LIGT3
EnergiaLight S.A.
CNPJ: 03378521000175
Oscilação dos Últimos 12 Meses
Indicadores de Valuation
Indicadores de Endividamento
Indicadores de Eficiência
Indicadores de Rentabilidade
Indicadores de Crescimento
Dados Financeiros
Resultados Financeiros
| Indicador (Anual) | 2025 | 2024 | 2023 | 2022 |
|---|---|---|---|---|
| Receita Total | R$ 14.996,45 Mi | R$ 14.876,28 Mi | R$ 14.116,33 Mi | R$ 13.253,29 Mi |
| Lucro Bruto | R$ 2.525,80 Mi | R$ 2.327,53 Mi | R$ 2.841,48 Mi | R$ 1.981,82 Mi |
| EBITDA | R$ 1.268,53 Mi | R$ 1.177,06 Mi | R$ 1.537,97 Mi | R$ -1.910,41 Mi |
| Lucro Líquido | R$ 213,10 Mi | R$ 1.643,78 Mi | R$ 255,16 Mi | R$ -5.672,20 Mi |
Sobre a LIGT3
A Light S.A. é uma holding do setor elétrico com atuação principal em distribuição de energia no estado do Rio de Janeiro, além de ativos relacionados à geração e comercialização. A companhia atende consumidores residenciais, comerciais, industriais e poder público em sua área de concessão, com receitas reguladas pela estrutura tarifária definida pela ANEEL e sujeitas a perdas técnicas e não técnicas, inadimplência e custos de compra de energia. A empresa opera em um ambiente de regulação intensa, com necessidade de investimentos contínuos em rede, qualidade de serviço e gestão de caixa. O desempenho econômico-financeiro depende de parâmetros regulatórios, evolução do mercado cativo e eficiência operacional. Em anos recentes, a companhia também passou por processo de reestruturação financeira e judicial, tema central para a avaliação de risco de crédito e de continuidade operacional.
Dividendos
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Pontes cross-chain já perderam US$ 4 bilhões em ataques hacker
Pontes cross-chain concentram US$ 3 bilhões em perdas por hacks na década Ronin, Wormhole e Nomad somam mais de US$ 1,1 bilhão roubados em 2022 Modelos ZK e light client surgem como alternativa a multisigs vulneráveis As pontes cross-chain se tornaram o elo mais frágil da infraestrutura cripto. Elas conectam blockchains isoladas como Ethereum, Solana e Arbitrum, permitindo mover ativos entre redes que não se comunicam nativamente. Também acumulam o maior histórico de prejuízos do setor: cerca de US$ 3 bilhões dos US$ 17 bilhões roubados em toda a história dos hacks de contratos inteligentes saíram delas. O problema central é a verificação. Quando um usuário deposita 100 ETH no Ethereum e pede o equivalente na Arbitrum, alguém precisa atestar que o depósito ocorreu. É nesse ponto que os ataques se concentram no mecanismo que valida a transferência entre cadeias. Como funcionam lock-and-mint e burn-and-mint O modelo mais comum é o lock-and-mint. O ativo original fica travado em um contrato na rede de origem, e uma versão sintética (o token “wrapped”) é emitida na rede de destino. A segurança depende inteiramente de quem valida o depósito normalmente um grupo de validadores ou um multisig. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE Já o burn-and-mint queima o token na origem e emite uma versão nativa no destino. O CCTP da Circle, para USDC, é a maior implementação em produção. Não há wrapped, não há fragmentação de liquidez, mas exige que o emissor controle a cunhagem em todas as redes suportadas algo inviável para ERC-20 comuns. Um terceiro desenho, adotado por Stargate e Across, usa pools de liquidez pré-financiados em cada rede. É mais rápido, porque o token já existe no destino, mas exige capital parado em várias cadeias, o que restringe o número de operadores capazes de manter o modelo. Ronin perde US$ 624 milhões com cinco chaves comprometidas O ataque à ponte Ronin, em março de 2022, drenou 173.600 ETH e 25,5 milhões de USDC cerca de US$ 624 milhões. A ponte usava nove validadores, sendo necessárias cinco assinaturas para autorizar saques. A Sky Mavis, empresa por trás do Axie Infinity, controlava quatro nós, e um quinto validador havia delegado permissão temporária que nunca foi revogada. Bastou comprometer a Sky Mavis para reunir as cinco chaves. O Lazarus Group, ligado à Coreia do Norte segundo o FBI, executou dois saques fraudulentos. O rombo só foi descoberto seis dias depois, quando um usuário tentou sacar 5.000 ETH e o cofre estava vazio. Wormhole e Nomad: falhas de código em vez de chaves Em fevereiro de 2022, o