Resumo de Avalanche (AVAX)
O criptoativo Avalanche (AVAX) está sendo negociado a R$ 46,27 nesta data, acumulando uma variação de -0.30% nas últimas 24 horas. O intervalo de negociação no período oscilou entre a mínima de R$ 45,73 e a máxima de R$ 46,57.
Selo de Investimento: Cripto Sólida
🪙 Cripto SólidaO criptoativo AVAX atende a 6 de 7 critérios estruturais (85.7%), demonstrando maturidade de rede, alta liquidez global, consenso seguro e política monetária controlada.
Checklist de Robustez & Tokenomics (7 Critérios Essenciais)
Alta Liquidez Global (Volume > R$ 200M/dia)
Não atendeCapacidade de negociação institucional com alta profundidade no book e baixo slippage
Maturidade da Rede (> 4 anos)
AtendeHistórico comprovado atravessando múltiplos ciclos de mercado e halvings
Segurança de Consenso Comprovada
AtendeArquitetura de rede com algoritmo de consenso descentralizado e auditado
Utilidade & Infraestrutura Real
AtendeAtuação em setores produtivos do ecossistema cripto (exclui memecoins e tokens especulativos)
Grande Porte (Large Cap > U$ 3 Bi)
AtendeCapitalização robusta com aceitação institucional e dominância de mercado
Política Monetária Rígida / Deflacionária
AtendeProteção contra hiperinflação de tokens através de teto de emissão ou queima de taxas
Resiliência de Preço & Estabilidade 24h
AtendeComportamento de preços sem quedas abruptas atípicas superiores a 30% em 24 horas
Histórico de Cotação: Avalanche (AVAX)
Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência
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Mercado Bitcoin confirma hackeamento e roubo de pelo menos US$ 46 milhões no Brasil
Enquanto a Binance tenta se recuperar e continua analisando como hackers norte-coreanos conseguiram roubar US$ 6,3 bilhões de sua exchange de criptomoedas, e confirmam que já recuperou quase US$ 4 bilhões, a plataforma Mercado Bitcoin confirmou que também foi vítima de um hack. A maior exchange do Brasil sofreu um ciberataque durante a madrugada de segunda-feira que obrigou a congelar retiradas e depósitos. A empresa assegurou que os fundos dos usuários estão a salvo e que não houve vazamento de dados. Embora as primeiras estimativas calculassem as perdas em cerca de US$ 40 milhões (mais de 217 milhões de reais), levantamentos posteriores de analistas de segurança da Arkham Intelligence indicaram que o valor de ativos drenados supera os US$ 46 milhões, conforme relatado pelo Bitcoin.com. Diante do avanço do incidente, a companhia reagiu bloqueando temporariamente as operações de retirada e depósito em sua plataforma para preservar a integridade do sistema. “Não houve prejuízo para os clientes” Com o objetivo de tranquilizar seus mais de quatro milhões de usuários, a empresa emitiu uma série de comunicados oficiais por meio de sua conta na rede social X. Nas primeiras declarações, a empresa confirmou a intrusão e ressaltou a proteção das contas individuais: “Identificamos e contivemos rapidamente um incidente de segurança em um de nossos sistemas nesta madrugada. Reforçamos que: não houve nenhum prejuízo para os clientes; não houve vazamento de dados”. Para resguardar o ecossistema enquanto avança a auditoria técnica, a exchange detalhou a interrupção momentânea de seus serviços-chave: “Como medida preventiva de proteção, os depósitos e retiradas estão temporariamente suspensos. Nossas equipes estão mobilizadas investigando o caso, rastreando os ativos e coordenando as medidas junto às autoridades competentes”. Horas depois, a empresa publicou uma atualização técnica compartilhando os endereços públicos para onde foram direcionados os fundos roubados para colaborar com o rastreio global na blockchain. Nessa nova mensagem, Mercado Bitcoin acrescentou: “Continuamos trabalhando para restabelecer as operações com segurança e manteremos nossos clientes informados por meio de nossos canais oficiais”. Como foi a manobra criminosa na blockchain Segundo dados fornecidos pela