TXRX4F Textil Renauxview SA Pfd – Cotação Hoje
Textil Renauxview SA Pfd
Selo de Investimento:
⚠️ AtençãoAtende a 1 de 12 critérios. Alguns múltiplos ou métricas de endividamento exigem cautela.
Checklist Fundamentalista de 12 Critérios
Critérios auditados automaticamenteA dívida líquida da empresa é menor que o lucro líquido dos últimos 12 meses
Retorno sobre o Patrimônio Líquido historicamente superior a 5%
Histórico consistente de distribuição de proventos acima de 4% a.a.
Crescimento de receitas ou lucros superior a 5% nos últimos anos
Preço sobre Valor Patrimonial negociado abaixo de 5x
Atuação em setor perene e consolidado há mais de um século
Companhia de grande porte, alta liquidez e liderança setorial
Companhia fundada há mais de 30 anos com histórico comprovado
Preço sobre Lucro negociado abaixo de 30x
Alavancagem financeira controlada com Dívida Líquida/EBITDA menor que 2x
Enterprise Value sobre EBIT operacional negociado abaixo de 7x
Proteção aos acionistas minoritários com Tag Along de 80% a 100%
Método Barsi (Preço Teto)
Estratégia focada em renda passiva com cálculo do preço máximo para obter no mínimo 6% ao ano em proventos com base na média dos últimos 5 anos.
Fórmula de Graham (Preço Justo)
Fórmula de Benjamin Graham determinando o valor intrínseco a partir dos múltiplos conservadores de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5.
Resumo Fundamentalista de TXRX4F
O ativo TXRX4F (Textil Renauxview SA Pfd) está sendo negociado hoje a R$ 1,50, acumulando uma variação de -23.08% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 1,15 e a máxima de R$ 2,45.
Histórico de Cotação: TXRX4F
Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência
Indicadores de Valuation
Indicadores de Endividamento
Sobre a TXRX4F
Dividendos
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Bancos "mexem na calculadora" e ajustam potencial de valorização de Petrobras, Rede D'Or e outras ações
Ibovespa fechou pregão de segunda com alta de 7,70%, terceira maior alta diária desde janeiro de 2020 Projeção de queda da taxa de juros e controle fiscal em eventual vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno leva bancos a elevar estimativas para uma cesta de papéis de empresas brasileiras Empresas de adquirência, como PagBank e Stone, devem ver lucros aumentados com a queda da Selic, melhorando seus custos de captação. O setor de educação, especialmente a Ânima, e o varejo, com empresas como Magazine Luiza e Renner, também podem se recuperar com a redução dos juros. A queda dos juros deve impactar positivamente diversos setores, como a Petrobras, que pode ter uma valorização de 20% a 25%, e a Rede D’Or, que se beneficiaria de uma Selic mais baixa, aumentando seu lucro estimado. O resultado do primeiro turno das eleições trouxe otimismo para investidores na renda variável, com analistas buscando oportunidades na Bolsa. Relatórios indicam que um ajuste fiscal em um possível governo de Flávio Bolsonaro pode beneficiar a B3. O resultado do primeiro turno das Eleições 2026 encheu os investidores de esperança em relação à renda variável. Ao longo do pregão de segunda-feira, 5 de outubro, na B3, os analistas dos principais bancos trabalharam em busca das melhores oportunidades na bolsa de valores. Os primeiros relatórios apontam para um efeito positivo quase generalizado nas ações brasileiras caso a expectativa de um ajuste fiscal em um eventual governo de Flávio Bolsonaro seja atendida - dentro do que o mercado entende como necessário para conter o endividamento público. Com o mercado bastante depreciado, uma queda dos juros ajudaria diversos setores e ativos, seja na valorização das ações, seja em seus resultados. Desde aqueles que ficaram mais marcados nos últimos anos até aqueles que conseguiram lidar bem com o momento. Um nome que se encontra no segundo grupo é a Petrobras. Para os analistas do BTG Pactual, mesmo acumulando alta de 77,3% no ano, os papéis da estatal podem subir de 20% a 25% antes que o valuation passe a ser uma preocupação para os investidores. “Vemos potenciais catalisadores no pós-eleição que reforçam a tese de investimento, como um aumento dos preços dos combustíveis, que ajudaria a recuperar a confiança na política de preços; resultados robustos no terceiro trimestre e uma revisão para cima do guidance; e um plano estratégico potencialmente positivo”, diz