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Notícia Dividendos de 11%: Veja os fundos imobiliários recomendados pelo Itaú BBA para julho
Fundos Imobiliários Brasileiros 04/07/2026

Notícia Dividendos de 11%: Veja os fundos imobiliários recomendados pelo Itaú BBA para julho

Economia Resumo feito pela Kin, a inteligência artificial do Kinvo. Encontrou um erro? Uma instituição financeira manteve sua carteira recomendada de fundos imobiliários para o mês, composta por 13 veículos. A visão para o setor é positiva no médio e longo prazo, apesar do atual patamar de juros, com os fundos apresentando uma relação risco-retorno atrativa. Contudo, fatores como incertezas geopolíticas e risco fiscal no Brasil podem gerar volatilidade no curto prazo, exigindo atenção à curva longa de juros. A carteira oferece um dividend yield de 11,25% ao ano, superando o Tesouro IPCA+ 2035. A distribuição setorial inclui recebíveis (30%), galpões (22,5%), multiestratégia (15%), shoppings (15%), lajes corporativas (11,5%) e varejo (5%). Apesar de uma queda recente, a carteira acumula um avanço superior ao índice de referência no ano.

Dividendos de 11%: Veja os fundos imobiliários recomendados pelo Itaú BBA para julho – Money Times
Fundos Imobiliários Brasileiros 04/07/2026

Dividendos de 11%: Veja os fundos imobiliários recomendados pelo Itaú BBA para julho – Money Times

Dividendos de 11%: Veja os fundos imobiliários recomendados pelo Itaú BBA para julho (Imagem: watchara ritjan/istock) O Itaú BBA manteve inalterada sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para o mês de julho, que segue composta por 13 veículos. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Em relatório, o banco afirmou que continua com uma visão positiva para o setor no médio e longo prazo, mesmo diante do atual patamar de juros. “Avaliamos que os fundos imobiliários tendem a apresentar uma relação de risco e retorno atrativa na comparação com outras classes de ativos”, destacou a equipe de análise. Por outro lado, a instituição ponderou que fatores como incertezas geopolíticas e risco fiscal no Brasil ainda podem manter a volatilidade elevada da indústria no curto prazo. “Nesse contexto, é fundamental acompanhar de perto o comportamento da curva longa de juros, que tem ditado o ritmo do mercado”, ressaltou. Dividendo de 11,25% CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Atualmente, a carteira recomendada de FIIs do Itaú BBA apresenta um dividend yield (retorno em proventos) de 11,25% ao ano, o que corresponde a um prêmio de 3,15 pontos percentuais sobre o Tesouro IPCA+ 2035 (NTN-B). A distribuição setorial da seleção está dividida da seguinte forma: Recebíveis: 30% Galpões: 22,5% Multiestratégia: 15% Shoppings: 15% Lajes corporativas: 11,5% Varejo: 5% Em junho, o portfólio escolhido pelo banco registrou queda de 1,51%, desempenho inferior ao do IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, que caiu 1,21%. Já no acumulado de 2026, a carteira da casa avança 3,1%, enquanto o indicador de referência (benchmark) obtém alta de 1,5%. Confira, a seguir, as recomendações do Itaú BBA para julho: Fundo Código Peso Pátria Renda Urbana HGRU11 6,0% HSI Malls HSML11 7,5% XP Malls XPML11 7,5% Bresco Logística BRCO11 7,5% BTG Pactual Logística BTLG11 7,5% Kinea Renda Imobiliária KNRI11 7,5% VBI Prime Properties PVBI11 6,0% RBR Properties RBRP11 5,5% Itaú Total Return FII ITRI11 5,0% Kinea Hedge Fund KNHF11 10,0% Kinea Índice de Preços KNIP11 10,0% Kinea Unique HY CDI KNUQ11 10,0% Kinea Rendimentos Imobiliários KNCR11 10,0% CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ativos de risco: vale vender tudo e ficar no CDI?
Fundos Imobiliários Brasileiros 04/07/2026

Ativos de risco: vale vender tudo e ficar no CDI?

Chegamos à metade de 2026 e a sensação de boa parte dos investidores brasileiros é a de estar correndo muito para ficar no mesmo lugar. Bolsa andando de lado, fundos imobiliários praticamente parados, multimercados rendendo pouco, small caps no vermelho. Do outro lado do extrato, o CDI, como um maratonista, entregando 6,8% no ano. Para completar, nem o velho amigo dos momentos de estresse ajudou: com o real valorizando 6,3% contra o dólar no primeiro semestre, o hedge cambial, que costuma amortecer as carteiras quando o Brasil piora, foi, até aqui, pouco eficiente. Diante desse quadro, a pergunta que temos escutado com frequência nas reuniões é direta: “Não seria melhor vender tudo e deixar 100% no CDI?” A resposta curta é: não. Por que os ativos de risco ficaram para trás em 2026? O momento atual não é fruto de um único evento, mas da combinação de vetores que o nosso Comitê de Investimentos vem monitorando mês a mês: Juro elevado — e um Banco Central remando contra o próprio mandato. A Selic está em 14,25% e a inflação roda perto de 5%, acima do teto da meta. Diante desse cenário, o que o Copom decidiu fazer? Cortar juros. É o tipo de decisão que não engana ninguém: o mercado enxerga o erro, precifica o erro e manda a conta. A conta da dívida não fecha e todo mundo finge que não vê. O governo se financia a um dos juros reais mais altos do planeta e, ainda assim, segue gastando como se o dinheiro fosse infinito. O resultado é uma dívida que cresce mais rápido do que qualquer capacidade de pagá-la. E o mundo, que antes financiava essa farra com juro baixo, mudou: com o Fed de Kevin Warsh muito mais duro do que se imaginava, ficou caro ser irresponsável. O Brasil insiste. Eleição: o mercado não teme resultado ruim, teme não ter saída. Parte do otimismo com ativos locais era, na prática, uma aposta na mudança de governo. Essa aposta murchou: a expectativa de alternância recuou e o prêmio de risco político voltou a subir. O que sobra é um país caro de carregar e sem catalisador à vista. E o empresário? Simplesmente parou. Ninguém expande fábrica, contrata ou abre operação nova quando o Tesouro paga 14,25% ao ano para o dinheiro ficar parado, sem risco e com liquidez diária. O juro alto virou concorrente de qualquer projeto na economia real e está ganhando de lavada. Some a incerteza eleitoral e o quadro fecha: investimento privado travado, menos crescimento à frente e menos lucro para as empresas listadas. Não é falta de coragem do empresário. É excesso de racionalidade. Rentabilidade das classes de ativos locais vs. CDI A consequência aparece com clareza quando colocamos as principais classes locais lado a lado com o CDI no ano: Elaboração: Nord Wealth O retrato é duro: praticamente nenhuma classe de risco local rendeu o esperado sobre o CDI. Small caps caem 4,6%, fundos imobiliários e crédito IPCA entregam 1,5%, multimercados rendem menos da metade do CDI. O Ibovespa, mesmo após o rali de 2025, apenas empata com a taxa livre de risco em 2026. E o dólar, que serviria de contrapeso, não serviu. Essa é a foto deste ano, mas a janela dos últimos quatro anos traz uma visão muito parecida. Devo ter cautela? Na Nord Wealth, decisões de alocação não nascem de opinião isolada, e sim de um processo mensal de comitê. E a leitura do comitê de julho é objetiva: o momento pede cautela. Liquidez em primeiro lugar, até porque o CDI está pagando para você esperar. Temos elevado a fatia atrelada ao CDI, concentrada em LFT/Selic. A lógica é quase constrangedora de tão simples: 14,25% ao ano, com liquidez imediata e sem sustos de marcação. Quando o governo te paga isso para não correr risco nenhum, é preciso aproveitar. Crédito privado: o prêmio sumiu, o risco não. Seguimos deliberadamente leves aqui: o mercado está pagando próximo dos menores prêmios da história justamente quando a inadimplência sobe. Juro alto por mais tempo vai apertar empresa alavancada (já está apertando, inclusive companhias com histórico de solidez impressionante), e quem estiver do outro lado desse crédito pode sofrer. NTN-B: preferência momentânea por pós, mas segue sendo uma oportunidade. Alteramos pontualmente nossa preferência, mas a tese segue de pé: juro real na casa de 8,5% é coisa rara na história, o tipo de retorno que, contratado hoje, resolve boa parte do trabalho de uma carteira de longo prazo. A mudança é matemática: enquanto o pós-fixado pagar mais para esperar, não há pressa. Quando a inflação surpreender ou a Selic ceder, é a NTN-B que assume a dianteira. Bolsa: sem gatilho no curto prazo. A aposta na eleição perdeu força. Sem esse catalisador, carregar posição grande em Bolsa virou um grande risco. Isso não significa que não existam boas empresas a bons preços; significa que a seleção precisa ser cirúrgica e que o tamanho da posição é mais relevante do que nunca. Na prática, isso se traduziu em movimentos concretos nas carteiras. Repare no ponto central: cautela não é pânico. É ajustar o tamanho do risco ao prêmio que o mercado oferece. Vale abandonar os ativos de risco e investir apenas no CDI? Não. E a melhor forma de explicar o porquê não é com histórico. O gráfico abaixo mostra a evolução dos portfólios da Nord Wealth desde 2015, contra os principais índices do mercado. Onze anos que incluíram recessão histórica, impeachment, greve dos caminhoneiros, pandemia, três eleições presidenciais, Selic de 2% e Selic de 15%: Fonte: Nord Wealth Evolução dos portfólios Nord Wealth vs. principais índices, desde 2015. Fonte: Nord Wealth. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Três lições saltam do gráfico: 1. Todas as classes decepcionam em algum momento, mas nenhuma decepciona para sempre. Quem olhasse só para as small caps em 2015 (ou agora) juraria que a Bolsa “não funciona”. Quem olhasse só para o Ibovespa em 2021-2022 teria vendido tudo e perdido os +34% de 2025. Quem julgar o dólar pelo semestre atual vai abandonar o hedge exatamente quando ele fica barato. 2. O que premia é o mix, não a aposta. Os portfólios da casa acumulam entre 221% e 311% no período, à frente do CDI (192%) e com uma trajetória muito mais suave do que a de qualquer classe isolada. Diversificação bem construída é a combinação inteligente entre classes, rebalanceada com disciplina ao longo dos ciclos. 3. O longo prazo remunera quem permanece no jogo. O investidor que “jogou a toalha” em qualquer uma das crises do período travou o prejuízo e assistiu à recuperação de fora. O que separa os dois grupos raramente é a capacidade de prever o futuro — é ter um processo que ajusta o risco sem abandonar a estratégia. É exatamente isso que o nosso processo de comitê entrega: reduzir quando o prêmio encolhe, aumentar quando a assimetria aparece e nunca depender de um único desfecho dar certo. O que eu faço com meu dinheiro então? O segundo semestre de 2026 promete ser tudo, menos tranquilo: eleição, inflação resistente, Banco Central sob teste e um mundo com juros mais altos por mais tempo. Nesse ambiente, a diferença entre atravessar bem ou mal o período não estará em adivinhar o vencedor da eleição. Estará em chegar até lá com uma carteira preparada para mais de um desfecho. Por isso, o convite desta edição é simples e prático: vamos sentar juntos e revisar a sua carteira. Checar se o nível de liquidez está adequado, se o tamanho do risco condiz com o cenário, se o hedge cambial está bem dimensionado e se não há riscos herdados (de crédito, de concentração ou de estrutura) esperando o pior momento para aparecer. Agende uma reunião com o nosso time e descubra se o seu patrimônio está preparado para o que vem pela frente.