Wormhole perdeu US$ 326 milhões após um invasor cunhar 120 mil wETH na Solana sem depositar ETH no Ethereum. O contrato usava uma instrução obsoleta que não checava se os “guardiões” que assinaram a mensagem eram reais. A Jump Crypto repôs o valor em 24 horas, evitando um contágio no DeFi da Solana. Seis meses depois, a Nomad foi drenada em US$ 190 milhões não por um grupo sofisticado, mas por centenas de imitadores. Uma atualização inicializou o contrato com valor zero como raiz confiável. Qualquer mensagem passava pela verificação. Bastava copiar a transação original e trocar o endereço de destino. Brasileiros em DeFi sentem o risco via stablecoins Para o investidor local, o risco de pontes chega principalmente via wrapped tokens e stablecoins bridgeadas. Quando um brasileiro compra USDC via Binance, Bitso ou Mercado Bitcoin e transfere para uma rede como Arbitrum ou Base, o ativo depende da integridade da ponte usada. Um relatório recente da Blockaid apontou US$ 1,1 bilhão em roubos cripto só no primeiro semestre de 2025, com pontes e protocolos DeFi entre os principais alvos. A discussão regulatória no Brasil ainda não trata pontes especificamente, mas a proposta do Banco Central sobre stablecoins pode indiretamente afetar rotas que dependem de USDC e USDT em redes fora do Ethereum. ZK-proofs e light clients tentam substituir multisigs A resposta técnica ao histórico de ataques passa por reduzir a dependência de comitês externos. Light client bridges verificam o consenso da rede de origem diretamente no destino, sem intermediário. Já pontes com provas de conhecimento zero, como as desenvolvidas por Succinct Labs, Polymer e Lagrange, comprimem essa verificação em uma prova única, reduzindo custo de gas. Segundo análise da Coinbase sobre falhas em pontes, o problema recorrente é a distância entre a segurança prometida e a efetivamente aplicada. Modelos baseados em matemática, e não em confiança em signatários, apontam para onde o setor caminha depois de US$ 4 bilhões em prejuízos acumulados.
Fim do Patrimonialismo? O Real Motivo para o Mercado Privilegiar Companhias com Imóveis em Fundos Imobiliários
Entre os anos 1980 e 1990, o paradigma do mercado era patrimonialista, e eventualmente algumas companhias listadas em bolsa tinham valor de mercado avaliado em um patamar menor do que o seu total de imóveis somados. Há anos, essa lógica se inverteu, e o mercado premia quem tem maior capacidade de gerar caixa e receita recorrente em detrimento de quem tem um portfólio robusto de imóveis. A predileção é pelas companhias que adotam um modelo asset light. A transição está em curso para alguns setores e foi concluída em outros. Mesmo para incorporadoras tradicionais, os negócios têm seguido uma lógica análoga. Anteriormente, o modelo privilegiava uma estrutura com capital intensivo, calcada na compra de terrenos, caixa imobilizado em landbanks, construção e uma geração de caixa ao fim do ciclo. Com uma Selic em alta e um ambiente macroeconômico mais tempestuoso, o mercado frisou ainda mais a máxima de que dinheiro vale mais hoje do que amanhã. 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No primeiro trimestre deste ano, o landbank da empresa alcançou um Valor Geral de Vendas (VGV) potencial de R$ 60 bilhões, e 87% do custo de aquisição dos terrenos foi negociado por permuta. Na prática, isso significa que a empresa continua expandindo seu banco de terrenos sem precisar desembolsar grandes volumes de caixa, mantendo mais recursos disponíveis para novos lançamentos e investimentos. Afora isso, a eficiência fiscal dos fundos imobiliários (FIIs) — que caíram nas graças das empresas de properties — também se mostrou uma grande vantagem competitiva. Empresas como JHSF (JHSF3), São Carlos (SCAR3) e Cyrela (CYRE3) têm estruturado seus veículos próprios para migrar para um modelo mais asset light. “Os fundos imobiliários são muito eficientes fiscalmente. Eles não pagam nenhum tributo internamente, nem imposto, nem o futuro IVA. O investidor dele também é isento… então, para o investidor, é muito eficiente”, comenta Carlos Martins, sócio e gestor de fundos imobiliários da Kinea, que tem mais de R$ 150 bilhões em ativos sob gestão. “Você seleciona os ativos mais maduros e encapsula em um FII, assim libera capital. Só que a empresa que é dona continua gerindo o fundo, então ela continua com as receitas da gestão e ela pode pegar esse capital e devolver para o investidor ou fazer projetos Greenfield. Tem um investidor do outro lado que quer aquela renda mais estável, mas que também quer ela isenta. Então eu acho que esse é um caminho natural”, completa, em entrevista à Forbes. Rodrigo Abbud, sócio e Head de Real Estate do Patria Investimentos, endossa a tese e ainda cita o aumento de transparência aos investidores. “O instrumento de fundo imobiliário se provou ser o mais eficiente para você ser proprietário de imóveis. Melhor do que a Property Company, do que uma holding; é algo mais transparente, mais claro. Então, ao longo desses últimos anos, as empresas que eram de properties começaram a entender os benefícios de migrar para FIIs”, diz, em entrevista à Forbes. “Os investidores começaram a questionar o porquê de correr o risco de uma empresa alavancada, sem ter um SG&A [Despesas de Vendas, Gerais e Administrativas] transparente e claro. Quanto que a empresa gasta de SG&A? Não sei, quanto ela quiser. O Fundo Imobiliário está ali, é possível olhar a taxa, quanto se gasta”, conclui. Por fim, cita que esse contexto aumentou a fatia de investidores institucionais nos FIIs — anteriormente uma indústria dominada por pessoas físicas. “Há cinco anos atrás, a proporção era de mais de 90% de pessoas físicas. Hoje nós já estamos quase em uma proporção de 70% de pessoas físicas e 30% de institucionais.” JHSF e São Carlos são casos emblemáticos de predileção por modelo asset light Como exemplo, a São Carlos Empreendimentos foi montada como subsidiária ao fim da década de 1980 por Carlos Alberto Sicupira após ele, em conjunto com Lemann e Telles, constatarem que o valuation dos imóveis da Americanas superava o da varejista em bolsa. Nos últimos anos, a empresa passou por momentos de intenso desconto, valendo uma fatia do valor patrimonial dos imóveis — com descontos que ultrapassaram os 70% em termos de net asset value (NAV). Hoje, a empresa abandona as diretrizes de “proprietária pura”, que ficou cada vez mais ineficiente com a Selic alta e outras variáveis econômicas. Assim, a companhia decidiu transferir os ativos para Fundos Imobiliários (FIIs) e entrar como sócia nesses ativos. Na prática, saiu de uma empresa tradicional de properties para uma gestora. Em junho de 2025, a empresa remodelou 19 ativos da divisão Best Center, de strip malls — totalizando 45 mil m² de área bruta locável (ABL) — em parceria com a gestora TG Core Asset. Em novembro do mesmo ano, vendeu oito torres de escritórios ao fundo SC JiveMauá por R$ 837 milhões. Outro exemplo de companhia que também faz a transição é a JHSF, que tem alterado suas diretrizes de negócio nos últimos anos. A empresa construiu sua reputação incorporando imóveis de luxo — Fazenda Boa Vista, Reserva Cidade Jardim, São Paulo Surf Club — e operava simultaneamente shoppings, hotéis Fasano e o Aeroporto Catarina. Assim, incorporação e renda recorrente dividiam o mesmo balanço. Agora, a companhia prefere focar suas energias na segunda via. Com isso, estruturou a JHSF Capital ao fim de 2022 e tem feito transações bilionárias de ativos. Em dezembro de 2025, a empresa teve seu principal marco nesse movimento de transição ao transferir R$ 5,235 bilhões em estoques imobiliários para o JHSF Capital Desenvolvimento FII, fundo estruturado em parceria com XP, Itaú BBA e Bradesco BBI. O portfólio reúne ativos de empreendimentos como Boa Vista Village, Boa Vista Estates, Reserva Cidade Jardim e São Paulo Surf Club Residences. O movimento, assim, permite à empresa antecipar a monetização desses projetos sem abrir mão da gestão de seu ecossistema de alto padrão. Além disso, a operação injetou R$ 3,9 bilhões em caixa e zerou a dívida líquida da JHSF. “O mercado privilegia mais as empresas com renda recorrente do que quem tem um ativo em si. Esse movimento tem acontecido ao longo do tempo, por parte da JHSF”, disse uma fonte a par do tema em entrevista à Forbes. “Não foi uma mudança de modelo, vimos que já era um desejo da empresa há algum tempo, por isso que a empresa criou a gestora. A gestora trouxe uma base de capitais mais diversificada, que era o grande objetivo da JHSF. Isso permitiu alguns investidores e clientes acessarem projetos específicos”, completa. Atualmente, a JHSF Capital tem R$ 12 bilhões de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês), na esteira dos negócios robustos com fundos imobiliários recém estruturados. Segundo Bruno Mendonça, do Bradesco BBI, esse panorama muda a forma como o mercado deve enxergar a empresa. “Acreditamos que a JHSF deve ser vista cada vez mais pelo mercado como operadora proprietária de propriedades de renda (Shoppings, Hotelaria e Gastronomia, Aeroporto, Locações e Clubes, Capital), e não como incorporadora residencial, com a qualidade do fluxo de caixa convergindo para patamares mais próximos das plataformas de shoppings e propriedades”, diz. MRV e o desinvestimento massivo Em junho, a MRV (MRVE3) avançou na venda de empreendimentos da Resia, movimento que figura como maior desinvestimento imobiliário de uma companhia brasileira. Anteriormente, a empresa havia apostado na internacionalização como rota de diversificação ao adquirir a AHS Residential em 2020, rebatizando-a de Resia, uma empresa que opera no modelo de multifamily residences — construindo apartamentos para locação e venda para REITs americanos. Agora, a empresa colocou a Resia em um plano rígido de desinvestimento para vender US$ 800 milhões em ativos até o fim deste ano. No acumulado do ano anterior, a companhia reportou prejuízo de US$ 243 milhões e uma dívida acumulada de US$ 695 milhões — números que fizeram o mercado pressionar a empresa por mudanças estruturais. “A venda ocorre em um contexto de juros elevados nos Estados Unidos e com ativos ainda não totalmente maduros, ou seja, com rentabilidade abaixo do potencial. Apesar de uma perda contábil de aproximadamente 26% em relação ao valor registrado no balanço, a companhia destaca que a transação antecipa os benefícios de redução da alavancagem”, observam os analistas da XP sobre o movimento. Após a venda, resta apenas um projeto legado da Resia (Memorial), avaliado em US$ 109 milhões, cuja venda também é esperada ainda em 2026. Outros ativos, como Golden Glades e North City, devem gerar lucro na alienação. “Vemos a transação como positiva do ponto de vista de crédito, ainda que realizada com desconto contábil, por reforçar um dos principais vetores de desalavancagem da MRV no curto prazo. A desalavancagem da MRV depende de forma relevante da venda desses ativos, o que torna anúncios como este um passo importante na direção de redução de risco e melhora da estrutura de capital”, pontua a XP sobre a decisão da companhia.
EUA decretam emergência após incêndio florestal destruir 600 imóveis
Imóveis pegam fogo no condado de Spokane no estado de Washington, nos EUA Outras 5 mil estruturas estão ameaçadas no condado de Spokane, no estado de Washington Um incêndio florestal no condado de Spokane, em Washington, nos Estados Unidos, destruiu 600 imóveis, segundo Tom Stokesberry, oficial de informações públicas da Equipe Interagências de Gerenciamento de Incidentes da Califórnia 7. Mais de 13.000 casas estão sem energia e outros 5.000 imóveis estão ameaçados. Milhares de famílias já receberam ordens para deixar suas casas. As autoridades locais de gestão de emergência decretaram Nível 3, o mais alto alerta de evacuação, para diversas áreas da região. O chefe florestal do estado de Washington, George Geissler, afirmou em coletiva de imprensa no sábado (1) que o fogo já consumiu cerca de 1.200 hectares. A extensão total dos danos ainda não está clara. O governador de Washington, Bob Ferguson, decretou estado de emergência e proibição de queimadas em todo o estado na manhã de sábado, após o Serviço Nacional de Meteorologia emitir um alerta vermelho de "Situação Particularmente Perigosa" para o centro e leste de Washington. Essa designação é rara e reservada para condições climáticas severas propícias a incêndios. Esta é a primeira vez que o serviço meteorológico emite um alerta desse tipo em Washington, o que significa que “novos incêndios podem sair do controle rapidamente". "Nossa resposta aérea pode ser limitada pelo vento e pela fumaça, e nossos bombeiros florestais, já sobrecarregados, estarão em condições ainda mais perigosas”, afirmou o Departamento de Recursos Naturais de Washington. Autoridades estaduais também alertaram para uma situação extremamente perigosa no local. “Há incêndios a arder em cidades. Há evacuações de nível 3 como nunca vi antes”, disse o major-general da Guarda Nacional de Washington, Gent Welsh. “Esta é uma série de eventos muito perigosos e muito complexos". Condições extremas alimentam as chamas O incêndio Old Trails começou por volta do meio-dia de sábado, alimentado por condições climáticas extremas. Os bombeiros estaduais foram mobilizados por volta das 13h30 (horário local), de acordo com um comunicado do Corpo de Bombeiros do Estado de Washington. A causa do incêndio está sendo investigada. Segundo o gabinete do governador, são mais de 32.700 hectares queimando em 12 grandes incêndios em todo o estado de Washington. O Old Trails é apenas um dos vários focos no condado de Spokane, onde milhares de casas estavam sob ordens de evacuação, disseram autoridades de gestão de emergências à CNN. Um abrigo de emergência foi aberto em uma faculdade comunitária para os moradores que deixaram suas residências. “Quando o sol se põe e o sol nasce pela manhã, acho que ficaremos chocados com algumas das cenas que surgirão de lá”, disse Welsh. Ferguson afirmou que, no final da tarde, recebeu a notícia de que "Spokane estava rapidamente entrando em uma situação de crise". “Nossos corações estão com os moradores de Washington que estão perdendo suas casas e sendo evacuados”, disse o governador, descrevendo os vídeos que viu de casas em chamas. Spokane tem cerca de 230.000 moradores. Um vídeo mostra fumaça subindo sobre o condado no sábado, enquanto incêndios florestais se espalhavam pela região. Nuvens alaranjadas e cinzentas pairavam sobre casas e parques. "É como se uma bomba nuclear estivesse explodindo em nossos bairros", disse o morador Brent Dallman, à afiliada da CNN, KHQ. "Está concentrado em uma área com grande concentração de pessoas, então é realmente trágico". Além de residências, o incêndio Old Trails está ameaçando o Parque Estadual de Riverside e forçou a evacuação do hospital de veteranos de Spokane, da estação de tratamento de água e da usina de valorização energética de resíduos, disseram autoridades municipais. Próximo ao incêndio Old Trails, o incêndio Fairview também está provocando evacuações de nível 3 na área de Spokane. “Os recursos de bombeiros e serviços médicos de emergência em toda a nossa região estão sendo extremamente sobrecarregados, visto que vários grandes incêndios florestais continuam a arder”, afirmou o Corpo de Bombeiros de Spokane Valley. Na sexta-feira, Ferguson acionou 110 membros da Guarda Nacional de Washington para auxiliar no combate aos incêndios. O Gabinete do Chefe dos Bombeiros do Estado de Washington também mobilizou 13 forças-tarefa. As autoridades haviam alertado para "ventos historicamente fortes" e baixa umidade, que alimentavam um alto risco de comportamento extremo do fogo e crescimento muito rápido na área de Spokane. Os ventos se intensificaram no sábado, com muitas localidades registrando rajadas de 48 a 72 km/h, além de ventos constantes de 24 a 40 km/h, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia. Os ventos continuarão a se intensificar nas próximas horas e a previsão é de que os ventos mais fortes persistam até as 20h. A Avista, uma empresa de energia, cortou o fornecimento de energia para centenas de residências em algumas áreas no sábado "devido a condições climáticas críticas a extremas que propiciavam incêndios". No sábado, a companhia informou que 60.000 pessoas estavam sem energia. Outra empresa, a Inland Power & Light, também relatou interrupções no fornecimento causadas pelo clima. O incêndio florestal está se alastrando em um momento em que o estado de Washington enfrenta sua quarta seca consecutiva, segundo o gabinete do governador. Mais de mil incêndios já queimaram quase 172 mil hectares este ano — a maior área queimada desde 2021, de acordo com o Departamento de Recursos Naturais. Mais de 4 mil pessoas estão trabalhando para conter os incêndios em todo o estado, disseram as autoridades em uma coletiva de imprensa. “Este ano já é um dos anos com maior incidência de incêndios florestais de que temos registro, e ainda estamos apenas no início de agosto”, disse o Comissário de Terras Públicas, Dave Upthegrove, no comunicado à imprensa.