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Ibovespa recua com Itaú (ITUB4) e expectativa de tarifaço dos EUA; dólar sobe a R$ 5,07 – Money Times
(Imagem: iStock/maciek905) O Ibovespa (IBOV) destoou do otimismo em Wall Street e encerrou em baixa com os investidores esperando o anúncio de um novo tarifaço dos Estados Unidos. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Nesta quarta-feira (15), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com baixa de 0,36%, aos 176.010,90 pontos. Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0785, em alta de 0,01%. Por aqui, os investidores acompanharam a notícia de que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, em inglês) recomendou nova sobretaxação a produtos brasileiros ao presidente dos EUA, Donald Trump. A notícia é da CNN Brasil. LEIA MAIS: EUA confirmam tarifaço ao governo brasileiro e sinalizam novas exceções, diz CNN CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Segundo a emissora, o USTR sinalizou um aumento da lista de exceções no novo tarifaço. Na última reunião entre representantes dos dois países, nesta terça-feira (14), Greer deu as negociações por encerrado e reclamou da falta de empenho por parte do Brasil, informou a CNN. Na avaliação do analista Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos, enquanto o tarifaço não é anunciado oficialmente, a bolsa brasileira foi impactada no pregão de hoje pela continuidade da tensão geopolítica no Oriente Médio, além da desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) da China. O PIB chinês avançou 4,3% na taxa anualizada no segundo trimestre, a menor variação em mais de três anos e uma desaceleração ante os 5,0% dos primeiros três meses do ano. Já a inflação ao produtor nos EUA dialogou com o dado dos preços ao consumidor divulgados na véspera. “Isso tirou um pouco do peso sobre a economia norte-americana, tanto que o S&P 500 subiu hoje”, diz. Altas e quedas do Ibovespa CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Entre as ações “peso-pesado”, o setor de bancos pressionou o IBOV. O Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com baixa de 0,06%. O Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, recuou 1,12% (R$ 43,14). Por outro lado, a Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, encerrou o dia com alta de 0,68% (R$ 74,51), em linha com o avanço do minério de ferro para setembro, que avançou 1,13%, a US$ 112,53. Já a Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, terminou sem direção única. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro fechou com ganho de 0,26%, a US$ 84,95 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. PETR3 teve ganho de 0,11% (R$ 45,53) e PETR4 caiu 0,17% (R$ 40,59). CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa. A ponta negativa foi liderada por Braskem (BRKM5), com perdas de 6,15% (R$ 6,41). O movimento ocorre na esteira da notícia de que o grupo de detentores de títulos da compahia apresentou uma proposta de reestruturação que prevê a diluição dos atuais acionistas da petroquímica. Já a ponta positiva foi liderada pela Totvs (TOTS3), que avançou 4,18% (R$ 29,92). Exterior Os índices de Wall Street fecharam em alta diante da expectativa de juros mais baixos nos EUA após os dados de inflação de junho. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE O mercado adiou as apostas de alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) após novos dados de inflação abaixo do esperado. Os preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) caiu 0,3% no mês passado, após alta de 0,6% em maio em dado revisado para baixo, segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos. Os economistas consultados pela Reuters esperavam estabilidade na comparação mensal. Nos 12 meses até junho, os preços ao produtor subiram 5,5%, após alta de 6,0% em maio. Confira o fechamento dos índices: Dow Jones: +0,29%, aos 52.658,52 pontos; S&P 500: +0,38%, aos 7.572,44 pontos; Nasdaq: +0,62%, aos 26.269,227 pontos. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Na Europa, os índices fecharam sem direção única de olho no Oriente Médio. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 0,10%, aos 642,71 pontos. Na Ásia, os índices terminaram majoritariamente em alta: o índice Nikkei, do Japão, subiu 1,49% os 68.751,51 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve ganho de 1,40%, aos 24.681,10 pontos. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ibovespa hoje: Totvs (TOTS3) tem maior alta; Braskem (BRKM5) derrete mais de 6%
Seu navegador não suporta esse video. O Ibovespa hoje fechou em queda, descolado dos índices de Nova York, que terminaram em alta. A principal referência da B3 encerrou esta quarta-feira (15) com perdas de 0,36% aos 176.010,9 pontos, depois de oscilar entre máxima a 176.662,6 pontos e mínima a 175.288,17 pontos. O giro financeiro foi de R$ 39,9 bilhões. Segundo Fabio Louzada, fundador da B7 Business School, enquanto Wall Street encontrou suporte em um índice de preços ao produtor (PPI) mais fraco do que o esperado, o Ibovespa permaneceu pressionado pelo aumento das incertezas envolvendo a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. continua após a publicidade “As discussões envolvendo novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros adicionaram um componente de cautela que acabou se sobrepondo ao ambiente externo mais positivo”, afirma Louzada. Em junho, o Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) propôs uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros como forma de compensar os “atos, políticas e práticas incoerentes” do País que “oneram ou restringem o comércio” americano. O prazo legal para a medida entrar em vigor terminava nesta quarta-feira, mas ainda não houve nenhuma sinalização do governo dos EUA. Mercado aguarda decisão dos Estados Unidos sobre tarifa contra produtos brasileiros. Foto: Adobe Stock continua após a publicidade Já em Nova York, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq subiram 0,38%, 0,29%, 0,62%, respectivamente. O PPI caiu 0,3% em junho ante maio, em linha com a expectativa de analistas consultados pela FactSet. Por sua vez, o núcleo do PPI, que exclui itens voláteis, subiu 0,2% em junho ante maio, abaixo da previsão da FactSet de crescimento mensal de 0,4%. A leitura mais fraca provocou queda nos rendimentos dos Treasuries (títulos públicos americanos) e enfraquecimento do dólar no mercado internacional. “Trata-se de um ambiente tipicamente favorável para ativos de risco”, avalia Louzada. O juro da T-note de 2 anos caiu a 4,145%, o da T-note de 10 anos recuou a 4,554% e o do T-bond de 30 anos perdeu a 5,089%. Em paralelo, o índice DXY, que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes, teve baixa de 0,43% a 100,485 pontos. No mercado doméstico de câmbio, o caminho foi inverso: o dólar hoje fechou em alta de 0,01% cotado a R$ 5,0785. continua após a publicidade As maiores altas do Ibovespa hoje As três ações que mais valorizaram no dia foram Totvs (TOTS3), Gerdau (GGBR4) e Ultrapar (UGPA3). Totvs (TOTS3): 4,18%, R$ 29,92 continua após a publicidade As ações da Totvs (TOTS3) registraram a maior alta do Ibovespa hoje e subiram 4,18% a R$ 29,92. A TOTS3 está em alta de 4,25% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 28,23%. Gerdau (GGBR4): 3,77%, R$ 24,2 continua após a publicidade Outro destaque positivo foi a Gerdau (GGBR4), com valorização de 3,77% a R$ 24,2, após o Morgan Stanley elevar o preço-alvo para o papel para R$ 26. A GGBR4 está em alta de 16,46% no mês. No ano, acumula uma valorização de 20,22%. Ultrapar (UGPA3): 3,29%, R$ 31,1 continua após a publicidade Depois de cederem 2,65% na sessão anterior e ficarem entre as maiores baixas do Ibovespa, os papéis da Ultrapar (UGPA3) se recuperaram nesta quarta-feira e subiram 3,29% a R$ 31,1. A UGPA3 está em alta de 19,34% no mês. No ano, acumula uma valorização de 48,8%. As maiores quedas do Ibovespa hoje As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Braskem (BRKM5), Engie (EGIE3) e Isa Energia (ISAE4). Braskem (BRKM5): -6,15%, R$ 6,41 As ações da Braskem (BRKM5) sofreram a pior queda do Ibovespa hoje e tombaram 6,15% a R$ 6,41. Em relatório, o Citi avaliou que uma eventual proposta de reestruturação da petroquímica que conte com conversão de dívidas em ações e consequente diluição dos atuais acionistas da companhia, como noticiado na imprensa, poderia alterar o controle acionário da companhia e o acordo de acionistas entre Petrobras (PETR3;PETR4) e IG4. A BRKM5 está em alta de 0,79% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 18,76%. Engie (EGIE3): -5,11%, R$ 30,62 Os papéis da Engie (EGIE3), por sua vez, fecharam em baixa de 5,11% a R$ 30,62. A empresa realizou uma oferta subsequente de ações (follow-on) na B3, captando R$ 8,4 bilhões com a venda de ações a R$ 30,50 cada. A EGIE3 está em baixa de 12,09% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 1%. Isa Energia (ISAE4): -5,03%, R$ 27,78 As ações da Isa Energia (ISAE4) completaram os destaques negativos do Ibovespa hoje e encerraram em queda de 5,03% a R$ 27,78. A empresa protocolou pedido de follow-on de distribuição primária de 22.222.222 ações preferenciais. A companhia afirmou que o lote inicial pode ser acrescido em até 100% com a colocação de ações adicionais, totalizando até 44.444.444 papéis. A ISAE4 está em baixa de 1,17% no mês. No ano, acumula uma valorização de 3,89%. *Com informações do Broadcast
Ibovespa recua à espera de decisão dos EUA sobre tarifas
Reuters – O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, descolado de Wall Street, com Engie Brasil Energia entre as maiores quedas após precificar oferta de ações, enquanto B3 figurou entre os destaques positivos endossada por “upgrade” do Bank of America. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,36%, a 176.010,90 pontos, marcando 176.662,60 na máxima e 175.288,17 na mínima. O volume financeiro somou R$39,85 bilhões, em pregão marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa. Em Nova York, o S&P 500 fechou em alta de 0,38%, mesmo viés registrado em praças acionárias na Europa, com novos dados de preços sob os holofotes e um início robusto da temporada de resultados do segundo trimestre nos Estados Unidos. De acordo com o sócio-fundador da Private Investimento Gustavo Silva, a bolsa brasileira teve um dia “de lado”, com investidores na expectativa da decisão dos Estados Unidos envolvendo nova tarifa comercial para produtos brasileiros. Fontes que acompanham as discussões afirmaram à Reuters que o Brasil se prepara para a imposição de uma nova tarifa de 25% pelos EUA, que pode atingir mais de 4 mil produtos brasileiros, após meses de negociações intensas, mas em grande parte infrutíferas. O país deve ser o primeiro alvo em uma nova rodada de tarifas a serem adotadas pelo governo norte-americano contra vários países, depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou a política tarifária original do presidente Donald Trump, em fevereiro deste ano “E ainda tem o lado fiscal pesando, depois que o Senado aprovou aposentadoria especial pra agente de saúde”, acrescentou Silva, referindo-se à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que estabelece aposentadoria especial para os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. DESTAQUES • ENGIE BRASIL ENERGIA ON caiu 5,11%, após precificar oferta primária de 274.082.684 ações a R$30,50 por papel, desconto de quase 5,5% ante o fechamento da terça-feira, em operação que movimentou R$8,36 bilhões. Do total da oferta, R$5,74 bilhões foram subscritos pela Engie Participações, controladora da Engie Brasil Energia, por meio da integralização de uma fatia de 40% na usina hidrelétrica de Jirau. • ISA ENERGIA PN recuou 5,03%, tendo no radar pedido da transmissora de oferta primária de ações com lote inicial de 22,2 milhões de papéis preferenciais, em operação com precificação prevista para 23 de julho. O lote inicial poderá ser acrescido em até 100%. A ISA Capital do Brasil, controladora da transmissora, manifestou a intenção de subscrever e integralizar ações na oferta. • B3 ON avançou 2,35%, endossada por relatório do Bank of America elevando a recomendação da ação para compra, citando que a recente queda das ações criou um ponto de entrada atrativo, com a companhia sendo negociada com múltiplos próximos de suas mínimas históricas. Os analistas também melhoraram a previsão para o lucro em 2026 e o preço-alvo do papel de R$20 para R$22. • MRV&CO ON fechou com acréscimo de 0,62%, após assinar um memorando de entendimento com a JiveMauá Real Estate para a estruturação de operação de venda de três ativos imobiliários da companhia, com valor potencial de R$166 milhões. A transação envolve os ativos Luggo Pampulha (118 unidades), Luggo Mauá (119 unidades) e Luggo Samambaia (200 unidades). Na máxima, chegou a avançar 3,72%. • BRASKEM PNA recuou 6,15%, tendo no radar notícias envolvendo as negociações com credores. Em uma delas, a coluna Radar Econômico, da revista Veja, disse que um grupo de detentores de títulos da petroquímica apresentou uma proposta de reestruturação que prevê a diluição dos atuais acionistas da companhia. • ITAÚ UNIBANCO PN caiu 1,12%, com o sinal negativo prevalecendo entre os bancos do Ibovespa. • PETROBRAS PN cedeu 0,17% e PETROBRAS ON subiu 0,11%, em pregão de oscilação modesta dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent encerrou o dia com elevação de 0,26%. • VALE ON subiu 0,68%, acompanhando a alta dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian fechou as negociações diurnas com elevação de 1,13%. No setor, GERDAU PN foi o destaque positivo com alta de 3,77%, com analistas do JPMorgan chamando a atenção para o momento favorável ao setor nos EUA, que poderá beneficiar a companhia. • ÂNIMA ON, que não faz parte do Ibovespa, desabou 32,75%, após a companhia divulgar na véspera acordo para a aquisição das Faculdades Metropolitanas Unidas Educacionais (FMU), instituição localizada em São Paulo que está atualmente em recuperação judicial, por R$410 milhões. Analistas do BTG Pactual avaliaram que a operação saiu a um múltiplo elevado e cortaram a recomendação dos papéis para neutra. (Por Paula Arend Laier, edição Alberto Alerigi Jr. e Igor Sodré)