TECN3
Consumo CíclicoTechnos S.A.
CNPJ: 09295063000197
Oscilação dos Últimos 12 Meses
Indicadores de Valuation
Indicadores de Endividamento
Indicadores de Eficiência
Indicadores de Rentabilidade
Indicadores de Crescimento
Dados Financeiros
Resultados Financeiros
| Indicador (Anual) | 2025 | 2024 | 2023 | 2022 |
|---|---|---|---|---|
| Receita Total | R$ 478,42 Mi | R$ 400,28 Mi | R$ 342,35 Mi | R$ 351,23 Mi |
| Lucro Bruto | R$ 261,66 Mi | R$ 218,85 Mi | R$ 189,38 Mi | R$ 190,55 Mi |
| EBITDA | R$ 74,85 Mi | R$ 66,76 Mi | R$ 61,72 Mi | R$ 55,60 Mi |
| Lucro Líquido | R$ 71,47 Mi | R$ 64,83 Mi | R$ 56,21 Mi | R$ 39,92 Mi |
Sobre a TECN3
Technos S.A. é uma empresa brasileira fabricante de relógios e acessórios, especializada na produção de relógios de pulso para mercados doméstico e internacional. Fundada em 1979, a Technos é uma das principais fabricantes de relógios do Brasil, operando com tecnologia avançada e design inovador. A companhia produz relógios analógicos, digitais e smartwatches, atendendo diversos segmentos de mercado com produtos de qualidade e estilo. A Technos é um importante player na indústria de relógios e acessórios do Brasil, operando com foco em inovação e qualidade de seus produtos. Com receita anual superior a R$ 300 milhões, a companhia é uma das maiores fabricantes de relógios do Brasil e exporta seus produtos para diversos países. A empresa está comprometida com design inovador, qualidade de fabricação e sustentabilidade em suas operações.
Dividendos
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Mercado de ETFs Deve Alcançar US$ 35 Trilhões até 2030; Veja Como Investir no Ativo
Os ETFs (Fundos Negociados em Bolsa, na sigla em inglês) são uma classe de ativos que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado de capitais brasileiro. Segundo a B3, a bolsa do Brasil ultrapassou a marca de 200 ETFs listados e encerrou o mês de junho com 204 fundos de índices disponíveis para negociação. O resultado mostra um semestre de expansão do mercado de ETFs na bolsa brasileira. Em seis meses, o número de produtos listados cresceu 16,6%, passando de 175 em dezembro de 2025 para 204, com a entrada de 29 novos ETFs. Na comparação com junho de 2025, quando havia 131 ETFs listados, o avanço foi de 73 produtos, ou 55,7%. A expansão do ativo também está expressa em outros números. O estoque financeiro dos ativos alcançou R$ 126 bilhões em junho, ante R$ 91 bilhões em dezembro de 2025, alta de 38,5% no semestre. Em relação a junho de 2025, o estoque avançou 96,9%, praticamente dobrando em relação aos R$ 64 bilhões registrados naquele mês. O número de investidores com posição em custódia chegou a 870 mil, crescimento de 19,5% ante os 728 mil de dezembro e de 34,9% frente aos 645 mil de junho do ano passado, de acordo com a B3. Em valores absolutos, a classe agregou 142 mil investidores no semestre e 225 mil desde junho de 2025. Leia Também Cury (CURY3) Anuncia R$ 190 Milhões em Dividendos Direcional (DIRR3) Anota Lucro de R$ 202 Milhões no 2T26 e Bate Recorde de Vendas Technos (TECN3) Cancela 730 Mil Ações em Tesouraria e Reduz Base Acionária Tenda (TEND3) Pagará Dividendos Intercalares de R$ 0,63 por Ação Reforma Tributária Muda o Planejamento dos Investimentos; Veja Como Otimizar o Impacto dos Impostos Mais de US$ 100 Milhões em Bitcoin São Roubados após Falha de Software “Ultrapassar 200 ETFs listados é um marco que traduz a ampliação e o amadurecimento da indústria. A expansão da prateleira vem acompanhada de crescimento do patrimônio, da base de investidores e da negociação”, destaca Bianca Maria, gerente de Produtos de Equities da B3. Newsletter Forbes Daily As principais notícias do mercado financeiro De segunda a sexta-feira no seu email Assinar Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação. O head para a América Latina do J.P. Morgan Asset Management, Giuliano de Marchi, avalia que essa expansão acompanha uma mudança de comportamento já observada globalmente —a migração dos investidores de fundos tradicionais para ETFs. Segundo o especialista, esses produtos costumam ser cerca de 30% mais baratos que os fundos convencionais e têm como um dos principais atrativos a acessibilidade. No Brasil, o investidor de varejo pode adquirir cotas a partir de aproximadamente R$ 50 e ter acesso à mesma taxa de administração, de 65 pontos-base, oferecida a grandes fundos de pensão globais. A indústria mundial de ETFs, atualmente estimada em US$ 23 trilhões (R$ 118,77 trilhões), caminha para o terceiro ano consecutivo de recordes. Para de Marchi, o setor deve alcançar US$ 35 trilhões (R$180,74 trilhões) até 2030. ETFs ativos ganham espaço Para o especialista do J.P. Morgan porém, o principal fator deve vir com a regulamentação e a popularização dos ETFs ativos. Diferentemente dos ETFs passivos, que apenas replicam um índice, esses fundos contam com gestores que buscam superar o benchmark através de decisões próprias de alocação. OsETFssão conhecidos como fundos de gestão passiva, ou seja, se propõem a acompanhar determinado índice de mercado, como, por exemplo, o Ibovespa, o Nasdaq, o S&P 500. É possível também acompanhar índices de referência de commodities e, nos últimos anos, até mesmo criptomoedas. Enquanto a indústria local ainda é formada quase integralmente por estratégias passivas, que replicam índices de referência, no mercado internacional os ETFs ativos já representam 60% dos produtos disponíveis. A participação desses instrumentos nos novos aportes também avançou, já que passou de 10% do fluxo total de entrada em 2019 para em torno de 40% em 2026. Giuliano de Marchi ressalta que a tendência ganha relevância diante da baixa exposição do brasileiro a ativos no exterior em comparação com aplicadores de outros países latino-americanos. “O chileno tem 50% dos ativos fora, o mexicano tem 35% e o colombiano tem 40%. O brasileiro tem apenas 1% fora em ativos internacionais. Eu acho muito pouco. A diversificação internacional permite ao investidor brasileiro acessar oportunidades que muitas vezes não estão disponíveis no mercado local”, afirma. De acordo com a Anbima, os ETFs são recomendados para investidores arrojados Vantagens e riscos O alto volume transacionado não é sem motivo. Essa classe de ativos possui diferentes vantagens, como a diversificação e a eficiência operacional. Quando o investidor compra um ETF de bolsa, por exemplo, ele acessa uma cesta de ações que pode englobar centenas de empresas. Ou seja, é a oportunidade de colocar em sua carteira um único ativo que reflete o comportamento de um mercado, não precisando escolher a dedo os papéis para compor o portfólio. Outro fator é poder desembolsar uma quantia relativamente baixa para comprar um leque variado de ativos de uma só vez. Por exemplo, podemos ter um ETF que espelha todo o Índice Bovespa por uma cota de apenas R$ 100,00. No entanto, é bom lembrar que esses ativos não tem como objetivo superar o desempenho do próprio índice, mas sim acompanhá-lo. Como define Bruno Stein, responsável pela área de ETFs da Galapagos Capital, o ETF funciona como uma “tecnologia de acesso”. “O mesmo produto, a mesma cota, o mesmo preço que o cliente de 100 reais acessa é o mesmo do cliente de 100 milhões de reais”, comenta Stein. Ele explica que o instrumento serve como uma alternativa “boa e barata” para investir naquilo que o investidor já deseja comprar. No entanto, entre os riscos, o maior perigo está na escolha inadequada do produto por falta de compreensão do seu indexador. Segundo Stein, “o grande erro que você pode fazer com o ETF é escolher o ETF errado”, uma vez que o fundo seguirá estritamente o que o índice determinar. O especialista alerta que o investidor não deve “investir num ETF sem entender exatamente o que esse índice faz”, pois o indexador é quem dita o risco real da aplicação. Investir diretamente no índice exige tempo e disposição para estudar muitos ativos e é difícil até mesmo para o investidor profissional. Por exemplo, para colocar dinheiro no CAC 40, índice de referência da bolsa francesa, você deve comprar as 40 ações mais negociadas do país. Por outro lado, a aquisição de cotas do ETF do CAC 40 é suficiente para replicar o desempenho do índice. Essa facilidade de comprar uma carteira pronta significa aceitar o desempenho geral do mercado. Para Bruno Stein, ao comprar um ETF, o investidor adquire a “média” daquela determinada tese ou mercado. A estratégia traz uma vantagem de proteção, pois “quando a gente compra a média, a gente abre mão de tentar ser o primeiro, deixando de correr o risco de ser o último”. De acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), os ETFs são recomendados para investidores arrojados, dispostos a se expor ao risco. Na tributação, os ETFs de renda variável têm uma diferença importante em relação às ações. Nas operações comuns com ações, ganhos podem ser isentos de Imposto de Renda quando o total vendido no mês não ultrapassa R$ 20 mil. A regra não vale para ETFs: havendo lucro na venda de cotas, o ganho é tributado em 15%, independentemente do valor negociado. Em operações de day trade, a alíquota é de 20%. O investidor é responsável pela apuração e pelo recolhimento do imposto devido. A regra é diferente para ETFs de renda fixa, cuja tributação varia de 15% a 25%, conforme o prazo médio da carteira, com retenção do imposto na fonte. Como investir? O primeiro passo é ter conta em uma corretora de sua preferência e acesso ao ambiente de negociações da B3. Segundo especialista consultados pela Forbes é fundamental que o investidor conheça a gestora que está distribuindo o ETF e que a corretora tenha credibilidade para que os seus recursos financeiros estejam bem alocados. Antes de fazer o aporte avalie o histórico, quais são os outros produtos que eles já distribuíram, e se o mercado considera que a corretora e a gestora tem uma boa reputação.
JBS, BTG, Itaúsa, Taesa, Brava e mais ações para acompanhar hoje
Publicidade O radar corporativo desta terça-feira (11) traz os resultados de BTG (BPAC11), JBS (BDR: JBSS32), Itaúsa (ITSA4), JSL (JSLG3), Movida (MOVI3), Caixa Seguridade (CXSE3) e Natura (NATU3). Fleury (FLRY3) aprova emissão de debêntures no valor de R$ 1,83 bilhão. Já a Orizon (ORVR3) aprova desdobramento de ações na proporção de 1 para 4 ações. Confira mais destaques: Fleury (FLRY3) O Fleury (FLRY3) aprovou a 11ª emissão de debêntures, no valor total de R$ 1,83 bilhão, dividida em duas séries. A operação será destinada exclusivamente a investidores profissionais. JBS (BDR: JBSS32) A JBS divulgou seu balanço do segundo trimestre de 2026. O frigorífico reverteu lucro do mesmo período do ano passado e teve prejuízo líquido de US$ 102 milhões. Já a receita líquida foi recorde de US$ 23,9 bilhões, o que representa crescimento de 14% na comparação com o mesmo período de 2025. Itaúsa (ITSA4) A holding controladora do banco Itaú Unibanco, Itaúsa, divulgou nesta segunda-feira lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões, crescimento de 7% sobre o desempenho de um ano antes. A companhia, que também tem investimentos em empresas como Motiva, Aegea, Alpargatas e Dexco, teve retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio de 18,7% de abril ao final de junho, ante 18,3% no mesmo período de 2025. Caixa Seguridade (CXSE3) A Caixa Seguridade (CXSE3) registrou lucro líquido gerencial de R$ 1,14 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 9,5% em relação a igual intervalo de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, houve queda de 0,2%, de acordo com a companhia. Continua depois da publicidade Natura (NATU3) A Natura teve lucro líquido de R$35 milhões de abril ao final de junho, resultado 82% menor na comparação com o segundo trimestre de 2025. O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) caiu 5,9% no período, para R$620 milhões, com a margem passando de 11,6% para 12%. BTG Pactual (BPAC11) O BTG Pactual (BPAC11) registrou lucro líquido contábil recorde de R$ 4,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 7,2% na comparação trimestral e de 22,2% em relação ao 2T25. Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 5,142 bilhões, crescimento de 22,6% sobre o mesmo período do ano passado. JSL (JSLG3) A JSL (JSLG3) divulgou nesta segunda-feira (10) os resultados do segundo trimestre de 2026. A companhia registrou lucro líquido de R$ 12 milhões no período, queda de 43,7% ante os R$ 21,4 milhões do 2T25. Já na modalidade ajustada, o lucro somou R$ 30,2 milhões, recuo de 16,6% na comparação anual, mas alta de 366,2% frente ao trimestre imediatamente anterior, quando havia ficado em R$ 6,5 milhões. Continua depois da publicidade O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 493,7 milhões, com margem de 19,8%, praticamente estável ante os 20,6% do 2T25 e em linha com o 1T26. Movida (MOVI3) A Movida (MOVI3) teve lucro líquido de R$ 136 milhões, com alta de 101% na comparação com o mesmo período do ano passado. Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$127 milhões para a Movida no segundo trimestre, segundo dados da LSEG. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$ 1,6 bilhões, recorde para a companhia. A margem Ebitda também teve alta e ficou em 71,6%. A receita líquida ficou em R$ 3,7 bilhões, também recorde para a companhia. Continua depois da publicidade Armac (ARML3) A Armac (ARML3) recebeu o pedido de renúncia ao cargo de membro do Conselho de Administração da Companhia, formulado por José Augusto Pereira Aragão. Brava Energia (BRAV3) A Cobas Asset Management informou que passou a deter 15,18 milhões de ações ordinárias da Brava Energia, equivalentes a aproximadamente 3,27% do capital social da companhia. Technos (TECN3) A Technos pagará em 19 de agosto a segunda parcela da remuneração aos acionistas, no valor total de R$ 10 milhões, equivalente a R$ 0,1641 por ação. A companhia também aprovou o cancelamento de 730 mil ações em tesouraria, correspondentes a 44,1% dos papéis em tesouraria e 1,2% do capital social. Após o cancelamento, o capital será dividido em 60,18 milhões de ações. Continua depois da publicidade Taesa (TAEE3, TAEE4 e TAEE11) A Taesa obteve da Cetesb a Licença de Instalação para o projeto Juruá, em Barra Bonita (SP), permitindo o início das obras. O empreendimento tem RAP (Receita Anual Permitida) de R$ 20,5 milhões, Capex regulatório de R$ 244 milhões e previsão de entrada em operação em junho de 2028. Auren Energia (AURE3) A Auren Energia concluiu o protocolo de manifestação prévia e não vinculante de interesse em aderir ao termo de compromisso para compensação pelos cortes de geração de energia elétrica ocorridos entre setembro de 2023 e novembro de 2025, decorrentes de confiabilidade elétrica ou indisponibilidade externa. Lojas Renner (LREN3) A Lojas Renner contratou o BTG Pactual para atuar como formador de mercado de suas ações ordinárias na B3, com o objetivo de fomentar a liquidez dos papéis. O contrato terá duração de 12 meses, com renovação automática por igual período. As atividades tiveram início nesta terça-feira (11).
Rosalía faz show sensorial e diz realizar um sonho no Rio
Rio de Janeiro Mesmo que com a roupagem do cristianismo, Rosalía rejeita a ideia de verdade absoluta ou da perfeição e costura o misticismo de mulheres dedicadas à fé absoluta com uma cidade construída no sincretismo religioso e no mistério no show da turnê "Lux", apresentado pela primeira vez nesta segunda-feira (10), no Rio de Janeiro. O espetáculo da cantora espanhola cria rachaduras por onde as luzes entram e nos atingem em cheio enquanto estamos cercados pela hiperestimulação do mundo e das redes. As concepções de mundo "real" e "divino" não se colocam distintas num show extremamente sensorial. Na turnê de "Lux", quarto álbum da artista, lançado em novembro de 2025, tudo se ancora na possibilidade de identificação com ídolos que parecem reais e admiráveis, conectados com a esfera humana da arte. Rosalía em momento do show da turnê 'Lux', na Arena Farmasi, no Rio - Duda Nascimento/Folhapress Rosalía testifica um trabalho interno fidedigno que se expande ao entorno, em uma linha limítrofe entre esses dois estados de espírito. O mais importante do show é a travessia, a experiência de dentro, do som, do corpo e do que se assiste. "Eu seria muito amigo dela" ou "quero que ela seja minha amiga" foram frases ouvidas na pista. O universo simbólico criado em torno do álbum foi adotado positivamente pelos fãs engajados, que compareceram usando véus, saias e acessórios que lembram o catolicismo —crucifixos, tules e imagens de santos. Uma fila se formou para aguardar a abertura dos portões desde as primeiras horas da tarde, em um momento clássico nos shows de divas pop. A apresentação aconteceu em uma noite chuvosa, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, com a Arena Farmasi lotada, em uma demonstração da lealdade construída entre a cantora catalã e o público brasileiro, que enfrentou o frio e limitações de transporte para ver o espetáculo. Na primeira parte da apresentação, uma caixa é desmontada, forma uma cruz no chão do palco e revela uma bailarina delicada, que, carregada nos braços dos dançarinos, ansiava "habitar entre os dois mundos". Era Rosalía. Assim como em sua última turnê, a estrutura visual dos painéis de LED e um cenário de filmagem compõem o visual do show. As câmeras, em diferentes posições, do alto, de cabeça para baixo, em preto e branco e de dentro de uma caixa transparente, formam a atmosfera cinematográfica. Entre os destaques do show está o cover de "Can’t Take My Eyes", em que a cantora, dentro de uma moldura, simula ser uma pintura que ganha forma completa na imagem dos painéis. Isso antes de interagir com fãs levados ao palco. Entretanto, tirar fotos parece ter cooptado a atenção dos selecionados para o momento próximo à cantora. No palco, um painel horizontal exibe todas as letras das músicas ao público, em português. A orquestra replica a qualidade sonora de um concerto, como no álbum. O balé que a acompanha mistura passos do flamenco aos do balé clássico, pliés e saltos, rebolado e movimentos singelos. Não dá para classificar o show a partir do auge, porque Rosalía o distribuiu em distintas partes altas e eletrizantes, sem meios-termos. O ato 1 injetou a emoção necessária com "Sexo, violencia y llantas", "Reliquia" e "Porcelana". Em "Divinize" não houve pirotecnia, fogos e luzes difusas. Apenas lenços esvoaçantes e um visual simples, com muita técnica. Ao cantar, ela introduziu a frase "agradeço por estar com vocês" e se emocionou ao olhar para o público. Antes da performance de "Mio Cristo Piange Diamanti", a cantora começou o diálogo, totalmente em português, que se estenderia com o público durante todo o show. Em tom de brincadeira, ela relembrou que esteve no Rio de Janeiro para a audição especial de "Lux" e também nas férias, mas nunca tinha vindo para fazer um show. "Que honra para mim que vocês tenham me trazido para essa cidade tocada pelos deuses. Além disso, chegou meu momento de comer de novo pão de queijo, pavê, e feijoada. Tenho sonhado muito com isso. Obrigada por gostarem da minha música, significa muito para mim. Nem nos meus melhores sonhos eu poderia imaginar que a vida me traria até o Rio", disse. Entre os cinco atos que compõem a festa, há o intervalo "Imita lá pose!", em que a câmera procura fãs na plateia e sugere que eles imitem pinturas do telão, como o quadro "O Grito", de Edvard Munch. Esperado pelos fãs, o momento do confessionário, em que ela ouve histórias de famosos, teve a cantora Marina Sena como convidada. Rosalía disse ser fã da artista. Alguns fãs esperavam que fosse a atriz Letícia Colin, que protagoniza a novela "Quem Ama Cuida", da Globo, em que a faixa "Sexo, Violencia y Llantas" faz parte da trilha sonora. Marina combinou com o tom carismático do ato e contou uma história envolvendo um ex-namorado e a proposta de uma relação aberta que não funcionou. "Vocês não vieram só para chorar, também vieram pra mexer essa bunda", disse a cantora antes de iniciar o ato 2. Com figurino preto, ela cantou o single "Berghain" e esquentou o público com hits do álbum "Motomami": "Saoko" e "La Fama". Em "La Perla", mencionou ex-namorados, em uma suposta ironia sobre seu antigo noivado. A performance de "Sauvignon Blanc", em seguida, retomou a beleza da apresentação, com a voz da artista, o som do piano e cenário com papéis dourados picados. Depois, com a frase "bora botar pra quebrar", veio um apagão e uma surpresa: um pêndulo, suspenso no meio da pista, se movendo no escuro para os lados, enquanto piscava e soltava fumaça. A performance de "CUUUUuuuuuute" levou a arena ao delírio, ao som de uma balada techno misturada com bateria de escola de samba e leques batendo. O sucesso internacional "Despechá" também não ficou de fora. Ao encerrar e agradecer, Rosalía demonstrou como os atos de falar em português, cantar sobre o desejo, dividir o palco com uma brasileira e transformar a própria imagem em objeto de devoção e identificação são capazes de construir uma experiência que renega a distância entre artista e público, fazendo de "Lux" um espetáculo sobre sentimento e aproximação. A segunda apresentação de "Lux" será nesta terça (11), na Arena Farmasi.