trecho do relatório assinado pelos analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha. A comparação com as grandes petroleiras globais ainda favorece a Petrobras. As companhias do setor negociam atualmente com um shareholder yield — combinação de dividendos e recompra de ações — de cerca de 8% nos próximos 12 meses. No caso da Petrobras, mesmo com uma alta de 25% nas ações e considerando o preço do Brent a US$ 80 por barril, o dividend yield deve ser de 9,5% nos próximos 12 meses e de 9,2% em 2027. Outro nome que foi bem nos últimos anos e pode se beneficiar da mudança do cenário econômico é a Rede D’Or, segundo o Itaú BBA. Para os analistas Vinicius Figueiredo, Lucca Marquezini e Felipe Amancio, uma trajetória mais baixa para a Selic teria impacto direto sobre o lucro da companhia: uma redução de 2 pontos percentuais na Selic elevaria em aproximadamente 3% a estimativa de lucro para 2027. Uma melhora mais duradoura do ambiente de juros poderia criar uma combinação particularmente favorável para a ação, com novas revisões positivas das estimativas de lucro e potencial expansão dos múltiplos. “Em um ambiente de juros mais favorável, os investidores poderiam se beneficiar simultaneamente de revisões positivas dos resultados e de uma potencial expansão dos múltiplos”, diz o Itaú BBA. O banco também destaca a exposição da Rede D’Or aos investidores estrangeiros. A companhia é bem conhecida por esse público, favorecida pela liquidez das ações, pela percepção de governança e por seu posicionamento diferenciado no mercado. Machucados As principais expectativas dos investidores estão em relação aos outros nomes da Bolsa, que passaram os últimos anos penalizados por conta dos juros altos. No caso do setor de educação, um dos mais prejudicados pelos juros altos, os analistas do Itaú BBA afirmam que as companhias são particularmente sensíveis a um cenário de juros mais favoráveis. Isso porque continuam gerando volumes relevantes de caixa, mas ainda carregam níveis elevados de alavancagem. Além disso, as empresas negociam com descontos significativos em relação às suas médias históricas de múltiplos de P/L. “A Ânima apresenta maior sensibilidade direta dos resultados por conta de sua alavancagem mais elevada, enquanto Yduqs e Cogna oferecem uma combinação mais equilibrada entre geração de caixa, desalavancagem e suporte aos múltiplos de valuation”, diz trecho do relatório do Itaú BBA. Em outro segmento duramente atingido nos últimos anos, o varejo, uma eventual queda dos juros pode desencadear uma forte reprecificação das ações antes mesmo de aparecer nos balanços das empresas, segundo o BTG Pactual. Com valuations deprimidos e investidores ainda pouco posicionados no setor, uma redução do risco macroeconômico e uma curva de juros mais favorável poderiam abrir espaço para uma recuperação expressiva dos papéis, segundo os analistas Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon. O movimento seria especialmente relevante para empresas domésticas e de maior sensibilidade ao ciclo econômico, como Assaí, Magazine Luiza, C&A e Renner. Na avaliação do banco, essas companhias oferecem maior potencial de valorização, considerando os valuations. A mediana das ações de consumo acompanhadas pelo banco negocia a cerca de 8 vezes o lucro projetado para 2027. Já a Renner está em 6,7 vezes; C&A, em 5,1 vezes; a SBF, em 4 vezes; e a Pague Menos, em 5,5 vezes. “Do ponto de vista tático, a combinação de valuations deprimidos, alta exposição ao cenário doméstico e posições vendidas elevadas significa que uma melhora da percepção sobre o ambiente macroeconômico e político pode gerar tanto expansão dos múltiplos quanto um movimento de short covering”, diz trecho do relatório. Já o UBS BB analisou os efeitos dessa mudança de cenário no setor de adquirência, especialmente PagBank e Stone. Para os analistas Kaio Prato, Camila Azevedo, Eduardo Resende e Thiago Batista, além do impacto positivo sobre o consumo, as empresas devem ver uma redução nos custos de captação. “Para cada redução de 100 pontos-base na Selic, poderia haver um EBT [lucro antes dos impostos] adicional de cerca de R$ 350 milhões para a PagBank, equivalente a aproximadamente 12% do EBT estimado para 2027, e de R$ 200 milhões a R$ 250 milhões para a Stone, ou cerca de 7% a 8% do EBT projetado para 2027”, diz trecho do relatório.
Bolsa, dólar e juros no 2º turno: volatilidade e riscos para o investidor
Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você Gerando resumo Abrir o resumo Reeleição de Lula (PT) e eleição de Flávio (PL) são cenários cenários que inspiram medo na população, de acordo com pesquisa da Palmer, realizada com 5 mil eleitores no início de agosto. Foto: Pedro Kirilos/Wilton Junior/Estadão A volatilidade da Bolsa, do dólar e dos juros voltou ao centro do radar com a eleição presidencial de 2026. Quem viu o Ibovespa cair aos 120 mil pontos ou o dólar superar os R$ 6,26 em dezembro de 2024 devido à preocupação do mercado financeiro com a situação das contas públicas do Brasil não poderia imaginar que o pleito, evento que definirá a condução da política econômica dos próximos quatro anos e o enfrentamento do quadro fiscal, faria tanta diferença no preço dos ativos domésticos. PUBLICIDADE O mercado chega ao segundo turno das eleições impactado pelas chances reais de troca de poder provocadas pela liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL) na contagem do primeiro turno, embora a disputa contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteja acirrada, e com pouca previsibilidade sobre o fiscal, projeções binárias para a Bolsa de Valores, o câmbio e os juros. Até a última sexta-feira (2), o mercado financeiro apresentava volatilidade muito menor do que anos anteriores. A Economatica fez um estudo para entender como a disputa política impactou as principais ações da Bolsa, levando em conta 26 nomes que permaneceram na carteira teórica do Ibovespa entre 2010 e 2026. A conclusão: a volatilidade média na semana que antecedeu o primeiro turno de votação foi a menor da série: de 1,51%, 23% abaixo da média da mesma janela nas quatro pleitos anteriores (de 1,97%) e em linha com a disputa de 2010 (de 1,55%). Publicidade O resultado da primeira parte da disputa presidencial, entretanto, mudou o cenário. Leia também O que manteve a calma nos mercados até o voto do primeiro turno Na avaliação de Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, o desempenho positivo das ações brasileiras reflete uma mistura de dois efeitos principais: o “trade” de eleição e a baixa alocação dos investidores. Estrangeiros vinham retirando capital da B3, enquanto brasileiros, do institucional à pessoa física, mantêm há um bom tempo uma parcela muito baixa em Bolsa. A disputa política foi se aproximando e, com ela, o fluxo para as ações cresceu. “O mercado financeiro está tentando ter uma leitura em relação às eleições, em um cenário que tem potencial mudança de condução econômica a partir de 2027. A demanda pontual impulsiona valorização mais rápida”, explica, sobre o desempenho dos ativos nos últimos meses. Publicidade O câmbio também apresentou certa estabilidade até a semana passada. A cotação do dólar à vista caiu 0,10% contra o real em setembro e teve alta de 0,23% no acumulado do terceiro trimestre de 2026, período de início das campanhas eleitorais. Neste mercado há também o fator exterior. Lá fora, a chance de os juros dos Estados Unidos subirem mais uma vez este ano ajudou a fortalecer o dólar, fazendo um contrapeso à entrada recente de capital estrangeiro no País. “Existem efeitos que fazem o dólar se valorizar e os que ajudam o real. Por isso a sensação de estabilidade”, diz Saravalle. Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, lembra que a “calma” antes do primeiro turno estava na direção dos preços, mas não na intensidade dos movimentos, já que nos últimos meses houve pregões em que a Bolsa chegou a subir até 3% após pesquisas eleitorais indicarem uma disputa mais acirrada do que o mercado financeiro inicialmente previa. Publicidade “O mercado enxerga a possibilidade de mudança de rota e prefere se posicionar para ela, em vez de se proteger contra o pior cenário”, afirma. Leia também A volatilidade começa agora No segundo turno, a tendência é de volatilidade maior, não menor. E não havia mostra melhor disso do que ocorreu no pregão desta segunda-feira (2). O Ibovespa deu um salto de 7,07%, a maior alta diária desde 24 de março de 2020, na pandemia da covid-19. Isso fez o índice fechar aos 206.911,89 pontos, o maior patamar da história. Durante o pregão de ontem, o índice chegou a bater nos 209.605,7 pontos, também recorde. Publicidade PUBLICIDADE O dólar, por sua vez, teve queda de 4,12% e encerrou o dia cotado a R$ 5,0018. Como mostramos aqui, o rali está relacionado à expectativa de um ajuste fiscal após Flávio ficar à frente de Lula por uma diferença de quase 2 pontos porcentuais, vencendo a primeira etapa do pleito por 47,03% a 45,16% dos votos válidos. “Se as pesquisas mantiverem Flávio Bolsonaro competitivo ou à frente, ainda há espaço para queda dos juros longos, valorização do real e alta da Bolsa, mas com ganhos menores, porque boa parte desse movimento já aconteceu”, explica Trevisan. “Se o presidente Lula ganhar força, a correção tende a ser rápida, justamente pela quantidade de investidores posicionados do mesmo lado.” Publicidade Os agentes do mercado chegam a esta terça-feira, no entanto, projetando o primeiro cenário, com vitória do candidato da direita. Quase certos disso, aliás, segundo o analista político Erich Decat. “Já estão considerando Flávio como vitorioso”, diz, tendo em vista a disparada do Ibovespa ontem. O impasse fiscal e as projeções distintas Capital Insights: É triste constatar falta de profundidade no debate fiscal, diz Luiz Parreiras 41:27 Gestor da Verde Asset alerta para baixa credibilidade do governo no fiscal, pouco detalhamento da oposição e mercado sem ajuste profundo precificado em 2027. A questão fiscal que preocupa economistas e pressiona os ativos domésticos há anos não sumiu do radar, embora tenha aparecido pouco nas eleições. A relação dívida/Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil está em 83% e, no atual ritmo de crescimento, chegará a 100% em poucos anos. Caberá ao próximo presidente assumir a missão de propor e aprovar no Congresso medidas de ajuste que consigam reduzir o ritmo de crescimento da dívida pública. Publicidade Os dois candidatos que disputarão o segundo turno apresentaram propostas genéricas sobre o tema ao longo das campanhas nas poucas vezes em que mencionaram o assunto. Veja como o tema foi abordado nas campanhas Mas o fiscal tende a ser uma “herança” inevitável para quem quer que seja o vencedor, avalia a Kinea Investimentos. Em carta, a gestora com R$ 153 bilhões em ativos defende que a forma de pagar a conta importará mais para o mercado do que o resultado das urnas. As projeções da casa indicam que o País precisa de um resultado primário perto de 2% do PIB para conseguir estabilizar a dívida e abrir espaço para a queda dos juros reais, um cálculo em linha com estimativas de outros economistas. Publicidade O tamanho do ajuste é um desafio, mas não é o único. Quem vencer terá que negociar medidas, por vezes impopulares, com um Congresso fragmentado, que já retém parte importante do orçamento. “O Executivo herda a responsabilidade pelo resultado sem herdar o controle sobre a despesa”, diz a carta da Kinea. “As linhas do debate com o Legislativo terão de ser traçadas antes da posse, entre o segundo turno, em 25 de outubro, e a virada do ano. Nenhuma das duas campanhas apresentou até aqui uma proposta com esse grau de detalhe. Para o mercado financeiro, a eleição não se encerra em outubro: encerra-se quando o vencedor disser, com números, como pretende fechar essa conta.” Esse cenário com pouca previsibilidade dificultou as projeções para os ativos domésticos. Muitas casas, até bancões estrangeiros, têm traçado estimativas distintas para a Bolsa, o câmbio e os juros a depender do que virá de sinalizações e medidas concretas sobre o fiscal. Publicidade O Morgan Stanley trabalha com dois cenários diferentes: o de alta considera um plano “amplo e crível de consolidação fiscal” contra o de baixa, que prevê continuidade da política econômica. No primeiro, o Ibovespa poderia chegar até a 250 mil pontos, com o dólar caindo a R$ 4,50 e o DI de 2029 a 11%. Mas, do contrário, as projeções são bem mais negativas. O banco vê potencial de queda de 33% para o Ibovespa em dólares, com o câmbio de volta a R$ 6 e o DI de 29 subindo a 16,50%. A percepção de um programa crível e politicamente viável de ajuste gradual poderia reduzir rapidamente as expectativas de inflação e os prêmios de risco fiscal, melhorar o trade-off (sacrifícios) da política monetária e iniciar um ciclo favorável de retroalimentação macrofinanceira muito antes de uma melhora significativa do resultado primário. Por outro lado, a percepção de um sinal fiscal limitado poderia gerar uma deterioração não linear das expectativas, das condições financeiras e da dinâmica da dívida, mesmo que a deterioração fiscal no curto prazo permaneça limitada. Nesse sentido, a implementação fiscal pode ser gradual, mas a reprecificação dos ativos brasileiros não precisa ser. Morgan Stanley Posições com proteção Com a disputa eleitoral ainda em curso e sem grande previsibilidade sobre o futuro da condução de política econômica, grandes gestoras passaram a montar posições nos ativos domésticos via opções. Incluindo os gringos, que aumentaram o volume de calls de EWZ, o ETF (fundo de índice) negociado em Nova York que replica o desempenho das ações brasileiras. Os contratos de opções, sejam de ações ou de dólar, são instrumentos derivativos usados para mitigar riscos de oscilações de preço do mercado. Nele, o investidor compra um contrato em que tem o direto, mas não a obrigação, de comprar (a call, se estiver apostando na alta) ou vender (a put, se acha que vai cair) um ativo a um preço previamente acordado. Do outro lado, quem vende a opção recebe o prêmio à vista e assume a obrigação de honrar o direito do comprador. Como mostramos nesta reportagem, essa é a assimetria que atrai os investidores. “O comprador tem perda limitada ao prêmio pago e ganho teoricamente aberto; o vendedor tem ganho limitado ao prêmio e perda que acompanha o mercado”, explica Mario Machado, assessor de investimentos na InvestSmart XP. Segundo ele, as opções possuem algumas vantagens que facilitam a alocação em momentos de baixa convicção. Há um limite para a perda e os contratos têm data, permitindo ao investidor se expor a um evento específico; e a velocidade para montagem e desmontagem das posições é rápida. Com a volatilidade mais baixa do que o normal nos meses anteriores ao primeiro turno, o custo dessas operações também não subiu muito. Onde investir em cada cenário Instituições financeiras têm divulgado carteiras de ações temáticas de eleições. Nelas, há seleções de ativos que podem se beneficiar no caso de uma reeleição de Lula ou em uma vitória de Flávio Bolsonaro, ou de acordo com diferentes caminhos da política econômica do próximo presidente da República. Se o petista ganhar, o Citi, por exemplo, prefere papéis “all-weather”, aquelas empresas capazes de sustentar desempenho em diferentes condições de mercado, além de nomes expostos a programas públicos. Entram construtoras, como Cury (CURY3), mas também Embraer (EMBJ3), WEG (WEGE3), Axia Energia (AXIA3) e outras. Já no caso de vitória de Bolsonaro, a preferência migra para ações cíclicas, mais sensíveis aos ciclos econômicos, como Cyrela (CYRE3), Multiplan (MULT3), C&A (CEAB3). Veja as carteiras completas aqui. Na Nomos, o critério é diferente. A “carteira Lula” tem nomes de empresas exportadoras que se beneficiariam de uma alta do dólar, como Suzano (SUZB3), enquanto a “carteira Flávio” prefere exposição a estatais como Petrobras (PETR3; PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3). O Morgan Stanley, por sua vez, diante da disputa no segundo turno, separou as ações que podem se beneficiar de cada cenário para a política econômica. Entre as ações ligadas a uma mudança de política econômica, o Morgan cita empresas financeiras sensíveis aos juros – Nubank (NU), XP (XP), BTG Pactual (BPAC11) e B3 (B3SA3) –, companhias do setor de consumo – Mercado Livre (MELI), Cyrela (CYRE3) e Vivara (VIVA3) –, estatais – Petrobras (PETR3;PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) –, além de empresas ligadas a investimentos – Axia Energia (AXIA3), Rumo (RAIL3) e Motiva (MOTV3). Já entre as ações ligadas à continuidade da política econômica atual, a preferência vai para empresas que geram receitas em moeda forte – Vale (VALE3), Embraer (EMBJ3), Gerdau (GGBR4), JBS (JBS3) e Suzano (SUZB3) –, instituições financeiras que se beneficiam de juros elevados – Itaú (ITUB4) e Porto Seguro (PSSA3) – e empresas defensivas de telecomunicações – Tim (TIMS3) e Telefônica Brasil (VIVT3). O banco norte-americano vê espaço para o Ibovespa chegar perto dos 250 mil pontos no curto prazo, uma alta de cerca de 30% em relação ao nível anterior ao primeiro turno das eleições presidenciais. Estadão lança nova Formação em Investimentos Quer aprender a investir com foco na construção de patrimônio e geração de renda? Clique aqui e conheça a nova Formação em Investimentos para Viver de Renda do Estadão. Leia também
Bolsa e dólar seguem otimismo pelo segundo dia após liderança de Flávio
Mercado de capitais brasileiro vê avanço de Flávio com otimismo pela possibilidade de ajuste fiscal em eventual novo governo. (Foto: divulgação/B3 ) A bolsa de valores de São Paulo, a B3, e o dólar operam pelo segundo dia seguido com otimismo após a liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno da eleição presidencial a frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição. Nesta terça-feira (6), o principal índice do mercado de capitais brasileiro abriu o pregão renovando o recorde histórico a 208,9 mil pontos, com uma valorização de 1%. Já o dólar seguiu abaixo dos R$ 5 sendo negociado a R$ 4,946, variação de 1,11% ante o fechamento da véspera em que caiu 4,1% para R$ 5,001, menor cotação desde maio. Na segunda-feira (5), primeiro dia de negociações após a votação de domingo (4), a bolsa de valores passou o dia todo com uma valorização de 8% e fechou em alta de 7,7% aos 206,1 mil pontos. VEJA TAMBÉM: AGU pede ao STF que bets sigam proibidas no Brasil e que Fux ouça PGR Os investidores começam a se ajustar à possibilidade de mudança no governo federal e, consequentemente, na economia brasileira. Para o mercado financeiro, um governo liderado por Flávio tem mais chances de realizar ajustes fiscais. Já Lula é visto com desconfiança, percepção ampliada com o pacote de benesses adotado antes do primeiro turno, que incluiu o aumento dos valores do Bolsa Família, com impacto estimado em R$ 5,8 bilhões. O governo também deve deixar de receber R$ 1,5 bilhão em receitas com o fim das bets. A dívida bruta brasileira atingiu a marca de 82,9% do PIB, com a avaliação de que as regras atuais do arcabouço fiscal não têm sido suficientes para estancar esse avanço. Para compensar o risco de financiar um governo endividado, investidores passam a exigir retornos cada vez maiores nos títulos públicos. Isso eleva os juros futuros e força o Banco Central a manter a taxa básica de juros alta para conter a inflação – atualmente em 13,75% –, o que encarece o crédito para empresas e famílias. Declarações de Lula que relativizam a necessidade de superávits fiscais ou que expandem gastos para focar em programas sociais perto do período eleitoral acendem o alerta do mercado financeiro. Sem uma indicação clara de controle rígido de despesas para o futuro, os agentes projetam um cenário de dominância fiscal, no qual a política fiscal expansionista mina os efeitos da política monetária.
Perguntas Frequentes sobre TXRX4F
Qual é a cotação de TXRX4F hoje na B3?
Quanto a TXRX4F paga de dividendos?
Como calcular o Preço Teto de TXRX4F?
O que significa o P/L e o P/VP de TXRX4F?
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