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Hackers roubam US$ 1,1 bilhão em cripto no 1º semestre, aponta Blockaid
Hacker 03/08/2026

Hackers roubam US$ 1,1 bilhão em cripto no 1º semestre, aponta Blockaid

Roubos em protocolos cripto somam US$ 1,1 bilhão em 212 ataques no semestre Grupos ligados à Coreia do Norte respondem por US$ 609 milhões, 55% do total Ethereum e Solana lideram perdas por rede, com US$ 332 mi e US$ 326 mi Os protocolos de cripto viveram o pior semestre da história em termos de perdas para hackers. Foram US$ 1,1 bilhão desviados em 212 exploits on-chain entre janeiro e junho, segundo relatório da firma de segurança Blockaid. O montante ultrapassa toda a soma verificada em 2025 pela mesma metodologia. O dado mais sensível está na origem dos ataques. Grupos ligados à Coreia do Norte respondem sozinhos por US$ 609 milhões, ou 55% das perdas totais. Dois casos concentram boa parte desse rombo, o ataque à KelpDAO, que drenou US$ 292 milhões, e o exploit no Drift Protocol, com US$ 285 milhões. Ambos foram atribuídos ao mesmo cluster norte-coreano rastreado pela firma. Ethereum e Solana lideram perdas por rede Quando o corte é feito por infraestrutura, Ethereum e Solana ficam praticamente empatadas no topo do ranking de vítimas. Os protocolos rodando em Ethereum acumularam cerca de US$ 332 milhões em prejuízos. Já a rede da Solana somou US$ 326 milhões. Juntas, as duas cadeias concentram mais de 60% do valor roubado no período. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE A frequência dos ataques também escalou de forma consistente ao longo do semestre. Em janeiro, a Blockaid contabilizou 18 incidentes. Em junho, o número saltou para 57. Abril foi o mês mais destrutivo em volume financeiro, com US$ 635 milhões subtraídos em uma única janela de 30 dias. Para o investidor brasileiro que aloca em DeFi via protocolos externos, o dado tem leitura direta. Plataformas ligadas a Ethereum e Solana concentram parcela relevante da liquidez on-chain de lending e staking acessada por brasileiros. Um ataque que congela ou zera um pool afeta diretamente o custodiante final o usuário. Não há Fundo Garantidor de Créditos para exploits de smart contract. Falha de chave privada supera bug de código O relatório traz um recorte que muda o entendimento tradicional sobre segurança em criptoativos. Cerca de US$ 790 milhões dos prejuízos vieram de falhas operacionais uso indevido de chaves privilegiadas, comprometimento de multisig e engenharia social contra desenvolvedores. Vulnerabilidades no código dos contratos, embora ainda relevantes, ficaram muito atrás nesse comparativo. Ou seja: o elo mais fraco em 2026 não é o Solidity. É o humano com acesso administrativo. Esse padrão dialoga com a onda recente de ataques a carteiras físicas, como a falha em Coldcard que resultou em US$ 70 milhões drenados, e reforça que custódia técnica não substitui protocolo operacional rigoroso. IA e delegação de carteira entram no radar A Blockaid identificou duas classes emergentes de ameaça que ainda não têm defesa consolidada no mercado. A primeira é o prompt injection contra agentes de inteligência artificial que operam carteiras ou executam ordens on-chain. A segunda envolve exploits de delegação de carteira, mecanismo que ganhou tração após atualizações recentes em Ethereum e que permite a terceiros assinarem transações em nome do titular. Essas vetores contornam mecanismos tradicionais de defesa. Firewalls de transação e listas de contratos maliciosos não capturam ataques que se aproveitam de permissões concedidas voluntariamente pelo usuário muitas vezes sem que ele entenda o escopo do que autorizou. Parte dos casos analisados permitiu congelamento parcial de fundos ou recuperação via mecanismos previstos em código. Mas o resultado varia caso a caso, e a maior parcela do US$ 1,1 bilhão segue em endereços controlados pelos atacantes. Do lado regulatório, o volume roubado deve reforçar a pressão do Banco Central brasileiro sobre movimentações em stablecoins, especialmente em fluxos com origem em endereços já marcados como sancionados pela OFAC. A Chainalysis, em relatórios anteriores, já apontava a Coreia do Norte como principal ator estatal em roubos cripto, e o número de US$ 609 milhões em um único semestre representa mais que o dobro da média histórica atribuída ao grupo Lazarus e afiliados nos últimos anos.

Bitcoin, altcoins e uma pitada de cripto dólar: as criptomoedas para agosto
Criptomoedas 03/08/2026

Bitcoin, altcoins e uma pitada de cripto dólar: as criptomoedas para agosto

Todo mês, analistas sugerem ativos digitais para ficar de olho; veja a lista O bitcoin (BTC) continua no topo das preferências dos analistas brasileiros para agosto. Entre oito players consultados pela reportagem do InvestNews, sete mantiveram a maior criptomoeda do mundo na lista de apostas para o mês. Mas a cripto não reina sozinha. O ethereum (ETH) aparece com a mesma força, enquanto altcoins e stablecoins atreladas ao dólar – as preferidas dos investidores locais – também figuram entre os ativos digitais para ficar de olho. Veja abaixo a lista. Essa compilação, porém, não deve ser encarada como uma recomendação de investimento. Ela serve para mostrar para onde os especialistas estão olhando neste momento. Além disso, assim como as ações, as criptomoedas costumam fazer mais sentido quando vistas com horizonte de longo prazo. Bitcoin (BTC) Depois da forte correção de junho, o bitcoin conseguiu se recuperar parcialmente em julho. O movimento, porém, ainda não tem a força de uma tendência de alta consolidada. Embora os indicadores técnicos também tenham melhorado, eles ainda não são totalmente convincentes, segundo Paulo Camargo, embaixador da OKX. Ainda assim, o especialista afirma que o bitcoin continua sendo a principal referência do mercado. Por isso, o desempenho da criptomoeda em agosto deve ditar o apetite por risco do setor como um todo, em um momento em que os investidores seguem atentos aos rumos da política monetária nos Estados Unidos e aos indicadores da economia global. Newsletter: quer saber mais sobre cripto? Assine o Morning Cripto do InvestNews! Ethereum (ETH) A blockchain do ethereum segue ampliando sua posição como principal infraestrutura da economia digital. Isso porque, de acordo com Marcelo Person, diretor de Tesouraria e Mercado Cripto da Foxbit, stablecoins, tokenização de ativos, aplicações financeiras descentralizadas e soluções de segunda camada continuam impulsionando a atividade da rede. Além disso, o avanço da adoção institucional do setor mantém o ETH entre os ativos mais relevantes para acompanhar no segundo semestre, segundo o especialista. Solana (SOL) Para o Mercado Bitcoin, a expectativa para a SOL, que apareceu em quatro carteiras, está concentrada no início da implementação de uma nova atualização, chamada Alpenglow, que busca aprimorar o processo de confirmação definitiva das transações realizadas na rede. “Atualmente, essa confirmação pode levar aproximadamente 12,8 segundos. Com a implementação completa da atualização, o período poderá cair para cerca de 150 milissegundos, tornando as confirmações praticamente instantâneas”, diz a exchange, sinalizando que essa mudança pode ser especialmente importante para pagamentos e aplicações financeiras. Aave (AAVE) O AAVE, token da plataforma de mesmo nome, anda chamando bastante atenção do mercado. Isso porque tem se destacado no setor de finanças descentralizadas (DeFi), nome dado ao conjunto de aplicações financeiras que funcionam sobre blockchains e permitem a oferta de serviços financeiros. Para Francis Wagner, head de criptoativos da Hurst Capital, o projeto – mencionado por três analistas -, permanece como uma das principais recomendações dentro do segmento porque oferece “exposição direta ao crescimento dos mercados de crédito e empréstimos on-chain (na blockchain)”. Uniswap (UNI) É a principal exchange descentralizada (DEX) do setor cripto. O aumento da atividade nas blockchains e o amadurecimento das finanças descentralizadas colocam novamente o projeto entre os mais relevantes do setor, segundo Person, da Foxbit. “O protocolo tende a capturar o crescimento do volume negociado em DeFi. Além disso, discussões sobre novos mecanismos de captura de valor para os detentores do token continuam fortalecendo a tese para o UNI”, diz o especialista. O token apareceu em duas carteiras. Hyperliquid (HYPE) O HYPE vem se destacando por seus fundamentos, acredita Matias Part, analista da Bitget. “Sua exchange de contratos perpétuos gera receitas consistentes, adota um mecanismo deflacionário de queima de tokens e vem ampliando sua participação de mercado mês após mês”, diz. Contratos perpétuos são derivativos que permitem negociar a variação do preço de criptomoedas sem comprar o ativo. Já a queima de tokens retira permanentemente parte das moedas de circulação, reduzindo a oferta. Além disso, diferentemente da maioria das altcoins, a plataforma não enfrenta grandes desbloqueios de tokens de investidores iniciais que possam aumentar a pressão vendedora, segundo Part. A cripto é a aposta de duas carteiras. Cripto dólar Vale reservar um espaço na carteira também para as stablecoins, segundo Felipe Martorano, analista de criptoativos da Levante Investimentos. Isso porque o mercado ainda tem alguns gatilhos importantes no curto prazo para essa classe, citada por dois analistas. “Um dos principais deles é o avanço da Clarity Act nos Estados Unidos, projeto que busca estabelecer regras mais claras para o mercado de ativos digitais e definir melhor as competências dos órgãos reguladores. A possível aprovação poderia funcionar como um importante catalisador positivo”. Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h. Bitcoin (BTC): -0,91%, US$ 62.567,15 Ethereum (ETH): -1,30%, US$ 1.841,98 BNB (BNB): +0,55%, US$ 586,11 XRP (XRP): -1,07%, US$ 1,06 Solana (SOL): -1,00%, US$ 72,44 Outros destaques do mercado cripto Primeira rodada sobre tokenização. Lembram que, dias atrás, contamos aqui que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) havia criado um grupo de trabalho para discutir a tokenização? Pois bem, aconteceu a primeira reunião. Cerca de 50 representantes de diferentes entidades – como Anbima, Abcripto e outras – debateram a criação de ambientes de testes para emissão, negociação e pós-negociação de ativos tokenizados. Compra milionária. Tem movimentação no mercado cripto brasileiro. A Evertec, empresa de tecnologia para o setor financeiro na América Latina e no Caribe, anunciou a compra de 67% da BBChain, companhia brasileira especializada em infraestrutura blockchain para instituições financeiras. O negócio foi fechado por R$ 28 milhões. Detalhe: essa é a quinta aquisição da firma por aqui. Mistério com os bitcoins. A Trump Media, dona da Truth Social, movimentou 2.628 bitcoins, avaliados em cerca de US$ 165 milhões, para a exchange Crypto.com. A dúvida é se a operação representa uma venda ou apenas uma transferência para custódia, já que a corretora também presta esse serviço à empresa. A Trump Media não comentou o caso. Segundo analistas, caso os bitcoins tenham sido vendidos, a empresa teria registrado um prejuízo milionário.

Bitcoin, altcoins e uma pitada de cripto dólar: as criptomoedas para agosto
Criptomoedas 03/08/2026

Bitcoin, altcoins e uma pitada de cripto dólar: as criptomoedas para agosto

Publicidade O bitcoin (BTC) continua no topo das preferências dos analistas brasileiros para agosto. Entre oito players consultados pela reportagem do InvestNews, sete mantiveram a maior criptomoeda do mundo na lista de apostas para o mês. Mas a cripto não reina sozinha. O ethereum (ETH) aparece com a mesma força, enquanto altcoins e stablecoins atreladas ao dólar – as preferidas dos investidores locais – também figuram entre os ativos digitais para ficar de olho. Veja abaixo a lista. Essa compilação, porém, não deve ser encarada como uma recomendação de investimento. Ela serve para mostrar para onde os especialistas estão olhando neste momento. Além disso, assim como as ações, as criptomoedas costumam fazer mais sentido quando vistas com horizonte de longo prazo. Bitcoin (BTC) Depois da forte correção de junho, o bitcoin conseguiu se recuperar parcialmente em julho. O movimento, porém, ainda não tem a força de uma tendência de alta consolidada. Embora os indicadores técnicos também tenham melhorado, eles ainda não são totalmente convincentes, segundo Paulo Camargo, embaixador da OKX. Ainda assim, o especialista afirma que o bitcoin continua sendo a principal referência do mercado. Por isso, o desempenho da criptomoeda em agosto deve ditar o apetite por risco do setor como um todo, em um momento em que os investidores seguem atentos aos rumos da política monetária nos Estados Unidos e aos indicadores da economia global. Newsletter: quer saber mais sobre cripto? Assine o Morning Cripto do InvestNews! Ethereum (ETH) A blockchain do ethereum segue ampliando sua posição como principal infraestrutura da economia digital. Isso porque, de acordo com Marcelo Person, diretor de Tesouraria e Mercado Cripto da Foxbit, stablecoins, tokenização de ativos, aplicações financeiras descentralizadas e soluções de segunda camada continuam impulsionando a atividade da rede. Além disso, o avanço da adoção institucional do setor mantém o ETH entre os ativos mais relevantes para acompanhar no segundo semestre, segundo o especialista. Solana (SOL) Para o Mercado Bitcoin, a expectativa para a SOL, que apareceu em quatro carteiras, está concentrada no início da implementação de uma nova atualização, chamada Alpenglow, que busca aprimorar o processo de confirmação definitiva das transações realizadas na rede. Publicidade “Atualmente, essa confirmação pode levar aproximadamente 12,8 segundos. Com a implementação completa da atualização, o período poderá cair para cerca de 150 milissegundos, tornando as confirmações praticamente instantâneas”, diz a exchange, sinalizando que essa mudança pode ser especialmente importante para pagamentos e aplicações financeiras. Aave (AAVE) O AAVE, token da plataforma de mesmo nome, anda chamando bastante atenção do mercado. Isso porque tem se destacado no setor de finanças descentralizadas (DeFi), nome dado ao conjunto de aplicações financeiras que funcionam sobre blockchains e permitem a oferta de serviços financeiros. Para Francis Wagner, head de criptoativos da Hurst Capital, o projeto – mencionado por três analistas -, permanece como uma das principais recomendações dentro do segmento porque oferece “exposição direta ao crescimento dos mercados de crédito e empréstimos on-chain (na blockchain)”. Uniswap (UNI) É a principal exchange descentralizada (DEX) do setor cripto. O aumento da atividade nas blockchains e o amadurecimento das finanças descentralizadas colocam novamente o projeto entre os mais relevantes do setor, segundo Person, da Foxbit. “O protocolo tende a capturar o crescimento do volume negociado em DeFi. Além disso, discussões sobre novos mecanismos de captura de valor para os detentores do token continuam fortalecendo a tese para o UNI”, diz o especialista. O token apareceu em duas carteiras. Hyperliquid (HYPE) O HYPE vem se destacando por seus fundamentos, acredita Matias Part, analista da Bitget. “Sua exchange de contratos perpétuos gera receitas consistentes, adota um mecanismo deflacionário de queima de tokens e vem ampliando sua participação de mercado mês após mês”, diz. Contratos perpétuos são derivativos que permitem negociar a variação do preço de criptomoedas sem comprar o ativo. Já a queima de tokens retira permanentemente parte das moedas de circulação, reduzindo a oferta. Além disso, diferentemente da maioria das altcoins, a plataforma não enfrenta grandes desbloqueios de tokens de investidores iniciais que possam aumentar a pressão vendedora, segundo Part. A cripto é a aposta de duas carteiras. Cripto dólar Publicidade Vale reservar um espaço na carteira também para as stablecoins, segundo Felipe Martorano, analista de criptoativos da Levante Investimentos. Isso porque o mercado ainda tem alguns gatilhos importantes no curto prazo para essa classe, citada por dois analistas. “Um dos principais deles é o avanço da Clarity Act nos Estados Unidos, projeto que busca estabelecer regras mais claras para o mercado de ativos digitais e definir melhor as competências dos órgãos reguladores. A possível aprovação poderia funcionar como um importante catalisador positivo”. Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h. Bitcoin (BTC): -0,91%, US$ 62.567,15 Ethereum (ETH): -1,30%, US$ 1.841,98 BNB (BNB): +0,55%, US$ 586,11 XRP (XRP): -1,07%, US$ 1,06 Solana (SOL): -1,00%, US$ 72,44 Outros destaques do mercado cripto Primeira rodada sobre tokenização. Lembram que, dias atrás, contamos aqui que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) havia criado um grupo de trabalho para discutir a tokenização? Pois bem, aconteceu a primeira reunião. Cerca de 50 representantes de diferentes entidades – como Anbima, Abcripto e outras – debateram a criação de ambientes de testes para emissão, negociação e pós-negociação de ativos tokenizados. Compra milionária. Tem movimentação no mercado cripto brasileiro. A Evertec, empresa de tecnologia para o setor financeiro na América Latina e no Caribe, anunciou a compra de 67% da BBChain, companhia brasileira especializada em infraestrutura blockchain para instituições financeiras. O negócio foi fechado por R$ 28 milhões. Detalhe: essa é a quinta aquisição da firma por aqui. Mistério com os bitcoins. A Trump Media, dona da Truth Social, movimentou 2.628 bitcoins, avaliados em cerca de US$ 165 milhões, para a exchange Crypto.com. A dúvida é se a operação representa uma venda ou apenas uma transferência para custódia, já que a corretora também presta esse serviço à empresa. A Trump Media não comentou o caso. Segundo analistas, caso os bitcoins tenham sido vendidos, a empresa teria registrado um prejuízo milionário.