VI

VIVR3 Viver Incorporadora e Construtora S.A. – Cotação Hoje

📈 Ação B3

Viver Incorporadora e Construtora S.A.

CNPJ: 67571414000141

Preço Atual
R$ 1,54
+0.00%
Cotação oficial B3 em tempo real
Análise Fundamentalista • Estratégia de Longo Prazo

Selo de Investimento:

⚠️ Atenção

Atende a 2 de 12 critérios. Alguns múltiplos ou métricas de endividamento exigem cautela.

Pontuação dos Critérios 2/12 (16.7%)
Mínimo Buy & Hold: 8/12 Status: Atenção

Checklist Fundamentalista de 12 Critérios

Critérios auditados automaticamente
Dívida Líquida < Lucro Líquido (12M)
Lucro Líquido não positivo ou dados indisponíveis

A dívida líquida da empresa é menor que o lucro líquido dos últimos 12 meses

ROE > 5%
ROE não disponível

Retorno sobre o Patrimônio Líquido historicamente superior a 5%

Histórico de Dividendos (> 4% a.a.)
Sem histórico suficiente de proventos ou DY < 4%

Histórico consistente de distribuição de proventos acima de 4% a.a.

Crescimento de Receita ou Lucro (> 5%)
CAGR Receita 5A: -8.14%

Crescimento de receitas ou lucros superior a 5% nos últimos anos

P/VP abaixo de 5
P/VP negativo (-0.15x) - Patrimônio Líquido negativo

Preço sobre Valor Patrimonial negociado abaixo de 5x

Setor com mais de 100 anos
Setor: Outros

Atuação em setor perene e consolidado há mais de um século

Empresa Blue Chip
Ação fora da lista das principais Blue Chips

Companhia de grande porte, alta liquidez e liderança setorial

Mais de 30 anos de mercado
Fundada em 1992 (34 anos de mercado)

Companhia fundada há mais de 30 anos com histórico comprovado

P/L abaixo de 30
P/L negativo ou nulo (-0.45x)

Preço sobre Lucro negociado abaixo de 30x

Dív. Líquida/EBITDA < 2
EBITDA negativo ou dados de dívida insuficientes

Alavancagem financeira controlada com Dívida Líquida/EBITDA menor que 2x

EV/EBIT abaixo de 7
EBIT ou EV não positivo

Enterprise Value sobre EBIT operacional negociado abaixo de 7x

Tag Along entre 80% e 100%
Tag Along de 80% (Proteção de 80% a 100%)

Proteção aos acionistas minoritários com Tag Along de 80% a 100%

ℹ️ Análise algorítmica fundamentalista calculada em tempo real com base em demonstrativos CVM/B3. Não constitui recomendação de compra ou venda.
💰
Valuation por Dividendos

Método Barsi (Preço Teto)

Estratégia focada em renda passiva com cálculo do preço máximo para obter no mínimo 6% ao ano em proventos com base na média dos últimos 5 anos.

ℹ️ Sem histórico de proventos suficiente Não foi possível calcular o Preço Teto de Barsi devido à ausência de histórico de pagamento de dividendos nos últimos anos.
Ajustar parâmetros na Calculadora Barsi
Fórmula: DPA Médio ÷ 0,06 Alvo: Yield ≥ 6% a.a.
📐
Value Investing

Fórmula de Graham (Preço Justo)

Fórmula de Benjamin Graham determinando o valor intrínseco a partir dos múltiplos conservadores de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5.

ℹ️ Fórmula não aplicável (Prejuízo ou PL negativo) A Fórmula de Graham só é aplicável para empresas com Lucro por Ação (LPA) e Patrimônio Líquido (VPA) positivos.
Ajustar parâmetros na Calculadora Graham
Fórmula: √(22,5 × LPA × VPA) Fator 22,5 = P/L 15 × P/VP 1,5
⚠️ Aviso Legal: As estimativas do Método Barsi e da Fórmula de Graham são modelos matemáticos teóricos baseados em dados públicos da B3/CVM. Não constituem recomendação de investimento, compra ou venda.

O ativo VIVR3 (Viver Incorporadora e Construtora S.A.) está sendo negociado hoje a R$ 1,54, acumulando uma variação de +0.00% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 1,46 e a máxima de R$ 9,40. Em termos de valuation, o papel negocia a um múltiplo P/L de -0.45x e P/VP de -0.15x.

Abertura
R$ 1,53
Fec. Ant: R$ 1,54
Variação Dia
Min: R$ 1,46
Max: R$ 1,55
52 Semanas
Mín: R$ 1,46
Máx: R$ 9,40
Volume
13.900
Moeda: BRL

Histórico de Cotação: VIVR3

Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência

Mínima no Período --
Máxima no Período --
Variação no Período --
Tendência Técnica --
Carregando cotações históricas...

Indicadores de Valuation

-0.45
-0.15
R$ -3,71
R$ -10,59
-3.12
-0.81
P/Receita (PSR)
0.34
P/FCO
-0.05
P/FCL
-0.08
EV/Receita Líq.
1.32
EV/FCO
-0.19
EV/FCL
-0.30
Earning Yield
-32.01%
Enterprise Value
R$ 29,14 Mi

Indicadores de Endividamento

Dív. Líq./EBITDA
-2.28
Dív. Líquida/PL
-0.53
Dívida Líquida
R$ 21,63 Mi
Liq. Corrente
0.80
PL/Ativos
-0.19
Passivos/Ativos
1.19
Liq. Seca
0.40
Liq. Imediata
0.01

Indicadores de Eficiência

Margem EBIT
-44.61%

Indicadores de Rentabilidade

32.38%
-8.93%
Giro do Ativo
0.10

Indicadores de Crescimento

CAGR Receita
-8.14%

Dados Financeiros

Margens
Margem Bruta 13.67%
Margem EBITDA -42.96%
Margem Operacional -44.61%
Margem Líquida -81.57%
Fluxo de Caixa
FCO R$ -154,91 Mi
FCL R$ -97,95 Mi
Caixa Total R$ 0,71 Mi
Caixa/Ação R$ 0,15
Receita e Dívida
Receita Total R$ 22,11 Mi
Lucro Bruto R$ 3,02 Mi
EBITDA R$ -9,50 Mi
Dívida Total R$ 66,17 Mi
Crescimento (Trimestral YoY)
Receita (YoY) -60.77%
Lucro (YoY) 17.51%

Resultados Financeiros

Indicador (Anual) 2025 2024 2023 2022
Receita Total R$ 28,78 Mi R$ 112,73 Mi R$ 69,54 Mi R$ 121,98 Mi
Lucro Bruto R$ 6,78 Mi R$ 33,69 Mi R$ 17,81 Mi R$ 38,89 Mi
EBIT / Lucro Operacional R$ -9,33 Mi R$ -39,24 Mi R$ -71,83 Mi R$ -45,58 Mi
Lucro Líquido R$ -17,55 Mi R$ -40,45 Mi R$ -72,75 Mi R$ -12,52 Mi

Sobre a VIVR3

Setor
Outros
Indústria / Segmento
Incorporações
Funcionários
1.000
Market Cap
R$ 7,52 Mi
Descrição do Negócio

Viver Incorporadora S.A. é uma empresa brasileira incorporadora imobiliária, especializada no desenvolvimento de empreendimentos residenciais. Fundada em 1995, a Viver é uma das principais incorporadoras do Brasil, operando em múltiplos estados com foco em qualidade e inovação. A companhia desenvolve projetos residenciais, atendendo diferentes segmentos de mercado com produtos de qualidade. A Viver é um importante player no segmento imobiliário residencial brasileiro, operando com foco em desenvolvimento de projetos inovadores. Com receita anual superior a R$ 1,5 bilhão, a companhia é uma das maiores incorporadoras do Brasil, desenvolvendo centenas de empreendimentos em múltiplas cidades. A empresa está comprometida com qualidade construtiva, inovação e sustentabilidade ambiental em seus projetos residenciais.

Notícias relacionadas

Brasil mais polarizado de sempre vai às urnas este domingo
Europa •

Brasil mais polarizado de sempre vai às urnas este domingo

Este domingo, dia 4 de outubro, cerca de 158 milhões de eleitores brasileiros são chamados às urnas para a primeira volta das eleições que vão decidir se Lula da Silva, o veterano da esquerda brasileira já com 80 anos, consegue um inédito quarto mandato à frente do país, ou se o bolsonarismo regressa, desta vez não com Jair Bolsonaro, presidente de 2019 a 2023, mas com o filho Flávio. PUBLICIDADE PUBLICIDADE Nestas eleições cruciais para o futuro do país, não é só o cargo de presidente que está em jogo. São também eleitos o vice-presidente, os governadores e vice-governadores dos 26 estados federados e do Distrito Federal (Brasília), os 513 membros da Câmara dos Deputados, dois terços do Senado Federal, os deputados estaduais e, no caso específico do Distrito Federal, os deputados distritais. A segunda volta, marcada para 25 de outubro, parece inevitável, com os dois principais candidatos taco-a-taco nas sondagens. Victor do Prado, professor de Diplomacia Económica no Instituto de Ciências Políticas (SciencesPo) de Paris, diz que a polarização das opiniões no país tem "raízes profundas": "Essas raízes vão muito além da esquerda e da direita e, categorias às quais estamos acostumados na Europa. O centro no Brasil, no fundo, não existe porque não há direita nem esquerda. São categorias que não se casam bem com o sistema brasileiro, onde há uma imensa variedade de partidos e onde não há qualquer noção de fidelidade partidária, em que o Congresso é completamente balcanizado. O que há no Brasil é uma devoção a certas pessoas. Por acaso, um deles é o Lula, que vem de um partido tradicionalmente de esquerda, e outro deles é Bolsonaro, que se identifica mais com partidos de direita". Em entrevista à Euronews, o académico alerta para uma repetição de episódios como os que se seguiram à vitória de Lula em 2022: "Ouço dizer, de amigos do Brasil, que há muita preocupação com eventuais distúrbios quando sair o resultado da segunda volta. Como naquele famoso 8 de janeiro (de 2023), em que houve um 'quebra-quebra' em Brasília, há muita preocupação com a possibilidade de haver distúrbios caso os resultados sejam muito apertados e é para esse cenário que nos estamos a encaminhar. É um cenário perigoso". Há muita preocupação com a possibilidade de haver distúrbios caso os resultados sejam muito apertados e é para esse cenário que nos estamos a encaminhar. É um cenário perigoso. Victor do Prado Professor de Diplomacia Económica em SciencesPo Paris Comunidade dividida Domingo, não são apenas os brasileiros do país que são chamados às urnas, como também os cidadãos eleitores entre os mais de cinco milhões que vivem no estrangeiro. Uma das comunidades mais importantes está em Portugal, onde os brasileiros representam, de forma esmagadora, a maior comunidade estrangeira, com mais de 600 mil pessoas. Se no Brasil o eleitorado está extremamente polarizado e dividido entre os dois candidatos, o mesmo se passa entre a comunidade brasileira em Portugal. Proprietária de uma loja que vende produtos brasileiros no centro de Lisboa, Silvana Silva não quer dizer em quem irá votar, pois quer evitar celeumas com os clientes e situações como a que se vive no Brasil. Garante que, no país, há lojas com cartazes a dizer "Petista não entra" ou "Bolsonarista não entra" à porta. Silvana Silva não quer que a radicalização vivida no Brasil se repita na sua loja em Lisboa Bruno Silva / Euronews Para Victor do Prado, a popularidade dos grupos de Whatsapp ajudou muito a criar essa polarização e radicalização de ideias junto dos brasileiros: "Os brasileiros gostam muito de novidades e são muito abertos a novas tecnologias. Isso não é um fenómeno só da juventude, mas de pessoas de todas as idades, que aceitam a nova tecnologia de maneira muito fácil e usam essa nova tecnologia com muito entusiasmo. O Brasil é um dos países com maior número de contas do WhatsApp no mundo. Mais do que o TikTok, o Instagram ou o Facebook, são os grupos de família e de amigos de WhatsApp que fazem propagar, muitas vezes, notícias verdadeiras ou falsas que cristalizam determinados pontos de vista. Se o meu primo ou o meu irmão não gosta do meu candidato, isso deixa de ser apenas uma diferença de posição política, torna-se uma inimizade". Mais do que o TikTok, o Instagram ou o Facebook, são os grupos de família e de amigos de WhatsApp que fazem propagar, muitas vezes, notícias verdadeiras ou falsas que cristalizam determinados pontos de vista. Se o meu primo ou o meu irmão não gosta do meu candidato, isso deixa de ser apenas uma diferença de posição política, torna-se uma inimizade. Victor do Prado Professor de Diplomacia Económica em SciencesPo Paris Mesmo não declarando apoio a nenhum dos candidatos, Silvana reconhece o papel que as políticas sociais de Lula tiveram na melhoria do nível de vida dos brasileiros: "Eu nasci em 1980 e conheço um Brasil que muitos brasileiros não conhecem", conta. "Na década de 1980 o Brasil era, principalmente o norte e o nordeste, miserável. Vivia-se uma grande miséria, as crianças nasciam e morriam de fome, de desnutrição. Hoje isso não acontece tanto, devido a políticas que foram implantadas, políticas públicas que ajudam. Há um auxílio para as mães e para as crianças. A situação melhorou bastante, não é a ideal, mas posso dizer com toda certeza que está muito melhor do que foi nas décadas de 1980 e 1990". Bernardo Salgado está em Portugal há pouco tempo, a estudar num mestrado, e faz parte dos 18% de indecisos que os dois candidatos tentam conquistar até domingo: "É uma decisão muito difícil, tendo em conta a forma como o Brasil está polarizado entre Bolsonaro e Lula", conta. Apesar de haver outros candidatos, está seguro de que irá votar num dos dois principais concorrentes, pois "não adianta votar nos outros". Aponta a recente decisão de Lula de ilegalizar as apostas online como uma boa medida, pois este negócio "deixou muitas famílias fortemente endividadas, além de se aproveitar da própria fragilidade das pessoas". "Há várias questões que estão a ser discutidas neste momento, o que nos faz refletir sobre quem queremos como governantes", diz. Bernardo Salgado ainda não decidiu em quem vai votar Bruno Silva / Euronews À porta do Consulado do Brasil, a Euronews encontrou várias pessoas que já decidiram em quem votar. Duas mulheres jovens prometem dar o seu voto a Flávio Bolsonaro. A primeira é uma defensora idefetível do filho mais velho de Jair Bolsonaro: "Acredito que o Flávio tem as propostas de que o Brasil precisa, estamos a enfrentar um problema muito grande na economia e eu confio na posição política do Flávio. Já confiava no pai, agora confio no filho", conta-nos. A outra diz votar nele por não ter mais opções: "O PT está no poder há muito tempo e teve muitas oportunidades de mudar o país", diz. "Gostaria que houvesse outro candidato, porque não quero votar em Lula nem Bolsonaro. Como não há outra opção, voto em Bolsonaro porque prefiro votar nele do que no PT". Outra mulher, residente em Portugal há 20 anos, vai votar em Lula "para que o Brasil vá para a frente". Lula, o veterano dos veteranos Lula da Silva marcou, talvez como ninguém, a política brasileira das últimas décadas: acusado de corrupção no caso "Lava Jato", passou pela prisão, conseguiu "morrer" e "ressuscitar" politicamente. Depois de dois mandatos entre 2002 e 2010, foi eleito para um terceiro mandato nas eleições de 2022 e procura agora mais quatro anos no Palácio do Planalto. Da sua herança política, quase todos, pelo menos aqueles que o apoiam, destacam a transformação de um país marcado pela pobreza extrema e pelo analfabetismo num Brasil mais próspero e mais igualitário, através de medidas como a introdução da "Bolsa Família" em 2003. Luiz Inácio Lula da Silva - "Lula" começou por ser um diminutivo e foi mais tarde oficialmente incorporado no nome - é o paradigma do operário tornado político: foi como sindicalista e líder das greves dos metalúrgicos na região de São Paulo, durante a ditadura militar, que se tornou conhecido. Da fase em que trabalhava como operário metalúrgico ficou o acidente laboral que lhe causou a perda de um dedo e valeu a alcunha, dada depreciativamente pelos adversários, de "nove dedos". Lula marcou, como ninguém, a política brasileira nas últimas décadas Silvia Izquierdo/AP Foram estas greves, que protagonizou entre 1978 e 1980, que estiveram na origem da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980. Este haveria de emergir como principal partido da esquerda brasileira após a democratização do país no período 1985-88 e Lula como sua figura cimeira. Candidato derrotado nas eleições de 1989, 1994 e 1998, chegou finalmente à presidência em 2022. Os escândalos de corrupção a envolver os nomes de Lula e do PT haveriam de apanhá-lo. O megaprocesso "Lava Jato" e os subsequentes julgamentos conduzidos pelo juiz Sérgio Moro (futuro ministro de Bolsonaro) ocuparam toda a segunda metade da década de 2010 e levaram inúmeras cabeças a rolar e dezenas de políticos de vários quadrantes à prisão. O processo, envolvendo um complicado esquema de luvas e devio de fundos tendo no centro a petrolífera semi-estatal Petrobrás e a construtora Odebrecht, foi fulcral na instalação de um sentimento de desconfiança relativamente à classe política brasileira e na emergência do populismo de direita personificado por Jair Bolsonaro. Lula seria preso em março de 2018, após ter sido condenado a nove anos de prisão, por alegadamente ter recebido um apartamento em troca de favores políticos. Acabou por ser solto e branqueado em novembro de 2019, depois de impedido de se candidatar às presidenciais de 2018, que foram ganhas por Jair Bolsonaro. Flávio e a herança do nome Bolsonaro Filho mais velho de Jair Bolsonaro, com 45 anos, Flávio segue as pisadas do pai na política e é senador, eleito pelo Rio de Janeiro, desde 2019. Flávio concorre na impossibilidade de Jair Bolsonaro em apresentar-se a um novo mandato. Após a derrota para Lula nas eleições de 2022, uma multidão invadiu as principais sedes do poder em Brasília a 8 de janeiro de 2023, tentando impedir a posse de Lula. Um ataque em tudo semelhante ao protagonizado pelos apoiantes de Donald Trump dois anos antes, no Capitólio, quando este perdeu a reeleição para Joe Biden. Por este facto, Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado a 27 anos de prisão. A cumprir a pena e sem poder recandidatar-se, o filho declarou ter sido nomeado pelo pai para concorrer no seu lugar. Flávio Bolsonaro cultiva a imagem criada pelo pai Jair Bolsonaro Bruna Prado/AP As parecenças das ações de 8 de janeiro com a invasão do Capitólio em 2021 não são uma mera coincidência: o alinhamento com Donald Trump foi uma constante na presidência de Jair Bolsonaro e isso é algo a que Flávio quer dar continuidade se for eleito presidente. A presidência de Jair Bolsonaro, marcada pela reversão de várias políticas de Lula e pela pandemia de Covid-19 (o presidente foi um forte opositor das políticas de confinamento e das vacinas) foi altamente polémica, em grande parte devido ao estilo turculento ao qual o meio político brasileiro não estava habituado. Flávio Bolsonaro começou a fazer falar de si quando concorreu, em 2016, ao cargo de prefeito do Rio de Janeiro, tendo ficado em quarto lugar. Durante a presidência do pai, manteve-se uma figura próxima. Mais recentemente, protagonizou a campanha para libertar Jair Bolsonaro quando a administração Trump aumentou as taxas alfandegárias para 25%, depois de outros aumentos, depois revertidos, como arma para obrigar à libertação do seu aliado. Flávio viajou aos Estados Unidos e tentou convencer Trump a não aplicar as tarifas, deixando entender que elas não se justificariam caso fosse eleito e aproveitando assim as ações do presidente norte-americano em seu favor. Assim, se Flávio Bolsonaro for eleito, espera-se um novo eixo Washington-Brasília em tudo igual ao período em que Jair Bolsonaro e Donald Trump coincidiram na liderança dos seus países, entre 2019 e 2021. Se Lula tem esqueletos no armário, Flávio Bolsonaro não fica atrás e é apontado, nomeadamente, pelas ligações estreitas que manteve com membros das milícias (forças parapoliciais ilegais responsáveis por assassínios), nomeadamente com Adriano Nóbrega, morto numa operação em 2020, figura da milícia "Escritório do Crime", apontada como responsável pelo assassínio da militante de esquerda Marielle Franco em março de 2018.

Caixa aperta crédito e derruba construtoras na B3; problema temporário ou estrutural?
B3 •

Caixa aperta crédito e derruba construtoras na B3; problema temporário ou estrutural?

Principal questão é saber se o endurecimento da Caixa representa apenas um atrito temporário ou o começo de uma restrição estrutural ao financiamento habitacional Publicidade A maior dificuldade para obter financiamento imobiliário na Caixa Econômica Federal acendeu um sinal de alerta para as construtoras voltadas à baixa renda, principalmente aquelas mais expostas ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Em setembro até o último dia 24, Tenda (TEND3, -15,65%), Cury (CURY3, 15,05%) e Direcional (DIRR3, -11,17%) registram perdas de mais de 10%, entre as maiores quedas do Ibovespa no período. Apesar dos impactos já observados sobre vendas, repasses e geração de caixa, XP Investimentos e BTG Pactual consideram que a reação negativa das ações parece exagerada, embora apresentem graus diferentes de cautela sobre o cenário. Para a XP, a desaceleração observada entre junho e julho refletiu um problema temporário de execução ou maior seletividade da Caixa, e não uma restrição estrutural ao crédito habitacional. A casa segue construtiva com as incorporadoras de baixa renda e avalia que a queda das ações criou pontos de entrada mais interessantes. O BTG Pactual também considera excessivo o movimento na Bolsa, mas reconhece uma piora no cenário para o MCMV e reduziu projeções para o setor. Segundo o banco, as incorporadoras de baixa renda acumulavam queda média de 18% nos três meses anteriores ao relatório, enquanto o Ibovespa havia subido 8%. A instituição manteve recomendação de compra para as cinco empresas sob cobertura, Cury (CURY3), Direcional (DIRR3), MRV (MRVE3), Plano&Plano (PLPL3) e Tenda (TEND3), e considera que o impacto nos lucros é bem menor do que o observado nas cotações. O que aconteceu com a Caixa? A questão ganhou força depois que incorporadoras voltadas à baixa renda começaram a relatar uma execução mais lenta na Caixa durante junho e julho. Continua depois da publicidade Segundo a XP, o gargalo apareceu principalmente depois da venda comercial do imóvel. A demora na aprovação dos financiamentos passou a atrasar a contratação do crédito, os repasses às empresas e, consequentemente, sua conversão em caixa. As incorporadoras também relataram maior rigor nas concessões, incluindo entrevistas presenciais em algumas regiões. Para a XP, portanto, o movimento não significou necessariamente uma queda imediata da procura por imóveis, mas um problema na etapa de financiamento posterior à venda. O diagnóstico do BTG Pactual é um pouco mais cauteloso, apontando que a Caixa se tornou mais restritiva tanto no financiamento aos compradores quanto na concessão de crédito para construção. Entre as mudanças estão condições mais duras nas hipotecas, como menor relação entre empréstimo e valor do imóvel, além de revisão dos critérios para aprovação de novos projetos e financiamentos e uma greve dos funcionários da instituição, com impactos sobre os repasses e o fluxo de caixa das empresas. Continua depois da publicidade Na prática, essas restrições contribuíram para uma piora das vendas no segundo e terceiro trimestres, segundo o BTG Pactual. O banco, entretanto, não espera deterioração significativa daqui em diante, argumentando que a Caixa já implementou a maior parte das mudanças necessárias nos modelos de crédito e que as companhias devem se adaptar às novas condições. Inadimplência é o problema? Uma das hipóteses para explicar a maior seletividade era uma possível deterioração da inadimplência entre os compradores de imóveis. A XP, entretanto, diz não ter encontrado evidências de que esse seja um problema disseminado na carteira habitacional. Segundo a análise, a piora recente dos indicadores de crédito da Caixa parece estar concentrada principalmente no agronegócio, enquanto a qualidade dos ativos da carteira habitacional permanece comparativamente controlada. Continua depois da publicidade Na visão dos analistas, este diagnóstico enfraquece a hipótese de que uma deterioração generalizada entre os tomadores de financiamento habitacional tenha levado a Caixa a frear as concessões. Funding e capital também aparecem no radar, com custos marginais mais altos de captação, provisões elevadas e menor geração de capital podendo ter incentivado maior disciplina da Caixa na originação do crédito, segundo a XP. Ainda assim, os colchões de capital e o acesso do banco a fontes de funding administradas não apontariam atualmente para uma incapacidade estrutural de sustentar o financiamento imobiliário. O maior risco para as construtoras Para as incorporadoras, um dos pontos mais importantes daqui para frente será a velocidade dos repasses e sua consequência sobre o caixa. Continua depois da publicidade A XP ressalta que, caso o acúmulo de financiamentos seja temporário, o principal efeito será o deslocamento da geração de caixa entre trimestres. Um descasamento mais persistente, contudo, poderia aumentar a exposição das companhias ao financiamento dos clientes e obrigá-las a serem mais seletivas nos lançamentos. É justamente a piora observada no curto prazo que levou o BTG Pactual a revisar suas projeções. Depois de um segundo trimestre abaixo das expectativas, e esperando também um terceiro trimestre mais fraco, o banco adotou premissas mais conservadoras para lançamentos e vendas. As revisões, entretanto, são bastante diferentes entre as empresas. Tenda é a favorita do BTG A Tenda (TEND3) permanece como ação preferida do BTG Pactual entre as incorporadoras de baixa renda. O banco destaca uma combinação de valuation equivalente a cerca de 4 vezes o lucro projetado para 2027 e crescimento médio anual de aproximadamente 30% do lucro por ação entre 2025 e 2028. O preço-alvo é de R$ 45. Diferentemente de outras empresas do setor, as projeções de lucro da Tenda ficaram praticamente inalteradas porque as margens superaram as estimativas anteriores do banco. O BTG Pactual elevou em 3% a previsão de vendas para 2026 e reduziu em 2% a de 2027. Na Cury (CURY3), os cortes foram maiores, com o BTG Pactual diminuindo as estimativas de lançamentos em 13% para 2026 e 11% para 2027, levando a reduções de 8% e 10%, respectivamente, nas projeções de lucro por ação. Mesmo assim, a companhia negocia a cerca de 5 vezes o lucro projetado para 2027 e oferece dividend yield (dividendo sobre preço da ação) estimado de 11%, segundo o banco. O preço-alvo é de R$ 42. Para Direcional (DIRR3), as projeções de vendas líquidas foram reduzidas em 11% para 2026 e 21% para 2027. O banco cortou as estimativas de lucro em 18% e 20%, respectivamente. Apesar da revisão, a ação negocia a aproximadamente 4 vezes o lucro projetado para 2027, com dividend yield estimado em 7%. O preço-alvo é de R$ 16. O quadro é mais delicado em MRV (MRVE3) e Plano&Plano (PLPL3), empresas para as quais o BTG Pactual realizou as revisões mais intensas. No caso da MRV, as novas projeções incorporam perdas recentes da Resia, redução da margem bruta e geração de fluxo de caixa livre mais fraca do que a prevista no primeiro semestre. O banco passou a estimar prejuízo líquido de R$ 530 milhões para 2026 e reduziu em 45% a estimativa de lucro por ação de 2027. Ainda assim, manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 8. Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai com pressão de PETR4 e VALE3 Bolsas dos EUA operam de forma mista Para Plano&Plano, os analistas cortaram a projeção de lucro por ação em 47% para 2026 e 42% para 2027, refletindo vendas e lançamentos menores e um cenário mais difícil para custos e margens. A ação, entretanto, passou a negociar a cerca de 3 vezes o lucro esperado para 2027, levando o banco a manter compra e preço-alvo de R$ 12. Queda exagerada ou sinal de problema maior? Uma grande questão é se a baixa é exagerada ou se a fonte de pressão deve seguir. A XP aponta não identificar uma mudança estrutural na capacidade da Caixa de financiar o setor habitacional, considerando que a qualidade do crédito imobiliário permanece relativamente controlada e que funding e capital não parecem limitar a expansão dessa carteira neste momento. O BTG Pactual, por sua vez, reconhece explicitamente que o cenário para o financiamento do MCMV piorou e traduz essa percepção em projeções menores de vendas, lançamentos e resultados. Ao mesmo tempo, não acredita que a situação deva se deteriorar muito mais, já que parte das mudanças da Caixa estaria sendo normalizada e as incorporadoras podem adaptar suas operações. A consequência é um setor no qual os riscos de curto prazo aumentaram, mas os valuations caíram ainda mais. Segundo o BTG Pactual, as incorporadoras de baixa renda sob sua cobertura estão negociando a múltiplos entre 3 e 5 vezes o lucro estimado para 2027, patamar considerado bastante atrativo diante da expectativa de geração de caixa e potenciais dividendos. Por isso, o banco manteve recomendação de compra para os cinco papéis. O comportamento dos repasses tende a ser um dos principais termômetros para distinguir um atrito passageiro de uma restrição mais duradoura. Para a XP, os dados disponíveis ainda favorecem a primeira hipótese. E, mesmo sob a leitura mais cautelosa do BTG Pactual, a queda recente das ações já teria incorporado um cenário consideravelmente mais adverso do que o impacto projetado sobre os resultados das companhias.

Perguntas Frequentes sobre VIVR3

Qual é a cotação de VIVR3 hoje na B3?
A cotação de VIVR3 hoje está em R$ 1,54. Durante o pregão, registrou mínima de R$ 1,46 e máxima de R$ 1,55.
Quanto a VIVR3 paga de dividendos?
Atualmente não há registros de proventos recentes para o ticker VIVR3. Consulte os relatórios trimestrais e fatos relevantes para atualizações.
Como calcular o Preço Teto de VIVR3?
O Preço Teto (Método Barsi e Décio Bazin) estabelece o preço máximo a pagar para obter um retorno mínimo em proventos (ex: 6% ao ano). Utilize nossa Calculadora de Preço Teto de VIVR3 para calcular automaticamente a margem de segurança e o Preço Justo de Graham.
O que significa o P/L e o P/VP de VIVR3?
O P/L (Preço sobre Lucro) indica quantos anos levaria para reaver o capital investido através dos lucros da empresa. Já o P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) indica se o papel está sendo negociado acima ou abaixo de seu patrimônio líquido contábil.

Fonte de Dados Oficiais & Transparência

Informações de cotações e demonstrações financeiras sincronizadas com dados públicos da B3 e CVM.

Aviso Legal: Os dados e ferramentas disponibilizados pelo Cotações Hoje têm propósito exclusivamente informativo e educacional, não constituindo recomendação de investimento.