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Selic caiu para 14%: ainda vale a pena investir em FIIs? Entenda -
Fundos Imobiliários Brasileiros 07/08/2026

Selic caiu para 14%: ainda vale a pena investir em FIIs? Entenda -

Selic caiu para 14%: ainda vale a pena investir em FIIs? Entenda Marcelo Monteiro 07/08/2026 às 16:50 4 minutos de leitura Atualizado em: 07/08/2026 às 16:50 A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano reacendeu uma dúvida comum entre os investidores: afinal, ainda vale a pena investir em fundos imobiliários (FIIs) ou a renda fixa continua sendo a melhor opção? A resposta depende do perfil do investidor e da estratégia adotada. Embora o ciclo de cortes dos juros tenha avançado com a quarta redução consecutiva da Selic, a taxa permanece em um patamar historicamente elevado, mantendo aplicações como Tesouro Selic, CDBs e outros títulos pós-fixados bastante competitivas. Ao mesmo tempo, especialistas do mercado avaliam que os FIIs continuam oferecendo oportunidades, principalmente para investidores com horizonte de longo prazo e dispostos a selecionar ativos com fundamentos consistentes. Selic menor não inviabiliza renda fixa Em geral, a queda da Selic tende a favorecer ativos de maior risco, como ações e fundos imobiliários, à medida que reduz a rentabilidade oferecida por novas aplicações em renda fixa ao longo do tempo. No entanto, esse processo costuma ocorrer de forma gradual. Com a taxa básica ainda em 14% ao ano, a renda fixa segue oferecendo retornos elevados e continua competindo com os FIIs pela preferência dos investidores. Além disso, o mercado acompanha os próximos passos do Banco Central, que dependerão da evolução da inflação, da atividade econômica e das expectativas para a política monetária. Na prática, especialistas afirmam que uma redução isolada de 0,25 ponto percentual na Selic não é suficiente, por si só, para alterar significativamente a estratégia de alocação dos investidores. Nem todos os FIIs reagem da mesma forma Os efeitos do cenário de juros variam conforme o segmento do fundo imobiliário. Os chamados fundos de papel, que investem principalmente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), continuam favorecidos pelo atual ambiente de juros elevados. Isso porque parte relevante dessas carteiras possui títulos indexados ao CDI ou à inflação, o que tende a sustentar os rendimentos enquanto essas referências permanecerem em níveis elevados. Já os fundos de tijolo — proprietários de imóveis como galpões logísticos, shopping centers, lajes corporativas e outros empreendimentos — costumam apresentar maior sensibilidade à expectativa de queda dos juros, especialmente no preço das cotas. Segundo analistas, quando o mercado passa a projetar uma trajetória mais consistente de redução da Selic e dos juros futuros, esses fundos podem se beneficiar da melhora na percepção sobre o setor imobiliário, do menor custo de financiamento e do aumento do interesse por ativos de renda variável. Qualidade da carteira pesa mais que a Selic Mesmo em um cenário de queda dos juros, especialistas recomendam que o investidor evite tomar decisões baseadas apenas no dividend yield, indicador que mede a relação entre os dividendos distribuídos e o preço da cota. Fundos que apresentam rendimentos muito elevados podem estar mais expostos a riscos, como concentração em poucos ativos, maior exposição ao crédito ou operações de maior risco. Por isso, a análise deve considerar também fatores como qualidade da gestão, perfil dos imóveis ou dos recebíveis, diversificação da carteira, vacância, liquidez das cotas e estratégia do fundo. Esse cuidado ganha ainda mais importância em um ambiente de juros elevados, no qual o mercado costuma privilegiar ativos considerados mais previsíveis e defensivos. O que observar daqui para frente A redução da Selic para 14% representa mais um passo no atual ciclo de flexibilização da política monetária, mas, isoladamente, não altera o cenário dos fundos imobiliários. Enquanto os juros permanecerem elevados, os fundos de papel tendem a continuar favorecidos pela indexação de parte de suas carteiras ao CDI ou à inflação. Já uma eventual continuidade do ciclo de cortes poderá beneficiar determinados segmentos de fundos de tijolo, especialmente aqueles negociados com desconto em relação ao valor patrimonial e que apresentem fundamentos sólidos. Na avaliação de especialistas, a escolha dos FIIs continua dependendo principalmente da qualidade dos ativos, da gestão e da estratégia de cada fundo, mais do que apenas do nível da Selic. Em um ambiente que ainda combina juros elevados e incertezas sobre os próximos passos da política monetária, a seletividade permanece como um dos principais critérios para a composição da carteira.

De hotel a galpões, TRX acelera compras e leva fatias de shoppings da Iguatemi por R$ 876 milhões
Fundos Imobiliários Brasileiros 07/08/2026

De hotel a galpões, TRX acelera compras e leva fatias de shoppings da Iguatemi por R$ 876 milhões

Negócio se soma a aquisições bilionárias recentes em logística e hotelaria; fundo abriu captação que pode chegar a R$ 10 bilhões A gestora TRX está indo às compras. O TRXF11, fundo imobiliário gerido pela casa, assinou nesta sexta-feira (7) uma proposta vinculante para adquirir participações da Iguatemi em cinco empreendimentos por R$ 876,1 milhões, ampliando uma sequência de negócios bilionários fechados nos últimos meses. O pacote inclui 36% do Iguatemi Alphaville, 10% do Iguatemi Ribeirão Preto, 10% do Iguatemi São José do Rio Preto, 35,55% do Praia de Belas, em Porto Alegre, e 36% do I Fashion Outlet Novo Hamburgo. A TRX não precisará, porém, desembolsar os R$ 876,1 milhões de uma vez. No fechamento, serão pagos R$ 569,5 milhões, dos quais R$ 350,5 milhões em cotas do próprio TRXF11 e R$ 219 milhões em dinheiro. Outros R$ 131,4 milhões serão pagos no primeiro aniversário da operação e R$ 175,2 milhões no segundo, com ambas as parcelas corrigidas pelo CDI. A Iguatemi continuará responsável pela administração dos cinco empreendimentos mesmo após a conclusão da transação. O fechamento ainda depende do cumprimento de condições precedentes usuais para esse tipo de negócio. A operação é a mais recente de uma TRX particularmente ativa no mercado imobiliário. Em julho, o TRXF11 fechou a aquisição indireta de três complexos logísticos em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, por R$ 1,43 bilhão, a maior transação já realizada pelo fundo. Na quarta-feira (5), a Cyrela anunciou um acordo de exclusividade para vender uma série de empreendimentos para a TRX, em um negócio que pode chegar a R$ 2,14 bilhões. Um mês antes, havia comprado por R$ 260 milhões o imóvel onde funciona o Hotel Emiliano Rio, na Avenida Atlântica, em Copacabana. A aquisição foi acompanhada de um contrato de locação de longo prazo que manteve a operação do hotel nas mãos do grupo Emiliano. Captação em curso O apetite por novos imóveis vem acompanhado de uma nova rodada de captação. Na quarta-feira (5), o TRXF11 iniciou sua 13ª emissão de cotas. O lote-base da oferta é de pouco mais de R$ 5 bilhões, mas poderá ser acrescido em até 100%, elevando o volume máximo para cerca de R$ 10 bilhões. A cifra representa o tamanho máximo da oferta, e não dinheiro já garantido ao fundo. A distribuição será feita em regime de melhores esforços e admite colocação parcial. A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais, categoria que inclui, entre outros, pessoas físicas ou jurídicas com mais de R$ 10 milhões em investimentos financeiros e que declarem formalmente essa condição. O BTG Pactual é o coordenador líder da operação. Os próprios documentos da emissão ajudam a ligar a captação à sequência de negócios. A TRX informa que parte dos recursos levantados será destinada a investimentos em projetos built-to-suit e operações de sale and leaseback já anunciados ou adquiridos recentemente pelo TRXF11. O restante poderá financiar obras e a compra de novos ativos imobiliários. A TRX Apesar de ter ganhado escala nos últimos anos com o crescimento do mercado de fundos imobiliários, a história da TRX começou bem antes. A empresa foi criada em 2007 por Luiz Augusto Faria do Amaral e José Alves Neto, em associação com a gestora Orbe Investimentos. Originalmente chamada TRD Investimentos Imobiliários, a empresa nasceu para desenvolver e adquirir imóveis logísticos e industriais, sobretudo por meio de operações de built-to-suit, em que um imóvel é construído ou adaptado sob medida para uma empresa que depois o aluga por um prazo longo, e de sale and leaseback, em que uma companhia vende um imóvel e permanece nele como inquilina. Os dois fundadores já conheciam de perto o mercado imobiliário. Luiz Augusto passou cerca de dez anos na Tamiz Engenharia. José Alves Neto teve passagem pela WTorre e depois pela própria Tamiz, onde trabalhou com a terceirização de ativos imobiliários corporativos antes de fundar a TRX. Alves Neto também é acionista e membro do conselho do Grupo José Alves, conglomerado empresarial goiano com atuação em setores como bebidas, indústria, educação e mercado imobiliário.

Iguatemi (IGTI11) embolsa R$ 876 milhões com venda de ativos para fundo imobiliário; veja detalhes – Money Times
Fundos Imobiliários Brasileiros 07/08/2026

Iguatemi (IGTI11) embolsa R$ 876 milhões com venda de ativos para fundo imobiliário; veja detalhes – Money Times

(Imagem: REUTERS/Nacho Doce) A Iguatemi (IGTI11) está embolsando R$ 876 milhões com a venda de cinco ativos imobiliários para o TRX Real Estate (TRXF11), mostra documento enviado ao mercado nesta sexta-feira (7). CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Os ativos incluem: 36% do Iguatemi Alphaville; 10% no Iguatemi Ribeirão Preto; 10% no Iguatemi São José do Rio Preto; 35,55% no Praia de Belas; e 36% no I Fashion Outlet Novo Hamburgo. O preço será pago da seguinte forma: R$ 569,5 milhões à vista na data do fechamento, sendo R$ 350,5 milhões em cotas do fundo TRXF11 e R$ 219 milhões em dinheiro na data de fechamento da transação; R$ 131,4 milhões em dinheiro no 1º aniversário do fechamento, corrigido pela variação do CDI e; R$ 175,2 milhões em dinheiro no 2º aniversário do fechamento, corrigido pela variação do CDI. Mesmo com a venda, a Iguatemi manterá a administração dos shoppings. “Esse movimento demonstra o foco na geração de valor ao acionista, através da alocação de capital eficiente da companhia”, diz. Resultados da Iguatemi CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A venda ocorre pouco após a empresa divulgar os resultados do segundo trimestre. No período, a companhia lucrou R$ 133,8 milhões, alta de 22,1% ante o mesmo período de 2025, em termos “pro forma”. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente somou R$ 290,5 milhões, crescimento de 10,8% na mesma base de comparação anual. Na avaliação do BTG Pactual, a Iguatemi entregou um trimestre “misto”. Os números financeiros vieram praticamente em linha com as expectativas, com destaque para o FFO, que ficou 6% acima das projeções do banco. Segundo os analistas, a comparação anual é difícil porque o segundo trimestre de 2025 incorporava integralmente os efeitos da aquisição das participações nos shoppings Pátio Paulista e Pátio Higienópolis. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE