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PSSA3 Porto Seguro S.A. – Cotação Hoje

Serviços Financeiros 📈 Ação B3

Porto Seguro S.A.

CNPJ: 02149205000169

Preço Atual
R$ 47,78
+0.55%

Resumo Fundamentalista de PSSA3

O ativo PSSA3 (Porto Seguro S.A.) está sendo negociado hoje a R$ 47,78, acumulando uma variação de +0.55% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 45,09 e a máxima de R$ 55,72. A companhia está inserida no setor de Serviços Financeiros, atuando no segmento de Seguradoras. Em termos de valuation, o papel negocia a um múltiplo P/L de 8.34x e P/VP de 1.91x. O ativo possui histórico de distribuição de proventos aos investidores, permitindo calcular o dividendo médio e a margem de segurança para estratégias de renda passiva.

Abertura
R$ 47,51
Fec. Ant: R$ 47,78
Variação Dia
Min: R$ 47,25
Max: R$ 48,04
52 Semanas
Mín: R$ 45,09
Máx: R$ 55,72
Volume
1.378.300
Moeda: BRL

Oscilação dos Últimos 12 Meses

Carregando gráfico...

Indicadores de Valuation

8.34
1.91
R$ 5,70
R$ 24,94
P/Receita (PSR)
0.72
P/FCO
15.43
P/FCL
83.05
EV/Receita Líq.
0.72
EV/FCO
15.48
EV/FCL
83.31
Earning Yield
10.24%
Enterprise Value
R$ 30,82 Bi
R$ 30,73 Bi

Indicadores de Endividamento

Dív. Líq./EBITDA
0.03
Dív. Líquida/PL
0.01
Dívida Líquida
R$ 95,07 Mi
Liq. Corrente
1.29
PL/Ativos
0.28
Passivos/Ativos
0.72
Liq. Seca
1.29
Liq. Imediata
0.54

Indicadores de Eficiência

Margem EBIT
7.40%

Indicadores de Rentabilidade

23.05%
10.36%
6.31%
Giro do Ativo
0.76

Indicadores de Crescimento

CAGR Receita
14.16%
CAGR Lucro
18.07%

Dados Financeiros

Margens
Margem Bruta 100.00%
Margem EBITDA 8.40%
Margem Operacional 7.40%
Margem Líquida 8.72%
Fluxo de Caixa
FCO R$ 1,99 Bi
FCL R$ 369,96 Mi
Caixa Total R$ 14,49 Bi
Caixa/Ação R$ 22,40
Receita e Dívida
Receita Total R$ 42,63 Bi
Lucro Bruto R$ 42,63 Bi
EBITDA R$ 3,58 Bi
Dívida Total R$ 14,58 Bi
Crescimento
Receita 14.16%
Lucro 18.07%

Resultados Financeiros

Indicador (Anual) 2025 2024 2023 2022
Receita Total R$ 40.883,14 Mi R$ 35.243,47 Mi R$ 32.395,08 Mi R$ 27.723,74 Mi
Lucro Bruto R$ 40.883,14 Mi R$ 35.243,47 Mi R$ 32.395,08 Mi R$ 27.723,74 Mi
EBITDA R$ 3.073,64 Mi R$ 3.099,49 Mi R$ 2.806,69 Mi R$ 707,50 Mi
Lucro Líquido R$ 3.424,08 Mi R$ 2.690,78 Mi R$ 2.314,86 Mi R$ 1.152,29 Mi

Sobre a PSSA3

Setor
Serviços Financeiros
Indústria
Seguradoras
Funcionários
8.500
Market Cap
R$ 30,52 Bi
Descrição do Negócio

Porto Seguro S.A. é uma empresa brasileira de seguros e serviços financeiros, uma das maiores seguradoras do Brasil. A companhia oferece produtos de seguros para pessoas físicas e jurídicas, incluindo seguros de automóvel, residencial, comercial, saúde e vida. Porto Seguro atua também em serviços de assistência, previdência complementar e outros produtos financeiros. Com mais de 70 anos de história, a empresa é referência no mercado de seguros brasileiro, operando com tecnologia avançada, rede de atendimento abrangente e foco em inovação e satisfação do cliente.

Dividendos

JCP R$ 0,5128
Pagamento: 30/04/2027
DIVIDENDO R$ 0,8861
Pagamento: 30/11/2026
JCP R$ 0,5423
Pagamento: 31/12/2027
JCP R$ 0,5376
Pagamento: 30/11/2026
JCP R$ 0,5338
Pagamento: 30/04/2026
JCP R$ 0,4832
Pagamento: 26/06/2025
DIVIDENDO R$ 0,4789
Pagamento: 28/11/2025
DIVIDENDO R$ 0,1269
Pagamento: 10/04/2025
JCP R$ 0,4327
Pagamento: 28/03/2025
JCP R$ 0,4211
Pagamento: 28/11/2025

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O julgamento da Meta que pode mudar a forma como Facebook e Instagram funcionam para mais jovens
BBC Brasil 18/08/2026

O julgamento da Meta que pode mudar a forma como Facebook e Instagram funcionam para mais jovens

O julgamento que pode mudar como Facebook e Instagram funcionam para mais jovens Crédito, Getty Images Published Há 4 minutos Tempo de leitura: 6 min A empresa é acusada de ter desenvolvido deliberadamente plataformas viciantes para o público jovem e de ter violado leis de proteção à infância. Os Estados americanos que movem a ação pedem bilhões de dólares à Meta e querem que a empresa faça mudanças no funcionamento de suas plataformas. O procurador-geral do Kentucky, Russell Coleman, classificou o caso como "a maior ação de defesa do consumidor da história dos Estados Unidos". O julgamento ocorre no tribunal federal em Oakland, na Califórnia. A juíza Yvonne Gonzalez Rogers é responsável pelo caso. Ela já presidiu outros processos envolvendo grandes empresas de tecnologia, incluindo uma disputa judicial entre Elon Musk e a OpenAI. O resultado pode ter consequências não apenas para a Meta, mas para a forma como empresas de tecnologia desenvolvem produtos voltados a crianças e adolescentes. Entenda a seguir o que está em jogo. O julgamento que começa nesta terça-feira é resultado de uma ação apresentada contra a Meta por uma coalizão de Estados americanos em outubro de 2023. Na ação, um grupo de procuradores-gerais acusou a empresa de usar recursos viciantes para "prender" os usuários em suas plataformas, além de esconder os riscos associados a seus produtos. Na época, a Meta já estava sob forte pressão depois que Frances Haugen, ex-gerente de produto do Facebook, depôs ao Congresso dos Estados Unidos e afirmou que a empresa sabia que seus produtos, especialmente o Instagram, estavam prejudicando jovens. As declarações de Haugen levaram procuradores de vários Estados a abrir investigações sobre as práticas da empresa. Essas investigações posteriormente serviram de base para a ação conjunta movida contra a Meta. A Meta tentou impedir o avanço do processo ou fazer com que ele fosse dividido em julgamentos menores, mas não conseguiu. Agora, quatro dos Estados que movem a ação — Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey — apresentam seus argumentos no julgamento. Crédito, Getty Images Legenda da foto, Frances Haugen testemunhou no Congresso dos EUA sobre as práticas de segurança da empresa De que a Meta é acusada? Um grupo de 29 Estados americanos acusa a Meta de cometer diversas violações de leis federais e estaduais criadas para proteger crianças e adolescentes. Entre elas está a suposta violação da Children's Online Privacy Protection Act (COPPA), lei federal americana que busca proteger crianças menores de 13 anos de práticas de empresas que atuam na internet. Os Estados afirmam que a Meta projetou o Facebook e o Instagram para serem viciantes para crianças e adolescentes, com recursos como reprodução automática de vídeos e os Stories do Instagram desenvolvidos para mantê-los nas plataformas pelo maior tempo possível. Segundo a acusação, a empresa também dificulta que os jovens reduzam o tempo de uso das plataformas por meio de recursos como notificações frequentes, que têm o objetivo de fazê-los voltar aos aplicativos. Os Estados afirmam ainda que a Meta induziu consumidores a erro sobre a segurança de suas plataformas para usuários jovens e coletou e utilizou de forma inadequada dados pessoais de crianças enquanto elas usavam seus serviços. O que os Estados querem? Crédito, Getty Images Os Estados americanos que movem a ação não estão apenas buscando uma indenização da Meta. Eles também exigem mudanças substanciais no funcionamento do Instagram e do Facebook, especialmente para usuários jovens. Segundo a acusação, diversos recursos das plataformas foram desenvolvidos para manter crianças e adolescentes conectados com a maior frequência e pelo maior tempo possível. Entre as mudanças exigidas estão: implementação da verificação dos pais ou responsáveis para usuários adolescentes; alteração dos algoritmos de recomendação, "capazes de estimular a liberação de dopamina"; retirada de diversos filtros de imagem que modificam a aparência das pessoas nas fotos; fim da reprodução automática de vídeos, Os Estados também querem que a Meta proíba a criação de múltiplas contas e elimine as postagens que desaparecem, como os Stories do Instagram. A Meta nega de forma consistente as acusações de que não tenha protegido crianças e adolescentes. A empresa também rejeita a alegação de que tenha projetado deliberadamente suas plataformas para serem viciantes ou violado leis de proteção à privacidade infantil. Em nota, uma porta-voz da empresa afirmou que a Meta "discorda veementemente dessas acusações" e está confiante de que as evidências vão demonstrar seu "compromisso de longa data com o apoio aos jovens". A empresa afirma ter adotado diversas medidas para proteger usuários mais jovens, incluindo controles parentais, recursos de segurança e a configuração de contas de adolescentes como privadas por padrão. O que já aconteceu no primeiro dia de julgamento A acusação abriu o julgamento com uma série de alegações sobre o que a Meta sabia a respeito dos efeitos de suas plataformas sobre crianças e adolescentes. Megan O'Neill, procuradora-geral adjunta da Califórnia, afirmou que a empresa teria desenvolvido recursos para "fisgar" usuários, mantê-los nas plataformas, coletar seus dados e esconder os riscos do público. O'Neill disse que a Meta afirmava ao Congresso americano, aos usuários e aos pais que Instagram e Facebook eram seguros para crianças, enquanto, segundo ela, escondia os riscos que conhecia. Segundo a procuradora, o caso não é sobre acabar com o Instagram ou negar que as redes sociais possam ter benefícios, mas sobre determinar se a Meta enganou o público sobre os riscos para crianças, agiu de maneira injusta e violou a lei federal americana de proteção à privacidade infantil (COPPA). A acusação também apresentou documentos internos que, segundo O'Neill, mostram que a Meta sabia que crianças menores de 13 anos usavam Instagram e Facebook apesar das próprias regras da empresa. De acordo com um dos documentos citados, 20% das crianças de 11 anos e 30% das de 12 anos nos Estados Unidos estariam no Instagram. O'Neill também criticou as ferramentas criadas para limitar o tempo de uso, afirmando que elas serviam mais para "melhorar a imagem pública" da Meta e fazer os pais se sentirem melhor do que para reduzir efetivamente o uso. Depois da apresentação da acusação, a defesa começou a expor sua versão do caso. O advogado Paul Schmidt afirmou que a Meta já reconhecia publicamente preocupações relacionadas ao uso das redes sociais. Ele citou uma publicação de 2019 sobre usuários que consideravam problemático o uso das plataformas e disse que a empresa criou ferramentas para ajudar a administrar o tempo gasto nos aplicativos. A defesa também deverá apresentar documentos internos e testemunhas para argumentar que a Meta adotou medidas para melhorar a segurança e o bem-estar dos usuários. Quanto tempo deve durar o julgamento e quem deve testemunhar? Crédito, Getty Images Legenda da foto, Mark Zuckerberg é esperado para testemunhar no tribunal O julgamento deve durar de seis a oito semanas. Entre os principais nomes esperados para depor está Mark Zuckerberg, fundador e presidente-executivo da Meta. Também deve testemunhar Adam Mosseri, chefe do Instagram, que ocupa o cargo há oito anos e é um dos principais defensores da empresa. Outro nome importante é Arturo Béjar, ex-diretor de engenharia do Facebook e ex-funcionário responsável por questões relacionadas à integridade e ao bem-estar dos usuários. Béjar se tornou um denunciante da empresa e já testemunhou contra a Meta em outro processo. O que pode acontecer se a Meta perder Embora a Meta já tenha enfrentado outros processos relacionados à proteção de crianças e adolescentes, o caso é considerado uma das maiores ameaças às operações da empresa até agora. Uma eventual derrota poderia forçar mudanças significativas na maneira como milhões de jovens usam as redes sociais. Outros casos Além do julgamento que começa nesta terça-feira, a Meta enfrenta atualmente milhares de processos movidos por autoridades e famílias nos Estados Unidos relacionados à segurança de crianças e adolescentes. No início deste mês, um juiz do Novo México determinou que a empresa pagasse outros US$ 567 milhões por não ter alertado o público sobre os riscos que suas plataformas representavam para crianças. O valor se somou a US$ 375 milhões em multas que a Meta já havia sido condenada a pagar no mesmo caso. A decisão resultou na maior multa já aplicada à empresa por questões relacionadas à segurança infantil. Na ocasião, o juiz Bryan Biedscheid classificou a gigante das redes sociais como uma "perturbação pública" comparável à poluição do ar, e determinou que o dinheiro fosse destinado a um fundo para reduzir danos futuros. A Meta afirmou na época que discordava da decisão e que iria recorrer. Em março, a empresa também perdeu um processo considerado histórico em Los Angeles, no qual um júri concluiu que a Meta poderia ser responsabilizada por desenvolver plataformas viciantes.

