DIVO11
IT NOW IDIV Fundo de Indice Cotas
Oscilação dos Últimos 12 Meses
Indicadores de Valuation
Indicadores de Endividamento
Indicadores de Eficiência
Indicadores de Rentabilidade
Indicadores de Crescimento
Sobre a DIVO11
Dividendos
Nenhum dividendo
encontrado
Notícias relacionadas
Depois da Superquarta: o corte veio, mas a credibilidade aguenta? – Money Times
No Brasil, o Copom entregou o corte de 25 pontos-base e levou a Selic para 14,25% ao ano. A decisão, em si, estava dentro do radar (Imagem: REUTERS/Adriano Machado) A Superquarta veio e foi embora, mas deixou uma conclusão mais importante do que a simples fotografia das decisões de juros: o mundo ainda não voltou ao conforto monetário que muitos investidores gostariam de enxergar. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ]O acordo provisório entre Estados Unidos e Irã reduziu o risco de uma interrupção prolongada no Estreito de Ormuz, ajudou a aliviar parte do prêmio do petróleo e retirou dos mercados um risco extremo. Isso é positivo. Mas positivo não significa suficiente. A crise no Oriente Médio já havia feito seu trabalho. Energia mais cara, seguros de navegação mais elevados, cadeias logísticas tensionadas e expectativas de inflação mais sensíveis não desaparecem no dia seguinte a um memorando diplomático. Mesmo que a rota energética volte gradualmente à normalidade, o choque já contaminou a discussão dos bancos centrais. É por isso que a Superquarta deve ser lida menos como um ponto de virada benigno e mais como um teste de credibilidade para as autoridades monetárias. Nos Estados Unidos, nasceu um Fed menos previsível Nos Estados Unidos, a decisão do Federal Reserve não surpreendeu: os juros foram mantidos no intervalo entre 3,50% e 3,75%. A surpresa esteve no tom. Sob Kevin Warsh, em sua primeira reunião à frente da autoridade monetária, o Fed sinalizou uma mudança importante de postura. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE O comitê ficou mais preocupado com a persistência da inflação, revisou projeções para cima e mostrou que o espaço para cortes ficou muito mais estreito. O ponto mais relevante foi a mudança no regime de comunicação. O Fed retirou a inclinação implícita a cortes, reduziu o forward guidance e passou a depender ainda mais dos dados. Para o investidor pessoa física, isso significa o seguinte: o banco central americano está dizendo que não quer mais prometer o caminho dos juros com tanta antecedência. Em vez disso, prefere preservar flexibilidade para reagir à inflação, ao mercado de trabalho e às condições financeiras. Essa mudança importa porque os mercados vinham operando com a expectativa de que a próxima etapa natural seria a retomada dos cortes. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Depois da reunião, essa hipótese ficou bem menos confortável. Com inflação ainda acima da meta, atividade resiliente e investimentos fortes, especialmente em tecnologia e infraestrutura, o Fed não tem pressa para aliviar. Pior: parte do mercado passou a tratar novas altas de juros como um cenário possível, ainda que não necessariamente provável. O Copom cortou, mas a comunicação ficou no meio do caminho No Brasil, o Copom entregou o corte de 25 pontos-base e levou a Selic para 14,25% ao ano. A decisão, em si, estava dentro do radar. O debate começa na comunicação. O Banco Central reconheceu um ambiente mais difícil: atividade acima do esperado, mercado de trabalho resiliente, expectativas de inflação deterioradas, projeções mais altas e quadro fiscal mais desafiador. Em tese, esse diagnóstico recomendaria uma postura claramente mais restritiva. Ainda assim, o comunicado não fechou completamente a porta para novos cortes. O comitê elevou a régua para novas reduções, mas preservou flexibilidade. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Essa escolha pode ser defensável se a inflação ceder, se o câmbio ajudar e se o fiscal não piorar. O problema é que, hoje, o conjunto da obra ainda é desconfortável. A inflação segue acima da meta, as expectativas continuam frágeis e o fiscal permanece como principal fonte de incerteza doméstica. Em outras palavras, o corte veio. A dúvida é se a credibilidade aguenta uma comunicação que, ao mesmo tempo, reconhece a piora dos fundamentos e deixa a porta entreaberta para novos estímulos. O risco é o mercado interpretar essa flexibilidade como tolerância maior com a inflação. Se isso acontecer, o custo aparecerá rapidamente no câmbio, nos juros longos e nos ativos mais sensíveis à queda da Selic. Paz ajuda o humor, mas política monetária manda no ciclo O acordo entre Estados Unidos e Irã melhora o ambiente externo, mas não muda a principal conclusão da semana: a política monetária voltou a comandar o preço dos ativos. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A paz reduz o risco de cauda, derruba parte do prêmio do petróleo e favorece uma recomposição de apetite por risco. Mas, se os bancos centrais mantêm uma postura dura, o rali tende a ser mais seletivo e menos linear. Essa diferença é crucial. Quando os juros caem de forma previsível, o mercado costuma antecipar melhora para quase tudo: bolsa, crédito, small caps, fundos imobiliários e ativos de maior duration. Quando os juros ficam altos por mais tempo, a seleção volta a importar. Empresas com balanço forte, geração de caixa, poder de preço e menor dependência de financiamento tendem a atravessar melhor o ambiente. Já teses que dependem de corte rápido de juros sofrem mais. No Brasil, isso é especialmente importante. A curva de juros ainda carrega prêmio fiscal elevado, a inflação segue distante da meta e a eleição começa a entrar no radar dos investidores. O real pode se beneficiar do alívio geopolítico, mas precisa de credibilidade doméstica para sustentar ganhos. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A bolsa pode reagir a um petróleo mais baixo e a algum alívio externo, mas continuará separando qualidade de fragilidade. Não basta a notícia boa lá fora; é preciso que a política econômica aqui dentro ajude. No final, a Superquarta confirmou que o pior risco geopolítico pode ter ficado para trás, mas também mostrou que o mundo não voltou ao regime de dinheiro fácil. O Fed iniciou a era Warsh com menos promessas e mais ênfase em estabilidade de preços. O Copom cortou, mas deixou uma mensagem que ainda precisará ser testada pelos dados e pela reação do mercado. No fundo, a paz no Oriente Médio reduz o choque, mas não apaga a inflação; e a queda pontual do petróleo ajuda, mas não substitui credibilidade. Para o investidor, a mensagem é de disciplina. O ambiente continua oferecendo oportunidades, mas exige mais seletividade. Não é um cenário para abandonar risco indiscriminadamente, nem para comprar qualquer ativo apenas porque os juros podem cair um dia. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE É um mercado em que qualidade, previsibilidade, balanço sólido e geração de caixa voltam a valer mais. A Superquarta passou; agora começa a parte mais difícil: provar que a inflação pode convergir sem que os bancos centrais precisem apertar ainda mais o torniquete monetário. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O novo agro que atrai jovens investidores
Para Henrique Galvani, CEO da Arara Seed, novas gerações passaram a enxergar o agro como um ecossistema que combina inovação, sustentabilidade e economia real O agronegócio brasileiro começa a atrair um novo perfil de investidor: mais jovem, digitalizado e interessado em unir rentabilidade, inovação e impacto ambiental. A mudança acompanha a ampliação das plataformas digitais de investimento e a consolidação da agenda ESG, que passou a influenciar a forma como parte do mercado avalia risco, retorno e impacto. Nesse cenário, ativos ligados à economia real, à tecnologia climática e à produção de alimentos ganham espaço. Para Henrique Galvani, CEO da Arara Seed, plataforma de investimento coletivo focada em agtechs, foodtechs e climate techs, o agro passou a ser visto por novas gerações como um ecossistema capaz de conectar produtividade, sustentabilidade e inovação. “Existe uma mudança clara na lógica dos investimentos realizados pelas novas gerações. Identificamos um investidor mais atento à origem do capital e ao impacto gerado por aquele recurso”, afirma Galvani. Segundo ele, o setor ganha espaço justamente por reunir produção de alimentos, tecnologia, sustentabilidade e economia real. A mudança ocorre em meio ao avanço da cultura de investimentos no país. Dados da B3 mostram que investidores pessoa física movimentaram R$ 517,3 bilhões em ações em 2025, alta de 2,3% em relação ao ano anterior. Quando considerados ETFs, fundos imobiliários, BDRs e outros ativos, o volume negociado chegou a R$ 747,7 bilhões. O crescimento da participação de mulheres e jovens no mercado financeiro também ajuda a explicar esse movimento. Segundo a B3, o número de mulheres investindo em renda variável cresceu 41% desde 2021, ultrapassando 1,4 milhão de investidoras em 2025. Ao mesmo tempo, plataformas digitais e aportes iniciais menores ampliam o acesso a teses antes mais restritas a grandes investidores. A preocupação climática também pesa na decisão de alocação. Pesquisa do Unicef em parceria com a Capgemini mostrou que 75% dos jovens brasileiros entre 16 e 24 anos demonstram preocupação com os impactos das mudanças climáticas. Esse comportamento começa a influenciar não apenas hábitos de consumo, mas também escolhas de investimento. No campo, a transformação também vem de dentro. Cerca de 25% dos trabalhadores rurais têm menos de 30 anos, segundo o Censo Agropecuário, enquanto o ecossistema brasileiro de agtechs já ultrapassa 2,1 mil startups. Para Galvani, o setor deixou de ser percebido apenas como produtor de commodities. “O agro passa a ser visto também como plataforma de inovação, transformação ambiental e desenvolvimento tecnológico. Isso conversa diretamente com o investidor mais jovem e conectado às pautas de impacto”, afirma. Com a digitalização, investimentos em biotecnologia, rastreabilidade, agricultura regenerativa e climate tech passam a ganhar mais visibilidade entre pessoas físicas. A tendência, segundo especialistas, é que o agro ocupe um espaço crescente nas carteiras de investidores interessados em teses de longo prazo ligadas à tecnologia, sustentabilidade e economia real.
