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Casamento de Taylor Swift e Travis Kelce une fortunas de US$ 2 bilhões e US$ 90 milhões
The New York Times Em meio à especulação e à empolgação sobre o casamento da cantora Taylor Swift e do jogador de futebol americano Travis Kelce, há uma verdade econômica: não se trata apenas de um matrimônio unindo duas vidas. É também a fusão de duas marcas enormes e lucrativas. É provável Swift e Kelce terão um acordo pré-nupcial para como lidar com seus bens em caso de divórcio ou morte. Swift —com patrimônio líquido estimado em US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões)— é a primeira musicista a alcançar o status de bilionária principalmente por meio de sua carreira como cantora e compositora, em detrimento da abertura de empresas. Seu portfólio imobiliário se estende por Nova York, Tennessee, Rhode Island e Califórnia e sua turnê global "The Eras Tour" gerou US$ 2 bilhões em vendas de ingressos. Kelce tem um patrimônio líquido estimado entre US$ 70 milhões (R$ 362 milhões) e US$ 90 milhões (R$ 465 milhões), acumulado por meio de seu contrato com a NFL, liga nacional dos EUA de futebol americano, suas parcerias com marcas, seu podcast esportivo "New Heights" e outros investimentos. Taylor Swift casou-se com o jogador de futebol americano Travis Kelce na sexta-feira, 3 de julho - Patrick Smith - 26.ago.2025/AFP Com esse tipo de riqueza em jogo, um acordo pré-nupcial definiria o que aconteceria com as finanças do casal em caso de divórcio e os ajudaria a evitar uma separação confusa e polêmica. Questionado, um representante do Swift Group, grupo de consultoria financeira fundado pelo pai da cantora, Scott Swift, disse que a empresa não poderia responder a perguntas sobre se o casal tem um acordo pré-nupcial. "Não é romântico, não é sexy, mas é sobre ter clareza e proteger o que cada pessoa construiu antes de se conhecerem", disse Vikki Ziegler, advogada de divórcio e sócia-fundadora do Ziegler Law Group. "Eles tiveram uma vida antes, uma vida muito bem-sucedida, por sinal." "Esse divórcio, sem acordo pré-nupcial, seria o mais confuso que vimos em muito tempo", acrescentou. Ziegler disse que já lutou por uma variedade de bens em nome de seus clientes durante um divórcio, desde pinturas de Jean-Michel Basquiat até coleções de vinho avaliadas em US$ 5 milhões (R$ 25,8 milhões). A especialista palpita que o maior ativo que Swift desejaria proteger seria sua propriedade intelectual. Cerca de US$ 800 milhões (R$ 4,1 bilhões) da fortuna da artista vêm de royalties e turnês, de acordo com a Lista de Bilionários da Forbes. Ela tem mais de 100 milhões de reproduções no Spotify todos os meses. Em fevereiro, a IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica), uma organização que representa a indústria fonográfica, confirmou que Swift foi a artista mais vendida globalmente em 2025, pelo sexto ano consecutivo. Marilyn Chinitz, sócia da Blank Rome que assessorou Tom Cruise em seu divórcio de Katie Holmes em 2012, disse que o catálogo musical de Swift é sua "joia da coroa". "Se eu fosse uma mulher de apostas —e eu sou— diria que este acordo será o que chamamos de acordo baseado em titularidade", disse ela. "Tudo o que está em nome de Taylor, agora e no futuro, permanecerá como propriedade separada dela. E ela tem muito a proteger." Swift tem sido ferozmente protetora de sua propriedade intelectual. Ela regravou vários álbuns e os lançou como "Taylor's Version" depois que Scooter Braun, um investidor e ex-empresário musical, adquiriu os direitos de suas músicas antigas. Ela recomprou esses direitos no ano passado. Chinitz, que também assessorou Belle Burden, uma autora que escreveu sobre seu acordo pré-nupcial em suas memórias, "Estranhos" (a ser publicado no Brasil pela editora Record em agosto), acrescentou que foi o acordo pré-nupcial de Cruise e Holmes que garantiu um divórcio tranquilo entre os atores. A custódia dos filhos, que não pode ser detalhada em um acordo pré-nupcial nos Estados Unidos, é a única questão que os pais precisam negociar no momento da separação. Uma parte crítica de um acordo pré-nupcial é classificar os bens que os cônjuges acumulam após o casamento como separados ou conjuntos. Sem esse contrato, cada estado tem suas próprias regras sobre como as finanças de um casal devem ser divididas. Na Califórnia, por exemplo, é uma distribuição clara de 50-50. Estados como Nova York estabelecem uma "distribuição equitativa" com base nas circunstâncias financeiras de cada pessoa. O contrato também estabelece qual lei estadual se aplicaria a quaisquer questões relacionadas ao divórcio e ao acordo pré-nupcial. Vários advogados de direito de família disseram que o acordo de Swift e Kelce provavelmente manteria todos os seus bens separados. Também é improvável que concordem em pagar pensão alimentícia um ao outro, porque é improvável que precisem. Taylor Swift avisa os fãs que casou-se com Travis Kelce por meio de tela na fachada do Madison Square Garden, onde aconteceu a festa da união. A televisão exibe a expressão "recém-casados" em inglês e as iniciais dos noivos, "T&T" - Adam Gray/Reuters Celebridades têm outra questão única que normalmente abordam em acordos pré-nupciais: confidencialidade. Esse geralmente é o ponto de partida ao redigir o acordo, disse Lauren Crane, sócia da Bender and Crane, um escritório americano de advocacia matrimonial. Cláusulas de confidencialidade impedem que casais falem sobre os detalhes de seu casamento ou divórcio, garantindo que essa parte de suas vidas permaneça privada. Mas Ziegler disse que pediria uma exceção nessa cláusula para Swift. "Eu provavelmente faria uma exceção vinculada ao seu trabalho como compositora, porque sua arte é seu negócio", disse ela. "É isso que gera sua riqueza", acrescentou. "Ela fala sobre amor e sobre desilusões amorosas. Eu provavelmente excluiria qualquer coisa que ela dissesse sobre ele na cláusula de confidencialidade do acordo pré-nupcial." Advogados de divórcio que trabalham com celebridades e casais ricos já viram uma variedade de disposições incluídas em acordos pré-nupciais, desde cláusulas de "mau comportamento", que incluem penalidades para maridos adúlteros, até cláusulas de ganho de peso, punindo esposas que ultrapassam um certo número na balança. Essas raramente são aplicáveis, porém, disseram os advogados. Além dos bens tipicamente possuídos pelos ricos —imóveis, carros, joias, obras de arte, artigos de luxo e bolsas, para citar alguns— estão os animais de estimação. Swift, que abraçou a reputação de ser uma "cat lady" após uma piada do vice-presidente JD Vance, e Kelce também podem ter que considerar o que acontece com seus animais de estimação, se adotarem algum após o casamento. Segundo a lei de Nova York, por exemplo, animais de estimação não são tratados como propriedade pessoal. Os tribunais precisam considerar o melhor interesse dos "animais de companhia" durante um processo de divórcio. Um acordo pré-nupcial não importa apenas quando um casal se separa — ele também esclarece o que acontece com as finanças de um casal quando um deles morre. Uma cláusula que precisaria ser abordada se o acordo pré-nupcial fosse executado em Nova York é a cláusula de "parte eletiva", que automaticamente dá um terço do patrimônio do cônjuge falecido ao seu parceiro. "Não consigo imaginar que seja assim que eles gostariam que as coisas fossem", disse Ian Steinberg, advogado de direito de família da Berkman Bottger Newman and Schein.
Casamento de Taylor Swift e Travis Kelce une fortunas de US$ 2 bilhões e US$ 90 milhões
The New York Times Em meio à especulação e à empolgação sobre o casamento da cantora Taylor Swift e do jogador de futebol americano Travis Kelce, há uma verdade econômica: não se trata apenas de um matrimônio unindo duas vidas. É também a fusão de duas marcas enormes e lucrativas. É provável Swift e Kelce terão um acordo pré-nupcial para como lidar com seus bens em caso de divórcio ou morte. Swift —com patrimônio líquido estimado em US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões)— é a primeira musicista a alcançar o status de bilionária principalmente por meio de sua carreira como cantora e compositora, em detrimento da abertura de empresas. Seu portfólio imobiliário se estende por Nova York, Tennessee, Rhode Island e Califórnia e sua turnê global "The Eras Tour" gerou US$ 2 bilhões em vendas de ingressos. Kelce tem um patrimônio líquido estimado entre US$ 70 milhões (R$ 362 milhões) e US$ 90 milhões (R$ 465 milhões), acumulado por meio de seu contrato com a NFL, liga nacional dos EUA de futebol americano, suas parcerias com marcas, seu podcast esportivo "New Heights" e outros investimentos. Taylor Swift casou-se com o jogador de futebol americano Travis Kelce na sexta-feira, 3 de julho - Patrick Smith - 26.ago.2025/AFP Com esse tipo de riqueza em jogo, um acordo pré-nupcial definiria o que aconteceria com as finanças do casal em caso de divórcio e os ajudaria a evitar uma separação confusa e polêmica. Questionado, um representante do Swift Group, grupo de consultoria financeira fundado pelo pai da cantora, Scott Swift, disse que a empresa não poderia responder a perguntas sobre se o casal tem um acordo pré-nupcial. "Não é romântico, não é sexy, mas é sobre ter clareza e proteger o que cada pessoa construiu antes de se conhecerem", disse Vikki Ziegler, advogada de divórcio e sócia-fundadora do Ziegler Law Group. "Eles tiveram uma vida antes, uma vida muito bem-sucedida, por sinal." "Esse divórcio, sem acordo pré-nupcial, seria o mais confuso que vimos em muito tempo", acrescentou. Ziegler disse que já lutou por uma variedade de bens em nome de seus clientes durante um divórcio, desde pinturas de Jean-Michel Basquiat até coleções de vinho avaliadas em US$ 5 milhões (R$ 25,8 milhões). A especialista palpita que o maior ativo que Swift desejaria proteger seria sua propriedade intelectual. Cerca de US$ 800 milhões (R$ 4,1 bilhões) da fortuna da artista vêm de royalties e turnês, de acordo com a Lista de Bilionários da Forbes. Ela tem mais de 100 milhões de reproduções no Spotify todos os meses. Em fevereiro, a IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica), uma organização que representa a indústria fonográfica, confirmou que Swift foi a artista mais vendida globalmente em 2025, pelo sexto ano consecutivo. Marilyn Chinitz, sócia da Blank Rome que assessorou Tom Cruise em seu divórcio de Katie Holmes em 2012, disse que o catálogo musical de Swift é sua "joia da coroa". "Se eu fosse uma mulher de apostas —e eu sou— diria que este acordo será o que chamamos de acordo baseado em titularidade", disse ela. "Tudo o que está em nome de Taylor, agora e no futuro, permanecerá como propriedade separada dela. E ela tem muito a proteger." Swift tem sido ferozmente protetora de sua propriedade intelectual. Ela regravou vários álbuns e os lançou como "Taylor's Version" depois que Scooter Braun, um investidor e ex-empresário musical, adquiriu os direitos de suas músicas antigas. Ela recomprou esses direitos no ano passado. Chinitz, que também assessorou Belle Burden, uma autora que escreveu sobre seu acordo pré-nupcial em suas memórias, "Estranhos" (a ser publicado no Brasil pela editora Record em agosto), acrescentou que foi o acordo pré-nupcial de Cruise e Holmes que garantiu um divórcio tranquilo entre os atores. A custódia dos filhos, que não pode ser detalhada em um acordo pré-nupcial nos Estados Unidos, é a única questão que os pais precisam negociar no momento da separação. Uma parte crítica de um acordo pré-nupcial é classificar os bens que os cônjuges acumulam após o casamento como separados ou conjuntos. Sem esse contrato, cada estado tem suas próprias regras sobre como as finanças de um casal devem ser divididas. Na Califórnia, por exemplo, é uma distribuição clara de 50-50. Estados como Nova York estabelecem uma "distribuição equitativa" com base nas circunstâncias financeiras de cada pessoa. O contrato também estabelece qual lei estadual se aplicaria a quaisquer questões relacionadas ao divórcio e ao acordo pré-nupcial. Vários advogados de direito de família disseram que o acordo de Swift e Kelce provavelmente manteria todos os seus bens separados. Também é improvável que concordem em pagar pensão alimentícia um ao outro, porque é improvável que precisem. Taylor Swift avisa os fãs que casou-se com Travis Kelce por meio de tela na fachada do Madison Square Garden, onde aconteceu a festa da união. A televisão exibe a expressão "recém-casados" em inglês e as iniciais dos noivos, "T&T" - Adam Gray/Reuters Celebridades têm outra questão única que normalmente abordam em acordos pré-nupciais: confidencialidade. Esse geralmente é o ponto de partida ao redigir o acordo, disse Lauren Crane, sócia da Bender and Crane, um escritório americano de advocacia matrimonial. Cláusulas de confidencialidade impedem que casais falem sobre os detalhes de seu casamento ou divórcio, garantindo que essa parte de suas vidas permaneça privada. Mas Ziegler disse que pediria uma exceção nessa cláusula para Swift. "Eu provavelmente faria uma exceção vinculada ao seu trabalho como compositora, porque sua arte é seu negócio", disse ela. "É isso que gera sua riqueza", acrescentou. "Ela fala sobre amor e sobre desilusões amorosas. Eu provavelmente excluiria qualquer coisa que ela dissesse sobre ele na cláusula de confidencialidade do acordo pré-nupcial." Advogados de divórcio que trabalham com celebridades e casais ricos já viram uma variedade de disposições incluídas em acordos pré-nupciais, desde cláusulas de "mau comportamento", que incluem penalidades para maridos adúlteros, até cláusulas de ganho de peso, punindo esposas que ultrapassam um certo número na balança. Essas raramente são aplicáveis, porém, disseram os advogados. Além dos bens tipicamente possuídos pelos ricos —imóveis, carros, joias, obras de arte, artigos de luxo e bolsas, para citar alguns— estão os animais de estimação. Swift, que abraçou a reputação de ser uma "cat lady" após uma piada do vice-presidente JD Vance, e Kelce também podem ter que considerar o que acontece com seus animais de estimação, se adotarem algum após o casamento. Segundo a lei de Nova York, por exemplo, animais de estimação não são tratados como propriedade pessoal. Os tribunais precisam considerar o melhor interesse dos "animais de companhia" durante um processo de divórcio. Um acordo pré-nupcial não importa apenas quando um casal se separa — ele também esclarece o que acontece com as finanças de um casal quando um deles morre. Uma cláusula que precisaria ser abordada se o acordo pré-nupcial fosse executado em Nova York é a cláusula de "parte eletiva", que automaticamente dá um terço do patrimônio do cônjuge falecido ao seu parceiro. "Não consigo imaginar que seja assim que eles gostariam que as coisas fossem", disse Ian Steinberg, advogado de direito de família da Berkman Bottger Newman and Schein.
França prende casal acusado de roubar criptomoedas usando óculos equipados com câmeras
Autoridades francesas prenderam dois suspeitos de executar um golpe elaborado após um ano de investigação. A dupla é acusada de roubar 1,5 milhão de euros (R$ 8,9 milhões) em criptomoedas. A mídia local descreveu o caso como algo parecido com um roteiro de filme de espionagem. Isso porque os suspeitos teriam usado óculos com câmeras ocultas para obter acesso às criptomoedas das vítimas em uma falsa negociação de imóvel. Ganhe R$ 50 em Bitcoin direto na sua conta. Abra sua conta na Mynt e receba o cashback. Use o cupom:LIVE50 Abra sua conta na Mynt e receba o cashback. Use o cupom:LIVE50 Mynt.com.br Golpistas mostraram interesse em casa de alto padrão O golpe teria iniciado por volta de abril de 2025, quando as vítimas colocaram um imóvel de € 10 milhões (R$ 59,3 milhões) à venda. Pouco depois, uma dupla que afirmava atuar como intermediária de um rico cliente italiano interessado na casa entrou em contato. Segundo o jornal ICI, os acusados seriam um casal na casa dos 30 anos. O primeiro encontro entre as partes aconteceu em Milão, na Itália. Para atrair a atenção das vítimas, eles afirmavam que seu suposto cliente estava muito interessado no imóvel e disposto a pagar um valor acima do pedido. No entanto, eles exigiam que os proprietários depositassem uma quantia de € 1,5 milhão (R$ 8,9 milhões) para cobrir os custos da transação, algo incomum no mercado imobiliário. Indo além, também exigiam que esse valor estivesse em criptomoedas. Câmeras ocultas em óculos teriam sido usadas para copiar as chaves privadas da carteira de criptomoedas Após as vítimas reunirem a quantia requerida, as partes voltaram a se encontrar em Milão, onde acontece o roubo. Segundo as autoridades locais, os golpistas pediram para as vítimas mostrarem sua conta de criptomoedas para confirmar a existência do valor. No entanto, a dupla teria capturado informações sensíveis da carteira, como chaves-privadas ou frases-semente, utilizando óculos com câmeras escondidas. Logo após esse encontro, as criptomoedas foram movidas da carteira. Embora os textos da mídia francesa não deem detalhes técnicos sobre esta parte, é possível imaginar que os golpistas tiveram lábia para fazer as vítimas mostrarem suas chaves privadas para provar o controle dos fundos, ou algo semelhante. Outro ponto é que as vítimas não pareciam ter familiaridade com criptomoedas, o que pode ter facilitado o golpe. Dupla foi presa no fim de junho Após um ano de investigação pela Gassin–Saint-Tropez, sob pedido do Ministério Público de Draguignan, as autoridades identificaram ambos os suspeitos e os prenderam no dia 25 de junho em Cavalaire-sur-Mer, ao sul da França. Segundo a denúncia, a dupla pulverizou as criptomoedas roubadas em diversas contas e, por conta disso, não foi comprovada a lavagem de dinheiro. No entanto, a Justiça conseguiu identificar e apreender três imóveis avaliados em 1,9 milhão de euros na Côte d’Azur que estavam nos nomes dos golpistas.