empresa de monitoramento Hypernative, as primeiras transferências atípicas foram detectadas por volta das 23h15 de domingo, no horário de Brasília. No entanto, a maior parte das operações suspeitas ocorreu entre as 3h19 e 3h53 da madrugada de segunda-feira. Os atacantes conseguiram extrair fundos distribuídos em pelo menos 10 redes blockchain distintas, entre as quais estão Bitcoin, Ethereum, Solana, Tron, Polygon, Arbitrum, Avalanche, BSC e Stellar. Entre os ativos subtraídos, foram contados 106 BTC, mais de 2.800 ETH, 10.700 SOL e milhões de tokens adicionais. Um aspecto-chave apontado por especialistas em cibersegurança é que o drenamento não se originou pela exploração de falhas em contratos inteligentes. As criptomoedas foram transferidas por meio de transações simples diretamente das carteiras quentes da empresa para endereços recém-criados pelos atacantes. Isso sugere que os cibercriminosos teriam obtido acesso ilegal às chaves privadas ou ao mecanismo de assinatura de transações da plataforma. Como contrapartida, a empresa Tether, emissora da stablecoin USDT, reagiu imediatamente. Seu CEO, Paolo Ardoino, confirmou nas redes sociais que congelaram mais de 4,5 milhões de USDT vinculados ao endereço do atacante para frear sua liquidação. Este ciberataque sacode o mercado de cripto sul-americano apenas alguns dias depois de a Binance ter sofrido um ataque maciço com impacto global.
Como a IA vai criar o carro de F1 do futuro antes mesmo de colocá-lo nas pistas
Enquanto o Brasil se prepara para receber mais um Grande Prêmio da Fórmula 1, a próxima geração do automobilismo é desenvolvida com a inteligência artificial (IA) como protagonista e capaz de moldar diferentes cenários do esporte sem sequer colocar os carros nas pistas. Continua após a publicidade O caminho é traçado com uma nova parceria entre a Amazon Web Services (AWS) e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), entidade que comanda a F1 e outras modalidades do automobilismo. A AWS vai fornecer tecnologia de dados, IA e computação para simular novos regulamentos e regras para carros no ambiente digital, o que reduz custos com produção de peças. A empresa também fornece a tecnologia responsável por coletar e interpretar os dados de cada volta durante as corridas da F1. As informações são usadas para municiar a estratégia das equipes e contar histórias para os fãs que acompanham pela TV. Para entender mais sobre o impacto da IA na principal categoria do automobilismo, o Canaltech conversou com a líder de Gestão de Soluções para Clientes da AWS do Brasil, Fernanda Spinardi. A executiva mostra o panorama da parceria com a FIA e reforça como a Fórmula 1 é um exemplo de sucesso no uso de dados. O Canaltech está no WhatsApp! Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia WhatsApp Continua após a publicidade Projetando o carro do futuro A nova parceria entre AWS e FIA permite determinar mudanças no regulamento de todas as categorias do automobilismo de forma digital, sem a necessidade de produzir novas peças somente para os testes. A divisão de nuvem e IA da Amazon tem uma estrutura para comparar os dados de simulações e aplicar inteligência artificial para que as construtores trabalhem em cima dos dados. Vale reforçar que a regulamentação não implica somente nas regras da corrida nesse caso, mas também nas especificações em que os carros precisam ser desenvolvidos. Desenhar o carro do futuro é um dos pilares da parceria, segundo Fernanda Spinardi. Para isso, a IA cria simulações aerodinâmicas, consegue prever padrões e identificar cenários. Continua após a publicidade “Há uma simulação digital que vai testar como é que o fluxo de ar, por exemplo, se relaciona com o desenho aerodinâmico do carro. Depois, pode fazer ajustes nesse desenho aerodinâmico sem a necessidade de produzir a peça física. A cada ajuste, você roda novamente a simulação e isso faz com que você tenha um resultado sem a necessidade de