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Ibovespa sobe de olho na guerra e na inflação dos EUA; dólar cai
Ibovespa opera em alta nesta sessão, com investidores acompanhando de perto o avanço das tensões no Oriente Médio e a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, fatores que podem influenciar os próximos passos da política monetária da maior economia do mundo. Enquanto a Bolsa brasileira avança, o dólar perde força frente ao real, em um dia de apetite por risco nos mercados. Por volta do mesmo horário, o principal índice da B3 subia 0,57%, aos 176.739,95 mil pontos. Já o dólar comercial recuava 1,22%, sendo negociado a R$ 5,08. No mercado internacional de commodities, o petróleo mantinha trajetória de alta. Após quase atingir a marca de US$ 80 por barril nas primeiras horas do pregão, a commodity avançava 2,10% e era negociada a US$ 79,78. O movimento positivo também alcançava outros segmentos do mercado brasileiro. O IFIX , principal índice de fundos imobiliários da B3, registrava valorização de 0,15%, aos 3.835,97 mil pontos. As criptomoedas também acompanhavam o cenário favorável. O Bitcoin (BTC) avançava 1,38%, enquanto o Ethereum (ETH) registrava alta ainda mais expressiva, de 4,51%, reforçando o desempenho positivo dos ativos de risco. No exterior, o ambiente também era de otimismo, com os principais mercados internacionais operando no campo positivo enquanto investidores seguem monitorando os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e os indicadores econômicos dos Estados Unidos. Veja como operavam as bolsas lá fora: O que mexe com o mercado O Ibovespa iniciou o pregão desta terça-feira (14) em alta, impulsionado pela divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos que vieram abaixo das expectativas do mercado. O CPI (índice de preços ao consumidor) recuou 0,4% em junho na comparação com maio, enquanto a projeção dos analistas apontava para uma queda de 0,2%. "Após a divulgação dos dados, a curva de juros de americana passou a operar em queda em praticamente todos os vértices, refletindo uma percepção mais favorável para a inflação. Apesar disso, o mercado ainda atribui 54% de probabilidade a uma elevação dos juros na reunião de setembro, abaixo dos 59% observados no dia anterior", avaliou a Analista de Macroeconomia da InvestSmartXP, Sara Paixão. Ao mesmo tempo, os investidores seguem atentos ao agravamento das tensões no Oriente Médio. Pelo segundo dia consecutivo, as forças norte-americanas promoveram ofensivas contra alvos iranianos, enquanto Teerã respondeu com novas ações militares, intensificando a disputa em torno do Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas para o transporte global de petróleo. Veja também as maiores altas do Ibovespa VALE3: +1,88% a R$ 74,22; RADL3: +1,76% a R$ 18,52; B3SA3: +1,65% a R$ 15,37; HAPV3: +1,63% a R$ 10,63; RDOR3: +1,55% a R$ 36,11. E as maiores baixas
Ibovespa futuro, dólar, Oncoclínicas protocola pedido de recuperação extrajudicial e outras notícias
Ibovespa futuro, dólar, Oncoclínicas protocola pedido de recuperação extrajudicial e outras notícias Publicado às 9h20 – atualizado às 9h33 Ibovespa futuro O Ibovespa futuro (INDQ26 contrato com vencimento para 19 de agosto de 2026) abriu em alta nesta terça-feira, 14. Às 9h32 subia 0,76% aos 178.690 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h. Dólar Às 9h32 o dólar comercial caía 0,97% cotado a R$ 5,082 na venda. Minério, petróleo, ouro e bitcoin (9h15) Petróleo Brent: +3,85% (US$ 86,5). O Brent é referência para a Petrobras. Bitcoin futuro: +1,19% (US$ 63.005) Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +0,70% (US$ 4.033) Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 1,81% aos 760,5 iuanes (US$ 112,16). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. Futuros de ações em Nova York Às 9h14 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,55% e o S&P 500 futuro tinha desvalorização de 0,19%. Nasdaq futuro subia 0,39%. Notícias corporativas A Vale (VALE3) se manifestou nesta terça-feira, 14, sobre as informações publicadas pelo blog de Lauro Jardim, no O Globo. A Vale esclareceu que “regularmente avalia oportunidades de investimento no curso de suas atividades, em especial aquelas sobre ativos com potencial contribuição às prioridades estratégicas da companhia”. Também explicou que “decisões quanto à alocação de capital seguem rigoroso processo de avaliação, incluindo aspectos técnicos, econômicos e financeiros, e são tomadas em conformidade com as políticas e regras de governança da Vale”. Nesse sentido, afirmou que “avaliou a oportunidade e descartou qualquer investimento relacionado ao ativo de minério de ferro localizado em Corumbá”. O blog de Lauro Jardim reportou nesta terça-feira, 14, que uma nova controvérsia surgiu na Vale a uma semana da eleição do novo presidente do conselho de administração da mineradora. Essa controvérsia envolve uma negociação para a recompra de um complexo de minas em Corumbá que a empresa havia vendido para os irmãos Joesley e Wesley Batista em 2022. De acordo com a coluna, em maio, o então chairman da Vale, Daniel Stieler; os conselheiros Manoel Lino Oliveira, o Ollie, e Heloisa Bedicks; o CEO Gustavo Pimenta e o diretor Fabio Ferraz jantaram com os irmãos Batista e, no dia seguinte, num jato particular, seguiram para visitar as minas, conhecidas como Sistema Centro-Oeste. Ainda de acordo com Lauro Jardim, em 6 de maio, Ollie, candidato a chairman por indicação da acionista Previ, enviou a Stieler e a Gustavo Pimenta um e-mail, em que sugere que se estude uma joint venture entre Vale e a J&F. O blog destaca que outros colegas de conselho Ollie souberam do jantar e da visita quase dois meses depois de ter ocorrido e Ollie teve que se explicar aos outros conselheiros. A Oncoclínicas (ONCO3) informou nesta quarta-feira, 14, que distribuiu um pedido de Recuperação Extrajudicial “a fim de implementar um ambiente jurídico estável, seguro e transparente para a negociação e implementação da reestruturação e reperfilamento das dívidas financeiras quirografárias da companhia no montante aproximado de R$ 5,1 bilhões, bem como outros créditos intercompany (créditos abrangidos)”. Em um fato relevante a companhia explicou que conta com a adesão expressa ao Plano dos Credores Signatários titulares de aproximadamente 37% dos créditos abrangidos. Segundo a Oncoclínicas, é “percentual suficiente para o ajuizamento da Recuperação Extrajudicial e que demonstra apoio relevante aos esforços para viabilizar a reestruturação das obrigações financeiras da companhia”. A Oncoclínicas dispõe do prazo de 90 dias, a contar do processamento da Recuperação Extrajudicial, para obter o percentual mínimo necessário à homologação do seu plano de recuperação extrajudicial, assegurando, assim, a vinculação de 100% dos créditos abrangidos aos novos termos e condições de pagamento a serem definidos no Plano. O Plano poderá envolver, ainda que não necessariamente, a capitalização da Oncoclínicas pelos seus acionistas; a conversão de parte dos créditos abrangidos em participação acionária na companhia; a substituição de parte dos créditos abrangidos por novas dívidas; alongamento do cronograma de amortização dos créditos abrangidos. A Oncoclínicas esclareceu que a Recuperação Extrajudicial não abrangerá as obrigações operacionais correntes da companhia com seus clientes, fornecedores e outros parceiros de negócios, essenciais para a sua operação e continuidade de suas atividades, as quais continuarão sendo honradas regular e tempestivamente nos seus respectivos vencimentos, sem qualquer interrupção ou descontinuidade. “As operações da Oncoclínicas seguem sendo conduzidas normalmente no atendimento a clientes, fornecedores e colaboradores”, destacou a companhia no fato relevante. Dentre as medidas tomadas para a reestruturação de sua situação financeira, a controlada da companhia, Centro Paulista de Oncologia, na qualidade de locatária, rescindiu o contrato de locação atípico na modalidade built-to-suit celebrado com a locadora Tellus Healthcare & Mixed-Use FII – Fundo de Investimento Imobiliário – Responsabilidade Limitada relativo ao imóvel na Av. Angélica em São Paulo/SP. A multa pela rescisão tem valor aproximado estimado em R$ 76 milhões e foi incluída na lista de créditos abrangidos; e a controlada da companhia, Centro Brasileiro de Radioterapia Oncologia e Mastologia – CEBROM, na qualidade de locatária, rescindiu o contrato de locação atípico na modalidade built-to-suit celebrado com Goiânia Medical Center relativo a um pretendido hospital em Goiânia/GO, cuja multa pela rescisão está sendo apurada pela locatária nos termos do contrato e ainda é incerta e ilíquida. A Embraer (NYSE: EMBJ / B3: EMBJ3) terá mais uma vez uma forte presença no Farnborough International Airshow, no Reino Unido, reforçando seu momento de crescimento contínuo, impulsionado pelo aumento de entregas de aeronaves, carteira de pedidos recorde e expansão dos negócios em mercados globais estratégicos. O evento bienal, que acontece de 20 a 24 de julho no Farnborough International Exhibition & Conference Centre, em Hampshire, próximo de Londres, na Inglaterra, terá entre seus destaques a exibição do E195-E2, o avião narrowbody da companhia, e a aeronave multimissão de transporte militar e reabastecimento KC-390 Millennium. Além disso, a Embraer apresentará sua visão de futuro para a mobilidade aérea urbana por meio da Eve Air Mobility, que exibirá um modelo em tamanho real (mock-up) do eVTOL e uma experiência de voo simulado. “A Embraer está preparada para um crescimento sustentável, apoiada por uma forte demanda em todos os negócios, expansão da presença global e investimentos contínuos em eficiência e inovação”, afirmou Francisco Gomes Neto, presidente e CEO da Embraer. “Vemos uma demanda consistente em todos os segmentos de atuação, e Farnborough oferece uma oportunidade única para interagir com clientes, fortalecer parcerias e buscar novas oportunidades de negócios em todo o mundo”, afirmou. No primeiro semestre de 2026, a Embraer entregou 109 aeronaves, um aumento de aproximadamente 20% em relação às 91 aeronaves entregues no mesmo período do ano passado. BlackRock reduz participação na Usiminas A gestora norte-americana BlackRock, uma das maiores do mundo, reduziu participação na Usiminas, conforme informado pela siderúrgica nesta terça-feira, 5. A BlackRock em nome de alguns de seus clientes, na qualidade de administrador de investimentos, alienou ações preferenciais de emissão da Usiminas, sendo que, em 9 de julho de 2026, suas participações, de forma agregada, passaram a corresponder a 26.609.040 ações preferenciais e 34.399 American Depositary Receipts (ADRs), totalizando 26.643.439 ações, representando aproximadamente 4,864% do total de ações preferenciais de emissão da companhia; e 21.602.682 instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações preferenciais com liquidação financeira, representando aproximadamente 3,943% do total de ações preferenciais. “O objetivo das participações societárias acima mencionadas é estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia”, afirmou a BlackRock. A Cyrela (CYRE3) divulgou a prévia operacional do segundo trimestre (2T26). A companhia lançou 20 empreendimentos no trimestre, totalizando um volume de R$ 3,840 bilhões, ao se excluir as permutas, e tomando como base apenas o %CBR, 34% superior ao mesmo período do ano anterior e 120% acima do 1T26. No semestre, os lançamentos foram de R$ 5,58 bilhões comparados a R$ 6,24 bilhões em 2025. Do VGV lançado no trimestre, 93% serão reconhecidos via consolidação e 7% via método de equivalência patrimonial. Considerando a visão 100%, e ao se incluir as permutas, o volume lançado no 2T26 foi de R$ 4,96 bilhões, 20% superior ao mesmo período do ano anterior e 105% acima do 1T26. As permutas nos lançamentos foram R$ 106 milhões no 2T26 vs. R$ 195 milhões no 2T25 e R$ 38 milhões no 1T26. A participação da companhia nos lançamentos do trimestre atingiu 79%, acima do 2T25 (73%) e superior ao 1T26 (73%). Do VGV lançado no trimestre, 84% serão reconhecidos via consolidação e 16% via método de equivalência patrimonial. No semestre, o VGV de lançamentos atingiu R$ 7,39 bilhões, sendo 18% inferior ao mesmo período de 2025. Ao se excluir as permutas e tomando como base apenas o %CBR, o volume de vendas líquidas contratadas neste trimestre somou R$ 2,561 bilhões no 2T26, 14% superior ao mesmo período do ano anterior e 18% acima do 1T26. As vendas líquidas do trimestre serão 91% reconhecidas via consolidação e 9% via método de equivalência patrimonial. No semestre, as vendas contratadas atingiram R$ 4.726 milhões, sendo 9% superiores ao mesmo período de 2025. Das vendas líquidas realizadas no trimestre, R$ 278 milhões se referem à venda de estoque pronto (11%), R$ 1,053 bilhão à venda de estoque em construção (41%) e R$ 1,231 bilhão à venda de lançamentos (48%). Dessa forma, a Cyrela atingiu uma velocidade de vendas (VSO) de lançamentos de 32% no trimestre. Ao se incluir as permutas e tomando como base a visão 100%, as vendas líquidas contratadas neste trimestre somaram R$ 3,467 bilhões, 6% acima do valor registrado no 2T25 e 18% superiores ao 1T26. Os resultados operacionais apresentados estão sujeitos à revisão da auditoria. A Eztec (EZTC3) divulgou a prévia operacional do segundo trimestre de 2026 (2T26). No 2T26, a companhia registrou vendas brutas de R$ 675 milhões e vendas líquidas de R$ 578 milhões, alta de 21% e 18,2%, na comparação anual. No primeiro semestre, a companhia atingiu o maior volume de vendas semestrais de sua história: R$ 1,43 bilhão em vendas brutas e R$ 1,275 bilhão em vendas líquidas, crescimento de 48% e 47% respectivamente em relação ao primeiro semestre de 2025. A Eztec lançou três empreendimentos no segundo trimestre, somando um valor geral de venda (VGV) potencial de R$ 773 milhões, alta de 57,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025. A Bradsaúde (SAUD3) divulgou que a Atlântica Hospitais, sociedade controlada indiretamente pela Bradsaúde voltada ao investimento em hospitais, após o implemento das respectivas condições suspensivas, concluiu o fechamento da transação pela qual foram incluídos na parceria “Atlântica D’Or” determinados ativos imobiliários de propriedade do grupo Rede D’Or (RDOR3) visando a construção e futura operação de um hospital no bairro de São Conrado, na cidade do Rio de Janeiro, cuja gestão médica ficará sob a responsabilidade da Rede D’Or. Será mantida a estrutura societária existente da parceria, com participação de 50,01% para a Rede D’Or e 49,99% para Atlântica. “A expansão da parceria com a Rede D’Or está alinhada com a estratégia da Atlântica de investir na cadeia de valor do setor de saúde por meio de parcerias com players estabelecidos na operação de hospitais, reforçando o papel da Bradsaúde de consolidadora do ecossistema de saúde da Organização Bradesco”, afirmou a companhia em um comunicado. A agência de classificação de risco Fitch afirmou o rating nacional de longo prazo ‘AA-(bra)’ da Intelbras (INTB3). A perspectiva é “estável”. A agência destacou que o rating da Intelbras reflete sua forte posição de negócios no Brasil, apoiada pela produção de equipamentos eletrônicos nos segmentos de segurança, tecnologia da informação e comunicação e energia. Também comenta que a companhia possui uma carteira diversificada, o que mitiga oscilações na rentabilidade e na geração de caixa. A classificação também incorpora a reduzida alavancagem e a robusta liquidez da Intelbras – fatores cruciais para o perfil de crédito. A Fitch afirma ainda que a classificação é limitada pelo risco de obsolescência inerente ao setor de produtos eletrônicos e pela exposição da rentabilidade às oscilações do câmbio e dos preços das principais matérias-primas, bem como pelo porte mediano da empresa, que a expõe à concorrência de grandes pares globais. Além disso, mudanças em benefícios fiscais, incluindo tarifas de importação, podem afetar de forma relevante a competitividade e as margens operacionais da Intelbras. A Frasle (FRAS3) anunciou na véspera que seu conselho de administração aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP). O montante a ser pago é de R$ 69.771.130,19 e corresponde ao valor bruto de R$ 0,251577 por ação. Os acionistas serão remunerados nas proporções de suas participações no capital social da companhia, no valor líquido de R$ 0,213840 por ação, já deduzido o imposto de renda na fonte de 15%, ressalvadas exceções legais. Terão direito ao recebimento dos JCP todos os acionistas titulares de ações da companhia na base acionária de 16 de julho de 2026. As ações serão negociadas “ex-direito” ao JCP a partir de 17 de julho. No dia 24 de agosto de 2026, será iniciado o pagamento. A construtora PDG (PDGR3) divulgou que seu conselho de administração aprovou a destituição de Mauricio Tiso de Souza dos cargos de diretor presidente e diretor de relações com investidores. Em substituição, foi aprovada, com efeitos imediatos, a eleição de Roberto Giarelli, atual diretor vice-presidente financeiro da companhia, que, então, passará a acumular também os cargos de diretor presidente e diretor de relações com investidores da PDG. O executivo tem mais de 25 anos de experiência profissional no setor bancário, com atuação no Brasil, Itália, França e Argentina, atuando na gestão de empresas no Brasil desde 2004 e ocupa cargos de direção na PDG desde 2017. Agenda de proventos desta terça, 14: A Moura Dubeux realiza nesta terça-feira, 14 de julho, o pagamento da 3ª parcela e da 4ª parcela de dividendos, no montante de R$ 100 milhões, referente a parte do montante total de dividendos que foi declarado pela companhia no dia 29 de dezembro de 2025. A construtora efetuará o pagamento dos dividendos no valor total de R$ 1,18367018554 por ação ordinária (correspondente à soma da 3ª e 4ª parcelas), com base na posição acionária de 30 de dezembro de 2025 (inclusive). A Lojas Renner inicia a partir desta terça-feira, 14, o pagamento de juros sobre o capital próprio anunciados em 18 de junho no valor bruto de R$ 0,22 por ação. Tem direito acionistas da companhia detentores de ações em 23 de junho de 2026. Desde 24 de junho (inclusive), as ações da varejista são negociadas “ex-JCP”. A CSU Digital inicia na terça-feira, 14, o pagamento de R$ 7,1 milhões em juros sobre capital próprio relativos ao 2º trimestre de 2026 (2T26). O valor bruto por ação é de R$ 0,17. Tem direito quem detinha ações da companhia em 2 de julho. As ações passaram a ser negociadas ex-JCP desde 3 de julho. O início do pagamento será a partir de 14 de julho de 2026. A data de corte para ter direito aos JCP do Banco Pine, anunciados em 7 de julho, é nesta quarta, 14. A partir de 15 de julho as ações de emissão da companhia serão negociadas “ex” direitos a juros sobre capital próprio. O valor bruto total é de R$ 69 milhões. Essa quantia corresponde a um valor bruto de R$ 0,27 por cada ação ordinária e cada ação preferencial. O crédito dos juros sobre o capital próprio ocorrerá em 22 de julho de 2026.
O que pode destravar valor (ou não) nos FIIs até o fim do ano? Analistas respondem
O comportamento da curva de juros de longo prazo é essencial para a precificação dos fundos imobiliários Publicidade Depois de um primeiro semestre marcado pelo início do ciclo de queda da Selic, crescimento da base de investidores e recuperação parcial do IFIX, o mercado de fundos imobiliários entra na segunda metade de 2026 ainda cercado por incertezas. Embora o corte dos juros tenha melhorado o ambiente para os ativos de renda, especialistas ouvidos pelo InfoMoney avaliam que o principal fator para o desempenho dos FIIs até o fim do ano continuará sendo o cenário fiscal. Na avaliação dos profissionais, a trajetória das contas públicas seguirá determinando o comportamento da curva de juros de longo prazo, variável considerada essencial para a precificação dos fundos imobiliários, principalmente os de tijolo. Apesar da cautela, o consenso é que diversos segmentos ainda negociam com descontos relevantes em relação aos fundamentos, abrindo espaço para valorização caso haja melhora na percepção sobre o risco fiscal e continuidade do ciclo de flexibilização monetária. “Uma melhora na percepção fiscal pode acelerar a recuperação dos FIIs, enquanto uma piora das contas públicas ou uma Selic alta por mais tempo tende a pressionar novamente as cotas”, diz Leonardo Verissimo, analista de Fundos Imobiliários da Eleven Financial. Entre os segmentos mais citados aparecem lajes corporativas, shopping centers, logística e alguns fundos de recebíveis de maior qualidade, enquanto a recomendação predominante é evitar decisões baseadas exclusivamente no dividend yield. Outro ponto destacado pelos especialistas é que a indústria de FIIs deve continuar ampliando sua base de investidores, impulsionada pela renda mensal isenta de Imposto de Renda, pela maior liquidez do mercado e pelo avanço da participação de investidores institucionais e estrangeiros. Leia Mais: Crescimento do patrimônio de um FII significa automaticamente mais dividendos? Fiscal continua sendo gatilho para os FIIs Para Rodrigo Possenti, head de Fundos Imobiliários da FAR/Fator Gestão de Recursos, o mercado acompanha principalmente a curva longa de juros. “O fiscal. Selic e inflação importam, claro, mas o que precifica FII é a curva longa, a NTN-B, e ela responde à percepção de risco fiscal, ainda mais em ano de eleição.” Já André Sarué, analista de Real Estate da Tivio Capital, acredita que uma política fiscal mais rígida beneficiaria os FIIs, mas vê um cenário de continuidade da expansão fiscal. “O cenário fiscal deve ser o principal gatilho para ajuste nas curvas de juros futuros. No entanto, me parece que a política fiscal deve continuar expansionista, trazendo maior volatilidade ao mercado no curto prazo.” Continua depois da publicidade “Tendo em vista um horizonte mais curto, manteria uma postura mais defensiva, com a maior parte da carteira alocada em Fundos de CRI. O restante da carteira dividiria entre Shoppings, Logística, Fundos de Fundos e Lajes Corporativas, nesta ordem”, acrescenta Sarué. Lajes corporativas lideram apostas de valorização Quando o assunto é potencial de valorização, poucos segmentos reuniram tanto consenso quanto as lajes corporativas. Desconto dos segmentos de FIIs. Fonte: Itaú BBA/Economatica Possenti lembra que os escritórios de alto padrão em São Paulo apresentam fundamentos cada vez mais sólidos.”A cota apanhou, mas os prédios A e AAA de São Paulo registraram no primeiro trimestre a menor vacância em 12 anos.” Continua depois da publicidade Na Arton Advisors, Sylvio Martins, sócio e responsável por ativos imobiliários da casa, também vê os escritórios como a principal distorção de preço do mercado. Segundo ele, a maior parte dos submercados paulistanos registra absorção líquida positiva, ganhos reais de aluguel e vacância nas mínimas de aproximadamente 14 anos, enquanto diversas cotas continuam sendo negociadas muito abaixo do custo de reposição dos ativos. Além das lajes, shoppings e logística aparecem entre os segmentos mais promissores. Sarué acredita que esses dois setores podem liderar a valorização no curto e médio prazo, enquanto Verissimo também inclui fundos multiestratégia entre as oportunidades para os próximos meses. Ademais, na avaliação de Possenti, os fundos de recebíveis de maior qualidade continuam oferecendo uma combinação atrativa entre retorno e risco, enquanto os fundos de tijolo devem começar a ganhar espaço à medida que o mercado passe a precificar um ambiente de juros mais favorável. Continua depois da publicidade “Se eu estivesse montando uma carteira hoje para os próximos seis meses, manteria uma posição majoritária em fundos de recebíveis high grade indexados ao IPCA, comprados com desconto. São ativos que ainda oferecem um carrego real de dois dígitos enquanto o ciclo não anda. Ao mesmo tempo, começaria a montar uma posição em fundos de tijolo de qualidade, especialmente lajes corporativas de padrão A e shopping centers dominantes, como uma aposta no fechamento da curva de juros. Em termos de alocação, faria algo próximo de dois terços da carteira em papel e um terço em tijolo”, diz. Leia Mais: Desconto na cota é o suficiente? veja como identificar um FII realmente barato Institucionais devem ganhar espaço e mudar a dinâmica do mercado Outro ponto recente é o avanço da participação dos investidores institucionais. De acordo com Possenti, essa talvez seja a principal transformação estrutural vivida pela indústria. “Institucionais, estrangeiros e instituições financeiras saíram de 43% para 57% do volume negociado em menos de um ano. Isso muda a formação de preço: pessoa física olha dividendo, institucional olha o valor do ativo.” Continua depois da publicidade Sarué também acredita em maior participação de investidores estrangeiros, impulsionada pela entrada crescente de FIIs em índices internacionais, movimento que acaba atraindo recursos de ETFs globais. Já Sylvio Martins pontua que os descontos hoje observados em ativos imobiliários brasileiros chamam atenção mesmo quando comparados a mercados internacionais. “Quando olhamos para alguns imóveis prime localizados na principal região de CBD da América do Sul, vemos ativos negociando a preços muito baixos, especialmente quando comparados a mercados equivalentes, como as regiões prime da Cidade do México e de Buenos Aires”, conclui.