de recursos estrangeiros da bolsa tem pressionado a principal referência acionária local. Veja mais Segundo profissionais, a recuperação do índice ao longo da tarde ocorreu em linha com a melhora generalizada do mercado local, em meio à redução da pressão vendedora sobre alguns nomes específicos na segunda metade do pregão. "À medida que esse fluxo vendedor sobre algumas ações perdeu força, houve uma corrida para recompor posições justamente nos papéis mais pressionados, gerando um movimento de recuperação que acabou trazendo algum alívio para o mercado como um todo", observa um operador de um grande banco. Entre as blue chips, as PN da Petrobras subiram 0,45%, ao mesmo tempo em que bancos encerraram majoritariamente no campo positivo, com destaque para as PN do Itaú, que avançaram 1,80%. A exceção ficou para as PN do Bradesco, que recuaram 0,72%, assim como as ON do banco, que tiveram baixa de 0,55%. O dia também foi negativo para as ON da Vale, que perderam 0,83%. A recuperação de alguns papéis na sessão de hoje ocorreu na contramão do movimento registrado ao longo da semana, quando algumas ações de instituições financeiras, como Banco do Brasil, acumularam perdas de 8,37%. A semana também foi negativa para o Ibovespa, que perdeu 3,23%. A debandada de capital de alocadores de fora pressionou o índice. Fontes ouvidas pelo Valor, sob condição de anonimato, afirmaram que parte da pressão vendedora de investidores estrangeiros na bolsa local foi encabeçada pela GQG Partners, gestora global com forte atuação em mercados emergentes, que começou a reduzir, de forma relevante, a posição em Brasil desde o fim de julho, intensificando o movimento nesta semana. Segundo as fontes, Axia Energia, Equatorial e CPFL Energia estiveram entre as ações mais afetadas pela redução de posições. No fim de junho, o Brasil representava 20,56% da carteira do fundo, enquanto as ações da Petrobras respondiam por 7,86% do portfólio e as da Axia Energia, por 2,46%, segundo carta da gestora. De acordo com os profissionais, a gestora teria zerado a posição detida em Copel e vendido próximo de metade da alocação que possui em Eneva. Entre os fatores apontados por gestores para explicar a saída de recursos estão as incertezas com as eleições, diante da alta probabilidade de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e um movimento de rebalanceamento de portfólios. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 22,4 bilhões e de R$ 30,1 bilhões na B3. Em Wall Street, o dia também foi negativo: Nasdaq perdeu 0,28%; o S&P 500 cedeu 0,17%; e o Dow Jones recuou 0,20%.
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