INRD11 – Cotação Inter Residence Fundo de Investimento Imobiliario FII
Fundos ImobiliáriosInter Residence Fundo de Investimento Imobiliario FII
CNPJ: 34835191000123
Resumo Fundamentalista de INRD11
O ativo INRD11 (Inter Residence Fundo de Investimento Imobiliario FII) está sendo negociado hoje a R$ 72,00, acumulando uma variação de -0.54% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 68,01 e a máxima de R$ 81,00. A companhia está inserida no setor de Fundos Imobiliários, atuando no segmento de Residencial. O ativo possui histórico de distribuição de proventos aos investidores, permitindo calcular o dividendo médio e a margem de segurança para estratégias de renda passiva.
Oscilação dos Últimos 12 Meses
Indicadores de Valuation
Sobre a INRD11
O INTER RESIDENCE FII (INRD11) é um fundo de investimento imobiliário listado na B3. O fundo possui mandato de não informado e atua no segmento de Residencial, com gestão Definida.
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Leilões de imóveis em agosto têm apartamento que foi de Eduardo Bolsonaro e descontos de até 93%
São Paulo Quem busca comprar um imóvel em leilão encontra neste mês opções que vão de terrenos de poucos milhares de reais a áreas avaliadas em dezenas de milhões. Há apartamentos, casas, imóveis comerciais e grandes terrenos espalhados por diferentes estados com descontos que chegam a 93% em alguns lotes. Entre as ofertas estão imóveis retomados por bancos, bens dos Correios e até uma antiga área industrial de quase 465 mil m² em Votorantim, no interior paulista. Um dos apartamentos leiloeados era de propriedade do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os certames têm regras diferentes de pagamento, ocupação e responsabilidade por dívidas, e a análise do edital é essencial antes de qualquer lance. Fachada do prédio em que fica o apartamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro; imóvel foi colocado para leilão pela Caixa por débito em financiamento - Divulgação Caixa A próxima licitação pública de imóveis dos Correios está marcada para esta quinta-feira (20), às 14h, com sete lotes ofertados no Distrito Federal e nos estados da Bahia, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Paraná . Os imóveis têm descontos de até 25% em relação à avaliação. Entre as opções estão um terreno de 73,8 mil m² em Brasília, inicialmente avaliado em R$ 156 milhões, e uma área de 28,5 mil m² em Cuiabá, com lance inicial de R$ 8,8 milhões. Também está na lista um prédio comercial de 1.954 m² em Santa Maria (RS), por R$ 5,497 milhões. Segundo os Correios, as novas regras permitem parcelar a arrematação até dezembro de 2026, financiar a compra ou usar o FGTS, conforme o edital. O comprador precisa pagar o sinal de garantia e a comissão do leiloeiro em até 24 horas após o encerramento. No pagamento à vista, a quitação deve ocorrer em até 60 dias. Também é possível financiar o imóvel ou pagar com entrada mínima de 20% e o restante em até quatro parcelas, com juros de 11,42% ao ano. As condições completas, os prazos e as demais regras de cada modalidade devem ser consultados no edital disponível no site da VIP Leilões. No dia 27 de agosto um novo leilão será disponibilizado com novas oportunidades. A Caixa Econômica Federal colocou em disputa 548 imóveis na região Sudeste, sendo 267 em São Paulo, 192 no Rio de Janeiro, 81 em Minas Gerais e oito no Espírito Santo. A carteira é formada por 395 apartamentos, 128 casas, 22 terrenos e três imóveis comerciais. Os lances começam em R$ 30,2 mil. Os certames acontecem de forma totalmente online pelo site www.fidalgoleiloes.com.br. Os leilões começam a partir das 10h em 20 e 26 de agosto; há licitação aberta até 1º de setembro. Entre os menores valores está um terreno de 128,36 m² em Tanabi (SP), por R$ 30.207,35. Em São Carlos (SP), outro terreno, de 150 m², tem lance inicial de R$ 46.472,85. O maior desconto informado é de 72%, em um imóvel comercial no bairro do Méier, no Rio, avaliado em R$ 825.628,71. Em débitos de IPTU e condomínio, o comprador responde até 10% da avaliação, e a Caixa cobre o excedente, segundo as regras dos lotes. Um dos imóveis leiloados pela Caixa é o apartamento de aproximadamente 101 m² em Botafogo, na zona sul do Rio, que era de propriedade do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro perdeu o imóvel após deixar de quitar parcelas do financiamento com o banco. O imóvel foi avaliado em R$ 1,01 milhão e tem lance inicial de R$ 644,3 mil, desconto de 36,27%. O primeiro leilão está previsto para esta quinta. Quem tiver interesse pode acessar o leilão por meio do site da Smart Leilões. A Folha tentou contato com o ex-deputado no início de agosto por mensagem enviada a dois telefones que já estiveram em seu nome, mas não obteve resposta. Casa em São Carlos (SP) leiloada pela Caixa Econômica Federal, em parceria com a Fidalgo Leilões, avaliada em R$ 715 mil, com lances a partir de R$ 455.679,72 - Divulação Fidalgo Leilões A Zuk e o Bradesco promovem em 21 de agosto um dos principais eventos do mês, com mais de 85 imóveis em 18 Estados. Os valores variam de R$ 24 mil a R$ 2,1 milhões, e os descontos podem chegar a 81%. Entre as opções está uma residência de 67 m² em Paraibano (MA), por R$ 24 mil. No outro extremo, uma casa de 292 m² no condomínio Alphaville Residencial Cinco, em Santana de Parnaíba (SP), tem valor de R$ 2,1 milhões. O imóvel com maior desconto informado é uma unidade comercial de 89 m² no centro do Rio de Janeiro, com redução de 81% e lance de R$ 490,8 mil. Há possibilidade de desconto adicional de 10% para compras à vista ou parcelamento em até 48 vezes, conforme as condições de cada lote. Também em parceria com a Zuk, o Itaú Unibanco promove leilões com mais de 135 oportunidades, com destaque para o evento desta quinta-feira. Os imóveis estão espalhados por 17 estados, com valores de R$ 33 mil a R$ 26 milhões e descontos de até 71%. O menor lance informado é de uma casa de 60 m² em Iguatu (CE), por R$ 33 mil. Já o imóvel de maior valor é uma antiga agência bancária, com lojas, 24 vagas de garagem e mais de 1.300 m² de área privativa em Cerqueira César, na capital paulista, por R$ 26 milhões. Uma casa de 122 m² em Barro Duro (PI), com lance de R$ 69 mil, aparece com o maior desconto, de 71%. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. Carregando... Segundo a Zuk, há ainda mais de 1.150 imóveis em oportunidades ao longo do mês, distribuídos pelo país. Os leilões incluem imóveis residenciais e comerciais, terrenos, áreas rurais, propostas abertas e cotas de consórcio. Os descontos chegam a 93%, segundo as informações fornecidas. Entre os menores valores está um terreno de 510 m² no Loteamento Costa Verde, em Avaré (SP), por R$ 5.800. O maior desconto, de 93%, é de uma casa de 56 m² em Alvorada (RS), por R$ 96 mil. No topo da faixa de preços está novamente a antiga agência de Cerqueira César, em São Paulo, por R$ 26 milhões. Há diversas opções de pagamento: à vista, à vista com desconto ou financiamento em até 420 vezes. Todas as negociações são realizadas de forma online pela plataforma da companhia. No dia 24 de agosto, a Sato Leilões realizará dois feirões de imóveis da Embracon, com casas, apartamentos e salas comerciais. Os lances começam em R$ 108.600 e os descontos chegam a 46%. Um dos certames reúne casas nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os lances partem de R$ 108.600 e os descontos chegam a 45%. O segundo feirão terá apartamentos e salas comerciais, com lances iniciais a partir de R$ 592.560 e descontos de até 46%. Os dois leilões começam às 15h. As condições permitem pagamento à vista ou parcelado, conforme as regras previstas nos respectivos editais. Também no dia 24, o Santander realiza um novo leilão com 201 imóveis com até 90% de desconto no lance inicial. Organizado pela Sold, empresa do Grupo Superbid, o pregão ocorre exclusivamente online e tem o encerramento dos lances no dia 25 de agosto. As opções incluem imóveis residenciais, contam com facilidades de pagamento, como a possibilidade de financiamento em até 420 parcelas, além do uso do FGTS, dependendo das condições estipuladas no edital do evento. Os valores variam entre R$ 15 mil e R$ 3 milhões. A maior parte dos imóveis disponíveis está concentrada no estado de São Paulo. No litoral, por exemplo há um apartamento com 67 m² no Guarujá disponível a partir de R$ 251,6 mil (32% de deságio). Para quem procura terrenos de grande porte, uma área de aproximadamente 465 mil m² da antiga Indústria Mineradora Pagliato, em Votorantim (SP), está em leilão judicial. O imóvel, localizado na avenida Vitalino Pagliato nº 1.100, tem lance mínimo de R$ 54,6 milhões na segunda praça. A propriedade abriga uma construção remanescente de aproximadamente 4.093 m². O terreno é anunciado com possibilidade de incorporação imobiliária em Zona ZIRC (Zona Industrial, Residencial e Comercial), podendo ser destinada a abrigar indústrias, comércios, serviços e habitações de forma integrada. Para participar desse leilão é preciso acessar o site da Mega Leilões.
Advogado torturado pelo PCC sobrevive ao tribunal do crime; 'Eu só não queria morrer'
São Paulo O advogado criminalista Rafaell Câmara Roque, 36, foi sequestrado por membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) e passou por sessões de tortura durante horas em um barraco em uma comunidade em Cubatão, na Baixada Santista. "Eu só não queria morrer, fiquei com medo. Vi o que que era importante na minha vida, o que não era", diz. Ele relata que conseguiu sobreviver ao concordar em desistir de uma ação judicial movida contra interesses dos criminosos. O crime deu origem à Operação Patrocínio Fiel, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo, em parceria com a Polícia Militar, no dia 12 de agosto. O advogado criminalista Rafaell Câmara Roque, 36, que foi sequestrado pelo PCC e foi torturado para desistir de ação judicial - Rafaell Câmara Roque no Instagram O caso aconteceu em 11 de junho, à noite. O advogado diz ter sido atraído para uma emboscada após receber uma ligação de um dos suspeitos, dizendo que precisava de um serviço advocatício. Ao chegar ao local, em uma comunidade na Vila Esperança, em Cubatão, ele foi levado para um barraco e passou pelo chamado tribunal do crime. A intenção da organização criminosa era fazê-lo desistir do processo judicial e entregar o endereço do cliente. O advogado explicou que ajuizou uma ação contra suposto membro do PCC, que teria expulsado seu cliente da sociedade de uma empresa de pesca, sem pagar nenhuma indenização. A empresa dos dois fica em Guarujá. "Eu desconfio que o real interesse do cara que tomou a empresa é enviar droga para fora pelos barcos. E, como o sócio dele não ia querer fazer isso, ele expulsou para fazer isso junto com o PCC", afirmou Rafaell. Ele disse que o cliente não é membro da organização criminosa. Afirmou que ele é amigo de infância de Wagner, já cometeu crimes no passado e estiveram presos juntos, mas que agora leva uma vida honesta -até onde ele sabe. O advogado conta que no barraco onde foi mantido havia cerca de 30 homens. Outros 20 participavam do tribunal do crime de forma virtual. Ele diz que, enquanto era julgado, vários criminosos embalavam drogas. "Inicialmente, eles queriam que eu desse o endereço do meu cliente. Depois, eles viram que eu não ia 'caguetar' [dedurar], eles me torturaram psicologicamente, me ameaçaram, pegaram meu telefone, fizeram desbloquear, devassaram ele, mexeram em tudo lá. Acharam coisas minhas íntimas nos vídeos e fizeram eu gravar vídeo falando sobre aquelas coisas, e [disseram] que se eu não desistisse do processo, eles iam veicular." O advogado diz ter concordado em abandonar o processo judicial e foi solto depois de ficar cerca de seis horas sob o poder dos criminosos. Rafaell realmente abriu mão do processo, mas denunciou o caso ao Gaeco. "Uma sensação de injustiça, porque estavam fazendo comigo uma coisa ilegal até no mundo do crime. O lema do PCC é paz, justiça e liberdade. Eles tiraram minha paz, eles foram injustos e cercearam minha liberdade. Eles dizem que não pode caguetar e eles mesmos queriam que eu caguetasse", afirmou. O advogado afirma que está com medo de morrer. "Tenho que prezar pela minha vida. Fiquei sabendo que o Tribunal do Crime me decretou [à morte]. Eu tô com medo de morrer e eu gostaria que essas reportagens, a mídia reportasse isso para que algo acontecesse. O país precisa mudar. A gente tá num cenário político de bandidagem mesmo, de corrupção. O país tá destruído, e eu gostaria que isso mudasse, mas não sei se isso tem solução", disse. Rafaell disse que está em processo de mudança pela segurança dele. A Operação Patrocínio Fiel tentou cumprir sete mandados de prisão contra investigados, dos quais três tiveram sucesso, e 19 de busca e apreensão, em Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, além de Florianópolis, em Santa Catarina. O Gaeco catarinense participou de diligências, em cooperação institucional. Os agentes cumpriram os mandados em endereços residenciais e comerciais ligados ao grupo criminoso, além do imóvel onde o advogado teria sido mantido em cativeiro. O responsável pela emboscada foi preso. Segundo a Promotoria, a operação foi planejada para interromper os crimes cometidos pelo grupo, preservar a integridade do advogado e obter provas fundamentais para o avanço das investigações. As investigações seguem em sigilo. Durante a ação, conforme a SSP (Secretaria da Segurança Pública), um homem de 28 anos morreu após resistir à prisão em endereço na rua Olga Marques, em São Vicente. "Segundo o boletim de ocorrência, os policiais foram ao endereço para cumprir um mandado de busca e prisão e, ao entrarem na residência, foram recebidos a tiros", disse a pasta. Os alvos são apontados como importantes lideranças da facção, com atuação na Baixada Santista.
‘Sobreviver ao fim do mundo’: o abrigo antibombas transformado em apartamentos de luxo no Canadá
O bunker da Guerra Fria transformado em apartamentos de luxo para 'sobreviver ao fim do mundo' Crédito, Giancarlo Cininni Author, Giancarlo Cininni e Antonia Zwissler Role, de Debert, Nova Escócia (Canadá) para a BBC News Published Há 43 minutos Tempo de leitura: 8 min "Daqui para qualquer parte" é o lema do parque empresarial de Debert. Mas a sensação ao chegar lá é de estar no meio do nada. Localizada a apenas 113 km ao norte de Halifax, na Nova Escócia (costa leste do Canadá), fica uma antiga base militar, onde milhares de soldados foram treinados durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Agora, o local é uma mistura de construções antigas e estacionamentos vazios, rodeados por um estreito bosque de coníferas. Mas uma grande elevação coberta de grama, em um dos limites do parque, traz a promessa de um futuro de luxo e glamour. O magnata canadense das criptomoedas Jonathan Baha'i pretende transformar o antigo refúgio antibombas nucleares de 6 mil metros quadrados em complexos residenciais à prova de crises. Neles, bilionários poderão enfrentar todo tipo de cataclismos. O projeto prevê 50 unidades e é gerenciado pela empresa Fallout Complex Inc., de propriedade de Baha'i. O local oferecerá serviços como gastronomia de alta qualidade com alimentos de produção própria, acesso biométrico, segurança 24 horas e serviços médicos no local. Seus inquilinos poderão aterrissar com aviões particulares no pequeno aeroporto de Debert, que fica próximo das instalações. Baha'i adquiriu o terreno, conhecido comumente como Diefenbunker, em 2013, por 31,3 mil dólares canadenses (US$ 22 mil, cerca de R$ 112 mil, pelo câmbio atual). Ele optou inicialmente por outro modelo de negócio, que incluía jogos de laser tag, visitas históricas guiadas e um pequeno centro de dados. "Os últimos dois anos trouxeram mais incertezas para o mundo do que os últimos 30", declarou outro proprietário, Paul Mansfield, em uma reunião com o governo local, em setembro do ano passado. "Isso propiciou o ressurgimento do interesse por ter uma espécie de seguro, um 'bunker do fim do mundo'." A empresa irá trabalhar com a firma alemã Bespoke Home and Yacht Security. Segundo Mansfield, ela fornece serviços de segurança para o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, e para a estrela de TV Kim Kardashian. Mas sua lista de clientes não está disponível ao público. Foram vendidas até o momento 11 unidades do projeto. As medidas recomendadas pela Bespoke para o futuro complexo incluem o uso de drones para inspecionar o seu perímetro, segundo Mansfield. Os planos de reforma também incluem um spa, sala de ioga e um salão para fumantes. Modernas luzes OLED imitarão a luz natural e um bunker ao lado na superfície será usado para cultivar alimentos. Quando os proprietários não estiverem presentes, as unidades serão alugadas como quartos de hotel e os lucros serão compartilhados. Os preços de compra e de aluguel são confidenciais. "Se alguém o alugar como quarto de hotel e ocorrer algo que exija o seu desalojamento, essa pessoa será desalojada", informou Mansfield. Uma história de sete bunkers O ex-primeiro-ministro do Canadá John Diefenbaker (1895-1979) ordenou a construção de sete bunkers espalhados pelo país, entre o final da década de 1950 e meados dos anos 1960. Eles seriam destinados a abrigar um pequeno grupo de autoridades do governo, no caso de uma guerra nuclear. O bunker de Debert foi projetado para resistir ao impacto próximo de uma explosão nuclear e abrigar 329 pessoas por pelo menos 30 dias. Mas, ao término da construção, os bunkers já eram obsoletos. A tecnologia de mísseis de longo alcance havia avançado e as bombas nucleares se tornaram mais potentes. No seu lugar, o bunker de Debert foi transformado em um centro provincial de emergência, até ser fechado em 1996 para reduzir despesas. Crédito, Giancarlo Cininni Legenda da foto, O magnata das criptomoedas Jonathan Baha'i comprou há mais de uma década o antigo bunker construído na época da Guerra Fria Baha'i não gosta da expressão "bunker do fim do mundo". Embora tenha sido construído "para sobreviver a tudo", segundo ele, "não se trata do fim do mundo, mas de uma preparação prática e inteligente frente a tormentas de qualquer tipo". Quando o furacão Fiona atingiu a Nova Escócia, em 2022, Baha'i abriu o bunker para seus colegas de trabalho e suas famílias. "É totalmente autossuficiente e não depende da rede elétrica", explica ele. "Se uma tormenta forte atingir nosso complexo, os proprietários sabem que dispõem de um lugar quente e seguro, com eletricidade, alimentos e tudo o que precisarem." Baha'i prefere se concentrar no que o bunker irá oferecer a Debert e sua economia local: um destino turístico e um centro de dados de "classe mundial". "É como ter um Airbnb muito seguro e bonito", compara ele. A previsão é que o projeto esteja pronto no início de 2027. O bunker despertou interesse principalmente entre as pessoas da costa leste, mas também chamou a atenção de todo o mundo. Serão necessários mais de 40 funcionários de hotelaria e pessoas com o conhecimento necessário para gerenciar o centro de dados ampliado. Idealmente, serão contratados moradores locais. O centro de dados será ampliado para atingir uma superfície ainda modesta de 1,4 mil metros quadrados, usando tecnologia de ponta para reduzir o consumo de energia e oferecer alto nível de segurança para seus clientes, segundo Baha'i. O auge dos bunkers Crédito, Giancarlo Cininni Legenda da foto, Vista do interior do complexo de bunkers antes das melhorias e renovações previstas O destino de outros bunkers no Canadá demonstra que existem poucos locais alternativos para que Baha'i transforme seus planos em realidade. O antigo bunker nuclear de Borden, na província de Ontario, está trancado e outro em Shilo (Manitoba) está enterrado no subsolo. Depois de passar anos abandonado, atraindo exploradores urbanos, o bunker de Nanaimo, na Colúmbia Britânica, foi deliberadamente inundado. E, em Penhold (Alberta), um bunker foi demolido para evitar que um grupo de motociclistas o comprasse para transformá-lo em sua sede. Não existem números oficiais sobre o custo de construção do bunker de Debert. Mas o refúgio de Nanaimo tem dimensões similares e custou, na época, 2 a 3 milhões de dólares canadenses. Este valor equivaleria hoje a cerca de Can$ 30 milhões (cerca de US$ 21 milhões, ou R$ 107 milhões). Já a manutenção do Diefenbunker custa atualmente cerca de 60 mil dólares canadenses (US$ 42,7 mil, cerca de R$ 217 mil) por ano. O Instituto Tecnológico de Wessex, no Reino Unido, defende o patrimônio dos bunkers britânicos da Guerra Fria (1947-1991). O organismo afirmou que suas opções de uso costumam se limitar ao turismo, instalações de alta segurança e centros de dados. Já os refúgios para vítimas de desastres, atualmente, são um negócio muito lucrativo. Nos Estados Unidos, houve um aumento da construção de bunkers. Eles fazem parte de uma indústria maior de preparação para desastres. Projeções indicam que este mercado já atinge um valor de pelo menos US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões). As estimativas variam, mas entre 20 e mais de 70 milhões de americanos estão atualmente se preparando para um desastre. Existem construtores que erguem moradias com bunkers previamente instalados. Rejeição dos moradores locais Crédito, Giancarlo Cininni Legenda da foto, Annette Sharpe receia que um pedaço da história tenha se perdido Paralelamente, a infraestrutura militar existente nos Estados Unidos está sendo cada vez mais transformada para uso particular. Nas Colinas Negras da Virgínia, uma antiga base da Força Aérea Americana foi transformada no complexo de condomínios Vivos, uma "comunidade fechada para sobrevivência". E, no Estado de Kansas, o condomínio de sobrevivência Atlas foi construído em um silo de mísseis do Exército dos Estados Unidos que foi reformulado. Existem argumentos comerciais a favor desta utilização. Mas alguns moradores de Debert têm suas reservas. Uma delas é a secretária do Museu Militar local, Annette Sharpe. "Como museu, me dói muito dizer 'desculpe, este pedaço da história, agora, é propriedade particular e está sendo remodelada não sei para o quê'", lamentou ela, em referência aos visitantes do museu que gostariam de observar o bunker de perto. Em uma das salas do museu, Sharpe mostra o antigo equipamento de comunicações do Diefenbunker. Em outra, ela ilumina o sistema de alerta, projetado para avisar aos operadores que o mundo estaria próximo do Armagedon. Após o fechamento da base, a população de Debert despencou de mais de 60 mil habitantes, incluindo os soldados, para os atuais 1,4 mil moradores. A vereadora local Marie Benoit expressa sua preocupação com as tarifas de superluxo do hotel boutique. Calcula-se que elas venham a ser superiores à maioria dos hotéis de Halifax. "Considerando os salários das pessoas, não sei se elas poderão ter acesso", lamenta ela. Mas a prefeita de Debert, Christine Blair, afirmou que é "uma novidade única" ter um dos poucos bunkers ainda conservados da época de Diefenbaker no seu município. E garante que os cidadãos não se opõem ao projeto dos condomínios. "Que eu saiba, eles não têm nenhum problema com isso", segundo ela. "Ninguém veio nos dizer 'não o queremos aqui'." O proprietário da pizzaria local Angelina's, Fady Farah, espera que o projeto traga mais negócios para a região, como ocorreu quando o bunker abrigava as partidas de laser tag.
Perguntas Frequentes sobre INRD11
Qual é a cotação de INRD11 hoje na B3?
Quanto a INRD11 paga de dividendos?
Como calcular o Preço Teto de INRD11?
O que significa o P/L e o P/VP de INRD11?
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