VALO11 Valora Debentures Incentivadas Fundo de Investimento em Cotas de Fundos Incentivados de Investimento em Infra Renda Fixa – Cotação Hoje
Valora Debentures Incentivadas Fundo de Investimento em Cotas de Fundos Incentivados de Investimento em Infra Renda Fixa
Selo de Investimento:
⚠️ AtençãoAtende a 6 de 11 critérios. Alguns múltiplos de valuation, histórico ou liquidez exigem atenção.
Checklist Fundamentalista de 11 Critérios
Critérios de consistência e valuation auditadosRetorno em dividendos nos últimos 12 meses superior a 6% ao ano
Pagamento regular de rendimentos em pelo menos 10 dos últimos 12 meses
Cota negociada sem ágio exagerado sobre o valor patrimonial
Ausência de desconto extremo que possa sinalizar vacância crônica ou risco de crédito
Sem quedas abruptas (superiores a 30%) no valor médio distribuído recentemente
Fundo de porte relevante com maior capacidade de diversificação e resiliência
Volume diário adequado para negociação ágil e spreads reduzidos no book
Atuação em setor com histórico maduro de geração de renda imobiliária
Histórico operacional comprovado em diferentes ciclos econômicos
Rendimentos saudáveis sem sinais de amortizações ou distribuições extraordinárias
Nível de ocupação saudável dos imóveis para garantir a receita de aluguéis (Ignorado para fundos de papel)
Método Barsi (Preço Teto 6% a.a.)
Estratégia focada em renda imobiliária com cálculo do preço máximo da cota para obter no mínimo 6% ao ano em proventos com base nos rendimentos dos últimos 12 meses.
Resumo Fundamentalista de VALO11
O ativo VALO11 (Valora Debentures Incentivadas Fundo de Investimento em Cotas de Fundos Incentivados de Investimento em Infra Renda Fixa) está sendo negociado hoje a R$ 9,62, acumulando uma variação de -1.13% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 9,60 e a máxima de R$ 10,10. O fundo atua no segmento de FI-Infra, registrando um Dividend Yield (12M) de 12.79% e indicador P/VP de 1,00x.
Histórico de Cotação: VALO11
Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência
Indicadores do Fundo Imobiliário (FII)
Sobre a VALO11
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12h. Portugal é o país da UE que regista a subida mais acentuada do preço das casas no 2.º trimestre do ano
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Jornal do Meio-Dia com edição do Miguel Videra. Miguel, Portugal é o país da União Europeia que regista a subida mais acentuada do preço das casas no segundo trimestre do ano. São dados do Eurostat. Já lá vamos. Para já, as ondas de choque provocadas pela decisão de Cristiano Ronaldo de abandonar os trabalhos da Seleção Nacional. Na véspera do jogo contra a Dinamarca, a contar para a Liga das Nações, e na sequência da conferência de imprensa do selecionador nacional, Jorge Jesus, que abordou o alegado desentendimento com Cristiano Ronaldo, a pretexto do jogo com a Noruega. Ronaldo não saiu do banco. Jorge Jesus reconhece que não devia ter colocado Ronaldo a aquecer durante tanto tempo para depois não entrar. Disse também que quem manda na seleção é o próprio, Jorge Jesus, e que hoje o avançado de Portugal frente aos dinamarqueses vai ser Gonçalo Ramos. Ede Aguirre, comentador de um programa desportivo em Espanha e amigo de Cristiano Ronaldo, falou ontem à noite sobre o caso para dizer que o jogador português se sentiu traído. Jorge Jesus pediu perdão ao Cristiano na reunião em que também estava o presidente da federação. Pediu desculpa por ter feito com que ele aquecesse durante 30 minutos sem que entrasse em jogo. E não só lhe pediu desculpa em privado, como disse que iria fazê-lo publicamente. Essa foi a promessa de Jorge Jesus ao Cristiano. Mas na conferência de imprensa, disse mentiras em que ninguém acredita. Foi por isso que o Cristiano explodiu, porque sente traído. Sendo que o internacional português prometeu, numa publicação nas redes sociais, contar toda a verdade sobre o que esteve na origem da decisão de abandonar