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Dólar sobe e Wall Street bate recordes, mas gestores alertam: ‘Risco maior é ficar 100% Brasil’
BC deve continuar cortes da Selic, mas cita estímulos do governo como fator de risco 2:51 Copom enfatiza que políticas de estímulo podem levar PIB a crescer acima do potencial e diminuir efeito da Selic. Crédito: Alvaro Gribel Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você Gerando resumo Abrir o resumo O mercado acionário norte-americano vem renovando máximas desde o final de 2023, performance que analistas atribuem a crescimento dos lucros corporativos, investimentos em inteligência artificial (IA) e economia resiliente. A tendência permaneceu em 2026, mas o dólar, que vinha perdendo força frente ao real, passou a se valorizar a partir de maio. E com este novo ingrediente, vem a pergunta: ainda vale a pena dolarizar os investimentos nas bolsas dos Estados Unidos? PUBLICIDADE A resposta pode estar numa constatação simples. A economia norte-americana é muito maior e mais forte que a brasileira e suas perspectivas futuras são bem mais atraentes. Para Luciano Boudjoukian França, sócio-fundador e gestor de renda variável da Paramis Avantgarde Asset, a menor das preocupações do investidor brasileiro deveria ser tentar acertar o câmbio como baliza de entrada no mercado internacional. “Essa é uma alocação estratégica, não é trade de câmbio”, resume. Publicidade Com o dólar rondando os R$ 5,20, França reconhece que a moeda brasileira está pressionada neste momento. Por isso, o melhor caminho seria uma “entrada parcelada” para quem tem pouca ou nenhuma exposição global. Faz sentido começar mesmo com dólar alto, porque o risco maior é ficar 100% dependente de Brasil, real e juros locais. Mas eu evitaria fazer tudo de uma vez. Dividiria em tranches mensais. Luciano Boudjoukian França, da Paramis Avantgarde Asset Os instrumentos são variados e nem precisa necessariamente tirar o dinheiro do Brasil. Por meio de fundos negociados na B3, os ETFs, como o IVVB11 e o NASD11, o investidor consegue acompanhar índices como o S&P 500, o das maiores empresas dos EUA e o Nasdaq-100, focado em tecnologia. Este último já entrega quase 10% em real este ano. “Nasdaq não é substituto de carteira global. É uma aposta mais concentrada em crescimento, tecnologia e IA. Para a maior parte dos investidores, o S&P 500 ou índices globais amplos são melhores”, diz França. Publicidade Leia também Tecnologia puxa crescimento: dá pra confiar na continuidade? Mas são justamente as techs que vêm puxando o crescimento norte-americano e empresas de infraestrutura para a tecnologia e semicondutores foram as que entregaram os melhores resultados. “Isso fica evidente pela performance de índices como o Philadelphia Semiconductor Index, que sobe mais de 70% no ano”, diz Ian Caó, diretor de Tecnologia da Gama Investimentos. Esse acelerado crescimento, no entanto, dificulta a entrada de novos investidores. Em uma conjuntura de inflação pressionada e juros altos também nos EUA, entre 3,50% e 3,75%, que podem apontar correção e uma possível recessão no futuro, o momento é desafiador para tentar entrar no jogo. “É sempre difícil, se não impossível, apontar picos de mercado”, completa Caó, resumindo a maior dúvida do investidor: a tendência de alta continua? O maior risco do brasileiro, no entanto, não está no dólar, no Federal Reserve (Fed, o banco central do EUA) ou na recessão, aponta o professor na Eu Me Banco, Guilherme Zanin, analista CFA. “Maior risco é achar normal ter mais de 90% do patrimônio em Brasil”, diz, ao apontar um estudo da XP Investimentos mostrando que em dez anos, quem manteve todo o seu investimento em Brasil teve menor retorno e maior volatilidade da carteira. Publicidade Renda variável: maior concentração global aumentou retornos e reduziu riscos Foto: Xp Internacional Outro ponto que gera expectativa