BH

BHIA3

Consumo Cíclico

Grupo Casas Bahia S.A.

CNPJ: 33041260065290

Preço Atual
R$ 1,12
-0.88%
Abertura
R$ 1,13
Fec. Ant: R$ 1,12
Variação Dia
Min: R$ 1,12
Max: R$ 1,15
52 Semanas
Mín: R$ 1,12
Máx: R$ 5,48
Volume
1.573.400
Moeda: BRL

Oscilação dos Últimos 12 Meses

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Indicadores de Valuation

P/L
-0.30
P/VP
0.62
LPA
R$ -3,73
VPA
R$ 1,82
EV/EBITDA
2.51
EV/EBIT
4.49
P/EBITDA
0.47
P/EBIT
0.84
P/Receita (PSR)
0.04
P/FCO
0.07
P/FCL
0.09
EV/Receita Líq.
0.20
EV/FCO
0.35
EV/FCL
0.48
Earning Yield
22.25%
Enterprise Value
R$ 5,87 Bi
Valor de Mercado
R$ 1,10 Bi

Indicadores de Endividamento

Dív. Líq./EBITDA
2.04
Dív. Líquida/PL
1.72
Dívida Líquida
R$ 4,77 Bi
Liq. Corrente
0.72
PL/Ativos
0.08
Passivos/Ativos
0.92
Liq. Seca
0.46
Liq. Imediata
0.07

Indicadores de Eficiência

Margem Bruta
30.54%
Margem EBITDA
7.89%
Margem EBIT
4.41%
Margem Líquida
-12.30%

Indicadores de Rentabilidade

ROE
-204.95%
ROIC
14.40%
ROA
-10.93%
Giro do Ativo
0.88

Indicadores de Crescimento

CAGR Receita
6.36%
CAGR Lucro
-205.70%

Dados Financeiros

Margens
Margem Bruta 30.54%
Margem EBITDA 7.89%
Margem Operacional 4.41%
Margem Líquida -12.30%
Fluxo de Caixa
FCO R$ 16,68 Bi
FCL R$ 12,15 Bi
Caixa Total R$ 1,53 Bi
Caixa/Ação R$ 1,57
Receita e Dívida
Receita Total R$ 29,62 Bi
Lucro Bruto R$ 9,05 Bi
EBITDA R$ 2,34 Bi
Dívida Total R$ 15,61 Bi
Crescimento
Receita 6.36%
Lucro -205.70%

Resultados Financeiros

Indicador (Anual) 2025 2024 2023 2022
Receita Total R$ 29.197,00 Mi R$ 27.206,00 Mi R$ 28.847,00 Mi R$ 30.898,00 Mi
Lucro Bruto R$ 8.909,00 Mi R$ 8.377,00 Mi R$ 8.055,00 Mi R$ 9.590,00 Mi
EBITDA R$ 1.343,00 Mi R$ 510,00 Mi R$ -1.161,00 Mi R$ 1.161,00 Mi
Lucro Líquido R$ -2.988,00 Mi R$ -1.045,00 Mi R$ -2.625,00 Mi R$ -342,00 Mi

Sobre a BHIA3

Setor
Consumo Cíclico
Indústria
Eletrodomésticos
Funcionários
57.500
Market Cap
R$ 1,10 Bi
Descrição do Negócio

O Grupo Casas Bahia S.A., listado na B3 sob BHIA3, atua no varejo de bens duráveis e eletroeletrônicos no Brasil, com operação omnicanal que combina lojas físicas, comércio eletrônico e marketplace. A companhia opera marcas de varejo conhecidas nacionalmente e mantém estrutura de logística, distribuição e serviços financeiros para apoiar vendas parceladas e recorrência de clientes. A base de receita inclui venda de produtos, serviços e intermediação em canais digitais. A dinâmica de resultados é influenciada por consumo das famílias, custo de crédito, inadimplência, nível de estoques e eficiência logística. O setor de varejo de eletrodomésticos é sensível a renda disponível, juros e competição de preço entre grandes plataformas. Nos últimos anos, a empresa passou por reorganização de marca e ajustes operacionais para reduzir alavancagem, melhorar geração de caixa e priorizar rentabilidade por canal e categoria de produto.

Dividendos

DIVIDENDO R$ 0,0119
Pagamento: 26/04/2018
JCP R$ 0,0270
Pagamento: 15/12/2017
DIVIDENDO R$ 0,0021
Pagamento: 12/09/2016
DIVIDENDO R$ 0,0005
Pagamento: 26/04/2016
DIVIDENDO R$ 0,1725
Pagamento: 17/06/2015
DIVIDENDO R$ 0,5651
Pagamento: 08/11/2013
DIVIDENDO R$ 0,6443
Pagamento: 31/10/2013
DIVIDENDO R$ 0,0145
Pagamento: 12/04/2013
DIVIDENDO R$ 0,0318
Pagamento: 29/04/2009
JCP R$ 0,3473
Pagamento: 29/04/2008

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Um servidor público foi condenado pela Justiça após amputar o próprio pé direito para aplicar golpe de R$ 1,5 milhão em seguradoras na Bahia. Ele contratou quatro apólices de seguros de vida e acidentes pessoais e, um mês depois, simulou ter sido vítima de assalto em estrada rural. A condenação transitou em julgado em 2025, sem possibilidade de novos recursos. O caso ocorreu em 2019. 📰 LEIA MAIS: Jovem fica ferido em batida entre carro e moto próximo à Rodoviária de Apucarana CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline. O servidor trabalhava na prefeitura de Amélia Rodrigues (BA). Entre junho e julho de 2019, ele contratou as quatro apólices que previam indenizações de até R$ 1,5 milhão em caso de invalidez permanente. Na madrugada de 10 de julho, relatou ter sido vítima de um assalto em estrada do povoado de Mercês, na zona rural de São Gonçalo dos Campos. Ele alegou que criminosos o roubaram, agrediram e amputaram seu pé direito. O membro foi colocado em uma mochila encontrada junto aos pertences que, segundo sua versão, teriam sido levados pelos assaltantes. 📲 Clique aqui e receba as notícias do grupo do TNOnline no WhatsApp CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Socorrido, ele passou por cirurgia e rapidamente iniciou procedimentos para receber as indenizações. O elevado valor das apólices e a contratação simultânea dos seguros despertaram suspeitas nos sistemas de inteligência das seguradoras. A Polícia Civil foi acionada e, durante as investigações, encontrou inconsistências na narrativa. Os investigadores constataram que ele havia contratado as quatro apólices poucas semanas antes do episódio. Chamou atenção a rapidez com que o servidor protocolou os pedidos de indenização. Os policiais também concluíram que não havia motivação plausível para um suposto sequestro seguido de amputação, sem exigência de resgate ou outra vantagem para os autores do crime. Exames periciais e diligências demonstraram que a história do assalto havia sido inventada. A sentença destacou que a sequência das contratações, os valores incompatíveis com a condição financeira do servidor e a proximidade entre a contratação dos seguros e a automutilação evidenciavam intenção deliberada de obter vantagem indevida. A defesa negou a prática criminosa e pediu a absolvição por falta de provas. Posteriormente, tentou levar o processo ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a Justiça da Bahia entendeu que todas as questões já haviam sido devidamente analisadas. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A Vara de Execuções Penais de São Gonçalo dos Campos condenou o servidor a cumprir pena alternativa de 720 horas de prestação de serviços à comunidade e pagar prestação pecuniária de R$ 7.590. A condenação por estelionato foi fixada em dois anos de reclusão, convertida em medidas restritivas de direitos. Ele foi intimado em maio deste ano para iniciar o cumprimento da pena.

