AZUL3 – Cotação Azul S.A.
Azul S.A.
Resumo Fundamentalista de AZUL3
O ativo AZUL3 (Azul S.A.) está sendo negociado hoje a R$ 20,27, acumulando uma variação de -2.55% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 20,00 e a máxima de R$ 52.497.000,00. Em termos de valuation, o papel negocia a um múltiplo P/L de 34850.16x e P/VP de -10972.30x.
Oscilação dos Últimos 12 Meses
Indicadores de Valuation
Indicadores de Endividamento
Indicadores de Eficiência
Indicadores de Crescimento
Dados Financeiros
Resultados Financeiros
| Indicador (Anual) | 2025 | 2024 | 2023 | 2022 |
|---|---|---|---|---|
| Receita Total | R$ 21.640,39 Mi | R$ 19.526,21 Mi | R$ 18.554,42 Mi | R$ 15.948,07 Mi |
| Lucro Bruto | R$ 6.014,80 Mi | R$ 5.215,77 Mi | R$ 3.376,41 Mi | R$ 2.786,10 Mi |
| EBITDA | R$ 4.321,47 Mi | R$ 3.390,63 Mi | R$ 1.661,09 Mi | R$ 1.429,56 Mi |
| Lucro Líquido | R$ 124,86 Mi | R$ -9.151,37 Mi | R$ -2.380,46 Mi | R$ -722,37 Mi |
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Como a expectativa de petróleo na Foz do Amazonas já está mudando o Oiapoque: 'É um bairro atrás do outro'
Como a expectativa de petróleo na Foz do Amazonas já está mudando o Oiapoque: 'É um bairro atrás do outro' Crédito, Uesclei Costa Legenda da foto, Área desmatada recebeu novas ocupações no Oiapoque, com moradores que chegam na esperança dos recursos do petróleo Author, Role, Da BBC News Brasil em São Paulo Published Há 13 minutos Tempo de leitura: 10 min Há 35 anos, a paraense Sheila Cals decidiu cruzar o rio Oiapoque, no extremo norte do Brasil, para poder oferecer uma vida melhor aos filhos, na Guiana Francesa, o território francês que faz fronteira com o Amapá. Mas em Caiena, a capital franco-guianense, a costureira de 69 anos começou a ouvir de amigos há cerca de dois anos que era a hora de voltar ao Brasil — mais especificamente à cidade de Oiapoque (AP). "Sempre foi meu sonho voltar ao Brasil. E agora ficamos na expectativa de acontecer aqui o que aconteceu na Guiana, no Suriname", diz Sheila, já em sua nova casa, em Oiapoque. Ela se refere ao boom econômico com a exploração de petróleo nos países vizinhos, uma esperança presente nos novos e velhos moradores dessa cidade do Amapá de 30 mil habitantes, ligada à capital, Macapá, por quase 600 quilômetros de estrada, 100 deles sem asfalto. Na ponta mais ao norte do Brasil, Oiapoque é o município mais próximo da chamada bacia da foz do rio Amazonas, na Margem Equatorial, onde a Petrobras acaba de encontrar petróleo em águas profundas, segundo anúncio feito na segunda-feira (17/08). Autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em outubro após anos de expectativa e de embates dentro do próprio governo Lula sobre o impacto ambiental do projeto, a Petrobras segue com pesquisas para saber se a exploração de petróleo ali, a 175 quilômetros da costa, é economicamente viável. Após ter encontrado o petróleo, a estatal prevê novas perfurações para entender o potencial da região. Chambriard afirmou que estão previstos três novos poços na mesma área, além de outros cinco em áreas adjacentes. Em 6 de janeiro, a Petrobras havia interrompido a perfuração do poço após identificar vazamento de um fluido usado para limpar e lubrificar a broca que auxiliava na perfuração. Caso a exploração de petróleo se concretize, cidades litorâneas do Pará e Amapá, especialmente Oiapoque, devem receber os royalties, em um fluxo de dinheiro inédito ali. Os recursos são uma compensação financeira paga pelas empresas produtoras, no caso a Petrobras, como remuneração pela exploração de recursos não renováveis. A cidade que mais recebe royalties no Brasil, Maricá (RJ), arrecadou R$ 2,6 bilhões em 2025. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a exploração da Margem Equatorial pode elevar o PIB do Amapá em até 61,2%, além de gerar cerca de 54 mil empregos diretos e indiretos. O Amapá é hoje o Estado com o terceiro menor PIB do Brasil, à frente apenas de Acre e Roraima. Em Oiapoque, pouco se cogita a possibilidade desses royalties não se concretizarem, e só a especulação já tem mudado a dinâmica da cidade e trazido migrantes de outros municípios, outros Estados e até outros países, como a própria Sheila. "Eu vim também pela melhoria que eu tenho certeza que o petróleo vai trazer para o município. É a expectativa de todos os moradores", diz a moradora do Belo Monte, bairro que está na zona de expansão da cidade movida pelos migrantes. Essa região, nos arredores do aeródromo de Oiapoque, sofreu uma transformação drástica nos últimos anos, com desmatamento e construção de centenas de casas em ocupações sem nenhuma estrutura. Nas contas de Zione de Paiva, conhecida como a Loira do Belo Monte, presidente da associação do bairro, mais de cem casas foram construídas só ali no último ano, chegando a 450. "São pessoas que estão vindo para Oiapoque atrás de um emprego, atrás de uma oportunidade", diz Loira. Além do Belo Monte, ocupações ainda mais recentes, como Areia Branca, Nova Conquista e Independência, tem visto, dia após o outro, novas construções subindo e novos moradores chegando. Crédito, Acervo pessoal Legenda da foto, Sheila Cals voltou da Guiana Francesa para morar em nova ocupação no Oiapoque A Prefeitura de Oiapoque, cujo comando está nas mãos de Delegado Inácio (PDT), eleito em abril de 2026 em uma eleição suplementar convocada após a cassação de Breno Almeida (PP) por compra de votos, não contabiliza os novos moradores que estão chegando. Mas alguns dados dão algumas pistas. Para 2026, havia 807 novos estudantes interessados em vagas nas escolas municipais, informou em ofício à BBC News Brasil a Secretaria de Educação do Oiapoque. O número representa um acréscimo de 16% de alunos na rede municipal, que tinha cerca de 5 mil alunos. Segundo a secretaria, aberturas de anexos e utilização de estruturas estão sendo feitas para atender "a chegada massiva de moradores em busca de emprego, impulsionada pela expectativa de extração de petróleo na margem equatorial". Já a secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação informou verificar "um índice de crescimento considerável nos últimos anos", apesar de não ter uma contagem. Somente em 2025, foram emitidos cerca de 800 alvarás de construções e transferências, "reflexo direto do investimento em obras comerciais e residenciais" nos últimos anos. O geógrafo Edenilson Moura, professor na Universidade Federal do Amapá (Unifap), no campus Binacional de Oiapoque, tem fotografado as novas construções pelas ruas justamente para documentar as transformações na cidade. "A cidade está cheia de edificações sendo construídas. Não são prédios muito altos, como em outros padrões de verticalização de distintas realidades urbanas brasileiras, mas hoje já percebo edifícios de quatro, cinco pavimentos sendo erguidos. Isso por si só já demonstra um novo modelo de organização do espaço urbano de Oiapoque", diz Moura. Crédito, Edenilson Moura/Acervo pessoal Legenda da foto, Novas construções se espalham também na área central da cidade Com a prospecção de petróleo em andamento, Oiapoque tem sido base da Petrobras. A empresa reformou o aeroporto para receber voos fretados da Azul levando funcionários que chegam de Macapá e partem dali em helicópteros para plataformas em alto mar. Com a chegada de funcionários e de migrantes, também crescem os aluguéis. Uma moradora relatou que o valor pago subiu de R$ 1,2 mil para R$ 1,9 mil de um mês para o outro. Uma empresária que aluga um estacionamento diz que o valor cobrado dobrou no último ano. Mas, além do aumento da demanda, a cidade tem vivido um cenário de especulação, avalia a corretora de imóveis Ivete Sarmento. Segundo ela, no mercado está havendo um desequilíbrio entre os que cobram valores realistas e os que reajustam sem controle. "Você olha o valor e pensa: de onde a pessoa tirou isso, sabe?", ela diz. "Tem pessoas que estão usando do oportunismo desses boatos de que vai ganhar muito dinheiro muito rapidamente. Enfim, uma ilusão", diz Sarmento. Para a corretora, a disparada de preços de aluguéis na cidade pode ter efeito cascata até em alimentos, algo tradicionalmente caro na cidade fronteiriça. "A partir do momento que você aluga um imóvel caro, o empresário que alugou vai ter que colocar esse valor dentro do produto dele para poder vender", diz. Oiapoque está elaborando seu primeiro plano diretor, o que pode balizar o preço do metro quadrado. Novos bairros Crédito, Uesclei Costa Legenda da foto, Mesma região registrada em 2021 e em setembro de 2025, em fotografias que mostram o avanço de desmatamento e aumento da ocupação A região que simboliza a nova fase do Oiapoque é uma área que vai das margens da BR-156, antes da chegada ao centro da cidade, até perto da comunidade Vila Vitória. É um terreno com mais de três quilômetros de comprimento. O início dessa ocupação começa ainda nos anos 2000, em uma área que foi invadida perto do aeroporto da cidade, hoje chamado de bairro Infraero, o único em que algumas famílias possuem o título das suas propriedades. Em 2017, diante dessa primeira ocupação, a Aeronáutica, dona original da área, doou 213 hectares para a prefeitura, no intuito de regularização fundiária das famílias. "A prefeitura não se mobilizou para fazer um projeto, uma cidade planejada. Então, ela permitiu que as pessoas fossem invadindo de qualquer jeito", lembra a corretora Ivete Sarmento, há 23 anos na cidade. A expansão sobre o terreno de mata continuou especialmente a partir de 2020, sempre junto à expectativa de tempos melhores para Oiapoque. Surgiram ali na sequência as ocupações dos bairros de Belo Monte e Nova Conquista. Nos últimos três anos, vieram o Areia Branca, a Matinha e o Independência. Diante da expansão sem controle, a prefeitura entrou em 2025 com um processo de reintegração de posse de toda a área, mas o Tribunal de Justiça do Amapá determinou uma mediação, visto que há "traços típicos de um conflito fundiário coletivo de grande escala, envolvendo extensa área urbana ocupada há mais de uma década". A ideia é que sejam impedidas novas construções e uma organização da área ocupada. Para o professor Edenilson Moura, a história do Oiapoque e desses novos bairros revela uma cidade que vive de expectativas por ciclos econômicos, como a arrastada construção da Ponte Binacional que liga o Amapá à Guiana Francesa e promessa de facilidade de visto para transitar entre os dois territórios. "Mas às vezes o desenvolvimento social não chega da forma que as pessoas imaginam", diz Moura. A ponte ligando Oiapoque a Saint-Georges foi inaugurada em 2017, mas a cobrança dos franceses de mais de 60 euros (R$ 376) em visto e taxas de seguro por carro nunca fez o tráfego deslanchar. A travessia em pequenos barcos, que escapam da fiscalização, segue sendo a mais utilizada. Ainda sem o petróleo, a economia da cidade é baseada no comércio fronteiriço, especialmente de franceses que viajam para comprar produtos mais baratos, além da pesca e da agricultura. Os bairros mais novos, em geral, estão sendo ocupados com casas muito simples, de madeira, em ruas de terra e até sem acesso à água. Segundo relatos feitos à reportagem, além dos que chegaram pela necessidade de moradia, outro grupo ocupou vários lotes, na expectativa de revenderem mais na frente, se a fartura do petróleo chegar. "Os órgãos fizeram vista grossa e foram deixando", diz a bióloga Joessy de Cássia, que começou a construir sua casa em 2024 na recém-criada ocupação do Independência e virou a presidente da associação dos moradores. Segundo ela, inicialmente a ocupação surgiu porque a cidade inchada não tinha mais para onde crescer. Oiapoque fica às margens de um rio, cercada por áreas militares e de preservação. Mas que agora, com o início da prospecção da Petrobras, toda a ocupação acelerou. "Bastou as pessoas fazerem a primeira derrubada de árvores para o povo se proliferar", diz Joessy. Crédito, Joessy de Cássia/Acervo pessoal Legenda da foto, Ocupação Independência foi uma das últimas a surgir Mesmo com a falta de estrutura urbana, novos moradores seguem construindo suas casas para um futuro que consideram promissor. Elis Pereira, de 47 anos, vive há 25 na Guiana Francesa, onde trabalha no ramo alimentício junto ao marido. Ela começou a construir uma casa no Oiapoque para uma nova fase na vida. "Decidi voltar às minhas raízes. A França vem sofrendo uma crise há anos e, com isso, os impostos são altíssimos, o custo de vida é alto, tudo é caro", diz Elis. "Oiapoque é um dos melhores lugares para se viver no momento. Com a entrada da Petrobras, valorizou demais. Com qualquer empreendimento, você ganha dinheiro." Como funcionários da Petrobras têm se instalado na cidade, o comércio tem se aquecido com os novos consumidores. Além da subida nos aluguéis, hotéis também estão com alta procura. Em nota à BBC News Brasil, a Petrobras disse que gera "impactos positivos" com sua presença na região, como geração de emprego e aumento de arrecadação, diante da maior demanda por serviços na cidade. Mas a empresa disse que não é sua função realizar obras de urbanização e infraestrutura no município. A Petrobras disse que mantém projetos sociais e ambientais ativos na Margem Equatorial, área que vai do Rio Grande do Norte ao Amapá. Não foi especificado quantos atendem especificamente a população de Oiapoque. Crédito, Joessy de Cássia/Acervo pessoal Legenda da foto, Novos bairros de Oiapoque não contam com nenhuma infraestrutura urbana Enquanto as promessas de regularização e urbanização não se concretizam e os royalties ainda não chegam, as presidentes das associações de moradores dizem que já não há mais espaço para novos residentes, pois todos os terrenos, mesmo sem casas, já foram ocupados. Elas esperam agora que a região passe para uma nova etapa, com mais organização e infraestrutura, diante dos recursos prometidos que chegarão ao município. "Mas olha, vou te dizer, Oiapoque está crescendo em população, mas não em desenvolvimento", define Sheila Cals, recém-chegada à cidade. Os moradores, novos e velhos, também acompanham atentos o que está acontecendo em alto mar, no poço da Petrobras. Será que vai ter petróleo viável para ser explorado ali? Quando esses recursos chegarão? E o que acontece se o petróleo vazar — motivo de preocupação entre os ambientalistas críticos ao projeto? Para Sheila, que apostou suas fichas na mudança a Oiapoque, o projeto precisa andar. "Até a data de hoje, eu não soube de nenhum acidente com a Petrobras na exploração de petróleo. Essa conversa para não liberar petróleo é coisa política", avalia. Já para Loira, presidente da associação de moradores do Belo Monte, há uma preocupação generalizada, mesmo entre os que estão torcendo pelo projeto. "A gente tem receio, sim, porque se houver vazamento de petróleo, vai afetar muitas famílias que vivem da pesca e dependem desse rio", avalia. "Mas, para muita gente que depende de emprego, a expectativa é maior do que o receio", ela conclui. Mapa feito por Caroline Souza, da equipe de jornalismo visual da BBC News Brasil
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Smartwatches com IA, AMOLED e muito mais: veja uma seleção em promoção na Amazon Os smartwatches evoluíram muito nos últimos anos e hoje vão muito além de mostrar horas ou contar passos. Com monitoramento de saúde, integração com inteligência artificial e design cada vez mais sofisticado, esses relógios inteligentes se tornaram companheiros do dia a dia. Separamos três opções que estão em destaque na Amazon e valem a atenção — confira: Smartwatch com IA ChatGPT e Tela AMOLED 1.43” (Grafite + Azul) Um dos diferenciais deste relógio é a integração com o ChatGPT, que permite interações por voz com inteligência artificial diretamente do pulso. A tela AMOLED de 1,43 polegadas garante uma visualização nítida e vibrante, enquanto a resistência à água 3ATM oferece tranquilidade para o uso no dia a dia. O kit inclui duas pulseiras — grafite e azul — e o dispositivo monitora frequência cardíaca, qualidade do sono e suporta mais de 100 modalidades esportivas. Compatível com iOS e Android. Ver na Amazon → Haiz Smartwatch My Watch I Fit 44mm Preto (HZ-ZL02D) Com visual robusto e caixa de 44mm, o Haiz My Watch I Fit é uma opção acessível para quem quer entrar no universo dos smartwatches sem abrir mão de funcionalidades essenciais. Conta com certificação IP67 de resistência à água e ao pó, monitoramento de saúde e notificações do smartphone diretamente no pulso. Um relógio direto ao ponto, ideal para uso cotidiano. Ver na Amazon → AURAFIT Smartwatch com IA Voice e Tela HD 1.52” O AURAFIT aposta em uma tela HD generosa de 1,52 polegadas e em assistente de voz com inteligência artificial para facilitar o uso no dia a dia. Faz chamadas via Bluetooth, suporta mais de 100 modos esportivos e é resistente à água com certificação IP67. Pensado tanto para o público feminino quanto masculino, é compatível com Android e iOS, tornando-se uma escolha versátil para diferentes perfis de usuário. Ver na Amazon → Os estoques dessas ofertas podem mudar a qualquer momento, então vale acessar os links agora para garantir o seu. Aproveite a seleção e escolha o smartwatch que melhor combina com o seu estilo e rotina. Aviso: este artigo contém um ou mais links gerados a partir de um programa de afiliados. O valor não muda para você e o Olhar Digital poderá receber uma comissão. Nenhuma empresa participou da escolha para os links e não existiu aprovação prévia deste conteúdo, que segue independente como sempre foi.
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Perguntas Frequentes sobre AZUL3
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