EQ

EQTL3 Equatorial S.A. – Cotação Hoje

📈 Ação B3 Energia Elétrica

Equatorial S.A.

CNPJ: 03220438000173

Preço Atual
R$ 41,91
+2.47%
Cotação oficial B3 em tempo real
Análise Fundamentalista • Estratégia de Longo Prazo

Selo de Investimento:

⚠️ Atenção

Atende a 6 de 12 critérios. Alguns múltiplos ou métricas de endividamento exigem cautela.

Pontuação dos Critérios 6/12 (50.0%)
Mínimo Buy & Hold: 8/12 Status: Atenção

Checklist Fundamentalista de 12 Critérios

Critérios auditados automaticamente
Dívida Líquida < Lucro Líquido (12M)
Dív. Líq (R$ 78.75 Bi) maior que Lucro (R$ 0.96 Bi)

A dívida líquida da empresa é menor que o lucro líquido dos últimos 12 meses

ROE > 5%
ROE atual: 3.66% (Abaixo de 5%)

Retorno sobre o Patrimônio Líquido historicamente superior a 5%

Histórico de Dividendos (> 4% a.a.)
Yield médio: 2.16% a.a. (Abaixo de 4%)

Histórico consistente de distribuição de proventos acima de 4% a.a.

Crescimento de Receita ou Lucro (> 5%)
CAGR Receita 5A: +23.82% | CAGR Lucro 5A: -6.20%

Crescimento de receitas ou lucros superior a 5% nos últimos anos

P/VP abaixo de 5
P/VP atual: 1.97x (Abaixo de 5)

Preço sobre Valor Patrimonial negociado abaixo de 5x

Setor com mais de 100 anos
Setor consolidado: Energia Elétrica

Atuação em setor perene e consolidado há mais de um século

Empresa Blue Chip
Blue Chip reconhecida na B3

Companhia de grande porte, alta liquidez e liderança setorial

Mais de 30 anos de mercado
Fundada em 1958 (68 anos de mercado)

Companhia fundada há mais de 30 anos com histórico comprovado

P/L abaixo de 30
P/L atual: 54.94x (Acima de 30)

Preço sobre Lucro negociado abaixo de 30x

Dív. Líquida/EBITDA < 2
Dív. Líq/EBITDA: 7.44x (Acima de 2)

Alavancagem financeira controlada com Dívida Líquida/EBITDA menor que 2x

EV/EBIT abaixo de 7
EV/EBIT atual: 16.16x (Acima de 7)

Enterprise Value sobre EBIT operacional negociado abaixo de 7x

Tag Along entre 80% e 100%
Tag Along de 100% (Proteção de 80% a 100%)

Proteção aos acionistas minoritários com Tag Along de 80% a 100%

ℹ️ Análise algorítmica fundamentalista calculada em tempo real com base em demonstrativos CVM/B3. Não constitui recomendação de compra ou venda.
💰
Valuation por Dividendos

Método Barsi (Preço Teto)

Acima do Preço Teto

Estratégia focada em renda passiva com cálculo do preço máximo para obter no mínimo 6% ao ano em proventos com base na média dos últimos 5 anos.

Preço Teto Projetado (Yield 6%)
R$ 14,67
DPA Médio (5 anos) R$ 0,88
Margem de Segurança -65.00%
Ajustar parâmetros na Calculadora Barsi
Fórmula: DPA Médio ÷ 0,06 Alvo: Yield ≥ 6% a.a.
📐
Value Investing

Fórmula de Graham (Preço Justo)

Negociando com Ágio (Acima do Valor Intrínseco)

Fórmula de Benjamin Graham determinando o valor intrínseco a partir dos múltiplos conservadores de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5.

Preço Justo Intrínseco (Graham)
R$ 18,83
LPA R$ 0,76
VPA R$ 20,74
Margem / Potencial -55.07%
Ajustar parâmetros na Calculadora Graham
Fórmula: √(22,5 × LPA × VPA) Fator 22,5 = P/L 15 × P/VP 1,5
⚠️ Aviso Legal: As estimativas do Método Barsi e da Fórmula de Graham são modelos matemáticos teóricos baseados em dados públicos da B3/CVM. Não constituem recomendação de investimento, compra ou venda.