o estágio e rumar a Madrid, onde chegou esta madrugada por volta das duas da manhã. Cristiano Ronaldo, que é um protagonista mundial e, portanto, este caso está a ter eco na imprensa internacional. Desde logo aqui ao lado, em Espanha, onde Cristiano Ronaldo jogou durante vários anos, a imprensa recorre a palavras fortes, Miguel Gato, para descrever o que aconteceu. O caso Ronaldo caiu como uma bomba. É o que escreve esta manhã o diário "As", em Espanha, enquanto a "Marca" diz que o terramoto Cristiano continua a ter réplicas. O "L'Équipe", em França, escreve que o fim da carreira internacional do futebolista parece iminente e fala também num psicodrama de CR7. Este tema também faz eco no italiano "Gazzetta dello Sport", que resume tudo com uma palavra: incrível. Em Inglaterra, a "Sky Sports" nota que a saída do capitão deixa um sabor amargo na boca. Fora da Europa, a polémica de Ronaldo também é tema. Na Argentina, o "Olé" fala num escândalo e escreve que Cristiano bateu com a porta. Nos Estados Unidos, o "The Athletic" descreve a situação como uma crise e a imprensa desportiva brasileira dá outro ângulo à história. A ESPN Brasil escreve que Cristiano Ronaldo fica agora ameaçado com processo disciplinar, já que o regulamento da Federação Portuguesa de Futebol prevê uma multa entre €500 e €1.000 e também prevê uma suspensão de seis meses de representar a seleção. Miguel Gato, com esta volta pela imprensa internacional e pelo que se escreve sobre o caso que envolve o até aqui capitão da Seleção Nacional portuguesa. É um tema a que voltamos a seguir este Jornal do Meio-Dia, numa emissão especial conduzida pelo Miguel Cordeiro e que vai ter, entre outros convidados, Luís Lourenço, Dias Ferreira e Guilherme Aguiar. Seguimos entre agora com os dados do Eurostat, divulgados esta quinta-feira. Portugal, Miguel, é o país da União Europeia que regista a maior subida do preço das casas no segundo trimestre, em comparação com o mesmo período do ano passado. Muito acima da média dos 27 Estados membros e dos países da zona Euro. A subida em Portugal foi de 16,5%. A média da zona Euro é de 4%, valor que sobe para 4,7% se considerarmos todos os países da União Europeia. Por que a que fica a dever esta diferença tão acentuada? É a pergunta que faço à economista Vera Gouveia Barros, que há muito se dedica a este tema da habitação, com estudo publicado sobre este tema. Boa tarde, bem-vinda. Por quê? Por que Portugal lidera, neste caso, pelas piores razões, esta tabela? Olá, bom dia. Pois, eu não tenho uma resposta para essa pergunta. Lamento desapontar quem achava que eu saberia dizer. Nós temos vários fatores e alguns são comuns à Europa, pelo menos à zona Euro, temos todos a mesma moeda e, portanto, temos a mesma taxa diretora. Não será por aí. Aliás, as taxas de juro têm estado a subir, o que à partida, segundo a teoria econômica, até faria contrariar aqui um bocadinho esta dinâmica de subida dos preços. Conjunturalmente, estamos numa boa fase do ciclo econômico, mas isto também é algo que cada vez mais as economias europeias estão muito integradas e, portanto, estão normalmente em sintonia nessa fase do ciclo. O que quer dizer que provavelmente este comportamento tem mais que ver com razões do país do que com estes aspetos macroeconômicos, que muitas vezes são aqueles que se trazem para explicar o comportamento do mercado imobiliário como um todo. Temos, por exemplo, políticas públicas em Portugal diferentes das adotadas em outros países que eventualmente possam estar a contribuir para esta disparidade? Sim, temos políticas públicas diferentes, naturalmente. Temos problemas diferentes, temos um parque habitacional também com características diferentes, mas eu aqui precisava mesmo ter muito Dados mais desagregados, perceber se isto é um fenômeno que tenha a ver com a composição das transações, porque estas estatísticas são sempre baseadas nas transações que efetivamente ocorrem. Portanto, não é como os preços de outros bens, em que eu não preciso ter uma compra para saber quanto ele custa, porque ele já tem um preço fixado. E aquilo que nós sabemos dos dados que o INE lançou há uns tempos, é que nós tivemos este aumento dos preços, mas tivemos uma redução do número de transações. Transacionaram-se menos casas e, portanto, pode ser por aí, porque na verdade, o mercado de habitação funciona sob a forma de um leilão e às vezes eu até faço a comparação com as médias das entradas na faculdade. Não é exatamente a mesma coisa, mas tem vários pontos em comum. Na questão das médias, por exemplo, muitas vezes vai-se comparar a última nota de entrada de cursos que têm o número de vagas muito diferente, que é uma comparação injusta. Eu às vezes estou a comparar o aluno 300 com o aluno 50 e aqui nas transações pode acontecer a mesma coisa. Estamos a ficar sem tempo, deixe-me só fazer uma pergunta. Ontem escutávamos aqui o presidente da Associação de Inquilinos, que sugeria que Portugal deveria adotar a mesma medida que foi adotada em Espanha no âmbito da crise da habitação, proibir os fundos imobiliários de adquirirem casas para, dessa forma, tentar travar a especulação imobiliária. Parece um caminho acertado? Mais uma vez, eu gostaria de ter dados para poder me pronunciar sobre uma medida dessa natureza. Olhando para aquilo que é o agregado nacional e quando nós olhamos para as transações, não se vê uma presença muito significativa do setor empresarial. Depois, dentro disso, nós não sabemos o que são os fundos e o que podem ser outras empresas. Ontem o Jornal Público revelava que um quinto das casas na região de Lisboa eram de empresas. Na verdade, eu suponho que estão a basear naquilo que são as estatísticas do INE relativamente ao arrendamento, que saíram na terça-feira, e aquilo que tem é por natureza institucional do senhorio. E atenção, não têm de ser empresas, na verdade. Para começar, estamos a falar de novos contratos e não têm de ser empresas. Aliás, se formos ver aquilo que é o destaque do INE relativamente às rendas, ao valor mediano das rendas, até vemos que em Lisboa, a mediana das rendas cobradas por senhorios institucionais, e portanto em senhorios institucionais não temos somente empresas, temos também misericórdias, temos cooperativas, temos todas essas outras instituições que não são as famílias, essa mediana até é ligeiramente mais baixa que a mediana dos senhorios que são famílias. Portanto, para Lisboa, isso não funciona muito bem. Na verdade, em Portugal, a comparação das medianas inverte-se, mas em Lisboa não é isso que lá temos. Esses dados de terça-feira, que eu penso que são aqueles a que o Público estará a reportar, são sempre de fluxo, ou seja, são dos últimos contratos que foram assinados, que é uma coisa diferente daquilo que é o stock, sendo que estes valores das transações também, obviamente, porque aí a transação, de facto, é apenas um momento no tempo, não é algo que persista como um arrendamento. Seriam precisentam mais dados. Mais dados, exatamente. Uma boa conclusão. Para ver se esta decisão do governo de Espanha, de impedir os fundos imobiliários de adquirirem casas, seria uma boa medida para tentar travar esta subida vertiginosa do preço das habitações. Foi o pretexto para esta conversa com a economista Vera Gouveia Barros, a quem agradeço a sua disponibilidade para estar conosco. Dados da Eurostat que revelam que no segundo trimestre do ano foi em Portugal que se registou a subida mais acentuada do preço das casas, 16,5% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Desgastado, premiê da Espanha tenta fazer de protestos por habitação uma vitória no Congresso
Madri Desgastado pela crise migratória em Ceuta, em que mais de 70 mil pessoas cruzaram irregularmente a fronteira do exclave espanhol em julho, e por uma sucessão de investigações de corrupção, o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez tenta usar a comoção social pelo acesso à habitação para recuperar capital político. Aproveitando o embalo de uma série de protestos, que levam milhares de pessoas às ruas, o Executivo publicou dois decretos que alteram várias regras do mercado habitacional, um tema historicamente divisivo na Espanha. O objetivo é contar com a pressão popular para garantir os votos para a aprovação, em sessão marcada para a próxima sexta-feira (2). Sem maioria parlamentar, a atual legislatura de Sánchez, socialista no poder desde 2018, enfrenta uma sucessão de derrotas no Congresso, incluindo a impossibilidade de aprovar o Orçamento de Estado desde 2023. Manifestantes em Madri protestam por eleições gerais e contra a atuação do governo espanhol na crise de Ceuta - Susana Vera - 26.set.26/Reuters "O governo estava em uma situação muito complicada, com muitas frentes de batalha, sendo a crise em Ceuta a mais grave, que causou muitíssimo desgaste. Os protestos por causa da habitação, apesar de tudo, representam um alívio, um balão de oxigênio, ainda que temporário", avalia Paloma Román Marugán, doutora em ciência política e professora da Universidade Complutense de Madri. Segundo a pesquisadora, ainda que a situação não seja necessariamente boa para Sánchez, a apresentação dos dois decretos sobre o tema ajuda a passar a imagem de que o governo está fazendo alguma coisa para estancar um problema que atinge duramente os espanhóis. Desde a última quarta-feira (23), uma série de protestos eclodiu em todo o país após o despejo de Maricarmen Abascal, 87, retirada pela polícia do apartamento em que viveu como inquilina por sete décadas. Imagens da saída da idosa, que precisou ser removida de maca devido à fragilidade de sua saúde, serviram de estopim para as mobilizações. A tensão social sobre o acesso à habitação na Espanha já vinha crescendo nos últimos anos, em meio à disparada dos preços dos imóveis. Entre 2015 e 2025, comprar uma casa ficou 80% mais caro. A subida dos valores de aluguel foi ainda mais expressiva, chegando a 87%. Embora transversal, a dificuldade de acesso à moradia afeta principalmente os jovens. Em 2025, quase 7 em cada 10 pessoas entre 18 e 34 anos viviam com os pais na Espanha, segundo dados do Eurostat, o gabinete de dados da União Europeia. A mobilização nas ruas tem sido puxada justamente por essa geração. O acampamento na Puerta del Sol, o marco zero de Madri, transformou-se em símbolo do movimento. O que começou no sábado (26) com algumas poucas tendas vem atraindo cada vez mais adeptos. Segundo o Sindicato dos Inquilinos, um dos organizadores, já há mais de 1.200 tendas registradas no local. Os manifestantes afirmam que não sairão do local até a aprovação dos "decretos Maricarmen". "Em apenas seis dias, a força das ruas conseguiu mudar a posição do governo, levando-o a aprovar praticamente todas as medidas do Decreto Maricarmen", destacou o Sindicato dos Inquilinos. A entidade, no entanto, critica a divisão das políticas para a habitação em dois decretos, afirmando que a decisão foi tomada para "facilitar que os grupos parlamentares possam derrubar a medida mais estrutural: a renovação automática dos contratos [de aluguel]". Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Carregando... As medidas contidas no primeiro documento angariam mais apoios públicos, como a limitação da compra de imóveis residenciais pelos chamados fundos abutres —com investidores especializados em especular com as moradias—, além da proibição dos despejos de pessoas vulneráveis até 2030. Se estivessem em vigor, essas medidas poderiam ter evitado o despejo de Maricarmen Abascal, que, apesar da comoção social, foi feito dentro da lei e aprovado pelo Supremo espanhol. Alugado em 1956 pelo pai da octogenária, o apartamento foi comprado por uma empresa de investimento imobiliário que conseguiu na Justiça a recuperação do imóvel. Os pontos de maior tensionamento estão no segundo decreto, focado na duração dos contratos de aluguel. O texto prevê a prorrogação automática dos contratos de habitação após o período mínimo legal —cinco anos, no caso de proprietários pessoas físicas, e sete anos, no de pessoas jurídicas. Caso o proprietário decida não prorrogar o contrato, deverá pagar ao inquilino uma indenização de pelo menos 12 mensalidades, calculada com base no preço de uma habitação de características semelhantes. Os senhorios ficam isentos dessa penalização se estiverem enquadrados em alguma das exceções previstas na norma, como a necessidade de recuperar o imóvel para uso próprio, do cônjuge ou de familiares até segundo grau. "Todos sabemos que com dois decretos não se soluciona o problema da moradia na Espanha, mas pode ser que, para o governo, isso represente uma vitória. Seria uma batalha ganha para quem, ultimamente, vem perdendo todas", afirma Marugán. A direita vem se articulando para impedir a aprovação dos decretos do governo. Alberto Núñez Feijóo, líder do PP (Partido Popular), principal legenda da oposição, já anunciou que o bloco votará contra as medidas. Feijóo não poupou críticas ao documento e considera que as medidas terão grave impacto no mercado imobiliário e habitacional do país. "Os vulneráveis não terão nenhuma possibilidade de alugar um imóvel, porque não haverá nenhum proprietário que queira alugar para eles", afirmou. Independentemente do resultado no Congresso, a pressão popular já teve uma vitória. Após o início dos protestos, a Urbagestión, empresa proprietária do imóvel alugado por Maricarmen Abascal, anunciou que chegou a um acordo com a aposentada e que ela poderá retornar ao apartamento, situado no Retiro, um dos bairros mais valorizados da capital.
Desgastado, premiê da Espanha tenta fazer de protestos por habitação uma vitória no Congresso
Madri Desgastado pela crise migratória em Ceuta, em que mais de 70 mil pessoas cruzaram irregularmente a fronteira do exclave espanhol em julho, e por uma sucessão de investigações de corrupção, o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez tenta usar a comoção social pelo acesso à habitação para recuperar capital político. Aproveitando o embalo de uma série de protestos, que levam milhares de pessoas às ruas, o Executivo publicou dois decretos que alteram várias regras do mercado habitacional, um tema historicamente divisivo na Espanha. O objetivo é contar com a pressão popular para garantir os votos para a aprovação, em sessão marcada para a próxima sexta-feira (2). Sem maioria parlamentar, a atual legislatura de Sánchez, socialista no poder desde 2018, enfrenta uma sucessão de derrotas no Congresso, incluindo a impossibilidade de aprovar o Orçamento de Estado desde 2023. Manifestantes em Madri protestam por eleições gerais e contra a atuação do governo espanhol na crise de Ceuta - Susana Vera - 26.set.26/Reuters "O governo estava em uma situação muito complicada, com muitas frentes de batalha, sendo a crise em Ceuta a mais grave, que causou muitíssimo desgaste. Os protestos por causa da habitação, apesar de tudo, representam um alívio, um balão de oxigênio, ainda que temporário", avalia Paloma Román Marugán, doutora em ciência política e professora da Universidade Complutense de Madri. Segundo a pesquisadora, ainda que a situação não seja necessariamente boa para Sánchez, a apresentação dos dois decretos sobre o tema ajuda a passar a imagem de que o governo está fazendo alguma coisa para estancar um problema que atinge duramente os espanhóis. Desde a última quarta-feira (23), uma série de protestos eclodiu em todo o país após o despejo de Maricarmen Abascal, 87, retirada pela polícia do apartamento em que viveu como inquilina por sete décadas. Imagens da saída da idosa, que precisou ser removida de maca devido à fragilidade de sua saúde, serviram de estopim para as mobilizações. A tensão social sobre o acesso à habitação na Espanha já vinha crescendo nos últimos anos, em meio à disparada dos preços dos imóveis. Entre 2015 e 2025, comprar uma casa