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Investo Teva Tesouro Selic ETF

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R$ 156,74
Fec. Ant: R$ 156,78
Variação Dia
Min: R$ 156,74
Max: R$ 156,81
52 Semanas
Mín: R$ 136,90
Máx: R$ 156,81
Volume
1.591.913
Moeda: BRL

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ETFs de renda fixa pagam de 15% a 25% de IR. Entenda como funciona a tributação
Selic 21/07/2026

ETFs de renda fixa pagam de 15% a 25% de IR. Entenda como funciona a tributação

Publicidade Quase três em cada dez ETFs disponíveis no mercado brasileiro hoje são de renda fixa. O avanço da classe aparece tanto na oferta de produtos quanto na captação contínua de recursos dos investidores. Em julho, os ETFs de renda fixa caminham para completar o 17º mês consecutivo de captação líquida (entradas menos resgates) positiva. Até o último dia 14, dado mais recente da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), a classe somava R$ 907,7 milhões em aportes líquidos no mês de julho, enquanto os ETFs de renda variável registravam saídas de R$ 163,2 milhões no mesmo período. No acumulado do ano de 2026, os ETFs de renda fixa captaram R$ 28,2 bilhões, quase seis vezes o volume destinado aos ETFs de ações. Há razões objetivas que explicam esse interesse crescente. Além da Selic em 14,25% ao ano, que serve de referência para o retorno, as características do próprio produto pesam na atratividade: é o caso da tributação, que pode ser mais eficiente do que a de outras aplicações de renda fixa, principalmente para períodos mais curtos. A principal diferença está na forma de cobrança do Imposto de Renda (IR). Nos ETFs de renda fixa, a alíquota não depende do tempo em que o investidor permanece com a cota, como em fundos tradicionais, mas do “prazo médio de repactuação” da carteira do fundo. “Repactuação” é o momento em que um título sai da carteira do fundo para a entrada de outro – geralmente quando um título vence. Se um ETF hipotético tiver R$ 10 milhões em títulos vencendo em um ano e outros R$ 10 milhões em papéis que vencem em 3 anos, temos que o “prazo médio de repactuação” é de 2 anos. É essa regra que permite que alguns ETFs tenham IR de 15% mesmo que o investidor venda as cotas poucos dias ou meses depois da compra. Como funciona o IR dos ETFs de renda fixa Em aplicações como CDBs e títulos do Tesouro Direto, a cobrança de IR segue a tabela regressiva: começa em 22,5% para aplicações de até 180 dias e cai até 15% somente após dois anos. Nos ETFs, a lógica é a que vimos aqui: a do prazo médio da carteira de ativos. Ou seja, não importa se você comprou a cota ontem ou há três anos. O ganho será tributado de acordo com o prazo médio de vencimento da carteira do ETF. Quanto maior esse prazo, menor a alíquota. Ela parte de 25% e cai até 15% quando o prazo médio supera 720 dias: E como saber qual é a alíquota do seu ETF? Você precisa checar na lâmina do fundo, o documento que traz as informações mais relevantes para o público. Para facilitar, nós mostramos aqui também – a lista dos 65 ETFs de renda fixa disponíveis no mercado está no final deste texto, cada um com sua alíquota. Publicidade Adiantando: cerca de 90% ali estão enquadrados na mínima, de 15%. Os que não estão fazem parte de uma família específica dos ETFs de renda fixa: os pós-fixados, compostos por títulos públicos que seguem a Selic. Um ponto de atenção: os ETFs de Tesouro Selic Esses costumam cobrar 25% de imposto. São os ETFs de LFTs (Letras Financeiras do Tesouro) – os títulos do Tesouro Selic. Isso acontece quando a carteira do fundo é 100% formada por LFTs. Tem motivo. Quando esses ETFs surgiram, eles cobravam só 15%, mesmo que você aplicasse num dia e resgatasse no outro. E LFTs são boas para isso. O saldo sobe todo