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B3 muda regras e passa a liquidar opções de juros internacionais exclusivamente em reais
A bolsa de valores brasileira (B3) alterou as regras para a negociação das chamadas Opções de Política Monetária Internacional. A partir desta semana, esses contratos derivativos, que permitem ao investidor apostar nas decisões de juros de autoridades monetárias estrangeiras como o Federal Reserve (Fed), o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco Central do México (Banxico), passam a ser cotados e liquidados exclusivamente em reais. A medida altera a dinâmica das operações ao eliminar a exposição cambial. Na prática, valores de prêmio, exercício e referência deixam de sofrer o impacto direto da flutuação de moedas estrangeiras, permitindo que a precificação do contrato reflita apenas as apostas para as taxas de juros globais. Mudança reduz complexidade para investidores Lançado originalmente em dezembro de 2025, o produto foi criado para replicar o modelo bem-sucedido das Opções de Copom no mercado brasileiro. Contudo, a estrutura anterior trazia um duplo desafio: além de acertar a direção dos juros internacionais, o investidor ficava refém da variação cambial até a data do exercício da opção. Embora grandes players e formadores de mercado conseguissem neutralizar as oscilações do dólar ou do euro por meio de operações de proteção (hedge), diversos investidores institucionais relataram que a volatilidade das moedas adicionava um elemento de ruído e complexidade desnecessário às estratégias. Segundo Marcos Skistymas, diretor de produtos listados da B3, o ajuste foi motivado diretamente pelo feedback do mercado após os primeiros meses de negociação. O executivo explicou que a alteração visou remover uma barreira operacional para focar a ferramenta puramente na expectativa das decisões de política monetária, deixando a gestão de risco cambial restrita a instrumentos específicos para essa finalidade. Com a padronização das liquidações na moeda nacional, o produto ganha tração e busca atrair mais participantes interessados em diversificar portfólios no cenário macroeconômico global sem a necessidade de gerenciar o risco cambial na mesma operação. *Com informações da B3
Escalada dos conflitos entre Rússia e Ucrânia resultam em elevações para as cotações do milho em Chicago
B3 também começa a segunda-feira com alta na maioria das posições A segunda-feira (10) começa com os preços internacionais do milho futuro operando no campo positivo da Bolsa de Chicago (CBOT), registrando avanços por volta das 09h44 (horário de Brasília). O vencimento setembro/26 era cotado a US$ 4,41 com elevação de 2,75 pontos, o dezembro/26 valia US$ 4,65 com valorização de 3 pontos, o março/27 era negociado por US$ 4,80 com alta de 2,75 pontos e o maio/27 tinha valor de US$ 4,89 com ganho de 2,75 pontos. Segundo informações do site internacional Successful Farming, os contratos futuros de trigo dispararam nas negociações noutrnas com a escalada da guerra entre Rússia e Ucrânia, gerando incertezas em relação às exportações de grãos da região e puxando junto o milho na CBOT. “A Rússia e a Ucrânia têm atacado portos de grãos e infraestrutura de exportação, além de terem como alvo navios que entram e saem das vias navegáveis uma da outra”, destaca Tony Dreibus, analista do Successful Farming. Mercado Interno Na Bolsa Brasileira (B3) os preços futuros do milho também operavam, em sua maioria, no campo positivo pela manhã desta segunda-feira. As principais cotações flutuavam na faixa entre R$ 68,96 e R$ 78,07 por volta das 10 horas. O vencimento setembro/26 era cotado a R$ 68,96 com alta de 0,20%, o janeiro/27 valia R$ 76,64 com perda de 0,09% e o março/27 tinha valor de R$ 78,07 com elevação de 0,15%.
Apex Partners, sócia da CVC (CVCB3), pede proteção contra dívida de R$ 985 milhões
A gestora de investimentos Apex Partners entrou com um pedido de pré-recuperação judicial. A empresa —que não tem ligação com a Apex Capital— pede proteção contra dívidas que somam mais de R$ 985 milhões. O documento enviado à Justiça solicita um prazo de 30 dias para que a companhia aperte os cintos para voltar a pagar seus credores. Caso aceito, todos os débitos vencidos nas próximas semanas poderão ser renegociados pela gestora dentro de um processo de recuperação judicial oficial. Na semana passada, a empresa já havia afastado alguns dos principais gestores. O fundador Antonio Kulning Cinelli e o CFO Eduardo Siqueira deixaram as cadeiras executivas. Leia mais: Sky Dollar, a renda fixa das criptomoedas, se destaca em tempos de dólar digital Tudo começou depois que a empresa apurou inconsistências financeiras. A atual gestão pretende contratar uma auditoria externa para apurar o caso. A Apex viu uma aceleração no endividamento dos últimos dois anos. Estima-se que, em 18 meses, as dívidas mais que dobraram, conforme destacou por meio de comunicado. Só neste primeiro semestre de 2026, a empresa alega ter contraído cerca de R$ 300 milhões em novos débitos. A maior parte da dívida, porém, está relacionada à emissão de debêntures que somam mais de R$ 450 milhões. A Apex é uma gestora de investimentos bastante conhecida no país, com participações em diversos ativos. A empresa possui 15% da CVC (CVCB3), por exemplo, empresa que também passa por um mau momento na bolsa de valores. Já no mercado imobiliário, coordena diversos fundos, como o Apex Malls (APXM11), que é responsável por parte do Shopping Vitória, no Espírito Santo. Desde o começo deste ano, o FII acumula um prejuízo de 42%, conforme dados da B3. BTG rescinde contratos Um dos principais bancos de investimentos do país, o BTG Pactual já se mexeu para tentar se proteger de eventuais calotes. Também na semana passada, a instituição rescindiu um contrato que tinha com a Apex e ainda bloqueou saques no fundo de investimentos ligado à gestora. Estima-se que o FIDC BRM Carbyne Crédito Estruturado tenha cerca de R$ 148 milhões sob gestão, sendo só uma parte dos R$ 1,3 bilhão que a empresa teria circulando no mercado. O banco diz que o bloqueio se deu por causa da liquidez do fundo, considerando que os pedidos de saque superaram o total de possíveis resgates.