B3
•
19/08/2026
Materiais básicos puxam valorização dos índices da B3
247 – O desempenho dos índices ligados a materiais básicos, empresas estatais e instituições financeiras marcou a valorização dos indicadores calculados pela B3 em julho de 2026. O movimento foi liderado pelo Índice de Materiais Básicos B3, que avançou 9,37% no mês, em um cenário de alta das commodities metálicas no mercado internacional.
O levantamento mostra que o Índice Bovespa B3 Estatais ficou na segunda colocação, com alta de 7,22%, enquanto o Índice Financeiro B3 registrou o terceiro melhor resultado, ao subir 4,77%.
Materiais básicos lideram ranking
O IMAT B3 reúne empresas dos segmentos de mineração, siderurgia, metalurgia, produtos químicos, madeira, papel, embalagens e outros materiais. A valorização de 9,37% colocou o indicador no topo do ranking mensal da B3.
A alta ocorreu paralelamente ao avanço das commodities metálicas no exterior, fator que contribuiu para o desempenho das companhias relacionadas à extração e à transformação de materiais básicos.
Na segunda posição, o Ibov B3 Estatais, composto por empresas estatais listadas na bolsa, acumulou ganho de 7,22%. Já o IFNC B3, que acompanha bancos, seguradoras e instituições de previdência, encerrou julho com valorização de 4,77%.
Outros índices também registraram ganhos
Entre os demais destaques do mês está o Índice Futuro de Boi Gordo B3, com alta de 4,64%. O indicador foi seguido pelo Índice de Bancos B3, que avançou 4,56%.
O Índice Bovespa B3 BR+ teve aumento de 4,44%, enquanto o Índice MidLarge Cap B3 subiu 3,86%. Na sequência, o Índice Brasil 50 B3 registrou valorização de 3,73%.
Também fecharam julho no campo positivo o Ibov BR+ Cap 5% B3, com alta de 3,62%; o Índice Carbono Eficiente B3, com avanço de 3,58%; e o Ibovespa B3, que terminou o mês com crescimento de 3,47%.
Ranking dos índices que mais subiram em julho de 2026
1º — IMAT B3: 9,37%
2º — Ibov B3 Estatais: 7,22%
3º — IFNC B3: 4,77%
4º — IFBOI B3: 4,64%
5º — IB3 Bancos: 4,56%
6º — Ibovespa B3 BR+: 4,44%
7º — MLCX B3: 3,86%
8º — IBrX 50 B3: 3,73%
9º — Ibov BR+ Cap 5% B3: 3,62%
10º — ICO2 B3: 3,58%
11º — Ibovespa B3: 3,47%.
Índices servem de referência para ETFs
Os indicadores calculados pela B3 também são usados como referência para ETFs, fundos negociados em bolsa que procuram replicar o desempenho de determinadas carteiras de ativos.
Ao investir em um ETF, o participante adquire exposição a uma cesta diversificada em uma única aplicação. Dessa forma, não precisa comprar individualmente cada ação ou título incluído no índice seguido pelo fundo.
Entre os exemplos estão os ETFs que acompanham o Ibovespa e o IBrX 50, dois dos principais indicadores do mercado acionário brasileiro. O levantamento da B3 também lista produtos vinculados a outros índices, como:
IFNC B3: FIND11
IFBOI B3: BBOI11
IB3 Bancos: BNKS11
Ibovespa B3 BR+: NBOV11, B3BR11 e BRAZ11
IBrX 50 B3: PIBB11
Ibov BR+ Cap 5% B3: CAPE11
ICO2 B3: ECOO11
Ibovespa B3: BOVA11, BBOV11, XBOV11, BOVB11, BOVV11, BOVX11, IBOV11 e BOVS11.
Além dos produtos atrelados a índices amplos, há ETFs voltados a segmentos específicos e à renda fixa. Segundo a B3, essa variedade amplia as alternativas de diversificação e pode oferecer custos geralmente inferiores aos de fundos de gestão ativa.
À medida que determinados indicadores ganham atenção dos investidores, eles também podem servir de base para o desenvolvimento de novos ETFs e de outras estratégias negociadas em bolsa. A expansão desses produtos aumenta o acesso a carteiras e abordagens de investimento antes mais concentradas entre investidores institucionais.