dia, afinal – o que não acontece com NTN-Bs. Muita gente estava usando esses ETFs como caixa registradora (estocando capital de giro, por exemplo). Era uma forma de driblar o IR. Para evitar isso, o Tesouro e a Receita criaram uma outra interpretação. Ficou entendido que a “repactuação” desses títulos é diária – e é mesmo, porque a “Selic efetiva” muda todo dia; a que o BC dita é a “Selic meta”, outra coisa (ainda que ambas as taxas andem sempre próximas, mas essa é outra história). Na prática, isso trava qualquer ETF 100% LFT na faixa de 25% de IR, como são os casos dos sete ETFs “pós-fixados puros” listados abaixo: Trend ETF B3 Tesouro Selic ( LFTX11 ), da XP Asset ), da XP Asset IT Now Teva Tesouro Selic ( LFTI11 ), da Itaú Asset ), da Itaú Asset Nu CDI Tesouro Selic B3 ( NCDI11 ), da Nu Asset ), da Nu Asset Investo Teva Tesouro Selic ( LFTS11 ), da Investo ), da Investo BTG Pactual Teva Tesouro Selic ( LLFT11 ), da BTG Asset ), da BTG Asset B-Index ETF Teva LFT ( BLFT11 ), da Bradesco Asset ), da Bradesco Asset Galapagos Teva Tesouro Selic (GLFT11), da Galapagos Capital Para escapar da tributação mais alta, algumas gestoras adotaram uma estratégia diferente: combinar as LFTs com uma parcela de NTN-Bs (títulos atrelados à inflação, os Tesouro IPCA+, com prazo de repactuação mais longo). A mistura busca elevar o prazo médio da carteira para acima de 720 dias, permitindo o enquadramento na alíquota de 15%. É o caso dos seis ETFs “híbridos” abaixo: BTG Pactual Teva AUVP ITBR Liquidez ( LTBX11 ), da BTG Asset; ), da BTG Asset; IT Now Teva Itbr Selic Ipca Target 800 ( CDIB11 ), da Itaú Asset; ), da Itaú Asset; BTG Pactual Teva ITBR Target 750 ( LIQB11 ), da BTG Asset; ), da BTG Asset; BTG Pactual Teva AUVP ITBR Liquidez (AUPO11), do BTG Asset; Teva ITBR Tesouro Selic IPCA+ ( POSB11 ), da Galapagos Capital; ), da Galapagos Capital; Investo ETF MarketVector Brazil Treasury 760 (LFTB11), da Investo. Publicidade Todos esses têm prazo médio superior a 750 dias, segundo suas lâminas. Como a parcela de NTN-Bs alcança entre 8% e 9% dos portfólios, esses ETFs híbridos apresentam retornos um pouco menores que a Selic em tempos de juros com perspectiva de alta, como agora – porque os preços NTN-Bs caem nesses momentos. Quando a curva se inverte, temos o oposto: esses ETFs vão render um pouco mais que a Selic. O fato, enfim, é que dois ETFs que buscam entregar uma exposição predominantemente pós-fixada podem ter tributações diferentes, um ponto importante na hora de comparar os produtos. E os ETFs de debêntures incentivadas, são isentos? Embora a pessoa física tenha isenção de IR ao investir diretamente em debêntures incentivadas, o benefício não é estendido aos ETFs que mantêm esses papéis em carteira. Em abril de 2026, a Receita Federal esclareceu que um ETF referenciado em índice de debêntures incentivadas continua sujeito ao regime tributário dos ETFs de renda fixa. O tratamento é diferente do aplicável aos FI-Infra, fundos incentivados de infraestrutura, que têm regime tributário próprio e podem oferecer isenção de IR à pessoa física quando atendidos os requisitos legais. Outras características tributárias dos ETFs de renda fixa Além da forma de definição da alíquota, os ETFs de renda fixa têm outras particularidades tributárias. Sem come-cotas: ao contrário dos fundos de renda fixa sujeitos à antecipação semestral de IR, os ETFs não têm come-cotas. Com isso, o imposto que seria antecipado permanece investido, preservando o efeito dos juros compostos. Ou seja, com o passar dos anos, eles rendem mais. Em uma simulação com R$ 10 mil aplicados em um ETF e em um fundo DI, ambos com a mesma taxa de administração e rendimento equivalente a 100% do CDI, o ETF entregou um ganho 0,3 ponto percentual superior ao fundo DI no primeiro ano. Em dez anos, a diferença chegou a 6,2 pontos percentuais. Publicidade Sem IOF: a negociação de cotas de ETFs de renda fixa em bolsa ou mercado organizado tem alíquota zero de IOF. Já aplicações como CDBs e títulos do Tesouro estão sujeitas ao imposto regressivo sobre os rendimentos quando há resgate nos primeiros 30 dias. IR retido na fonte: a sua corretora calcula o imposto. Você não precisa apurar mensalmente o resultado e emitir o DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), como ocorre com ETFs de renda variável. Sem isenção por valor vendido: diferentemente das ações, que contam com isenção de IR para vendas de até R$ 20 mil por mês, os ETFs, sejam de renda fixa ou de renda variável, não têm esse benefício. Havendo lucro tributável, há cobrança de IR independentemente do valor da operação. Nos ETFs de renda fixa, porém, o imposto é retido na fonte, sem necessidade de cálculo e recolhimento mensal pelo investidor. De Selic a IPCA+: os ETFs de renda fixa listados na Bolsa O crescimento da classe não aparece apenas na captação. A oferta de produtos também aumentou. O mercado brasileiro tinha 202 ETFs em junho de 2026, considerando renda fixa e renda variável, ante 132 um ano antes, segundo dados da Anbima: houve um crescimento de 53%. A prateleira dos 65 ETFs de renda fixa vai dos pós-fixados atrelados à Selic a estratégias de inflação, prefixados e crédito privado, com diferentes prazos, riscos e exposições. A variedade importa porque produtos de uma mesma categoria podem carregar riscos e tributações diferentes. Nos ETFs de IPCA+ e prefixados, por exemplo, o prazo dos títulos influencia tanto a oscilação das cotas (papéis mais longos tendem a ser mais sensíveis às mudanças nas taxas de juros) quanto a alíquota de IR aplicável. Já nos ETFs compostos integralmente por LFTs, a tributação fica na alíquota máxima de 25%, já que a remuneração desses títulos é ajustada diariamente, como visto acima. Publicidade Por isso, além da taxa de administração, o investidor deve observar o índice replicado, o prazo da carteira, o risco de crédito, a liquidez e o enquadramento tributário de cada fundo.

ETFs de renda fixa pagam de 15% a 25% de IR. Entenda como funciona a tributação
Selic 21/07/2026

ETFs de renda fixa pagam de 15% a 25% de IR. Entenda como funciona a tributação

Categoria caminha para o 17º mês seguido de captação líquida positiva; a eficiência tributária é um dos atrativos da classe Quase três em cada dez ETFs disponíveis no mercado brasileiro hoje são de renda fixa. O avanço da classe aparece tanto na oferta de produtos quanto na captação contínua de recursos dos investidores. Em julho, os ETFs de renda fixa caminham para completar o 17º mês consecutivo de captação líquida (entradas menos resgates) positiva. Até o último dia 14, dado mais recente da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), a classe somava R$ 907,7 milhões em aportes líquidos no mês de julho, enquanto os ETFs de renda variável registravam saídas de R$ 163,2 milhões no mesmo período. No acumulado do ano de 2026, os ETFs de renda fixa captaram R$ 28,2 bilhões, quase seis vezes o volume destinado aos ETFs de ações. Há razões objetivas que explicam esse interesse crescente. Além da Selic em 14,25% ao ano, que serve de referência para o retorno, as características do próprio produto pesam na atratividade: é o caso da tributação, que pode ser mais eficiente do que a de outras aplicações de renda fixa, principalmente para períodos mais curtos. A principal diferença está na forma de cobrança do Imposto de Renda (IR). Nos ETFs de renda fixa, a alíquota não depende do tempo em que o investidor permanece com a cota, como em fundos tradicionais, mas do “prazo médio de repactuação” da carteira do fundo. “Repactuação” é o momento em que um título sai da carteira do fundo para a entrada de outro – geralmente quando um título vence. Se um ETF hipotético tiver R$ 10 milhões em títulos vencendo em um ano e outros R$ 10 milhões em papéis que vencem em 3 anos, temos que o “prazo médio de repactuação” é de 2 anos. É essa regra que permite que alguns ETFs tenham IR de 15% mesmo que o investidor venda as cotas poucos dias ou meses depois da compra. Como funciona o IR dos ETFs de renda fixa Em aplicações como CDBs e títulos do Tesouro Direto, a cobrança de IR segue a tabela regressiva: começa em 22,5% para aplicações de até 180 dias e cai até 15% somente após dois anos. Nos ETFs, a lógica é a que vimos aqui: a do prazo médio da carteira de ativos. Ou seja, não importa se você comprou a cota ontem ou há três anos. O ganho será tributado de acordo com o prazo médio de vencimento da carteira do ETF. Quanto maior esse prazo, menor a alíquota. Ela parte de 25% e cai até 15% quando o prazo médio supera 720 dias: E como saber qual é a alíquota do seu ETF? Você precisa checar na lâmina do fundo, o documento que traz as informações mais relevantes para o público. Para facilitar, nós mostramos aqui também – a lista dos 65 ETFs de renda fixa disponíveis no mercado está no final deste texto, cada um com sua alíquota. Adiantando: cerca de 90% ali estão enquadrados na mínima, de 15%. Mas há um caso em que vale prestar mais atenção: o dos ETFs pós-fixados, compostos por títulos públicos que seguem a Selic. Um ponto de atenção: os ETFs de Tesouro Selic Esses costumam cobrar 25% de imposto. São os ETFs de LFTs (Letras Financeiras do Tesouro) – os títulos do Tesouro Selic. Isso acontece quando a carteira do fundo é 100% formada por LFTs. Tem motivo. Quando esses ETFs surgiram, eles cobravam só 15%, mesmo que você aplicasse num dia e resgatasse no outro. E LFTs são boas para isso. O saldo sobe todo dia, afinal – o que não acontece com NTN-Bs. Muita gente estava usando esses ETFs como caixa registradora (estocando capital de giro, por exemplo). Era uma forma de driblar o IR. Para evitar isso, o Tesouro e a Receita criaram uma outra interpretação. Ficou entendido que a “repactuação” desses títulos é diária – e é mesmo, porque a “Selic efetiva” muda todo dia; a que o BC dita é a “Selic meta”, outra coisa (ainda que ambas as taxas andem sempre próximas, mas essa é outra história). Na prática, isso trava qualquer ETF 100% LFT na faixa de 25% de IR, como são os casos dos sete ETFs “pós-fixados puros” listados abaixo: Trend ETF B3 Tesouro Selic ( LFTX11 ), da XP Asset ), da XP Asset IT Now Teva Tesouro Selic ( LFTI11 ), da Itaú Asset ), da Itaú Asset Nu CDI Tesouro Selic B3 ( NCDI11 ), da Nu Asset ), da Nu Asset Investo Teva Tesouro Selic ( LFTS11 ), da Investo ), da Investo BTG Pactual Teva Tesouro Selic ( LLFT11 ), da BTG Asset ), da BTG Asset B-Index ETF Teva LFT ( BLFT11 ), da Bradesco Asset ), da Bradesco Asset Galapagos Teva Tesouro Selic (GLFT11), da Galapagos Capital Para escapar da tributação mais alta, algumas gestoras adotaram uma estratégia diferente: combinar as LFTs com uma parcela de NTN-Bs (títulos atrelados à inflação, os Tesouro IPCA+, com prazo de repactuação mais longo). A mistura busca elevar o prazo médio da carteira para acima de 720 dias, permitindo o enquadramento na alíquota de 15%. É o caso dos seis ETFs “híbridos” abaixo: BTG Pactual Teva AUVP ITBR Liquidez ( LTBX11 ), da BTG Asset; ), da BTG Asset; IT Now Teva Itbr Selic Ipca Target 800 ( CDIB11 ), da Itaú Asset; ), da Itaú Asset; BTG Pactual Teva ITBR Target 750 ( LIQB11 ), da BTG Asset; ), da BTG Asset; BTG Pactual Teva AUVP ITBR Liquidez (AUPO11), do BTG Asset; Teva ITBR Tesouro Selic IPCA+ ( POSB11 ), da Galapagos Capital; ), da Galapagos Capital; Investo ETF MarketVector Brazil Treasury 760 (LFTB11), da Investo. Todos esses têm prazo médio superior a 750 dias, segundo suas lâminas. Como a parcela de NTN-Bs alcança entre 8% e 9% dos portfólios, esses ETFs híbridos apresentam retornos em torno de 95% da Selic. Assim, dois ETFs que buscam entregar uma exposição predominantemente pós-fixada podem ter tributações diferentes, um ponto importante na hora de comparar os produtos. E os ETFs de debêntures incentivadas, são isentos? Embora a pessoa física tenha isenção de IR ao investir diretamente em debêntures incentivadas, o benefício não é estendido aos ETFs que mantêm esses papéis em carteira. Em abril de 2026, a Receita Federal esclareceu que um ETF referenciado em índice de debêntures incentivadas continua sujeito ao regime tributário dos ETFs de renda fixa. O tratamento é diferente do aplicável aos FI-Infra, fundos incentivados de infraestrutura, que têm regime tributário próprio e podem oferecer isenção de IR à pessoa física quando atendidos os requisitos legais. Outras características tributárias dos ETFs de renda fixa Além da forma de definição da alíquota, os ETFs de renda fixa têm outras particularidades tributárias. Sem come-cotas: ao contrário dos fundos de renda fixa sujeitos à antecipação semestral de IR, os ETFs não têm come-cotas. Com isso, o imposto que seria antecipado permanece investido, preservando o efeito dos juros compostos. Ou seja, com o passar dos anos, eles rendem mais. Em uma simulação com R$ 10 mil aplicados em um ETF e em um fundo DI, ambos com a mesma taxa de administração e rendimento equivalente a 100% do CDI, o ETF entregou um ganho 0,3 ponto percentual superior ao fundo DI no primeiro ano. Em dez anos, a diferença chegou a 6,2 pontos percentuais. Sem IOF: a negociação de cotas de ETFs de renda fixa em bolsa ou mercado organizado tem alíquota zero de IOF. Já aplicações como CDBs e títulos do Tesouro estão sujeitas ao imposto regressivo sobre os rendimentos quando há resgate nos primeiros 30 dias. IR retido na fonte: a sua corretora calcula o imposto. Você não precisa apurar mensalmente o resultado e emitir o DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), como ocorre com ETFs de renda variável. Sem isenção por valor vendido: diferentemente das ações, que contam com isenção de IR para vendas de até R$ 20 mil por mês, os ETFs, sejam de renda fixa ou de renda variável, não têm esse benefício. Havendo lucro tributável, há cobrança de IR independentemente do valor da operação. Nos ETFs de renda fixa, porém, o imposto é retido na fonte, sem necessidade de cálculo e recolhimento mensal pelo investidor. De Selic a IPCA+: os ETFs de renda fixa listados na Bolsa O crescimento da classe não aparece apenas na captação. A oferta de produtos também aumentou. O mercado brasileiro tinha 202 ETFs em junho de 2026, considerando renda fixa e renda variável, ante 132 um ano antes, segundo dados da Anbima: houve um crescimento de 53%. A prateleira dos 65 ETFs de renda fixa vai dos pós-fixados atrelados à Selic a estratégias de inflação, prefixados e crédito privado, com diferentes prazos, riscos e exposições. A variedade importa porque produtos de uma mesma categoria podem carregar riscos e tributações diferentes. Nos ETFs de IPCA+ e prefixados, por exemplo, o prazo dos títulos influencia tanto a oscilação das cotas (papéis mais longos tendem a ser mais sensíveis às mudanças nas taxas de juros) quanto a alíquota de IR aplicável. Já nos ETFs compostos integralmente por LFTs, a tributação fica na alíquota máxima de 25%, já que a remuneração desses títulos é ajustada diariamente, como visto acima. Por isso, além da taxa de administração, o investidor deve observar o índice replicado, o prazo da carteira, o risco de crédito, a liquidez e o enquadramento tributário de cada fundo.