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52 Semanas
Mín: R$ 14,78
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O Que é a Câmara B3, Responsável Pelo Atraso da Abertura da Bolsa de Valores?
B3 01/08/2026

O Que é a Câmara B3, Responsável Pelo Atraso da Abertura da Bolsa de Valores?

Nesta sexta-feira (31), a bolsa de valores abriu com 2 horas e 30 minutos de atraso. O transtorno foi causado pela Câmara B3, departamento responsável por processar as operações da bolsa. A função do órgão é garantir que cada ordem de compra ou venda emitida no pregão resulte, de fato, na entrega dos ativos e no correto fluxo de capital entre os investidores. Na prática, a Câmara B3 lida com o risco sistêmico e blinda o investidor contra a inadimplência. Caso uma das partes não honre o compromisso financeiro, o sistema aciona fundos de salvaguarda para garantir o cumprimento do contrato. É essa arquitetura que assegura a confiança institucional exigida pelas maiores gestoras e fundos globais para operar no país. Leia Também Gilson Finkelsztain, CEO da B3, Presidirá o Santander Brasil a Partir de Julho Ibovespa abre em alta e dólar cai após inflação nos EUA Ibovespa fecha em queda de 1% e dólar encosta em R$ 5,60 Ibovespa sobe após Lula autorizar corte de gastos públicos; dólar cai 1,7% Ibovespa começa o segundo semestre com alta modesta, impulsionado por commodities Ibovespa abre em alta com commodities e privatização da Sabesp em foco Tudo isso acontece por meio de algoritmos: a câmara calcula saldos líquidos, gerência margens de garantia e executa a custódia das operações em prazos estipulados, processando milhões de dados por segundo sem necessidade de intervenção humana direta. Newsletter Forbes Daily As principais notícias do mercado financeiro De segunda a sexta-feira no seu email Assinar Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação. No entanto, o fator humano é indispensável à governança. Para Gabriel Uarian, analista da Cultura Capital, o impacto pode ficar concentrado só no início do dia. “Durante o leilão prolongado, ordens se acumulam. Na abertura real há potencial de oscilação maior, gap ou overreaction, porque o volume reprimido da manhã é executado de uma vez”. E aconteceu. Pedidos atrasados e volatilidade concentrada nos primeiros minutos impulsionaram o Ibovespa que registrou alta de 0,66%. Santander (SANB11) ganhou +13,15% e foi destaque ao puxar o índice. Apesar do transtorno, o horário não deve ser estendido Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, comenta que a segurança é um fator crucial na operação e ajustar o tempo não é via de regra. “A extensão do horário de negociação não é inevitavelmente necessária, pois a prioridade é garantir a segurança e a integridade do processo de negociação”. Sobre o horário de funcionamento, a B3 não respondeu o questionamento feito pela Forbes até o momento desta publicação. Para Uarian, o episódio pode acontecer mais uma vez e o investidor deve estar preparado. “Sistemas de bolsa e clearing são complexos, falhas em processamento pós-negociação, arquivos, infraestrutura ou atualizações já ocorreram em outras praças e ocasionalmente no Brasil”, comentou. “O investidor deve manter a calma e não forçar operações no leilão prolongado; acompanhar comunicados oficiais da B3 e da corretora; preferir ordens limitadas e evitar day trade ou alavancagem excessiva”, recomendou Uarian. Episódio isolado não mina credibilidade da bolsa de valores Fábio Murad, sócio e fundador da Ipê Avaliações, pontua que o episódio não deve comprometer a credibilidade da B3. “No exterior, um episódio isolado dificilmente representa perda estrutural de credibilidade da Bolsa brasileira. Investidores institucionais internacionais avaliam a qualidade da infraestrutura, mas também observam frequência, duração, transparência e capacidade de resposta a incidentes”. Neste momento, a leitura do mercado é de um incidente operacional relevante, que precisa ser explicado tecnicamente pela B3, mas não de uma deterioração dos fundamentos ou da segurança do mercado brasileiro. “O problema começaria a ganhar dimensão reputacional se falhas dessa natureza se tornassem recorrentes ou atingissem etapas críticas como compensação e liquidação”, completou Murad.

Dólar sobe no dia, mas fecha julho em queda; Bolsa avança e petróleo dispara
Dólar Hoje 01/08/2026

Dólar sobe no dia, mas fecha julho em queda; Bolsa avança e petróleo dispara

O mercado financeiro encerrou julho com movimentos distintos entre os principais ativos. O dólar registrou leve alta nesta sexta-feira (31), refletindo o aumento da aversão ao risco no cenário internacional, enquanto a Bolsa brasileira voltou a subir e o petróleo acumulou forte valorização impulsionado pelas tensões no Oriente Médio. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,069, alta de 0,13% no dia. Apesar do avanço na última sessão do mês, o dólar acumulou queda de 1,82% em julho e recua 7,73% no ano. A valorização da divisa foi influenciada pela busca dos investidores por ativos considerados mais seguros diante do agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã, além da expectativa de juros mais elevados nos Estados Unidos. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa encerrou o pregão aos 177.999 pontos, com alta de 0,47%. O índice acumulou valorização de 3,47% em julho, interrompendo uma sequência de quatro meses de perdas, e já sobe 10,47% em 2026. O dia também foi marcado por um problema técnico na B3, que atrasou em mais de duas horas a abertura dos mercados de ações e juros. Segundo a bolsa, a falha ocorreu em um componente da infraestrutura tecnológica e não houve indícios de ataque cibernético. Apesar do contratempo, o episódio não alterou significativamente o comportamento dos ativos. No mercado internacional, o petróleo foi o grande destaque do mês. O barril do Brent fechou a US$ 87,93, com alta de 1,21%, enquanto o WTI avançou 1,29%, para US$ 84,67. Em julho, as cotações dispararam 23,5% e 21,8%, respectivamente, impulsionadas pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas incertezas sobre o transporte de petróleo no Estreito de Ormuz. O mercado também aguarda as decisões da Opep+ sobre os níveis de produção da commodity.

Ibovespa interrompe sequência de perdas mensais e acumula alta de 3,5% em julho – Money Times
Selic 01/08/2026

Ibovespa interrompe sequência de perdas mensais e acumula alta de 3,5% em julho – Money Times

(Imagem: iStock/marketlan) Com a retomada do fluxo estrangeiro e o otimismo de continuidade do ciclo de cortes na taxa Selic, o Ibovespa (IBOV) interrompeu a sequência de quatro perdas mensais consecutivas e encerrou julho em alta. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE No mês, o principal índice da bolsa brasileira subiu 3,47% e encerrou o último pregão aos 177.999,00 pontos. Já o dólar à vista acumulou desvalorização de 1,79% sobre o real no mês e terminou a última sessão cotado a R$ 5,0704. Por aqui, a política monetária concentrou as atenções dos investidores, em meio à calibração de apostas sobre a trajetória de juros brasileira após dados de inflação mais fracos e continuidade da incerteza do cenário externo. No início de julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou em junho, acumulando alta de 4,64% nos últimos 12 meses — ainda acima da meta perseguida pelo Banco Central (BC), de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Já no final do mês, o IPCA-15, considerado a prévia da inflação, de julho também recuou de 4,80% para 4,52% nos últimos 12 meses. A percepção de alívio nos preços levou a série de revisões dos bancos. Entre eles, o Bank of America (BofA) alterou a projeção de manutenção para uma redução da Selic em 25 pontos-base na próxima decisão do Copom, marcada para 5 de agosto, sendo a última flexibilização nesse ciclo. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE O Itaú BBA também passou a enxergar um cenário de desaceleração mais intensa da atividade, inflação menos pressionada e espaço para um ciclo maior de cortes na taxa Selic. O banco agora espera que a Selic termine 2026 em 13,75%, abaixo da previsão anterior de 14%. A curva a termo já precifica 100% um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros na próxima semana, reduzindo a Selic de 14,25% para 14,00% ao ano. O ‘tarifaço’ também voltou aos holofotes dos investidores. Na semana passada, o governo dos Estados Unidos tarifou duplamente os produtos brasileiros, anunciando duas tarifas adicionais que juntas somam 37,5%. Segundo cálculos da Global Trade Alert, o Brasil passou a ser o segundo país com a maior tarifa efetiva média entre todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos, com alíquota de 17,7%, atrás apenas da China, cuja tarifa efetiva média alcança 27,2%. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Na tentativa de conter os impactos, o governo federal anunciou a liberação de R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas afetadas. A temporada de balanços do segundo trimestre (2T26) também movimentou os últimos pregões do mês. “Nossa leitura é de que a assimetria segue favorável para a bolsa, para quem tem horizonte de médio e longo prazo. O mercado corrigiu nos últimos meses, mas mostrou resiliência mesmo sem melhora relevante de notícias e pode reagir bem a qualquer sinal mais construtivo”, afirmou Bruna Sene, analista de Renda Variável da Rico. “Em outras palavras, os preços atuais oferecem um ponto de entrada atrativo para quem tem perfil de risco e horizonte mais longo”, acrescentou Sene. Todos os olhos nos EUA CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Na última quarta-feira (29), o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva. Como também esperado, a decisão não foi unânime: Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan votaram pela alta de 0,25 ponto percentual nos juros. Essa foi a primeira vez desde 2016 que três dos nove diretores do Fed discordaram da decisão unificada. Durante a coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que as divergências foram intencionais e bem-vindas. Ele destacou que queria uma “boa briga de família” dentro do Fomc e que os três votos dissidentes mostram que o Comitê está debatendo os temas de forma aberta e intensa. Warsh também reafirmou o compromisso com a meta de inflação, de 2%, e indicou que o BC está reavaliando não apenas a política monetária, mas também sua estratégia de comunicação e o uso de seus instrumentos. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Para economistas e agentes do mercado, a ausência de sinalização mais clara na comunicação não reduziu as incertezas sobre a postura do Fed contra a inflação. “Os dados econômicos de julho serão decisivos para calibrar as expectativas para a reunião do Fed em setembro, especialmente em relação à inflação, ao emprego e à atividade”, avalia William Castro Alves, economista-chefe da Avenue Securities. O risco de um novo ‘shutdown’ , em setembro, também voltou ao radar após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir aos congressistas que aprovem projetos que seguem parados nas duas Casas Legislativas. “O mercado continuará acompanhando o conflito no Oriente Médio, o funcionamento do Estreito de Ormuz e os impactos sobre o petróleo”, avalia Alves, da Avenue. As maiores altas do Ibovespa em julho CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CSN Mineração (CMIN3) foi a ação com melhor desempenho mensal entre os 79 papéis negociados na carteira téorica do Ibovespa. Segundo analistas, a forte valorização da ação deve-se à combinação do programa de recompra de ações e do fluxo comprador. Os investidores também ficaram atentos a notícias sobre a venda da divisão do negócio de cimentos da CSN (CSNA3). O Safra estima o negócio de cimento em mais de R$ 10 bilhões, valor relevante diante dos cerca de R$ 22 bilhões em vencimentos concentrados entre 2026 e 2028. A avaliação do banco é de que uma eventual monetização parcial do ativo pode aliviar as preocupações de liquidez e melhorar as condições de refinanciamento da dívida. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Confira as maiores altas: CÓDIGO NOME VARIAÇÃO MENSAL CMIN3 CSN Mineração ON 36,60% UGPA3 Ultrapar ON 26,82% VBBR3 VIBRA energia ON 20,61% GGBR4 Gerdau PN 20,21% VAMO3 Vamos ON 18,86% GOAU4 Metalúrgica Gerdau ON 18,57% PETR3 Petrobras ON 17,38% PRIO3 PRIO ON 16,68% PETR4 Petrobras PN 14,87% FLRY3 Fleury ON 11,30% Fonte: B3 As maiores quedas do índice no mês Na ponta negativa, a Direcional Engenharia (DIRR3) foi a ação com pior desempenho em julho no Ibovespa. Os papéis foram pressionados pela prévia operacional do segundo trimestre de 2026 (2T26). Entre analistas, a leitura sobre os números é mista. Na visão de Caio Araujo, analista da Empiricus Research, os números da Direcional vieram “próximos das projeções“, com destaque para a geração de caixa e para a manutenção de uma velocidade de comercialização (VSO) saudável, apesar de um trimestre marcado por fatores pontuais que impactaram a conversão de vendas. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Entre abril e junho, a construtora lançou R$ 2,1 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), sendo R$ 1,6 bilhão correspondente à sua participação. Confira as maiores quedas de julho no IBOV: CÓDIGO NOME VARIAÇÃO MENSAL DIRR3 Direcional ON -18,46% EGIE3 Engie ON -14,44% CURY3 Cury ON -14,18% USIM5 Usiminas PNA -12,90% CEAB3 C&A Modas ON -12,19% POMO4 Marcopolo PN -11,35% TIMS3 Tim ON -11,16% MRVE3 MRV ON -10,23% RENT3 Localiza ON -9,46% AZZA3 Azzas 2154 -8,17% Fonte: B3 CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE