PM

PMLL11

Patria Malls Fundo de Investimento Imobiliario Responsabilidade Limitada

Preço Atual
R$ 104,57
+0.71%
Abertura
R$ 104,74
Fec. Ant: R$ 104,58
Variação Dia
Min: R$ 103,84
Max: R$ 104,74
52 Semanas
Mín: R$ 93,17
Máx: R$ 112,56
Volume
163.787
Moeda: BRL

Oscilação dos Últimos 12 Meses

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Fundos imobiliários hoje 03-07-2026. Veja as informações dos Fiis
Fundos Imobiliários Brasileiros 03/07/2026

Fundos imobiliários hoje 03-07-2026. Veja as informações dos Fiis

Os fundos imobiliários hoje 03-07-2026 seguem em destaque entre os investidores que buscam renda passiva e diversificação da carteira. O mercado iniciou julho com desempenho positivo, impulsionado pela valorização do IFIX e por anúncios relevantes envolvendo importantes FIIs. Além disso, fundos como HGRU11 e TGAR11 movimentaram o setor com novas aquisições e distribuição de dividendos, reforçando o interesse dos investidores. Além disso, o mercado de fundos imobiliários continua atraindo atenção por oferecer rendimentos recorrentes e exposição ao setor imobiliário sem a necessidade de comprar imóveis físicos. Com isso, acompanhar o desempenho diário do IFIX e as principais notícias dos FIIs tornou-se essencial para quem investe nesse segmento. Fundos imobiliários hoje 03-07-2026: IFIX fecha em alta e amplia ganhos no mês O IFIX encerrou o pregão desta quinta-feira (2) aos 3.833,57 pontos. O índice registrou alta de 0,18%, equivalente a um avanço de 6,9 pontos em relação ao fechamento anterior. Durante toda a sessão, o indicador apresentou pouca volatilidade. A mínima ficou em 3.826,69 pontos, enquanto a máxima alcançou 3.834,66 pontos. Assim, o índice terminou praticamente no maior nível do dia. Esse comportamento demonstra que o mercado manteve uma postura positiva durante praticamente todo o pregão. Além disso, o resultado fortaleceu o movimento de valorização observado no início de julho. No acumulado da semana, o IFIX soma alta de 0,36%, após registrar ganhos de 0,18% em cada um dos dois primeiros pregões do mês. Enquanto isso, especialistas continuam acompanhando fatores como os juros, a inflação e o cenário econômico nacional. Esses indicadores costumam influenciar diretamente o desempenho dos fundos imobiliários. Maiores altas e baixas entre os FIIs Entre os destaques positivos do dia, o SNFF11 (Suno Fundo de Fundos) liderou os ganhos. O fundo avançou 1,81%, encerrando o pregão cotado a R$ 72,70. Logo depois apareceu o ARRI11 (Atrio REIT Recebíveis Imobiliários). O fundo registrou valorização de 1,75%, fechando o dia negociado a R$ 4,65. Por outro lado, o CACR11 (AF Invest Recebíveis Imobiliários) apresentou o pior desempenho da sessão. O ativo caiu 4,43%, terminando o pregão cotado a R$ 22,00. Na sequência, o BBIG11 (BB Premium Malls FII) recuou 2,32%. Com isso, suas cotas encerraram o dia negociadas a R$ 5,93. Essas oscilações fazem parte da dinâmica natural do mercado. Portanto, investidores costumam avaliar não apenas a variação diária, mas também os fundamentos de cada fundo antes de tomar decisões. HGRU11 amplia portfólio com novas aquisições Outra notícia importante envolveu o HGRU11 (Patria Renda Urbana FII). O fundo anunciou duas operações imobiliárias relevantes que fortalecem sua presença nos segmentos de varejo e educação. Primeiramente, o FII informou a compra de cinco imóveis comerciais no bairro Leblon, no Rio de Janeiro. O investimento foi fechado em aproximadamente R$ 100,425 milhões, com valor médio de cerca de R$ 24.263 por metro quadrado. Além disso, o fundo anunciou a aquisição de um campus da Universidade São Judas, localizado em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. Segundo o comunicado divulgado ao mercado, ambas as operações ainda dependem do cumprimento das condições previstas nos contratos assinados entre as partes. Mesmo assim, essas aquisições reforçam a estratégia do HGRU11 de expandir um portfólio composto por ativos de qualidade e contratos de longo prazo. TGAR11 confirma dividendos com rendimento acima de 1,3% Outra novidade importante veio do TGAR11. O fundo anunciou a distribuição de R$ 0,72 por cota em dividendos para seus investidores. Terão direito ao pagamento os cotistas que mantiveram posição no encerramento do pregão de 30 de junho, considerada a data-base para o recebimento dos proventos. O pagamento está previsto para 14 de julho. Além disso, considerando a cotação atual das cotas, o rendimento representa um dividend yield mensal de aproximadamente 1,33%, mantendo o fundo entre os destaques em distribuição de renda. Desde o dia 1º de julho, as cotas passaram a ser negociadas na condição de ex-dividendos. Portanto, novos compradores não terão direito aos rendimentos anunciados nesta distribuição. Vale lembrar que, para pessoas físicas, os dividendos dos fundos imobiliários permanecem isentos de Imposto de Renda, desde que sejam cumpridas as exigências previstas na legislação vigente. Fundos imobiliários hoje 03-07-2026: cenário continua favorável para investidores Fundos imobiliários hoje 03-07-2026 mostram que o mercado segue iniciando julho em clima positivo. O avanço do IFIX, aliado aos anúncios de aquisições do HGRU11 e aos dividendos do TGAR11, reforça o bom momento vivido por diversos FIIs. Além disso, investidores continuam atentos às próximas decisões sobre a taxa de juros e aos indicadores econômicos. Esses fatores podem influenciar diretamente o desempenho dos fundos ao longo das próximas semanas. Por fim, acompanhar diariamente o IFIX, os comunicados dos fundos e a distribuição de rendimentos ajuda o investidor a identificar oportunidades e tomar decisões mais conscientes. Dessa forma, os FIIs continuam sendo uma alternativa interessante para quem busca renda passiva, diversificação e exposição ao mercado imobiliário brasileiro. Quer investir com mais segurança e estratégia? Fale agora com um Assessor de Investimentos! Se você deseja fazer seu dinheiro render com mais inteligência, clique no link abaixo e agende uma conversa gratuita com um assessor de investimentos. 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FII que rende IPCA + 10%, fundo com quase 30% de desconto e setores em destaque: onde investir em fundos imobiliários no segundo semestre de 2026
Fundos Imobiliários Brasileiros 03/07/2026

FII que rende IPCA + 10%, fundo com quase 30% de desconto e setores em destaque: onde investir em fundos imobiliários no segundo semestre de 2026

Os investidores de fundos imobiliários precisaram ter estômago para lidar com a montanha-russa do mercado. Da entrada de capital estrangeiro em FIIs à guerra no Irã, as perspectivas para o setor saíram de continuidade de um ciclo positivo para uma reversão desse cenário. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Ainda assim, os FIIs estão longe de ser uma aposta ruim para a segunda metade deste ano. Durante o evento Onde Investir no 2º semestre de 2026, o sócio e head de Real Estate do Patria Investimentos, Rodrigo Abbud, e o analista da Empiricus Research, Caio Araujo, ressaltaram que seguem com uma visão construtiva para os fundos imobiliários. Segundo os especialistas, o momento do mercado abre uma janela de oportunidades para os investidores de fundos imobiliários. Porém, o cotista vai precisar ter paciência e evitar reações imediatistas. Esta reportagem faz parte da série sobre Onde Investir no 2º semestre de 2026: Fundos imobiliários (você está aqui) Renda fixa (06/07) Investimentos no exterior (07/07) Criptomoedas (08/07) Durante o evento do Seu Dinheiro, Abbud e Araujo destacaram os setores de galpões logísticos, por apresentar indicadores operacionais saudáveis, e de shopping centers, que enfrenta a pressão inflacionária, mas ainda possui vantagens estruturais. Araujo ainda indicou o ativo favorito para investir neste segmento: o FII HSI Malls (HSML11). CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Os fundos imobiliários de papel também foram destaque. Segundo o analista da Empiricus Research, o segmento de crédito possui uma boa relevância no IFIX, índice de referência dos FIIs, representando 40% da carteira. Por isso, também deve estar presente na carteira dos investidores. Leia Também Araujo vê oportunidade especialmente no Clave Índices de Preços (CLIN11), indicando o ativo para o segundo semestre de 2026. Mas, para quem está de olho em mais do que só os dividendos que pingam na conta, o verdadeiro campeão são os FIIs de lajes corporativas. Com os preços das cotas ainda “amassados” na bolsa, as oportunidades de ganho de capital são mais expressivas entre esses fundos, com destaque para o VBI Prime Properties (PVBI11). CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Selic elevada por mais tempo e os FIIs de papel Os fundos imobiliários fecharam o ano de 2024 em meio a uma verdadeira sangria. Após ruídos em relação à questão da tributação dos dividendos dos FIIs, os investidores penalizaram a classe com uma redução drástica dos preços na bolsa. Já em 2025, ainda em meio a um cenário de forte instabilidade tanto no Brasil como no restante do mundo, os ativos foram gradualmente se recuperando. No fim do ano passado, a expectativa era de que os fundos imobiliários seguiriam no ciclo positivo, impulsionado por uma perspectiva de queda da taxa básica de juros por aqui. Porém, se antes a expectativa era de uma Selic em 12% no fim de 2026, o jogo mudou. Agora, ela se encontra aos 14,25%, e a projeção para o fim do ciclo está na casa dos 14% — isso se houver novos cortes. Isso porque o mercado voltou a ser dominado por pressões inflacionárias e um maior nível de aversão ao risco, o que afeta não só os fundos imobiliários, mas a bolsa como um todo. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Como a curva de juros é inversamente correlacionada aos FIIs — ou seja, se há projeção de alta das taxas, os preços dos ativos tendem a cair, especialmente aos de tijolo —, a volatilidade voltou a aparecer. Porém, os fundos de papel — que investem em títulos de crédito do setor imobiliário — e os ativos híbridos geram uma resiliência para o portfólio dos investidores em cenários incertos. Por contarem com o advento da renda fixa, esses FIIs oferecem pagamentos recorrentes interessantes e um dividend yield (taxa de retorno de dividendos) mensal maior, segundo Abbud. Araujo também vê uma oportunidade de renda recorrente dos fundos imobiliários de papel, porém recomenda que os cotistas se afastem dos ativos high yield, ou seja, com risco excessivo e maior oportunidade de retorno. O analista indica alocação em FIIs com perfis high grade (com alto grau de segurança) e de risco médio. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Ele ainda avalia que os ativos indexados à inflação (IPCA) apresentam descontos em relação ao valor patrimonial (VP), representando assim uma oportunidade de entrada. Para Araujo, o destaque na classe fica por conta do Clave Índices de Preços (CLIN11), fundo gerido pelo BTG Pactual. De acordo com o especialista, o FII possui uma carteira mais recente do que a maioria dos pares no mercado, mas conta com operações pulverizadas. Além disso, o CLIN11 tem um perfil de risco médio, com marcação de IPCA+10% e tendência de aumentar o rendimento ao longo do tempo. Indicadores operacionais resilientes: as oportunidades em galpões logísticos e shopping centers Ainda que a Selic esteja elevada, os FIIs de tijolos seguem sendo uma boa aposta para o investidor no segundo semestre de 2026. Segundo os analistas, o momento operacional dos imóveis é saudável, com contratos sendo cumpridos e reajustes de aluguéis sendo feitos. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Para os especialistas, a hora de entrar na classe é agora. Durante o evento, Abbud alertou que o investidor que espera a sinalização de queda de juros pode chegar tarde. Isso porque o preço geralmente já foi corrigido pelo mercado antes de o corte acontecer. Dentro da classe, os FIIs de galpões logísticos são destaque na geração de renda recorrente para o investidor, com perspectiva de seguir com resultados positivos. Segundo Abbud, isso ocorre porque a procura por espaços supera a disponibilidade de galpões, o que gera um potencial de investimento grande. Além disso, com a inflação elevada, o custo de novas construções leva a um aumento no preço dos aluguéis, uma vez que o desenvolvimento desses ativos precisa ser atrativo para o desenvolvedor. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Já Araujo ressalta que, diferente de outros setores em que os aluguéis podem ficar estagnados, os galpões estão conseguindo reajustes que acompanham a inflação e, em muitos casos, apresentam revisionais acima dos índices inflacionários. Isso garante um horizonte de rendimentos bastante atrativo para o cotista. Mas não são só os galpões logísticos que chamam a atenção. Durante o evento, os especialistas também indicaram o setor de fundos imobiliários de shopping centers. Para o analista da Empiricus Research, o setor sempre foi o "queridinho" do mercado. Com uma grande diversificação de inquilinos, os shoppings reduzem drasticamente o risco de crédito, atraindo investidores, e em 2026, seguem apresentando resultados operacionais atrativos. Embora os shoppings tenham enfrentado dificuldades durante a pandemia, Araujo afirma que a retomada foi sólida e mais rápida do que outros segmentos, como dos escritórios, por ser muito favorável à cultura brasileira. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Após a crise da Covid-19, o setor se reinventou, deixando de focar em consumo para aumentar as áreas de alimentação, serviços e eventos. Isso ajudou a retomar a ocupação, que hoje está em uma média de 95% no Brasil. Outro fator que torna os FIIs de shoppings atrativos é que, assim como os galpões logísticos, o custo de construção de novos ativos subiu muito. Esse cenário torna o estoque existente mais valioso e, por consequência, eleva os valores de aluguel. Araujo avalia ainda que, além do rendimento recorrente dos aluguéis, o setor de shoppings permite que as gestoras façam movimentos de fusões e aquisições (M&A), realizando ganhos de capital que são distribuídos aos cotistas. Porém, com as correções recentes do mercado, muitos fundos estão sendo negociados com descontos de dois dígitos em relação ao seu VP. Esse é o caso do HSI Malls (HSML11), ativo recomendado por Araujo para investir no segundo semestre de 2026. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Na visão do analista, o FII teve uma correção exagerada e, hoje, negocia com um desconto superior a 15% e um cap rate (taxa de capitalização) atrativo. Apesar de enxergar que o portfólio do fundo é mais concentrado do que a média, Araujo destaca que a gestão da HSI Investimentos conseguiu reduzir a alavancagem do fundo, adicionando um ganho de capital que deve ser entregue para os cotistas. PVBI11: o destaque dos FIIs de lajes corporativas Os investidores já ouviram isso antes: os fundos imobiliários de lajes corporativos estão em recuperação. Para Abbud e Araujo, esse cenário representa uma janela de oportunidade para capturar mais do que dividendos pingando na conta. Os escritórios foram os ativos que mais sofreram durante a pandemia, chegando a registrar uma vacância na ordem de 25%. Isso criou um mercado pró-inquilino, onde as empresas conseguiam negociar carências e descontos agressivos nos aluguéis. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Mas o cenário está mudando. A vacância já está em processo de correção, voltando para patamares de 12% a 15%, o que indica um mercado muito mais estável, segundo o executivo do Patria Investimentos. Embora os dividendos atuais ainda reflitam os movimentos que os proprietários tiveram que fazer para atrair inquilinos, a perspectiva agora é de um aumento progressivo dos aluguéis. Porém, como os investidores costumam reagir à variação de proventos, os FIIs de lajes corporativas seguem com descontos de 30% em relação ao valor patrimonial. O PVBI11 é um desses fundos que estão apanhando, embora conte com ativos de alta qualidade. Atualmente, o portfólio está sendo negociado aproximadamente à R$ 24 mil por metro quadrado. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Parte dessa reação ocorreu devido ao aumento relevante da vacância do fundo, que está em torno de 25%. Porém, as avaliações conservadoras da Empiricus Research indicam que a carteira possui um valor de cerca de R$ 30 mil por metro quadrado. Araujo também recomenda o fundo imobiliário para investir no segundo semestre por apresentar um portfólio de ativos classe A e bem diversificado. Além disso, avalia que a gestão do Patria é experiente e deve absorver a vacância. “Ainda que os dividendos não cresçam no mesmo ritmo dos pares de tijolos, o PVBI11 me parece uma opção bem interessante por estar negociando a esse preço”, afirmou. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Valor patrimonial defasado: potencial em fundo imobiliário
Fundos Imobiliários Brasileiros 02/07/2026

Valor patrimonial defasado: potencial em fundo imobiliário

O valor dos imóveis nas carteiras dos FIIs de tijolo passa por revisão anual e só incorpora uma eventual valorização 12 meses depois Quanto vale um fundo imobiliário? Pode parecer uma pergunta fácil de responder, uma vez que bastaria somar o valor de todas as cotas do FII. Mas, quando se trata de um portfólio de lajes corporativas e outros ativos “de tijolo”, a questão, na verdade, é menos simples do que parece. Isso porque o valor de mercado – ou a soma das cotas do FII – com certa frequência diverge do valor patrimonial do fundo, ou seja, quanto valem os imóveis que estão na carteira do veículo de investimento. O valor de mercado oscila conforme fatores que vão muito além do comportamento dos imóveis físicos. Por exemplo, o preço da cota pode aumentar quando os juros estão em queda. Esse avanço ocorre porque o papel reage à variação de títulos indexados à inflação, principalmente o Tesouro IPCA+, como são conhecidos no Tesouro Direto, ou a NTN-B, que é o nome técnico desse tipo de título. Quando o juro começa a cair e as expectativas de inflação futura passam a recuar, as taxas do Tesouro IPCA+ também começam a reduzir. E, na renda fixa, quando as taxas caem, isso significa que o valor de face dos papéis está subindo. O preço da cota do fundo imobiliário costuma acompanhar esse ganho de valor do título de inflação. Da mesma forma, quando o juro está em alta, o valor da cota passa a cair. A oscilação acontece mesmo se o valor dos imóveis dentro das carteiras, ou seja, o patrimonial, permanecer o mesmo. Por causa dessa discrepância, o chamado múltiplo P/VPA, sigla para o preço da ação em relação ao valor patrimonial por ação, costuma ser usado como uma métrica do tamanho do desconto que o FII exibe no mercado secundário. No caso, substituindo-se o termo “ação” por “cota”, o múltiplo P/VPA indica se o valor de mercado está acima ou abaixo do valor patrimonial. Por exemplo, em um ciclo de alta de juros, o preço da cota caiu de R$ 100 para R$ 90. Se o valor patrimonial por cota continuar em R$ 100, o P/VPA será de 0,9 vez. Isso significa que a cota exibe um “desconto” de 10% sobre o valor patrimonial ou ainda que tem um potencial de valorização de 10%, quando o cenário de juros se normalizar. LEIA MAIS FIIs multibilionários ganham espaço no mercado. Conheça as vantagens e os riscos ao investir Nos últimos anos, FIIs de lajes corporativas chegaram a apresentar descontos acima de 30% quando medidos por esse múltiplo. No momento atual, as cotas têm estado entre 18% e 25% abaixo do valor patrimonial. Os descontos, porém, podem ser ainda maiores. É que no segmento dos chamados FIIs de tijolos, ou seja, de fundos com portfólios de imóveis físicos, como lajes, galpões e shoppings, o valor patrimonial passa por uma revisão apenas uma vez ao ano. Valores defasados em fundo imobiliário Quase todos os fundos fazem uma reavaliação do valor dos imóveis na carteira no último mês do período. Esse cálculo é realizado por uma empresa especializada e independente. Como a maioria dos FIIs de tijolo prefere realizar e divulgar essa reavaliação em dezembro, atualizações relevantes costumam aparecer nos relatórios de dezembro ou janeiro. Portanto, se você quiser analisar em novembro um fundo imobiliário de tijolo, lembre-se de que o valor patrimonial na tela pode estar defasado em 11 meses. No ano passado, essa revisão deflagrou ajustes positivos no valor das cotas de diferentes fundos. O TRX Real Estate (TRXF11), por exemplo, registrou uma valorização de 4,66% no valor da cota patrimonial na virada de 2025 para este ano. O Patria Logística (HGLG11) foi outro FII que obteve um ganho após a revisão patrimonial: o fundo teve um ajuste positivo de 2,52% no valor dos imóveis no portfólio. Mas, da mesma forma que a avaliação para cima do metro quadrado médio do portfólio eleva o valor da cota patrimonial, uma revisão para baixo pode reduzir o preço. Foi o que aconteceu com o BTG Pactual Corporate Office Fund (BRCR11) e com o XP Malls (XPML11) que tiveram o chamado ” valor justo” de seus conjuntos de propriedades revisados para baixo, com quedas de, respectivamente, 6% e 2,6%. Potencial de ganho escondido Em outro exemplo, o HSI Mall (HSML11) registrou uma reavaliação patrimonial positiva de 13,6%, em um dos maiores reajustes do setor no ano passado. Em janeiro de 2025, o HSML11 apresentava um P/VPA de 0,85, ou seja, mostrava um “desconto” no preço da cota de 15% em relação ao valor patrimonial. Na verdade, o potencial de alta era bem maior. O valor patrimonial, como a reavaliação mostrou meses mais tarde, estava 13,6% abaixo do patamar justo: portanto, o desconto real alcançava 28,6%. Ainda que não tenha recuperado essa distância em meio às mudanças das expectativas sobre os juros no Brasil, o valor da cota subiu de R$ 72 em janeiro de 2025 para os atuais R$ 85, um avanço de 18% em um ano e meio. A valorização do metro quadrado no país ainda mantém fôlego, apesar de estar em ritmo bem menor comparado aos últimos anos. O índice Fip-Zap mostra que em 2024 o valor médio do metro quadrado nacional apresentou um aumento nominal de 7,73%. Em 2025, o avanço alcançou 6,52%. Neste ano, os imóveis no Brasil apresentam um avanço nominal de 1,96% entre janeiro e maio. Em 12 meses até maio, a média nacional alcança 5,59%, segundo o índice Fipe-Zap.