passar pelo pelo processo físico”, explica. Os insumos também são usados pela FIA para monitorar e fiscalizar se os carros seguem as diretrizes. O potencial da mudança é garantir mudanças mais estáveis de regulamento e até evitar polêmicas da temporada de 2026 da Fórmula 1, no qual a entidade precisou intervir durante o ano para ajustar regras. “Eles teriam tempo de processar esses cenários, essas simulações e essas informações pré-temporada, fazer o ajuste de regulamento e e ter uma temporada livre de interferências, tão significativas”, destaca a executiva da AWS. Continua após a publicidade Carros da F1 coletam “600 filmes por segundo” A AWS é parceira da Fórmula 1 desde 2018 e tem o trabalho de gerenciar toda a avalanche de dados de telemetria obtidos pelos carros durante as provas. São mais de 300 sensores espalhados entre veículos e pistas para coletar 1,1 milhão de pontos de dados por segundo — uma quantidade de dados equivalente a fazer o streaming de 600 filmes por segundo, revela Fernanda Spinardi. A F1 é uma modalidade que sempre caminhou junto com telemetria, tempos de volta e outras informações metrificadas. O primeiro trabalho foi importar toda a base de dados de 70 anos de corridas para depois incorporar com os novos insights obtidos nas provas posteriores. Continua após a publicidade “O exemplo da Fórmula 1 é um caso de muito sucesso porque essa disciplina de tratar a camada de dados já acontece há muitos anos. Hoje, vemos a aceleração da adoção de tecnologia de IA muito por conta dessa disciplina que aconteceu nos anos anteriores”, destaca. A inteligência artificial entra no processo para analisar os dados e contar a história a partir disso. Durante a corrida, é possível analisar qual é a melhor estratégia para um pit stop ou em qual volta um carro terá a oportunidade de ultrapassar o outro ao manter o ritmo de velocidade. A possibilidade de prever cenários também alimenta o campo das hipóteses num esporte em que as decisões precisam ser tomadas em pouco segundos e têm consequências por toda a prova. A pergunta “e se o piloto fizesse isso?” ganha outro contexto com o impulso da IA. Continua após a publicidade “A inteligência artificial para fazer censo desses dados e trabalhar não no olhar histórico do que aconteceu, mas trabalhar também um olhar de predição: o que poderia acontecer no futuro com diferentes decisões nessa corrida. Se o piloto tivesse feito uma curva com um pouco mais de de aderência, quanto tempo eu teria ganho e o que teria acontecido como resultado?”, detalha Fernanda Spinardi. O fã como parte da corrida Quem já assistiu a uma transmissão recente da F1 pode notar as diversas inserções de dados e elementos gráficos que reforçam as disputas que ocorrem entre todas as posições. No GP de Interlagos, disputado no domingo (08) com dois brasileiros no grid, não vai ser diferente. Continua após a publicidade Alguns fãs mais apaixonados podem até adotar uma segunda tela para acompanhar os tempos de voltas junto com a corrida, mas a própria transmissão original já reforça algumas das disputas e números mais importantes da prova. Antes de uma decisão de parar nos boxes, por exemplo, o espectador pode entender qual é a melhor janela ou o tempo necessário para que isso não ameace a posição de um dos pilotos. “Dá a possibilidade de pensar em ser um estrategista de uma equipe de Fórmula 1”, defende Fernanda Spinardi. Continua após a publicidade
Livro de Ana Paula Maia tira horror de desastre ambiental
O Tenebroso Brilho do Sol Preço R$ 69,90 (112 págs.); R$ 34,90 (ebook) R$ 69,90 (112 págs.); R$ 34,90 (ebook) Autoria Ana Paula Maia Ana Paula Maia Editora Companhia das Letras Poucos dias antes do lançamento de "O Tenebroso Brilho do Sol", uma geleira desabou no Himalaia e uma avalanche de lama atravessou o vale de Trishuli, no Nepal. As imagens do desastre parecem ter saído diretamente do novo romance de Ana Paula Maia: casas soterradas pelas águas, estradas desaparecidas, uma paisagem reduzida a lama e barro. O espelhamento é inquietante: como os mortos e os duplos que povoam o romance, suas imagens parecem encontrar uma segunda vida no mundo real. A escritora Ana Paula Maia, autora de 'Assim na Terra como Embaixo da Terra' e 'O Tenebroso Brilho do Sol' - Karime Xavier/Folhapress Finalista do prêmio Booker Internacional de 2026 e uma das vozes mais singulares da literatura brasileira, Maia construiu um universo imediatamente reconhecível, calcado numa prosa seca e precisa, povoado por trabalhadores brutalizados, violência contra humanos e animais e territórios hostis. Em seu novo romance, breve e explosivo, esse universo se desloca mais claramente para o horror e o sobrenatural, com forte inflexão ambiental. Eliote é o último morador de um povoado no sul do Brasil devastado pelo rompimento de uma barragem. Perdeu a mulher e os dois filhos e permanece no vale como vigia da represa, enquanto busca obsessivamente os corpos das crianças. Mas ali os mortos nunca desaparecem inteiramente. Através do ritual da "coberta da alma", antigo costume do povoado, um morador passa uma semana vestido como alguém que morreu, repetindo seus gestos e ocupando seu lugar. Eliote representava Endrick, o irmão cuja morte é cercada de mistério e loucura. Maia inverte aqui a lógica do rito funerário, obsessão de sua obra: se no romance "Enterre Seus Mortos" o imperativo do título dizia respeito a separar mortos e vivos, aqui uma comunidade inventa um ritual para fazê-los voltar. Depois da enchente, Eliote repete esse gesto em escala maior e multiplica esses duplos inquietantes. Veste manequins com roupas dos desaparecidos, como se tentasse devolver corpo ao que a água apagou. Ao mesmo tempo, sua identidade começa a se desfazer e se aproxima cada vez mais da de Endrick, que morreu em uma espiral de loucura clarividente, assombrado por imagens e profecias de um futuro devastado. O protagonista passa a frequentar a floresta, tem visões de orbes luminosas e passa a ocupar a mesma posição perceptiva do irmão. O duplo deixa de ser apenas ritual e ameaça a separação entre ambos. Eliote enlouquece como Endrick ou começa a enxergar aquilo que ele enxergava? Tudo a Ler Receba no seu email uma seleção com lançamentos, clássicos e curiosidades literárias Carregando... O apocalipse e as figuras proféticas já atravessavam tematicamente a "Trilogia do Fim", conjunto anterior de obras de Maia, mas no novo romance essa ameaça assume escala ambiental. Endrick imagina um mundo condenado pela própria luminosidade; num gênero acostumado à escuridão, Maia faz da luz uma fonte de terror. O sol ilumina e violenta, enquanto suas visões aproximam o fim de uma imagem entrópica. Depois de Mariana, Brumadinho e das enchentes no Rio Grande do Sul, esse apocalipse encontra no presente uma paisagem reconhecível. A força do romance está na precisão com que Maia concentra tudo isso. Suas imagens surgem espaçadas e solitárias, ganhando potência porque permanecem parcialmente inexplicadas. Mas a concisão cobra um preço: o mundo sugerido por ela parece maior do que as 112 páginas conseguem comportar. É um romance que cresce muito no leitor depois de terminado, embora deixe a sensação de que poderia ter respirado mais. O horror de Maia encontra sua força nessa zona em que o fantástico já não nos retira do mundo, mas nos devolve a ele sob uma luz mais inquietante. Uma profusão de imagens de territórios devastados, soterrados ou submersos passaram a compor um repertório cada vez mais familiar da catástrofe brasileira. Não parece casual que parte da ficção recente encontre no horror uma linguagem capaz de lidar com paisagens em transformação e violências que excedem a experiência ordinária. Em "O Tenebroso Brilho do Sol", o sobrenatural torna visível essa estranheza: o que deveria pertencer ao apocalipse já se parece demais com o presente.
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