PA

PATC11

Fundos Imobiliários

Patria Edificios Corporativos Fundo Investimento Imobiliario FII

CNPJ: 30048651000112

Preço Atual
R$ 40,39
+0.98%
Abertura
R$ 40,40
Fec. Ant: R$ 40,39
Variação Dia
Min: R$ 40,39
Max: R$ 40,40
52 Semanas
Mín: R$ 36,01
Máx: R$ 50,28
Volume
20
Moeda: BRL

Oscilação dos Últimos 12 Meses

Carregando gráfico...

Indicadores de Valuation

Dividend Yield
1.00%
P/VP
1.17
VPA
R$ 34,33
Enterprise Value
R$ 0,00 Mi
Valor de Mercado
R$ 0,00 Mi

Indicadores de Endividamento

Dívida Líquida
R$ 0,00 Mi

Indicadores de Eficiência

Indicadores de Rentabilidade

Indicadores de Crescimento

Sobre a PATC11

Setor
Fundos Imobiliários
Indústria
Outros
Market Cap
N/A
Descrição do Negócio

O PATRIA EDIFICIOS CORPORATIVOS FII (PATC11) é um fundo de investimento imobiliário listado na B3. O fundo possui mandato de não informado e atua no segmento de Outros, com gestão Ativa.

Administrador do Fundo
Nome
MAF DTVM
CNPJ
36864992000142
Telefone
(11) 3509-0600
Endereço
Rua Alves Guimarães, 1216, Pinheiros — São Paulo/SP - CEP 05410-002

Dividendos

RENDIMENTO R$ 0,0500
Pagamento: 09/06/2026
RENDIMENTO R$ 0,0500
Pagamento: 11/05/2026
RENDIMENTO R$ 0,0500
Pagamento: 09/04/2026
RENDIMENTO R$ 0,0500
Pagamento: 09/03/2026
RENDIMENTO R$ 0,0500
Pagamento: 09/02/2026
RENDIMENTO R$ 0,0500
Pagamento: 09/01/2026
RENDIMENTO R$ 0,0500
Pagamento: 08/12/2025
RENDIMENTO R$ 0,0500
Pagamento: 10/11/2025
RENDIMENTO R$ 0,0500
Pagamento: 08/10/2025
RENDIMENTO R$ 0,0500
Pagamento: 08/09/2025

Notícias relacionadas

Fundo imobiliário anuncia menor dividendo de sua história; gestora explica queda – Money Times
Fundos Imobiliários Brasileiros 01/07/2026

Fundo imobiliário anuncia menor dividendo de sua história; gestora explica queda – Money Times

Fundo imobiliário anuncia menor dividendo de sua história; gestora explica queda (Imagem: Pixabay/ 1820796) O fundo imobiliário BB Premium Malls (BBIG11) anunciou que pagará R$ 0,02 por cota em dividendos no próximo dia 15 de julho, no menor valor repassado desde o início de suas operações, em abril de 2024. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Na comparação com a distribuição do mês anterior, que somou R$ 0,07 por papel, o rendimento sofreu uma queda de aproximadamente 71%. O novo pagamento tem como referência os resultados apurados pelo FII em junho, que ainda não foram divulgados, e a data-base, ou seja, o último dia de negociação “com” direito ao provento, foi ontem (30). Por que o dividendo caiu? Segundo a BB Asset, administradora e gestora do fundo, a redução do dividendo decorre de “despesas extraordinárias e não recorrentes” que impactaram o resultado do período. De acordo com a casa, que ainda não informou quais foram os gastos, esses dispêndios, porém, não devem influenciar os números dos próximos meses. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE “Importante destacar que não há alteração da estratégia de investimentos, política de gestão ou qualidade dos ativos integrantes da carteira. A BB Asset reforça que as despesas mencionadas possuem caráter pontual, não afetando os próximos exercícios”, afirmou em comunicado divulgado ao mercado. “A BB Asset segue comprometida com a gestão diligente dos recursos e com a transparência na prestação de informações aos seus cotistas. Mais informações serão disponibilizadas no relatório gerencial de junho”, acrescentou. O que mostrou o último relatório do fundo Em maio, o BBIG11 apurou R$ 5,9 milhões em receitas imobiliárias, provenientes do desempenho dos shoppings Pátio Paulista, Pátio Higienópolis e Rio Sul, onde possui participações. Na ocasião, o veículo registrou também R$ 1,08 milhão em ganhos financeiros, referentes a juros de operações e rendimentos de aplicações. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Já as despesas financeiras, por sua vez, somaram R$ 5,2 milhões, refletindo, segundo o próprio fundo, juros e amortizações dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) estruturados para antecipação dos recebíveis dos shoppings. Nesse contexto, a gestão explicou, ainda em maio, que a distribuição havia sido mantida em R$ 0,07 por cota para ficar em linha com o aumento pontual das despesas, com o processo de redução da alavancagem e com o ganho de capital previsto para ocorrer gradualmente ao longo do primeiro semestre de 2026. No acumulado dos últimos 12 meses, o BBIG11 repassou R$ 0,94 por cota em dividendos aos seus cotistas, o equivalente a um dividend yield (DY) de 13,7% no período, conforme dados do Clube FII. Histórico de distribuição de dividendos do BBIG até maio/26 (Imagem: divulgação/ relatório gerencial) A estratégia do BBIG11 Com mais de 38 mil cotistas na bolsa de valores (B3), o BB Premium Malls tem como objetivo obter renda por meio da exploração imobiliária de shopping centers, bem como o ganho de capital mediante a compra e venda desses empreendimentos. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Atualmente, o seu portfólio é composto por participações em três centros de compra, além de aplicações em títulos públicos e cotas do XPML11, outro fundo imobiliário do segmento de shoppings. Carteira de ativos do BB Premium Malls em maio/26 (Imagem: divulgação/ relatório gerencial) CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Comprar apartamento na Vila Mariana lidera buscas de investidores, mas estratégia ‘alternativa’ pode render até 10 ‘aluguéis’ mensais
Fundos Imobiliários Brasileiros 01/07/2026

Comprar apartamento na Vila Mariana lidera buscas de investidores, mas estratégia ‘alternativa’ pode render até 10 ‘aluguéis’ mensais