Com a redução de 0,25 ponto percentual na Selic, a Renda Fixa continua como melhor alternativa para os investidores
Com a redução de 0,25 ponto percentual na Selic, a Renda Fixa continua como melhor alternativa para os investidores A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, reforçou o debate sobre os impactos dos juros nos investimentos. Apesar da continuidade do ciclo de afrouxamento monetário, analistas do mercado financeiro avaliam que a renda fixa continua sendo a alternativa mais atrativa para a maior parte dos investidores brasileiros, especialmente aqueles que buscam segurança, previsibilidade e proteção contra oscilações dos mercados. A Selic é a taxa básica de juros da economia e serve como referência para diversas aplicações financeiras. Quando os juros caem, investimentos atrelados à taxa passam a oferecer rendimentos menores. Ainda assim, especialistas destacam que o atual patamar permanece elevado em termos históricos e segue proporcionando retornos considerados atrativos, principalmente quando comparados aos de países desenvolvidos. Com a taxa em 14,25% ao ano, produtos como Tesouro Selic, Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e fundos de renda fixa continuam entregando rentabilidades expressivas. Em muitos casos, os ganhos permanecem acima da inflação projetada para os próximos 12 meses, garantindo rendimento real positivo ao investidor. Segundo economistas consultados por instituições financeiras, a redução promovida pelo Banco Central já era amplamente esperada pelo mercado. Dessa forma, o movimento não altera significativamente a atratividade da renda fixa no curto prazo. Para investidores conservadores e moderados, o segmento continua sendo visto como uma das melhores alternativas para preservação de patrimônio e geração de renda. Além do nível ainda elevado dos juros, outro fator que favorece a renda fixa é o ambiente de incertezas na economia global. Conflitos geopolíticos, desaceleração econômica em alguns países e dúvidas sobre o ritmo de crescimento das principais economias do mundo têm levado muitos investidores a buscar aplicações consideradas mais seguras. O cenário também beneficia títulos indexados à inflação. Papéis do Tesouro IPCA+, por exemplo, continuam oferecendo remuneração composta por uma taxa fixa acrescida da variação inflacionária. Para especialistas, esses investimentos seguem sendo uma alternativa importante para quem busca proteção do poder de compra no longo prazo. Embora o mercado de ações possa ganhar atratividade à medida que os juros avancem em trajetória de queda, analistas ressaltam que a migração de recursos para a renda variável tende a ocorrer de forma gradual. A avaliação predominante é que o atual nível da Selic ainda representa um forte concorrente para a Bolsa de Valores, uma vez que permite retornos elevados sem a necessidade de assumir riscos mais elevados. Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostram que os produtos de renda fixa continuam liderando a preferência dos investidores pessoa física. O movimento tem sido impulsionado tanto pela rentabilidade quanto pela facilidade de acesso a diferentes modalidades de investimento. Para especialistas, a estratégia mais recomendada neste momento é a diversificação. Ainda que a renda fixa permaneça como destaque da carteira dos brasileiros, a combinação de títulos pós-fixados, indexados à inflação e investimentos de maior risco pode ajudar a equilibrar retorno e segurança diante das mudanças esperadas na política monetária. Com a Selic ainda em patamar elevado e a inflação sob controle, a expectativa do mercado é que a renda fixa continue ocupando posição de destaque nas carteiras dos investidores ao longo dos próximos meses, mesmo diante da perspectiva de novos cortes graduais nos juros.