sobre a resiliência de crescimento são os investimentos que as empresas de tecnologia estão fazendo em IA. Trata-se de, um volume que deverá atingir uma cifra na casa do trilhão de dólares nos próximos anos. “Não é possível prever se a alocação desse capital gerará valor líquido”, argumenta o executivo. Na visão de Caó, ainda que a IA gere ganhos que compensem esses investimentos, não há como saber quem serão os ganhadores, ou seja, quais empresas dominarão o mercado. “Um paralelo educativo vem do próprio Google, que emergiu como o grande vencedor dos buscadores de internet enquanto tantos outros, seus predecessores, desapareceram. A briga pela hegemonia é um esforço irrestrito dos competidores.” Outros setores além de IA têm oportunidades Painel da Nasdaq, a bolsa americana de tecnologia. (Imagem: Heorshe em Adobe Stock) Com um olhar de gestor, Rodolfo Marinho, sócio e diretor de Operações da IP Capital, acredita que esse cenário traz oportunidades em outros setores. “Achamos que o rali não é uniforme. O mercado financeiro norte-americano hoje está funcionando de forma muito monotemática”, afirma. Publicidade PUBLICIDADE Marinho observa que todo o dinheiro novo que está entrando agora no mercado dos EUA, inclusive via fundos de índices (ETFs), está indo para semicondutores, energia e construção de data centers atraídos pela “corrida do ouro” em torno de inteligência artificial. “Não achamos que IA seja uma falácia; é uma tendência genuína de salto de produtividade. Mas esse deslocamento tectônico de capital cria distorções”, diz, observando que empresas como Mastercard cai 15% no ano “com lucro subindo 15%” e Microsoft negociando a múltiplos abaixo da época da pandemia de covid-19, “sem nada de anormal no operacional”. “Para quem faz stock picking (seleção) empresa a empresa, 2026 está oferecendo uma janela atípica, porque o resultado operacional tende a funcionar como força gravitacional puxando os preços de volta. É nesse segundo grupo que estamos alocando.” Publicidade Leia também Diversificação além dos EUA A mesma lógica pode ser usada também para outras geografias. Embora os EUA sigam dominantes porque concentram os principais ativos do ciclo atual de tecnologia, Europa e China também podem oferecer oportunidades. EUA e China promovem disputas em questões comerciais, tecnológicas e geopolíticas que afetam o mundo inteiro. (Foto: Adobe Stock) Maurício Garret, chefe da mesa de operações internacionais do Inter, vê oportunidades na China decorrentes da corrida da IA, na área de infraestrutura e energia. “A revolução tecnológica tem diversas verticais e muitas derivadas, e o mundo como um todo vai se beneficiar”, afirma. Ele lembra que é possível acessar mercados do mundo inteiro por meio de contas globais. “O investidor pode rapidamente aumentar diversificação, para ativos em dólares, e acessar mercados financeiros do mundo todo via ETFs, facilitando exposição global.” Publicidade Quais fatores vão ditar o mercado daqui pra frente? Para os próximos meses, o investidor deverá ficar atento ao comportamento da inflação norte-americana, que bateu 4,2% em maio (CPI), e a resposta do Fed, que agora tem menos espaço para corte de juros. O juro de dez anos norte-americano e o prêmio fiscal do país também ficarão no horizonte. O movimento das taxas longas, que refletem as expectativas de longo prazo do mercado financeiro, continua sendo uma variável importante para as ações de crescimento. Empresas de tecnologia são muito sensíveis a essa curva. Quanto maior a taxa, menor o valor dessas empresas. Outro ponto a ser observado vem dos lucros das companhias, pois o rali só se sustenta se as revisões continuarem positivas. Publicidade O ambiente geopolítico continuará pesando com petróleo, tarifas comerciais e tensão EUA-China, enquanto no Brasil, o tema fiscal, a Selic, a inflação e o dólar continuam a ditar o ritmo. Caso o entendimento seja de piora nas contas públicas, a tendência é de juros mais altos e mais descontos na Bolsa de Valores doméstica. Leia também
Mercado começa a questionar a máquina de comprar Bitcoin do guru cripto Michael Saylor
O modelo de negócios que inspirou empresas brasileiras como Méliuz (CASH3) e OranjeBTC (OBTC3) a acumular Bitcoin em caixa começa a enfrentar questionamentos no mercado global. Nas últimas semanas, analistas passaram a discutir os riscos da estratégia adotada pela Strategy (M2ST34), companhia do guru cripto Michael Saylor, que se tornou a maior detentora corporativa da criptomoeda no mundo. Agora, um relatório da casa de análise Fintrender acrescenta novos elementos ao debate ao avaliar em quais circunstâncias a empresa poderia deixar de ser uma das maiores compradoras de Bitcoin do mercado e se transformar em vendedora. E quais os impactos para os investidores tanto nas ações das empresas, quanto no preço do criptoativo. A discussão ganhou força após a Strategy realizar sua primeira venda de Bitcoins desde 2022. Embora a operação tenha sido pequena (de 34 BTCs) diante do tamanho de sua posição, o episódio chamou atenção por contrariar uma das teses mais associadas a Saylor: a de comprar e nunca vender. Hoje, a Strategy possui cerca de 846,8 mil Bitcoins, equivalente a aproximadamente 4% de toda a oferta da criptomoeda em circulação - o que é muito. A mudança de percepção começou a ganhar força justamente a partir desse episódio. Reportagens da imprensa financeira passaram a discutir não apenas o tamanho das reservas da companhia, mas a sustentabilidade do modelo criado por Saylor. O Financial Times destacou questionamentos sobre a dependência crescente de emissões de ações e papéis preferenciais para financiar novas compras de Bitcoin, enquanto o The Wall Street Journal chamou atenção para o ritmo mais lento das aquisições recentes e para o aumento do custo de captação da empresa. Ao contrário do que se poderia imaginar, a Fintrender não aponta uma ameaça de insolvência. A preocupação está na estrutura que permitiu à empresa acumular uma posição tão expressiva. Ao longo dos últimos anos, a Strategy financiou compras de Bitcoin por meio da emissão de ações, dívida e papéis preferenciais, transformando o acesso ao mercado de capitais em combustível para ampliar suas reservas. O relatório vai na mesma direção dos questionamentos levantados em Wall Street, mas avança um passo além. Em vez de focar no preço do Bitcoin, a empresa concentra a atenção na capacidade da Strategy de continuar acessando capital em condições favoráveis. A avaliação é que a empresa permanece longe de qualquer cenário de insolvência, mas sua estratégia depende da manutenção do interesse dos investidores pelos instrumentos financeiros emitidos pela companhia. Segundo a Fintrender, o risco surgiria caso essa capacidade de captação comece a perder força. Alguns dos papéis preferenciais emitidos pela companhia passaram a negociar abaixo de seus valores de referência, alimentando dúvidas sobre a disposição dos investidores em continuar financiando novas emissões. Nesse cenário, a empresa poderia ser obrigada a buscar outras formas de cumprir compromissos financeiros — incluindo a venda de parte de seus Bitcoins. Essa preocupação também apareceu em análises recentes da Fortune e do Financial Times sobre os papéis preferenciais lançados pela companhia. Parte dos investidores passou a questionar se a Strategy conseguirá manter indefinidamente uma estrutura baseada em novas captações para financiar compras adicionais de Bitcoin. Em outras palavras, o temor não é que uma queda do Bitcoin leve a Strategy à falência, mas que a principal fonte de demanda corporativa pela criptomoeda perca sua capacidade de continuar comprando. Para a Fintrender, a questão central é que a mesma estrutura que ajudou a transformar a companhia em uma das maiores compradoras de Bitcoin do planeta pode, em determinadas circunstâncias, fazer o caminho inverso. O debate também lança luz sobre empresas brasileiras que seguem caminhos semelhantes, ainda que em escala muito menor. Diferentemente da Strategy, a Méliuz mantém operações em outras frentes de negócio, enquanto a OranjeBTC está longe de possuir uma estrutura de financiamento comparável à da companhia americana. Ainda assim, o avanço dessas estratégias faz com que investidores passem a olhar não apenas para a quantidade de Bitcoin acumulada, mas também para a forma como essas posições são financiadas. As dúvidas em torno do modelo também começaram a aparecer nos preços dos ativos ligados à estratégia. Negociadas na Nasdaq, as ações da Strategy (MSTR) acumulam desvalorização de 30% no ano e os BDRs (recibos de ações negociados na B3, a bolsa brasileira) caem 35%, impactados pelo câmbio. No mesmo período, os papéis da OranjeBTC recuam 38%. Já os da Méliuz têm valorização de 7%. O Bitcoin, por sua vez, cai 26% de janeiro a junho. No fim, a pergunta que começa a circular em Wall Street é simples: o que acontece quando a maior compradora de Bitcoin do mundo já não consegue continuar comprando? E, em um cenário extremo, quando ela precisar vender? Por enquanto, essa hipótese parece um pouco distante. Mas é justamente a possibilidade de que a maior fonte corporativa de demanda por Bitcoin se transforme em oferta que passou a chamar a atenção dos investidores.
Ibovespa Fecha em Alta, e Dólar Atinge Maior Valor desde 30 de Março
O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, com Axia entre os principais suportes, em sessão marcada pela divulgação da ata da última decisão de política monetária do Banco Central. O índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 0,52%, a 171.258,87 pontos, após recuar a 168.495,17 pontos na mínima do dia mais cedo. Na máxima, chegou a 171.720,29 pontos. O volume financeiro somou R$ 21,64bilhões, de uma média diária de R$ 32,36 bilhões. A bolsa paulista abriu pressionada pelo viés negativo em praças acionárias no exterior, que refletiam perdas no setor de tecnologia, em meio a receios envolvendo investimentos em inteligência artificial financiados por dívidas.O Ibovespa, porém, descolou do movimento no mercado internacional, onde o norte-americano S&P 500 fechou em baixa de 1,44%, replicando o tom dos pregões na Europa e Ásia. A sessão na B3 também foi marcada pela repercussão da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada, quando a Selic foi reduzida para 14,25% ao ano. Leia Também Brasil X Escócia no “Super Trunfo da Economia”: Quem Vence Fora de Campo? A Startup Brasileira Que Quer Ensinar a IA a Pensar Como uma Empresa – e Chamou a Atenção da Nvidia Mudança no MEI Prevê Aumento do Limite de Faturamento e Mais Espaço para Contratações As 10 Tecnologias Emergentes Que Podem Mudar Energia, Saúde, IA e Segurança Até 2031 Ibovespa Alcança 170 Mil Pontos e Dólar Recua após ‘casadão’ do BC JPMorgan Eleva Recomendação de BTG Pactual para “Overweight” No documento, o BC indicou que combinará momentos de pausa e retomada no ciclo de cortes da taxa Selic para levar a inflação à meta de 3% no primeiro trimestre de 2028, um prazo mais longo do que o usual. Newsletter Forbes Daily As principais notícias do mercado financeiro De segunda a sexta-feira no seu email Assinar Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação. Na visão da equipe econômica do C6 Bank, a ata sugere a possibilidade de uma pausa na próxima reunião e retomada do ciclo de ajustes mais à frente. “Na nossa visão, a inflação elevada, as expectativas de inflação acima da meta e o mercado de trabalho aquecido tornam cada vez mais difícil justificar novos cortes de juros”, afirmaram em relatório a clientes. Destaques • AXIA ON fechou em alta de 2,59%, no terceiro pregão seguido de alta. O conselho de administração da elétrica aprovou a captação de debêntures simples com prazo de dez anos no montante de R$800 milhões, com possibilidade de lote adicional de até 25% do volume da emissão, o que elevaria o total da operação a R$1 bilhão. • BRADESCO PN avançou 0,9%, BANCO DO BRASIL ON subiu 1,43% e ITAÚ UNIBANCO PN fechou em alta de 0,27%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT perdeu 0,74%. BTG PACTUAL UNIT subiu 1,13%, tendo ainda no radar operação da Polícia Federal para apurar supostas fraudes envolvendo banco Digimais e notícias de que o BTG não deve seguir com o acordo para comprar o Digimais. • PETROBRAS PN subiu 0,41% e PETROBRAS ON avançou 0,78%, apesar de novo declínio dos preços do petróleo no exterior. A petrolífera de controle estatal assinou nesta terça-feira um memorando de entendimentos com a petroleira mexicana Pemex para cooperação estratégica e técnica em projetos na indústria de petróleo e gás. De acordo com a presidente-executiva da Petrobras, Magda Chambriard, as companhias poderão trabalhar juntas em oportunidades não só no México, mas também em geografias como África e Brasil. A executiva ainda reafirmou o interesse em explorar águas profundas no Golfo do México. • ASSAÍ ON subiu 3,12%, enquanto, no setor, GRUPO MATEUS ON e GPA ON, que não estão no Ibovespa, avançaram 1,32% e 1,96%, respectivamente. Analistas do UBS BB cortaram os preços-alvos dos papéis, mantendo recomendação neutra para Assaí e Grupo Mateus e de venda para GPA. “Embora, em geral, evitaríamos exposição ao setor neste momento, estruturalmente, preferimos a Assaí em termos relativos”, afirmaram em relatório a clientes. • VALE ON recuou 1,89%, acompanhando a fraqueza dos futuros do minério de ferrona China. Investidores também continuam atentos a eventualmudança no comando do conselho de administração da mineradora após pedido de assembleia pela acionista Previ para decidir sobre o assunto. No setor de mineração e siderurgia, USIMINAS PNA caiu 4,94%, CSN ON perdeu 1,31% e GERDAU PN fechou com declínio de 0,91%. • MRV&CO ON caiu 1,01%, após divulgar que assinou a venda dos empreendimentos Ten Oaks e Rayzor Ranch, no Estado do Texas, Estados Unidos, por US$139 milhões. De acordo com a construtora, a transação representa uma redução de 7,5% no endividamento líquido consolidado da MRV&Co, de US$87 milhões, além de uma diminuição de US$46 milhões em “minority interest”. • IRB(RE) ON, que não faz parte do Ibovespa, subiu 2,34%, após reportar lucro líquidode R$58,8 milhões em abril, bem acima dos R$21,2 milhões registrados um ano antes. O índice de sinistralidade passou para 51,2%, de 75,5% no mesmo mês do ano passado. Dólar O dólar fechou em alta ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante quase todas as demais divisas no exterior, com as cotações no Brasil também ponderando a ata do último encontro de política monetária do Banco Central. O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,87%, aos R$ 5,18, o maior valor de fechamento desde 30 de março deste ano, quando atingiu R$ 5,24 em meio à guerra no Oriente Médio. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 5,52% ante o real. Às 17h02, o dólar futuro para julho – atualmente o mais líquido no mercado brasileiro – subia 0,83% na B3, aos R$ 5,19. A terça-feira foi de “risk-off” (fuga do risco) nos mercados globais, com investidores vendendo ações em Wall Street e comprando dólar e títulos norte-americanos – neste caso, com consequente queda nos rendimentos. Com isso, o dólar sustentou ganhos ante quase todas as divisas de países emergentes, incluindo o real, o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano. No Brasil, o avanço da moeda norte-americana também encontrou respaldo na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reforçou a percepção de que a taxa básica Selic pode cair no curto prazo, mesmo com a instituição demonstrando preocupação com o cenário inflacionário.