O ativo EQTL3 (Equatorial S.A.) está sendo negociado hoje a R$ 41,91, acumulando uma variação de +2.47% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 33,61 e a máxima de R$ 46,32. A companhia está inserida no setor de Energia Elétrica. Em termos de valuation, o papel negocia a um múltiplo P/L de 54.94x e P/VP de 1.97x. Com Dividend Yield acumulado nos últimos 12 meses de 3.46%.

Abertura
R$ 41,98
Fec. Ant: R$ 41,84
Variação Dia
Min: R$ 40,77
Max: R$ 42,09
52 Semanas
Mín: R$ 33,61
Máx: R$ 46,32
Volume
10.314.500
Moeda: BRL

Histórico de Cotação: EQTL3

Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência

Mínima no Período --
Máxima no Período --
Variação no Período --
Tendência Técnica --
Carregando cotações históricas...

Indicadores de Valuation

54.94
1.97
R$ 0,76
R$ 20,74
16.16
P/Receita (PSR)
0.98
P/FCO
17.86
P/FCL
-11.88
EV/Receita Líq.
2.43
EV/FCO
44.50
EV/FCL
-29.60
Earning Yield
6.19%
Enterprise Value
R$ 131,53 Bi
R$ 52,78 Bi

Indicadores de Endividamento

Dív. Líq./EBITDA
7.44
Dív. Líquida/PL
3.01
Dívida Líquida
R$ 78,75 Bi
Liq. Corrente
1.57
PL/Ativos
0.24
Passivos/Ativos
0.74
Liq. Seca
1.55
Liq. Imediata
0.52

Indicadores de Eficiência

Margem EBIT
14.08%

Indicadores de Rentabilidade

3.67%
7.13%
1.49%
Giro do Ativo
0.49

Indicadores de Crescimento

CAGR Receita
23.82%
CAGR Lucro
-6.20%

Dados Financeiros

Margens
Margem Bruta 25.57%
Margem EBITDA 19.57%
Margem Operacional 14.08%
Margem Líquida 3.27%
Fluxo de Caixa
FCO R$ 2,96 Bi
FCL R$ -4.443,09 Mi
Caixa Total R$ 9,22 Bi
Caixa/Ação R$ 7,32
Receita e Dívida
Receita Total R$ 54,06 Bi
Lucro Bruto R$ 13,82 Bi
EBITDA R$ 10,58 Bi
Dívida Total R$ 77,37 Bi
Crescimento (Trimestral YoY)
Receita (YoY) 9.24%
Lucro (YoY) -73.77%

Resultados Financeiros

Indicador (Anual) 2025 2024 2023 2022
Receita Total R$ 52.073,80 Mi R$ 45.366,67 Mi R$ 40.985,08 Mi R$ 27.132,51 Mi
Lucro Bruto R$ 13.607,26 Mi R$ 13.056,96 Mi R$ 12.142,53 Mi R$ 8.566,77 Mi
EBIT / Lucro Operacional R$ 8.136,91 Mi R$ 8.636,46 Mi R$ 7.647,41 Mi R$ 5.277,21 Mi
Lucro Líquido R$ 2.503,93 Mi R$ 3.767,80 Mi R$ 2.876,28 Mi R$ 1.922,00 Mi

Sobre a EQTL3

Setor
Energia Elétrica
Indústria / Segmento
Energia Elétrica
Market Cap
R$ 50,33 Bi
Descrição do Negócio

A Equatorial Energia S.A., listada na B3 sob o ticker EQTL3, foi constituída em 16 de junho de 1999 e atua no setor elétrico brasileiro. A companhia opera como holding com foco em infraestrutura de utilidades, com base histórica em distribuição de energia. Os negócios abrangem distribuição, transmissão e geração de energia elétrica, além de atuação em telecomunicações e saneamento em ativos específicos. A empresa combina concessões reguladas e operações de infraestrutura com perfil de longo prazo. No ambiente competitivo, a Equatorial disputa ativos e concessões com outros grupos de energia e infraestrutura no Brasil. O desempenho operacional depende de eficiência na gestão de distribuidoras, qualidade de serviço e execução de investimentos em segmentos regulados. A companhia atua em múltiplos estados brasileiros, com presença em concessões de distribuição de energia e expansão para outras frentes de utilidades. Em escala, atende milhões de unidades consumidoras em ampla cobertura territorial e mantém portfólio diversificado de ativos de infraestrutura.

JCP R$ 0,1333
Pagamento: 30/12/2026
JCP R$ 0,6452
Pagamento: 17/11/2025
JCP R$ 0,8048
Pagamento: 17/11/2025
DIVIDENDO R$ 0,5316
Pagamento: 28/05/2025
JCP R$ 0,1686
Pagamento: 28/05/2025
JCP R$ 0,0891
Pagamento: 20/02/2025
DIVIDENDO R$ 0,4500
Pagamento: 10/06/2024
DIVIDENDO R$ 0,3500
Pagamento: 09/06/2023
DIVIDENDO R$ 0,6400
Pagamento: 29/12/2022
DIVIDENDO R$ 0,7200
Pagamento: 29/12/2021

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Às vésperas do primeiro turno das eleições, Ibovespa dispara e fecha no maior nível desde abril
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Às vésperas do primeiro turno das eleições, Ibovespa dispara e fecha no maior nível desde abril

O Ibovespa, principal índice de ações brasileiras, disparou na tarde desta sexta-feira (2), após apresentar maior volatilidade na primeira etapa do pregão e fechou na maior pontuação em seis meses. Às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, o apetite a risco contou com uma força do mercado externo, com a surpresa positiva na criação de empregos nos EUA e estabilização do preço do petróleo, reduzindo o receios de aumento de juros. O Ibovespa fechou em alta de 2,6%, aos 192.115 pontos, maior nível desde 22 de abril. Na semana, acumula ganho de quase 5% Dos 76 ativos que compõem o índice, apenas quatro registraram desvalorização e 48 ganharam mais de 2,5%. Frente ao real, o dólar comercial ficou estável, a R$ 5,22 . . Em Nova York , o Dow Jones subiu 0,5%, o S&P 500 ganhou 0,8% e o Nasdaq avançou 1,2%, renovando máxima histórica acima dos 27.200 pontos , O petróleo tipo Brent, referência global e brasileira de preço, foi negociado no patamar dos US$ 102, mesmo de ontem . Segundo Felipe Cima, analista de renda variável da Manchester Investimentos, parte da disparada do Ibovespa, hoje, pode ser explicada pelo fechamento de posições vendidas. Isso acontece quando investidores que apostavam na queda das ações precisam recomprar os papéis, contribuindo para acelerar sua valorização. O movimento beneficiou especialmente empresas ligadas ao consumo e mais sensíveis aos juros. Cima também identifica sinais de retorno dos investidores estrangeiros a determinadas ações brasileiras, enquanto os grandes investidores locais ainda mantêm uma postura cautelosa. Com a eleição de domingo cercada de incertezas, parte do mercado estaria antecipando suas compras para não correr o risco de ficar de fora de uma eventual valorização da bolsa. Na avaliação do analista, o resultado eleitoral poderá determinar a continuidade desse movimento ao longo de outubro, especialmente se a disputa presidencial avançar para o segundo turno. O Datafolha mostrou, ontem, leve melhora do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). Lula e Flávio disputam o que promete ser uma das eleições mais acirradas da história do país. Às vésperas do pleito, chegaram empatados, no limite da margem de erro. No primeiro turno, Lula conta com 42% das intenções de voto, e Flávio, 38%, mostra pesquisa do Datafolha. As "blue chips", ações mais negociadas e atrativas aos investidores estrangeiros, registraram forte valorização. As ações da Petrobras (PETR3, PETR4), que recuavam com a queda do preço do petróleo no mercado internacional, fecharam em alta firme, contando ainda com a divulgação de novas descobertas de petróleo na Margem Equatorial. Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4) também são destaques de alta, além dos papéis da Vale (VALE3), ainda que em menor intensidade. Lá fora, os mercados reagiraem ao relatório de criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos, o "payroll". O número veio bem abaixo do esperado e aumentou a expectativa de que o ciclo de altas de juros nos EUA seja mais suave do que o esperado anteriormente. O preço do petróleo chegou a registrar queda acentuada, motivado por relatos de que o Reino Unido e a Europa estariam considerando liberar suas reservas estratégicas ao mercado internacional, mas estacionou no mesmo nível de preço de ontem. Notícias de que a China suspendeu a exportação de derivados do petróleo e que novas tropas americanas embarcaram em direção ao Golfo Pérsico fizeram os preços saltarem no dia anterior.

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No último pregão antes das eleições, o Ibovespa B3 teve alta expressiva e voltou a quebrar a barreira dos 190 mil pontos. Nesta sexta-feira (2), a principal referência do mercado acionário brasileiro ganhou 2,63%, aos 192.114,55 pontos, com apoio externo e da Petrobras. O dia começou com o relatório de trabalho dos Estados Unidos, o Payroll, com dados abaixo do esperado, e diminuindo a preocupação com um novo aumento dos juros no país já na próxima reunião do Federal Reserve, o banco central norte-americano. O Payroll apontou a criação de apenas 29 mil vagas de emprego em setembro, ante expectativa de 90 mil. A taxa de desemprego também registrou leve alta, atingindo 4,2%. No Brasil, a produção da indústria brasileira recuou 0,6% em agosto deste ano, na comparação com o mês anterior. Em julho, a indústria havia registrado variação positiva de 0,1%. No entanto, o setor teve perdas de 1% em maio e de 1,6% em junho. Outro fator de relevância no dia, e que movimentou as ações da Petrobras, foi a segunda descoberta de petróleo no poço Morpho, que fica na chamada Margem Equatorial, a 175 quilômetros (km) da costa do Amapá, pela estatal brasileira. O papel PETR4 foi um dos destaques do dia, com alta de 2,81%, assim com a VALE3 que ganhou 2,56%. + Treasuries vs Tesouro: como os juros nos EUA e no Brasil mexem com os títulos públicos Ibovespa hoje Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 192.118,70 pontos na máxima intradiária e 186.144,24 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 42,9 bilhões. Maiores altas Ticker Dia (%) Valor (R$) HAPV3 11,91 7,80 NATU3 10,37 7,45 VIVA3 5,62 25,00 USIM5 5,50 7,48 VAMO3 5,33 4,74 Maiores baixas Ticker Dia (%) Valor (R$) FLRY3 -1,05 23,50 CSMG3 -0,90 56,25 BEEF3 -0,51 3,88 ASAI3 -0,09 11,15 Dólar hoje Mesmo com os ganhos no Ibovespa e os dados menores da economia norte-americana, o câmbio variou pouco nesta sexta-feira. No fim do dia, o dólar comercial cedeu de 0,08%, a R$ 5,21. Bolsas de Nova York Os dados do Payroll deram fôlego aos indicadores das bolsas de Nova York, com investidores analisando uma folga maior para os juros dos EUA. Assim, no pregão, o Dow Jones subiu 0,49%, o S&P 500 valorizou 0,74% e o Nasdaq ganhou 1,19%. Quer analisar todos os seus investimentos em um só lugar, em uma plataforma intuitiva? Baixe o APP B3

The Economist: Próximo presidente do Brasil será 'nepo baby' vingativo ou esquerdista decadente
UOL - Notícias •

The Economist: Próximo presidente do Brasil será 'nepo baby' vingativo ou esquerdista decadente

The Economist Poucos países têm a sorte do Brasil. Não enfrenta ameaça de invasão. Sua economia é mais resiliente às tarifas sem sentido de Donald Trump do que a de quase qualquer outro país. Desfruta de relações relativamente amistosas com as duas superpotências. Acima de tudo, está repleto de recursos cobiçados. Mas, enquanto o Brasil se prepara para as eleições gerais de 4 de outubro, um velho ditado —de que é o país do futuro e sempre será— volta a soar verdadeiro. Em vez de capitalizar suas vantagens, o Brasil está praticamente fadado a optar por mais quatro anos de impasse polarizado. Empatados nas pesquisas estão Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente de 80 anos conhecido como Lula, e Flávio Bolsonaro, filho mais velho de Jair Bolsonaro, ex-presidente populista que cumpre pena de 27 anos por tramar um golpe após perder a reeleição em 2022. É como se fosse Bernie Sanders contra Donald Trump Jr. —se o Trump mais jovem tivesse ligações com o submundo do crime. Lula e Flávio segurando imagens de Nossa Senhora Aparecida, personagem de celeuma da semana - Instagram de Janja e Bruno Santos/Reprodução / Folhapress A disputa é um concurso de impopularidade. Brasileiros temem que Lula leve a economia à ruína, enquanto escolher Flávio pode significar guerras culturais, estrago ambiental e relações desconfortavelmente próximas com o governo Trump. Nenhum dos dois candidatos receberá o mandato robusto necessário para enfrentar o mal-estar fiscal do país ou a disfunção institucional. Paira sobre a eleição um sórdido escândalo de corrupção envolvendo festas regadas a bacanal e um banqueiro playboy, que enredou toda a classe política e também o poderoso Supremo Tribunal Federal —até aqui, a última linha de defesa contra uma elite que trabalha para si mesma. As apostas dificilmente poderiam ser mais arriscadas. O governo vive muito além de suas posses, e seus credores começam a ficar inquietos. Trump trata a América Latina como um playground pessoal: sequestrou o presidente da Venezuela, sustenta o da Argentina, endossa populistas de direita afinados com ele numa série de eleições e explode barcos no Caribe. Se o Brasil, o maior país da região e um centro de gravidade rival, se alinhar de perto aos Estados Unidos, ele ficará ainda mais encorajado. Para completar, quem vencer a eleição vai nomear quatro dos 11 ministros do Supremo, moldando o país por uma geração. Verde e ouro O Brasil é um verdadeiro Eldorado. Enquanto o resto do mundo enfrenta escassez de petróleo e de alternativas renováveis, o Brasil transborda de ambos. Em agosto, a Petrobras descobriu seu primeiro petróleo na Margem Equatorial, a província petrolífera de crescimento mais rápido do mundo, na costa nordeste da América do Sul. Isso deve, com o tempo, reforçar sua já prodigiosa produção nos campos do pré-sal, na costa leste do país. Nada menos que 89% da eletricidade brasileira vem de fontes renováveis, majoritariamente hidrelétricas. Energia eólica e solar cresceram tão rápido que a rede muitas vezes não consegue absorver toda a produção. O excedente de energia verde poderia alimentar data centers e transformar o Brasil num polo de produção de aço de baixo carbono e de combustíveis limpos para aviação e navegação. A abundância em energia é equiparada pela de alimentos. Até os anos 1970, a fome severa era comum, o que empurrou milhões de migrantes —incluindo um jovem Lula e seus sete irmãos— do árido Nordeste para as megacidades do Sul. Depois, avanços na pesquisa agrícola abriram o interior à pecuária e à agricultura. Neste ano, o Brasil deve ultrapassar os Estados Unidos como maior exportador agrícola do mundo. Hoje é líder em carne bovina, café, algodão, suco de laranja, soja e cana-de-açúcar. No ano passado, Trump precisou revogar tarifas que havia imposto a produtos agrícolas brasileiros durante o julgamento de Bolsonaro, depois que elas ajudaram a elevar os preços de alimentos nos Estados Unidos. Também há riqueza no subsolo. O Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras raras, grupo de minerais usados em muitos produtos de alta tecnologia, hoje produzidos e processados quase exclusivamente por empresas chinesas. O Brasil poderia, assim, ser central nos esforços de países ocidentais para garantir fornecedores alternativos. Emissários europeus e americanos estão "nos assediando por acordos de terras raras, num sentido positivo", diz um diplomata em Brasília. Essa fartura de energia, alimentos e minerais fez do Brasil o maior receptor de investimento estrangeiro direto entre os países em desenvolvimento no ano passado, atrás apenas da China. Atraiu US$ 77 bilhões, bem à frente dos US$ 39 bilhões da Índia. "O Brasil tem ativos concretos que vão ganhar valor num mundo de maior conflito geopolítico", diz Christopher Garman, do Eurasia Group, consultoria de Nova York. Constelação de queixas Ainda assim, problemas graves seguram a economia, apesar do entusiasmo estrangeiro. Juros reais de 9% estão sufocando o crescimento. Eles impulsionaram uma alta na inadimplência de empresas e no endividamento das famílias. Lula enfrenta dilema parecido com o de Joe Biden, outro líder idoso cuja campanha de reeleição sofreu porque eleitores se sentiam pessimistas com a economia. Mais da metade dos brasileiros diz que a economia está em estado ruim ou muito ruim, fatia que vem subindo nos últimos meses. Cerca de 9 milhões de empresas estão inadimplentes, ante 4 milhões uma década atrás, quando o Brasil estava em recessão. O pagamento de dívidas consome 30% da renda média das famílias, segundo a Tendências, consultoria de São Paulo —o maior nível desde que a série começou a ser medida, em 2004. A raiz do problema é o próprio endividamento pesado do governo, que empurra os juros para cima para todo mundo. Sua dívida soma quase 100% do PIB. O déficit passa de 9% do PIB. O governo paga uma fatia do PIB em juros maior que a de qualquer grande país, exceto Egito e Paquistão. O histórico de hiperinflação e recessões do Brasil deixa credores especialmente cautelosos. Boa parte da dívida está atrelada a juros locais, o que significa que, toda vez que eles sobem, o custo de rolar a dívida sobe também. Ao longo de três mandatos como presidente —de 2003 a 2011 e desde 2023— Lula gastou generosamente em transferências de renda e crédito subsidiado. Em 17 de setembro, por exemplo, aumentou em 15% os pagamentos do programa social-bandeira do governo, o Bolsa Família. Os brasileiros gastaram de bom grado esse dinheiro extra, o que manteve a economia crescendo e o desemprego baixo. Mas a produtividade estagnou, e os consumidores parecem estar desacelerando. Economistas esperam crescimento anual médio de cerca de 1% em 2027 e 2028. No início deste mês, Lula ofereceu uma solução alarmante: "precisamos acabar com essa bobagem de fazer superávit e manter disciplina fiscal." Inevitavelmente, o Brasil está ficando para trás. Em 1980, os brasileiros eram nitidamente mais ricos que chilenos e colombianos, para não falar de turcos e chineses, medido pelo PIB per capita ajustado pelo custo de vida. Hoje, os colombianos alcançaram o Brasil, e os demais estão todos muito mais ricos. Os Bolsonaros, populistas inveterados, não são muito melhores. Bolsonaro rompeu um teto de gastos que havia sido imposto em 2016 para recuperar a confiança do mercado. Para melhorar suas chances de reeleição, triplicou o valor pago pelo Bolsa Família e quase dobrou o número de beneficiários. Embora Flávio prometa sobriedade fiscal, em julho, quando sua aprovação começou a cair entre as mulheres, prometeu celular e internet gratuitos a 70 milhões delas. Os dois candidatos terão dificuldade em enfrentar os grupos de interesse que empurram os gastos para cima. Um deles é o dos aposentados, que conseguiram garantir aumentos constantes em seus benefícios. O salário mínimo no Brasil é reajustado anualmente com base na inflação e no crescimento do PIB dos dois anos anteriores. As aposentadorias são indexadas ao salário mínimo, assim como o auxílio-doença, o seguro-desemprego e outros benefícios. Isso significa que, para cada aumento de um real no salário mínimo mensal, o gasto público anual sobe R$ 400 milhões. Essa indexação está devorando o orçamento federal: 90% dele hoje vai para gastos obrigatórios, majoritariamente aposentadorias. Na trajetória atual, não sobrará dinheiro para gastos discricionários até 2029, precipitando uma paralisação do governo. Esse mimo aos idosos tira dos jovens escolas, saúde e estradas melhores. O Brasil gasta 10% do PIB com aposentadorias, quase o mesmo que o Japão, mesmo com uma população muito mais jovem. Enquanto isso, investe apenas 18% do PIB, menos da metade da fatia da Índia. Funcionários públicos mimados são outro peso sobre o orçamento. A Constituição diz que nenhum servidor pode ganhar mais que os ministros do Supremo, que recebem R$ 46.366,19 por mês. Ainda assim, mais de 67 mil servidores ganham bem mais que isso, graças a auxílios não tributados de moradia, transporte e outros. Esses "supersalários", como a imprensa local os apelidou, elevam o rendimento médio de juízes e promotores a 48 vezes o valor nacional (o juiz mais bem pago dos Estados Unidos ganha apenas seis vezes o salário médio do país). "O Brasil foi feito refém pelos servidores públicos do topo da pirâmide", diz Guilherme Coelho, da Republica.org, organização de pesquisa que analisa desperdício no governo. Benefícios fiscais imerecidos são um terceiro fardo. Brechas de impostos, algumas delas costuradas na própria Constituição, custam impressionantes 7% do PIB ao ano, ante 2% em 2003. "Aqui as empresas não competem por fatia de mercado, mas por fatia do governo", diz um economista. Médicos, advogados e outros profissionais liberais também desfrutam de acordos vantajosos. Em tese, os dois candidatos estão decididos a combater interesses enraizados. Lula eliminou alguns benefícios fiscais e dificultou a criação de novos. Um assessor de Flávio ataca com entusiasmo os "parasitas" do Estado. Daniella Marques, que lidera a política econômica de sua campanha, já elogiou Javier Milei, o presidente libertário da Argentina, como "um ótimo exemplo". Mas, quando pressionada, sua equipe oferece poucos detalhes concretos. Na prática, quem vencer terá dificuldade em conter esses gastos. A reforma da Previdência é politicamente difícil no Brasil como em qualquer outro lugar. Na última década, uma sucessão de presidentes fracos cedeu o controle de um quarto do gasto discricionário a parlamentares, para distribuir em seus redutos com pouca fiscalização. Boa parte do dinheiro acabou no bolso de aliados, em vez de ir para escolas ou postos de saúde locais. Nos últimos quatro anos, Lula não conseguiu restaurar a ordem. O próximo Congresso deve ser dominado por partidos de direita, o que pode tornar ainda mais difícil governar. Flávio também não conseguiu conquistar muitos deles. Para avançar sua agenda, qualquer um dos dois precisaria continuar comprando o apoio do Congresso. O Congresso não é a única instituição com motivações questionáveis. Em 2023, o Supremo passou a permitir que ministros julgassem casos envolvendo empresas ou pessoas ligadas a parentes seus. Oito dos dez ministros atuais do Supremo têm parentes trabalhando em escritórios de advocacia que representam partes em processos na Corte. Clientes sem escrúpulos os contratam na esperança de receber tratamento especial. A disseminação do tráfico de influência ficou evidente com o colapso do Banco Master, instituição tomada por fraudes. Seu dono, Daniel Vorcaro, dava festas luxuosas para políticos e juízes, trazendo de avião profissionais do sexo da Rússia, da Venezuela e de outros países. Tinha preferência por garotas de programa estrangeiras porque elas não entendiam as conversas dos clientes. Numa festa de Halloween num clube chamado "Madame Satan", compareceram 120 mulheres e apenas 20 homens, a maioria políticos. "O Davi está surtando perguntando se as suíças vêm", dizia uma mensagem de texto entre o banqueiro e seu operador, numa aparente referência a Davi Alcolumbre, presidente do Congresso (ele nega). Depois que Vorcaro foi preso tentando fugir num jato particular em novembro passado, a Polícia Federal vasculhou seus oito celulares. Quase metade do Supremo tinha ligações com ele, revelou a apuração. Mensagens sugerem que Vorcaro pagou uma acompanhante para um ministro, comprou uma participação de US$ 4 milhões num hotel de outro e contratou a esposa e os filhos de outros dois ministros com contratos generosos, mas vagos. As instituições brasileiras chegaram, assim, a um ponto de destruição mútua assegurada. Só o Supremo pode investigar políticos por crimes como corrupção. E só políticos podem fazer impeachment de ministros do Supremo —o que estão prometendo fazer. Deputados e senadores têm incentivo para mirar juízes que os investigam, enquanto juízes têm incentivo para mirar parlamentares que querem seu impeachment. O fato de o escândalo do Banco Master envolver toda a elite significa que um acordo de bastidores pode, no fim, livrar todo mundo. Desordem, sem avanço Nenhum dos dois favoritos consegue enfrentar essa podridão. Flávio faz parte dela. Ele afirmou nunca ter conhecido Vorcaro, o que tornou constrangedor o vazamento, em maio, de uma gravação dos dois conversando —especialmente porque ele chama o banqueiro de "meu irmão" e pede dinheiro para bancar um filme sobre o pai. Foram repassados R$ 65 milhões, a maior parte dos quais acabou numa conta bancária ligada ao irmão de verdade de Flávio, Eduardo, que mora no Texas. Flávio também já foi investigado por supostamente embolsar salários de funcionários fantasmas enquanto era vereador no Rio (ele nega) e por seus laços com criminosos locais. Um contato particularmente infame foi Adriano da Nóbrega, ex-capitão da polícia que depois chefiou um grupo de extermínio. Flávio indicou Nóbrega para receber uma medalha depois que ele foi preso por homicídio, e deu empregos à esposa e à mãe dele (diz que não sabia que elas estavam em sua folha de pagamento). Já Lula, embora não tenha sido implicado no caso Banco Master, tem aliados que foram. Seu partido continua manchado por escândalos de corrupção anteriores, e seu filho é investigado por tráfico de influência. A campanha tem sido mesquinha e vazia de conteúdo. A principal proposta de Flávio é perdoar o pai e abrir impeachment contra os ministros que o condenaram. Neste mês, o ex-comandante da Aeronáutica, Carlos Baptista Júnior, publicou um livro detalhando como Bolsonaro tentou convencê-lo, e a outros comandantes militares, a dar um golpe, levantando ideias sobre como anular a eleição que acabara de perder. Bolsonaro só abandonou o plano depois que o comandante do Exército o avisou: "se você fizer isso, vou ter que prendê-lo". Como o pai, Flávio lançou dúvidas sobre as urnas eletrônicas brasileiras, alegando falsamente que o mesmo modelo foi usado numa eleição fraudada na Venezuela —uma invenção completa. Não está claro se ele aceitaria uma vitória de Lula. As outras propostas de Flávio são retórica vazia. Ele diz que vai decretar que "o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo" e promete castração química para estupradores. Uma vitória sua significaria alinhamento estreito com Trump. Flávio e sua família fizeram lobby junto ao governo Trump para impor tarifas e sanções a desafetos de Bolsonaro. Em comícios de campanha, apoiadores já desfilaram com bandeiras americanas e bonecos infláveis de Trump segurando Lula pela nuca. Flávio parece disposto a aceitar as amplas exigências americanas sobre terras raras. A Casa Branca quer que o Brasil a notifique antes de qualquer venda de empresas ou ativos envolvendo minerais críticos, e que limite o investimento de "entidades estrangeiras de preocupação" —na prática, dando aos Estados Unidos poder de veto sobre o uso dos minerais brasileiros. Ainda assim, a Faria Lima, a Wall Street brasileira, está cautelosamente se alinhando a Flávio, na esperança de que ele cumpra o discurso de corte de gastos. Lula, por sua vez, fala em investir em defesa e inteligência artificial. Tem histórico sólido de redução do desmatamento. Defendeu leis para estimular investimento em data centers e em terras raras, ainda que com forte participação estatal. "Queremos construir uma cadeia produtiva com valor agregado, não simplesmente exportar matéria-prima de forma colonial, deixando para trás só buracos no chão", diz Guilherme Boulos, ministro que trabalha na campanha de Lula. Mas não há dinheiro para pagar pelas ideias de Lula, e ele não tem um plano crível para equilibrar as contas do governo. Em comícios, ele discursa por horas, falando principalmente de suas glórias passadas e de sua trajetória de vida. Sua esposa, bem mais jovem, passou a postar vídeos dele se exercitando para provar que está em forma. Em público, ele usa um chapéu panamá para esconder cicatrizes da remoção de uma pinta e de uma cirurgia após uma queda na banheira. O Brasil não é uma causa perdida. Mesmo com a política mergulhando em escândalo dissoluto, uma sociedade civil robusta, uma imprensa livre pujante e uma polícia federal independente seguem responsabilizando os poderosos. "Pelo menos no Brasil as investigações de corrupção realmente acontecem", observa Celso Rocha de Barros, acadêmico. Jornalistas na Índia e na Turquia talvez olhem para isso com inveja. O Brasil venceu a fome, a hiperinflação, o regime militar e uma tentativa de golpe em poucas décadas. Apesar da disfunção, se vira. O próximo mandato presidencial, porém, deve ser uma bagunça. Nenhum dos dois principais candidatos parece disposto a consertar as contas do governo. Nenhum terá o apoio necessário no Congresso para promover reformas de verdade. Nem o próprio Congresso nem o Judiciário podem corrigir a podridão institucional do Brasil, já que ambos estão implicados nela. As coisas vão piorar antes de melhorar. Texto da The Economist, traduzido por Marcelo Azevedo e publicado sob licença. O artigo original, em inglês, pode ser encontrado em www.economist.com

Perguntas Frequentes sobre EQTL3

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