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TIMS3L

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Já rompi, e acho que bets são um assunto contemporâneo, diz Cauã Reymond
UOL - Notícias 31/07/2026

Já rompi, e acho que bets são um assunto contemporâneo, diz Cauã Reymond

São Paulo "Jogada de Risco", série idealizada e protagonizada por Cauã Reymond, foi definida por ele como um "proibidão do futebol" ao mostrar os bastidores não tão gloriosos do esporte que é paixão nacional. Cena de 'Jogada de Risco' - Fabio Rocha/TVGlobo/Divulgação Além das cenas de nu frontal e de sexo, que levaram a série a ser um dos assuntos mais comentados do país no X, a trama que tem novos episódios toda quinta-feira abordará também o mercado das bets no Brasil. "Já rompi, e acho que esse [o impacto das bets] é um assunto extremamente contemporâneo, muito questionado ao longo dessa Copa", diz Reymond, por videochamada. Ele é criador da série ao lado de Thiago Dottori e Sofia Maria. O galã, um dos mais prestigiosos da Globo de sua geração, chegou a fazer propaganda para a Bateubet na época em que estava na novela "Vale Tudo". Em maio do ano passado, no entanto, Reymond cancelou o contrato com a empresa e afirmou que a decisão foi motivada pelos impactos que passou a observar do vício em apostas. "Descobri muita coisa sobre como funciona essa engrenagem. Como artista, acho importante entrar em assuntos que geram reflexão, e não só entretenimento", afirma, sobre a aparição das casas de apostas nos próximos episódios de "Jogada de Risco". "Tenho curiosidade por territórios contraditórios, em que as camadas da história e dos personagens se enriquecem. Não vejo por que não tocar em assuntos delicados." Na trama, Reymond é Maurício, jogador aposentado e agente de Luan, Geraldo e outros jovens talentos do Atlântico, time fictício apresentado como um dos maiores do Rio de Janeiro. De certa forma, seu sonho fracassado de ser um craque vive na nova geração. Leticia Colin vive Rita, cafetina e ex-garota de programa que agencia Daniele e que tem os jogadores como seus clientes fiéis.

Por que Vance ainda supera Rubio na sucessão de Trump
UOL - Notícias 31/07/2026

Por que Vance ainda supera Rubio na sucessão de Trump

The New York Times Durante o primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump, o vice-presidente J. D. Vance atuou principalmente como o "durão" designado pela Casa Branca. Em vez de suavizar a aspereza de Trump, ele foi incumbido de ser (ou escolheu ser) mais duro que o próprio presidente —fosse pressionando publicamente o presidente ucraniano Volodimir Zelenski, defendendo a repressão à imigração em Minneapolis ou realizando uma viagem simbólica à Groenlândia, o objeto gelado do desejo do presidente. Nos últimos meses, o papel de Vance mudou. Ele foi o principal cético interno quanto à decisão do presidente de atacar o Irã e, posteriormente, tentou atuar como o diplomata capaz de desatar o nó iraniano. Ele também embarcou em uma turnê de lançamento de livro, de certa forma culturalmente conciliadora, e viu o nascimento de um novo filho. O vice-presidente J. D. Vance conversa com o presidente Donald Trump, com Marco Rubio ao fundo, durante funeral do senador Lindsey Graham, em Washington - Chip Somodevilla - 28.jul.26/Getty Images via AFP Como considero a guerra com o Irã uma insensatez e uma armadilha, prefiro muito mais essa versão da vice-presidência de Vance àquela que parecia absorvida por uma política conservadora movida por impulsos viscerais. Em contrapartida, embora eu tenha considerado a atuação de Marco Rubio em seu primeiro ano como secretário de Estado extremamente eficaz, sua postura em relação ao Irã tem sido marcada pela esquiva: ele deixa que outras autoridades assumam os riscos —seja para abraçar a guerra ou buscar a paz— enquanto mantém suas próprias opções em aberto. A política do Partido Republicano, no entanto, muitas vezes não segue as minhas preferências; a versão de Vance que eu prefiro é também aquela que, aos olhos de seus adversários internos no partido, parece politicamente enfraquecida. De ataques coordenados na internet a críticas contundentes do The Wall Street Journal e de Ben Shapiro, há uma sensação palpável, entre os setores da direita céticos em relação a Vance, de que o vice-presidente está excepcionalmente vulnerável e de que um cenário com Rubio em 2028 pode, de fato, ser viável. Os céticos em relação a Vance têm alguns dados a seu favor. Rubio avançou sobre Vance em uma nova pesquisa para as primárias de 2028 em New Hampshire e não está muito atrás do vice-presidente nos mercados de apostas. Além disso, pode-se argumentar que ter acertado inicialmente sobre a guerra com o Irã não traz grandes vantagens políticas para o vice-presidente. Primeiro, mesmo em meio às crescentes dúvidas sobre o conflito, a maior parte da base republicana não quer ouvir que o presidente cometeu um erro terrível ao entrar em guerra; e, de qualquer forma, um vice-presidente não pode fazer campanha dessa maneira. E, como Vance não pode fazer campanha dessa maneira —já que precisa defender seu chefe—, sua posição também não agradará plenamente a ala da direita contrária à guerra, seja ela representada por Tucker Carlson ou Joe Rogan. Esse dilema poderia ter sido resolvido com um acordo de paz articulado por Vance, permitindo que o vice-presidente creditasse ao presidente Trump uma suposta vitória, ao mesmo tempo em que ganharia seu próprio reconhecimento como negociador junto àqueles que enxergam a situação com clareza. Mas, obviamente, os esforços para encerrar a guerra ainda não deram certo, e o memorando de entendimento de junho entre os Estados Unidos e o Irã —negociado principalmente por Vance— encontra-se atualmente à deriva no estreito de Hormuz, crivado de balas. Pode-se dizer, então, que ele está agora em uma situação de impasse: serve de bode expiatório para os defensores de uma linha dura que acham o governo pouco enérgico, mas não obteve sucesso diplomático suficiente para satisfazer os conservadores que buscam um pacificador. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Carregando... No entanto, o desafio para os críticos de Vance é que não basta uma narrativa segundo a qual a guerra com o Irã lhe causou diversos problemas políticos. É preciso uma história em que ele esteja tão enfraquecido a ponto de o próprio Trump decidir favorecer Rubio como sucessor —pois é impossível que o secretário de Estado faça campanha contra o vice-presidente sem a aprovação tácita de Trump. Tal cenário era imaginável no início da guerra. Se o conflito tivesse corrido bem, a oposição de Vance teria parecido insensata, e Rubio poderia então ter se posicionado como o defensor de uma política externa agressiva e bem-sucedida. Mas, na situação atual de dificuldade e impasse, não há indícios de que Trump veja Vance com mais ceticismo devido à sua oposição inicial à guerra. De fato, há relatos de que o presidente passou a ver o vice-presidente com melhores olhos nos últimos meses —embora a perda de peso de Vance receba parte do crédito por essa mudança. Além disso, alguns dos comentários de Vance sobre a guerra que mais geraram polêmica, especialmente suas críticas à postura de Israel, quase certamente refletem as frustrações do próprio presidente. Então, como chegaríamos a um cenário em que Rubio se torna o sucessor natural? Se a guerra se arrastar em um impasse e terminar de forma vexatória para os EUA, não consigo imaginar uma campanha bem-sucedida nas primárias republicanas baseada na premissa de que Vance é excessivamente pacifista ou contrário a intervenções. Se Trump intensificar as hostilidades e a guerra se transformar em um fiasco ainda maior, isso será ruim para todos os seus potenciais sucessores, mas dificilmente beneficiará um movimento para descartar Vance. Isso deixa apenas um cenário em que Trump intensifica drasticamente a situação; seu vice-presidente se opõe à escalada enquanto seu secretário de Estado a defende; e o regime iraniano entra em colapso —levando consigo os preços da gasolina—, deixando Trump com Rubio para agradecer pela vitória e Vance para culpar por ter tentado impedi-la. Esse é o futuro no qual eu poderia apostar em Rubio para 2028. Mas também não é um futuro em cuja concretização eu apostaria.

China criou a maior Grande Muralha Verde do mundo com 66 bilhões de árvores, mas obra enfrenta críticas por impactos na saúde e no meio ambiente
China 31/07/2026

China criou a maior Grande Muralha Verde do mundo com 66 bilhões de árvores, mas obra enfrenta críticas por impactos na saúde e no meio ambiente

O projeto ambiental mais ambicioso da história moderna, a chamada Grande Muralha Verde da China, enfrenta uma crise de reputação após 48 anos de implementação. O que começou, em 1978, como um plano estratégico para conter a expansão dos desertos de Gobi e Taklamakan, e que envolveu o plantio de 66 bilhões de árvores, agora revela um aspecto preocupante: o impacto direto dessa intervenção humana na saúde pública da população. A seleção de espécies vegetais escolhidas por sua resistência e rápido crescimento, como artemísia, salgueiro e álamo, levou a um aumento alarmante nas taxas de alergias respiratórias. O pólen dessas plantas libera compostos voláteis que, longe de serem inofensivos, desencadeiam casos graves de asma e rinite alérgica. De fato, os moradores das regiões ao redor dessas barreiras florestais têm agora o dobro da probabilidade de sofrer de alergias em comparação com o período anterior ao início do projeto. Diante desse cenário, as autoridades chinesas destinaram € 747 milhões para substituir espécies consideradas nocivas por outras mais seguras, como ginkgo e ameixeira, além de implementar fitormônios para inibir a liberação de pólen. Veja fotos da Grande Muralha da China 1 de 11 Turistas visitam o Forte Jiayuguan, a âncora histórica da parte mais ocidental da Grande Muralha da China — Foto: Adam Dean/The New York Times 2 de 11 Construção da muralha, com milhares de quilômetros, começou no século III a. C. e durou centenas de anos. — Foto: Robb Kendrick/The New York Times Pular X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 A muralha da China atrai visitantes de todo o mundo — Foto: Roberto Stuckert Filho 4 de 11 Turistas em uma seção da Grande Muralha da China, em fevereiro de 2013. Uma caminhada de dois dias ao longo de um trecho remoto da Grande Muralha da China oferece vistas infinitas sem a distração de multidões. — Foto: Robb Kendrick/The New York Times Pular X de 11 Publicidade 5 de 11 Trecho da Grande Muralha, na área de Gubeikou, ao redor da Montanha Panlong, cerca de 90 milhas a nordeste de Pequim. Esta seção da muralha é um excelente exemplo da construção da dinastia Ming, construída entre 1568 e 1583, no topo de uma relíquia de uma parede que remonta a 1.000 anos antes. — Foto: Robb Kendrick/The New York Times 6 de 11 A história da Grande Muralha da China está esculpida em pedra na base da entrada Jinshanling do muro — Foto: Robb Kendrick/The New York Times Pular X de 11 Publicidade 7 de 11 Jovem tira uma foto de um arco em ruínas em uma torre de vigia ao longo da Grande Muralha da China — Foto: Robb Kendrick/The New York Times 8 de 11 Uma torre de vigia ao longo da Grande Muralha da China — Foto: Robb Kendrick/The New York Times Pular X de 11 Publicidade 9 de 11 Vista da Grande Muralha da China na província de Hebei em maio de 2006 — Foto: Chang W. Lee/The New York Times 10 de 11 Torre Yao Gou Lou, parte da Grande Muralha da China, na província de Hebei, em maio de 2006. — Foto: Chang W. Lee/The New York Times Pular X de 11 Publicidade 11 de 11 Nesta foto tirada em novembro de 2006, visitantes escalam uma parte danificada da Grande Muralha na província de Hebei — Foto: Chang W. Lee/The New York Times Muralha começou a ser erguida no século III a. C., com objetivo de impedir a entrada de invasores estrangeiros; monumento tem milhares de quilômetros e levou centenas de anos para ficar pronto Estudo aponta limitações na captura de carbono Mas a controvérsia não se limita à saúde. Uma pesquisa recente publicada na revista Geophysical Research Letters analisou a dinâmica dessas florestas diante das mudanças climáticas. A equipe da Universidade de Pequim, liderada pelo ecologista Yuhang Luo, descobriu que as florestas plantadas apresentam uma cobertura vegetal que cresce 66% mais rápido do que a observada em áreas naturais. Embora esse aumento inicial na densidade da folhagem sugira maior capacidade de captura de CO₂, os especialistas alertam que esse efeito é temporário. A vantagem dessas árvores atinge seu pico operacional entre os 30 e os 40 anos de idade, período em que seu desenvolvimento se estabiliza. Em contraste, os ecossistemas naturais apresentam um crescimento mais lento, porém contínuo, o que garante maior resiliência e capacidade de armazenamento de carbono no longo prazo. Erros do passado e desafios para o futuro A gestão intensiva dessas plantações também serviu de lição sobre erros cometidos no passado. Em 1991, na região de Ningxia, o governo precisou cortar e queimar 24 milhões de árvores devido a pragas provocadas por uma seleção inadequada de espécies. Da mesma forma, em Jingbian, o plantio de choupos acabou esgotando os recursos hídricos locais, paradoxalmente agravando a desertificação que pretendia combater. Essas experiências reforçam que a engenharia ecológica em larga escala se mostra ineficaz quando as características biológicas de cada território não são levadas em consideração.