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Santo Amaro (BA) Andar pelas ruas de Santo Amaro, a cerca de 80 km de Salvador, é visitar pedaços da história brasileira. Durante o mês de maio, essa experiência na Bahia fica mais intensa ao acompanhar o Bembé do Mercado, considerado por seus membros o maior candomblé de rua do mundo. A celebração religiosa e cultural na Bahia narra a resistência do povo negro durante a abolição da escravatura. Nos últimos 137 anos, um barracão de axé é montado na praça principal da cidade. A reportagem da Folha acompanhou em maio o cortejo. Fala-se de candomblé de rua porque geralmente esse tipo de manifestação ocorre em espaços fechados como casas ou terreiros de axé. Representantes de mais de 60 terreiros se reúnem em Santo Amaro (BA) para o Bembé do Mercado - Adriano Alves-16.mai.2026/Folhapress O cortejo do Bembé passava em frente à casa de Dona Canô (1907-2012), mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia. Lá parava como uma saudação à matriarca. A partir do dia 13 de maio, dia da abolição da escravatura no Brasil, reúnem-se filhos e filhas de santo para o xirê. A partir do dia 13 de maio, dia da abolição da escravatura no Brasil, reúnem-se filhos e filhas de santo para o xirê. A dança é uma grande roda em saudação aos orixás. Segundo o vice-presidente da Associação Bembé do Mercado, Babá Geri, os participantes reivindicam o direito à liberdade religiosa, ao respeito e à segurança alimentar. "O Bembé nasce sob o cunho de falsa liberdade, mas com o tempo nós ressignificamos essa data e hoje ele celebra a vida e a liberdade religiosa. É importante para que a gente possa compreender e estudar a manutenção e sobrevivência das comunidades pretas do Brasil", afirma Geri, que é babakekerê (ou "pai pequeno", um cargo no candomblé). Além dos rituais de fé, o evento transforma a cidade em um grande palco a céu aberto. Muitas manifestações culturais tomam as ruas e animam o povo, vão das batidas de bastões do maculelê à ginga da capoeira. As comidas sagradas também estão presentes. Dentro do barracão são partilhados o ipeté de Oxum e o amalá de xangô. Fora, é servida a feijoada de ogum e o povo bebe dançando o samba de roda tradicional da região. Em 2026, participaram representantes de 68 terreiros, em cinco dias de programação, entre os últimos 13 e 17 de maio. O ato virou uma tradição que passa por várias gerações dos adeptos das religiões de matriz africana. A yalaxé (cargo feminino no candomblé) Geovana da Cruz Pires, 29, estava grávida quando "fez o santo", ritual do candomblé, e participou do Bembé. A filha já tem 10 anos e nunca deixou de frequentar o evento. "Eu amo aqui, há muito tempo. Desde 1 ano que eu frequento o Bembé do Mercado, só agradecendo a minha ancestralidade", diz a menina que é egbome. A história que começa em 1889, exatamente um ano após a assinatura da Lei Áurea, teve como protagonista o líder religioso João de Obá. Ex-escravizado de origem malê, ele reuniu o povo preto para celebrar a conquista da liberdade. Fincaram uma bandeira branca na praça do mercado municipal e levaram o culto dos terreiros para as ruas. Pessoas vão às calçadas na cidade do recôncavo baiano ver o cortejo do Bembé do Mercado passar - Adriano Alves-16.mai.2026/Folhapress Após concluir os rituais na praça, os participantes saem para entregar os balaios, presentes preparados pelos terreiros, para Iemanjá e Oxum. Em um caminhão, rodam as ruas da cidade com paradas em alguns pontos de saudação. Ao redor da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Purificação dão quatro voltas. Também passam por terreiros e casas de personalidades locais. O destino é a praia da Vila de Itapema, onde os presentes são soltos no mar ao cair da tarde de domingo. "Começamos a cozinhar às 4h do sábado e a finalidade é trazer saúde, paz e afirmação. Todo terreiro de candomblé quando termina uma obrigação, termina com o presente que é a finalização do axé", explica Mãe Williana de Odé, 53, ialorixá (líder) do Ilê Axé Ojú Igbô Odé. A historiadora Ana Rita Araújo Machado, 52, professora da Uneb (Universidade do Estado da Bahia), pesquisa a festa desde 1997. Ela define o ato como uma transgressão. "Do ponto de vista ancestral, aquilo demarcou um território. A gente está falando de ocupação de espaço político por um grupo de marisqueiras, pescadores e pessoas do candomblé dizendo ‘já que existe estatuto da liberdade, eu quero estar no espaço da cidade’". O local escolhido, no largo do Mercado, é simbólico porque anos antes era também um espaço de venda de escravizados. Segundo Machado, com o Bembé é devolvido o protagonismo da abolição aos negros que resistiram. Funciona como um contraponto ao que foi propagado com foco na princesa Isabel dando a libertação dos escravos, sobre as pessoas que lutaram pelo fim das correntes. Como marco cultural do Recôncavo baiano, o Bembé do mercado é reconhecido como Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2012. O título de Patrimônio Cultural Nacional foi dado sete anos depois e tramita um processo na Unesco para ser Patrimônio da Humanidade. O reconhecimento também chegou na Marquês de Sapucaí, como tema do carnaval 2026 da Beija-flor de Nilópolis. "A gente está dando continuidade a um legado. Então, é de muita responsabilidade e de muita importância que a gente mantenha essa memória ancestral viva", afirma pai Léo de Xangô, 31, do Ilê Axé Okan Aganjú. "Levar o que há de melhor do nosso povo, do povo preto, levar o axé dos orixás, perpetuar isso para que não se perca".