Quem pretende investir em imóveis em São Paulo provavelmente já se deparou com a Vila Mariana durante as pesquisas. O bairro figura entre os termos mais buscados no Google por investidores interessados em comprar apartamentos para gerar renda com aluguel. A tendência também aparece em um levantamento do QuintoAndar, que coloca a Vila Mariana no topo do ranking dos bairros mais procurados para investimento imobiliário na capital paulista. A combinação de infraestrutura, mobilidade, universidades, hospitais e alta demanda por locação são os principais motivos pelos quais tantos investidores enxergam no bairro uma oportunidade para obter renda mensal com aluguel. Mas será que adquirir um apartamento para alugar ainda é a estratégia mais eficiente para transformar patrimônio em renda? Nos últimos anos, os fundos imobiliários (FIIs) passaram a disputar espaço com o imóvel físico justamente por oferecerem uma proposta semelhante: receber "aluguéis" mensais. Para entender qual estratégia pode fazer mais sentido simulamos dois cenários: a compra de um studio na Vila Mariana e a aplicação do mesmo valor em uma carteira de fundos imobiliários. Leia Também Tem R$ 500 mil para investir? Veja o retorno de apartamento na Vila Mariana e de aplicar em fundos imobiliários Se você está pensando em comprar um apartamento na Vila Mariana, deve estar preparado para fazer um investimento relativamente alto. De acordo com o QuintoAndar, o preço médio de um studio na região gira em torno de R$ 450 mil a R$ 800 mil. Assim, para essa simulação, consideramos um studio de aproximadamente 30 m², um quarto, um banheiro e sem vaga de garagem, à venda por R$ 500 mil na Vila Mariana: (Fonte: Viva Real) Suponha que o apartamento está em perfeito estado de conservação e você não terá de realizar nenhuma reforma antes de colocá-lo para locação. Assim, segundo a estimativa de aluguel do QuintoAndar, o imóvel poderia ser locado por cerca de R$ 3.464 mensais. No entanto, depois de descontar os custos com condomínio (R$ 600), IPTU (R$ 170) e taxas de administração, a renda líquida estimada cai para aproximadamente R$ 2.585 por mês. (Fonte: QuintoAndar) Ou seja, considerando o retorno líquido, estamos falando de um rendimento de 6,38% ao ano. Uma rentabilidade levemente acima da média registrada para a cidade de São Paulo na pesquisa FipeZap de maio (6,11% ao ano). Agora imagine investir exatamente os mesmos R$ 500 mil na seguinte carteira de fundos imobiliários: (Fonte: Empiricus Research) Considerando a carteira recomendada pela Empiricus Research, a aplicação de R$ 500 mil poderia ter gerado, em média, R$ 4.614,46 por mês em dividendos ao longo dos últimos 12 meses. É claro que, retornos passados não são garantia de retornos futuros. Contudo, tomando como base o valor líquido que o investidor recebe no aluguel do imóvel físico, estamos falando de um retorno potencial até 79% maior na estratégia com fundos imobiliários. Mas não é só isso. Enquanto o investidor que compra um apartamento concentra todo o patrimônio em um único imóvel, uma carteira de FIIs distribui o investimento entre diferentes segmentos do mercado imobiliário. Em outras palavras, você pode investir em galpões logísticos, lajes corporativas, shoppings, imóveis de renda urbana e títulos imobiliários, reduzindo riscos e aumentando as fontes de receita. Vale ainda destacar que, no caso do apartamento, você só vai conseguir investir se tiver os R$ 500 mil. Nos fundos imobiliários, é possível começar com muito menos. Obviamente, o valor a ser recebido será proporcional ao seu investimento. Contudo, você pode receber até 10 "aluguéis” em julho, com a estratégia de FIIs. Teste por 30 dias a estratégia de fundos imobiliários da Empiricus e tenha a chance de receber até 10 'aluguéis’ em julho Caio Araujo, analista de fundos imobiliários, é o responsável pela carteira de FIIs da Empiricus. Além de selecionar os ativos, o analista acompanha constantemente o mercado para realizar ajustes sempre que identifica oportunidades ou mudanças relevantes no cenário econômico. Isso permite que a carteira permaneça alinhada às melhores perspectivas para o setor. Como os fundos distribuem dividendos em datas diferentes, a composição do portfólio ainda oferece a possibilidade de receber pagamentos ao longo de praticamente todo o mês. Por isso, antes de comprometer R$ 500 mil na compra de um único imóvel, vale a pena conhecer a estratégia que busca transformar o mesmo patrimônio em até 10 'aluguéis’ mensais. Para quem aderir agora, a Empiricus está liberando gratuitamente por 30 dias o acesso à sua carteira recomendada de fundos imobiliários. Durante esse período, será possível conhecer os 10 FIIs que compõem o portfólio, entender os critérios utilizados na seleção dos ativos e acompanhar todas as atualizações feitas pelo analista responsável. E o melhor: os primeiros dividendos poderão começar a “pingar na sua conta” a partir de julho, desde que respeitadas as datas de elegibilidade de cada fundo. Além da carteira de fundos imobiliários, o período de acesso também inclui outras 10 carteiras recomendadas da Empiricus. Isso permitirá que o investidor conheça diferentes estratégias antes de decidir como alocar seu patrimônio. Se, ao final do período gratuito, a estratégia fizer sentido para seus objetivos, basta continuar seguindo as recomendações da carteira. Caso contrário, você poderá simplesmente encerrar o acesso, sem nenhum compromisso. Então, se você quer ter a chance de receber até 10 “aluguéis” a partir de julho, basta clicar no botão abaixo:

A nova fronteira do real estate: multifamily ganha escala e atrai fundos bilionários no Brasil
Fundos Imobiliários Brasileiros 01/07/2026

A nova fronteira do real estate: multifamily ganha escala e atrai fundos bilionários no Brasil

O estoque de multifamily deve crescer 67% até 2028, impulsionado por fundos bilionários da Brookfield e Kinea e pela expansão da Greystar Mas a consolidação do setor depende da participação de fundos imobiliários e de condições macroeconômicas favoráveis, como a queda de juros. A demanda por aluguel cresce devido ao alto custo de financiamento e à busca por imóveis com gestão profissional. O cenário faz com que os investimentos fiquem concentrados especialmente em empreendimentos para a classe média. Um levantamento da CBRE Brasil projeta que o estoque de empreendimentos residenciais para locação deve alcançar 20,6 mil unidades até 2028, um aumento de 67% em relação a 2025. Os empreendimentos multifamily no Brasil estão ganhando escala após anos de testes, com grandes investidores e operadores como Brookfield, Kinea e Greystar ampliando suas operações, mesmo em um cenário de juros elevados. Após anos de testes e investimentos pontuais, os empreendimentos multifamily começam a ganhar escala no Brasil. Nomes como Brookfield, Kinea Investimentos e Greystar ampliam suas apostas no segmento, mesmo em um cenário ainda desafiador de juros elevados. Levantamento da CBRE Brasil obtido pelo NeoFeed mostra que o estoque de empreendimentos residenciais para locação de short e long stay (de menos de 12 meses e mais de um ano, respectivamente) deve alcançar 20,6 mil unidades até 2028, alta de 67% em relação às 12,3 mil unidades em operação registradas no segundo semestre de 2025. Os números não incluem residenciais estudantis. Somente em 2026, o estoque total deve alcançar 16,1 mil, alta de 30,5%, de acordo com o levantamento da CBRE, sinalizando o avanço de uma tese que até pouco tempo despertava dúvidas entre investidores e operadores. “Estamos em um momento inicial da formação desse setor”, diz Danilo Monteiro, vice-presidente da CBRE Brasil. “O multifamily ainda é muito pequeno no Brasil, mas começa a atrair investidores institucionais que enxergam nele uma classe de ativos estratégica para portfólios de longo prazo.” A maioria dos projetos é destinado à classe média, público que representa metade da população brasileira, de acordo com levantamento da Tendências Consultoria, e em que Brookfield e Greystar, dois dos principais nomes do mercado, pretendem concentrar sua expansão nos próximos anos. A gestora canadense é a maior operadora da modalidade no País, com um portfólio que compreende 33 projetos distribuídos por oito cidades, entre elas cinco capitais. Das 6,2 mil unidades residenciais, cerca de 2,7 mil já estão em operação, e a ideia é encerrar 2026 com mais de 4 mil unidades em operação. A Brookfield tem R$ 25 bilhões em ativos sob gestão em real estate no Brasil. A estratégia para o multifamily combina aquisições, desenvolvimento e retrofit de edifícios existentes. A gestora comprou recentemente três projetos no Rio e adquiriu a operadora Tabas. A Brookfield também fechou, no começo de junho, um acordo com a Kinea para lançar um fundo imobiliário que pretende captar R$ 1,9 bilhão para incorporar mais de 4,5 mil unidades residenciais distribuídas em 22 projetos da gestora canadense. A Greystar, por sua vez, opera atualmente cerca de 2,5 mil unidades entre multifamily e residenciais estudantis e pretende alcançar aproximadamente 5,3 mil unidades em até dois anos, considerando projetos próprios e operações para terceiros. "Esse tíquete médio de R$ 4 mil, R$ 5 mil o pacote, é onde vamos ter uma demanda enorme", diz Cristiano Viola, diretor executivo de operações da Greystar no Brasil. Isso tem a ver com o fato dessa parcela do público estar muito pressionada pela alta dos juros. Enquanto as classes mais altas possuem recursos suficientes para comprar imóveis sem prejudicar significativamente as finanças e as mais baixas tem ajuda de programas governamentais, a classe média vê os juros pesar, levando muito ao aluguel. Simulações da CBRE com apartamentos de padrão médio em São Paulo mostram que a prestação de um financiamento pode superar em mais de R$ 1 mil por mês o valor de um aluguel equivalente. Essa questão chamou a atenção da Brookfield, que começou a estudar como implementar o multifamily no Brasil, em 2018, inspirada pela experiência que teve nos Estados Unidos. “Numa pesquisa que fizemos logo no começo, perguntamos: por que você está procurando aluguel e não comprando? A resposta quase sempre era a mesma: falta de dinheiro para a entrada, para mobiliar o apartamento ou para comprovar renda”, afirma André Lucarelli, vice-presidente sênior de investimentos em real estate da Brookfield. A demanda, porém, não está apenas ligada ao acesso à moradia. Segundo Lucarelli, existe também uma busca crescente por imóveis com gestão profissional e melhor experiência para o locatário, trazendo um outro público, que prefere alugar a comprar. “Percebemos que existia uma demanda muito forte por moradia de aluguel com qualidade e gestão profissional. O mercado era extremamente pulverizado, dominado por pessoas físicas e com uma experiência ruim para o locatário”, diz. Curva de aprendizado Apesar da demanda existir e os juros altos não serem uma novidade no Brasil, o multifamily demorou a decolar, com as primeiras experiências não sendo bem-sucedidas. Além do desafio de apresentar o conceito ao consumidor, investidores precisaram aprender a operar ativos de renda residencial de forma eficiente. “O multifamily teve um começo em que pouca gente sabia como operar”, disse Rodrigo Abbud, sócio e head de real estate do Patria Investimentos. “Começou com compra de estoque de incorporadora que estava encalhado para colocar para alugar e monetizar. Mas muitas vezes viu-se que não era a forma mais adequada.” Para Viola, da Greystar, muitos dos primeiros empreendimentos foram concebidos com a lógica da incorporação para venda, quando a dinâmica de um ativo voltado à renda é completamente diferente. “O incorporador vende o imóvel, entrega a chave e encerra seu trabalho. No multifamily, a operação começa quando o morador entra. É preciso manter o relacionamento, prestar serviços e garantir que o ativo preserve valor ao longo dos anos”, afirma. A curva de aprendizado envolveu desde a definição do tamanho ideal das unidades até a oferta de serviços, áreas comuns e soluções operacionais capazes de gerar ocupação e rentabilidade. O ambiente macroeconômico, com a Selic ficando um bom tempo na casa dos dois dígitos na última década, também dificultou a expansão. Segundo Monteiro, da CBRE, o multifamily exige um ciclo de investimento mais longo: compra do terreno, construção, locação e maturação da operação até atingir seu potencial de geração de renda. O segmento precisou competir nos últimos anos com o mercado residencial para venda, que oferecia retornos mais rápidos aos incorporadores. “Quando o mercado de venda está muito aquecido, é difícil convencer um incorporador a destinar um projeto para renda. O ciclo é mais longo e exige mais capital”, afirma. A situação fez com que a Greystar iniciasse suas operações, no Brasil, em 2020, pelo topo da pirâmide social, mas de olho na classe média. "A gente chegou através da parceria com a Cyrela e o CPPIB para fazer empreendimentos de alto padrão, em localizações premium, mas isso era uma tese dentro das outras teses que a gente está sempre trabalhando", afirma Viola. "Onde a gente acredita que tem muita escala é no meio para baixo da pirâmide." Mesmo diante desses obstáculos, os indicadores operacionais vêm reforçando a tese, incentivado grandes investidores a ampliar sua exposição ao segmento. Em São Paulo, onde estão cerca de 70% dos empreendimentos do setor, a taxa de ocupação dos ativos long stay inaugurados em 2024 atingiu 82% na segunda metade do ano passado. Alguns ainda estão aguardando. O Patria, por exemplo, diz que segue avaliando novas oportunidades. A casa possui cerca de R$ 1 bilhão investido em residencial para locação e aproximadamente 5 mil unidades em seu portfólio. Para Monteiro, a consolidação definitiva do multifamily brasileiro passa por uma maior participação dos fundos imobiliários. Hoje, os ativos residenciais para renda representam menos de 1% do patrimônio da indústria. “A maturação do mercado passa pela entrada de novos players, pela formação de portfólios maiores e pelo fortalecimento dos fundos imobiliários. Esse é o caminho natural para que o multifamily alcance uma relevância semelhante à observada nos mercados mais maduros”, afirma. Mas todo o desenvolvimento do segmento passa pela melhora das condições macroeconômicas, principalmente com a queda de juros. "A queda do juros vai incentivar muito o pessoal a reinvestir, voltar a fazer projetos, trazer mais empresas, porque a conta fica melhor", diz Lucarelli. "A velocidade [de desenvolvimento] podia ser muito maior se os juros ajudassem, porque a demanda existe."