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Ações em queda e Renda Fixa em alta: B3, Selic a 14% e IPCA hoje (13)
Da redaçãoi Da redação https://istoedinheiro.com.br/autor/da-redacao 13/08/2026 - 10:47 Para compartilhar: Copie a URL: Copiar Com o Ibovespa pressionado na casa dos 167 mil pontos e o IPCA acumulado em 4,44% em 12 meses, os títulos atrelados ao CDI e à inflação garantem os maiores ganhos reais das últimas temporadas O que aconteceu Bolsa sob Pressão: O Ibovespa renovou a sequência de perdas nesta quinta-feira (13), operando na faixa de 167.300 pontos, afetado pelo rebaixamento das ações brasileiras pelo JPMorgan e por uma debandada de R$ 7,2 bilhões de capital estrangeiro em agosto. Selic em Patamar Elevado: Com a taxa básica mantida pelo Copom na meta de 14,00% ao ano, os ativos pós-fixados continuam entregando retornos nominais robustos e previsíveis. Inflação sob Controle Relativo: O IBGE apurou taxa de 0,07% no IPCA de julho, levando o acumulado do ano de 2026 para 3,44% e o indicador de 12 meses para 4,44%. Ganho Real Histórico: A combinação de inflação moderada com juros de dois dígitos assegura um juro real de quase 9.5% ao ano na renda fixa, sufocando a atratividade imediata da renda variável. O ambiente de investimentos no Brasil atravessa um momento marcante em agosto de 2026. A dinâmica entre o mercado acionário e o mercado de crédito escancarou a preferência dos investidores locais e institucionais por ativos de menor risco. Enquanto a B3 sofre com o desmonte de posições estrangeiras e a volatilidade geopolítica internacional, os instrumentos de renda fixa vivem uma de suas fases mais rentáveis da história recente. A fraqueza no mercado de ações reflete um somatório de fatores internos e externos. O movimento do JPMorgan de rebaixar a recomendação de renda variável do Brasil para “neutro” acelerou a saída do capital vindo de fora. Em paralelo, os investidores acompanham os desdobramentos das tensões no Oriente Médio e os impactos fiscais das eleições de 2026, o que elevou a aversão ao risco na praça paulista. Após alcançar a marca histórica de 199.355 pontos em abril de 2026, o Ibovespa engatou uma rota de correção rigorosa. O principal índice da B3 opera agora cotado na região dos 167.300 pontos, estendendo uma incômoda sequência de pregões em queda. O volume financeiro desacelerou e a saída líquida de estrangeiros já ultrapassa os R$ 7,2 bilhões apenas neste mês. Grandes nomes de peso no índice, como Petrobras, Vale e o setor bancário tradicional, têm enfrentado oscilações bruscas decorrentes do recuo no preço de commodities cruciais — como o minério de ferro — e do encarecimento do crédito interno. Sem gatilhos imediatos de curto prazo para destravar o valor das companhias abertas, a renda variável amarga uma perda de apelo frente às taxas garantidas pela dívida pública e privada. Se a Bolsa sofre para atrair compradores, a renda fixa tornou-se a grande protagonista dos portfólios em 2026. A decisão do Banco Central do Brasil em manter a taxa Selic em 14,00% ao ano, acompanhada por um tom bastante conservador na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), garante um rendimento bruto de cerca de 1,10% ao mês para aplicações pós-fixadas atreladas ao CDI. Essa rentabilidade torna os títulos públicos Tesouro Selic, além de CDBs de bancos de primeira linha, as opções preferenciais para fundos de emergência e caixa corporativo. Papéis isentos de Imposto de Renda — a exemplo de LCI, LCA, CRI e CRA — pagam taxas equivalentes a retornos brutos superiores a 16% ao ano na tabela regressiva, criando uma barreira de rentabilidade quase imbatível para a bolsa de valores superar no curto prazo. O quadro fica ainda mais favorável para a renda fixa ao analisar a dinâmica da inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE, avançou apenas 0,07% no mês de julho de 2026. Com esse resultado, o indicador oficial de inflação acumula 3,44% no ano e atinge 4,44% nos últimos 12 meses. Para quem está posicionado em papéis do Tesouro IPCA+ (NTN-B) ou debêntures incentivadas que pagam a variação da inflação mais um cupom fixo ao redor de 6,5% a 7,0% ao ano, a equação entrega um ganho real líquido expressivo acima da inflação. Com a inflação desacelerando na margem e os juros nominais no topo, o investidor consegue preservar e expandir seu poder de compra em patamares raramente vistos no mercado global. Guia do Investidor Com o tripé macroeconômico (Ações, Selic e IPCA) desenhando este cenário em agosto de 2026, veja como montar ou ajustar sua estratégia financeira: Aproveite a Trava de Juros no Tesouro IPCA+: Papéis indexados à inflação que oferecem IPCA + 6,5% ou mais representam excelentes oportunidades para metas de longo prazo (aposentadoria ou compra de imóveis). Ao carregar o título até o vencimento, você imuniza o capital contra estouros inflacionários futuros e garante um prêmio real elevado. Ações Apenas com Foco em Dividendos e Valor: A queda do Ibovespa para 167 mil pontos abriu descontos em empresas pagadoras de dividendos ( dividend yields acima do CDI) e companhias resilientes do setor elétrico e de saneamento. Para quem investe com horizonte de vários anos, a estratégia deve focar na compra gradual de boas empresas a preços módicos. Reserva de Emergência em Liquidez Diária: Mantenha a parcela de curtíssimo prazo e caixa em fundos DI de taxa zero, Tesouro Selic ou CDBs com liquidez diária e rendimento de 100% do CDI, aproveitando o juro de 14,00% ao ano sem correr riscos de oscilação de mercado. Cuidado com a Marcação a Mercado no Crédito Privado: Se for investir em debêntures ou títulos prefixados longos, esteja ciente de que novidades fiscais ou sobressaltos na curva de juros podem fazer o preço do papel oscilar antes do vencimento. A recomendação é diversificar os emissores e focar na qualidade de crédito de empresas triplo A (AAA). Leia mais Dólar hoje encosta em R$ 5,20 pressionado por rebaixamento do Brasil, saída de estrangeiros e tensão no petróleo Offshore vs. Onshore em 2026: onde é melhor investir seu dinheiro com as regras de 2026? Sky Dollar (USDS): a “renda fixa cripto” ganha espaço na carteira dos investidores Renda fixa em dólar: Tesouro americano bate 3% de ganho real e atrai brasileiros Irã no Banco do Brics: país confirma adesão para driblar sanções dos EUA Deutsche Bank se torna o primeiro banco não chinês a operar clearing de yuan na União Europeia Os 10 carros elétricos mais econômicos do Brasil, segundo o Inmetro Para compartilhar:
Dólar abre em alta com dados de inflação dos EUA no radar
São Paulo O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (13), com investidores repercutindo a divulgação de novos dados de inflação nos Estados Unidos e projetando a trajetória de juros no país. Queda nos preços do petróleo no exterior e dados de varejo no Brasil também estão no radar dos analistas durante a sessão. Por volta das 9h55, a moeda americana subia 0,24%, a R$ 5,190. O movimento contrasta com o exterior, onde o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a seis outras moedas, recuava 0,13%. Um homem passa ao lado de um painel eletrônico que exibe índices de mercado na Bolsa de Valores B3, em São Paulo - Amanda Perobelli - 12.ago.2026/Reuters Os dados dos preços ao produtor nos EUA ficaram abaixo do esperado em julho, em um sinal de menor pressão inflacionária na economia americana. Na comparação com o mês anterior, os preços ficaram estáveis, enquanto, na base anual, a alta foi de 4,7%. As expectativas, segundo pesquisa da Reuters, eram de avanços de 0,2% e 4,9%, respectivamente. Os números são acompanhados pelos investidores em busca de sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve, o banco central americano, em relação aos juros. No ambiente doméstico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o setor varejista brasileiro encerrou o segundo trimestre com alta nas vendas acima do esperado em junho. O avanço foi de 0,5% na comparação com maio, acelerando o ritmo em relação ao mês anterior e sinalizando alguma resiliência do consumo, mesmo diante do cenário de juros ainda elevados. O dia também será marcado por falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que participa, às 14h30, da abertura do evento "30 anos de atuação do FGC", promovido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), em São Paulo. Na véspera (12), a moeda norte americana fechou em alta de 0,26%, cotado a R$ 5,177, com investidores repercutindo os dados de inflação dos Estados Unidos, que vieram em linha com as expectativas. O valor é o mais alto desde 9 de junho. A Bolsa registrou queda de 0,22%, aos 167.491 pontos, após recuar 2,50% no pregão de terça (11), aos 167.874 pontos. O índice fechou no menor nível desde 20 de janeiro, quando terminou a sessão aos 166.276 pontos, em meio à reação dos investidores à divulgação da ata da última reunião do Copom. Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, diz que o Ibovespa passou a sessão sem direção definida, alternando entre ganhos e perdas mesmo depois de uma sequência de pregões negativos. "O índice teve dificuldade em acompanhar o desempenho positivo de Nova York, com o mercado ainda bastante sensível ao noticiário e ao ambiente de aversão a risco global", diz o especialista. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. Carregando... Girardi adiciona que, além disso, outro fator relevante foi o vencimento de opções e futuros sobre o Ibovespa, o que tende a adicionar volatilidade ao pregão e pode ajudar a explicar o vaivém do índice ao longo do dia. Os preços ao consumidor nos EUA registraram ligeiro aumento em julho. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1%, após queda de 0,4% em junho, segundo dados divulgados pelo Bureau of Labor Statistics, do Departamento do Trabalho dos EUA. Em 12 meses, o índice avançou 3,4%, após alta de 3,5% em junho. O CPI é acompanhado pelo mercado e ajuda a sinalizar os próximos passos da política monetária do Fed (Federal Reserve, o banco central americano). Para Vinicius Flores, economista e sócio da Stratton Capital, os dados refletem a normalização da inflação americana após um mês de junho marcado pela queda nos preços de energia, em meio à expectativa de uma resolução no conflito entre EUA e Irã, que não se concretizou. Segundo Flores, no último mês, os dados de aluguéis contribuíram para aproximadamente dois terços do aumento da inflação em julho. O especialista afirma ainda que houve melhora no núcleo do CPI, que, apesar de continuar acima da meta de 2% do Federal Reserve, recuou de 2,6% para 2,5%. "Com os dados extremamente em linha com as expectativas do mercado, acredito que o próximo número de inflação que será divulgado antes da decisão do Fed em setembro carregará mais peso para a decisão do comitê." Para Flores, com os dados atuais, a expectativa para a próxima reunião do Fed não deve mudar, e o cenário mais provável é de manutenção dos juros. Segundo o FedWatch, do CME Group, o cenário mais provável para a próxima decisão do Fed é a manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%. Segundo analistas consultados, havia 59,9% de chance de manutenção, contra 40,1% de possibilidade de aumento para o intervalo entre 3,75% e 4%. Após a divulgação dos dados, os rendimentos dos Treasuries e o dólar, medido pelo índice DXY, passaram a cair. Ao longo do pregão, porém, o movimento perdeu força. No fechamento, o DXY registrou alta de 0,17%. Às 17h12, os rendimentos dos Treasuries estavam estáveis. No cenário doméstico, os investidores acompanharam os dados sobre o setor de serviços. O volume de serviços ficou estável em relação a maio e teve alta de 2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). André Valério, economista sênior do Inter, diz que o resultado de junho foi marcado pela disseminação de taxas negativas, com quatro das cinco atividades pesquisadas apresentando contração no mês. A única atividade que expandiu em junho e impediu uma contração geral do setor foi a de informação e comunicação, que avançou 1,8%, reflexo da alta de 2,2% nos serviços de TI. As curvas de juros fecharam em leve alta. Às 17h15, o DI para janeiro de 2028 avançava para 13,930%, alta de 0,01 ponto percentual. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 avançava para 14,560%, alta de 0,02 ponto percentual. Economistas consultados pelo Boletim Focus projetam a taxa de juros terminando 2026 a 13,75%, estimando assim um novo corte de 0,25 ponto percentual. As previsões para os próximos três anos são de 12% (2027), 10,5% (2028) e 10% (2029).
Fundo imobiliário vende imóvel de alto padrão por R$ 15 milhões e registra ganho por cota; IFIX recua – Money Times
Fundo imobiliário vende imóvel de alto padrão por R$ 15 milhões e registra ganho por cota; IFIX recua (imagem: iStock/dabldy) O fundo imobiliário Pátria Plus Multiestratégia Real Estate (RBRX11) anunciou, por meio de fato relevante, que concluiu a venda de uma unidade do empreendimento residencial “Kalea Jardins”, localizado em São Paulo (SP), por R$ 15 milhões. Trata-se de um projeto de alto padrão. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Segundo o comunicado divulgado ao mercado, o preço da transação equivale a R$ 40,6 mil por metro quadrado, já que o imóvel, situado no 16º andar da torre 1 do edifício, soma cerca de 368 metros quadrados. O RBRX11 detém 56,52% de participação direta na unidade e, por isso, terá direito a receber R$ 8,47 milhões da venda. De acordo com o fundo, a operação foi realizada em conjunto com o Pátria Crédito Imobiliário Special Opportunities (Special Opp). Do valor destinado ao RBRX11, R$ 3,95 milhões já foram pagos e correspondem a título de sinal, sendo que, desse montante, R$ 452,2 mil serão repassados a corretores como comissão de intermediação. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Já R$ 1,97 milhão será recebido em até 30 dias como uma parcela intermediária, enquanto os R$ 2,54 milhões restantes serão pagos na data da entrega das chaves da unidade, que ainda está em construção. As parcelas intermediária e final estão garantidas por meio de alienação fiduciária do imóvel em favor do RBRX11 e do Special Opp. Ganho por cota Segundo o fato relevante, o lucro total da venda totaliza R$ 4,85 milhões. Para o RBRX11, o ganho de capital é de R$ 3,71 milhões, o equivalente a R$ 0,025 por cota. Dessa cifra, R$ 0,019 por papel correspondem ao resultado obtido diretamente pelo fundo, enquanto R$ 0,006 vêm de forma indireta, por meio da participação no Special Opp. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A operação, de acordo com o veículo, apresenta taxa interna de retorno líquida de aproximadamente IPCA +14% ao ano e múltiplo sobre o capital investido (MOIC) de 1,52 vez. A partir da conclusão da venda, a compradora passa a assumir os direitos e obrigações relacionados ao imóvel, tornando-se titular do direito de recebê-lo diretamente da incorporadora. Segundo a Patria Investimentos, gestora do RBRX11, a alienação está alinhada à estratégia do portfólio, com foco na reciclagem de ativos e na realização de ganhos imobiliários. Resumo da transaçaõ (Imagem: divulgação/ RBRX11) Desempenho do IFIX Ainda no mercado de FIIs, o IFIX, principal índice da indústria na bolsa de valores brasileira (B3), encerrou a quarta-feira (12) aos 3.715,09 pontos, com queda de 0,18%. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Desde o início de agosto, o indicador acumula desvalorização de 2,71%, enquanto, desde janeiro, recua 1,60%. Destaques do último pregão (12) O MFII11 liderou as altas, com +6,71%. Na sequência, o PVBI11 ganhou 1,48%, enquanto o HGRE11 subiu 1,44%. Ticker Variação Último MFII11 +6,71% R$ 30,52 PVBI11 +1,48% R$ 66,31 HGRE11 +1,44% R$ 116,01 URPR11 +1,37% R$ 20,00 AIEC11 +1,35% R$ 60,00 Já o BLMG11 liderou as quedas, com baixa de 2,23%. Na sequência, o VGHF11 caiu 1,95%, enquanto o CYCR11 recuou 1,65%. Ticker Variação Último BLMG11 -2,23% R$ 31,11 VGHF11 -1,95% R$ 5,04 CYCR11 -1,65% R$ 8,32 BROF11 -1,61% R$ 56,25 VGIR11 -1,46% R$ 9,42 CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE