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Ibovespa hoje tem 10ª queda seguida; Petrobras (PETR3; PETR4) avança com descoberta e Casas Bahia (BHIA3) derrete
Bolsa deve manter fôlego em agosto com queda de juros; guerra e eleições ameaçam rali, diz Ágora 33:59 Expectativa de ajuste fiscal e temporada de balanços entram no radar, enquanto cenário externo segue como fonte de volatilidade, afirma Dalton Gardiman. Crédito: Marilia Almeida Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você O Ibovespa inicia a semana atento aos dados de inflação e atividade econômica no Brasil, com destaque para o IGP-10 de agosto e o Boletim Focus. O mercado avalia os próximos passos do Banco Central após a decisão do Copom. Externamente, a política monetária do Fed e tensões no Oriente Médio influenciam os negócios. Na sexta, o Ibovespa caiu 0,1%, pressionado por questões políticas e comerciais, enquanto o dólar subiu 0,52%. O petróleo avançou com tensões geopolíticas, impactando ações da Petrobras. Abrir o resumo O Ibovespa hoje encerrou esta segunda-feira (17) em queda de 0,09%, aos 166.783,57 pontos, e chegou à décima sessão consecutiva no vermelho. A alta da Petrobras (PETR3; PETR4) ajudou a limitar as perdas do índice, em um dia marcado ainda pelo tombo de 33,33% da Casas Bahia, por indicadores econômicos e pela alta do petróleo. PUBLICIDADE O índice encerrou o dia com queda de 0,09%, aos 166.783,57 pontos. O dólar hoje, por sua vez, recuou 0,36%, de volta para R$ 5,200. A Bolsa passa por um momento delicado. Trata-se de um combo de fatores negativos que pesam sobre o mercado financeiro doméstico. A perspectiva de um ciclo menor de cortes na Selic reduziu o otimismo com os ativos de renda variável, além de pressionar o crédito e o ritmo da economia no País. A proximidade com as eleições e o problema fiscal, em meio à aceleração do crescimento do endividamento público, também ganham cada vez mais peso. Publicidade A temporada de balanços referente ao segundo trimestre de 2026 (2T26) também vem fazendo peso, com resultados que mais decepcionam do que agradam. Apesar da piora no contexto macroeconômico, o desempenho negativo do Ibovespa reflete a perda do principal comprador de Bolsa este ano: os investidores internacionais. O forte fluxo de entrada de capital estrangeiro na B3 visto nos meses iniciais de 2026, de R$ 53,8 bilhões no primeiro trimestre, se reverteu. Maio e junho foram meses de saída de recursos e, apesar de julho ter indicado certa recuperação, agosto começa com a tendência negativa. Publicidade Nos 13 primeiros dias do mês, os gringos já retiraram R$ 15,63 bilhões do País, segundo dados da B3. É o pior desempenho mensal desde janeiro de 2022, segundo dados da Elos Ayta. Petrobras segura Ibov de perda maior Principal ação do índice da B3 junto com a Vale (VALE3), Petrobras reagiu nesta segunda-feira (17) à identificação de hidrocarbonetos em um poço na Bacia da Foz do Amazonas (Margem Equatorial), enquanto o petróleo entra novamente no radar após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que pretende declarar “em breve” Ormuz como território do seu país. Apoiadas em uma alta acima de 2% na commodity, as ações da Petrobras operaram em alta na B3. Os papéis preferenciais (PETR4) avançaram 0,90%, a R$ 42,47, enquanto os ordinários (PETR3) registram ganhos de 1,35%, cotados a R$ 47,46. Publicidade O ambiente externo também influencia os negócios, principalmente após uma semana marcada pelos dados de inflação dos Estados Unidos. O mercado financeiro segue avaliando as condições para a política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, enquanto o desempenho dos juros do país e do dólar pode afetar o fluxo para ativos de mercados emergentes. Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,51%, enquanto o Nasdaq teve queda de 0,32% e o S&P 500 cedeu 0,52%. Veja aqui a cobertura completa dos mercados norte-americanos. O cenário de juros ainda elevados, crédito restrito e dificuldades para refinanciar dívidas tem aumentado a pressão financeira sobre empresas brasileiras e levado grandes companhias a buscar alternativas para reorganizar seus passivos. Neste ano, por exemplo, Raízen (RAIZ4) recorreu à recuperação extrajudicial, enquanto a Casas Bahia informou, neste domingo, que avalia uma nova reestruturação, que poderá ocorrer pela via judicial ou extrajudicial. Publicidade Leia também O movimento também alcança empresas varejistas fora da Bolsa. A Lojas Marabraz, uma das redes mais tradicionais de móveis e eletrodomésticos de São Paulo, também protocolou pedido de recuperação judicial, com dívidas de aproximadamente R$ 140 milhões. No primeiro trimestre de 2026 (1T26), foram registrados 194 pedidos de recuperação judicial no País, segundo a Serasa Experian, reforçando o quadro de maior pressão financeira sobre as empresas. Casas Bahia desaba, mas rival sobe mais de 7% na Bolsa hoje Fora do rol de ações que compõem o Ibovespa, a Casas Bahia (BHIA3) tombou 33,33% nesta segunda-feira (17). A empresa entrou com pedido de recuperação judiciale ainda reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 978 milhões no balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26), uma alta de 76,2% ante o registrado em igual período do ano passado. Publicidade O Grupo Casas Bahia aprovou um pedido de recuperação judicial, em conjunto com determinadas subsidiárias. . Leia também Na agenda doméstica, o principal indicador ficou com Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia da atividade econômica. O IBC-Br recuou 0,64% em junho em relação a maio, na série com ajuste sazonal, queda maior do que a mediana do Projeções Broadcast, que era de baixa de 0,5%. As estimativas do mercado financeiro iam de retração de 1,2% a alta de 0,4%. Publicidade Pela manhã, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de agosto, que caiu 0,51% em agosto, ante um recuo de 1,13% em julho. O resultado veio abaixo do piso da pesquisa Projeções Broadcast, que era de baixa de 0,43%. Na sequência, o Boletim Focus manteve a mediana do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 em 5,02%, depois de seis semanas de queda. A estimativa está 0,52 ponto porcentual acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC), de 4,50%. Há um mês, era de 5,15%. A mediana para a Selic no fim de 2026, por sua vez, seguiu em 13,75%. Com a proximidade das eleições, a pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, também guia as atenções dos investidores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno, com 47% das intenções de voto contra 44% do adversário. Publicidade Apesar da vantagem numérica, os dois permanecem tecnicamente empatados, dentro da margem de erro. O resultado é o mesmo da pesquisa anterior, de 10 de agosto. Petrobras descobre indícios de petróleo na Margem Equatorial A petroleira atingiu na última sexta-feira (14) o reservatório do poço de Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, identificando indícios de petróleo. A informação foi apurada pela Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, e confirmada pela estatal minutos depois. Morpho está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros. A Petrobras é a operadora do bloco FZA-M-59, onde está Morpho, e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão. Publicidade Para analistas, a notícia é positiva para a empresa, mas ainda prematura para justificar mudanças na tese de investimento da companhia, já que trata-se de uma descoberta exploratória, mas ainda não comercial. Leia também O que mais mexe com o Ibovespa hoje No Brasil, a atenção permanece ainda sobre o ambiente fiscal, político e eleitoral, que tem contribuído para a pressão sobre o real e a Bolsa de Valores. Além disso, o mercado continua monitorando as tensões no Oriente Médio e o comportamento do petróleo, especialmente após a alta da commodity na sexta-feira (14). Às 17h (de Brasília), o barril do petróleo WTI para setembro subia 3,20%, na Nymex, a US$ 84,06, enquanto o do Brent para outubro registra alta de 2,77% na ICE, a US$ 91,06. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que declarará o Estreito de Ormuz território norte-americano, durante um pronunciamento no Centro de Treinamento e Inteligência David S. Mack, em Garden City, em Nova York, na sexta-feira. Já nesta segunda-feira, Trump ameaçou bombardear Omã caso o país “se intrometa” nos planos de Washington para o Estreito de Ormuz. Ao comentar um eventual acordo com o Irã, o republicado afirmou não ter pressa. Ainda no exterior, os investidores repercutem o Índice Empire State de atividade industrial dos Estados Unidos, divulgado pela manhã. O indicador, que mede as condições da manufatura no Estado de Nova York, subiu para 20,6 em agosto, ante 15,6 em julho. O resultado de agosto, o maior em mais de quatro anos, contrariou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam queda do indicador a 9 neste mês. Embora tenha peso menor que os principais indicadores de inflação e emprego, o dado pode contribuir para a avaliação sobre o desempenho da economia norte-americana. Mercado acompanha IGP-10, Focus e IBC-Br após 9 quedas seguidas. Foto: Adobe Stock *Com informações da Broadcast Leia mais
B3 adiciona 164 ativos ao mercado a termo
São 99 FIIs e 65 BDRs não patrocinados; mercado a termo permite combinar hoje preço e data de uma operação futura A B3, a bolsa de valores do Brasil, anunciou nesta 2ª feira (17.ago.2026) a inclusão de 164 ativos no mercado a termo. São 99 FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) e 65 BDRs (Brazilian Depositary Receipts) não patrocinados. Com a ampliação, a modalidade passa a ter 119 FIIs e 79 BDRs disponíveis para negociação. Antes, eram 20 FIIs e 14 BDRs. publicidade publicidade publicidade Segundo a B3, o mercado a termo movimentou mais de R$ 12 bilhões em 2026, até o momento, com valor médio de R$ 189 mil por operação. Em 2025, foram movimentados R$ 22,9 bilhões. No mercado a termo, diferentemente do mercado à vista, em que a negociação de um ativo é feita para liquidação em uma data próxima, o comprador e o vendedor combinam previamente as condições da operação para que ela seja concluída em uma data futura. publicidade Na prática, o investidor combina hoje o preço de um ativo para comprá-lo ou vendê-lo em uma data futura. Além de FIIs e BDRs, o mercado a termo da B3 permite negociar ações, units e ETFs. publicidade publicidade De acordo com a Bolsa, os investidores institucionais, como fundos de investimento e outras instituições financeiras, respondem por 73% das operações no mercado a termo. As pessoas físicas representam cerca de 17%. NOVOS ATIVOS Entre os BDRs adicionados estão recibos que representam ações de empresas estrangeiras, como Berkshire Hathaway (BERK34), Coca-Cola (COCA34), Disney (DISB34), Goldman Sachs (GSGI34), JPMorgan Chase (JPMC34), Oracle (ORCL34) e Visa (VISA34). publicidade Entre os novos FIIs estão BRCO11 (Bresco), GGRC11 (Zagros Capital), KNSC11 (Kinea), MCCI11 (Mauá Capital Real Estate) e PMLL11 (Pátria Investimentos). publicidade
FII recebe proposta de R$ 475 milhões por imóveis na Faria Lima e pode ser liquidado; Ifix recua – Money Times
fundo imobiliário victor malzoni (Imagem: istock/AlexandreFagundes) O TRX Real Estate (TRXF11) apresentou uma proposta vinculante para comprar por R$ 474,98 milhões os imóveis do Catuaí VBI Triple A FII (BLCA11) localizados no complexo Pátio Victor Malzoni, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. A operação pode levar à liquidação do fundo. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Segundo fato relevante divulgado na sexta-feira (14), a proposta envolve 15 conjuntos comerciais na Torre A do empreendimento, no Itaim Bibi, que somam aproximadamente 7.422 metros quadrados de área bruta locável. O valor equivale a cerca de R$ 64 mil por metro quadrado. A conclusão da operação, no entanto, ainda não está garantida. O negócio depende do cumprimento de condições precedentes e das aprovações necessárias, incluindo a aprovação dos cotistas em assembleia. A participação da Catuaí Gestora de Recursos como cogestora também exige a adoção de medidas para identificar e mitigar potenciais conflitos de interesse. O pagamento dos R$ 474,98 milhões será realizado conforme as condições que ainda serão estabelecidas nos documentos definitivos da transação. O detalhamento da estrutura da operação, incluindo as condições de pagamento, será apresentado aos cotistas em uma consulta formal. Liquidação do BLCA11 no radar Um dos principais pontos para os investidores é que a venda contempla a totalidade dos ativos que compõem a carteira do BLCA11. Com isso, caso a operação seja aprovada e concluída, o fundo poderá ser posteriormente liquidado, seguindo as regras previstas em seu regulamento e na regulamentação aplicável. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Ou seja, o negócio não representa apenas a venda de um imóvel do portfólio, o BLCA11 poderá transformar seus ativos em caixa, distribuir os recursos aos cotistas e encerrar suas atividades. Por enquanto, porém, o recebimento da proposta não assegura que a transação será realizada. O fundo ressaltou que a operação permanece condicionada às aprovações e demais condições previstas nos documentos definitivos. O próximo passo será a consulta aos cotistas, que deverão avaliar a venda dos imóveis e os desdobramentos para o futuro do fundo. Desempenho do IFIX Ainda no mercado de FIIs, o IFIX, principal índice da indústria na bolsa de valores brasileira (B3), encerrou a sexta-feira (14) aos 3.686,33 pontos, com queda de 0,17%, no quinto pregão consecutivo de baixa. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Com isso, desde o início de agosto, o indicador acumula desvalorização de 3,47%, enquanto, desde janeiro, recua 2,36%. Destaques do último pregão (14) Entre as maiores altas dos FIIs, o destaque ficou com o Cartesia Recebíveis (CART11), que avançou 3,09%, a R$ 14,00. Na sequência, Bluemacaw Logística (BLMG11) subiu 2,95%, para R$ 31,40, enquanto o Devant Recebíveis (DEVA11) teve alta de 1,88%, a R$ 16,81. Ticker Variação Último CART11 +3,09% R$ 14,00 BLMG11 +2,95% R$ 31,40 DEVA11 +1,88% R$ 16,81 CACR11 +1,56% R$ 8,48 KNIP11 +1,36% R$ 89,25 Ticker Variação Último RCRB11 -2,96% R$ 129,62 BBPO11 -2,01% R$ 4,87 VGIR11 -1,71% R$ 9,17 LVBI11 -1,64% R$ 96,70 XPML11 -1,43% R$ 101,25 Entre as maiores quedas, o Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) liderou as perdas, recuando 2,96%, a R$ 129,62. O BB Premium Malls (BBPO11) caiu 2,01%, para R$ 4,87, enquanto o Valora RE III (VGIR11) registrou baixa de 1,71%, a R$ 9,17. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE