Bitcoin
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13/08/2026
Bitcoin hoje avança empurrado por alívio nos EUA e vira ‘porto seguro’ contra o mau humor da B3
Da redaçãoi Da redação https://istoedinheiro.com.br/autor/da-redacao 13/08/2026 - 14:36 Para compartilhar: Copie a URL: Copiar
Criptomoeda se descola da volatilidade acionária doméstica e consolida ganhos sustentada pela expectativa de corte de juros pelo Fed e forte demanda de ETFs institucionais
O que aconteceu Rali Sustentado: O Bitcoin (BTC) opera em forte alta nesta quinta-feira (13), negociado na faixa dos US$ 108 mil, renovando o otimismo dos investidores após a divulgação de dados de inflação benignos nos Estados Unidos.
Cotação em Reais: Com o dólar comercial operando sob pressão na casa de R$ 5,20, a cotação do ativo digital no Brasil ultrapassa os R$ 560 mil, ampliando os ganhos para o investidor local.
O Fator Federal Reserve: A redução nas apostas de juros altos nos EUA derruba os rendimentos dos títulos do Tesouro americano ( Treasuries ), canalizando a liquidez global para ativos de escassez comprovada.
Refúgio Alternativo: Enquanto o Ibovespa amarga sete pregões seguidos de queda e a Selic estaciona em 14%, o Bitcoin atrai capital de brasileiros em busca de diversificação e proteção em moeda forte.
O mercado global de criptoativos vive um dia de forte tração direcional nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026. Liderando o pelotão, o Bitcoin (BTC) consolida sua posição de destaque nos portfólios internacionais, operando com ganhos firmes na região dos US$ 108 mil. O movimento de alta evidencia o descolamento da moeda digital em relação aos ativos de risco tradicionais das economias emergentes, atraindo um fluxo comprador que busca antecipar os próximos passos da política monetária global.
O grande motor da valorização do Bitcoin hoje não reside em novidades tecnológicas da rede, mas sim na macroeconomia norte-americana. A divulgação recente do Índice de Preços ao Produtor (PPI) nos Estados Unidos apontou para o esperado “pouso suave” da economia. Com a inflação dando sinais claros de arrefecimento, o mercado precificou que o Federal Reserve (Fed) não tem mais espaço para manter o custo do dinheiro em patamares elevados, o que derrubou os juros futuros nos EUA e enfraqueceu o dólar globalmente (DXY).
Historicamente e, de forma mais madura neste ciclo de 2026, quando o custo de oportunidade da renda fixa americana cai, a liquidez institucional migra rapidamente para ativos que não podem ser inflacionados por bancos centrais — tese central do Bitcoin.
Para o investidor brasileiro, o ganho de capital no Bitcoin ocorre de forma dupla. A criptomoeda não apenas sobe em dólar, mas o prêmio cambial potencializa a rentabilidade no mercado interno. Com o dólar comercial operando na faixa de R$ 5,20 nesta quinta-feira, influenciado pelo rebaixamento das ações brasileiras pelo JPMorgan e pelas incertezas geopolíticas, um único Bitcoin passa a ser cotado acima de R$ 560 mil nas principais exchanges (corretoras) que operam no País.
Esse cenário cria um contraste brutal no mercado financeiro nacional. Enquanto o Ibovespa definha na casa dos 167 mil pontos, punido por uma taxa Selic a 14% ao ano e pela debandada de R$ 7,2 bilhões de capital estrangeiro apenas em agosto, o Bitcoin passou a funcionar como uma espécie de “porto seguro” assimétrico. Alocadores de patrimônio e escritórios de Wealth Management da Faria Lima têm utilizado os ETFs (Fundos de Índice) de criptoativos listados na B3 para dolarizar as carteiras dos clientes e blindá-las contra o Risco Brasil, sem abrir mão da regulação da CVM.
Outro fator que sustenta o atual patamar de preço do Bitcoin em 2026 é a consolidação do choque de oferta programado. Mais de dois anos após o halving de abril de 2024 (que reduziu a emissão de novas moedas pela metade), o mercado absorveu completamente a escassez do ativo.
Paralelamente, os ETFs de Bitcoin à vista (spot), aprovados em Wall Street e plenamente maduros em 2026, transformaram a dinâmica de negociação. A entrada constante de capital de fundos de pensão, grandes bancos e tesourarias corporativas americanas estabeleceu um “piso” de liquidez que reduziu drasticamente a volatilidade que outrora afugentava o investidor tradicional.
Guia do Investidor
Seja você um investidor veterano ou iniciante, a inclusão do Bitcoin na carteira neste ambiente de 2026 exige estratégia e cautela para mitigar riscos:
Evite o Fomo (Medo de Ficar de Fora): Com o Bitcoin flertando com os US$ 108 mil, não comprometa seu caixa de uma só vez. A estratégia mais segura continua sendo o Dollar Cost Averaging (DCA) — fazer aportes fracionados (semanais ou mensais) para diluir o preço médio de aquisição.
Veículos Regulados na B3: Se você não possui familiaridade com a custódia própria em carteiras frias ( cold wallets ) ou teme as complexidades tributárias, invista através de ETFs de criptomoedas listados na Bolsa brasileira (como HASH11, BITH11 ou QBTC11). Eles garantem exposição direta ao ativo com a facilidade da tributação simplificada via DARF de ganho de capital.
Regras de Tributação Atualizadas: Lembre-se de que, pelas regras da Receita Federal vigentes em 2026, lucros obtidos com criptoativos custodiados no exterior estão sujeitos à alíquota anual unificada de 15%. Para operações realizadas em corretoras nacionais (VASPs registradas no Banco Central), as alíquotas seguem a tabela progressiva com isenção para vendas de até R$ 35 mil no mês.
Controle a Alocação: Apesar da alta expressiva, o Bitcoin continua sendo um ativo de renda variável e volatilidade iminente. Gestores de risco recomendam que a exposição em criptomoedas não ultrapasse a faixa de 2% a 5% do patrimônio líquido de um investidor conservador, garantindo que o núcleo da carteira continue protegido na renda fixa brasileira a 14% ao ano.
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