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Anbima: mercado de capitais movimenta R$ 67,9 bi em julho, alta anual de 4%; debêntures caem 28%
Por Altamiro Silva Junior São Paulo, 14/08/2026 – O mercado de capitais movimentou R$ 67,9 bilhões em julho, expansão de 4% na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). De janeiro a julho, foram levantados R$ 429,8 bilhões em ofertas, expansão de 8,8%. As emissões de debêntures permaneceram como principal instrumento de captação das empresas, com R$ 33,1 bilhões em ofertas encerradas em julho, mas com queda de 28% na comparação com o mesmo mês de 2025. No segmento de títulos híbridos, os fundos imobiliários (FIIs) atingiram R$ 11,7 bilhões em ofertas encerradas em julho, mais de três vezes o volume registrado em julho do ano passado, quando somaram R$ 3,4 bilhões. Na renda variável, as ofertas subsequentes (os follow-ons) movimentaram R$ 9,6 bilhões em julho, volume bem superior aos R$ 400 milhões registrados no mesmo mês do ano passado. Desse total, só a Engie levantou R$ 8,4 bilhões. Na securitização, as ofertas encerradas de fundos de recebíveis (FIDCs) somaram R$ 6,7 bilhões no mês, alta de 16,7%. Os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) movimentaram R$ 1,8 bilhão em julho, enquanto os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) somaram R$ 776,8 milhões. Ambos registraram retração em relação a julho de 2025, de 48,9% no caso dos CRIs e de 66,7% nos CRAs, de acordo com a Anbima. Contato: altamiro.junior@estadao.com
Haltin compra CRI Helvetia por R$ 23,5 milhões
Crédito imobiliário inadimplente tem saldo devedor de cerca de R$ 60 milhões e está ligado a empreendimento de alto padrão em Indaiatuba (SP) A Haltin Capital fechou um acordo para adquirir 100% do CRI Helvetia, atualmente detido pelo fundo imobiliário Cartesia Recebíveis Imobiliários (CACR11), por R$ 23,5 milhões. O crédito tem saldo devedor próximo de R$ 60 milhões e está vinculado ao empreendimento residencial Helvetia Le Jardin, em Indaiatuba, no interior de São Paulo. A aquisição será realizada pelo Haltin Special Sits Real Estate FIDC. O CRI está inadimplente após o descumprimento de obrigações financeiras e contratuais pelo devedor. O Helvetia Le Jardin é um empreendimento residencial horizontal de alto padrão. A primeira fase prevê 22 casas, com áreas privativas entre 272 metros quadrados e 455 metros quadrados, além de estruturas de lazer e áreas comuns. Segundo as últimas informações públicas divulgadas pelo CACR11, as obras estavam aproximadamente 76% concluídas. Haltin assume recuperação do crédito Com a aquisição integral do CRI, a Haltin passará a conduzir a estratégia de recuperação da operação. Entre as medidas previstas estão a reorganização da governança, a avaliação dos recursos necessários para a conclusão das obras e a revisão da estratégia comercial do empreendimento. A gestora também deverá analisar alternativas para monetizar os imóveis, os recebíveis e as demais garantias vinculadas ao crédito. Publicidade Publicidade A operação coloca a Haltin à frente de um crédito imobiliário estressado, com atuação que deverá envolver não apenas a estrutura financeira, mas também questões jurídicas e operacionais relacionadas ao empreendimento. Segundo os sócios-fundadores João Oliveira e José Eduardo Palaia, o negócio reúne características típicas da estratégia da gestora, como um ativo imobiliário relevante, crédito inadimplente e garantias reais. A aquisição faz parte da estratégia da Haltin de investir em créditos e ativos imobiliários complexos, incluindo operações inadimplentes, reestruturações, necessidades de capital e empreendimentos que demandem reorganização financeira, jurídica ou operacional. A conclusão da transação ainda está condicionada ao cumprimento das condições precedentes previstas nos documentos da operação.
IFIX recua 0,6% enquanto KNCR11, TGAR11, IBBP11 e EXES11 movimentam mercado
▶ Ouvir notícia 1.0x 00:00 --:-- Pronto para ouvir O mercado de fundos imobiliários iniciou a sexta-feira (14) sob o impacto do fechamento do pregão anterior, quando o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o dia aos 3.692,65 pontos. O indicador registrou uma retração de 0,6%, o que representou uma perda de 22,44 pontos em relação à sessão precedente, conforme dados acompanhados pelo Portal FIIs. Dentre os ativos que concentraram as atenções dos investidores, destacaram-se as movimentações dos fundos KNCR11, TGAR11, IBBP11 e EXES11. Enquanto o mercado observava o desempenho do índice, papéis como o GGRC11, CPTS11 e MXRF11 figuraram entre os mais negociados, apresentando variações negativas de 1,16%, 0,27% e 0,43%, respectivamente. Expansão e dividendos do KNCR11 O KNCR11 ampliou sua alocação em ativos-alvo para 83,7% do patrimônio, após realizar um investimento de R$ 575 milhões em julho. Com essa movimentação, o fundo elevou a distribuição de dividendos para R$ 1,25 por cota, atingindo o maior patamar do ano de 2026 até o momento. A operação, focada em um fundo listado do setor logístico, conta com ativos totalmente ocupados em regiões metropolitanas de São Paulo e do Paraná. A rentabilidade atrelada ao investimento é de CDI mais 1,9% ao ano, conforme detalhado pela gestora Kinea. Desempenho operacional do TGAR11 O fundo TGAR11 encerrou o mês de junho com um resultado de R$ 15,6 milhões, distribuindo R$ 0,72 por cota. O rendimento mensal alcançou 1,35%, enquanto o dividend yield acumulado nos últimos 12 meses atingiu 14,27%. A estratégia de urbanismo do fundo comercializou 308 unidades no período, gerando um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 43,80 milhões. Além disso, a gestão manteve uma reserva de R$ 0,06 por cota para futuras distribuições. Resultados e ocupação do IBBP11 Com um patrimônio líquido de R$ 998 milhões, o IBBP11 reportou uma ocupação física de 98,7% de sua Área Bruta Locável (ABL) em julho. O resultado líquido apurado em junho foi de R$ 7,245 milhões. Os pagamentos de rendimentos foram fixados em R$ 0,099 por cota para a Classe Sênior e R$ 0,082 para a Classe Ordinária. O cronograma de repasses aos investidores posicionados até 7 de agosto foi estabelecido para os dias 14 e 17 de agosto. Consistência e rentabilidade do EXES11 O EXES11 manteve o pagamento de R$ 0,13 por cota referente ao resultado de junho, mantendo a recorrência da distribuição pelo 18º mês consecutivo. O fundo acumula um retorno de 264% do IPCA e 203% do IFIX desde o início de suas atividades. O dividend yield anualizado do fundo chega a 17,27%, com uma reserva de lucro de R$ 0,06 por cota mantida para garantir a linearidade dos proventos. Este texto possui caráter exclusivamente informativo e não representa recomendação de compra ou venda de ativos, nem garante rentabilidade futura, sendo fundamental que o investidor analise os riscos envolvidos. As informações são do Portal FIIs.