ficou 80% mais caro. A subida dos valores de aluguel foi ainda mais expressiva, chegando a 87%. Embora transversal, a dificuldade de acesso à moradia afeta principalmente os jovens. Em 2025, quase 7 em cada 10 pessoas entre 18 e 34 anos viviam com os pais na Espanha, segundo dados do Eurostat, o gabinete de dados da União Europeia. A mobilização nas ruas tem sido puxada justamente por essa geração. O acampamento na Puerta del Sol, o marco zero de Madri, transformou-se em símbolo do movimento. O que começou no sábado (26) com algumas poucas tendas vem atraindo cada vez mais adeptos. Segundo o Sindicato dos Inquilinos, um dos organizadores, já há mais de 1.200 tendas registradas no local. Os manifestantes afirmam que não sairão do local até a aprovação dos "decretos Maricarmen". "Em apenas seis dias, a força das ruas conseguiu mudar a posição do governo, levando-o a aprovar praticamente todas as medidas do Decreto Maricarmen", destacou o Sindicato dos Inquilinos. A entidade, no entanto, critica a divisão das políticas para a habitação em dois decretos, afirmando que a decisão foi tomada para "facilitar que os grupos parlamentares possam derrubar a medida mais estrutural: a renovação automática dos contratos [de aluguel]". Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Carregando... As medidas contidas no primeiro documento angariam mais apoios públicos, como a limitação da compra de imóveis residenciais pelos chamados fundos abutres —com investidores especializados em especular com as moradias—, além da proibição dos despejos de pessoas vulneráveis até 2030. Se estivessem em vigor, essas medidas poderiam ter evitado o despejo de Maricarmen Abascal, que, apesar da comoção social, foi feito dentro da lei e aprovado pelo Supremo espanhol. Alugado em 1956 pelo pai da octogenária, o apartamento foi comprado por uma empresa de investimento imobiliário que conseguiu na Justiça a recuperação do imóvel. Os pontos de maior tensionamento estão no segundo decreto, focado na duração dos contratos de aluguel. O texto prevê a prorrogação automática dos contratos de habitação após o período mínimo legal —cinco anos, no caso de proprietários pessoas físicas, e sete anos, no de pessoas jurídicas. Caso o proprietário decida não prorrogar o contrato, deverá pagar ao inquilino uma indenização de pelo menos 12 mensalidades, calculada com base no preço de uma habitação de características semelhantes. Os senhorios ficam isentos dessa penalização se estiverem enquadrados em alguma das exceções previstas na norma, como a necessidade de recuperar o imóvel para uso próprio, do cônjuge ou de familiares até segundo grau. "Todos sabemos que com dois decretos não se soluciona o problema da moradia na Espanha, mas pode ser que, para o governo, isso represente uma vitória. Seria uma batalha ganha para quem, ultimamente, vem perdendo todas", afirma Marugán. A direita vem se articulando para impedir a aprovação dos decretos do governo. Alberto Núñez Feijóo, líder do PP (Partido Popular), principal legenda da oposição, já anunciou que o bloco votará contra as medidas. Feijóo não poupou críticas ao documento e considera que as medidas terão grave impacto no mercado imobiliário e habitacional do país. "Os vulneráveis não terão nenhuma possibilidade de alugar um imóvel, porque não haverá nenhum proprietário que queira alugar para eles", afirmou. Independentemente do resultado no Congresso, a pressão popular já teve uma vitória. Após o início dos protestos, a Urbagestión, empresa proprietária do imóvel alugado por Maricarmen Abascal, anunciou que chegou a um acordo com a aposentada e que ela poderá retornar ao apartamento, situado no Retiro, um dos bairros mais valorizados da capital.
Perguntas Frequentes sobre VALO11
Qual é a cotação de VALO11 hoje na B3?
Quanto a VALO11 paga de dividendos?
Como calcular o Preço Teto de VALO11?
O que significa o P/L e o P/VP de VALO11?
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