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ARGE11 – Cotação Investo Argentina Fundo de Indice

Investo Argentina Fundo de Indice

Preço Atual
R$ 12,55
-1.80%

Resumo Fundamentalista de ARGE11

O ativo ARGE11 (Investo Argentina Fundo de Indice) está sendo negociado hoje a R$ 12,55, acumulando uma variação de -1.80% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 7,43 e a máxima de R$ 14,70.

Abertura
R$ 12,61
Fec. Ant: R$ 12,55
Variação Dia
Min: R$ 12,46
Max: R$ 12,61
52 Semanas
Mín: R$ 7,43
Máx: R$ 14,70
Volume
7.628
Moeda: BRL

Oscilação dos Últimos 12 Meses

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R$ 0,00 Mi

Sobre a ARGE11

Market Cap
N/A

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Entenda a troca de chefe dos EUA para relações com América Latina
EUA 18/08/2026

Entenda a troca de chefe dos EUA para relações com América Latina

O secretário de Estado adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA, Juan Pablo Segura Governo Trump nomeou o empresário republicano Juan Pablo Segura para liderar o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental Entenda a troca de chefe dos EUA para relações com América Latina O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, trocou o chefe do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, órgão do Departamento de Estado americano responsável por atuar diretamente nas relações com os países das Américas, incluindo o Brasil. Quem assumiu o cargo de secretário de Estado adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental foi o empresário republicano Juan Pablo Segura. Ele substitui Michael Kozak, diplomata com mais de 50 anos de carreira que ocupava a função de maneira interina desde janeiro de 2025. Segura tomou posse em 14 de agosto. Antes de ingressar no Departamento de Estado, atuou como secretário de Comércio e Negócios da Comunidade da Virgínia, durante o governo do republicano Glenn Youngkin. A mudança ocorre em um momento em que o governo Trump intensifica medidas de combate ao narcotráfico e reforça a agenda de segurança e controle migratório na América Latina. Quem é Juan Pablo Segura? Com ascendência argentina, Segura é empresário e passou boa parte da carreira no setor privado antes de ingressar no serviço público. Em 2014, fundou a Babyscripts, empresa de tecnologia voltada aos cuidados pré-natais e pós-parto. A plataforma foi incluída pela CB Insights entre as 150 empresas de tecnologia de saúde mais inovadoras do mundo. Na Virgínia, ocupou o cargo de secretário de Comércio e Negócios durante a gestão de Glenn Youngkin. Segundo seu perfil profissional, foi responsável pela política de comércio internacional e por iniciativas voltadas à atração de investimentos para o estado. Linha política alinhada a Rubio Desde que foi anunciado para o cargo, Segura passou a sinalizar quais serão algumas de suas prioridades à frente do escritório. Em publicação nas redes sociais, afirmou que pretende trabalhar para colocar em prática a visão de Trump para que as Américas estejam “a salvo dos cartéis e narcoterroristas”, além de buscar prosperidade econômica e o reforço das fronteiras. It is a great honor to serve @POTUS, @SecRubio and the American people as Assistant Secretary for Western Hemisphere Affairs. Together with an exceptional team, we’ll advance President Trump’s vision for our region that is safe from cartels and narco-terrorists, creates… — Juan Pablo Segura (@WHAAsstSecty) August 17, 2026 A segurança e o combate ao narcotráfico estão entre as principais prioridades da política externa de Trump para o continente. Um diplomata brasileiro avalia que Segura apresenta um perfil ideologicamente alinhado ao do secretário de Estado americano, Marco Rubio, especialmente em temas como imigração e governos de esquerda na América Latina. Na avaliação do diplomata, a escolha representa mais uma nomeação política dentro do Departamento de Estado. Diplomacia comercial e dominância dos EUA na América Latina Na sabatina sobre sua indicação no Comitê de Relações Exteriores do Senado americano, Segura defendeu a Estratégia de Segurança Nacional de Trump, divulgada em dezembro de 2025. O novo secretário-adjunto afirmou que o presidente republicano estabeleceu uma “agenda ambiciosa” que inclui a proteção da fronteira, combate a grupos narcoterroristas, proteção de infraestruturas críticas e ampliação de oportunidades econômicas para os americanos. Segura também destacou o resgate da Doutrina Monroe pelo governo Trump, que defende a dominância dos Estados Unidos nas Américas e o combate à influência de atores “malignos” na região. “A Estratégia de Segurança Nacional também estabelece que os Estados Unidos vão reafirmar a Doutrina Monroe para restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental e conter a influência de adversários globais e atores malignos na região. O governo Trump está implementando essa estratégia de forma agressiva junto a parceiros regionais, ampliando a cooperação bilateral e também mobilizando parceiros em novas iniciativas - incluindo o Escudo das Américas, a Coalizão das Américas contra os Cartéis e uma reunião ministerial sobre minerais críticos-, com o objetivo de construir cadeias de suprimentos seguras e resilientes”, afirmou Segura durante a sabatina. Ele também disse que, como ex-secretário de Comércio da Virgínia, está particularmente empolgado com a prioridade que o governo Trump está dando à diplomacia comercial no Hemisfério Ocidental. “Como observa a Estratégia de Segurança Nacional, um Hemisfério Ocidental economicamente mais forte não é apenas um mercado mais atraente para empresas e investimentos americanos. O aumento dos vínculos comerciais beneficiará os dois lados e reduzirá o espaço e a influência de atores de fora do hemisfério”, afirmou. Segura avaliou ainda que a visão mais comercial da diplomacia na região exigirá uma coordenação mais estreita com o setor privado americano. “E essa é uma função que estou ansioso para assumir, recorrendo à minha experiência profissional como ex-empresário e investidor”, finalizou.

Eleição 2026: Sair do Brics, alinhamento com EUA ou ator global?
EUA 17/08/2026

Eleição 2026: Sair do Brics, alinhamento com EUA ou ator global?

Como poucas vezes na história política do Brasil, a eleição de 2026 será marcada por um debate não apenas domésticos. Mas também sobre quem somos no mundo. As ações de Donald Trump contra o país, a vassalagem da extrema direita diante da Casa Branca, a entrega de minerais críticos ou a adesão ou não a acordos comerciais passaram a fazer parte de um debate que vai muito além das fronteiras do Brasil. O ICL Notícias publica, nesta segunda-feira, as propostas de cada um dos candidatos à presidência sobre política externa. Se Romeu Zema quer tirar o Brasil do Brics e Renan Santos sugere um caminho nuclear, Flávio Bolsonaro fala em retomar relações com Israel e insinua alianças com os EUA. Já Ronaldo Caiado quer rediscutir o Mercosul, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva aposta na construção de uma política que rejeite “qualquer tipo de subordinação estratégica”. Se nos programas a palavra Trump não é mencionada, o presidente americano está presente em todos os planos, cada qual com sua visão do espaço que o Brasil deve ocupar. Confira o que cada um dos candidatos propõe como o caminho diplomático do Brasil no mundo nos próximos quatro anos: Lula: sem subordinação estratégica No caso do programa de Lula, a constatação é de que o mundo vivencia o ressurgimento do unilateralismo, do protecionismo e de conflitos sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial. Diante desse cenário, o petista defende que o “Brasil deve reafirmar sua soberania e preservar sua capacidade de fazer escolhas políticas e econômicas de forma independente, à luz de seus interesses, sem qualquer tipo de subordinação estratégica”. No caso da defesa, Lula propõe uma política baseada na autonomia estratégica, na inovação tecnológica, na integração entre defesa e desenvolvimento e na combinação entre persuasão diplomática e capacidade de dissuasão, o que exige um orçamento nacional consoante a essas necessidades e responsabilidades. “A defesa nacional exige Forças Armadas bem equipadas e uma indústria de defesa sólida, capazes de proteger o território brasileiro e seus recursos naturais diante de ameaças externas”, diz. “Por isso, fortaleceremos a Base Industrial e Tecnológica de Defesa, de modo a assegurar maior autonomia nacional nesse campo e estimular inovações com impactos positivos sobre o conjunto da economia”, destaca. Em seu programa, as fronteiras, a Amazônia e a Amazônia Azul são tratadas como “espaços estratégicos de integração e desenvolvimento, com maior presença do Estado, infraestrutura, serviços públicos e cooperação com os países vizinhos”. Destacando o fato de o seu governo ter negociado acordos para abrir 656 novos mercados para os produtos brasileiros, Lula insiste que acredita “em um país com autonomia para decidir seus próprios rumos, livre de interferências externas e comprometido com a paz, a cooperação e o direito internacional”. O candidato petista defende um Brasil “cada vez mais independente, ativo e comprometido com a integração regional e com a afirmação da América do Sul e do Caribe como zona de paz”. Nesse aspecto, a integração sul-americana é o primeiro círculo de projeção estratégica do Brasil. “Seguiremos aprofundando o Mercosul e os espaços de integração regional, especialmente nas áreas de infraestrutura, defesa, segurança pública, energia e saúde. Consolidaremos o Mercosul como principal plataforma de integração econômica, produtiva, política e social da América do Sul. Aprofundaremos a integração em infraestrutura, priorizando redes multimodais, com destaque para as conexões com o Pacífico e o Caribe. Promoveremos um mercado comum sul-americano de energia, com interconexões e coordenação regulatória”, propõe. Mas ele também sugere manter política externa “universalista” e ampliando negociação com todas as regiões do mundo. A estratégia seria o caminho de “continuar enfrentando agressões comerciais e a defender os interesses do país com base nas normas internacionais e no multilateralismo”. Um dos pontos críticos é a dos princípios que devem nortear a nova ordem. “Manteremos o empenho na construção de uma ordem mundial mais justa e equilibrada, livre da lógica da submissão, das imposições unilaterais e dos esquemas obsoletos de uma nova Guerra Fria. O Brasil defenderá relações internacionais fundadas na reciprocidade, na cooperação pacífica e no respeito entre as nações”, diz. O texto fala em aprofundar relações com a África, com a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), além de Ásia, o Oriente Médio e a Europa. Na ONU, ele pede uma reforma, especialmente do Conselho de Segurança, para torná-lo mais democrático e representativo, com maior participação dos países em desenvolvimento entre os membros permanentes. Ele quer ainda uma reforma da OMC, a retomada do mecanismo de solução de controvérsias, o tratamento diferenciado para os países em desenvolvimento e a articulação entre comércio, sustentabilidade e acesso a tecnologias verdes. Quer ainda a reforma da arquitetura financeira internacional, com a democratização do FMI, do Banco Mundial e dos bancos multilaterais e o fortalecimento do CAF, do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e dos mecanismos financeiros dos BRICS. No caso do Brics e Sul Global, Lula sugere uma uma “aproximação geopolítica”, bem como com o G20, “espaços fundamentais para a afirmação dos interesses da maioria da humanidade”. “Ampliaremos a Cooperação Sul-Sul em áreas nas quais o Brasil é referência contribuindo para a redução das desigualdades globais”, defendeu. Segundo ele, serão prioridades da ação externa a implementação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e o enfrentamento da emergência climática, inclusive o Fundo Florestas Tropicais para Sempre. Lula também propõe “liderar a construção de uma governança internacional para as tecnologias digitais e a inteligência artificial, baseada na soberania digital com proteção de dados, cooperação científica, transferência de tecnologias estratégicas e regulamentação democrática das plataformas digitais e da IA”. Ele resume sua postura da seguinte forma: “Faremos firme oposição a qualquer tentativa de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros ou de reduzir nosso país a uma posição de dependência geopolítica. Rejeitamos a visão daqueles que aceitam, com servilismo, a renúncia à soberania nacional em nome de alinhamentos automáticos e ideologias fracassadas. Defenderemos os interesses do Brasil e do povo brasileiro com firmeza, responsabilidade e altivez. Para nós, soberania não é palavra de ocasião: é princípio permanente e inegociável”, completou. Flavio Bolsonaro: terrorismo, EUA, Argentina e Israel Em seu documento oficial de campanha, o candidato Flávio Bolsonaro prevê “declarar guerra ao crime organizado. PCC, CV, milícias e todas as outras facções serão declaradas como organizações narcoterroristas”. O passo é, no fundo, um alinhamento às propostas de Donald Trump para atender à sua estratégia de ampliação de influência e militarização na América Latina. “Nossas ações concentrarão esforços no combate ao crime organizado e outras ameaças à segurança e defesa nacional. Incentivaremos amplo espectro de tecnologias disponíveis, com foco em inovação como drones e inteligência artificial. Os investimentos nas Forças Armadas devem ser condizentes com a inserção de um país que é membro de diferentes blocos e grupos de nações, voltados ao enfrentamento de desafios políticos e econômicos globais”, declara o candidato do PL. Apesar de insistir que o Brasil retomará seu “pragmatismo” nas relações internacionais, Flávio indica que “as relações com países como Argentina, Estados Unidos e Israel foram levadas ao limite do rompimento”. “Vamos reverter esse quadro com profissionalismo e foco no interesse do Brasil”, disse. Ele ainda garante que negociará com “todos os que interessam ao Brasil, da China à União Europeia, dos Estados Unidos aos mercados asiáticos”. Mas, sem mencionar nem o Brics e nem a ONU, deixa claro que a prioridade é se aproximar ao bloco Ocidental. “O passo mais urgente é retomar o cronograma interrompido de adesão à OCDE, incluindo o fim gradual do IOF sobre o câmbio, que é condição obrigatória do processo”, afirma. Segundo ele, a adesão à OCDE é “mais do que um selo: ela exige convergência das nossas normas aos padrões internacionais, melhora a governança das empresas estatais, reduz a corrupção e integra o Brasil às melhores práticas globais”. O bloco, porém, tem sido visto como um caminho de padronização de regras adotadas pelos EUA para os demais atores internacionais. Flávio Bolsonaro, sem mencionar o Mercosul, também sugere que o país pode buscar novos caminhos comerciais, com uma queda importante de tarifas. “Vamos nos preparar para uma abertura comercial que dê ao setor produtivo acesso a bens de capital, tecnologia e insumos importados, num ambiente de concorrência que reduz preços e melhora a oferta ao consumidor”, diz. “Vamos executar um plano nacional de integração às cadeias globais de valor, com apoio real para o setor produtivo ganhar produtividade, tendo como prioridade a agroindústria avançada, os minerais críticos, a saúde e a economia digital, e apoiar a internacionalização das pequenas e médias empresas”, apontou. A referência às cadeias globais de valor é vista como um sinal de uma abertura da economia nacional, principalmente para projetos que estão sendo desenhados pelos EUA para transformar a América Latina em uma espécie de reserva de mercado e local de abastecimento. Caiado: repensar o Mercosul Ronaldo Caiado, por sua vez, insiste que existe um “déficit de inserção” do Brasil no mundo. Com o foco na exportação, principalmente do setor do agronegócio, ele defende que o Mercosul seja repensado. “O futuro do Mercosul não pode continuar sendo tratado como tema interditado, nem o Brasil pode seguir fugindo de uma discussão que se tornou inevitável”, diz. Uma de suas apostas é dar prioridade para a Ásia, a África e o Indo-Pacífico. Ele ainda coloca as parcerias em minerais estratégicos como uma de suas prioridades, com a incorporação de processamento, pesquisa, formação e indústria no território nacional. “O Brasil não escolherá um único bloco nem aceitará permanecer mero fornecedor de matéria prima”, garante. Foi Caiado, como governador de Goiás, que assinou um acordo sobre minerais críticos com os EUA, sem passar pelo governo federal. Seu programa ainda fala em “cooperação internacional contra o crime organizado transnacional Ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado transnacional, ao narcotráfico, ao tráfico de armas, aos crimes ambientais, à lavagem de dinheiro e às ameaças cibernéticas, com mecanismos permanentes de inteligência, investigações conjuntas e controle de fronteiras”. Para completar, cita a participação ativa do Brasil na ONU, da OMC, do G20 e do BRICS. Mas, da mesma forma que Flávio, aponta que quer “retomar, com pragmatismo, o processo de aproximação com a OCDE”. Renan: Brasil nuclear e desdolarizar a América do Sul Renan Santos anuncia que quer “inaugurar uma doutrina de política externa”, dividida em 13 pontos. Entre os principais elementos estão: Posicionamento do Brasil como Árbitro do Sul – “Global por meio de uma diplomacia ativa nas três regiões estratégicas: África, onde o país pode mediar conflitos, expandir sua influência em recursos naturais e rotas comerciais; Ásia, onde pode usar Timor-Leste como porta de entrada e estabelecer parcerias com a ASEAN, em particular com as Filipinas e o Vietnã; e América Latina, sua zona natural de influência onde deve consolidar liderança por meio da integração multilateral”, diz. Ele quer um Pacto Interamericano contra o crime organizado, liderado pelo Brasil, com a criação de um Centro de Operações Central na América Latina e um tribunal internacional especializado em criminalidade transnacional. “O Brasil não pode liderar o Sul Global enquanto narcotraficantes controlam cidades e fronteiras”, justifica, com um tom de “guerra” contra o crime. Para que o Brasil tenha liderança na América do Sul, ele sugere a desdolarização do continente busca “reduzir a dependência do dólar americano mediante a criação de uma cesta de moedas sul-americana liderada pelo real brasileiro, linhas de swap entre bancos centrais e cooperação monetária regional, convertendo o Brasil em âncora financeira do continente”. Sua proposta é a de ter o real “como alternativa complementa essa estratégia, posicionando a moeda brasileira como reserva de valor regional e mecanismo de integração econômica”. Nas alianças internacionais, ele coloca um questionamento sobre o Brics ao alertar sobre a necessidade de que o Brasil reconheça a “dominação crescente chinesa dentro do bloco e propõe que o Brasil extraia benefícios concretos, por meio dos mercados, investimentos e cooperação tecnológica, enquanto evita ser subordinado aos objetivos geopolíticos de Pequim, mantendo autonomia decisória”. No setor de defesa, Renan quer o fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) e que ela seja integrada à política externa e segurança regional, para “investir em ciberdefesa e tecnologias emergentes, e criar modelos de financiamento sustentável”. Mas é sua proposta de apostar num caminho atômico que difere dos demais nomes. Diz o texto: “Proposta de nuclearização brasileira busca alcançar autonomia completa do ciclo de combustível nuclear, incluindo capacidade de reprocessamento, convertendo-a em ativo estratégico de deterrência e garantia irrestrita da soberania nacional”. Zema: sair do Brics Em seu documento de campanha, Romeu Zema é o único que propõe uma retirada do Brasil do Brics. “Retirar o Brasil do BRICS de forma diplomática, preservando pragmaticamente as relações comerciais com todos os países do bloco e recusando qualquer direcionamento que comprometa valores constitucionais e democráticos do Brasil”, diz o programa. No seu lugar, ele sugere uma adesão à OCDE, bloco dos países desenvolvidos. Outra proposta concreta de Zema é a de acabar com a União Aduaneira no Mercosul. A ideia é de que o bloco seja apenas uma zona de livre comércio e que cada país tenha o direito de negociar acordos comerciais com o resto do mundo de forma individual. Hoje, por conta de uma tarifa externa comum, o Mercosul apenas pode negociar acordos em bloco.

A vida em El Salvador 4 anos sob Bukele: 'O medo agora é outro'
BBC Brasil 17/08/2026

A vida em El Salvador 4 anos sob Bukele: 'O medo agora é outro'

A vida em El Salvador 4 anos sob Bukele: 'O medo agora é outro' Crédito, Felix Lima/BBC Legenda da foto, Marta Elena González segura retrato de filho morto após ser preso no regime de exceção. Author, João Fellet e Felix Lima Role, Enviados da BBC News Brasil a El Salvador Published Há 8 minutos Tempo de leitura: 13 min Caminhando por um bairro de El Salvador erguido no alto de um morro, Adélia Rosales aponta para um beco: "Aqui apareceram cinco pessoas mortas". Fazia poucos anos que ela morava com o marido e dois filhos pequenos na Campanera, bairro nos arredores da capital San Salvador que, na década passada, ganhou fama como um dos mais perigosos do planeta. "Estávamos saindo para a igreja com meus filhos quando ouvimos a comoção", lembra Adélia. "Foi então que percebemos que já havia uma grande quantidade de mortos no bairro." Professora do ensino infantil, ela diz que dias como aquele eram comuns nos vários anos em que a Campanera abrigou líderes da Barrio 18, uma das facções criminosas que fizeram de El Salvador, país na América Central com 6 milhões de habitantes, a nação com a maior taxa de homicídios do mundo em 2015. Grande parte das mortes se devia à guerra travada entre a Barrio 18 e sua rival, a Mara Salvatrucha. Em 2022, porém, Adélia diz que o cenário começou a mudar. Foi quando o Congresso de El Salvador, controlado por aliados do presidente Nayib Bukele, decretou um regime de exceção e impôs medidas drásticas para combater a criminalidade. Entre outros pontos, as medidas passaram a permitir que a polícia prendesse pessoas sem mandado e as mantivesse presas por longos períodos antes de uma acusação formal, além de dificultar o acesso de detidos à defesa. Desde o início do regime de exceção, que segue em vigor, cerca de 90 mil pessoas foram encarceradas e acusadas de ligações com as facções em El Salvador — incluindo todos os criminosos que aterrorizavam a Campanera, segundo Adélia. Em visita à Campanera no fim de maio, a equipe da BBC News Brasil não notou qualquer sinal da presença de facções: crianças brincavam nas ruas até tarde da noite, clientes comiam em barracas de lanche e dezenas de soldados com fuzis patrulhavam a vizinhança. "Nem em sonho imaginava que um dia viria isso tudo mudar — e tão rápido", afirma a professora. A política implantada por Bukele é abordada em "El Salvador: quando a exceção vira regra", documentário da BBC News Brasil disponível no YouTube. O filme trata dos efeitos do regime de exceção no cotidiano do país: de um lado, comunidades que se dizem aliviadas com o fim do domínio das facções; de outro, mães que afirmam ter filhos presos sem provas e moradores que relatam medo de se expressar ou criticar um governo que consideram cada vez mais autoritário. Pule YouTube post Aceita conteúdo do Google YouTube? Este item inclui conteúdo extraído do Google YouTube. Pedimos sua autorização antes que algo seja carregado, pois eles podem estar utilizando cookies e outras tecnologias. Você pode consultar a política de uso de cookies e os termos de privacidade do Google YouTube antes de concordar. Para acessar o conteúdo clique em "aceitar e continuar". Aceite e continue Alerta: A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos YouTube conteúdo pode conter propaganda. Final de YouTube post Conteúdo não disponível Veja mais em YouTube A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos. O documentário aborda ainda os desafios de replicar o modelo de Bukele em outros países. Em várias nações latino-americanas, eleições presidenciais recentes foram vencidas por candidatos que prometeram adotar medidas semelhantes às do presidente salvadorenho no combate à criminalidade. O modelo de Bukele também está no centro do debate na eleição de 2026 no Brasil, em que candidatos como Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) dizem se inspirar no presidente de El Salvador e pretender adotar políticas alinhadas com seus métodos caso vençam. Crédito, Felix Lima/BBC Legenda da foto, A professora Adélia Rosales celebra Bukele pela captura de criminosos em seu bairro Bukele tornou-se uma referência para políticos de outros países e desfruta de alta popularidade em El Salvador graças à transformação na Campanera e em vários outros bairros antes controlados por facções. Em julho, um ranking da consultoria CB Global Data apontou Bukele como o líder mais popular da América Latina, com 67,4% de aprovação em El Salvador. Para impor sua política de segurança, porém, o presidente concentrou poderes em um grau sem precedentes na história recente do país — cenário que tem levado críticos a acusá-lo de intimidar a oposição e enfraquecer as instituições democráticas. Ele nega as acusações. Hoje, 57 dos 60 deputados da Assembleia Legislativa apoiam Bukele. A professora Adélia Rosales diz que muitos eleitores nem sabem os nomes dos deputados. "Votamos às cegas, desde que eles se comprometam a apoiar o presidente", afirma. Desde 2021, Bukele também não enfrenta qualquer oposição relevante no Judiciário. Naquele ano, o Congresso, alinhado ao presidente, destituiu cinco juízes da Sala Constitucional — órgão equivalente ao Supremo Tribunal Federal brasileiro —, substituindo-os por nomes simpáticos ao governo. Outras mudanças legais e decisões judiciais recentes aprovaram a possibilidade de reeleições ilimitadas e ampliaram o mandato presidencial para 6 anos. Bukele já anunciou que disputará a eleição de 2027 em busca de um terceiro mandato. Uma vitória o manteria no poder até 2033, totalizando 14 anos no cargo. Crédito, Getty Legenda da foto, Bukele se tornou uma referência para muitos políticos latino-americanos de direita Queda dos homicídios, aumento da pobreza A equipe da BBC News Brasil esteve em El Salvador por 10 dias entre maio e junho, visitando diferentes regiões do interior e do litoral do país, além da capital. Um dos reflexos mais visíveis da melhoria nos indicadores de segurança é o boom imobiliário que o país vive hoje — em parte, alimentado por salvadorenhos que moram no exterior, apoiam Bukele e investem na terra natal. Em lançamentos imobiliários no litoral e na capital San Salvador, apartamentos com três quartos podem custar mais de meio milhão de dólares — o dólar é a moeda do país desde 2001. Em 2025, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia de El Salvador cresceu 3,9% — acima da média de crescimento na América Central (2,6%) e da média de crescimento nos cinco anos anteriores ao governo Bukele (2,4%). O desemprego fechou o ano em 4,72%. Os bons índices econômicos, porém, não têm se traduzido em uma diminuição dos níveis de pobreza — pelo contrário. Segundo o Banco Mundial, entre 2019 e 2023 (último ano com dados disponíveis), a proporção de domicílios salvadorenhos abaixo da linha nacional de pobreza passou de 22,8% para 27,2%, enquanto o percentual de famílias abaixo da linha de extrema pobreza foi de 4,3% a 8,8%. O banco diz que o aumento da pobreza num cenário de crescimento da economia se explica, em parte, por uma diminuição da renda e da qualidade do trabalho entre os salvadorenhos mais pobres. Muitos moradores entrevistados pela BBC News Brasil se disseram preocupados com a economia, o mercado de trabalho e os custos de vida no país. No centro de San Salvador, palco de uma reforma urbanística que se tornou uma das principais vitrines do governo de Bukele, os contrastes entre a velha e a nova El Salvador ficam evidentes. Nos poucos quarteirões revitalizados, há turistas, a fiação elétrica foi enterrada e as calçadas e os parques estão bem cuidados. Mas, nas quadras vizinhas, o cenário é outro: há muito lixo nas ruas, vendedores ambulantes e edifícios mal conservados. Para o vendedor de sucata José Manuel, poucos salvadorenhos têm se beneficiado do momento econômico do país, enquanto a maioria da população luta para sobreviver. Segundo ele, a reforma do Centro da cidade é uma "maquiagem para que pensem que estamos bem". "Não há esperança de sairmos desse ciclo, porque não há empregos", ele afirma enquanto caminha entre velhos televisores, bicicletas usadas e outras quinquilharias. Crédito, Felix Lima/BBC Legenda da foto, Para vendedor, reforma no centro de San Salvador é uma 'maquiagem para que pensem que estamos bem' Causas estruturais da violência Para Juan Carlos Torres, analista de segurança e professor da Universidade Don Bosco, em San Salvador, Bukele atacou a face mais visível da violência, mas não suas causas, como a pobreza e a desigualdade. Para ele, a popularidade do presidente se deve, em parte, à sua habilidade em usar a comunicação para convencer os salvadorenhos de que "vivemos no país mais seguro do mundo". "Isso faz com que as pessoas acreditem nisso e peguem o telefone [para fazer uma denúncia] se veem algum delinquente", afirma Torres. Em 2025, o país teve 1,3 homicídio por 100 mil habitantes, o menor índice das Américas, abaixo até mesmo de nações como EUA (4,0), Argentina (3,6) e Canadá (2,0). Em 2015, quatro anos antes do início do governo Bukele, o país tinha 103 homicídios por 100 mil habitantes, o maior índice do mundo naquele ano e pior indicador já registrado no país. Sob o regime de exceção, El Salvador reduziu os níveis de violência, mas também virou o país com o maior índice de encarceramento do mundo. Hoje há ali 1.659 presos a cada 100 mil habitantes, ou 1,6% da população do país. No Brasil, que ocupa o 15º posto no ranking de países com maior população carcerária do mundo, o índice é de 0,46%. Organizações de direitos humanos afirmam, porém, que o grande número de presos reflete o uso de critérios questionáveis pelas forças de segurança de El Salvador. Segundo as entidades, muitas detenções são feitas com base em denúncias anônimas, aparência física ou provas frágeis. Já o governo salvadorenho afirma que as detenções são amparadas na legislação e que cerca de 9 mil pessoas presas durante o regime de exceção foram libertadas após as investigações apontarem que elas não tinham vínculos com organizações criminosas. O grupo representa cerca de 10% do total de presos no regime. Crédito, Felix Lima/BBC Legenda da foto, Capital San Salvador vive explosão de lançamentos imobiliários nos últimos anos 'Soube da morte do meu filho preso por um post no Facebook' Os irmãos José Alfredo e Vidal Adalberto Vega González foram presos em 17 de maio de 2022. Moravam no Baixo Lempa, uma zona rural cerca de 100 km ao sul de San Salvador. Para chegar à região, a equipe da BBC News Brasil viajou por estradas de terra que margeiam manguezais e atravessam comunidades humildes. A mãe, Marta Elena González, diz que os filhos trabalhavam com a pesca de camarões e nunca se envolveram com criminosos. Segundo ela, porém, ambos foram detidos com base em denúncias anônimas e acusados de vínculos com facções. Marta passou três anos sem receber notícias dos filhos. Sabia apenas o nome do presídio onde estavam e, mensalmente, ia até o local para entregar paquetes — pacotes com alimentos e itens de higiene básicos destinados aos detentos. Até que, em abril de 2025, enquanto navegava no Facebook, ela viu uma foto do filho mais novo, José Alfredo, num post lamentando sua morte. A publicação havia sido feita por uma funerária. "Foi assim que soubemos da morte dele, ninguém na prisão nos avisou", afirma. Ao entrar em contato com a funerária, Marta diz ter ouvido que, antes de morrer, o filho passou nove dias internado em um hospital por causa de uma infecção bacteriana. "E nem me avisaram para que pudesse vê-lo pela última vez", diz a mãe à BBC, com voz embargada. "Quando o levaram, nem doente ele estava", afirma. "Ficamos com muitas perguntas sem respostas." José Alfredo tinha uma filha de 7 anos, hoje criada pela ex-mulher. Ele é uma das 537 pessoas presas durante o regime de exceção que morreram sob a custódia do Estado antes de serem julgadas, segundo a Socorro Jurídico Humanitário, uma ONG de El Salvador. Crédito, Felix Lima/BBC Legenda da foto, Mães que tiveram filhos presos no regime de exceção se manifestam em San Salvador Organizações de direitos humanos afirmam que o sistema judicial do país está abarrotado e não é capaz de lidar com a quantidade de presos aguardando julgamento. Elas afirmam que detidos podem passar anos na prisão sem uma acusação formal ou sem saber do que são acusados. Familiares de presos ouvidos pela BBC News Brasil relataram até casos de detentos que, mesmo após terem a libertação determinada pela Justiça, aguardam há meses pelo cumprimento da ordem. A BBC News Brasil questionou o governo de El Salvador sobre esses casos, mas não obteve resposta. Repetidos pedidos de entrevistas com ministros do governo e deputados aliados de Bukele para tratar da política de segurança no país também foram recusados. Em 2026, para desafogar o sistema judicial, El Salvador iniciou julgamentos coletivos de milhares de acusados de integrar facções. Mas críticos dizem que os megajulgamentos impedem a análise individual dos casos e prejudicam o direito dos réus à defesa. Crédito, Felix Lima/BBC Legenda da foto, Militares controlam acesso à Campanera, comunidade que antes era o principal reduto da facção Barrio 18 'Uma ditadura de outro tipo' Coordenador do Movimento de Vítimas do Regime (Movir), grupo que agrega familiares de pessoas presas no regime de exceção, o engenheiro Samuel Ramírez diz que El Salvador é hoje uma ditadura. "Ele [Bukele] administra o país como sua própria empresa e não permite que ninguém o contrarie", afirma Ramírez, que, durante a guerra civil salvadorenha (1979-1992), foi um guerrilheiro da Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional (FMLN). O grupo, de ideologia marxista e apoiado pela União Soviética, lutou contra tropas governistas financiadas pelos Estados Unidos. Após o fim do conflito, a FMLN virou um partido político. Foi nele que Bukele iniciou sua trajetória política ao se eleger prefeito do município de Nuevo Cuscatlán, em 2012, e, depois, da capital San Salvador, em 2015. Hoje, o presidente pertence ao Novas Ideias, um partido que ele próprio criou após ser expulso da FMLN por divergências internas e que rejeita os rótulos de esquerda e direita, embora seja descrito por analistas como conservador. Ramírez ressalta, no entanto, que não considera a administração Bukele uma ditadura clássica, pois diz que o governo tenta se apresentar como uma democracia. "[Bukele] não é como Hitler ou Pinochet. Ele nunca mandou atirar contra nós numa manifestação, nunca mandou nos assassinar, porque sabe que hoje todos carregamos um celular", afirma Ramírez. Ele falou à BBC News Brasil durante uma manifestação numa manhã ensolarada de maio, quando algumas dezenas de mulheres caminharam até a sede da Procuradoria-Geral da República, em San Salvador, para entregar uma carta pedindo a soltura de seus filhos. Crédito, Felix Lima/BBC Legenda da foto, Em 2015, El Salvador registrou maior índice de homicídios do mundo Para o cientista político e especialista em segurança pública canadense Robert Muggah, os resultados das políticas de segurança de Bukele são inquestionáveis, mas ocorreram "às custas do sistema democrático". "Minha preocupação é que, no longo prazo, isso tenha implicações sérias para a independência dos tribunais, para os direitos civis e as garantias dos cidadãos", afirma. Críticos acusam Bukele de perseguir opositores, incluindo jornalistas e defensores de direitos humanos. Muitos deixaram o país nos últimos anos, citando temores com sua segurança. O jornal El Faro, um dos veículos salvadorenhos mais críticos a Bukele, transferiu sua sede para a Costa Rica em abril de 2023. Representantes do jornal afirmaram que a mudança foi motivada, entre outros fatores, pelo temor de que jornalistas fossem acusados de colaborar com as facções diante de interpretações abrangentes da legislação adotada para combater os grupos. Em diversas ocasiões, o jornal entrevistou membros de facções sobre supostos laços e negociações desses grupos com autoridades do governo. Bukele nega perseguir jornalistas e entidades de direitos humanos. Em diversas ocasiões, ele disse que os grupos parecem mais preocupados em proteger os direitos de criminosos do que os de cidadãos afetados pelo crime. Crédito, Felix Lima/BBC Legenda da foto, Artista Melvin Gómez questiona manutenção do regime de exceção em El Salvador Muggah questiona ainda a possibilidade de replicar a política de segurança de Bukele em países maiores, como o Brasil. Segundo ele, as facções salvadorenhas "eram altamente territoriais e tinham marcas muito claras, como tatuagens, o que tornava relativamente simples saber quem era quem". Além disso, El Salvador não é um mercado de drogas relevante nem uma rota indispensável para o tráfico internacional, o que limita o poderio e a capacidade de expansão dessas organizações, diz o cientista político. Já o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), as principais facções brasileiras, "operam mais como empresas multinacionais do que como gangues de rua", o que torna muito mais complexo combatê-las, segundo Muggah. Ele afirma que o caso do Equador — em que, desde 2024, o governo também tem usado o regime de exceção para combater o crime organizado — mostra a dificuldade de replicar o modelo Bukele em países maiores. Após a adoção dessa estratégia, o país registrou um número recorde de homicídios no ano passado. "O que ocorreu lá foi que a violência acabou sendo deslocada para outras áreas", afirma Muggah. Crédito, Felix Lima/BBC Legenda da foto, Em 2025, El Salvador registrou o menor índice de homicídios das Américas 'O medo agora é outro' Com a queda dos índices de violência em El Salvador, alguns questionam por que o governo mantém o regime de exceção — uma medida que precisa ser renovada a cada 30 dias. Para o artista plástico Melvin Gómez, que dá aulas de pintura para jovens em uma comunidade pobre nos arredores de San Salvador, "o medo agora é outro: que as pessoas não possam alçar sua voz, seu direito de se manifestar, porque há um regime". Já na Campanera, a professora Adélia Rosales diz esperar que Bukele permaneça no poder por vários anos. "Sinto que ele ainda não terminou de fazer o projeto que precisa para nos deixar com a segurança já estabelecida", afirma. Quando questionada se não teme que El Salvador repita uma história comum na região, na qual presidentes populares se transformam em líderes autoritários que se recusam a deixar o poder, ela pondera: "Pode acontecer. Nada está escrito em pedra, a política é um processo dinâmico". Ainda assim, diz que as mudanças na segurança promovidas por Bukele a fazem se sentir esperançosa quanto a novos avanços.

Perguntas Frequentes sobre ARGE11

Qual é a cotação de ARGE11 hoje na B3?
A cotação de ARGE11 hoje está em R$ 12,55. Durante o pregão, registrou mínima de R$ 12,46 e máxima de R$ 12,61.
Quanto a ARGE11 paga de dividendos?
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Como calcular o Preço Teto de ARGE11?
O Preço Teto (Método Barsi e Décio Bazin) estabelece o preço máximo a pagar para obter um retorno mínimo em proventos (ex: 6% ao ano). Utilize nossa Calculadora de Preço Teto de ARGE11 para calcular automaticamente a margem de segurança e o Preço Justo de Graham.
O que significa o P/L e o P/VP de ARGE11?
O P/L (Preço sobre Lucro) indica quantos anos levaria para reaver o capital investido através dos lucros da empresa. Já o P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) indica se o papel está sendo negociado acima ou abaixo de seu patrimônio líquido contábil.

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