China desafia o gelo, a Rússia e os EUA com uma nova rota para a Europa
Europa 18/08/2026

China desafia o gelo, a Rússia e os EUA com uma nova rota para a Europa

A China está testando uma alternativa que pode mudar a geografia do comércio entre a Ásia e a Europa. A nova ligação marítima atravessa o Ártico, passa pela costa norte da Rússia e chega ao Reino Unido. A promessa é reduzir de cerca de 40 para 20 dias o tempo de transporte entre os dois mercados. O movimento ganha importância em um momento em que as principais rotas tradicionais estão mais vulneráveis. Os conflitos no Oriente Médio elevaram os riscos no estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela relevante do petróleo e do gás comercializados no mundo, e no Bab el-Mandeb, porta de entrada do mar Vermelho e acesso ao Canal de Suez. A nova rota chinesa, porém, está longe de substituir Suez. Ela é sazonal, depende das condições do gelo e passa por uma área sob controle russo. Continua após a publicidade Mais do que uma revolução imediata no comércio mundial, o projeto representa uma aposta de Pequim em uma rota alternativa e, ao mesmo tempo, amplia a presença chinesa em uma das regiões mais estratégicas do planeta. Uma viagem que pode cair de 40 para 20 dias A rota anunciada pela empresa chinesa Sea Legend começa em Ningbo, no litoral leste da China, segue para o norte, entra no Oceano Ártico pela costa russa e depois desce em direção ao norte da Europa, com destino final em Felixstowe, na Inglaterra. Continua após a publicidade O trajeto foi testado pela companhia em outubro de 2025. Segundo informações divulgadas pela agência estatal chinesa Xinhua, a viagem levou cerca de 20 dias. A comparação ajuda a explicar o interesse. Um navio que utiliza o Canal de Suez pode levar aproximadamente 40 dias no percurso entre China e Europa. Pelo sul da África, contornando o cabo da Boa Esperança, a viagem pode chegar a 50 dias. A economia de tempo pode ser especialmente interessante para cargas de maior valor ou que dependem de prazos mais curtos, como baterias de lítio e equipamentos solares. Continua após a publicidade Mas há uma diferença fundamental: o Ártico não oferece uma rota disponível o ano inteiro nas mesmas condições. O que está por trás da nova rota A chamada Rota da Seda do Gelo utiliza a Rota Marítima do Norte, corredor que acompanha a costa ártica da Rússia. Continua após a publicidade Moscou controla o acesso à passagem e exige autorização para a navegação. A administração da rota está ligada à Rosatom, estatal russa responsável pelo setor nuclear. Isso cria uma situação peculiar. A China, que busca reduzir sua dependência de rotas tradicionais, passa a depender de uma infraestrutura marítima localizada sob influência direta da Rússia. A aproximação entre os dois países ganhou força desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022. Sob sanções ocidentais, Moscou passou a buscar alternativas para ampliar suas relações comerciais com a Ásia, enquanto Pequim aumentou sua participação econômica no Ártico. Continua após a publicidade Em 2017, o presidente chinês Xi Jinping já havia defendido uma cooperação com Moscou para desenvolver a rota. O gelo que está derretendo abre espaço para navios Há uma ironia importante nessa história: a mudança climática que torna o Ártico mais acessível também é responsável por uma das maiores transformações ambientais do planeta. O aquecimento do Ártico vem reduzindo a cobertura de gelo marítimo e ampliando, durante determinados períodos do ano, as áreas navegáveis. Um estudo divulgado em julho por pesquisadores da Universidade de Southampton apontou uma redução de 5,8% na extensão máxima do gelo marinho do Ártico entre 2024 e 2025. Foi a maior queda registrada na série analisada pelos pesquisadores. Isso não significa, porém, que o Ártico tenha se transformado em um oceano livre para a navegação. Durante o inverno, o gelo continua sendo um obstáculo significativo. Por isso, a rota chinesa funciona atualmente como uma alternativa sazonal, e não como substituta permanente das grandes rotas marítimas. Além disso, o aumento da navegação na região alimenta uma contradição ambiental: o derretimento do gelo facilita o transporte marítimo, mas a atividade econômica adicional pode aumentar emissões e pressionar ainda mais um ecossistema extremamente vulnerável. Por que Suez continua sendo muito mais importante O Canal de Suez permanece muito mais previsível e estruturado para o comércio internacional. A passagem pelo Egito conecta o Mediterrâneo ao mar Vermelho e é uma das principais ligações entre os mercados asiáticos e europeus. Ao longo das últimas décadas, portos, empresas de navegação e cadeias logísticas foram organizados em torno dessa infraestrutura. O problema é que o corredor depende da estabilidade política de uma região marcada por conflitos. Os ataques de grupos armados no entorno do mar Vermelho já levaram grandes empresas de navegação a alterar seus itinerários em diferentes momentos. Quando os navios evitam Suez e passam pelo sul da África, a viagem fica mais longa, aumenta o consumo de combustível e crescem os custos de transporte. A crise no Oriente Médio reforçou para governos e empresas uma preocupação que já vinha crescendo: concentrar o comércio mundial em poucos corredores deixa a economia global vulnerável a guerras, bloqueios e acidentes. E o estreito de Ormuz? A preocupação é ainda maior quando o assunto é energia. O estreito de Ormuz, entre Irã e Omã, é uma das passagens marítimas mais importantes do mundo para petróleo e gás. É por ali que os grandes produtores do Golfo Pérsico acessam os mercados internacionais. Em períodos de normalidade, uma parcela significativa do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados internacionalmente passa pelo estreito. Qualquer interrupção provoca efeitos que vão muito além do transporte marítimo. Petróleo mais caro significa aumento dos custos de combustíveis, transporte, indústria e agricultura em diversos países. Mas a rota chinesa pelo Ártico tem uma limitação decisiva: ela não resolve o problema de Ormuz. O corredor foi pensado principalmente para cargas entre Ásia e Europa. Não substitui as rotas utilizadas para transportar petróleo e gás do Golfo Pérsico para os grandes mercados consumidores. A China ganha uma alternativa estratégica Para Pequim, portanto, o valor da Rota da Seda do Gelo não está apenas na economia de dias de viagem. Existe também uma questão de segurança. A China é uma das maiores potências comerciais do mundo e depende de uma extensa rede marítima para importar matérias-primas e exportar produtos. Quanto mais alternativas tiver, menor será sua vulnerabilidade a bloqueios, guerras ou interrupções em determinadas rotas. O Ártico oferece justamente uma possibilidade adicional. A região também é estratégica por suas reservas minerais, petróleo, gás e pela posição geográfica entre América do Norte, Europa e Ásia. A China tem status de observadora no Conselho do Ártico desde 2013. O aumento do transporte comercial dá uma dimensão econômica mais concreta a um interesse que Pequim mantém há mais de uma década. A Rússia também tem muito a ganhar Para Moscou, a expansão da rota representa uma oportunidade de transformar o Ártico em um corredor comercial permanente. A Rússia possui a maior extensão territorial no Ártico e controla boa parte da infraestrutura necessária para atravessar a região. A guerra na Ucrânia, entretanto, tornou o acesso aos mercados europeus mais difícil. A China passou a ocupar papel ainda mais importante para a economia russa. O desenvolvimento da Rota Marítima do Norte permite a Moscou estreitar sua ligação comercial com a Ásia e, ao mesmo tempo, reforçar sua posição estratégica no Ártico. Há, porém, um dado que mostra o tamanho do desafio. Segundo levantamento da seguradora Allianz Commercial citado pela imprensa internacional, apenas 23 navios porta-contêineres utilizaram a Rota Marítima do Norte em 2025, contra 15 em 2024. Ainda é uma fração minúscula do comércio marítimo mundial. O projeto também preocupa os Estados Unidos É aqui que a nova rota deixa de ser apenas uma história sobre logística. O Ártico está se transformando em uma área de disputa entre grandes potências. Estados Unidos, Rússia, China e Canadá ampliam sua atenção sobre a região, enquanto países europeus também tentam aumentar sua presença. Sete dos oito países que fazem parte do Conselho do Ártico são membros da Otan. A Rússia é a exceção. Em fevereiro de 2026, a aliança militar lançou a operação Arctic Sentry, voltada à segurança da região e à resposta ao aumento das atividades russas e chinesas. Nesse cenário, um corredor comercial regular entre China e Rússia pelo Ártico inevitavelmente ganha dimensão estratégica. Para Washington, o receio não é apenas econômico. É a possibilidade de Moscou e Pequim criarem uma infraestrutura comercial e logística que aumente sua influência em uma região cada vez mais acessível. O Ártico vai substituir Suez? Não por enquanto. A nova rota tem vantagens evidentes: é mais curta, pode reduzir o tempo de transporte e cria uma alternativa para empresas que não querem depender exclusivamente do Canal de Suez. Mas existem obstáculos importantes. O primeiro é o gelo. A passagem continua sendo muito mais difícil durante os meses de inverno. O segundo é a infraestrutura. O Ártico não possui a mesma rede de portos, serviços, manutenção, seguros e capacidade logística disponível nas principais rotas comerciais. O terceiro é político. A rota passa por território sob controle russo em um momento de forte tensão entre Moscou e o Ocidente. O quarto é ambiental. O crescimento da navegação em uma região particularmente sensível ao aquecimento global tende a enfrentar resistência de organizações ambientais e governos. Por isso, analistas avaliam que a nova rota deve ser vista mais como um plano B para o comércio mundial do que como uma substituta imediata de Suez. Uma nova disputa está surgindo no topo do mundo A grande mudança talvez não esteja nos contêineres que cruzarão o Ártico, mas no que eles representam. Durante séculos, as principais rotas comerciais estiveram concentradas em regiões como o Mediterrâneo, o Oriente Médio e o oceano Índico. Agora, o aquecimento do planeta está alterando as condições de navegação no extremo norte. Isso cria uma situação inédita: uma das consequências mais graves da mudança climática também está abrindo uma nova fronteira econômica e geopolítica. A China quer aproveitar essa transformação. A Rússia quer controlá-la. Os Estados Unidos e seus aliados acompanham o movimento de perto. Suez não está prestes a perder seu lugar no mapa do comércio mundial. Mas o simples fato de Pequim conseguir testar uma rota que reduz quase pela metade a distância marítima entre China e Europa mostra que a geografia econômica do planeta pode estar começando a mudar.

Por que a Faria Lima prefere Lula?
Selic 18/08/2026

Por que a Faria Lima prefere Lula?

Para a Faria Lima, pouco importa se o candidato é de esquerda ou direita. Por ora, o mercado financeiro parece preferir o que já conhece. (Foto: Imagem criada utilizando Chatgpt/Gazeta do Povo ) Há um paradoxo pouco explorado na relação entre o governo Lula e o mercado financeiro. Na retórica política, eles parecem ocupar lados opostos. De um lado, um presidente identificado historicamente com os trabalhadores, a expansão do gasto social e a crítica às desigualdades. De outro, a Faria Lima, símbolo de bancos, gestoras, fundos de investimento e grandes operadores do capital. Na prática, a convivência entre os dois é mais do que pacífica: é uma relação de aliados. Isso porque o mercado não precisa gostar de Lula. Precisa que ele seja previsível. A diferença é importante. O mercado financeiro busca maximizar lucros em ambientes de alta rentabilidade, e o Brasil atravessa uma fase na qual o dinheiro voltou a ser muito bem remunerado. A Selic está em 14%, já chegou a 15% no início do ano, e novas reduções devem ser modestas. Durante o terceiro mandato de Lula, as instituições financeiras e empresas concentradas no ecossistema da Faria Lima registraram lucros recordes históricos, impulsionadas pelo longo período de juros elevados. O sistema financeiro brasileiro atingiu a marca histórica de R$ 255 bilhões em lucro líquido em 2025, segundo dados do Banco Central. Embora o governo federal mantenha frequentes embates retóricos com o mercado financeiro, os grandes bancos ampliaram significativamente suas margens financeiras e carteiras de crédito corporativo, consolidando uma fase de alta rentabilidade mesmo em meio a pressões fiscais. A verdade é que o governo que se apresenta como defensor dos pobres administra uma economia na qual o capital financeiro encontra condições extraordinariamente favoráveis para prosperar. Sob a presidência de Lula, a política de juros elevados significa renda segura e atrativa para os grandes investidores da Faria Lima. Para quem vive do trabalho, juros elevados significam crédito caro, financiamento difícil e menor dinamismo da economia. Por isso, o endividamento da classe média só aumenta e a vida do cidadão comum só piora. Mas, para quem tem dinheiro para aplicar, os juros significam outra coisa: uma remuneração excepcionalmente atraente em aplicações de baixo risco. Para a Faria Lima, pouco importa se o candidato é de esquerda ou direita. Por ora, o mercado financeiro parece preferir o que já conhece Não é preciso imaginar uma conspiração para entender o mecanismo. Quando o Estado paga juros elevados sobre uma dívida pública gigantesca, uma parcela relevante da renda nacional é transferida para os detentores de ativos financeiros. Isso não significa que todos os bancos estejam simplesmente enriquecendo por causa da Selic, nem que seus lucros dependam exclusivamente dos juros. Apenas revela como um ambiente de dinheiro caro se transforma em fonte de remuneração elevada para o capital financeiro. A relação entre o mercado financeiro e o governo não se resume à taxa Selic. Ela passa também por dívida pública elevada, mercado de títulos, autonomia do Banco Central, regras fiscais e mecanismos sofisticados de intermediação financeira. Lula pode tensionar alguns desses mecanismos no discurso, mas não rompeu com eles na prática. Para o capital, essa continuidade institucional reduz o risco de mudanças abruptas e torna o conflito político menos relevante do que parece na superfície. O governo Lula não representa uma ruptura com a arquitetura econômica existente: opera dentro dela, combinando políticas sociais com a remuneração do capital. Distribui renda pela porta social enquanto remunera o capital pela porta financeira. Para a Faria Lima, pouco importa se o candidato é de esquerda ou direita. O que importa é a previsibilidade e a preservação das condições que permitem ao capital extrair valor do sistema. É uma acomodação na qual o conflito ideológico perde densidade. Por sua vez, Flávio Bolsonaro representa uma agenda mais liberal, com redução de impostos e do peso do Estado na economia e na vida do cidadão – o que, em tese, também deveria interessar aos detentores de capital financeiro. Mas Flávio oferece ao mercado menos previsibilidade. A Faria Lima já conhece o modus operandi de Lula e sabe o que esperar de seu governo. No mundo dos investimentos, essa segurança pode valer mais do que a promessa de uma mudança potencialmente favorável. O problema surge quando essa acomodação se torna assimétrica: quando o trabalho é chamado a aceitar sacrifícios em nome da estabilidade, enquanto o capital encontra na própria estabilidade uma oportunidade de remuneração extraordinária. Por ora, o mercado parece preferir o que já conhece. Resta saber qual será o preço desse alinhamento pragmático para a sociedade, caso Lula seja reeleito.

Perguntas Frequentes sobre PSSA3

Qual é a cotação de PSSA3 hoje na B3?
A cotação de PSSA3 hoje está em R$ 47,78. Durante o pregão, registrou mínima de R$ 47,25 e máxima de R$ 48,04.
Quanto a PSSA3 paga de dividendos?
A empresa distribui proventos periodicamente na forma de dividendos e JCP (Juros sobre Capital Próprio). Você pode conferir a tabela completa com as últimas datas de corte (Data Com) e pagamento na seção de Dividendos acima.
Como calcular o Preço Teto de PSSA3?
O Preço Teto (Método Barsi e Décio Bazin) estabelece o preço máximo a pagar para obter um retorno mínimo em proventos (ex: 6% ao ano). Utilize nossa Calculadora de Preço Teto de PSSA3 para calcular automaticamente a margem de segurança e o Preço Justo de Graham.
O que significa o P/L e o P/VP de PSSA3?
O P/L (Preço sobre Lucro) indica quantos anos levaria para reaver o capital investido através dos lucros da empresa. Já o P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) indica se o papel está sendo negociado acima ou abaixo de seu patrimônio líquido contábil.

Fonte de Dados Oficiais & Transparência

Informações de cotações e demonstrações financeiras sincronizadas com dados públicos da B3 e CVM.

Aviso Legal: Os dados e ferramentas disponibilizados pelo Cotações Hoje têm propósito exclusivamente informativo e educacional, não constituindo recomendação de investimento.